TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Terça-feira, 11 de Julho de 2017
Colmatar os prejuízos causados pelo mau tempo em Armamar, Tarouca e Tabuaço

Tarouca 2017.jpg

Armamar 2017_1.jpg

Grupo Parlamentar do PCP Interpela de novo Governo sobre medidas imediatas para

colmatar os prejuízos causados pelo mau tempo em Armamar, Tarouca e Tabuaço

 


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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017
UPP: Por Terras de Miranda “dar balor al que ye nuosso”

UPP Por terras de Miranda.jpg

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
Vitivinicultores do Douro: «Defender os vitivinicultores, promover a região»

Avidouro 2016-07-17

No domingo, 17 de Julho de 2016, o Encontro de Vitivinicultores do Douro, promovido pela AVIDOURO, decorreu, na Régua, no Salão do “Teatrinho” – que ficou cheio de Gente – e cujo edifício, agora recuperado, já foi propriedade da “velha” Casa do Douro e, hoje, é uma secção do “Museu do Douro”.

Passaram pelo Salão deste Teatrinho cerca de 200 Participantes que ouviram as intervenções-base, falaram e no final do Encontro desfilaram e reafirmaram, já perante o respeitável edifício Sede da Casa do Douro, a sua vontade em defender a Casa do Douro e a Lavoura Duriense. Aí, finalizaram com uma “merenda” que também foi convívio.

Aconteceram – debate – luta – convívio. Com os votos e a reclamação da AVIDOURO para que daí resultem avanços por pequenos que sejam. Assim, a AVIDOURO vai divulgar, de diversificadas formas, as principais “conclusões” do Encontro. Até para que ninguém possa vir a dizer que “não sabia… que nunca foi informado…” acerca dos problemas e das reclamações que a AVIDOURO e os Vitivinicultores Durienses têm para se começar a resolver esses mesmos problemas.

AQUI

Avidouro2 2016-07-17

«Os pequenos e médios Vitivinicultores Durienses, trabalham de sol a sol na produção dos seus excelentes Vinhos, Generoso/Porto aos Vinhos de Mesa do Douro.

Através do seu trabalho, no granjeio dos vinhedos e socalcos do Douro, os Vitivinicultores Durienses também fazem, todos os dias, a bela Região Demarcada do Douro e a sua parcela que é Património Mundial.

Para defender e promover a Lavoura e toda a Região Demarcada do Douro, O Encontro dos Vitivinicultores do Douro - “DEFENDER OS VITICULTORES, PROMOVER A REGIÃO”, promovido pela AVIDOURO, propõe e reclama ao Ministério da Agricultura, ao IVDP e ao Comércio:

(...)»

Avidouro1 2016-07-17

«Os vitivinicultores do Douro reclamaram, domingo, em Peso da Régua, apoios excepcionais para colmatarem os prejuízos causados na vinha e um aumento do benefício nesta vindima.»

Avidouro3 2016-07-17

 


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publicado por António Vilarigues às 12:21
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
Empresa Fumados Douro entrou em processo de insolvência

«Foi de forma acidental que os cerca de 100 trabalhadores tomaram conhecimento do processo de insolvência deliberado pelo Tribunal para a empresa Fumados Douro, de Armamar.

Sem que nada o fizesse esperar, uma vez que apenas ainda não foi pago aos trabalhadores o salário do mês passado, sabe-se agora que a empresa Fumados Douro foi declarada insolvente em meados de Abril, mas apenas no passado dia 5 de Maio, através de pessoal dos escritórios, essa situação chegou ao conhecimento dos trabalhadores.»

Ler texto integral

 


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Domingo, 17 de Janeiro de 2016
UPP: Visita de estudo «Sabrosa»

UPP Sabrosa

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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013
Vitivinicultores voltaram a manifestar-se na Régua

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Reclamações dos Vitivinicultores

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
O distrito de VISEU presente na «inauguração» da AGROVOUGA
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Viseu

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Castro Daire / Cinfães

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Douro

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publicado por António Vilarigues às 14:24
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Domingo, 2 de Setembro de 2012
A Mulher e a Agricultura: Factores de Diferenciação na Região Demarcada do Douro

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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012
A agricultura no nosso país caminha para a ruína por culpa de PSD/CDS e PS (5)

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(continuação)

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5. Tudo isto, cai em cima do reforçado e renovado ataque aos serviços públicos e à presença do Estado no mundo rural e no interior do País. Ontem fiquei a saber, que o Ministério da Saúde se prepara para desactivar as estruturas do INEM em Vieira do Minho, Cabeceiras e Celorico de Basto. Não bastam os encerramentos e ameaças em curso nas unidades e serviços de saúde, na rede escolar, nos serviços de finanças, nos transportes ferroviários.

Não basta transformar os cidadãos dessas regiões em portugueses fortemente discriminados no acesso à saúde, quando comparados com os cidadãos do Porto ou de Lisboa, com o pagamento do seu bolso de centenas de euros para chegarem a um hospital no litoral, para onde foram referenciados. Também o INEM os vai deixar. Também os tribunais. Olhem para a proposta do Ministério da Justiça para Trás-os-Montes e Alto Douro! E no fim da linha, a reforma Miguel Relvas/PSD/CDS para extinguir as suas freguesias. De facto, melhor mesmo é apagá-las do mapa, que os cidadãos já lá não estão...

Não deixará o PCP continuar a denunciar, o erro, a violência, a brutalidade de uma política contra o mundo rural e os agricultores portugueses! E a reclamar resposta para os problemas da agricultura nacional! Pelos agricultores, pelos trabalhadores rurais, por Portugal.

(sublinhados meus)

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A agricultura no nosso país caminha para a ruína por culpa de PSD/CDS e PS (4)

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(continuação)

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4. Mas o rosário dos problemas é muito maior. E não há projectos de resolução que valham ao PSD e ao CDS-PP e atenuem a gravidade das políticas que seguem na esteira e continuidade da política agrícola do governo PS/Sócrates.

Por exemplo, aprovámos nesta Assembleia da República um Projecto de Resolução de apoio ao desenvolvimento do regadio, e até um específico, sobre a situação do Baixo Vouga Lagunar. Consequências práticas, zero. O Regadio de Sabariz/Cabanelas, em Vila Verde, ninguém sabe porque não se iniciou em Setembro. O que se sabe ao certo, é que a reprogramação do ProDer deu uma talhada de 155 milhões de euros, nas dotações para o regadio.

Por exemplo, no apoio à floresta, o que aconteceu foi uma reprogramação do ProDer com um corte / um fogo florestal equivalente a 150 milhões de euros! E, entretanto, pairam notícias de ameaças graves sobre as terras baldias, cuja lei, a sra. Ministra diz que vai ser alterada e incluida na Bolsa de Terras. E surgem as notícias de que o governo pretende concessionar a privados as matas públicas! O que é isto srs. Deputados? Terá isto alguma coisa a ver com as declarações do duopólio das celuloses de que tem falta de matéria-prima, quando há mais de 10 milhões de m3 em pé, que já deviam ter sido cortados!

Por exemplo, no próprio ProDer, depois de todos os discursos que ouvimos, certo é que continuam os atrasos no pagamento e que, ao ritmo de execução a que se chegou no fim de Abril, não é no presente ano que se vão gastar as verbas disponíveis no Orçamento do Estado, 100 + 50, milhões de euros!

Por exemplo, o leite. Depois de tudo o que disseram PSD e CDS sobre esta produção, o preço do leite caiu desde Janeiro 2,5 centimos, enquanto continuaram a subir os custos de produção – electricidade, gasóleo, palhas. As rações com uma subida brutal de 40 centimos. E quando os preços no consumidor não baixaram, subiram! E tudo acontece apesar da criação da PARCA. Um Relatório do GPP, não deixa dúvidas sobre quem se tem apropriado de margens excessivas na cadeia de valor. De quem paga os saldos da GD, de quem paga o circo de animais domésticos em Lisboa! E tudo acontece num sector que tem sobre a cabeça o cutelo do anunciado fim das quotas leiteiras da responsabilidade do PS, PSD e CDS, e a quem o actual Governo cortou 16 milhões de euros que estavam consignados exatamente ao sector leiteiro, para facilitar uma dita aterragem suave da extinção das quotas!

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Por exemplo, no Douro, onde o governo não encontrou uma só resposta para uma região em estado de cataclismo económico e social. Ou melhor, avançou exactamente com as propostas do anterior governo, PS, para a Casa do Douro. Propõe exactamente o que propunha o governo PS para travar a falência em curso das Adegas Cooperativas do Douro. A falência de algumas das maiores, Santa Marta, Alijó, etc., etc.! Isto é, não dá resposta nenhuma. Não, minto! Deu uma, avançou com uma alteração do quadro legal do IVDP, que não só confirma as expropriações feitas por Jaime Silva ao Douro – caso do cadastro - como reforça a governamentalização e consolida o IVDP como uma extensão do Ministério das Finanças / Direcção-geral de Contribuições e Impostos na colecta de impostos extraordinários da Região Demarcada do Douro! E protestaram PSD e CDS na oposição pelo roubo de 8 milhões de euros feito em 2011!

(sublinhados meus)

(continua)

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publicado por António Vilarigues às 14:06
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A agricultura no nosso país caminha para a ruína por culpa de PSD/CDS e PS (3)

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(continuação)

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3. Na segunda-feira, na União das ADS da Beira Alta, envolvendo 10 OPP de 6 Cooperativas e 4 Associações de Produtores Pecuários, ficámos a saber que, apesar de todos os alertas, escritos e orais, do Grupo Parlamentar do PCP, nomeadamente em todas as audições com a sra. ministra da Agricultura, a meio do ano de 2012 as associações não só não receberam o que falta de 2011, e é muito (65%/70%), como ninguém lhes diz como vai ser em 2012!

Trata-se de estruturas que têm de pagar salários, segurança social, produtos veterinários, transportes e outros custos da actividade de sanidade animal! A sra. ministra criou uma taxa para obter receitas para pagar a sanidade animal! E quando vão pagar? Não se sabe! E quanto vão pagar? Não se sabe! Lembra-se que PSD e CDS eram, há pouco mais de um ano, contra a passagem dos custos de sanidade animal para cima dos produtores! Mas é o que está a acontecer!

Estamos a falar de pôr em causa um património de saúde animal que significou o investimento de muitos milhões de euros de fundos públicos. Falamos da falta de resposta a problemas que têm implicações na saúde pública, e que podem penalizar gravemente a nossa exportação de produtos pecuários! De que está o governo à espera para agir? De algum desastre? A situação é insustentável, dizem os responsáveis pela sanidade animal de centenas de explorações pecuárias da Beira Alta!

(sublinhados meus)

(continua)

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publicado por António Vilarigues às 12:07
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A agricultura no nosso país caminha para a ruína por culpa de PSD/CDS e PS (2)

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(continuação)

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2. Na segunda-feira, na principal organização de produtores de maçã da Beira Alta, fiquei a saber que a região, que podia dar um forte contributo para colmatar as cerca de 200 mil toneladas de maçã que o País importa, não o faz porque o Estado Português não assegura condições mínimas necessárias para que a produção se expanda.

Precisam de mais 15 a 20 mil toneladas de frio e o ProDer ainda não foi capaz de assegurar a ajuda necessária. Precisam de seguro de colheitas acessível e eficaz. Mas se o anterior sistema não era bom, este governo alterou tarde, mal e a más horas, agravando brutalmente os custos dos prémios e mantendo um sistema desadequado para a região. Os agricultores produzem 40/50 toneladas/ha mas as companhias de seguros acham que eles só devem produzir 25/toneladas/ha, valor máximo que aceitam segurar. E o Estado, moita carrasco! Na vinha, na grande maioria dos casos, nesta e na região do Douro, pura e simplesmente não se fez. E nos hortofrutícolas como no tomate, as companhias recusam-se a fazê-lo.

As verbas disponíveis apenas permitem segurar 10% da produção de uma fileira que vale 250 milhões de euros, 90% para exportar! Mas o Governo acha mesmo que o seguro agro-pecuário pode ser um instrumento apenas dependente das partes???

Os agricultores para produzir maçã precisam de água, e como resultado das promessas/disputas de anos do PS e PSD locais, nem grande barragem nem pequenas charcas! Precisam de Investigação e Desenvolvimento e sucessivos governos (e este nada faz para recuperar) deixaram degradar/desactivar a estação fruteira da Estação Agrária de Viseu. Precisam de uma concepção de fileira, e o que há, é o vazio dos serviços oficiais depauperados de meios e recursos humanos! E pairam no ar e na terra, os riscos de fogo bacteriano, que já atingiram fortemente pomares do distrito mais a Sul, sem resposta adequada do governo!

(sublinhados meus)

(continua)

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publicado por António Vilarigues às 10:02
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A agricultura no nosso país caminha para a ruína por culpa de PSD/CDS e PS (1)

Vídeo

A agricultura no nosso país caminha para a ruina por culpa de PSD/CDS e PS

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1. Na segunda-feira estive no distrito de Viseu com dirigentes da Cooperativa Agrícola de Távora/Moimenta da Beira e da União das ADS/OPP (Associações de Defesa Sanitária/Organizações de Produtores Pecuários) da Beira Alta. E estranha é a sensação de que os problemas detectados na visita à mesma região há um ano tenham sido congelados. Eram os mesmos. (Os mesmos aliás de uma visita da Comissão de Agricultura há 6 anos!) Os mesmos, com um pequeno/grande pormenor. Há um ano havia expectativas, que hoje se frustraram, se esvaziaram completamente. Bastou um ano Srs. Deputados!

Tantas promessas, srs. deputados do PSD e CDS! Tanta e quase sempre justa oposição à política agrícola do governo PS/Sócrates! Tanta crítica e propostas alternativas, para depois de um ano, de governo, certamente com outra encenação, reproduzirem o essencial dessa política, argumentarem como argumentava o PS, fazerem o que fazia o Ministério da Agricultura do PS. Isto é, pouco! Zero!

Com situações, como no Douro ou na sanidade animal que, não tendo sido sanadas, se agravaram brutalmente.

PSD e CDS sabiam o que fazer na agricultura! Hoje não sabem. Desaprenderam rapidamente!

(sublinhados meus)

(continua)

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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Milhares de agricultores do Douro manifestam-se na Régua

Milhares de agricultores do Douro manifestam-se na Régua

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Galeria Fotografias

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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
O PCP e a política de direita na agricultura no distrito de Viseu

   De passagem pelo distrito de Viseu, a deputada do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, quis dar conta, em conferência de imprensa, da sua intervenção a favor da Agricultura Familiar e do Mundo Rural no Parlamento Europeu e assinalou as consequências das políticas da União Europeia e do Governo Português neste distrito, designadamente:


- As assimetrias regionais aprofundadas por uma política de crescente abandono do interior, com a eliminação de uma série de serviços públicos ai sedeados e a redução no investimento público nestas regiões, bem como a profunda crise que atravessa o tecido empresarial das micro, pequenas e médias empresas (tecido absolutamente dominante no nosso distrito), a concentração do comércio em grandes superfícies comerciais com consequências desastrosas para o pequeno comercio/comercio tradicional, a facilidade com que se deslocalizam empresas, a asfixia da agricultura familiar fazem deste distrito um distrito em situação de grave crise económico-social.
- Orientações políticas voltadas contra o interesse das populações deste distrito levaram, ainda, a que nunca tivessem sido criadas algumas infra-estruturas que, a nosso ver, seriam factores promotores do desenvolvimento regional, como é o caso, entre outros, do Matadouro Público de Viseu ou da ligação por ferrovia da cidade de Viseu à rede ferroviária nacional e como será, certamente, o caso do anunciado prolongamento da A24, entre Viseu e Coimbra, obra cuja construção urge acelerar, mas que só faria sentido e poderia adquirir importância, no quadro regional, se fosse uma auto-estrada sem portagens tal como a A25, o que está longe de ser garantido pelo Governo, que se prepara para fazer destas auto-estradas vias com portagens.
Por outro lado, a destruição da agricultura vem retirando a milhares de agricultores o seu rendimento, empurrando-os para fora da Segurança Social (milhares de agricultores já não conseguem pagar as suas contribuições á Segurança Social), para a emigração ou para as periferias dos pólos urbanos onde vivem desenraizados.
O agravamento dos problemas sociais tem feito crescer o caldo de cultura dos fenómenos de exclusão, marginalidade, prostituição, alcoolismo, violência e criminalidade com consequências visíveis na insegurança dos cidadãos.


O ABATE DE SERVIÇOS PÚBLICOS


Acresce a estes problemas o facto de o governo ter vindo a desenvolver uma politica de sistemático abate de serviços públicos essenciais para a vida das populações, que tem contribuído para esta preocupante fragilização do tecido social deste distrito. De facto, o encerramento do matadouro de Viseu, de diversos serviços de apoio à agricultura, da maternidade de Lamego, dos SAP’s em vários concelhos, o encerramento de centenas de escolas, o e a anunciada intenção do governo de continuar a encerrar serviços (SAP’S, escolas repartições de Finanças, serviços de Justiça ou tribunais, serviços do ministério da agricultura) torna ainda mais preocupante esta situação e acrescenta mais fragilidade à já frágil dimensão económico-social da vida neste distrito.


O ABANDONO E ASFIXIA DA AGRICULTURA FAMILIAR


No plano económico-social, preocupa-nos ainda a situação de abandono e asfixia em que se encontra a agricultura familiar, a desprotecção desta actividade mesmo em regiões e áreas com especial potencialidade produtiva ou com reconhecidas produções de qualidade: Região do Douro, Região de Dão-Lafões, variadas produções no domínio das frutas, vinho, carne, hortícolas e floresta.


UM CASO CARREGADO DE PROFUNDO SIGNIFICADO: O ABATE CRIMINOSO DO MATADOURO DE VISEU


À medida que o tempo passa, vai-se tornando mais claro para todos que o “velho” Matadouro de Viseu foi abatido, num processo fraudolento e criminoso.
Milhares de pequenos criadores de gado ficaram privados desta importante infra-estrutura de fundamental importância para a actividade agro-pecuária da nossa região.
Entretanto, já lá vão anos, e não foi ainda construído nenhum novo matadouro, apesar de várias vezes prometido.
Entretanto, muitos criadores de gado da nossa região abandonaram a actividade agro-pecuária por não conseguirem suportar os custos com o transporte e abate dos seus animais nos Matadouros de Aveiro ou Oliveira do Hospital (os mais próximos).


A REGIÃO DO DOURO


No caso da região do Douro, é lamentável a atitude do Governo de completa desprotecção aos pequenos produtores de vinho daquela região e a passividade com que o Governo assiste à destruição da Casa do Douro, importante instrumento de protecção aos pequenos e médios produtores daquela região, para favorecer a concentração da produção e comercialização do vinho do Porto nas mãos das grandes Casas Exportadoras/Comércio Multinacional do Vinho do Porto.
Trata-se de uma região com 35.000 viticultores, hoje ameaçados pelas políticas do Governo PS/Sócrates: Estrangularam financeiramente a Casa do Douro não lhe pagando o Governo o que lhe deve; mandam executar judicialmente a Casa do Douro por dívidas que não estão confirmadas ou não existem; não cumpriram nem fazem cumprir os Protocolos solenemente assinados, por Governos, Associações de Exportadores e Casa do Douro; apoiam o roubo do Cadastro Vitivinícola, património inalienável dos agricultores durienses, pelo IVDP (Instituto do Vinho do Douro e Porto), onde mandam as Casas Exportadoras; aprovaram na União Europeia uma Reforma da Organização do Mercado do Vinho, apoiada na liberalização do plantio e do comércio, que pode pôr em causa a vinha dos pequenos proprietários e levar ao fim do benefício.


OUTROS PROBLEMAS


Outros problemas afectam igualmente a vida das populações e, em particular, as populações que vivem e trabalham no Mundo Rural, neste distrito, como é o caso da crescente privatização da água, as deficientes redes de transportes públicos, a falta de acessibilidades, os reduzidos mecanismos de apoio à inclusão das pessoas com deficiência, a reduzida cobertura de redes de saneamento básico, diversos problemas ambientais.


REFORMA DA PAC


A deputada Ilda Figueiredo alertou para a necessidade de se estar muito atento à proposta de Reforma da PAC (Política Agrícola Comum) que a Comissária irá enviar ao Parlamento Europeu, já no final do mês de Abril, insistindo em mais liberalizações, visando favorecer o complexo agro-industrial e as empresas que dominam o comércio internacional de produtos alimentares contra os interesses dos pequenos e médios agricultores portugueses e da agricultura portuguesa.
A deputada Ilda Figueiredo manifestou a sua oposição a esta reforma neoliberal da PAC, reafirmando o seu permanente empenhamento na defesa da Agricultura Familiar e dos pequenos e médios agricultores portugueses.

                  

Viseu, 17 de Abril 2008
A DOR Viseu do PCP

                                       

In Organização Regional de Viseu do PCP
                

Ver AQUI notícias sobre investimentos de Portugal e Espanha no Douro

         


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