TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 14 de Maio de 2016
O processo golpista no Brasil

O processo golpista no Brasil conheceu nas últimas horas [12 de Maio] um novo e perigoso desenvolvimento.

Na sequência da degradante sessão da Câmara de Deputados de 17 de Abril, e apesar de um dos principais promotores do processo golpista, o presidente do Parlamento Eduardo Cunha, ter sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal, o Senado brasileiro acaba de tomar uma decisão que, embora não encerrando o processo, implica a suspensão do mandato presidencial de Dilma Rousseff e a sua substituição pelo actual vice-presidente, uma personagem, essa sim formalmente acusada e reconhecidamente atolada em escândalos de corrupção, profundamente contestada pelo povo brasileiro e comprometida ao mais alto nível com a ofensiva golpista em curso.

Perante uma tal situação, o PCP reitera a sua firme condenação das tentativas de sectores reaccionários e do imperialismo para, em revanche pela sua derrota nas eleições de 2014, derrubar a legítima Presidente do Brasil e reverter a evolução num sentido favorável aos trabalhadores e às camadas mais frágeis da sociedade brasileira verificada nos últimos anos, com um processo de desestabilização e golpista, inseparável de projectos ditatoriais. O PCP reitera igualmente a sua solidariedade aos trabalhadores, ao povo e às forças democráticas e progressistas brasileiras que, numa situação particularmente difícil, enfrentando o poder do grande capital e a instrumentalização do aparelho de Estado e da comunicação social pelas forças golpistas, luta corajosamente em defesa da democracia e por políticas de progresso social e soberania.

A derrota dos objectivos dos sectores reaccionários e do imperialismo, sendo em primeiro lugar do interesse do povo brasileiro, é também do interesse de todos os povos, e em especial dos povos da América Latina e Caraíbas que se encontram confrontados com uma generalizada contra-ofensiva do imperialismo norte-americano para reconquistar as posições perdidas e tentar restaurar aquilo que insultuosamente chegou a designar por “pátio das traseiras dos EUA”.

Saudando as poderosas manifestações populares contra o golpe e em defesa da democracia, o PCP exprime a sua confiança em que, contando com a solidariedade internacional, o povo brasileiro vencerá.

 


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publicado por António Vilarigues às 18:10
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Sábado, 26 de Março de 2016
E se Dilma...?

Dilma Rousseff2.jpg

Gostava de ter escrito ISTO...

 


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publicado por António Vilarigues às 21:27
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Brasil: A luta continua

Avenida Paulista 2016

O Brasil vive tempos difíceis. A reacção e o imperialismo nunca se conformaram com as mudanças de sentido progressista que desde 2003 melhoraram as condições de vida de muitos milhões de brasileiros e nunca desistiram de reverter um processo que, apesar de ter mantido praticamente intocados o poder económico e o aparelho de Estado, pressentiram como uma ameaça mortal aos seus interesses. O forte apoio popular ao processo de mudança limitou-lhes a capacidade de intervenção, colocou-os na defensiva, mas nunca desistiram. Nas eleições de 2014 em que foi eleita presidente Dilma Rousseff jogaram uma fortíssima cartada mas perderam. Agora, aproveitando-se de uma conjuntura económica desfavorável, aliás indissociável da profunda crise do capitalismo que atinge seriamente os países «emergentes», passam abertamente à ofensiva para reconquistar as posições perdidas. É esse o sentido da campanha golpista visando a destituição da presidente Dilma. É esse o sentido da operação contra Lula da Silva, visando descredibilizar a sua imagem e impedir que possa voltar a desempenhar um papel relevante na vida política do Brasil.

A desinformação sobre o que realmente se passa no Brasil é enorme e o que é essencial tende a ser soterrado pela avalanche de «informação» sensacionalista. Porque, por detrás da cortina de fumo de uma suposta independência no apuramento de responsabilidades no corrupto sistema capitalista brasileiro, o que está realmente a verificar-se é a instrumentalização do aparelho judicial em articulação com a comunicação social, para afastar as forças progressistas e restabelecer por inteiro o poder do grande capital. O que está verdadeiramente em causa na aguda luta de classes em curso no Brasil é o sentido – progressista ou reaccionário, de soberania ou de submissão aos EUA – do desenvolvimento político e social deste grande país. E está em causa a própria democracia, sem dúvida muito limitada no seu conteúdo, mas em que as liberdades e direitos políticos fundamentais são uma realidade que incomoda uma grande burguesia que é portadora de uma longa senda de crimes como os praticados durante a ditadura fascista que se seguiu ao golpe militar de 1964 que derrubou João Goulart.

O que nestes dias está em jogo no Brasil diz em primeiro lugar respeito aos trabalhadores e ao povo brasileiro e as poderosas manifestações populares que no passado dia 18 encheram as ruas de numerosas cidades sob a palavra de ordem «contra o golpe, pela democracia» mostram que existem no Brasil forças capazes de defender e aprofundar os avanços alcançados. Mas diz também respeito a todos os povos do mundo, e em primeiro lugar da América Latina. O Brasil é um grande país com uma crescente projecção e influência na vida internacional. É um dos cinco países dos BRICS, uma aliança que desempenha um importante papel na contenção dos projectos de domínio mundial totalitário do imperialismo norte-americano e que, apesar de limites e contradições resultantes da sua natureza capitalista, tem convergido com países como Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador no processo de transformações progressistas e de soberania que tem percorrido o continente latino-americano (de que são expressão organizações como a CELAC ou a UNASUR) e que o imperialismo procura a todo o custo subverter. O empenho golpista da reacção brasileira e do imperialismo visa muito para além do próprio Brasil. A nossa solidariedade de princípio com o PCdoB, o PT, o MST e demais forças que lutam para barrar o caminho da reacção tem também em conta a imperiosa necessidade de unir forças para fazer frente ao imperialismo no plano mundial.

(sublinhados meus)

AQUI

 


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publicado por António Vilarigues às 12:34
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Mais direto, impossível | Peçam desculpas a Lula e Dilma!

Dilma-Lula

Não Vai Ter Golpe

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Cid

 

Por favor, haja uma alma caridosa que desminta os factos narrados no post!!!...

 


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publicado por António Vilarigues às 06:16
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Terça-feira, 22 de Março de 2016
Os recentes acontecimentos no Brasil

Brasil 2016-03-13

pixuleco 2016 Brasil

2015-08-20_manifestacao_sao_paulo_brasil

 

Os recentes desenvolvimentos no Brasil não podem ser desligados do aprofundamento da crise do capitalismo que marca a situação internacional e que tem actualmente profundas consequências nos chamados países emergentes.

Tentando tirar partido de reais problemas e de profundas contradições na sociedade brasileira, os seus sectores mais retrógrados e anti-democráticos promovem uma intensa operação de desestabilização e de cariz golpista procurando alcançar o que não conseguiram nas últimas eleições presidenciais – a acção montada contra Lula da Silva insere-se neste processo mais geral de desestabilização.

O que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é a tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas antes uma acção protagonizada pelos sectores mais retrógrados – eles próprios mergulhados em décadas de corrupção –, visando, por via da instrumentalização do poder judicial e da acção de órgãos de comunicação social, a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos.

Uma acção de desestabilização indissociável do conjunto de manobras de ingerência promovidas pelos Estados Unidos visando os processos progressistas e de afirmação soberana na América Latina.

O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social.

av_paulista_18mar16

 

Portal Vermelho

 

recife 2016

 

PC Brasileiro

 

fiesp 2016 brasil

 


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publicado por António Vilarigues às 16:33
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015
UPP: Apresentação de três obras de António Avelãs Nunes

UPP Convite Livro Europa

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publicado por António Vilarigues às 13:48
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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013
15º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários

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O aprofundamento da crise do capitalismo, o papel da classe operária e as tarefas dos comunistas na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos povos. A ofensiva do imperialismo, a rearrumação de forças no plano internacional, a questão nacional, a emancipação de classe e a luta pelo socialismo

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
O Chipre só tem uma solução!

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O desenrolar dos acontecimentos no Chipre, sujeito a um autêntico assalto comandado pela Alemanha por via do Eurogrupo, levanta um sem número de questões. Tentaremos por isso centrarmo-nos apenas em alguns aspectos chave da situação.

Uma primeira nota vai para o carácter sistémico dos acontecimentos. Não estamos apenas perante um roubo descarado ao Chipre, criminoso de todos os pontos de vista, incluindo o político e de relacionamento entre estados. Nem apenas perante um acto de chantagem descarada sobre todo um povo como o demonstrou o ultimato do BCE ameaçando com uma autêntica bomba atómica financeira.

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publicado por António Vilarigues às 16:10
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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Mali: o que faz correr a França? (2)

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publicado por António Vilarigues às 12:22
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Mali: o que faz correr a França? (1)

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publicado por António Vilarigues às 12:21
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Mali: o que faz correr a França?

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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
Mais uma guerra imperialista

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O Mali está a ser alvo de uma intervenção militar estrangeira imperialista. A França, a sua aviação e legião estrangeira são a face mais visível de uma intervenção que envolve várias outras potências da NATO – como a Alemanha e os EUA. A guerra é apresentada como uma «ajuda» às autoridades do Mali para combater organizações que espalham o terror e impõem a Sharia no Norte do Mali, ou seja mais uma «guerra contra o terrorismo». Nada mais longe da verdade.

É um facto inegável que várias organizações radicais islâmicas, com ligações que vão desde a CIA até às monarquias do Golfo, passando por serviços secretos de países africanos, actuam desde há muito no Norte do Mali, tirando partido dos movimentos independentistas protagonizados por movimentos Tuareg, originalmente laicos e seculares, cuja expressão política e militar mais recente é o MNLA – Movimento de Libertação do Nacional de Azwad (a região Norte do Mali), e que mais recentemente se «converteu» ao islamismo, se aliou às suas organizações e por elas foi esmagado. Mas é também inegável, e já comprovado, que aqueles que são hoje considerados terroristas no Mali, são os mesmos que foram «rebeldes libertadores» e aliados da França na guerra de agressão à Líbia e que são considerados a «oposição democrática» na Síria.

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«Em mais uma aventura imperial em África, a França conta, naturalmente, com a ajuda dos seus habituais aliados. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a Dinamarca e «outros países» não especificados apoiam a intervenção militar com «ajuda logística» em matéria de transporte e telecomunicações.»

«Com uma importante presença militar na região, há muito que a França desempenha o papel de gendarme de África, apoiando-se nos «regimes amigos». Assim boa parte do material e efectivos militares foram deslocados de países vizinhos como o Burkina Faso e a Mauritânia, mas sobretudo do Chade, onde o exército gaulês conta com um importante contingente, instalado «provisoriamente» em 1986..»

«A intervenção militar em curso no Mali, protagonizada pela França e envolvendo outras potências imperialistas, é indissociável da deriva militarista e intervencionista da NATO, da União Europeia e das suas principais potências que, num quadro de aprofundamento da crise do capitalismo e na sequência de vários processos de incremento da ingerência externa, de militarização do continente – de que se destaca o Comando Militar norte-americano para África AFRICOM – e de desestabilização de vários países, visam acentuar o domínio económico, político e geo-estratégico do imperialismo neste continente e pôr em causa a soberania e integridade territorial de vários dos seus Estados.»

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publicado por António Vilarigues às 15:11
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012
Entrevista a Jerónimo de Sousa

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A pouco mais de um mês da realização do XIX Congresso do PCP, Jerónimo de Sousa fala das propostas de alteração ao Programa, de algumas das ideias centrais patentes nas Teses e do reforço do Partido. Este não será «um congresso como outros», salientou, manifestando a sua confiança no colectivo partidário, que saberá encontrar forças para levar por diante as imensas tarefas que tem pela frente.

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publicado por António Vilarigues às 08:48
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Mudar de Rumo

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Registou-se nas duas últimas semanas vários acontecimentos demonstrativos de três grandes tendências da situação internacional.

A primeira nota reporta-se à crise do capitalismo e à situação na União Europeia.

(...)

A segunda nota reporta-se à criminosa acção do imperialismo que se intensifica com o aprofundamento da crise.
(...)
A terceira nota reporta-se à América Latina.
(...)

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publicado por António Vilarigues às 14:50
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Stiglitz, ideólogo do capitalismo

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O capitalismo tem assumido no tempo e no espaço diferentes formas de existência e os seus ideólogos nunca falaram a uma só voz. E se há tempos de grande unanimismo e «pensamento único» como aconteceu nos anos de celebração triunfalista das trágicas derrotas do socialismo, outros há em que a crise do capitalismo e o desenvolvimento da luta de classes alimentam divergências reais no seio da classe dominante, nomeadamente entre as duas grandes correntes históricas que a sustentam, a «liberal/conservadora» e a «social-democrata/keynesiana».

Perante a instabilidade e a incerteza do quadro internacional, a perspectiva de um longo período de recessão económica e a possibilidade de um novo crash ainda mais destruidor, é essa a situação actual. Muitos se apercebem que a hegemonia do grande capital financeiro e especulativo, as violentas políticas de «austeridade» conduzidas pelo FMI e pela UE, a manipulação da espiral da dívida para estrangular o desenvolvimento e provocar o empobrecimento de países soberanos, o desemprego em massa e a falta de medidas para o combater, o aprofundamento das desigualdades, tudo isto não só contraria o objectivo da recuperação económica como leva no bojo inevitáveis explosões de descontentamento social com o questionamento dos próprios fundamentos da ordem capitalista.

Ler Texto Integral 

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
A força onde reside a esperança de um Portugal com futuro

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publicado por António Vilarigues às 10:07
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Bispos e banqueiros são velhos companheiros

Tem interesse e ajuda a compreender o que no mundo actualmente se passa, recordar em traços gerais as afinidades que sempre ligaram as hierarquias religiosas aos altos postos e ao aparelho do capitalismo político e financeiro mundial. Necessariamente numa abordagem muito superficial e só para nossa informação.

A expressão igreja começou a ser usada na antiga Grécia vários séculos antes de Cristo. Designava conselhos eleitos entre os cidadãos com a finalidade de gerirem a polis ou cidade, conceito que depois evoluiu para a noção mais sofisticada de cidade-estado ou seja, cidade que era cabeça política de um território mais vasto.

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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
Demagogia e Mentira para Esconder Exploração e Ilegalidades

O anúncio da “criação de 300 postos de trabalho” na PSA-Mangualde é demagógico, mentiroso e populista. Destina-se a desviar a atenção dos trabalhadores e da opinião pública das graves responsabilidades do Partido Socialista e da Administração da empresa na perda recente de mais de 600 postos de trabalho no Centro de Produção de Mangualde e a esconder a cobertura que o Governo do PS tem dado à ilegal “bolsa de horas” na empresa e ao aumento desenfreado da exploração dos trabalhadores, nesta unidade fabril.

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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Que vida familiar?

     Passados mais de 120 anos da consagração do 1.º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador o Governo do PS obriga os trabalhadores a voltarem a lutar pelo horário de trabalho de 8 horas por dia.

No Sector das Indústrias Eléctricas, as jornadas de 12 horas não são novidade. No sector dos Transportes, «a bagunça é total», são frequentes horários de 12, 13 e 14 horas feitos pelos motoristas, não havendo controlo do tempo de descanso. No sector de passageiros, por sua vez, os motoristas ficam à disposição das empresas durante 12 e mais horas. Na restauração e hotelaria o cenário não é melhor: na área das cantinas há jornadas de 12 e 14 horas. Na Lisnave os trabalhadores saídos da formação são obrigados a fazer cem horas extraordinárias por ano para a empresa e só depois desse objectivo cumprido é que recebem horas extraordinárias. Estes e outros exemplos foram relatados na Assembleia da República, numa Audição promovida pelo PCP sobre Horários de Trabalho.

Aqui no distrito de Viseu foi referido o caso da PSA Peugeot Citroën, em Mangualde, onde a situação pode ser caracterizada na seguinte frase: «hoje, trabalha-se mais, paga-se menos». Com efeito, nesta empresa, como em outras, chegou-se ao cúmulo de aplicar um banco de horas através do qual é exigido aos trabalhadores que as licenças de paternidade e maternidade, ou as licenças por baixa médica sejam compensadas à empresa com dias de trabalho não pago. «O que é isto se não trabalho escravo, com a permissão governamental do PS?», inquiriu o deputado comunista Miguel Tiago. Para o deputado este banco de horas mais não é afinal do que uma forma de reduzir a remuneração do trabalhador. Isto é, obrigá-lo a trabalhar ao fim-de-semana, pagando-lhe como se fosse dia normal, ou impor-lhe trabalho nocturno e pagar-lhe a «preço de saldo».

A saúde e a segurança são dois dos planos concretos onde se fazem sentir as consequências do aumento do horário de trabalho.

Jornadas superiores a oito horas põem em causa o bem-estar e aumentam em 61 por cento os riscos de doenças e de acidentes de trabalho, devido ao acréscimo dos níveis de fadiga. Exemplos são a hipertensão, as doenças cardiovasculares ou o stress. Efeitos nocivos resultam também do trabalho nocturno e do trabalho contínuo, afectando o sono e os hábitos alimentares, com repercussões ao nível do rendimento e da frequência de acidentes de trabalho.

Mas os efeitos da desregulamentação do horário de trabalho fazem-se sentir duma forma particularmente aguda na vida pessoal e familiar. Como conciliar a vida profissional com a vida familiar, ou com a participação cívica e política, quando se está perante um horário que pode ser alargado até às 12 horas diárias e 60 semanais, sem dia e hora fixa para trabalhar?

Segundo dados de 2008 38 por cento das mulheres já trabalha ao sábado, 22 por cento trabalha ao domingo e, no que respeita ao trabalho nocturno, o valor quase que duplicou atingindo os 13 por cento das mulheres naquela data.

Uma mãe ou um pai que trabalhe 12 horas por dia não podem preparar o filho para a escola de manhã. Não o podem ir buscar à escola. Não o podem adormecer. Não o podem ajudar a fazer os trabalhos de casa. Não podem ir às reuniões de pais. Não podem participar na vida do seu filho. Não é isto a apropriação pelo patrão do horário de trabalho e da vida familiar dos trabalhadores?

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 5 de Fevereiro de 2010

                                                                                             


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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Tudo prá «bolsa» da PSA

     É de revolta e indignação o ambiente que se vive no Centro de Produção de Mangualde da PSA/Peugeot/Citroën. O motivo é o descarado oportunismo da administração, que tudo faz, à «boleia» da crise e com base num acordo de traição «cozinhado» com a ex-comissão de trabalhadores, para obrigar os operários a submeter-se a um injusto e ilegal «banco de horas».

Ilegal, porque começou a ser aplicado antes da entrada em vigor do famigerado Código do Trabalho do PS e porque não está previsto no contrato colectivo de trabalho aplicável a este sector.

É caso para dizer, que esta administração, no que toca à exploração dos trabalhadores, segue o principio de: «tudo prá “bolsa” da PSA». E que, no capítulo do pagamento do trabalho suplementar, nocturno ou prestado em dias de descanso segue o principio contrário: «nada pró bolso dos trabalhadores».

É escandaloso o que os «negreiros» do século XXI estão a fazer aos trabalhadores do C. P. de Mangualde, transformados por vontade da administração, em «escravos» devedores crónicos da «bolsa de horas».

                                                                                                                                                           


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publicado por António Vilarigues às 06:07
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
O maior negócio ilícito depois das armas e da droga - A escravatura não acabou

     A «crise» mundial está a fazer crescer o apetite pelo trabalho escravo: a cada dia que passa, milhares de pessoas são vendidas e forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. O tráfico de seres humanos, escravatura dos tempos modernos, está a aumentar por todo o Mundo. A maior parte das histórias não são tão espectaculares – e não têm final feliz.

                                                                                


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publicado por António Vilarigues às 12:01
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
Novo contrato entre o Estado e a PSA/Peugeot-Citroën

    A PSA/Peugeot/Citroën apresentou um projecto de modernização da sua unidade fabril, localizada em Mangualde, para a produção de um novo modelo de veículos automóveis.

O investimento em causa excede os 21 milhões de euros. Prevê – se que alcance, no ano de 2016, um valor de vendas de cerca de 2162,4 milhões de euros e um valor acrescentado de cerca de 155,9 milhões de euros, montantes acumulados desde o início do investimento. Visa-se assegurar a manutenção quer dos 750 postos de trabalho da empresa, quer da actividade dos fornecedores e das pequenas empresas que lhe estão associadas.

O contrato foi oficialmente autorizado pelo ministro da Economia, Vieira da Silva, e recebeu luz verde do Conselho de Ministros.

É uma boa notícia para o concelho de Mangualde e para toda a região. Mas impõem-se algumas notas de reflexão.

Desde logo constata-se que, mais uma vez, o governo PS é um «mãos largas» para uns (os mesmos de sempre) e um «forreta» para outros (micro, pequenos e médios industriais e comerciantes). Com efeito o grupo PSA Peugeot/Citroën anunciou que está em negociações com a Mitsubishi para «ampliar suas relações, podendo chegar a uma parceria estratégica». Segundo analistas, os franceses podem comprar de 30% a 50% de participação na fabricante japonesa. 

Ao longo dos anos o Centro de Produção de Mangualde da PSA/Peugeot-Citroën recebeu largos milhões de euros da União Europeia para se modernizar, dar formação aos trabalhadores e garantir a laboração.

O governo português, para além de benefícios fiscais em sede de IRC, desembolsou em 2007 8,6 milhões de euros para criar mais 80 postos de trabalho acima dos 1.226 que tinha e manter a laboração até 2013. Este acordo não foi cumprido, mas o destino do dinheiro continua por esclarecer.

O que está esclarecido, e bem esclarecido, é que, a pretexto da crise do capitalismo, a administração tem procurado chantagear os trabalhadores. O objectivo é criar uma situação onde se trabalhe cada vez mais, ganhando cada vez menos.

Assim, assistimos sucessivamente à implementação do banco de horas (duma forma ilegal, meses antes da entrada em vigor do novo Código do Trabalho). À perda efectiva de massa salarial. Às rescisões de contrato (desde o início de 2009 a empresa rescindiu contratos com mais de 500 trabalhadores). Ao lay-off. Mas os valores das indemnizações, dos prémios e das mordomias de alguns permaneceram obscenamente elevados.

Continua também por esclarecer o «mistério» sobre os Seguros de Vida, ou de Complemento de Reforma, feitos na seguradora AXA. Durante anos a fio foram para aí canalizados prémios e outras remunerações devidos aos trabalhadores, que a empresa apresentou como «custos de exercício» para não pagar impostos. Mas dos quais ainda nenhum trabalhador foi beneficiário.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 11 de Dezembro de 2009

                                                                                            


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publicado por António Vilarigues às 06:01
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Onde param os 8,6 milhões de euros?

     Ao longo dos anos o Centro de Produção de Mangualde da PSA/Peugeot-Citroen recebeu largos milhões de euros da União Europeia (EU) para se modernizar, dar formação aos trabalhadores e garantir a laboração. A empresa tem compromissos com o Estado Português e a UE que está obrigada a respeitar.

O governo português, para além de benefícios fiscais em sede de IRC, desembolsou em dinheiro vivo 8,6 milhões de euros (Resolução do Conselho de Ministros nº 34/2007) para criar mais 80 postos de trabalho acima dos 1.226 que tinha e manter a laboração até 2013.

Em Janeiro de 2008 o inevitável ministro da Economia, Manuel Pinho, fazia declarações à comunicação social sobre a necessidade de disponibilização de terrenos para a expansão da fábrica. E solicitava ao responsável pela questão dos terrenos que desbloqueasse a situação o mais rápido possível a fim de evitar a deslocalização da fábrica para Marrocos.

A eventual deslocalização da empresa era então desmentida pelo grupo PSA, uma vez que, declarava, pretendia manter, em Mangualde, a produção dos modelos «Berlingo First» e «Partner Origin» até 2013. Na mesma altura, o grupo francês admitia a necessidade de expandir a empresa nos 20 mil metros quadrados de terrenos adjacentes à fábrica. Era solicitada a intervenção da Câmara Municipal. Leia-se «queremos receber os terrenos à borla». As propriedades estavam avaliadas em 1,8 milhões de euros, um valor que a autarquia de Mangualde dizia não ter capacidade para suportar.

Entretanto a ampliação não se verificou. Os robôs que foram instalados na pintura são usados e provenientes de uma fábrica de Vigo. Estes robôs estavam guardados num armazém que foi desmantelado para ampliar uma linha de montagem. As obras que se verificaram no Centro de Produção de Mangualde foram apenas um pavilhão, o revestimento do chão com uma película anti-aderente e pouco mais.

A pretexto da crise do capitalismo a administração tem procurado chantagear os trabalhadores, impondo-lhe condições que levem à perda de direitos adquiridos com anos e anos de luta. Referimo-nos a questões tão básicas como o direito ao emprego efectivo, ao salário correspondente ao trabalho efectuado e à protecção social no desemprego e na doença.

Assim assistimos sucessivamente à implementação do banco de horas (duma forma ilegal, meses antes da entrada em vigor do novo Código do Trabalho). À perda efectiva de massa salarial (a maioria dos trabalhadores vai este mês ganhar cerca de 450 euros). Às rescisões de contrato (desde o início de 2009 a empresa rescindiu contratos com mais de 500 trabalhadores). Ao lay-off. Mas os valores das indemnizações, dos prémios e das mordomias de alguns permaneceram obscenamente elevados.

Continua por esclarecer o «mistério» sobre os Seguros de Vida, ou de Complemento de Reforma, feitos na seguradora AXXA. Durante anos a fio foram para aí canalizados prémios e outras remunerações devidos aos trabalhadores, que a empresa apresentou como «custos de exercício» para não pagar impostos. Mas dos quais ainda nenhum trabalhador foi beneficiário.

Este grupo não se candidatou ao Programa de Apoio ao Sector Automóvel (PASA). Recusou-se a colocar os trabalhadores em Formação. Está criado o cenário para após as eleições de Outubro (será mera coincidência ser nesse mês que termina o lay-off?) forçar os despedimentos ditos de «rescisões amigáveis». E/ou reclamar o despedimento colectivo da parte considerada excedente dos trabalhadores.

Entretanto o que faz o governo de Portugal? Assobia para o lado e agita a cenoura da hipotética vinda de um novo modelo de veículo (onde estão as obras para ampliar e adaptar a linha para o produzir?). E, como estamos a falar de dinheiro proveniente dos nossos impostos, o que se passa com os 8,6 milhões de euros? Vai ser exigida à empresa a sua devolução por não cumprimento do acordado?

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                                   

In jornal "Público" - Edição de 18 de Maio de 2009

                                                                                         


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publicado por António Vilarigues às 00:08
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Sábado, 9 de Maio de 2009
Os 100 dias de Obama

    Nunca tivemos quaisquer dúvidas sobre a real natureza do «fenómeno Obama». Nunca embarcámos na maré de ilusões que a formidável campanha de promoção do «fenómeno» suscitou e ainda suscita em sectores do campo democrático. Alertámos desde o primeiro momento para a sofisticada operação de promoção do imperialismo norte-americano subjacente a tal «fenómeno»: o clamoroso fracasso do consulado fascizante de G. Bush impunha a recomposição da imagem dos EUA e a procura de outros métodos para tentar impor a sua hegemonia mundial. Após 100 dias de governo Obama podemos afirmar que a vida nos deu razão.

                                         


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Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Trabalhadores da PSA Peugeot-Citröen rejeitam lay-off e ponderam formas de luta

     A comissão de trabalhadores (CT) da PSA Peugeot-Citröen de Mangualde deu parecer negativo à proposta de lay-off que a empresa quer implementar entre Maio e Outubro, alegando razões económicas e financeiras, motivadas pela quebra de produção que ultrapassa os 50 por cento.

                                                                           


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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
A sem vergonha do «lay off» da Fábrica de Mangualde da PSA/Peugeot-Citroen

     Face a estas notícias (AQUI e AQUI) algumas perguntas se impõem:

O Centro de Produção de Mangualde da PSA/Peugeot-Citroen recebeu do governo português para além de benefícios fiscais em sede de IRC, 8,6 milhões de euros (Resolução do Conselho de Ministros nº 34/2007) para criar mais 80 postos de trabalho acima dos 1.226 que tinha e manter a laboração até 2013. A Comissão de Trabalhadores estima que desde o início de 2009 tenham saído perto de 500 trabalhadores da fábrica de Mangualde. Cerca de 400 contratados e temporários que não viram os seus contratos renovados e 80 efectivos que aceitaram a rescisão amigável. Acresce que ao longo dos anos esta unidade fabril tem recebido igualmente largos milhões de euros da União Europeia para se modernizar, dar formação aos trabalhadores e garantir a laboração. A PSA/Peugeot-Citroen tem compromissos com o Estado Português e a UE, que está obrigada a respeitar.

  • O que aconteceu aos 8.600.000€?  
  • O que pensa fazer o ministro Manuel Pinho?   
  • E o primeiro-ministro José Sócrates?

                                                                  


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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
A crise não é para todos

    O país está em recessão mas a crise não é para todos.

Em 2008 o Governo PS de José Sócrates disponibilizou para a banca ajudas no valor de mais de 20 mil milhões de Euros. Procedeu a «nacionalizações», parciais ou totais, mas sempre a prazo. A contrapartida seria os bancos facilitarem o crédito às famílias e às empresas. 

Na realidade o que sucedeu? 

Assistimos, de facto, à socialização dos prejuízos, à protecção dos rendimentos e fortunas de banqueiros e grandes accionistas. E o Estado a assumir os custos das actividades especulativas e ilícitas em que estiveram impunemente envolvidos. Recorde-se, a propósito, que o «buraco» inicial de 700 milhões de euros no BPN já vai no dobro. E com tendência para aumentar. 

Assistimos, de facto, a restrições e encarecimento do crédito para as famílias, pequenas empresas, autarquias e projectos públicos. A efeitos penalizadores nas contas públicas e no orçamento de Estado. Tudo isto sem o mínimo dos mínimos de garantias por parte da banca privada, já que o governo fugiu à definição dos critérios e condições da cedência dos dinheiros públicos. Ao contrário de outros parceiros seus da União Europeia como, por exemplo, a Alemanha ou a Inglaterra. 

Não se questiona a necessidade de estabilizar o sistema financeiro. Mas isso pressupõe regras e compromissos claros e uma justa remuneração dos dinheiros e a salvaguarda do interesse público. Tal como se exige a garantia da punição dos responsáveis pelas práticas fraudulentas e especulativas. 

Não admira pois que, só durante os nove primeiros meses do ano de 2008, os lucros dos 9 principais grupos económicos tenham sido superiores a 4.000 milhões de euros. Entre esses grupos estão os 5 principais bancos que alcançaram mais de 1.500 milhões de euros de lucros. É caso para perguntar o que seria se não fosse a crise. E não se esqueça o verdadeiro escândalo protagonizado pelo grupo EDP e REN, principal distribuidor eléctrico nacional. Depois de alcançar mais de 1000 milhões de euros de lucros, impôs aumentos superiores a 5% nos preços da energia eléctrica para os consumidores em 2009. 

Bem podem os palácios de Belém e de São Bento vir dizer ao povo que em tempo de crise é preciso distribuir o mal pelas aldeias. Só não disseram que ficam intocáveis os privilégios dos senhores. 

Há grupos económicos que obtiveram lucros mais pequenos que no ano anterior. Mas mesmo assim lucros enormes em si mesmo. O que não os impede de se lamentar muito, porque consideram prejuízo não o que perderam, mas o que não ganharam. 

Prejuízos tiveram os milhares de trabalhadores que foram engrossar o exército de desempregados, muitos deles sem direito a subsídio. Prejuízos tiveram a generalidade dos trabalhadores e reformados com a desvalorização dos seus salários e pensões. Prejuízos tiveram os micro, pequenos e médios empresários, agricultores e pescadores nos seus rendimentos.

No fundo é o povo que está a dar «pau e costas» para manter em Portugal as mesmas políticas que levaram à crise.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

        

In "Jornal do Centro" - Edição de 30 de Janneiro de 2009

                                                                                          


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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Cynthia McKinney sobre o ataque a um barco que levava apoio humanitário a Gaza

Palavras da ex-Congressista e ex-candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido  dos Verdes, Cynthia McKinney sobre o ataque a um barco que levava apoio humanitário a Gaza:  

«As we are about to celebrate Dr. Martin Luther King Jr's birthday, let us remember what he said. He said that the United States is the greatest purveyor of violence on the planet.  And guess what: we experienced a little bit of that violence, because the weapons that are being used by Israel are weapons that were supplied by the United States government.»

 

Ler Notícia Integral

         

O discurso de Martin Luther King que aqui é referido pode ser ouvido e lido neste blog:

Foi pronunciado um ano exacto antes do seu assassinato e é, provavelmente, o seu mais importante discurso.

    


Mais Vídeos sobre Gaza:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                                          

                                

Notícias AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

                                   


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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Condenação da ofensiva israelita na Faixa de Gaza

    O PCP condena firmemente a agressão militar de Israel na Faixa de Gaza e reclama do governo português uma urgente tomada de posição e iniciativas políticas e diplomáticas adequadas que visem pôr termo ao derramamento de sangue na Palestina. 

A invasão, há muito programada, pelas tropas israelitas da Faixa de Gaza que tem como resultado centenas de vítimas e incontáveis destruições, reveste-se da maior gravidade, tanto mais quanto se insere nos projectos de domínio imperialista da região e das forças que vêem na guerra uma saída para a grave crise do capitalismo que assola o mundo. 

O PCP condena a posição da Administração dos EUA de suporte e estímulo à criminosa agressão israelita e considera muito inquietante a ausência de acção da ONU face a esta ofensiva, assim como, da posição da União Europeia de conluio com os EUA no massacre do povo palestiniano. É particularmente escandaloso que em lugar de sanções apropriadas, a UE. se tenha proposto reforçar o acordo de associação com Israel. 

O PCP expressa a sua solidariedade para com o povo palestiniano na sua prolongada e heróica luta pela construção do seu próprio Estado independente e soberano em território da Palestina. O PCP valoriza a corajosa acção das forças sociais e políticas que em Israel se batem pela paz e pelo reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestiniano. 

O PCP considera inaceitável a posição do governo português de fuga à reprovação da  continuada agressão israelita e insiste na imperiosa necessidade de uma clara e inequívoca condenação por Portugal das posições ilegais e criminosas do Estado de Israel. 

Apelando aos trabalhadores, aos jovens e à população em geral para que se mobilizem em torno da exigência do fim imediato da agressão israelita, o PCP expressa o seu apoio à concentração convocada por várias organizações para o dia 8 de Janeiro, pelas 18,00 horas, frente à Embaixada de Israel.

                                                         

In Nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português

                          

Notícias AQUI                           

                                                                                                                                                           


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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
O dinheiro como dívida, de Paul Grignon

     Para quem quiser entender como funciona a banca talvez valha a pena ver...

 

La dette des gouvernements, des entreprises et des ménages a atteint des proportions astronomiques et enfle de plus en plus démesurément de jour en jour. D'ou vient tout cet argent ? Comment peut-il y avoir TANT d'argent à prêter ? La réponse est... qu'il n'y en a pas. De nos jours, L'ARGENT S'EST FAIT DETTE. S'il n'y avait PAS DE DETTE Il n'y aurait PAS D'ARGENT Si tout ceci vous laisse perplexe, rassurez-vous, vous n'êtes pas le seul ou la seule. Très peu de gens comprennent ce système, même si nous sommes tous touchés. Ce long métrage d'animation, dynamique et divertissant, de l'artiste et vidéographe Paul Grignon, explique les effets magiques mais pervers du SYSTEME ACTUEL D'ARGENT-DETTE dans des termes compréhensibles pour tous. Nous vous présentons le chef d'oeuvre de Paul Grignon pour la première fois disponible avec une bande son française et textes en français !

Paul Grignon's 47-minute animated presentation of "Money as Debt" tells in very simple and effective graphic terms what money is and how it is being created. It is an entertaining way to get the message out. The Cowichan Citizens Coalition and its "Duncan Initiative" received high praise from those who previewed it. I recommend it as a painless but hard-hitting educational tool and encourage the widest distribution and use by all groups concerned with the present unsustainable monetary system in Canada and the United States.

Adenda em 20/12 às 15h35m:

Es este documental se explica como funciona el fraudulento sistema monetario internacional, donde tienen a todas las personas en la esclavitud ya que las personas y los gobiernos tienen deudas con los banqueros que nunca van a poder pagar, mientras que estos parásitos (Banqueros) se enriquecen con su usura y manejan al mundo a su antojo.

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                          

Notícias AQUI

               


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