TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Apologistas do terror

Terrorismo Contra-terrorismo

 

«Está pessoalmente preparada para lançar um ataque nuclear que mate cem mil homens, mulheres e crianças inocentes?»

À pergunta dum deputado, no debate parlamentar sobre o programa de submarinos nucleares britânicos Trident, a recém-empossada primeira-ministra inglesa e defensora da permanência na UE, Theresa May, respondeu com um categórico «Sim» (Guardian, 18.7.16). Não é a primeira vez que o genocídio é defendido abertamente. A 12 de Maio de 1996, no programa 60 Minutes da CBS perguntaram à então ministra dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Madeleine Albright, a propósito das sanções que, por interposta ONU, os EUA aplicavam ao Iraque: «Ouvimos dizer que meio milhão de crianças já morreram. São mais crianças mortas do que em Hiroxima. […] Será que vale a pena este preço?». A MNE do Presidente Clinton respondeu: «É uma opção muito difícil, mas consideramos que vale a pena este preço

Madeleine Albright discursou na semana passada na Convenção do Partido Democrata que consagrou Hillary Clinton como candidata à Presidência dos EUA. É natural. A «Rainha do Caos» tem responsabilidades directas na destruição de países como a Líbia e a Síria e nas centenas de milhar de mortos resultantes. Na Internet pode ver-se o vídeo em que Clinton, no dia da linchagem de Qadafi, exulta perante uma entrevistadora e, parafraseando Júlio César, proclama «chegámos, vimos e ele morreu», após o que se lança em sonoras gargalhadas. Como dizia John Lennon, na sua canção Working Class Hero: «continuam a dizer-te que ainda há lugares no topo, mas primeiro tens de aprender a sorrir enquanto matas».

A degradação moral dos dirigentes políticos das grandes potências imperialistas, já patente nas mentiras belicistas de Bush, Blair, Barroso, Aznar, Sarkozy, Hollande, Cameron, Obama e tantos outros, não é exclusivo de um sexo, duma cor da pele, duma religião ou duma nacionalidade. A história da afirmação do domínio de classe, e em particular da afirmação do domínio planetário do capitalismo na sua fase imperialista, é um cortejo de crimes. E o sistema premeia os seus crimes. Durão Barroso ganhou o tacho na UE por ter apadrinhado, nas Lajes, a invasão do Iraque em 2003. E ganhou o tacho na Goldman Sachs (cada vez mais o patrão da UE) por ter imposto aos povos da Europa (incluindo o português) a pobreza e a vassalagem à grande finança. Mas a falta de pudor e os crimes, aliados ao empobrecimento de grandes massas para salvar o capital financeiro da crise do seu sistema, estão a estreitar rapidamente a base de apoio social do sistema. Multiplicam-se os sinais da perda de controlo ideológico (veja-se os referendos na UE).

A vaga de ataques terroristas que hoje adubam o terreno da imposição de estados de emergência, de estados policiais ou até de guerras em grande escala, indicia a possibilidade de que estejam em marcha planos subversivos geridos a partir dos próprios Estados imperialistas. Os alegados autores têm frequentemente ligações aos serviços secretos, policiais ou às guerras sujas do imperialismo. É estranho que o gabinete anti-terrorismo da PJ francesa tenha intimado a Câmara de Nice a destruir as suas gravações de video-vigilância da noite dos atentados (Figaro, 21.7.16). Há poucos dias, um tribunal canadiano sentenciou que a polícia daquele país manipulou um casal de tóxico-dependentes «convertidos ao Islão» para cometer actos terroristas «fabricados pela polícia» (Guardian 29.7.16). Quem ache a ideia extravagante pode ver na Internet o documentário da BBC sobre as redes Gladio (1992), documentando profusamente o papel da CIA-NATO e outros serviços secretos nos ataques terroristas que ensanguentaram a Itália e a Bélgica nos décadas que acompanharam a vitória do «neo-liberalismo».

 

Quem proclama publicamente o seu «direito» a matar centenas de milhar de crianças e de inocentes, não se achará também no «direito» de tentar salvar o seu sistema de poder e riqueza pela via da provocação e do terror?

(sublinhados meus)

 


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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
De novo o Iraque
     De novo o Iraque. De novo um misterioso bando de «terroristas», semeando a morte e a destruição. De novo a orquestração de dramáticos apelos à intervenção militar salvadora dos EUA. De novo densas cortinas de fumo a ocultar o significado da súbita emergência do «Estado Islâmico do Iraque e do Levante» (EIIL) e do papel deste filho-da-al Qaeda-filha-da-CIA no complexo xadrês de uma região petrolífera, onde o imperialismo, depois dos sérios reveses sofridos, procura relançar a agressão à Síria e a pressão para submeter o Irão. É imperioso desmascarar uma informação manipulada e maniqueísta em que os «bons» são o imperialismo e seus fantoches e os «maus» são sempre «terroristas» e «fanáticos», num confronto sem fim em que não há forças com ideais e em que nem a luta de classes nem a questão nacional existem. E donde a memória histórica está completamente ausente, pois essa é a melhor maneira de transformar aqueles que são os piores e mais cruéis inimigos dos povos árabes em seus protectores e apresentar como libertador o violento processo de expoliação e recolonização planetária em curso.

Ler texto integral

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2014
O destino do Iraque

Para além das justificações espúrias da guerra desencadeada em contravenção do direito internacional, os EUA

usaram os métodos mais sórdidos e cruéis para quebrar a resistência patriótica e anti-imperialista iraquiana, não hesitando em recorrer a armas proibidas e de destruição em massa, como em Falluja.

Organizaram esquadrões da morte numa base sectária, promoveram o extremismo religioso, a divisão do Iraque (entre sunitas, curdos e xiitas) e a disseminação do estado de violência sem quartel.

A destruição provocada pelo imperialismo no Iraque é incomensurável.

A guerra significou um grande salto atrás, inclusive no plano civilizacional, no país que detém a 5.ª maior reserva de petróleo do mundo.

Tudo piorou avassaladoramente, dos direitos dos trabalhadores e segurança social dos iraquianos à condição da mulher.

O governo déspota de Maliki em Bagdad (da comunidade xiita dominante), apesar de depois sufragado nas urnas e apoiado pelo poder em Teerão, é uma criação da ocupação dos EUA.

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012
Che Guevara foi assassinado há 45 anos na Bolívia
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Para Ler (os textos) Ver e Ouvir (os vídeos, os filmes e as músicas):

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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
As duas Al Qaeda

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Em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, com as sondagens a serem-lhe desfavoráveis, Nicolas Sarkozy parece ter descoberto na Al Qaeda o seu avatar para a vitória. Como antes dele, no outro lado do Atlântico, Bush (filho) e Obama.

É a farsa das duas Al Qaeda:

  • Uma é só «terroristas». Radicalismo islâmico (fica por explicar que esse radicalismo tem a sua origem ideológica no «fiel aliado» Arábia Saudita). Ameaças de atentados e descoberta de células sempre que tal se revela conveniente. Alguns dos chamados «politólogos» vão ao ponto de lhe chamar uma «estrutura franchisada», onde quem lhe apetece se intitula seu membro. Tudo a justificar as Novas Cruzadas do século XXI sob o manto diáfano da «guerra ao terrorismo». Invade-se o Afeganistão e o Iraque. Mais de um milhão de inocentes mortos em 10 anos é o rescaldo. Para já!

  • A outra, estranho paradoxo, ou talvez não, aparece como aliada dos mesmos que a dizem combater. É assim que vemos os famigerados «terroristas» de mãos dadas com a França, a Inglaterra e os EUA na invasão da Líbia. E o mesmo na actual intervenção na Síria.

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Alguém acredita nas chamadas «teorias da conspiração»?...

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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Posição do Partido Comunista Sírio face aos ataques imperialistas

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Preparemos o nosso povo para qualquer eventualidade, incluindo a luta contra uma agressão militar. Estamos seguros de que, caso essa agressão se venha a concretizar, a Síria constituirá um cemitério para os agressores. O povo sírio possui um grande património nacional de luta contra o colonialismo.

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
Ponto de vista sobre a Síria

Ponto de vista sobre a Síria

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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Campo de concentração de Guantánamo

Dez anos

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Uma década depois de ter sido inaugurado, Guantanamo permanece um exemplo da barbárie que o imperialismo norte-americano impõe ao mundo.

A 11 de Janeiro de 2002, quando os primeiros 20 suspeitos de terrorismo chegaram à Base Naval que Washington mantêm ilegalmente na ilha de Cuba, os norte-americanos mostravam ao mundo homens agrilhoados de pés e mãos, encapuzados e vestidos de laranja, como é habitual nos condenados à morte nos EUA.

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Sábado, 19 de Novembro de 2011
Imperialismo cria condições para nova intervenção: Guião repete-se na Síria

Sírios defendem unidade e soberania

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
São os trabalhadores, estúpidos!*

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Mandantes (grande capital e grupos económicos) arrogantes e pesporrentos, executantes (Presidente da República, governo e seus apoiantes) diligentes e servis, políticos e politólogos, analistas e comentadores, economistas e jornalistas, todos defensores do pensamento único, mais ou menos neoliberal, com presença assegurada na comunicação social dominante, desataram a fazer contas sobre os custos da Greve Geral de 24 de Novembro.

Mas esquecem-se, ou fingem esquecer, um dado fundamental: aos trabalhadores que vão fazer greve será descontado um dia de salário.

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São os trabalhadores, estúpidos!

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* Em 1992 Bush (pai) parecia imbatível. Porém, Bill Clinton venceu as eleições ajudado por uma frase que ficou nos anais: «É a economia, estúpido!»

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Sábado, 22 de Outubro de 2011
Uma análise dos sucessivos acontecimentos recentes na Síria

Uma carta ao Mundo Comunista e aos Partidos Operários

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Domingo, 11 de Setembro de 2011
No décimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro de 2001

A pretexto da "luta contra o terrorismo" e da "segurança dos EUA" foram invadidos e ocupados países soberanos, provocando centenas de milhar de mortos, milhões de refugiados e desastres humanitários e civilizacionais de trágica envergadura. Foram criados campos de concentração e uma rede mundial de prisões secretas, à margem dos sistemas judiciais e legais. Foi justificada e promovida a tortura. Promoveu-se o racismo e a intolerância, favorecendo a ascensão de forças de extrema-direita e xenófobas. A coberto da "luta contra o terrorismo" desenvolveram-se teorias racistas de que é particular exemplo a teoria do "choque de civilizações" com as consequências que hoje estão à vista.

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
Yes, we can... Nothing!

Se, finalmente, recordarmos o autêntico «frémito mundial» de esperança que constituiu a candidatura de Obama e o seu festejado slogan Yes, we can! temos matéria mais funda a desossar.

(...)

De facto, a famosa consigna de Obama Yes, we can! (Sim, nós podemos!) depressa se transformou em.. Nothing (Nada).

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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
O plano de desestabilização contra a Síria

As operações contra a Líbia e a Síria têm actores e estratégias comuns. Mas os seus resultados são muito diferentes dado que estes estados não são comparáveis. O jornalista francês Thierry Meyssan analisa o semi-fracasso das forças coloniais e contra-revolucionárias e prevê uma resposta do mundo árabe.

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
As mentiras de Blair e a gula da petrolíferas

 

Em 2003, Tony Blair afirmou que «a ideia de que estamos interessados no petróleo iraquiano é absurda». Na passada semana, o jornal The Independent revelou a existência de planos de partilha das reservas daquele país pelas petrolíferas BP e Royal Dutch Shell.

Segundo o diário londrino The Independent (19.04) o governo de Tony Blair tinha planos para explorar as reservas de petróleo iraquianas cinco meses antes de se aliar aos Estados Unidos para a invasão daquele país.

Os documentos divulgados foram obtidos por Greg Muttitt, autor do livro Fuel on the Fire: Oil and Politics in Occupied Iraq (Combustível no fogo: petróleo e política no Iraque ocupado), e provam que houve pelo menos cinco reuniões entre funcionários do governo britânico e responsáveis das petrolíferas BPe Royal Dutch Shell em finais de 2002.

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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
As certezas do Zé sobre Bin Laden: Durão Barroso também viu os documentos?

Ficamos sempre contentes quando Durão Barroso se congratula:

Mas, após o júbilo inicial, vem-nos à memória outro momento do «» - a sua confissão:

«Confissão do «». Eis aqui um vídeo que ficará para a História. Reparem como, primeiro, o «» baixa a cabeça (compungido?, porque a mentira continuava a pairar?) confessando que os documentos que permitiram e permitem chacinar milhões de iraquianos eram falsos, para logo a seguir a erguer altaneiro gabando-se de que isso lhe tinha permitido ascender a presidente da Comissão Europeia.»

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
Guantánamo: Fechem a prisão, fechem a base e desocupem o território!

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Aberta a 7 de Outubro de 2001 pela administração Bush, passaram pela prisão de Guantánamo 775 pessoas.

Destas, apenas três foram julgadas: Ali al-Bahlul, David Hicks, Salim Hamdan.

Apesar da promessa de Obama de a encerrar, em Novembro de 2010 ainda permaneciam presas em Guantánamo 174 pessoas.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge


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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
Liu Xiaobo nas suas próprias palavras...
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Liu Xiaobo, como se sabe, é o Prémio Nobel da Paz 2010.

Já aqui tínhamos feito referência ao que ele escreveu no China Observer em 31 de Outubro de 2004 (The Free Iraq Operation and US presidential election) - ler Quem escreveu «que a excelência de Bush na luta contra o terrorismo [no Iraque] não pode ser negada»?

No artigo, o seu autor, começa por dizer que, na campanha entre John Kerry e George W. Bush, apoia este último e lamenta que Kerry tenha feito da guerra no Iraque o grande tema. Em seguida apoia a agressão de Israel aos Palestinianos e as guerras que os Estados Unidos fizeram à Coreia e ao Vietnam / Vietname (além de apoiar a agressão ao Iraque, claro).

Mais adiante, diz Liu Xiaobo:

«Para lidar com o terrorismo, como ameaça extrema sobre a civilização humana, os Estados Unidos não devem ter nenhuma hesitação no uso da força. É preciso determinação para impedir que um desastre semelhante ao 11 de Setembro aconteça novamente, para reduzir o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça de armas de destruição em massa.»

Hoje revelamos o texto que Liu Xiaobo escreveu em 19 de Dezembro de 2006 no Open Magazine de Hong Kong, em que faz referência a uma entrevista dada por ele em 1988 a esse mesmo jornal:

«一九八八年十一月,我結束了挪威奧斯陸大學三個月的訪學,前往美國夏威夷大學,我特意坐了途徑香港的航班。第一次踏上殖民統治造就的自由港,感覺真好!我接受金鐘先生的採訪,感覺更好!

採訪中,金鐘先生的提問很直率,我的回答可謂放言無羈,說出了一段犯眾怒的話。

金鐘問:「那甚麼條件下,中國才有可能實現一個真正的歷史變革呢?」

我回答:「三百年殖民地。香港一百年殖民地變成今天這樣,中國那麼大,當然需要三百年殖民地,才會變成今天香港這樣,三百年夠不夠,我還有懷疑。」

儘管,六四後,這句「三百年殖民化」的即興回答,變成了中共對我進行政治迫害的典型證據;時至今日,這句話仍然不時地被愛國憤青提起,以此來批判我的「賣國主義」。然而,我不會用接受採訪時的不假思索來為自己犯眾怒的言論作辯解,特別是在民族主義佔據話語制高點的今日中國,我更不想收回這句話。»

Tradução livre, feita com auxílio do tradutor do Google (confira original e traduções):

«Em Novembro de 1988 terminei uma visita de três meses à Universidade de Oslo, à Universidade do Havaí nos Estados Unidos. Deliberadamente regressei num voo via Hong Kong. Foi formidável pisar pela primeira vez um porto livre criado por regime colonial! Senti-me muito melhor quendo aceitei uma entrevista com o Sr. Jin Zhong!

Na entrevista, o Sr. Jin Zhong fez-me uma pergunta muito simples e a minha resposta pode ser descrita como completamente livre, para utilizar as palavras de alguns Fan Zhongnu [?].

Ele perguntou: "Então em que condições, os chineses podem alcançar uma mudança verdadeiramente histórica?"

Eu respondi: "Seriam necessários trezentos anos de colonialismo. Em cem anos de colonialismo, Hong Kong mudou para o que se vê hoje. Sendo a China tão grande, é claro que se exige trezentos anos de colonialismo para que ela seja capaz de se tornar naquilo que é Hong Kong actualmente, não tenho dúvidas."

A resposta dada de improviso "trezentos anos de colonização", tornou-se a prova típica para uma perseguição política comunista. Hoje, esta declaração por vezes ainda irrita certos jovens patriotas que criticam a minha "traição".

No entanto, hoje em especial, em que o discurso do nacionalismo ocupou o alto comando da China, não me preocuparei em justificar estes comentários Fan Zhongnu [?] feitos em entrevista. Eu não quero retirar essas palavras.»

Liu Xiaobo, "我與《開放》結緣十九年" (My 19 Years of Ties with "Open Magazine"), Open Magazine, December 19, 2006.

Usando as exactas palavras de um conhecido comentador: «Sem comentários. Há coisas que se comentam a si próprias.»!

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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
Quem escreveu «que a excelência de Bush na luta contra o terrorismo [no Iraque] não pode ser negada»?

A frase do título podia ter sido escrita por Barroso (o vidente!), Câncio, Aznar ou Blair. Mas não foram eles a escrevê-la.

A frase do título faz parte do início de um artigo em... chinês: «克里抓住伊拉克的现在困境大做文章,但布什在反恐上的卓越作为,绝非克里的诋毁所能抹杀。»

No artigo, o seu autor, apoia, entre outras coisas, as guerras que os Estados Unidos fizeram à Coreia e ao Vietnam / Vietname:

«历史上,现实中,美国都不是完美的国家,但它至少是最富理想主义和使命感的自由国家,它领导盟国赢得抗击法西斯主义的二战,帮助发动二战的两大罪恶国家德国和日本实现了民主化重建,领导了对抗共产极权的韩战和越战,最终赢得了长达半个世纪的自由与极权之间的冷战;美国在中东帮助埃及获得了独立,一直保护处在阿拉伯诸国包围中的以色列,如果没有美国的保护,长期受到迫害且在二战中遭遇种族灭绝的犹太人,大概又将被伊斯兰世界的仇恨所淹没,美国被阿拉伯人所仇恨和屡遭伊斯兰恐怖主义的袭击,显然与美国对以色列的长期支持高度相关。»

E, mais adiante no artigo, escreve o autor:

«对付诸如恐怖主义这样肆意践踏文明底线的极端人类公害,美国在使用武力时不应该有任何犹豫。只有果断坚决,才能制止类似9•11灾难的再次发生,减少日益国际化的恐怖主义和大杀伤力武器的威胁。»

ou seja,

«Para lidar com o terrorismo, como ameaça extrema sobre a civilização humana, os Estados Unidos não devem ter nenhuma hesitação no uso da força. É preciso determinação para impedir que um desastre semelhante ao 11 de Setembro aconteça novamente, para reduzir o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça de armas de destruição em massa.»

Quem escreveu estas frases foi o Prémio Nobel da Paz 2010 Liu Xiaobo no China Observer em 31 de Outubro de 2004 (The Free Iraq Operation and US presidential election).

Podem ser lidas AQUI. Estão traduzidas AQUI em várias línguas.

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Osama bin Laden no dia 11/09/2001 estava no hospital militar de Rawalpindi?!...

«Se a reportagem de Dan Rather na CBS é correcta e Osama foi na verdade admitido no hospital militar paquistanês a 10 de Setembro de 2001, por cortesia do aliado da América, com toda a probabilidade ele ainda estava no hospital em Rawalpindi no dia 11 de Setembro, quando se verificaram os ataques. Com toda a probabilidade, os seus paradeiros eram conhecidos de responsáveis estado-unidenses na manhã de 12 de Setembro, quando o secretário de Estado Colin Powell iniciou negociações com o Paquistão, tendo em vista prender e extraditar bin Laden

«A procura de Osama serve tanto objectivos militares como políticos. Os democratas e republicanos competem na sua resolução por extirpar o "terrorismo islâmico"

«A CBS News foi informada de que na noite anterior ao ataque terrorista do 11 de Setembro Osama bin Laden estava no Paquistão. Ele estava a receber tratamento médico com o apoio dos próprios militares que dias depois juraram apoiar a guerra americana ao terror no Afeganistão.»

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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
Contra a reacção e o imperialismo

E  fazê-lo sabendo que «o capitalismo traz a guerra como a nuvem traz a tempestade» e que, enquanto subsistir a exploração do homem pelo homem, não estarão liquidadas as raízes da opressão e da guerra. Mas também com a mobilizadora certeza, apoiada na experiência histórica, de que, se unidas e mobilizadas, as forças do progresso social e da paz podem travar o caminho à reacção e aos mais perigosos desígnios do imperialismo.

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Sábado, 24 de Julho de 2010
Os «presos políticos»

A decisão do Estado cubano de libertar cidadãos julgados, condenados e presos em Cuba teve uma grande visibilidade mediática. Mas, em vez da verdade, foram as mentiras, a ocultação de factos e as acusações gratuitas contra Cuba que marcaram o tom das notícias veiculadas pelos media dominantes. Mais uma vez, como em tantas outras, o que se pôde ler nos jornais europeus tem muito pouco de notícia e muito de operação de desinformação e intoxicação ideológica.

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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Quem disse que «os Partidos Socialistas foram colonizados pelo neoliberalismo americano»?

Bem, se o PCP tivesse dito a frase do título seria logo insultado... Mas não, não foi o PCP.

 

O PCP disse isto, por exemplo:

«Os primeiros seis meses de vida do Governo do PS confirmaram não apenas a persistência nas mesmas opções e orientações políticas comprometidas com o interesse do grande capital e que tem conduzido ao agravamento dos problemas do país, como a intenção de prosseguir de forma agravada como o evidenciam o Orçamento de Estado para 2010 e a apresentação e discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento.»

«O Governo PS e o capital tentam apresentar como inevitável uma política que, ditada pela alienação de sectores estratégicos, pela mercantilização de serviços públicos essenciais à vida das populações e pela liquidação da capacidade produtiva, se traduzirá no final de 2013 numa situação económica e social ainda pior.»

(Comunicado do Comité Central do PCP)

 Quem proferiu a frase do título foi Mário Soares numa entrevista à Antena 1 no dia 23 de Abril.

Ouvir aqui:

Ouviram? Mário Soares disse: «Houve um momento em que os próprios Partidos Socialistas foram um pouco colonizados (e digo isto entre aspas: "colonizados") pelo neoliberalismo americano no tempo do Bush».

Mas este gigante da política nacional, Mário Soares, já tinha afirmado coisa parecida em 6 de Setembro de 2009:

«Acho que começa a haver uma reacção muito positiva mesmo dentro dos partidos socialistas europeus que foram muito colonizados pelo neoliberalismo

Ler aqui:

Vamos lá pôr ordem nisto.

Para começar, foram muito colonizados ou foram um pouco colonizados? Ó Dr. Mário Soares, decida-se, não nos deixe nesta angústia! E como é que é ser colonizado-com-aspas?

Depois, Mário Soares afirma que foi «no tempo do Bush». No tempo do Bush-pai, do Bush-filho, do Bush-Clinton ou do Bush-Obama? Ou de todos os Bushes anteriores?

Ora vamos lá a ver qual era o Bush que colonizava (com aspas ou sem aspas?) o PS no tempo em que Mário Soares visitava Carlucci no «ninho do corvo» (lembra-se, Dr. Soares?). Era Gerald Ford, aquele presidente que nem sequer tinha sido eleito, visto ter substituido Spiro Agnew e, depois, Richard Nixon.

E agora, com Obama? Não foi já este Governo do PS que mandou tropas de combate para o Afeganistão?

Vamos lá perguntar a opinião ao «amigo» de Mário Soares, Manuel Alegre:

«Esperava-se então que fosse a hora do socialismo democrático. Mas o que veio foi a globalização neoliberal. Com os socialistas na defensiva ou ideologicamente colonizados

Está ver, Dr. Soares? Afinal o seu «familiar» está praticamente de acordo consigo! O meu palpite é que vocês andam zangados porque ambos querem mostrar que «restauram» melhor a aparência do PS!

E o que diz Mário Soares de Manuel Alegre, na citada entrevista à Antena 1? Ouçamos:

«[Manuel Alegre] esteve durante muito tempo, enquanto deputado (...) a condenar e a criticar de uma maneira dura e de uma maneira, às vezes, difícil o Partido Socialista».

Mas, ó Dr. Mário Soares, o senhor faz uma crítica, que se pode dizer implacável!, ao PS (que «foi colonizado pelo neoliberalismo americano») e depois vem censurar o Manuel Alegre?

Bem, como diz Aguiar Branco citando Lénin: O que é que se há-de fazer? [Isto não vem a propósito mas fica sempre bem uma citação]

E mais "palavras para quê? Mário Soares é um artista português!".

Vídeo com mais acrobacias:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
O Tio Sam, o Mundo, Israel, o Irão e o Holocausto

Desenho de Carlos Latuff (Latuff2 on deviantART)

O Tio Sam segura um letreiro que diz:

PREVINAM UM NOVO HOLOCAUSTO, BOMBARDEIEM O IRÃO!

Publicado em «Rebelión»:

Publicado em «Resistir.info»:

E agora, assim de repente, vêm à memória os pretextos que se usaram para fazer uma outra guerra, a do Iraque.

E uma pessoa lembra-se dos grandes mentirosos: Bush, Blair (Bliar!), etc. os melhores de todos!

Mas "nós" também temos um: José Manuel Barroso, o vidente!

E quando é que esta gente toda é julgada? Seria porreiro, não seria, pá?

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge


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Sábado, 12 de Dezembro de 2009
Sarkozy vai à guerra

    Embora datado de 28 de Agosto de 2008 este post mantém plena actualidade.

S'il faut donner son sang, allez donner le vôtre (...) Monsieur le Président...

   «Vive émotion, jeudi à la cathédrale des invalides. Nicolas Sarkozy, le visage fermé, et les cercueils des 10 soldats français morts mardi au combat, en Afghanistan. © Capture France 2»

     «Les cercueils des dix soldats tués lundi en Afghanistan, déposés devant l'autel, lors de l'office oecuménique célébré en l'église Saint-Louis. Le président Nicolas Sarkozy, la quasi-totalité des membres du gouvernement et de nombreuses personnalités politiques assistent à l'hommage rendu aux dix soldats français».

     Nicolas Sarkozy: «C'est un jour de deuil pour la nation française»

«Ce matin, aux Invalides, le président de la République a évoqué "la bravoure et la ténacité" des dix soldats français tués en Afghanistan.»

Neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 14:09
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Quem disse que «os alemães têm de aprender a matar»? E não é que «aprenderam»?

    

Não, não foi Adolf Hitler! Podia ter sido, mas não foi o Grande Ditador

A verdade é que não se sabe ao certo quem disse a frase. Ou melhor, não se sabe ao certo o nome da(s) pessoa(s) que disse(ram) a frase "The Germans Have to Learn How to Kill".

Segundo "Der Spiegel" a frase foi dita por altos comandos estado-unidenses e canadianos a propósito do comportamento dos alemães no Afeganistão: 

«Just how strong the pressure is becoming became evident to Karsten Voigt, Merkel's coordinator of German-American relations, on a recent visit to the United States. After initially commending Voigt for Germany's role in Afghanistan, his US counterparts quickly came to the point. They accused the Germans of "focusing on reconstruction and securing the peace, but leaving the dirty work up to us." And then someone uttered a sentence that Voigt is unlikely to forget anytime soon. "The Germans have to learn how to kill" -- a clear reference to the Taliban enemy.

(...)

The Canadians have been especially clear. Of a total of 33,000 soldiers in the Canadian military, more than 2,000 are stationed in Afghanistan -- "with their backs to the wall," say the Canadians. It is high time, they added, for the Germans to abandon their bunks and learn "to kill Taliban."»

NATO Chaos Deepens in Afghanistan: "The Germans Have to Learn How to Kill"

Esta é a fonte original da notícia. Mas aqui pode ser lida a tradução:

«Numa reunião em Washington, funcionários da administração Bush, falando no contexto do Afeganistão, censuraram Karsten Voigt, representante do governo alemão para as relações germano-americanas: "Vocês concentram-se na reconstrução e na manutenção da paz, mas deixam connosco as coisas desagradáveis"… "Os alemães têm que aprender a matar".

Um oficial britânico disse a um oficial alemão na sede da NATO: "Todos os fins-de-semana enviamos para casa dois caixões metálicos, enquanto vocês alemães distribuem lápis e cobertores de lã". Bruce George, chefe da Comissão Britânica de Defesa, disse "uns bebem chá e cerveja e os outros arriscam a vida".

Um colega da NATO do Canadá observou que já era tempo de "os alemães saírem das suas camaratas e aprenderem a matar os talibãs".»

Livrar o mundo da doença do pacifismo , por William Blum

Ridding the world of the sickness of pacifism

 

E não é que os alemães «aprenderam mesmo a matar»?

«Imaginem a cena: o Afeganistão, dois camiões cisterna roubados cheios de combustível altamente inflamável, rodeados por uma multidão de afegãos desejosos de obter um bocado de graça… Qual seria a última coisa que pensaríamos fazer? Claro – deitar bombas para cima dos camiões. Pois foi o que um comandante militar alemão mandou fazer a um avião telecomandado americano no dia 4 de Setembro. Catapum!! Ficaram reduzidos a cinzas pelo menos 100 seres humanos. Este incidente gerou uma grande controvérsia na Alemanha, porque o Artigo 26 da Grundgesetz (Lei Fundamental/Constituição) da Alemanha do pós-guerra declara: "Actos que possam tender e sejam praticados com a intenção de perturbar as relações pacíficas entre nações, principalmente para preparar uma guerra de agressão, são declarados anticonstitucionais. Devem ser considerados criminosos".»

Um dos muitos feridos/queimados:


 
Uma vala comum

Ver imagens aqui e aqui.

 

Pronto, vamos lá ver a actualidade de Chaplin:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                       


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publicado por António Vilarigues às 12:04
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Para que o crime e os culpados não sejam esquecidos

 

Para que o crime e os culpados não sejam esquecidos:

    Preso

À esquerda nesta fotografia está Felix Rodriguez, o agente da CIA (e que escreve a dedicatória...)

    Assassinado

Nicolás Guillén / Paco Ibañez: Guitarra en duelo mayor (Soldadito Boliviano)

    René Barrientos Ortuño

Soldadito de Bolivia, soldadito boliviano, armado vas con tu rifle, que es un rifle americano, soldadito de Bolivia, que es un rifle americano. Te lo dio el señor Barrientos, soldadito boliviano, (...)

    Lyndon B. Johnson

Te lo dio el señor Barrientos, soldadito boliviano, regalo de mister Johnson, para matar a tu hermano, para matar a tu hermano, soldadito de Bolivia, para matar a tu hermano.

O assassino da CIA no local:

This clip is from the documentary 638 Ways to Kill Castro. In this clip Felix Rodriguez, the man who was ordered the assassination of Che Guevara tells his story of Che's last moments and of his relationship with the Bush family over the years. In his lifetime he has attempted to assasinate Fidel Castro 3 times.

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:05
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Che Guevara fez o que disse e disse o que pensou [Eduardo Galeano]

Ernesto "Che" Guevara   

    El Che Guevara se equivocó... no se equivocó... no lo sé...

No lo sé y creo que en el fondo no me importa...

Porque, lo que sí sé... es que no le reprochan que se haya equivocado.

En el fondo, el che cometió un pecado imperdonable... Un pecado que no se perdona.

Hizo lo que dijo... y dijo, lo que pensó.

Imperdonable. En América Latina, no se como será en otros lugares del mundo, pero en América Latina... La palabra y el acto no se encuentran nunca. A veces se cruzan por la casualidad... Y no se saludan, porque no se reconocen.

Eduardo Galeano

    A célebre canção de Carlos Puebla interpretada por Silvio Rodriguez:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:08
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Quem advoga «a encarceração preventiva e a detenção prolongada»?

 

Obama: «Construiremos um regime legal apropriado».

Bush: «Bravo, amigo! Já estás a apanhar o truque!»

 

Pois é, esta posição não é apenas defendida na caricatura de . É a «evolução na continuidade» do prémio Nobel da Paz de 2009, Barack Obama. «Evolução» nas palavras, «continuidade» nos actos. Não acredita? Leia o discurso de Obama sobre segurança nacional nos Arquivos Nacionais em 21 de Maio:

1. Limpar a porcaria deixada pela anterior administração...

Unfortunately, faced with an uncertain threat, our government made a series of hasty decisions.

That's why we are doing away with the poorly planned, haphazard approach that let those detainees go in the past.

Instead of strategically applying our power and our principles, too often we set those principles aside as luxuries that we could no longer afford.

But I also believe that all too often our government made decisions based on fear rather than foresight;

For reasons that I will explain, the decisions that were made over the last eight years established an ad hoc legal approach for fighting terrorism that was neither effective nor sustainable — a framework that failed to rely on our legal traditions and time-tested institutions, and that failed to use our values as a compass. 

2. Prender pessoas que não cometeram crimes...

But even when this process is complete, there may be a number of people who cannot be prosecuted for past crimes, in some cases because evidence may be tainted, but who nonetheless pose a threat to the security of the United States

3. Prender pessoas preventivamente...

Al-Qaida terrorists and their affiliates are at war with the United States, and those that we capture — like other prisoners of war — must be prevented from attacking us again.

4. E tudo dentro das regras da lei...

But we must do so with an abiding confidence in the rule of law and due process;

Instead of building a durable framework for the struggle against al-Qaida that drew upon our deeply held values and traditions, our government was defending positions that undermined the rule of law.

That's why my administration has begun to reshape the standards that apply to ensure that they are in line with the rule of law

5. Construir um regime legal para justificar todas estas ilegalidades...

That's why my administration has begun to reshape the standards that apply to ensure that they are in line with the rule of law. We must have clear, defensible, and lawful standards for those who fall into this category.

We must have a thorough process of periodic review, so that any prolonged detention is carefully evaluated and justified.

But I want to be very clear that our goal is to construct a legitimate legal framework for the remaining Guantanamo detainees that cannot be transferred. Our goal is not to avoid a legitimate legal framework. In our constitutional system, prolonged detention should not be the decision of any one man. If and when we determine that the United States must hold individuals to keep them from carrying out an act of war, we will do so within a system that involves judicial and congressional oversight. And so, going forward, my administration will work with Congress to develop an appropriate legal regime so that our efforts are consistent with our values and our Constitution.

6. E as frases seguintes fazem lembrar o ex-presidente Bush...

Right now, in distant training camps and in crowded cities, there are people plotting to take American lives. That will be the case a year from now, five years from now, and — in all probability — 10 years from now.

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Sábado, 10 de Outubro de 2009
Prémio igNobel da Paz atribuido a Obama

O Prémio igNobel da Paz acaba de se atribuido ao presidente do «maior fautor de violência no mundo».

Veja neste blogue as razões do Comité igNobel para a atribuição do prémio a  (clique em  claro!).

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Notícias AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

                                                                    


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