TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016
Fascismo americano, as raízes de uma nação sob deus

EUA madison-square-garden-1939-1

Reunião no Madison Square Garden da organização Americana Nazi em 1939

 

Realizadas as Convenções dos Partidos Republicano e Democrata, somente restam na corrida para a Casa Branca dois candidatos importantes: Hillary Clinton e Donald Trump, qual deles o mais reacionário e perigoso para a humanidade.

Neste artigo, publicado em Setembro do ano passado na Revista Vermelho, António Santos comenta a influência que o pensamento fascista do III Reich teve na formação da ideologia predominante nos Estados Unidos.

Não perdeu atualidade.

 

Índice dos subcapítulos

 

Arca de Noé da Direita Americana

O fantasma de João Calvino

O mercado de Wall Street

A inspiração de Hitler

A primeira ameaça vermelha

A cultura do fascismo

Nazis e americanos, uma história de amor

A casa de Hitler nas montanhas

A segunda ameaça vermelha

Anti-comunismo sem comunistas

América Anti-intelectual

Actividades anti-americanas

O sonho americano

O actual reaccionarismo da direita estado-unidense é o produto cultural de dois séculos de desenvolvimento de capitalismo. Ao contrário da maioria dos Estados capitalistas desenvolvidos, os EUA nunca abandonaram uma noção de nação que incorpora elementos fascistas. Na verdade, ao longo destes 200 anos, a definição da ideologia americana, ou americanista, foi crescendo, até se transformar, hoje em dia, numa fina película super-estrutural muito semelhante ao fascismo, que filtra a percepção da realidade vivida por milhões de estado-unidenses.

Mais do que mero ersatz da histeria anti-comunista dos anos cinquenta, o nacionalismo estado-unidense mantém-se como um instrumento de luta de classes ao serviço do grande capital e um elemento unificador nacional que se estende da extrema-direita do Partido Republicano ao centro do Partido Democrata.

Na actualidade, a ideologia americanista é um pretexto para justificar o belicismo, a tortura, a espionagem e a repressão policial. Por outro lado, permite manter a opressão económica e social dos afro-americanos, fechar alternativas políticas ao capitalismo bicéfalo e, ao mesmo tempo, convencer os trabalhadores de que no «sonho americano», ao contrário de todos os outros países, é possível enriquecer trabalhando arduamente. Nesta perspectiva individualista, os trabalhadores que não enriquecem devem-se culpar unicamente a si próprios, aos seus genes, à sua inteligência, à sua falta de fé, ou à sua força de vontade, mas nunca ao seu patrão.

Publicado na Revista Vermelho em Setembro de 2015

 

Charlotte EUA 2016-09

Charlotte USA 2016

 

Sempre que nos EUA uma cidade explode de raiva, os principais órgãos de comunicação social vêm chorar as montras partidas, os caixotes de lixo injustamente incendiados, o papel higiénico roubado das lojas...

Ficasse Charlotte na Venezuela e estava pintado um bonito quadro de legítima revolta popular, contra a escassez de produtos básicos e um regime;

fosse em Cuba e já haveria Organizações Não-Governamentais a organizar concertos e campanhas pela libertação dos presos políticos durante os protestos;

fosse a Carolina do Norte a Coreia do Norte e choveriam notícias sobre a brutal ditadura que usa o exército para reprimir e matar o seu próprio povo.

Mas não sendo Charlotte na Venezuela, não veremos as fotografias de dezenas de pessoas, carregadas de papel higiénico, a sair de supermercados incendiados;

não sendo em Cuba, nunca saberemos os nomes das dezenas de pessoas presas durante os protestos,

e não sendo a Carolina do Norte a Coreia do Norte, ninguém falará em direitos humanos.

Keith Lamont Scott não foi o terceiro nem o quarto caso: de acordo com o The Guardian, Keith Lamont Scott foi o 193.º(!!!) negro a morrer às mãos da polícia nos EUA desde o início do ano.

No caso de Charlotte, o orçamento camarário para a polícia ultrapassa os 16 milhões de dólares anuais, mais do que a verba da cidade para a saúde e quase tanto como para a educação.

AQUI

 

German_American_Bund_NYWTS

 

Capitalismo, fascismo, racismo, isto anda tudo ligado (quod erat demonstrandum)

 


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Domingo, 30 de Agosto de 2015
Os lucros da GALP aumentaram 169,6% no 1º semestre de 2015: como e porquê?

«Não se pode dizer que todos estejam a perder com crise. Alguns estão a ganhar e mesmo muito dinheiro com crise. Que o digam os acionistas da GALP (Américo Amorim, Sonangol e Isabel dos Santos, a ENI e fundos americanos que controlam esta empresa). E isto porque a GALP viu os seus lucros aumentar no 1º semestre de 2015 em 169,9%.

De acordo com o relatório e contas que o seu conselho de administração divulgou recentemente, e que está disponível no seu “site”, no 1º semestre de 2014 o resultado líquido da GALP foi de 115 milhões €, mas no 1º semestre de 2015 subiu para 310 milhões €, um aumento de 195 milhões €, que é superior (só o aumento) aos lucros do 1º semestre de 2014.

Naturalmente o aumento dos lucros das restantes petrolíferas que vendem combustíveis em Portugal devem ser muito semelhantes, até porque os preços, pelo efeito simpatia, são muito semelhantes e a supervisão é praticamente nula.»

 


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Domingo, 3 de Maio de 2009
Why We Fight / Amerikas Kriege / Le Nerf de la Guerre: um filme de Eugene Jarecki

Why We Fight describes the rise and maintenance of the United States military-industrial complex and its involvement in the wars led by the United States during the last fifty years, and in particular in the 2003 Invasion of Iraq. The film alleges that in every decade since World War II, the American public has been told a lie to bring it into war to fuel the military-economic machine, which in turn maintains American dominance in the world. It includes interviews with John McCain, Chalmers Johnson, Richard Perle, William Kristol, Gore Vidal and Joseph Cirincione. The film also incorporates the stories of a Vietnam War veteran whose son died in the September 11, 2001 attacks and then had his son's name written on a bomb dropped on Iraq; a 23-year old New York man who enlists in the United States Army citing his financial troubles after his only family member died; and a former Vietnamese refugee who now develops explosives for the American military.

 

Documentaire d'Eugene Jarecki (États-Unis, 2005, 1h35mn) Coproduction : Charlotte Street Films, ARTE, BBC, CBC, France 2, TV2, YLE Sélectionné au Festival de Sundance 2005 En 1961, lors de son discours d'adieu, Eisenhower met en garde son successeur et la nation américaine contre le pouvoir croissant des militaires et les liens étroits qu'ils entretiennent avec les fabricants d'armes. Cela n'empêche pas chercheurs, militaires et industriels de continuer à élaborer des armes toujours plus sophistiquées. Quarante ans plus tard, le complexe militaro-industriel américain semble tout-puissant. Il a joué un rôle essentiel dans le déclenchement de la guerre en Irak. Il faut dire qu'un tel conflit permet d'expérimenter de nouvelles armes, de nouvelles techniques. L'offensive américaine a ainsi été l'occasion de tester une toute nouvelle bombe "antibunker". Mais la puissance du complexe militaro-industriel américain se manifeste aussi à travers la présence sur le terrain de milliers de "privés". Certes, la guerre en Irak est menée par une armée de métier, mais elle est assistée par d'autres forces plus ou moins bien identifiées, nébuleuse d'agents de sécurité et de mercenaires recrutés par des sociétés privées. Ainsi, tous les tortionnaires de la prison d'Abou Ghraïb n'appartenaient pas à la police militaire : certains avaient été engagés par une entreprise "spécialisée" dans les interrogatoires de prisonniers. Pour comprendre comment fonctionne la grande famille militaire américaine, Eugene Jarecki a interrogé de très nombreuses personnes, parmi lesquelles les "faucons" Richard Perle et William Kristol, l'ancien responsable de la CIA Chalmers Johnson, le journaliste de CBS Dan Rather, le fils du président Eisenhower et l'écrivain et critique Gore Vidal. Film d'investigation qui évite de tomber dans la polémique, Le nerf de la guerre cherche à savoir pourquoi les Etats-Unis s'en vont en guerre.

  Com legendas em castelhano:

Why We Fight , 2005, um documentário de Eugene Jarecki

 

Ver ainda:

A transcrição desta entrevista está aqui:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Billie Holiday canta Abel Meeropol - «Strange Fruit»

Strange Fruit

 

Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.

 

Abel Meeropol

 

A fotografia referida pelo compositor como tendo sido a inspiradora da canção: Thomas Shipp and Abram Smith, August 7, 1930.

O filme: «Strange Fruit»

 

 

Para ver e ouvir Billie Holiday a interpretar «Strange Fruit» de Abel Meeropol clicar AQUI e AQUI       

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge  
                      


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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Paul Robeson canta Abel Meeropol / Earl Robinson - «The House I Live In»

THE HOUSE I LIVE IN (1947)

What is America to me?
A name, a map or a flag I see,
A certain word, "Democracy",
What is America to me?

The house I live in,
The friends that I have found,
The folks beyond the railroad
and the people all around,
The worker and the farmer,
the sailor on the sea,
The men who built this country,
that's America to me.

The words of old Abe Lincoln,
of Jefferson and Paine,
of Washington and Jackson
and the tasks that still remain.
The little bridge at Concord,
where Freedom's Fight began,
of Gettysburg and Midway
and the story of Bataan.

The house I live in,
my neighbors White and Black,
the people who just came here
or from generations back,
the town hall and the soapbox,
the torch of Liberty,
a home for all God's children,
that's America to me.

The house I live in,
the goodness everywhere,
a land of wealth and beauty
with enough for all to share.
A house that we call "Freedom",
the home of Liberty,
but especially the people,
that's America to me.

But especially the people--that's
the true America...

 

Abel Meeropol / Earl Robinson

                                

                         

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI e AQUI

                 

                                                   

Para ver e ouvir Paul Robeson a interpretar «The House I Live In» de Abel Meeropol clicar AQUI   

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge  
                      


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Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Paul Robeson: 1898-04-09/2008-04-09

                                               

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

                                                     

                                                           


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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Um documentário sobre a vida de Paul Robeson nos 110 anos do seu nascimento

                                              

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI e AQUI

                                  

                                                              


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Segunda-feira, 24 de Março de 2008
O PAÍS QUE BUSH HERDOU, O PAÍS QUE DEIXA ATRÁS DE SI

 

 

Documento recebido de um amigo português a residir nos EUA, em Março de 2008
Fonte ECONOMIA EM 20 DE JANEIRO DE 2001 HOJE, DEPOIS DE BUSH
1 Crescimento do PIB 4,09 % nos últimos 8 anos 2,65 % nos últimos 7 anos
2 Dívida Externa 5,7 milhões de milhões de dólares 9,2 milhões de milhões de dólares
3 Défices no Orçamento 431 milhares de milhões de dólares 734 milhares de milhões de dólares
4 Novos empregos no sector privado 1,76 milhões por ano, nos últimos 8 369 mil por ano, nos últimos 7
5 Americanos abaixo do nível de pobreza 31,6 milhões 36,5 milhões
Fonte QUALIDADE DE VIDA EM 20 DE JANEIRO DE 2001 HOJE, DEPOIS DE BUSH
6 Americanos sem seguro de saúde 38 milhões 47 milhões
6 Alteração do nível de seguro 4,5 milhões menos em 2 anos 8,5 milhões mais em 6 anos
7 Custo do prémio anual total 6.230 dólares / família 12.106 dólares / família
8 Receita familiar média 49.163 dólares 48.023 dólares
8 Alteração da receita familiar 6.000 dólares de aumento, nos últ. 8 1.100 dólares de redução, nos últimos 6
9 Preço da gasolina 1,39 dólares por galão 3,07 dólares por galão
10 Custo da universidade 3.164 dólares por ano 5.192 dólares por ano
11 Taxa de poupança individual  + 2,3 %  - 0,5 %
12 Dívida no consumo a crédito 7,65 milhões de milhões de dólares 12,8 milhões de milhões de dólares
Fonte OS EUA E O MUNDO EM 20 DE JANEIRO DE 2001 HOJE, DEPOIS DE BUSH
13 Défice domercial americano 380 milhares de milhões de dólares 759 milhares de milhões de dólares
14 Força do Dólar 1,07 Euros por Dólar 0,68 Euros por Dólar
15 Prontidão de resposta militar Todas as Divisões classificadas ao mais alto nível Nenhuma Divisão ou Brigada de Reserva preparada
16 Dependência do petróleo importado 52,75 % 60,38 %
17 Opinião ácerca dos EUA (10 países) 58,3 % favorável 39,2 % favorável
17 Idem no Reino Unido 83 % favorável 56 % favorável
17 Idem na Indonésia 75 % favorável 30 % favorável
17 Idem na Turquia 52 % favorável 12 % favorável
17 Idem na Alemanha 78 % favorável 37 % favorável
FONTES
1 Bureau of Economic Analysis
2 Department of Treasury
3 Congressional Budget Office
4 Bureau of Labor Statistics
5 United States Census Bureau
6 United States Census Bureau
7 Kaiser Study of Employer Health Care Benefits
8 United States Census Bureau
9 Energy Information Administration
10 Higher Education Coordinating Board of Washington State
11 Bureau of Economic Analysis
12 Insurance Information Institute
13 United States Census Bureau
14 OANDA.com: The Currency Website
15 Speaker of the House Fact Sheet, 11/29/07
16 Energy Information Administration
17 Testimony of Andrew Kohut, President of Pew Research Center, 3/17/07  

            

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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Paul Robeson - «We are climbing Jacob's ladder»


                                                                                         

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI e AQUI

                                                                                   

Sobre «We are climbing Jacob's ladder» clicar AQUI

                                            
Para ver e ouvir a canção «We are climbing Jacob's ladder» interpretada por Paul Robeson clicar AQUI
                                                    

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Paul Robeson - «Ol' Man River»

                                                                                         

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Sobre «Ol' Man River» clicar AQUI

                                            
Para ver e ouvir a canção «Ol' Man River» interpretada por Paul Robeson clicar AQUI
                                


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Paul Robeson - «Joe Hill»


                                                                                         

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI e AQUI

                                                                                   

Sobre Joe Hill clicar AQUI

                                            
Para ver e ouvir a canção «Joe Hill» interpretada por Paul Robeson clicar AQUI
                                
Adenda às
17h29m:
Um leitor atento deste blog chamou-me, e bem, a atenção de que o título da canção é simplesmente «JOE HILL». E de caminho enviou-me a letra que aqui fica.
                        
Joe Hill
                   
I dreamed I saw Joe Hill last night,
Alive as you and me.
Says I "But Joe, you're ten years dead"
"I never died" said he,
"I never died" said he.
                
"In Salt Lake, Joe," says I to him,
him standing by my bed,
"They framed you on a murder charge,"
Says Joe, "But I ain't dead,"
Says Joe, "But I ain't dead."
            
"The Copper Bosses killed you Joe,
they shot you Joe" says I.
"Takes more than guns to kill a man"
Says Joe "I didn't die"
Says Joe "I didn't die"
              
And standing there as big as life
and smiling with his eyes.
Says Joe "What they can never kill
went on to organize,
went on to organize"

From San Diego up to Maine,
in every mine and mill,
where working-men defend their rights,
it's there you find Joe Hill,
it's there you find Joe Hill!

I dreamed I saw Joe Hill last night,
alive as you and me.
Says I "But Joe, you're ten years dead"
"I never died" said he,
"I never died" said he.
                             

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
Paul Robeson - «Go Down Moses»

                                                                                         

Sobre Paul Robeson clicar AQUI, AQUI e AQUI

                                                                                   

Sobre «Go Down Moses» clicar AQUI

                                            
Para ver e ouvir a canção «Go Down Moses» interpretada por Paul Robeson clicar AQUI
                                


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