TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 10 de Dezembro de 2016
URAP: «Angola, os anos dourados do colonialismo: a insurreição»

URAP LivrosNoAljube-2016_12_13

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publicado por António Vilarigues às 16:04
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016
Crónicas do País da fome, do medo e da ignorância

Retalhos da vida de um médico

 

Em Retalhos da Vida de Um Médico, percorremos os itinerários do país salazarento, interior, doente, matreiro e desconfiado, país das homílias da conformação, das leiras da fome, das casas celtiberas, da insalubridade quase medieval, da rudeza elementar e da transcendência. O jovem médico, acantonado em Monsanto, nessa que foi, no desvario folclórico do fascismo, a aldeia mais portuguesa de Portugal, percorre veredas, socalcos, caminhos abertos nas faldas da serra por onde as mulas, os burros e os carros de bois se esgueiram entre ventos e chuva, para socorrer os pacientes que o procuram quase sempre em situação extrema, quando desenganados de charlatães, bruxedos e mezinheiros, muitas vezes para apenas confirmar o óbito. Um povo triste e desamado.

(...)

Retalhos da Vida de Um Médico é um exemplo do texto clássico do neo-realismo e uma das obras fundamentais da literatura portuguesa do século XX. Um documento raro, sensível e lúcido sobre a realidade profunda do Portugal fascista; país de silêncios, de medos e de revoltas crescendo no meio dos trigais que Namora, sem contemplações, põe a nu – país de ocultas misérias denunciado pela pena de um autor que nestes textos se revela indignado com o sofrimento dos seus concidadãos, e é esse modo de dizer a revolta, de a tornar humana e lídima, que torna estes textos actuais e de uma indefectível universalidade.

AQUI

 


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publicado por António Vilarigues às 12:00
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
Manuel Tiago/Álvaro Cunhal: A escrita como uma peculiar e interventiva «experiência do humano»

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Álvaro Cunhal é, certamente, uma das personalidades marcantes do século XX português e europeu. Político lúcido, combativo e corajoso, resistente antifascista de primeira linha, preso nas masmorras do fascismo durante 12 anos, torturado, perseguido, como raros portugueses o foram, por Oliveira Salazar, essa figura sinistra que deu voz, instrumentos e suporte ideológico ao período mais negro da história portuguesa de grande parte do século XX.

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