TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
Que direitos para o povo palestino?

Cartaz direitos povo palestino 2017-01-18

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MPPM

 

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Domingo, 14 de Agosto de 2016
O futuro de Israel é aterrador

Duma 2015-08-01

Se em 14 de Maio de 1948, aquando da criação unilateral do Estado de Israel, havia já uma forte identidade palestina, forjada por séculos de história, hoje os quase 70 anos após a partilha colectiva do sofrimento imposto por Israel a todos os palestinos, civis ou militantes de movimentos de libertação armados, homens ou mulheres, adultos ou crianças, tornam o povo palestino invencível aos olhos do mundo.

Há povos que surpreendentemente se tornam invencíveis nas circunstâncias mais difíceis.

É o caso do povo palestino.

A Sociedade israelense está permanentemente a desviar-se para a direita, pelo que todo o paradigma político do país está em constante redefinição. Israel, agora «governado pelo Governo de direita mais extrema da sua história», passou em poucos anos de uma apreciação informada a um cliché sem nexo.

De facto, ultrapassou essa fronteira exatamente em maio de 2015 quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, já ele da mais extrema da direita, com uma maioria de pessoas politicamente afins, fanáticos religiosos e ultranacionalistas. Ao trazer para o seu redil o ultranacionalista Avigdor Lieberman, Netanyahu repete a sua arquiconhecida fórmula.

Desde 25 de maio que Lieberman se tornou ministro da Defesa de Israel. Tendo em conta a política ruidosa e violenta de Lieberman – como ficou demonstrado nos seus dois mandatos como ministro das Relações Exteriores (2009-2012 e depois 2013-2015) – agora como ministro da Defesa de Israel do «Governo de direita mais extrema da história» alberga todo o tipo de aterradoras perspetivas.

 

palestina_ilustracao

«De Hollande a Obama, de Clinton a May, de Merkel a Renzi, a frente do combate «contra o terrorismo» é inexpugnável. No meio deles, Benjamin Netanyahu funciona como uma referência dessa grande confraria democrática e pacifista. Ele não hesita em usar a guerra e o terrorismo contra «o terrorismo», nem que tenha de arrasar a vida de crianças, sustentar bandos de criminosos, «islâmicos» ou não, ou fazer gato-sapato do direito internacional e dos mais elementares direitos humanos.

Quando os principais dirigentes mundiais dizem que estão «em guerra contra o terrorismo» ou são favoráveis à existência de dois Estados na Palestina, mentem com quantos dentes têm na boca. E são cúmplices, disso não haja qualquer dúvida, com o terrorismo de Estado tal como é praticado por Israel.»

 

Crianças Palestina Julho 2014

«O general Herzi Halevy, chefe dos serviços de espionagem militar do Estado de Israel, declarou recentemente, numa conferência em Herzlia, que “não queremos a derrota do Daesh (ou Isis, ou Estado Islâmico) na Síria”. Os seus “actuais insucessos colocam Israel numa posição difícil”, lamentou, de acordo com uma transcrição publicada no jornal Maariv, conotado com a direita política sionista.

A última coisa de que o general Halevy pode ser acusado é de usar uma linguagem hermética, hipócrita, ao contrário de tantos dirigentes políticos mundiais, de Hollande a Obama, de Mogherini a Hillary Clinton, do secretário-geral da NATO aos autocratas da União Europeia. Ele é directo, fala com clareza, respeitando, aliás, a prática do seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que se deixa fotografar em hospitais israelitas visitando terroristas da Frente al-Nusra (al-Qaida) feridos durante a agressão à Síria soberana.»

 

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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
Não ao projecto LAW-TRAIN!

Projecto Law-Train

MPPM

 

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Sábado, 21 de Maio de 2016
100 anos do acordo Sykes-Picot: um século de ingerência e prepotência

Mapa Palestina-Israel 1946-2010

No dia 16 de Maio de 2016 completam-se 100 anos desde a assinatura do documento que ficou para a história como «Acordo Sykes-Picot». Este acordo previa a divisão em «esferas de influência» francesa e inglesa das possessões árabes do Império Otomano.

Cem anos depois, fazem-se ainda sentir em todo o Médio Oriente as consequências funestas deste acto prepotente e traiçoeiro, particularmente para o povo da Palestina.

A própria história da elaboração do Acordo Sykes-Picot é bem um exemplo de perfídia, mentira e traição aos povos da região.

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Sábado, 7 de Maio de 2016
NAKBA 68 anos - Sessão de solidariedade com a Palestina - 17 Maio - 18.30h

Nabka 2016

68 Anos de NAKBA - 68 Anos de Limpeza Étnica na Palestina

 

«Desde Outubro de 2015 Israel tem vindo a desencadear uma onda de repressão generalizada que já causou a morte de mais de 200 homens, mulheres e crianças palestinos, e provocou ferimentos em mais de 16.000. No mesmo período, mais de 4.000 palestinos foram presos pelas forças israelitas, elevando o número total de detidos para 7.000, dos quais 450 são crianças.

Israel prossegue, inexoravelmente, a sua política de apropriação de terras, de demolição de casas – 586 desde Janeiro deste ano, de deslocação forçada de centenas de famílias palestinas. A construção de colonatos prossegue, tanto na Margem Ocidental como em Jerusalém Oriental, engrossando o número de colonos que se juntam aos 650.000 que já residem ilegalmente em território palestino.

O MPPM considera que a existência da Nakba, que atinge o Povo Palestino, é incompatível com um Mundo onde se pretende que prevaleçam os princípios e direitos básicos da Humanidade. A prática de limpezas étnicas como esta e a cumplicidade e condescendência perante tais situações terroristas invalidam quaisquer declarações sobre a Paz, a Liberdade e a Justiça no Mundo. E desacreditam liminarmente aquilo a que convencionou chamar-se “a guerra contra o terrorismo”.»

 

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016
Dia internacional de solidariedade com os presos palestinos

Prisão Israel5.jpg

 MPPM

 

A 17 de Abril, assinala-se o Dia dos Presos Palestinos.

É o dia em que os palestinos homenageiam os seus familiares detidos nas prisões de Israel e é, também, o dia em que a comunidade internacional manifesta a sua solidariedade com os milhares de palestinos privado da liberdade, por Israel, e a quem são negados os mais elementares direitos humanos.

Nesta data, o MPPM, a CGTP-IN e a URAP associaram-se para denunciar e condenar as práticas de Israel contra os palestinos; manifestam a sua solidariedade com os presos palestinos, recordando quão importante foi a solidariedade internacional para com os presos políticos portugueses durante os anos do fascismo; e reclamam do Governo Português que se empenhe no cumprimento, por Israel, das sua obrigações à luz do direito internacional e dos direitos humanos.

 

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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
Sessão Pública de Solidariedade com a Palestina - Dia da Terra - 30 de Março, 18:30h

Cartaz Dia da Terra - 2016

MPPM

 

«Assim, desde o início de Outubro de 2015, mais de 190 palestinos foram mortos em acções do exército israelita, trinta das quais em bombardeamentos lançados sobre a faixa de Gaza. No conjunto de vítimas mortais, o número de crianças eleva-se a 41, mas entre os feridos esse valor soma 2177. Desde o ano de 2000 até Janeiro de 2016, o exército de Israel é responsável pela morte de 1977 crianças na Palestina. O número de prisioneiros palestinos situava-se, em Dezembro de 2015, segundo as organizações de direitos humanos palestinas e israelitas, acima dos 6 mil (6066 exactamente), o valor mais alto desde Julho de 2010, entre as quais 398 crianças. Destes, encontravam-se em prisão administrativa – ou seja, sem culpa formada, sem indícios revelados e sem termo de detenção – 584 pessoas, o valor mais alto desde Setembro de 2008, incluindo 8 crianças. Em Dezembro de 2015, estavam presos nas cadeias israelitas 422 menores – o número mais alto desde Agosto de 2008 – dos quais 116 crianças com idades inferiores a 15 anos. O número de mulheres encarceradas, 44, é também o mais elevado desde Setembro de 2009, incluindo-se nesse conjunto oito raparigas menores.»

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Domingo, 6 de Dezembro de 2015
MPPM analisa situação na Palestina e no Médio Oriente

Mapa Palestina-Israel 1946-2010

1. Desde há 68 anos, o povo da Palestina anseia pelo cumprimento da promessa de um Estado independente e soberano, com Jerusalém como capital e o correlato reconhecimento dos direitos dos refugiados, conforme o direito internacional.

A Palestina tem hoje assento na Assembleia Geral das Nações Unidas com o estatuto de “Estado não membro” e a sua bandeira está hasteada na sede da ONU.

Contudo, a cada dia que passa, o avanço da colonização sionista e a política sistemática de limpeza étnica levada a cabo pelo estado de Israel tornam cada vez mais difícil e longínqua a perspectiva de realização dos direitos nacionais do povo palestino: o Muro do apartheid continua de pé, e com projectos para a sua expansão, em violação da posição do Tribunal Internacional de Justiça; um ano decorrido desde a última agressão israelita contra a faixa de Gaza, nada foi feito para minorar a dura realidade do bloqueio, sucedendo-se as violações israelitas do cessar-fogo então negociado, em particular com os ataques às embarcações de pesca, os bombardeamentos punitivos e a repressão de manifestações pacíficas junto à fronteira; prosseguem as ocupações de terras, de água, de campos de cultivo palestinos; o número de presos políticos palestinos, alguns ainda adolescentes, e incluindo na condição de prisão administrativa, não pára de aumentar, assim como as torturas e violências a que estão sujeitos nas prisões de Israel.

 

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Sábado, 21 de Novembro de 2015
Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

Cartaz Sessão MPPM 2015

MPPM

 

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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015
Debate: Gaza - um ano depois da agressão

Cartaz Debate Gaza 2015

MPPM

 

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Sábado, 31 de Outubro de 2015
Exposição: «GAZA 2014 - TESTEMUNHO DE UMA AGRESSÃO»

Convite Almada

MPPM

 

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2015
Brutal escalada de violência israelita face a uma Terceira Intifada

Duma 2015-08-01

28 palestinos mortos e 289 feridos por balas de borracha em confrontos na Cisjordânia

mapa palestineorientaleCisjordânia

 

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Terça-feira, 19 de Maio de 2015
Solidariedade com a Palestina na Fundação Saramago

Cartaz Sessão Fundação Saramago

Clicar na imagem para ampliar

 

Na próxima quinta-feira, 21 de Maio, às 18.30h, na Casa dos Bicos, haverá uma Sessão de Solidariedade com a Palestina.

Vai ser apresentado o livro «Que Luz Estarias a Ler?» de João Pedro Mésseder (escritor) e Ana Biscaia (ilustradora). 

Haverá intervenções dos autores e de Carlos Almeida (MPPM) e Sara Figueiredo Costa. 

Esta é uma iniciativa da Fundação José Saramago, das Edicões Xerefe e do MPPM.

 

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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
14 de Maio de 1948: Proclamação do Estado de Israel

Declaration_of_State_of_Israel_1948_1

A proclamação do Estado de Israel foi feita pelo dirigente sionista David Ben Gurion, às 4 da tarde de 14 de Maio de 1948, numa cerimónia realizada no Museu de Telavive.

Israel nasceu sem fronteiras definidas, pois como o próprio Ben Gurion escreveu em finais de 1947, o importante era «erigir de imediato um Estado judeu (…) O resto virá com o tempo». O novo país, defendia, «terá os limites que os seus soldados forem capazes de traçar».

 

Passados 67 anos, a Palestina continua a ferro e fogo...

 

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Domingo, 10 de Maio de 2015
NAKBA: 67 anos de limpeza étnica na Palestina

Nabka 2015

MPPM

 

Comemora-se em 15 de Maio o aniversário da NAKBA, que em árabe quer dizer Catástrofe, e que marca o princípio da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino, perseguido, massacrado e expulso da sua terra pelos novos ocupantes judeus.

A data será assinalada  com uma Sessão de Solidariedade com a Palestina em que será exibido o filme "A Terra Fala Árabe" e que contará com intervenções do Embaixador da Palestina, Dr. Hikmat Ajjuri, e de Jorge Cadima, dirigente do MPPM. 

É no Clube Estefânia, na sexta-feira 15 de Maio, a partir das 18.30 horas.

"A Terra Fala Árabe", da realizadora palestina Maryse Gargour, documenta as circunstãncias e os acontecimentos que levaram a implantação de um estado judaico na Palestina e à expulsão dos seus habitantes árabes.

 

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Sexta-feira, 27 de Março de 2015
Eleições em Israel

Mapa Palestina-Israel 1946-2010

Mas nos resultados das eleições em Israel é necessário ver também o avanço de forças que combatem o sionismo e apoiam a luta do povo palestiniano, como é o caso da Lista Conjunta, onde participa o Partido Comunista, que se tornou a terceira força eleitoral, derrotando os malabarismos de engenharia eleitoral que visavam afastá-lo do Knesset. Como necessário é não esquecer que Israel tem sido palco de importantes manifestações populares que evidenciam as agudas contradições que percorrem a sociedade israelita. E, sobretudo, que a luta do povo palestiniano continua, tal como a nossa activa solidariedade vai continuar.

 

«A Lista Conjunta apresentada pelos partidos árabes e pelo Partido Comunista de Israel (PCI) às legislativas elegeu 14 deputados no Knesset (parlamento), resultado que o PCP sublinha como «um elemento de esperança e alento».»

 

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Quinta-feira, 26 de Março de 2015
Solidariedade com a Palestina no Dia da Terra – 30 de Março

Dia da Terra 2015

MPPM

 

Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras palestinas por “motivos de segurança” e para a construção de colonatos.

No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas em território do Estado de Israel.

Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram presos ou feridos.

Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria.

 

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Terça-feira, 3 de Março de 2015
Contribuintes europeus não podem subsidiar complexo militar-industrial de Israel

Forca_aerea_israel_2012Tanques Gaza 2012-11-20

Crianças Palestina Julho 2014

Numa altura em que países europeus estão sujeitos a asfixiantes medidas de austeridade, a União Europeia prepara-se para encaminhar o dinheiro dos contribuintes para apoios ao complexo industrial-militar-científico de Israel ao abrigo do programa Horizonte 2020.

O Programa Quadro Comunitário Horizonte 2020 é um dos mais ambiciosos a nível mundial e dispõe de um fundo de mais de 77 mil milhões de euros para apoiar a investigação e o desenvolvimento, no período 2014-2020, em três vertentes: excelência científica, liderança industrial e desafios societários. Na sua qualidade de Comissário Europeu responsável das áreas da Investigação, Ciência e Inovação, competirá a Carlos Moedas a gestão deste importante fundo. Em 8 de Junho de 2014 Durão Barroso e Benjamin Netanyahu assinaram o acordo de adesão de Israel ao programa Horizonte 2020, o que lhe confere os mesmos direitos dos estados membros e dos países associados.

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Domingo, 14 de Dezembro de 2014
Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino (documentos)

Solidariedade Povo Palestino1

Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino em Almada

Seminário Internacional 2014 - Cartaz com program

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Domingo, 23 de Novembro de 2014
Solidariedade com o Povo Palestino em Almada

Solidariedade Povo Palestino1

MPPM

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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014
Solidariedade com o Povo Palestino em Grândola

Solidariedade Povo Palestino

MPPM

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2014
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

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Ao longo dos séculos, os descendentes dos filisteus (os palestinos), viveram sempre em paz com os judeus residentes na Palestina, que constituíam uma minoria.

Em 1917, sob pressão das organizações sionistas, o governo britânico publicou a Declaração de Balfour (nome do MNE de então). Estava criado, em meia dúzia de linhas, o mais delicado e complexo problema dos nossos dias! 

«O Governo de Sua Majestade é favorável ao estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina, e empregará todos os seus esforços para facilitar a realização deste objectivo, ficando claro que nada será feito no sentido de prejudicar quer os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas da Palestina, quer os direitos e o estatuto político que os judeus usufruem noutros países».

Recorde-se que o Estado de Israel tem um dos melhores - em capacidade, competência e experiência - exércitos do mundo. Os palestinos não têm exército, só polícia. O Estado de Israel tem uma poderosa e eficaz força aérea. Os palestinos não têm força aérea. O Estado de Israel tem um dos mais competentes e eficazes serviços secretos do mundo: Os palestinos não.  Israel é um Estado soberano. A Palestina não.

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2014
É tempo de dizer basta!

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Recorde-se e sublinhe-se que esta operação militar desencadeada pelo governo de Benjamin Nétanyahou teve como pretexto «vingar» a morte de 3 jovens israelitas.
Foram presos e identificados como autores materiais do crime 3 palestinianos. Alguém sabe se foram apresentados a julgamento?
Sei que os criminosos sionistas gostam pouco de comparações sobre as semelhanças entre a sua actuação e as dos nazis-fascistas responsáveis pelo Holocausto de 6 milhões de judeus. Estive na aldeia mártir de Lídice - totalmente destruída e a grande maioria de seus habitantes assassinados pelos alemães como vingança pela morte de seu comandante e segunda maior autoridade nas SS, Reinhard Heydrich. Goste-se ou não, a similitude é quase total!
Morreram, desde 08 de julho, mais de 1700 palestinianos e 64 soldados israelitas. Destruíram-se milhares de habitações e arruinou-se ainda mais uma economia já de rastos, segundo números de diversos organismos internacionais.
De acordo com um balanço das autoridades da Saúde locais, mais de 1.700 palestinianos foram mortos. A Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu verificar a identidade de 1.117 mortos, 926 dos quais eram civis (83 por cento). A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) contabilizou pelo menos 296 menores. Os números mais recentes do ministério da Saúde palestiniano apontam para 8.920 feridos.
Israel perdeu 64 soldados, o maior número de baixas sofrido desde a sua guerra contra o Hezbollah libanês, em 2006. Três civis, um dos quais tailandês, foram mortos por um dos 3.032 'rockets' disparados pelo Hamas, segundo uma contagem do exército israelita.
Segundo a ONU, 280.000 pessoas estão alojadas nos seus centros e nos das autoridades locais, ou seja, 15 por cento da população de Gaza.
Juntamente com aqueles que encontraram guarida em casa de familiares, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima em 400.000 o número de deslocados - o equivalente a se 1,85 milhões de nova-iorquinos ou 500.000 parisienses se vissem obrigados a abandonar as suas casas.

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Alguém acredita que tudo isto foi para vingar a morte de 3 jovens israelitas?...

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014
O que é esmagado que se levante!

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Fotografias dos protestos em todo o Mundo contra a intervenção de Israel em Gaza

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014
Eric Hobsbawm sobre Gaza (2009)
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Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Este depoimento do grande pensador de origem judaica Eric Hobsbawm foi publicado na altura da ofensiva sionista de 2009. Continuaria válido face à ofensiva de 2012. Permanece válido em 2014, perante a actual acção genocida desencadeada por Israel. É importante recordá-lo, além do mais para desmontar a histérica argumentação que pretende fazer crer que a condenação dos crimes de Israel significa anti-semitismo. Muitos judeus são também vítimas do sionismo.

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2014
Não ao terror sionista!

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Mas sim, há algo de novo. Na arrogância, no cinismo, no propósito de provocar destruição, sofrimento e morte numa dimensão tal que gere o terror e o desespero capaz de finalmente impor a rendição. Na afirmação de força, no culto da violência e no desprezo pela vida que são características do nazifascismo. O comportamento criminoso do Estado de Israel atingiu tal nível que pode considerar-se pronúncio de crimes ainda maiores, nomeadamente contra a Síria e o Irão, que têm sido repetidamente ameaçados de agressão militar. Algo de novo também no grau de conivência e apoio expresso das grandes potências capitalistas, que não só assistem insensíveis ao massacre que diariamente se desenrola sob os nossos olhos, como o justificam em nome do «direito de Israel a defender-se», sem mesmo acrescentar uma palavra que seja quanto às raízes do problema que reside no espezinhamento dos direitos nacionais do povo palestiniano.

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Brecht deu-nos a receita:

O que é esmagado que se levante!

O que está perdido, lute!

O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha?

E nunca será: ainda hoje

Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

«Ao fim de 21 dias de ofensiva, o número de palestinianos mortos ou feridos ultrapassava os oito mil. Mortos contavam-se, anteontem, 1113, e os feridos ascendiam a cerca de sete mil, informavam as autoridades de saúde da Faixa de Gaza. Metade das vítimas são mulheres e crianças e a maioria dos mortos, civis, contabilizam-se a partir do início da segunda fase da campanha militar lançada por Israel.»

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014
O cheiro a gás... e a sangue

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O massacre israelita prossegue em Gaza. Os números são elucidativos do crime contra a Humanidade que ali está a acontecer. Os mortos palestinianos ascendem, no momento em que escrevemos, a 512. Apenas no passado domingo o exército israelita matou 100 palestinianos. As vítimas são civis e na sua maioria mulheres, crianças e idosos. Os alvos são zonas residenciais como o bairro de Shejaiya onde ocorreu o massacre que o mundo viu. Nas praias de Gaza crianças são assassinadas enquanto brincam. Sentem o primeiro bombardeamento lançado de um submarino israelita. Põem-se em fuga, correm e tentam resguardar-se numa cabana de pescador. O segundo «tiro» do submarino não falha e mata as três crianças.

Os feridos são, ao momento da redacção deste artigo, francamente mais de 3000. Os refugiados internos contam-se já em 63 000, amontoados em 48 centros da ONU. Colonos israelitas montam plateias improvisadas para ver o «espectáculo» da matança. A loucura racista e fascista vai tão longe que Mordechai Kedar, um dito professor de Literatura Árabe na Universidade de Bar-Ilan, recomendou, num programa de rádio, a violação de mulheres palestinianas como forma de impedir «ataques terroristas». Mas os palestinianos não estão sós. São centenas as cidades, por todo o mundo, onde o povo faz ouvir, por estes dias, a solidariedade com a Palestina.

Israel apenas é apoiado pelos seus cúmplices. Esses respondem com frases assassinas como «direito de Israel de se defender» (Obama), ou como «pedido de contenção a Israel» (Ban Ki Moon) ou ainda discursos cúmplices como «lamentar a perda de vidas civis» (Laurent Fabius). Mas respondem também de outra forma, com repressão. Hollande, o tal «social-democrata de esquerda», acabou de tornar a França num dos primeiros países do mundo a proibir manifestações pela Palestina. A CNN retirou a sua repórter de Gaza porque esta não se conteve e disse no Tweeter a verdade. Um judeu americano que manifestava a sua solidariedade com a palestina foi violentamente levado por soldados. Entretanto circula a informação que Israel prepara um novo poder político em Gaza para controlar as reservas de gás recentemente descobertas ao largo de Gaza. A cumplicidade do crime cheira a gás... e a sangue.

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«A mais poderosa máquina de guerra da região não tenciona parar»

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Fim à Agressão

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Confrontados com o inadmissível silêncio do Governo Português perante a criminosa agressão de Israel contra o povo palestino, em Gaza e na Margem Ocidental, a CGTP-IN, o CPPC e o MPPM dirigiram ao Primeiro-Ministro uma CARTA ABERTA e decidiram promover uma SESSÃO PÚBLICA DE SOLIDARIEDADE NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, 29, ÀS 18.30 HORAS, NA CASA DO ALENTEJO EM LISBOA, na qual intervirão, designadamente, o Embaixador da Palestina, Dr. Hikmat Ajjuri, e a Presidente do MPPM, Maria do Céu Guerra.

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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
Israel: Terrorismo de Estado

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Em 2012, como em 2014...

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Terrorismo de Estado é defender a concepção de que se pode expulsar, pelo uso combinado da violência física e da pressão económica, alguém de uma terra onde nasceu e que é sua, para em seu lugar colocar alguém que nasceu algures e nunca conheceu o país.

É transplantar para diferentes locais populações inteiras, provocando a morte de milhares dos seus filhos.

É privar um povo do direito ao acesso à educação e à cultura.

Terrorismo de Estado é enclausurar populações inteiras em guetos (ou campos de refugiados), forçando-as a viver no seio da miséria e da doença, abaixo de qualquer limite de pobreza.

É responder à revolta generalizada com a repressão em massa, considerando toda a população como potencial terrorista.

É executar prisioneiros a sangue frio.

Esta tem sido ao longo dos tempos, embora com diferentes graus, a política oficial de Israel.

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sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 16:04
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