TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE» E A CDU «UM PROJECTO DE FUTURO, UMA PRESENÇA DE LUTA POR UMA VIDA MELHOR»
Sábado, 21 de Novembro de 2009
O maior orçamento militar da história dos EUA

     O presidente Barack Obama assinou a 28 de Outubro o Defense Authorization Act de 2010, o maior orçamento militar da história dos EUA. Para além de ser o maior orçamento militar do mundo é também maior do que as despesas militares somadas de todo o resto do mundo. O crescimento é imparável. O orçamento militar de 2010 — que nem sequer cobre muitas das despesas relacionadas com a guerra — chega aos 680 mil milhões de dólares. Em 2009 era de 651 mil milhões e em 2000 de 280 mil milhões. Mais do que duplicou em 10 anos.

                                


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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Um Blog censurado pela Câmara Municipal de Penalva do Castelo

    A propósito deste post aqui de um vizinho algumas notas de um informático:

                             


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Leitura Obrigatória (CLXXVII)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«O INE acabou de publicar os dados do desemprego relativos ao 3º Trimestre de 2009. E esses dados mostram que a situação é pior do que aquela que o governo e os seus defensores pretendem fazer crer, e que as medidas tomadas pelo governo são claramente insuficientes.

No 3º Trimestre de 2009, o desemprego oficial atingia 547,7 mil portugueses. Mas o desemprego oficial não inclui a totalidade dos desempregados. No número oficial de desemprego, não estão incluídos aqueles, que embora na situação de desemprego, não procuraram emprego no mês em que foi feito o inquérito, por estarem, por ex., desencorajados. E também não estão considerados no número oficial de desempregados, todos os desempregados que, para sobreviveram, fizeram um pequeno "biscate", por exemplo de uma hora. Se somarmos ao desemprego oficial os desempregado que não são considerados no cálculo do número oficial de desempregados, obtemos para o 3º Trimestre de 2009, 696,9 mil desempregados e uma taxa efectiva de desemprego de 12,3% (a taxa oficial é apenas 9,8%, embora na região Norte a taxa oficial seja 11,6%, em Lisboa e Algarve 10,3%, no Alentejo 10,2%), portanto os valores do desemprego efectivo são bastante superiores aos números oficiais de desemprego que são divulgados pelos media. No fim do 3º Trimestre de 2009, o número de desempregados a receber o subsídio de desemprego era apenas de 350,8 mil, o que correspondia somente a 64,1% do numero oficial de desempregados, e somente a 50,3% do numero efectivo de desempregados. Isto significa que entre 196,9 mil e 346,1 mil desempregados não recebiam subsídio de desemprego. E daqueles 350,8 mil que estavam a receber o subsídio de desemprego, 112 mil recebiam o subsídio social de desemprego, cujo valor é inferior ao limiar de pobreza (354€ por mês – 14 meses). A medida anunciada pelo 1º ministro na Assembleia da República de redução do prazo de garantia vai apenas permitir a mais 10.000 desempregados receberem subsídio de desemprego. É uma medida claramente insuficiente face à gravidade e à dimensão da situação. É urgente adaptar a lei do subsídio de desemprego à actual situação, o que o governo se tem recusado a fazer.»

                                                                                                                    


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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Folha Informativa da Junta de Freguesia de Real

Folha Informativa da Junta de Freguesia de Real

 


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Luta garante resultados

     para visualizar clique aqui
                                              


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publicado por António Vilarigues às 14:04
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Os preços vêm de «cima» e, segundo Sócrates, o desemprego também...

Tomy Rebelión, 18 de Novembro

 

Confrontado com as previsões do INE, que apontam para uma taxa de desemprego de 9,8 por cento no terceiro trimestre de 2009, Sócrates reafirmou que se trata de um problema resultante da crise internacional, (...)

 

Crise internacional essa que tem responsáveis, não é filha de pais incógnitos... Eis aqui alguns. Vejam lá se reconhecem alguém... Quem for muito, muito curioso, pode também espreitar aqui

E aqui, reconhecem alguém? E estes dois?

A crise internacional não é como os terramotos e os furacões, que resultam das forças incontroláveis da natureza...

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:09
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Abono de Família - Um importante subsídio transformado num logro

     No conjunto das prestações sociais do sistema público de segurança social, em termos de número de beneficiários, o Abono de Família surge em 1.º lugar, praticamente a par da pensão por velhice. Não há, nas pensões de sobrevivência e de invalidez, no universo dos trabalhadores com baixas médicas, nem sequer no rendimento social de inserção tantos utentes como os titulares com processos de Abono de Família.

Estamos a falar, reportado a 31/12/2008, de 1 832 820 titulares.

Estamos a falar de um encargo, relativo a 2008, de cerca de 702 milhões de euros.

Estamos a falar, caros leitores, reparem bem, de um subsídio médio mensal de 32 euros.

(sublinhados meus)

                  


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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Quem disse que «os alemães têm de aprender a matar»? E não é que «aprenderam»?

    

Não, não foi Adolf Hitler! Podia ter sido, mas não foi o Grande Ditador

A verdade é que não se sabe ao certo quem disse a frase. Ou melhor, não se sabe ao certo o nome da(s) pessoa(s) que disse(ram) a frase "The Germans Have to Learn How to Kill".

Segundo "Der Spiegel" a frase foi dita por altos comandos estado-unidenses e canadianos a propósito do comportamento dos alemães no Afeganistão: 

«Just how strong the pressure is becoming became evident to Karsten Voigt, Merkel's coordinator of German-American relations, on a recent visit to the United States. After initially commending Voigt for Germany's role in Afghanistan, his US counterparts quickly came to the point. They accused the Germans of "focusing on reconstruction and securing the peace, but leaving the dirty work up to us." And then someone uttered a sentence that Voigt is unlikely to forget anytime soon. "The Germans have to learn how to kill" -- a clear reference to the Taliban enemy.

(...)

The Canadians have been especially clear. Of a total of 33,000 soldiers in the Canadian military, more than 2,000 are stationed in Afghanistan -- "with their backs to the wall," say the Canadians. It is high time, they added, for the Germans to abandon their bunks and learn "to kill Taliban."»

NATO Chaos Deepens in Afghanistan: "The Germans Have to Learn How to Kill"

Esta é a fonte original da notícia. Mas aqui pode ser lida a tradução:

«Numa reunião em Washington, funcionários da administração Bush, falando no contexto do Afeganistão, censuraram Karsten Voigt, representante do governo alemão para as relações germano-americanas: "Vocês concentram-se na reconstrução e na manutenção da paz, mas deixam connosco as coisas desagradáveis"… "Os alemães têm que aprender a matar".

Um oficial britânico disse a um oficial alemão na sede da NATO: "Todos os fins-de-semana enviamos para casa dois caixões metálicos, enquanto vocês alemães distribuem lápis e cobertores de lã". Bruce George, chefe da Comissão Britânica de Defesa, disse "uns bebem chá e cerveja e os outros arriscam a vida".

Um colega da NATO do Canadá observou que já era tempo de "os alemães saírem das suas camaratas e aprenderem a matar os talibãs".»

Livrar o mundo da doença do pacifismo , por William Blum

Ridding the world of the sickness of pacifism

 

E não é que os alemães «aprenderam mesmo a matar»?

«Imaginem a cena: o Afeganistão, dois camiões cisterna roubados cheios de combustível altamente inflamável, rodeados por uma multidão de afegãos desejosos de obter um bocado de graça… Qual seria a última coisa que pensaríamos fazer? Claro – deitar bombas para cima dos camiões. Pois foi o que um comandante militar alemão mandou fazer a um avião telecomandado americano no dia 4 de Setembro. Catapum!! Ficaram reduzidos a cinzas pelo menos 100 seres humanos. Este incidente gerou uma grande controvérsia na Alemanha, porque o Artigo 26 da Grundgesetz (Lei Fundamental/Constituição) da Alemanha do pós-guerra declara: "Actos que possam tender e sejam praticados com a intenção de perturbar as relações pacíficas entre nações, principalmente para preparar uma guerra de agressão, são declarados anticonstitucionais. Devem ser considerados criminosos".»

Um dos muitos feridos/queimados:


 
Uma vala comum

Ver imagens aqui e aqui.

 

Pronto, vamos lá ver a actualidade de Chaplin:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                       


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Novidades da Assembleia da República (III)

                               


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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Truques de um historiador

     Rui Bebiano não leu o meu artigo (nem os esclarecimentos). Tresleu.

O historiador, ao invés do que seria de esperar, parte do preconceito para o conceito: António Vilarigues é comunista, logo só pode querer «(...) limpar da memória ou por desculpabilizar os horrores praticados no sistema concentracionário do "socialismo real"». Nada do que escrevi o autoriza a tirar tais conclusões. Mas num exercício de advinhação sobre as minhas reais intenções, lá consegue tirar da manga esta e outras cartas.

O historiador não foi às fontes: jornal La Vanguardia, edição de 3 de Junho de 2001. Como o preconceito domina toda a sua escrita até confunde as intenções das minhas aspas...

Para mim aprofundar o conhecimento da história e estar disponível intelectualmente para a revelação e a análise de factos novos, mesmo - e sobretudo - que contrariem as minhas convicções mais profundas, não é distorcer a realidade e muito menos moldar artificialmente a História. Ignorá-los é que seria.

Já agora aproveito para esclarecer que quando escrevi este outro artigo nem pela cabeça me passou a situação do Irão. À Comissão Nacional de Eleições, que se pronunciou sobre os factos nele relatados, também não. Rui Bebiano concluiu o inverso. Sem comentários.                                         

                        


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publicado por António Vilarigues às 16:13
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Como serão as «eleições» «democráticas» nas Honduras?

Chispa

Avante!:

 

Neste blogue: 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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publicado por António Vilarigues às 12:03
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Leitura Obrigatória (CLXXVI)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«A aplicação da Lei 43-B/2006 e da Lei 52/2007 que definem a fórmula de actualização das pensões da Segurança Social e da Administração Pública, respectivamente, determinaria que, em 2010, as pensões até 628,83€ diminuíssem em -1,5%; as de valor entre 628,84€ e 2515,32€ fossem reduzidas em -2%, e as de valor superior sofressem uma redução de -2,25%. Portanto, uma situação socialmente inaceitável que também mostra a necessidade e urgência em alterar profundamente estas duas leis. Mas essa não é intenção de Sócrates. A prová-lo está o facto do 1º ministro ter anunciado na Assembleia da República uma solução, embora insuficiente, só para 2010, que já foi traduzida em projecto de decreto lei , e enviada aos sindicatos, procurando assim manter intocável a fórmula de actualização das pensões que tem determinado o empobrecimento dos reformados, quer da Segurança Social quer da Função Pública, nos últimos anos.

Sócrates anunciou na Assembleia da República que, em 2010, as pensões mais baixas da Segurança Social (até 1,5 IAS cerca de 630€) seriam aumentadas apenas em 1,25%; as pensões até 1500€ somente 1%; e as de valor superior não teriam qualquer subida. Assim, a subida nos preços prevista para 2010, quer pelo Banco de Portugal (+1,5%), quer pela Comissão Europeia (+1,3%), é superior ao aumento das pensões anunciados por Sócrates.. Por essa razão, os reformados terão de viver com pensões em 2010 que tiveram um aumento inferior ao que se registará nos preços. Portanto, o seu poder de compra em 2010 será inferior ao de 2009.»

                                                                                                            


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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
O negócio da água

Tomy Rebelión, 15 de Novembro

Ler neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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As voltas de um andarilho

 


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Onde é que já vi este filme?

    1. O Partido Socialista liderado por José Sócrates sofreu uma acentuada quebra eleitoral nas últimas eleições legislativas. Passou de maioria absoluta a maioria relativa. Perdeu mais de meio milhão de votos e 24 deputados. Obteve uma percentagem eleitoral inferior à que atingiu em 2002 quando ficou na oposição. Foi o único partido com assento na Assembleia da República penalizado pelos eleitores. Todos os outros reforçaram as suas posições em votos e deputados.

A situação deste governo é pois distinta da do governo precedente. É uma situação qualitativamente nova, que deveria ter reflexos no Programa de Governo do PS. Mas não é isso que se passa. O primeiro-ministro e tuti quanti insistem até à exaustão na peregrina tese de que os portugueses validaram no passado dia 27 de Setembro o rumo seguido pelo anterior governo do PS e o seu programa eleitoral.

Daqui decorrem duas consequências práticas. Por um lado, o governo apresentou um programa que, no essencial, mantém as políticas que conduziram Portugal à estagnação e à crise. Continuam a avolumarem-se os problemas do país, em particular o preocupante declínio económico. O que tem reflexos no permanente aumento do flagelo social do desemprego (510 356 desempregados em finais de Setembro). Prossegue, imparável, a acelerada destruição da capacidade produtiva nacional.

Por outro, assistimos, qual Calimeros, à rábula dos lamentos públicos pela não existência de condições para firmar acordos. Isto ao mesmo tempo que se manifestam no governo e no PS os tiques autoritários dos últimos 4 anos. E se ameaça com a realização de eleições antecipadas. Que credibilidade pode merecer as propostas de diálogo, quando se afirma que nada mudará no essencial da sua política?

Como foi dito no debate do Programa de Governo, nos últimos quatro anos as opções políticas do PS e a sua arrogância deram na derrota da maioria absoluta. Agora a insistência no mesmo rumo político e a arrogância, com ou sem vitimização, será o caminho da derrota do Governo.

2. Entretanto chegam-nos notícias do outro lado do Atlântico. Nos EUA a taxa de desemprego ronda os 16 por cento, o número de pobres é de cerca de 50 milhões e aproximadamente 7,5 milhões de famílias estão envolvidas em processos judiciais por falta de pagamento das respectivas hipotecas. Mas centenas de milhares de milhões de dólares do programa de resgate levado a cabo pela Casa Branca têm ido parar directamente ao bolso dos grandes grupos económicos e financeiros e seus gestores.

De acordo com um documento elaborado pelo Procurador-geral do Estado de Nova Iorque nove bancos, que receberam 125 mil milhões de dólares da Casa Branca em 2008, distribuíram pelos seus executivos prémios no valor 30 mil milhões.

Depois do escândalo envolvendo a seguradora AIG – cujos executivos gastaram centenas de milhares de dólares numa semana de férias dias depois do governo ter adquirido 80 por cento do capital da empresa – o «relatório Cuomo» revelou que o Citigroup, onde o governo injectou 45 mil milhões, entregou compensações na ordem do milhão de dólares e apresentou perdas de quase 19 mil milhões. Já o Bank of América, que recebeu do Estado uma soma idêntica ao Citigroup, distribuiu 6 300 milhões a um núcleo restrito de empregados e executivos.

A lista de compensações elaborada por Andrew Cuomo não termina aqui e inclui ainda o JP Morgan Chase, 8 690 milhões; a Goldman Sachs, 4 820 milhões; o Morgan Stanley, 4 470 milhões; o Wells Fargo & Co. 977 milhões; o Bank of New York Mellon, 945 milhões; e o State Street Corp, 469 milhões.

Onde é que já vi este filme?

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 13 de Novembro de 2009

                                                                                      


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Domingo, 15 de Novembro de 2009
Quem disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre»?

     Não, não foi Salazar. Podia ter sido, mas não foi. Salazar podia ter dito a frase do título, já que, em 1949, aquando da formação da NATO, em pleno fascismo, afirmou que os EUA promovem a organização militar «por compreensível sentimento de solidariedade humana». Sim, é verdade, aquele que disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre», estava directamente a considerar-se um digno continuador da obra de Salazar naquele ramo de actividade.

Paulo Portas também não foi. Paulo Portas afirmou (em inglês e tudo, caramba!): «Portugal is a firm, ancient and loyal ally of the United States.» E, aqui, a falar diante de Donald Rumsfeld, a lealdade era tanta que a reafirmou mais duas vezes: «we believe in NATO. We think NATO gave Europe 50 years of peace. And our defense policy is based on loyalty to the Atlantic link and to a very special relationship with the United States of America. (...) I reaffirm the position of the Portuguese government of loyalty and firm belief in the transatlantic link, in the Atlantic organization.»

E, tal como  o autor da frase do título, Augusto Santos Silva, tanta lealdade de Portas deve-se ao amor ardente que ambos compartilham com Rumsfeld e com a NATO, ao povo do Afeganistão e, por extensão, a todo o mundo! 

Esta coisa da lealdade à NATO foi até debatida (e enaltecida: «Portugal is, of course, an old and loyal ally within NATO») na Câmara dos Comuns aquando da visita de Marcelo Caetano a Londres, lembram-se? Tudo por causa de guerras que Portugal promovia em países longínquos...

     Augusto Santos Silva! O homem que veio obscurecer a carreira de Luís Amado! Estará ele a candidatar-se a futuro secretário-geral da NATO? Aqui o vemos numa fotografia recente quando se deslocou ao Instituto da Defesa Nacional, no dia 2 de Novembro onde fez históricas declarações («Portugal do Minho a Timor», versão Augusto Santos Silva). Aqui está ele acompanhado, logicamente, pelo Alto Representante da ONU para a Aliança [Atlântica?] das Civilizações!

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 23:47
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Ele há coisas fantásticas…

    Ele há coisas fantásticas, não há? Então não é que descobri que podia republicar a Conversa da Treta de 24 de Abril de este ano «Pela boca morre o peixe»? Garanto que só um leitor mais atento descobriria que se passaram mais de 6 meses.

É que a Câmara Municipal de Viseu atacou outra vez! E o meu comentário, desculpem-me os leitores a repetição, não pode deixar de ser o mesmo.

Recordemos o que está em causa e que tantas vezes tem sido levantado, SEMPRE com o mesmo resultado final: a legislação sobre a propaganda comercial aplica-se ou não à propaganda política?

O Artigo 37.º da Constituição da República estipula que «Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.». E que «O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.».

Ao longo dos últimos 25 anos, sempre que é chamado a pronunciar-se sobre este tema, o Tribunal Constitucional (TC) tem-no feito no mesmo sentido. Basta ler os sucessivos acórdãos – nº 74/84, 248/86, 307/88, 636/95, 231/2000, 258/2006. O TC considera, inequivocamente, que em matéria de propaganda política «a regulamentação legislativa é integralmente reservada à Assembleia da República». E «só a Assembleia da República pode proceder à sua restrição, seja qual for o motivo invocado para o fazer.».

Mais diz o TC: «a própria regulamentação de direitos, liberdades e garantias deve ser feita por lei ou com base em lei, não podendo ficar para regulamentos dos órgãos autárquicos mais do que “pormenores de execução».

O mesmo tem sido, como não podia deixar de o ser, o entendimento da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A Câmara de Viseu sabe-o perfeitamente. Não é por acaso que no Regulamento de Publicidade do Município de Viseu de 2005 logo no seu Artigo 2.º, nº 2, se estipulava que «Exclui-se do âmbito de aplicação deste Regulamento a afixação e inscrição de mensagens de propaganda de natureza política.».

Se a maioria PSD no Executivo Municipal de Viseu tivessem memória, recordar-se-iam do Parecer da CNE a propósito do «Regulamento sobre o Ordenamento da Propaganda Política», aprovado pela Câmara Municipal de Viseu, em Janeiro de 1995.

Disse então a CNE: «A liberdade de propaganda política, tenha ou não cariz eleitoral ou de apelo ao voto, vigora, pois, tanto durante a campanha eleitoral como fora dela e os órgãos executivos autárquicos carecem de competência para regulamentar o exercício da liberdade de propaganda…». E no nº 14 desse parecer: «As deliberações que consubstanciam o “Regulamento do Ordenamento da Propaganda Política” (da Câmara de Viseu) em apreço são materialmente ilegais».

Nem a sentença demolidora do Tribunal da Relação de Coimbra, sobre os dois militantes da JCP (Juventude Comunista Portuguesa) acusados de terem pintado um mural, parece levar o executivo camarário a corrigir a sua actuação.

Nota solta: Tal como escrevi em Abril de 2009, os leitores que me perdoem as inúmeras citações. Mas pelos vistos elas são necessárias porque há sempre quem queira «governar» ao arrepio da Lei…

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 13 de Novembro de 2009

                                                                                            


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Sábado, 14 de Novembro de 2009
Obama, o flautista de Washington

Latuff2 Carlos Latuff

                                                             

Veja referências a Carlos Latuff também no blogue de Juliana Dias BorgesPele da Terra

Ver neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                              

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publicado por António Vilarigues às 12:09
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A Revolução de Outubro e os direitos sociais das mulheres

     A Revolução de Outubro de 1917 e a implantação do socialismo abriu uma nova era de liberdade, paz e desenvolvimento, proporcionando condições de vida e de trabalho, como nunca tinham tido, a milhões de seres humanos e, particularmente, às mulheres da Rússia e das repúblicas que vieram a integrar a URSS, traduziu-se num revolucionamento a todos os níveis: no trabalho, na família, na vida política, social e cultural.

(sublinhados meus)

                                      


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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
O resgate do «sistema»

  Rebelión de 8 de Novembro

                          

As gigantescas firmas de Wall Street provavelmente teriam fechado se os contribuintes não tivessem dado biliões de dólares em fundos de resgate e apoio (...). Agora, (…) um ano passado sobre o resgate, estes executivos atrevem-se a pagarem a si mesmos somas recorde de remunerações extraordinárias. Estes pagamentos obscenos de Wall Street deveriam ter dado uma sacudidela no Congresso e levarem a apertadas regulações, já que são o resultado das mesmas práticas que levaram o sector à crise." 

"Fazendo uso da máxima de Lampedusa(*), de tudo mudar para que tudo fique na mesma, a dramatização do discurso da crise serve também para, sacudindo a água do capote e ocultando a derrota ideológica do sistema, o grande Capital vir agora legitimar a exigência de maiores e incomensuráveis sacrifícios aos mesmos de sempre. (...) As medidas de resgate do capitalismo não deixam de remeter para uma maior centralização e concentração do capital. Momentaneamente o dólar reforça-se. O seu domínio como moeda global é ainda uma realidade de última instância na arquitectura imperialista global. A par do domínio militar. A actual crise, porém, não deixará de marcar um patamar num declínio que se afigura a prazo irreversível."

                               

(*) Ver neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Media, pluralismo e consciência social

Fernando Correia

     Os ideólogos dos media alinhados com o sistema capitalista assim como os donos e os gestores dos próprios media dominantes gostam de dizer que na sua comunicação social existe diversidade política e ideológica, todas as sensibilidades e correntes de opinião têm oportunidade para se exprimir e, em suma, existe um verdadeiro pluralismo. Esta afirmação é recorrentemente corroborada pelos dirigentes dos partidos ao serviço do sistema, quer sejam dele convictos defensores quer se «limitem» a ser seus solícitos gestores. Só deixa de ser assim, pontualmente, quando um desses partidos está na «oposição» e encontra motivos para se queixar dos «abusos» e «interferências» na comunicação social dos que estão no poder – sendo que, quando a alternância os faz trocar de posição, a mesma cena inevitavelmente se repete…

O mesmo se passa dentro dos próprios media dominantes, onde a maioria da elite jornalística, composta por directores e outros responsáveis editoriais, funciona como charneira entre as administrações e as salas de redacção e como responsável directa pela transformação dos interesses patronais em «produtos» jornalísticos. Mesmo que, neste ou naquele caso individual, o faça de forma contrariada e mesmo tente ser o mais fiel possível aos bons princípios do profissionalismo jornalístico.

Ler Texto Integral

                             


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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Vamos desvendar a «Face Oculta»

     Gostaria de ter escrito ISTO:

«Nós queremos saber o que se passou no BPN. Por que razão foi Dias Loureiro tão protegido durante tanto tempo por Cavaco Silva. Queremos saber quem estabeleceu o preço de venda das acções da Sociedade Lusa de Negócios de que Cavaco Silva e Família eram proprietários. Queremos saber se houve transacções na mesma data de acções daquela empresa pelo mesmo preço. Queremos saber por que preço, e segundo que critérios, comprou Arlindo Cunha bens dos ex-IPE e quem lhos vendeu quando Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças. Queremos saber o que se passa com o negócio dos submarinos.

(...)

É evidente que nós não queremos saber nem conhecer nada que diga respeito à vida privada do Primeiro-Ministro. Nós queremos saber que razões levaram os investigadores a extrair certidões das conversas que Sócrates teve com os investigados. E isso vamos ter que saber.

(...)

Sócrates só tem uma saída: mandar publicar as conversas. Se o não fizer só lhe resta, mais tarde ou mais cedo, uma outra, essa sem retorno!»

                   


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O socialismo real e o capitalismo global

Mariano Utin em utinhumor

       

- Olha papá... Cumpriram-se vinte anos sobre a queda do muro de Berlim... Aqui terminou o pesadelo do socialismo real...

- E começou o pesadelo do capitalismo global...

                                        

«Estoy un poco experimentando con el trazo del dibujo intentando encontrar una línea que me sea cómoda y satisfactoria para trabajar y en eso me topé con un informe pedorro de la CNN sobre la caída del muro de Berlín y toda la fiesta y celebración que montaron y montan con éste nuevo aniversario los grandes medios masivos de comunicación y nos vuelven a enseñar lo mal que vivían en los países del éste con pleno empleo, salud, y educación para todos...claro, pobrecitos...les faltaba la Libertad, como diría Vargas Chota...libertad de empresa, libertad de explotación, libertad de expresión de los medios periodísticos monopólicos, libertad para comerte una hamburguesa en Mc Mierda y todas las delicias de nuestro bien amado sistema de libertades absolutas que se mide en monedas...pero en fin...que me salió esto casi que de las tripas...y vomité.»

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:12
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Comunismo é o futuro

     para visualizar clique aqui
                                              


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publicado por António Vilarigues às 09:09
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Natalidade: Da opção individual ao condicionalismo político

    Façamos, a este respeito, uma pequena retrospectiva. Comecemos pelo ano de 1900 e acabemos em 2008. Neste último século a evolução do número de nado-vivos não foi, nem linear, nem ascensional, nem decrescente. Houve altos e baixos em função, naturalmente, das opções individuais dos potenciais progenitores mas, igualmente, de factores económicos, sociais, culturais e políticos, dos quais se destacam, entre muitos outros, os conflitos armados e os processos, quer revolucionários, quer contra-revolucionários.

                           


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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Os muros de Berlim e de Israel

Latuff2 Carlos Latuff

 

Ver o que foi publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                              


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publicado por António Vilarigues às 12:07
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Transformar a vida, construir o futuro

JCP 30 Anos: "Transformar a vida, construir o futuro"

           


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publicado por António Vilarigues às 08:09
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Leitura Obrigatória (CLXXV)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«No Livro Verde sobre o direito do trabalho enviado aos Estados Membros em 2006, a Comissão Europeia considera que existe na UE "um mercado de trabalho a duas velocidades, constituído por trabalhadores com um emprego permanente, chamados "os insiders", e outros, que designa por "outsiders", que incluem desempregados, pessoas afastadas do mercado de trabalho, e aqueles que se encontram em situações de emprego precárias e informais" (pág.4). E defende que os Estados Membros devem avaliar "o grau de flexibilidade previstos nos contratos clássicos (os contratos efectivos por tempo indeterminado), e, se necessário, proceder à sua alteração, no que diz respeito aos prazos de pré-aviso, custos e procedimentos aplicáveis ao despedimento individual e colectivo, ou ainda no que se refere à definição do despedimento sem justa causa" (pág. 4). Portanto, o que a Comissão Europeia defende é que se faça um nivelamento por baixo, retirando direitos aos trabalhadores efectivos, ou seja àqueles que têm alguns direitos.

No programa do governo de "Sócrates 2", influenciado pela nova ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, que durante muitos anos trabalhou com a Comissão Europeia aparece um "Pacto para o Emprego", que inclui o seguinte: »

                                                                                                                


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publicado por António Vilarigues às 00:08
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
A pata do império sobre as Honduras

Cartunes de Latuff (Honduras)

Para Ler:

Neste blogue: 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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publicado por António Vilarigues às 12:01
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Quem elogiou Manuel Alegre?

    19 de Setembro de 2009

«E é por isso que quero neste momento agradecer ao Manuel Alegre a sua presença, porque dá aqui um sinal claro da unidade do PS nesta batalha política pela vitória no próximo dia 27»

     14 de Dezembro de 2008

     11 de Julho de 2008

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 00:02
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