TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 3 de Dezembro de 2016
A confiança dos que lutam

A Paixão de Sacco e Vanzetti

 

«Eles agora vão morrer e não resta nenhuma esperança.» De facto, Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois italianos que partiram para os Estados Unidos da América em busca de trabalho e melhores condições de vida, morreram na cadeira eléctrica, em 1927, sete anos depois do crime de que foram acusados.

«Enquanto houver vida há esperança – respondeu o comunista.» Nos EUA e por todo o mundo, desencadearam-se intensas campanhas de solidariedade. Em Outubro de 1921, O Comunista, órgão do PCP, dava notícia dos «protestos, moções, telegramas contra o iníquo assassinato» que caíam sobre os consulados americanos.

«Sei que aqueles homens estão inocentes, e contudo têm de morrer. A minha fé na decência humana morrerá com eles.» A forma como decorreu o julgamento pôs em causa o sistema de justiça. O juiz, o governo, a universidade, todos alinharam pelos mesmos preconceitos contra os trabalhadores, contra socialistas, comunistas e anarquistas, contra imigrantes. Forjaram-se testemunhos e provas de forma a encaixarem na história, ao mesmo tempo que se desvalorizaram os argumentos da defesa.

«– A sua fé morre facilmente – disse o comunista.» Artistas de todo o mundo sensibilizaram-se com o caso, tanto na altura, envolvendo-se na campanha pela libertação de Sacco e Vanzetti, como depois, lembrando a injustiça da sentença e o laço que liga o destino desses dois homens aos trabalhadores de todo o mundo. Por isso, ainda hoje as figuras de Sacco e Vanzetti aparecem em peças de teatro, filmes, séries de televisão, músicas, pinturas, jogos de computador, e em livros, muitos livros.

«– Acha? A sua fé é mais forte? Onde reside a sua fé, senhor?» «– Nos trabalhadores da América – respondeu o comunista.» Um desses artistas foi Howard Fast, que publicou dezenas de livros mas se destacou sobretudo pelo seu papel incontornável na divulgação do romance histórico. Vários dos seus livros tiveram adaptações para o cinema, dos quais sobressai Spartacus, realizado por Stanley Kubrick e com interpretações de Kirk Douglas e Laurence Olivier. Também aí, Howard Fast mostra a universalidade da luta dos trabalhadores, onde todos são Spartacus.

«– E os trabalhadores… onde estão?» «– Em toda a parte.» Howard Fast, à semelhança de outros militantes comunistas americanos, foi chamado a depor perante o Comité das Actividades Anti-Americanas, onde se recusou a fornecer nomes, sendo por isso condenado a três meses de prisão. Foi, aliás, nesse período na prisão que escreveu Spartacus. Dois anos depois publicaria este A Paixão de Sacco e Vanzetti, que as Edições «Avante!» lançam agora na colecção Biblioteca Avante!. Neste livro, onde os personagens – à excepção de Sacco e Vanzetti, os seus familiares e Celestino Medeiros (um emigrante português que confessou o crime e foi também executado) – não têm nome, o leitor acompanha o dia da execução, o ânimo dos condenados, o medo dos carrascos, a confiança dos que lutam.

«–Os comunistas?» «– Não, os comunistas não. Os trabalhadores. E aqueles que assassinam Sacco e Vanzetti odeiam os comunistas somente porque sabem que os comunistas estão ligados com os trabalhadores.»

(sublinhados meus)

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Domingo, 1 de Maio de 2016
1 de Maio de 1851 – Primeira Exposição Universal

«A Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações», como então foi designada, realizou-se em Londres, no Palácio de Cristal, um edifício concebido por Joseph Paxton, feito com estruturas pré-moldadas de ferro e de vidro que ficou na história pela beleza das suas formas, pela sua transparência e por ter revolucionado os conceitos arquitectónicos.

Inspirada nas feiras medievais de Frankfurt e no sucesso das exposições industriais da França revolucionária nos anos que se seguiram a 1789, a primeira exposição universal foi um sucesso, quer pela mostra de novas tecnologias quer pela componente cultural.

Como refere Asa Briggs no livro Victorian People, «Pela primeira vez na história do mundo, os homens das Artes, Ciência e Comércio foram autorizados pelos seus respectivos governos a reunir-se para discutirem e promoverem os objectivos para os quais as nações civilizadas existem».

As imagens que ficaram para a posteridade devem-se ao trabalho de artistas que registaram o evento.

O Palácio de Cristal foi desmontado depois da exposição e transferido para Sydenham, onde viria a ser destruído por um incêndio em 1936.

AQUI

 


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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Da fome, do desperdício e da tristeza

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Na semana passada, a difusão na Internet de um vídeo do hino da campanha Zero Desperdício, no qual participaram alguns dos mais talentosos músicos da nossa praça, levantou uma compreensível onda de protestos. A letra do hino, da autoria de Tim, é (para ser benevolente) profundamente infeliz, dizendo, a certa altura, “o que eu não aproveito ao almoço e ao jantar / a ti deve dar jeito, temos que nos encontrar”. Devo dizer que, quando li uma parte da letra que alguém pôs a circular na Web, tive a certeza de que se tratava de uma sátira. Quando vi, pareceu-me uma das coisas mais tristes que já me foi dado ver. É chocante a ausência de consideração pela dignidade das pessoas destinatárias da campanha, é chocante a naturalidade com que se encara o facto de umas pessoas viverem das sobras de outras, é chocante a maneira como esta desigualdade é travestida de solidariedade, é chocante o facto de os participantes na campanha não terem sentido nada disto.

Os erros acontecem e é possível que ninguém se tivesse dado conta de que o hino tinha esta leitura. Mas, nesse caso, alguma sensibilidade teria aconselhado a imediata retirada do vídeo e um pedido de desculpas mal a reacção surgiu. É triste que isso não tenha acontecido.

Mas a campanha Zero Desperdício merece outras considerações.

Vale a pena reflectir sobre a expressão “desperdício alimentar”, cujo combate é apresentado pela campanha como o seu objectivo número um. “Pôr fim ao desperdício” é apresentado como a missão da campanha e “Portugal não se pode dar ao lixo” é o seu slogan.

Repare-se que o problema identificado não é a “fome” ou a “carência alimentar” nem a missão “dar de comer a quem tem fome” ou algo do género. A actividade desenvolvida também não é apresentada primordialmente como uma acção de “solidariedade” nem sequer de “ajuda” ou “assistência” (expressões não isentas de carga negativa, pelo paternalismo e desigualdade que lhes está associado, mas certamente defensáveis). Repare-se na diferença entre este “pôr fim ao desperdício” e o nome do Banco de Ajuda Alimentar, claramente apresentado como assistencial, e cuja razão de ser, assumida sem ambiguidades, é melhorar as condições de vida dos destinatários da sua ajuda. Repare-se na diferença entre este ““Vamos brincar à caridadezinha” – José Barata Moura (gravação original de 1973)” e os famosos Restos du Coeur, criados pelo humorista francês Coluche e cuja designação é, em si, um grito solidário (estes “Restos” são a abreviatura de “Restaurantes” e não os restos do almoço e do jantar).

Toda a campanha do Zero Desperdício coloca, pelo contrário, a tónica “do lado da oferta”. Toda a iniciativa é “supply-side economics”. Tudo é apresentado como se fosse o facto de haver desperdício de alimentos que justifica a campanha e as acções dos dadores e não o facto de haver pessoas com fome. Mais: o facto de haver desperdícios parece até positivo, já que permite que os pobres beneficiem das sobras, num exemplo perfeito de “trickle-down economics”. O racional da campanha parece ser e poderia ser: “Já que esta comida ia para o lixo, vamos dá-la aos pobres”. É evidente que o desperdício de alimentos é intolerável, mas o que motiva a acção solidária não pode deixar de ser o combate à fome e a pobreza e às suas causas - e este objectivo, um claro imperativo ético, não pode ser deixado diplomaticamente de lado, para não ofender os poderes por chamar a atenção para a política de empobrecimento a que o país está a ser submetido. Há um dever de denúncia que é inalienável e indeclinável.

É evidente que o “combate ao desperdício” - objectivo razoável em termos gerais, mas moralmente neutro - se insere bem no discurso ideológico caro ao Governo e à direita e se alinha com os apelos à produtividade e à competitividade, enquanto que o “combate à pobreza” tem tonalidades que o Governo, o Presidente da República, os partidos da direita e os grandes patrões não apreciam. Cheira a socialismo, a comunismo, a direitos humanos, aquelas coisas que a direita portuguesa abomina. Mas aquilo a que a simples solidariedade humana nos obriga é a partilhar, de forma a acabar com a fome, independentemente de haver ou não desperdício.

É possível que os autores da campanha “Zero desperdício” tenham decidido não realçar nos seus documentos as expressões “fome” nem“combate à pobreza” (pelas suas tonalidades de esquerda) e falar apenas de “redução do desperdício” (pelas suas tonalidades de direita). Pode ter sido uma astuta decisão de marketing político, uma decisão pragmática de quem sabe que o PSD e o CDS têm a maioria em Portugal. Mas, se o foi, a decisão aceita o pressuposto de que algo tão básico como o combate à fome, tão central nos direitos humanos, deve ser posto de lado devido à sua pretensa tintagem política e deve ser substituído por algo mais aceitável nos salões, algo que cheire a promoção da eficiência empresarial. O que seria triste.

José Vítor Malheiros in jornal «Público» edição de 24 de Abril de 2012 (link só para assinantes)

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Gostaria de ter escrito isto!

Para ver e ouvir a diferença de forma e de conteúdo do artista. E na altura «cantigas» destas podiam dar direito a uns «safanões a tempo»…

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012
Um grupo de cantores radicais vai "criar uma cadeia" - e quem vão lá meter?

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Um grupo de cantores muito catitas propõe-se criar uma cadeia. Será que é para lá meter alguns dos patrocinadores do projecto? Eles que se acautelem!...

A ideia não é má... Talvez que, se a cadeia for bastante grande, dê para albergar todos os responsáveis pela miséria que atinge os "cerca de 360 mil portugueses que passam fome".

Olhem, podem começar pelos janotas que decidem isto:

Três milhões de galinhas poedeiras poderão ser abatidas até Julho.

(É o capitalismo, estúpidos!)

Será que estas galinhas já "davam para ir até à Lua"?

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
XVI Bienal de Artes Plásticas 2009 - Bartolomeu Cid dos Santos

    Bartolomeu dos Santos é na gravura um dos artistas mais importantes a nível mundial no séc. XX, tanto pela sua obra como pela sua actividade como professor na Slade School, em Londres, que alterou radical e universalmente o ensino dessa disciplina artística.

Bartolomeu, o «Barto» como era conhecido pelos amigos, era um homem extraordinário que quase até ao fim da sua vida a viveu com a mesma energia de um jovem acabado de entrar em rompante vigoroso na idade adulta. Extraordinário pelas memórias que não deixava armazenadas nas prateleiras, recuperando-as e transformando-as em sucessos na hora e no dia em que estava sentado e que partilhava entusiasmado para que nada se repetisse, tudo se transfigurasse e que muitas vezes acabasse por adquirir o registo de obra de arte. Extraordinário pela cultura, na sua acepção mais ampla, e erudição que inscrevia discreta e naturalmente no seu quotidiano, pontuando o que dizia, o que produzia. Extraordinário pela alegria de viver com que contaminava os lugares por onde passava, onde estava, abrindo janelas para as festas que espontaneamente aconteciam à sua volta que partilhava com os amigos, os muitos amigos que o acompanhavam nas suas aventuras qualquer que fosse a aventura, desde beber um copo, ouvir uma sinfonia, sonhar um projecto artístico, simplesmente falar de um acontecimento familiar, introduzindo sempre algo de invulgar mesmo na mais plana das trivialidades.

Extraordinário porque à sageza de saber que poucas coisas são essenciais à vida fazia da vida coisa essencial que merecia ser vivida. Extraordinário pela obra artística que realizou e que contribuiu decisivamente para a autarcia mundial da gravura, pelo seu trabalho de mestre baseado em Londres de onde partia para as mais consideradas escolas de artes das quatro partidas do mundo.

A sua obra é de grande singularidade. Percorre-a uma inquietação sem limites que o faz mergulhar na aventura do mundo para o interrogar e questionar em todos os azimutes. Propõe questões que problematizam as relações entre o mundo colectivo e o mundo individual, e se olha para o seu mundo interior perscrutando-o. A crítica política violenta esteve sempre presente na sua obra desde o combate ao fascismo à denúncia feroz do imperialismo norte-americano.

Bartolomeu dos Santos é o gravador português mais importante de sempre e um dos maiores gravadores da História de Arte Contemporânea.

In jornal «Avante!» - Edição de 16 de Julho de 2009

                                                                            


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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Festa do «Avante!» 2009 - Bienal de Artes Plásticas

Bienal de Artes Plásticas

 


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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Evocação aos 10 anos do Prémio Nobel de José Saramago

    Escolhemos o espaço da Festa do Avante! para concretizar a primeira de três iniciativas com as quais o PCP irá assinalar o acontecimento memorável que foi a atribuição a José Saramago do Prémio Nobel da Literatura. A escolha da Festa para esta homenagem pareceu-nos a mais apropriada, por um lado porque a Festa do Avante! é a maior, a mais relevante, a mais bela realização do Partido de que José Saramago é militante há quase quarenta anos; e, por outro lado, porque José Saramago tem sido, ao longo dos anos, uma presença constante na Festa - numa fase inicial, participando nas jornadas de trabalho; posteriormente, participando nas sessões em que vem falar com os seus leitores e autografar os seus livros – esses livros que são produto de outras jornadas de trabalho, talvez não tão diferentes como à primeira vista pode parecer das jornadas dos que constroem e realizam a Festa.

Em todo o caso, integrando o conjunto dos construtores da Festa, ou seja, aqueles milhares e milhares de militantes e amigos do Partido que com o seu trabalho voluntário a constroem e a que se juntam, durante três dias, os milhares e milhares de cidadãos apartidários ou até membros de outros partidos que a visitam – todos fazendo da Festa do Avante! um espaço único de convívio fraterno, um pedacinho do futuro pelo qual lutamos.

Infelizmente, este ano o camarada José Saramago não está aqui connosco – mas fez questão de prometer que no próximo ano cá estará e, uma vez mais, trazendo consigo um novo livro – A Viagem do Elefante, a ser lançado brevemente. 

Por isso, o José Saramago enviou-nos aquela mensagem fraterna que acabámos de ouvir. 

 

          

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Ver Vídeo de homenagem a José Saramago e respectiva mensagem

                      


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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Comício - Carina Castro

    Camaradas e amigos, sinto um enorme orgulho de em nome da JCP vos saudar, deste palco de onde se avista milhares de jovens, onde se avista o fruto da capacidade de construção colectiva deste grande partido e da sua organização de juventude, a luta, a confiança e a certeza num futuro diferente, num futuro feliz!

A nossa Festa é feita de trabalho organizado e amizade, de discussão colectiva, da mobilização única de sonhos, de forças, imaginações, de vontades de milhares de jovens.

Os jovens que no terreno construíram este espaço, que divulgaram a festa, lá fora, que organizaram os Festivais de bandas – a maior iniciativa de divulgação da Festa do Avante! junto da juventude – que garantiram as bancas de vendas de EP’s e percorreram as grandes iniciativas e festivais de Verão, afirmando a Festa do Avante, afirmando o PCP e a JCP!

                        

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Domingo, 14 de Setembro de 2008
Comício - José Casanova

    Camaradas e amigos construtores da Festa do Avante! – militantes do PCP e da JCP; homens, mulheres, rapazes e raparigas oriundos de todo o País e que durante meses construíram esta cidade de modo a que ela fosse durante três dias um espaço único de fraternidade – para todos, um abraço do tamanho da camaradagem e da amizade.

Amigos visitantes da Festa do Avante!, homens, mulheres e jovens de outras opções políticas e partidárias, nossos conhecidos de anos anteriores ou que pela primeira vez aqui vieram, e com os quais contamos nos próximos anos nesta Festa que também é vossa – para todos um abraço do tamanho da fraternidade.

Camaradas e companheiros que vindos de vários países do mundo, e com a vossa presença enriqueceram essa vertente essencial da Festa do Avante! que é a solidariedade internacionalista – para todos, um abraço do tamanho do mundo, abraço que vos pedimos que transmitam aos vossos camaradas e companheiros militantes dos partidos comunistas e das organizações progressistas nos vossos países: Alemanha, Argélia, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Chile, China, Chipre, Colômbia, República Popular Democrática da Coreia, Cuba, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Guiné Bissau, Holanda, Itália, Irão, Irlanda, Japão, Marrocos, Moçambique, Palestina, Peru, Rússia, República Checa, Sahará Ocidental, Timor Leste, Turquia, Uruguai, Venezuela, Vietnam.

E com esse abraço, camaradas e companheiros, vão também a solidariedade dos comunistas portugueses com a vossa luta e os nossos votos de muitos êxitos futuros.


                       

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Sábado, 13 de Setembro de 2008
Comício - Jerónimo de Sousa

    Aqui estamos neste magnífico comício desta fascinante Festa do “Avante!” e, por isso, a nossa saudação fraterna a todos os que aqui marcam presença!

Mas não nos cansamos de sublinhar que a originalidade, a marca distintiva deste acontecimento político-cultural está como e quem a arquitectou, projectou e construiu!

Sem ser redutor ou injusto face ao esforço de tantos camaradas e amigos de diversas condições e gerações, gostaria de enviar uma saudação combativa e solidária particularmente à juventude e à JCP. A sua participação nas jornadas de trabalho, esta fileira colorida de jovens aqui presentes no comício, a forma como convivem e vivem estes dias, derrotam as teses generalizantes, particularmente daqueles que têm responsabilidades políticas nas dificuldades e nas precariedades da juventude portuguesa, quando consideram que os jovens são egoístas e individualistas e não querem saber nada de política.

Esta Festa do “Avante!” dá mais força à nossa confiança de que a juventude não fica parada à espera de ser força do futuro, mas ser força do presente para construir um futuro melhor!


                          

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Abertura

    Declaramos aberta a 32ª edição da Festa do “Avante!”.

Quisestes com a vossa presença, falar mais do que as palavras! 

Juntos quisestes fazer desta moldura humana, a transbordar de juventude, a imagem mais genuína deste acontecimento político e cultural que deve ser entendido no antes, durante e depois da Festa, neste resgate e vivência dos valores da amizade, da fraternidade, da solidariedade e esperança, ao arrepio dos valores prevalecentes do egoísmo, do salve-se quem puder, do individualismo e do conformismo.

“Como fazem?”, “como conseguem?” – perguntam-nos.

E não encontramos resposta mais certa - que é o fascinante espelho e resultado do Partido que temos e do grande colectivo que somos, colectivo construído e edificado num fazer e refazer permanente em torno de um projecto, de um ideal que, tal como a Festa do “Avante!”, cada um o sente como seu e sua e simultaneamente nosso e nossa, ao serviço dos trabalhadores e do povo português.

                         

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Os vídeos da Festa do Avante! 2008

    Todos os VÍDEOS da Festa do Avante! 2008.

                                                                                                                                        


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Sábado, 2 de Agosto de 2008
Apontamentos sobre os espectáculos na Festa do «Avante!» 2008

                                                        

    Entre as numerosas polémicas que ao longo de anos e anos atravessam a história e a crítica da música, conta-se a discutível análise de Wagner sobre a obra de Beethoven, defendendo que a evolução das nove sinfonias que constituem parte fulcral da música europeia correspondiam a um processo de apuramento de construção formal que conduzira Beethoven a reconhecer a voz humana como o paradigma final de criação sonora. Os majestosos edifícios sonoros crescentemente mais complexos das nove sinfonias beethovanianas teriam conduzido o compositor à progressiva complexidade da composição até, ao atingir a sua última obra, a IX Sinfonia, nela ter finalmente integrado lado a lado com a riqueza orquestral a multiplicidade dos timbres da voz humana com coro e solistas a darem outra forma aos versos de Schiller no «Hino à Alegria» - segundo muitos e convincentes investigadores efectivamente um Hino à Liberdade, de nome alterado pelas imposições censórias da época…

A velha polémica wagneriana surge inevitavelmente quando, após ter marcado uma viragem reconhecida nos grandes festivais de ar livre em Portugal ao introduzir na sua programação uma orquestra sinfónica em 1994 exactamente com uma sinfonia de Beethoven – a 7ª, interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Miguel Graça Moura – a Festa dá este ano novo passo trazendo ao maior palco português uma programação que inclui das mais complexas e apaixonantes expressões musicais: a ópera.

O público habitual das sextas-feiras de Atalaia recorda naturalmente o êxito conquistado em 1995 com o espectáculo da Metropolitana pela primeira vez no Palco «25 de Abril», interpretando obras de Tchaikowsky, com destaque para a sempre espectacular Abertura 1812: na realidade, fora a experiência realizada no ano anterior no Auditório «1º de Maio» com a mesma formação e uma programação baseada em Beethoven e que encerrava com a 7ª que abriu caminho a criarem-se as complexas condições técnicas para o ciclo aberto em 95.

Depois disso, passaram pelo palco «25 de Abril» Gerswhin e Shostakovich, Lopes-Graça e Haendel, Bach e Leonard Bernstein, Benjamim Britten e Bartok – e Beethoven! Quando se realizou a 25ª Festa, a programação correu o risco que o público entusiasticamente saudou de trazer exactamente – a IX Sinfonia de Beethoven!  Já lá vão portanto mais de seis anos que a Festa apresentou o panorama integral das sonoridades da música erudita, do completo naipe de instrumentos sinfónicos à voz humana a solo e em coro.

    Mas faltava, de facto, a ópera! A junção, como tão bem a definiu Lopes-Graça, de todas as artes cénicas, do teatro à música, da dança à riqueza da encenação. As dificuldades a enfrentar eram conhecidas: a ópera tem exigências quando apresentada como uma peça integral que requerem situações especiais: a existência de uma estrutura narrativa dada por um libreto cantado e declamado, a necessária expressividade dramática a conceder ao enredo, a importância expressiva das encenações e dos cenários associaram a ópera ao recinto teatral fechado, com todas as suas capacidades e exigências técnicas e acústicas. Desta condicionante, mas do desejo de proporcionar a mais vastas audiências as criações operáticas – na composição e sobretudo na interpretação, crescentemente importante – levaram ao surgimento da Gala de Ópera, no fundo uma espécie de antologia de grandes momentos musicais das composições, prescindindo do enredo dramático e das suas exigências cénicas para valorizar sobretudo os momentos musicais – árias, aberturas, coros – que autores e público elegeram como momentos estruturantes e especialmente estimados.

As evoluções tecnológicas na captação e amplificação sonora tornaram crescentemente possível trazer aos grandes palcos de massas a riqueza interpretativa das grandes vozes e as suas combinações com grandes massas orquestrais: a Gala de Ópera é hoje possível ao ar livre, ao mesmo tempo que as últimas décadas transformaram completamente o panorama musical português vendo surgir intérpretes de uma qualidade e de uma apaixonada entrega à sua arte.

De Rossini a Verdi, de Mozart a Bizet, o número de convidados da música clássica no Palco «25 de Abril» da Festa do «Avante!» cresceu este ano como nunca.

Vamos à Ópera! (ver AQUI)

Quanto ao resto da programação dos espectáculos, a Festa continua a assegurar a qualidade e a transversalidade que são uma marca que fazem dela o evento cultural de massas único que é há mais de três décadas.

(sublinhados meus)

 

Ruben Carvalho

                                                       

                                                                              


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