TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 9 de Outubro de 2016
9 de Outubro de 1967 – Assassinato de Che Guevara

 

O argentino-cubano Ernesto Guevara de la Serna, conhecido por «Che» Guevara, foi um dos comandantes da Revolução cubana, ao lado de Fidel e outros revolucionários, tendo assumido vários cargos na reorganização do Estado entre 1959 e 1965.

Com uma personalidade multifacetada – foi guerrilheiro, político, jornalista, escritor e médico – Che deixa Cuba para lutar por um mundo mais justo.

Chega à Bolívia em Março de 1967, com um grupo de guerrilheiros.

É cercado por militares bolivianos e capturado, ferido mas com vida, a 8 de Outubro.

Cumprindo ordens da CIA, o presidente da Bolívia, René Barrientos, autoriza a execução sumária de Che no dia seguinte e manda esconder o corpo, que só virá a ser encontrado 30 anos depois.

Os restos mortais foram trasladados para Cuba, onde é homenageado como herói nacional.

AQUI

 


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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015
Condor - O Plano Secreto das Ditaduras Sul-Americanas

Convite Condor

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Joao Pina

 


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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
Cerimónia da Tomada de Posse do Presidente Evo Morales

Evo_morales_ines_zuber_2015-01-21

 Cerimónia da Tomada de Posse do Presidente Evo Morales

 


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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014
Evo Morales reeleito na Bolívia

Evo Morales 2014

Evo Morales foi reeleito este domingo, 12, presidente da Bolívia e o Movimento para o Socialismo (MAS) venceu as legislativas conquistando a maioria dos lugares no Parlamento nacional.

Nota: O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) publicou ontem (19) o resultado final das eleições, confirmando que o atual presidente do país, Evo Morales, venceu as eleições com 61,04% dos 99,82% dos votos apurados.

De acordo com os resultados divulgados pelo TSE, Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), obteve 61,04%, seguido pelo magnata do cimento, Samuel Doria Medina, da aliança de centro-direita da Unidade Democrática (UD), com 24,49%.

Com esse resultado, Morales, que se elegeu pela primeira vez em 2006, ganhou um terceiro mandato que vai até 2020 e conquistou dois terços dos lugares na Assembleia Legislativa.

 


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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013
O servilismo incondicional do governo português perante os EUA

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25 verdades:

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O caso Edward Snowden esteve na origem de um grave incidente diplomático entre a Bolívia e vários países europeus. Após uma ordem de Washington, França, Itália, Espanha e Portugal proibiram que o avião presidencial de Evo Morales sobrevoasse seus territórios.

1. Após uma viagem oficial à Rússia para assistir a uma cimeira de países produtores de gás, o Presidente Evo Morales tomou o seu avião para regressar à Bolívia.

2. Os Estados Unidos, a pensar que Edward Snowden – ex-agente da CIA e da NSA autor das revelações sobre as operações de espionagem do seu país – se encontrava no avião presidencial ordenou a quatro países europeus (França, Itália, Espanha e Portugal) que proibissem o sobrevoo do mesmo nos seus respectivos espaços aéreos.

3. Paris cumpriu imediatamente a ordem procedente de Washington e cancelou a autorização de sobrevoo do seu território que havia concedido à Bolívia em 27 de Julho de 2013, quando o avião presidencial se encontrava a apenas alguns quilómetros das fronteiras francesas.

4. Assim, Paris pôs em perigo a vida do Presidente boliviano, o qual teve efectuar aterragem de emergência na Áustria por falta de combustível.

5. Desde 1945, nenhuma nação do mundo impediu um avião presidencial de sobrevoar o seu território.

6. Paris, além de desencadear uma crise de extrema gravidade, violou o direito internacional e a imunidade diplomática absoluta de que goza todo Chefe de Estado.

7. O governo socialista de François Hollande atentou gravemente contra o prestígio da nação. A França surge perante os olhos do mundo como um país servil e dócil que não vacila um só instante em obedecer às ordens de Washington, contra os seus próprios interesses.

8. Ao tomar semelhante decisão, Hollande desprestigiou a voz da França na cena internacional.

9. Paris tornou-se também objecto de riso no mundo inteiro. As revelações feitas por Edward Snowden permitiram descobrir que os Estados Unidos espionavam vários países da União Europeia, dentre os quais a França. Após estas revelações, François Hollande pediu pública e firmemente a Washington que parasse estes actos hostis. Não obstante, no seu âmago, o Palácio do Eliseu segue fielmente as ordens da Casa Branca.

10. Depois de descobrir que se tratava de uma informação falsa e que Snowden não se encontrava no avião, Paris decidiu anular a proibição.

11. Itália, Espanha e Portugal também cumpriram as ordens de Washington e proibiram a Evo Morales o sobrevoo dos seus territórios, até mudarem de opinião depois de saberem que a informação não era verídica e permitirem ao Presidente boliviano continuar a sua rota.

12. Antes disso, a Espanha até exigiu revistar o avião presidencial em violação de todas as normas legais internacionais. "Isto é uma chantagem, não o vamos permitir por uma questão de dignidade. Vamos esperar todo o tempo necessário", respondeu a Presidência boliviana. "Não sou um criminoso", declarou Evo Morales.

13. A Bolívia denunciou um atentado contra a sua soberania e contra a imunidade do seu presidente. "Trata-se de uma instrução do governo dos Estados Unidos", segundo La Paz.

14. A América Latina condenou unanimemente a atitude da França, Espanha, Itália e Portugal.

15. A União de Nações Sul Americanas (UNASUL) convocou com urgência uma reunião extraordinária após este escândalo internacional e exprimiu sua "indignação" pela voz do seu secretário-geral Ali Rodríguez.

16. A Venezuela e o Equador condenaram "a ofensa" e "o atentado" contra o Presidente Evo Morales.

17. O Presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, condenou "uma agressão grosseira, brutal, inadequada e não civilizada".

18. O Presidente equatoriano Rafael Correa exprimiu sua indignação: "Nossa América não pode tolerar tanto abuso!"

19. A Nicarágua denunciou o caso como "acção criminosa e bárbara".

20. Havana fustigou o "acto inadmissível, infundado e arbitrário que ofende toda a América Latina e o Caribe".

21. A Presidente argentina Cristina Fernández exprimiu a sua consternação: "Definitivamente estão todos loucos. Chefe de Estado e seu avião têm imunidade total. Não pode ser este grau de impunidade".

22. Mediante a voz do seu secretário-geral José Miguel Insulza, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou a decisão dos países europeus. "Não existe circunstância alguma para cometer tais acções em prejuízo do Presidente da Bolívia. Os países envolvidos devem dar uma explicação das razões pelas quais tomaram esta decisão, particularmente porque ela pôs em risco a vida do primeiro mandatário de um País Membro da OEA".

23. A Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) denunciou "uma flagrante discriminação e ameaça à imunidade diplomática de um Chefe de Estado".

24. Em vez de conceder o asilo político à pessoa que lhe permitiu descobrir que era vítima de espionagem hostil, a Europa, particularmente a França, não vacila em criar uma grave crise diplomática com o objectivo de entregar Edward Snowden aos Estados Unidos.

25. Este caso ilustra que se a União Europeia é uma potência económica, é uma anã política e diplomática incapaz de adoptar uma postura independente para com os Estados Unidos.

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012
Che Guevara foi assassinado há 45 anos na Bolívia
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Para Ler (os textos) Ver e Ouvir (os vídeos, os filmes e as músicas):

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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
Bolívia: 600 mil pessoas foram arrancadas da pobreza extrema em cinco anos
  • 600 mil pessoas foram arrancadas da pobreza extrema em cinco anos, sublinhou o presidente do país, Evo Morales, durante uma cerimónia oficial de entrega de terras a camponeses pobres a propósito do Dia da Revolução Agrária.

  • Nas áreas rurais, a pobreza extrema foi reduzida de 62 por cento para 42 por cento entre 2006 e 2011, e a pobreza em 12 por cento no mesmo período, precisou Morales, citado pela Prensa Latina.

  • O presidente boliviano sublinhou, ainda, que desde 2006 já foram entregues 62 milhões de hectares de terras a camponeses e cooperativas que delas careciam.

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Argentina, Bolívia,... «La segunda independencia»

Comentando a agitação na Comissão e no Parlamento Europeu face à decisão do governo argentino de nacionalizar a companhia petrolífera nacional, o deputado do PCP, João Ferreira, declarou, dia 18, no hemiciclo:

«Na Argentina estão hoje a corrigir as políticas neoliberais que levaram o país ao desastre económico e social – precisamente as mesmas que os senhores querem à força impor na Europa.

Enquanto cá roubam à esfera pública sectores estratégicos da economia – incluindo empresas lucrativas, como sucede em Portugal – do outro lado do Atlântico percebem a importância de pôr ao serviço do desenvolvimento económico e social esses sectores.

O que vos incomoda verdadeiramente é a demonstração dos resultados opostos de um e de outro caminho.

Enquanto outros crescem e melhoram os seus indicadores económicos e sociais, os senhores afundam a Europa na crise e empurram-nos para um retrocesso civilizacional sem precedentes.

O medo que os senhores têm é o do exemplo.

O exemplo de quem afirma que o interesse dos povos está acima dos interesses do capital, e que ambos são inevitavelmente antagónicos.

O exemplo de quem afirma que a assunção da soberania de um povo, da sua vontade e interesses soberanos, contra os interesses do capital financeiro, é um ponto de partida necessário e essencial para a saída desta crise.»

«Populismo intimidatório» da recém reeleita «Presidente argentina e da sua pequena camarilha» decreta o espanhol El País (18.4.12). Acto «deplorável» e «ataque ao mundo dos negócios» estrilha o Parlamento Europeu (Telegraph, 20.4.12). Acto «ilegal» que terá de ser enfrentado com «todas as opções possíveis» decretou a Comissão Europeia (El Mundo, 18.4.12). «Sintoma daquilo em relação ao qual teremos de estar vigilantes» diz o presidente do Banco Mundial (La Razón, 19.4.12). «Acto esfarrapado de pirataria económica» sentencia em editorial o Financial Times (18.4.12), acrescentando: «Há boas razões para suspender a Argentina do G20. Ao rasgar acordos internacionais, a Sra. Fernández coloca-se no mesmo campo que o caprichoso dirigente da Venezuela, Hugo Chávez. Não se pode deixar que ela se esqueça que as acções têm consequências». Uma frase sinistra, a poucos dias do 10.º aniversário do falhado golpe de estado que tentou derrubar Chavez e as instituições democraticamente eleitas da Venezuela, golpe apoiado pelo governo espanhol (El País, 2.12.04) e pelos EUA.
(
Continuar a ler)

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Las razones de Bolivia, el expolio español

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Para, Ver, Ouvir e Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
EUA: ESTADOS UNIDOS DA AGRESSÃO

T-shirt


Frente da t-shirt


Costas da t-shirt

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sábado, 24 de Abril de 2010
Autárquicas na Bolívia: MAS esmaga oposição

O Movimento para o Socialismo (MAS) do presidente Evo Morales venceu mais de dois terços das 337 autarquias nas últimas eleições locais, realizadas a 4 de Abril no país.

De acordo com os resultados finais do sufrágio, divulgados, no final da semana passada, pela Comissão Eleitoral, o MAS garantiu a maioria em 231 municípios das nove regiões, isto é, triunfou sobre a oposição em 68,5 por cento dos órgãos de poder local.

(sublinhados meus)

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Sábado, 10 de Abril de 2010
Evo Morales consolida apoio na Bolívia - MAS vence eleições

Pela sexta vez consecutiva, o Movimento para o Socialismo (MAS) triunfou, nas urnas, sobre a oposição secessionista de extrema-direita. O partido do presidente Evo Morales duplicou o número de regiões que governa e deverá ganhar a maioria dos 337 municípios a sufrágio.

Embora os resultados oficiais definitivos só sejam divulgados dentro de duas semanas, a vitória do MAS na consulta popular de domingo não merece contestação. Cinco milhões de bolivianos estavam habilitados a expressar-se nas urnas e, segundo os dados preliminares, a maioria dos que o fizeram para escolher nove governadores e 144 deputados regionais, 337 presidentes de câmara e 1887 eleitos municipais, e 23 autoridades indígenas, confiaram na força progressista que governa o país.

(sublinhados meus)

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Qual destes foi eleito democraticamente?

Ver neste blogue:

Ver neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Evo Morales ganhou as eleições logo à primeira volta com mais de 60% dos votos

Evo Morales renueva su mandato con el 63% de los votos y controlará el Legislativo en Bolivia

                                   


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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Para que o crime e os culpados não sejam esquecidos

 

Para que o crime e os culpados não sejam esquecidos:

    Preso

À esquerda nesta fotografia está Felix Rodriguez, o agente da CIA (e que escreve a dedicatória...)

    Assassinado

Nicolás Guillén / Paco Ibañez: Guitarra en duelo mayor (Soldadito Boliviano)

    René Barrientos Ortuño

Soldadito de Bolivia, soldadito boliviano, armado vas con tu rifle, que es un rifle americano, soldadito de Bolivia, que es un rifle americano. Te lo dio el señor Barrientos, soldadito boliviano, (...)

    Lyndon B. Johnson

Te lo dio el señor Barrientos, soldadito boliviano, regalo de mister Johnson, para matar a tu hermano, para matar a tu hermano, soldadito de Bolivia, para matar a tu hermano.

O assassino da CIA no local:

This clip is from the documentary 638 Ways to Kill Castro. In this clip Felix Rodriguez, the man who was ordered the assassination of Che Guevara tells his story of Che's last moments and of his relationship with the Bush family over the years. In his lifetime he has attempted to assasinate Fidel Castro 3 times.

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Nicolás Guillén / Paco Ibañez: Guitarra en duelo mayor (Soldadito Boliviano)

GUITARRA EN DUELO MAYOR

I

Soldadito de Bolivia,
soldadito boliviano,
armado vas con tu rifle,
que es un rifle americano,
soldadito de Bolivia,
que es un rifle americano.

II

Te lo dio el señor Barrientos,
soldadito boliviano,
regalo de mister Johnson,
para matar a tu hermano,
para matar a tu hermano,
soldadito de Bolivia,
para matar a tu hermano.

III

¿No sabes quien es el muerto,
soldadito boliviano?
El muerto es el Che Guevarra,
y era argentino y cubano,
soldadito de Bolivia,
y era argentino y cubano.

IV

El fue tu mejor amigo,
soldadito boliviano,
el fue tu amigo de a pobre
del Oriente al altiplano,
del Oriente al altiplano,
soldadito de Bolivia,
del Oriente al altiplano.

V

Esta mi guitarra entera,
soldadito boliviano,
de luto, pero no llora,
aunque llorar es humano,
aunque llorar es humano,
soldadito de Bolivia,
aunque llorar es humano.

VI

No llora porque la hora,
soldadito boliviano,
no es de lagrima y pañuelo,
sino de machete en mano,
sino de machete en mano,
soldadito de Bolivia,
sino de machete en mano.

VII

Con el cobre que te paga,
soldadito boliviano,
que te vendes, que te compra,
es lo que piensa el tirano,
es lo que piensa el tirano,
soldadito de Bolivia,
es lo que piensa el tirano.

VIII

Despierta, que ya es de día,
soldadito boliviano,
esta en pie ya todo mundo,
porque el sol salió temprano,
porque el sol salió temprano,
soldadito de Bolivia,
porque el sol salió temprano.

IX

Coge el camino derecho,
soldadito boliviano;
no es siempre camino fácil,
no es fácil siempre ni llano,
no es fácil siempre ni llano,
soldadito de Bolivia,
no es fácil siempre ni llano.

X

Pero aprenderás seguro,
soldadito boliviano,
que a un hermano no se mata,
que no se mata a un hermano,
que no se mata a un hermano,
soldadito de Bolivia,
que no se mata a un hermano.

In Poemas de Nicolás Guillén 

Nicolas Guillen / Paco Ibañez

Para ver e ouvir Paco Ibañez a cantar «Guitarra en duelo mayor (Soldadito Boliviano)» de Nicolas Guillen:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Che Guevara fez o que disse e disse o que pensou [Eduardo Galeano]

Ernesto "Che" Guevara   

    El Che Guevara se equivocó... no se equivocó... no lo sé...

No lo sé y creo que en el fondo no me importa...

Porque, lo que sí sé... es que no le reprochan que se haya equivocado.

En el fondo, el che cometió un pecado imperdonable... Un pecado que no se perdona.

Hizo lo que dijo... y dijo, lo que pensó.

Imperdonable. En América Latina, no se como será en otros lugares del mundo, pero en América Latina... La palabra y el acto no se encuentran nunca. A veces se cruzan por la casualidad... Y no se saludan, porque no se reconocen.

Eduardo Galeano

    A célebre canção de Carlos Puebla interpretada por Silvio Rodriguez:

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Emigrantes ilegais...

Pedro Méndez Suárez

 

«Cuando la migración era de norte a sur no habían muros, no habían visas. Cuando la migración era de norte a sur aquí acaparaban miles de hectáreas, saqueaban nuestros recursos naturales, hemos sido realmente pacientes y nos hemos complementado. Cuando la migración es de norte a norte entre ellos resuelven sus problemas, pero ahora cuando la migración es de sur a norte piensan construir muros» dijo el Jefe de Estado en breve diálogo con la prensa, tras el acto de entrega de 20 computadoras a la Federación de Estudiantes de Secundaria de La Paz (FES).

Em Evo Morales fustiga el maltrato a los emigrantes bolivianos en Europa

 

Vídeo:

«En el marco de una visita oficial a España, el Presidente de Bolivia, Evo Morales, prometió ante más de 10 mil bolivianos en Madrid que trabajará por la legalización de todos los inmigrantes. Cuando los españoles y los europeos llegaban a América, nuestros abuelos nunca dijeron que eran ilegales. Declararlos ilegales es un grave error, dijo el mandatario entre aplausos y vítores en la plaza de toros de Leganés. Como se en el país ibérico, cerca de 100 mil inmigrantes bolivianos, radican y trabajan de forma legal, mientras que cerca de 150 mil lo hacen sin los papeles en regla».

Em Evo Morales pide por inmigrantes ilegales en España

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Che Guevara foi assassinado há 42 anos na Bolívia

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Domingo, 23 de Agosto de 2009
O jogo de Obama... para que lhe saia a taluda

Josetxo Ezcurra

 

Neste jogo as peças de dominó representam Manuel Zelaya (Honduras), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua), Tabaré Vázquez (Uruguai), L. I. "Lula" da Silva (Brasil) e Hugo Chávez (Venezuela).

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
A História não se repete, mas…

Texto de Ângelo Alves

    A História não se repete, mas tem por vezes coincidências interessantes. Sendo a História obra dos homens que, no desenvolvimento da luta de classes, que não cessa e se aprofunda, determinam e continuarão a determinar a marcha da Humanidade, há que olhar atentos para ela e dela retirar ensinamentos que nos permitam ver para além da espuma da actualidade.

O pensamento surge a propósito da simbólica coincidência de efemérides históricas na América Latina com o momento actual que o subcontinente e os seus povos vivem. No dia 16 de Julho, na Bolívia, assinalou-se os 200 anos do levantamento popular de La Paz contra a coroa espanhola, liderado por intelectuais, mestiços e crioulos, que daria início a um período de intensas lutas que viriam a culminar na independência da República de Bolívar em 6 de Agosto de 1825. No dia 19 de Julho, na Nicarágua, os 30 anos da entrada vitoriosa das forças sandinistas em Manágua e a vitória da Revolução Sandinista foram comemorados com particular alegria e mobilização, com os sandinistas e Daniel Ortega de novo à frente dos destinos da Nicarágua. No passado dia 26 de Julho, em Cuba, os 56 anos do Assalto ao Quartel de Moncada, que adquire neste ano de 2009, ano do 50.º aniversário da Revolução Cubana, redobrada importância e simbolismo, foi comemorado pelo povo cubano reafirmando uma vez mais o carácter socialista da sua Revolução.

(sublinhados meus)

Ler Texto Integral
                                    


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Sábado, 11 de Julho de 2009
O que é a TeleSUR?

     «TeleSUR (La Nueva Televisora del Sur) es una cadena de televisión pan-Latinoamericana que transmite en señal abierta y por satélite con sede en Caracas, Venezuela. Telesur fue impulsada con la misión de ser un instrumento hacia la "consolidación del ideal bolivariano" a través de la integración de América Latina y como contrapeso a lo que los gobiernos que la auspician consideran una "visión distorsionada de la realidad de América Latina por las televisoras foráneas que transmiten a la región", tales como la CNN, Univisión, la BBC, TVE y Deutsche Welle».

«La Nueva Televisora del Sur, C.A. es, de acuerdo a su sitio de Internet una compañía pública que tiene gobiernos latinoamericanos como sus auspiciadores. Sus auspiciadores son los gobiernos de Argentina, Bolivia, Cuba, Ecuador, Nicaragua y Venezuela. La agenda noticiosa de la cadena es determinada por su Consejo de Administración, con la ayuda de un consejo consultivo formado por varios intelectuales latinoamericanos e internacionales de prestigio como el Premio Nobel Adolfo Pérez Esquivel, el poeta nicaragüense Ernesto Cardenal, los escritores Eduardo Galeano, Tariq Ali, Saul Landau, el redactor jefe de Le Monde diplomatique e historiador Ignacio Ramonet, el productor de cine argentino Tristán Bauer, el programador y pionero del software libre Richard Stallman y el actor y activista norteamericano Danny Glover. La cadena no difunde ningún tipo de publicidad comercial».

(sublinhados meus)

Também:

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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Lembram-se de Antenor Patiño?

     Antenor Patiño e o cobre da Bolívia:
«
A POBREZA da Bolívia contrastou, durante muito tempo, com a riqueza de um de seus filhos, Antenor Patiño, o "rei do estanho", nascido nos últimos anos do século 19 e considerado um dos homens mais ricos de seu tempo.

Em 1968, a pedido de Oliveira Salazar, o ditador português, Patiño preparou um baile com o objetivo de ser o mais faustoso da história. O pretexto de Salazar era atrair a Portugal o turismo de alto luxo; o de Patiño, mostrar a riqueza que a Bolívia lhe proporcionara. Era para ser uma festa maior do que a do Marquês de Cuevas, em Biarritz; a de Charles de Beistégui, no Palácio da Lábia, em Veneza; o Baile Astor, na Inglaterra, ao qual compareceu o primeiro-ministro britânico John Profumo, com as prostitutas do doutor Ward -um episódio inesquecível dos anos 60. O baile foi na Quinta Patiño, a três quilômetros de Estoril. Foram selecionados 700 convidados, a nata da sociedade européia, americana e alguns asiáticos. O baile mobilizou jatinhos de toda a Europa, iates alugados em todos os portos do Mediterrâneo e do Atlântico. Como descreveria José-Luiz de Vilallonga, um nobre espanhol inteligente e ferino, durante meses uma centena de operários escavou um vale artificial em uma colina, em frente à Quinta, só para permitir aos convidados avistar o mar do alto dos terraços. Foram trazidas orquestras de Londres, Nova York e Antilhas; fabricadas 60 mil lâmpadas a óleo. Houve mercado negro de convites, e Gina Lollobrigida só conseguiu entrar de penetra. (...)»

O fundador da "família":

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Yo quiero declararme marxista y comunista, ahora, que la OEA me expulse

     «Estados Unidos no tiene ninguna moral ni autoridad para hablar de la democracia, porque desde allá se gestaban golpes de estado, golpes militares, como ahora arman golpes civiles en Bolivia»

                                                                                                                                           


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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
O homem da CIA no assassinato de Che Guevara

O assassino da CIA no local:

This clip is from the documentary 638 Ways to Kill Castro. In this clip Felix Rodriguez, the man who was ordered the assassination of Che Guevara tells his story of Che's last moments and of his relationship with the Bush family over the years. In his lifetime he has attempted to assasinate Fidel Castro 3 times.

                                                                       

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                          


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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Referendo na Bolívia - Povo aprova nova Constituição

    A maioria dos bolivianos aprovou a nova Constituição da Bolívia. Para Evo Morales o triunfo representa a refundação do país, mas a oposição declarou o boicote ao texto fundamental.

De acordo com números divulgados nas primeiras horas após o encerramento das urnas, a vitória dos partidários da nova Constituição nas eleições de domingo não oferece dúvidas, embora a percentagem dos votos varie muito consoante a fonte informativa. Segundo o canal público de televisão, o «Sim» deve triunfar por 80 por cento contra 15, enquanto que as principais cadeias privadas admitem que o projecto alcançou cerca de 60 por cento dos votos expressos, mas atribuem à oposição aproximadamente 40 por cento. 

A Comissão Nacional de Eleições, por sua vez, não avança dados preliminares e anuncia para as próximas semanas a divulgação dos resultados definitivos. Não contestando a vitória do «Sim», a CNE prefere sublinhar a afluência histórica dos quase quatro milhões de bolivianos habilitados a votar, e a elevação com que decorreu o acto. 

Ao nível regional, o «Sim» prevaleceu, segundo as previsões, nos departamentos de La Paz, Cochabamba, Oruro e Potosí, enquanto que em Santa Cruz, Beni e Chuquisaca, neste último por escassa margem, o «Não» obteve maioria. Quanto às províncias de Tarija e Pando, as informações sobre os resultados da votação são contraditórias, o que só por si é já um factor de relevo, uma vez que ambos os «departamentos» são governados com punho de ferro por políticos que se opõem ferozmente à orientação progressista e anti-imperialista do actual governo central.

Morales proclama refundação do país

Reagindo às mais que certa aprovação da nova Constituição boliviana, o presidente, Evo Morales disse que tal representa a «refundação da Bolívia» e o «fim do Estado colonial, do colonialismo interno e externo». 

Da varanda do Palácio Quemado e perante milhares de pessoas que enchiam a Plaza Murillo para comemorar a ratificação do documento, no centro da capital, La Paz, Morales frisou que «desde 2005 seguimos de triunfo em triunfo, enquanto que os neoliberais, os vendedores da pátria foram consecutivamente derrotados». «Agora, graças à consciência do povo boliviano, os recursos naturais foram recuperados e nenhum governo, nenhum novo presidente poderá entregá-los às multinacionais», acrescentou. 

Morales lembrou ainda que com a nova Constituição ficam salvaguardados os serviços públicos de fornecimento de água e saneamento básico, electricidade, saúde, educação e telecomunicações, assim como pensões de reforma para os idosos e subsídios à frequência escolar para os menores de idade. 

A limitação da propriedade rural acima dos cinco mil hectares – aprovada na mesma consulta popular com cerca de 80 por cento dos votos – e a possibilidade de expropriação das terras incultas estão igualmente consignadas na lei fundamental. Quanto aos povos indígenas, as mais de 30 comunidades existentes na Bolívia passam a gozar de iguais direitos no quadro de um Estado plurinacional, vêm reconhecidos a posse das terras originárias, o direito a uma percentagem sobre os recursos naturais e o seu sistema judicial próprio.

Oposição declara boicote

Contrariamente a todas as informações veiculadas ao final do dia de domingo, a oposição boliviana declarou-se vitoriosa no referendo, organizando mesmo festejos nas províncias de Santa Cruz, Beni, Tarija, Pando (Meia Lua) e Chuquisaca. As concentrações foram uma forma de pressão sobre os resultados e a lisura do sufrágio, mas perante a unanimidade dos observadores enviados pelas organizações internacionais (União de Nações Sul-Americanas, Mercosul, Organização de Estados Americanos, entre outros) em declararem o processo referendário como justo, livre, democrático e sem incidentes relevantes, a direita parece ter recuado na alegação de fraude como principal argumento e partiu para uma segunda abordagem, a declaração do boicote à aplicação da nova Constituição. 

Os governadores da chamada Meia Lua desafiam o executivo de Morales a fixar com a oposição um pacto para evitar a divisão do país, e a responsável por Chuquisaca, Savina Cuellar, fez mesmo um apelo à «desobediência» popular face ao texto proposto pelo governo.

Governo nacionaliza Chaco

Dois dias antes da realização do referendo, o governo boliviano nacionalizou a petrolífera Chaco, controlada pelo grupo Pan-American Energy (PAE, cuja maioria do capital está nas mão da British PetroleumBP), desde que o ex-presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada privatizou a empresa. Actualmente, Lozada encontra-se nos EUA para escapar à justiça boliviana, que o acusa de ser um dos responsáveis pelo massacre de centenas de camponeses, em 2003.

Numa cerimónia realizada na região de Cochabamba, o presidente Evo Morales assinou o decreto que recoloca mais de 98 por cento do capital da Chaco nas mãos da estatal boliviana, dando por terminado o processo de passagem ao sector público da maioria do capital das empresas mistas que exploram as jazidas de hidrocarbunetos no país.

Contra as empresas que não respeitam legislação boliviana temos todo o direito de tomar medidas, disse Morales. O governo procurou negociar com a PAE a compra de pouco mais 1 por cento das acções, o suficiente para deter a maioria do capital da Chaco, mas a multinacional sempre se recusou a passar para o Estado boliviano a soberania das áreas que explora no território.

                                                                

In jornal «Avante!» - Edição de 29 de Janeiro de 2009                                                

Nota: A Constituição boliviana referendada no domingo passou com 62 por cento, anunciou o Tribunal Nacional Eleitoral. Votaram  – o voto no país é obrigatório – 3,89 milhões de eleitores. A taxa de participação foi de 90,27 por cento. O número de bolivianos favoráveis foi de 2.052.911.   

Para decisão pelo referendo estava também o limite máximo das propriedades fundiárias, sendo que neste ponto as posições de Morales (limite de 5 mil hectares) receberam 78% dos votos para 22% dos que pronunciaram por um limite de 10 mil hectares.      

                                                            


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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
«A unidade Boliviana envolvida é aquela que nós temos estado a treinar»...

Clicar na imagem para visualizar a ligação

     White House Memorandum, October 9, 1967: Walt Rostow reports in this memorandum to President Johnson that unconfirmed information suggests that the Bolivian battalion - «the one we have been training» - «got Che Guevara.»

Documentos, que implicam claramente os EUA: 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                           


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Domingo, 11 de Janeiro de 2009
Cuba 50 anos: «Montanhas de Luz»

   Documental cubano sobre la vida de los profesionales de la salud cubanos en el exterior. Conmovedores testimonios de personas humildes que en algunos casos recibieron asistencia de salud por primera vez; de los propios médicos acerca de sus experiencias en la humanitaria misión, y de sus colegas y autoridades en los diferentes países, fueron conocidos por el público mediante el material fílmico.  

"Montaña de luz" es el testimonio de una guerra justa y permitida: aquella que desarrollan contra el hambre, la falta de asistencia médica y por la preservación de la vida, hombres y mujeres guiados por grandes sentimientos de amor. Médicos y otros profesionales del medio, dejando atrás familia y comodidades, lleguen hasta distantes geografías para demostrarles a hombres, mujeres y niños que la vida puede dejar de ser para ellos una condena. 53.19 min. 

 
3ª versão:

 

4ª versão:

Montaña de luz 2005, um documentário de Alejandro Gil, Alejandro Ramírez Anderson, Alejandro Ramírez Corona, Guillermo Centeno, Rafael Solís

Para Ver e Ouvir:

     Impresionante relato sobre el trabajo de la brigada médica cubana de solidaridad Henry Reeve en Pakistán, tras el terremoto.

 

Para LER:

 

Ver ainda:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Cuba 50 anos: Um programa para pôr fim ao analfabetismo no Mundo - «Yo, sí puedo»

Para LER:

     «Primero fueron los agravios. En la historia de este país los indios hemos sido humillados, marginados, despreciados, condenados a la extinción. No nos reconocieron como seres humanos. Fuimos perseguidos y exterminados. En esta capital de la República hasta 1952 no se nos permitía entrar a la plaza Murillo ni caminar por las acera. Los condenados al exterminio estamos aquí presentes para cambiar nuestra historia. No llegamos aquí por concesión de nadie. Y no olvidamos que a nuestros ancestros, a los primeros que a escondidas aprendieron a leer y escribir, les sacaron los ojos y les cortaron las manos. »

In Evo Morales, Rebelion. Bolivia: memorial de agravios y afán de justicia

Para Ver e Ouvir:

  • Yo sí Puedo  (página Argentina com vídeo)                    

Mais para LER: 

     Uganda implementará método cubano de alfabetización

 

                                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge        

                                                                      


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publicado por António Vilarigues às 12:20
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Anatomia de um golpe

    1. A 11 de Setembro de 1973, no Chile de Salvador Allende (cujo centenário do nascimento se comemora neste ano de 2008), Augusto Pinochet executava a fase final de um golpe. Golpe há muito preparado e anunciado pela comunicação social dominante como «inevitável». Golpe que desde o início foi fomentado, financiado e apoiado pela CIA, obedecendo  às ordens da Administração Nixon.

Um ano depois da sangrenta tomada do poder o então Presidente, não eleito sublinhe-se, Gerald Ford foi entrevistado pela revista «Time». Questionado sobre que lei internacional dava aos EUA o direito de tentar desestabilizar um governo constitucionalmente eleito de outro país respondeu lapidar: «Não vou pronunciar-me aqui sobre se isso é ou não permitido por leis internacionais. É um facto reconhecido, no entanto, que tanto historicamente como no presente, tais acções se aplicam no melhor interesse dos países envolvidos. O nosso governo, tal como outros governos, empreende essas acções para ajudar a boa orientação das políticas externas e para proteger a segurança nacional... A CIA tentou ajudar, no Chile, a preservação dos jornais opositores e das rádios e apoiar os partidos da oposição».

Esta visão continua hoje em vigor nos EUA e na comunicação social dominante. Analisemos o que está acontecer na Bolívia.

Os mesmos que estão sempre pronta a dar lições de democracia aos outros, noticiaram como facto trivial o recente referendo convocado neste país pelo presidente Evo Morales. De notar que este acto se realizou a meio de um mandato  obtido em 2006 com 53,4% dos votos. Que o Presidente para se manter em funções teria de ter mais votos do que quando foi eleito (se, por exemplo, tivesse tido 53%, teria de abandonar o cargo). Que Evo Morales recolheu 67% dos votos.

Pois qual a linha dominante de análise dos mais recentes acontecimentos na Bolívia? A culpa é de Evo Morales, pois claro. O «malandro» nacionalizou as indústrias de gás e do petróleo, respeitando assim o seu programa eleitoral sufragado nas eleições. O «desestabilizador», vejam lá,  canalizou as verbas do petróleo e do gás natural para um programa nacional de assistência a idosos. Mais. Fê-lo sem atender às exigências dos (33% de votos no referendo) que, nas respectivas regiões, consideravam que essas verbas eram deles e só deles e não do País. Mas não se ficam por aqui na sua absurda argumentação. Se Evo Morales não aceitar os «conselhos» da chamada «comunidade internacional», abdicando da sua luta pela libertação e promoção social dos mais desprotegidos do seu país, então são de esperar as inevitáveis consequências.

Será que os que assim escrevem e falam não se apercebem que, queiram ou não, estão a preparar o terreno para novos 11 de Setembro de 1973? E o que proclamariam se as autarquias do PSD, ou da CDU, se recusassem, por exemplo, a entregar os impostos cobrados no seu território, a pretexto de que discordavam do TGV ou do novo aeroporto? E se as referidas câmaras ameaçassem separar-se e proclamar a independência? E se, pela violência, promovessem o assalto e vandalização dos edifícios governamentais? E matassem quem defendesse o governo legítimo de Portugal? Alguém dúvida do que diriam e escreveriam?

2. Uma nota a propósito da «democracia» das eleições americanas.  Em 2004 esteve-se à beira de um absurdo e de um escândalo de ainda maiores proporções do ponto de vista numérico do que o ocorrido 4 anos antes com Al Gore. E, curiosamente, de sentido político contrário. Com efeito John Kerry teve menos 3 milhões de votos que G.W. Bush. Mas se tem ganho no Estado do Ohio, para o que só teria precisado de mais 150 mil votos, teria sido ele o Presidente eleito. Como escreve o Vítor Dias, parece pois que nas «grandes democracias» há uns «pequenos» problemas democráticos.
                
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
                     

In jornal "Público" - Edição de 19 de Setembro de 2008

                                   


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publicado por António Vilarigues às 10:54
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Bolívia: Governo enfrenta reacção

    O governo Boliviano decretou, domingo, sanções contra os titulares e funcionários de órgãos de poder local que participem ou promovam bloqueios de estradas e assaltos a instalações petrolíferas e de gás natural. A medida insere-se no combate à sabotagem anunciada pela oposição.

Em causa está a redução da quota dos governos regionais nos impostos sobre os hidrocarbonetos, decidida pelo executivo de Evo Morales para cobrir o pagamento de uma prestação social a todos os idosos com mais de 60 anos.

Das sanções consta, segundo explicou o ministro das finanças, Luis Alberto Arce, a subtracção à parte que ainda lhes cabe dos custos inerentes à paralisação ilegal das referidas estruturas, a qual, ordenou anteriormente o chefe de Estado, deve ser impedida firmemente e sem excepção pelas Forças Armadas do país.

A direita da chamada Meia Lua fez saber também que o «pé de guerra» com que procura atacar o governo de Morales inclui a interrupção do fornecimento de gás natural ao Brasil e à Argentina, e o abastecimento de carne e cereais em parte do território nacional, mas tais operações parecem não estar a ter sucesso.

Na cabeça da contestação continua o Conselho Nacional Democrático (CONALDE) e os governadores de Santa Cruz, Chuquisaca, Beni, Pando, Cochabamba e Tarija, cujas pretensões de revogar o mandato do presidente da Bolívia foram rechaçadas pelo povo em referendo nacional, ocorrido no passado dia 10 de Agosto, por uma maioria de 68 por cento dos votos.

Não obstante, a reacção mantém os intentos secessionistas, confirmados esta segunda-feira nas declarações incendiárias de um alto responsável do poder local em Santa Cruz, para quem, a Bolívia devia converter-se num Estado federal, abandonado, assim, o projecto progressista e de reforço da unidade e coesão social protagonizado por Evo Morales.

Nesta batalha, os governadores da Meia Lua contam com o precioso apoio do embaixador dos EUA, Philip Goldberg, experiente no desmembramento de nações, como atesta a sua carreira na Bósnia Herzegovina durante os conflitos entre sérvios-bósnios, croatas e muçulmanos, e,mais recentemente, no Kosovo e na perseguição ao ex-presidente da Jugoslávia, Slobodan Milosevic.

Vitória esmagadora

A vitória de Morales no sufrágio representou a reafirmação do apoio que o seu programa político goza entre as massas e faz corar de vergonha a maioria dos democratas burgueses, não apenas pela votação granjeada, mas pelo facto desta superar em quase 15 por cento a do sufrágio presidencial passados cerca de dois anos de mandato.

Recorde-se que Morales seria destituído caso obtivesse uma votação inferior à das presidenciais, norma que para a administração norte-americana e para muitos governos europeus, da social-democracia rendida ao capitalismo ou da direita neoliberal, significaria a perda de mandato ante a rejeição nas urnas das políticas seguidas ao arrepio das promessas eleitorais.

Acresce que, de acordo com os dados da Comissão Nacional de Eleições da Bolívia, divulgados pela Agência de Notícias Boliviana, Morales triunfou em 95 das 112 províncias existentes no território nacional.

Mesmo nos departamentos onde a oligarquia detém o poder, o presidente foi ratificado por números esmagadores, exceptuando Santa Cruz, onde perde 8 das 15 províncias. Em Chuquisaca venceu nove dos dez círculos, em Tarija, cinco dos seis existentes, em Pando três num total de cinco, e em Beni outros tantos num total de seis.

Mobilização popular

Entretanto, face à campanha da burguesia conservadora acoitada nas regiões, nos respectivos comités cívicos, e em grupos de mercenários que espalham a violência, como a União Juvenil de Santa Cruz, Evo Morales reuniu, sábado, com a Coordenadora Nacional para a Mudança (Conalcam, na sigla em castelhano) com o objectivo de articular uma estratégia capaz de fazer avançar o processo de soberania e justiça social.

Executivo e movimentos sociais e sindicais de camponeses, povos originários, mulheres, jovens e trabalhadores, decidiram manter a mobilização permanente do povo na defesa da entrada em vigor da nova Constituição, aprovada por maioria no passado mês de Dezembro, e que reconhece, entre outras matérias, a plurinacionalidade e implementa mecanismos de participação directa das populações na vida política; dota o Estado e as comunidades de mecanismos de acção efectiva na economia nacional e na gestãio e redistribuição dos recursos; amplia os direitos sociais e comtempla a Bolívia como um país livre de bases militares estrangeiras.

(sublinhados meus)

                          

In jornal "Avante!" - Edição de 28 de Agosto de 2008

                                                      


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publicado por António Vilarigues às 00:14
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