TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 11 de Dezembro de 2016
Lénine: «Resultados e significado das eleições presidenciais na América» de... 1912

Lenin last underground_1917

                                                             Lénine na clandestinidade 1917

 

Em todos os países burgueses, os partidos que defendem o ponto de vista do capitalismo, i.e., os partidos burgueses, formaram-se há muito tempo e são tanto mais sólidos quanto maior é a liberdade política.

Na América essa liberdade é a mais completa. E dois partidos burgueses distinguiram-se aqui por uma notável solidez e força, ao longo de todo um meio século – depois da guerra civil por causa da escravatura, em 1860-1865. O partido dos antigos proprietários de escravos é o chamado «Partido Democrático». O partido dos capitalistas, que defendia a libertação dos negros, veio a ser o «Partido Republicano».

Depois da libertação dos negros, as diferenças entre os dois partidos tornaram-se cada vez menores. A luta entre estes partidos era travada predominantemente em torno do nível mais ou menos elevado dos direitos aduaneiros. Esta luta não tinha qualquer significado relevante para as massas populares. Os dois partidos enganavam o povo, desviavam-no dos seus interesses vitais, através dos seus duelos espectaculares e vazios de conteúdo.

Este chamado «sistema de dois partidos», que reinou na América e na Inglaterra, foi um dos meios mais poderosos para impedir a formação de um partido operário independente, i.e., realmente socialista.

 


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publicado por António Vilarigues às 21:09
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2016
Programa das Comemorações do Centenário da Revolução de Outubro

 

 


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publicado por António Vilarigues às 17:31
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O significado, as realizações e as conquistas da Revolução de Outubro

ApresentacaoCentenariorevolucaooutubro01

Sempre, mesmo nas mais difíceis e exigentes conjunturas, não deixou o nosso Partido de assinalar e celebrar esse acontecimento maior da nossa época contemporânea – a Revolução Socialista de Outubro de 1917, materializando o milenar sonho de emancipação e de libertação de gerações de explorados e oprimidos!

(...)

Comemorações que assumem um renovado significado no tempo presente, em que os trabalhadores e os povos são confrontados com a ausência dessa realidade que emergiu da Revolução de Outubro – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) - que se havia afirmado como uma força mundial do progresso, da paz e da amizade entre os povos e constatam dramaticamente não apenas quanto o mundo está hoje mais injusto, inseguro e perigoso, menos pacífico e menos democrático, mas também quanto essa ausência se traduziu no agravamento das perversões do sistema capitalista e no acentuar da sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, com os trágicos flagelos sociais e ameaças que encerram para a vida dos povos e para a sobrevivência da própria humanidade - um recuo histórico que comprova a importância e alcance dos objectivos da Revolução de Outubro e do socialismo como exigência da actualidade e do futuro.

É levantando bem alto a bandeira que sempre nos guiou e que coloca o socialismo e o comunismo no horizonte da nossa luta que afirmamos que temos hoje, têm os trabalhadores e os povos, razões acrescidas para fazer do Centenário da Revolução de Outubro um momento de reafirmação do valor dessa realização sem precedente histórico que marcou o século XX e se projectou em todo o planeta como força propulsora de gigantescas transformações políticas e sociais.

Partiremos, por isso, para estas comemorações afirmando a Revolução de Outubro como a realização mais avançada no processo milenar de libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão, honrando e homenageando os seus obreiros, as grandes conquistas e realizações políticas, económicas, sociais, culturais, científicas e civilizacionais do socialismo na URSS e o seu imenso contributo para o avanço da luta emancipadora dos trabalhadores e dos povos.

Reafirmando não apenas a validade do socialismo como solução para dar resposta aos grandes problemas dos povos e da humanidade, mas demonstrando a necessidade e possibilidade da superação revolucionária do capitalismo pelo socialismo e o comunismo.

Ler texto integral

 

ApresentacaoCentenariorevolucaooutubro14

 


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publicado por António Vilarigues às 12:21
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016
7 de Novembro (25 de Outubro segundo o calendário juliano) de 1917

Lenine8

Revolução Socialista de Outubro de 1917

(publicado neste blog)

 


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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
Centenário da Revolução de Outubro

Estátua Vera Mukhina2

Em 2017 assinalam-se 100 anos sobre a Revolução Socialista de Outubro de 1917.

No processo histórico de emancipação dos explorados, dos oprimidos, dos trabalhadores e dos povos, desde a sociedade primitiva, ao esclavagismo, ao feudalismo e ao capitalismo, marcados por importantes acontecimentos revolucionários, a Revolução de Outubro é o acontecimento maior.

Depois de milénios de sociedades em que os sistemas socioeconómicos se basearam na exploração do homem pelo homem, a Revolução de Outubro iniciou uma nova época na história da humanidade, a época da passagem do capitalismo ao socialismo, sendo a primeira revolução que, concretizando profundas transformações democráticas nos domínios político, económico, social e cultural, assegurando a justiça e o progresso social e respondendo aos anseios dos trabalhadores e dos povos, empreendeu a construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.

No tempo em que vivemos, no seguimento da evolução no século XX, 100 anos após a Revolução de Outubro, quando o sistema capitalista, com a sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, com as consequências trágicas que comporta, é atravessado pelo  agravamento da sua crise estrutural,  torna-se ainda mais evidente que o capitalismo é responsável pelos crescentes problemas e perigos que a humanidade enfrenta. A realidade do mundo de hoje comprova a importância e alcance dos objectivos da Revolução de Outubro e afirma o socialismo como exigência da actualidade e do futuro.

 


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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016
Silêncio ensurdecedor

Europol_Sede Haia

 

Como é possível que crianças, desacompanhadas, sejam registadas pelas autoridades e depois abandonadas ao seu destino?

Como é possível que adultos responsáveis, quaisquer que sejam, tomem nota do nome, da idade, da procedência de um menor e a seguir o descartem, como peça de um inventário de que ninguém quer saber?

Que polícia é esta que conhecendo os criminosos não tem rasto das vítimas?

Que Europa é esta que saqueia refugiados é dá refúgio ao crime organizado?

 

A resposta é um silêncio ensurdecedor. Não será por acaso.

 

Europol crachat

 


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Domingo, 28 de Junho de 2015
O cúmplice de Dylann Roof

EUA Black-Lives-Matter

Antes de Dylann Roof, de 21 anos, começar o massacre, sentou-se, durante quase uma hora, com o grupo de estudos bíblicos da Igreja episcopal Emanuel, o principal local de culto da comunidade afro-americana de Charleston, Carolina do Sul. Fundada há 199 anos por Denmark Vesey, o organizador do (que por pouco não foi o) maior levantamento armado de escravos da História dos EUA, não foi um alvo aleatório.

Incendiada por grupos racistas e proibida durante a guerra civil, foi na Igreja Emanuel que se refugiaram, na década de sessenta, os grevistas dos hospitais de Charleston. Mais tarde na década de oitenta e noventa, foi também esta Igreja que acolheu os estivadores em luta e sindicatos dos operários da indústria automóvel. E foi também por todas estas razões que Dylann Roof a escolheu para pôr em marcha o seu plano de «fazer estalar uma guerra racial».

Ler texto integral

 


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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014
É esta a realidade do capitalismo e da sua crise!

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O resultado da campanha revanchista do grande capital e do imperialismo contra as conquistas alcançadas com a luta dos povos e com as experiências do socialismo, salda-se numa profunda crise económica e social sem fim à vista.

Não há propaganda que esconda o desastre para onde o capitalismo está a conduzir o Mundo.

Que o digam

  • os mais de duzentos milhões de desempregados,
  • os 842 milhões que não têm que comer,
  • os 1500 milhões que vivem na pobreza
  • ou os 21 milhões que em pleno Século XXI são escravos.

É esta a realidade do capitalismo e da sua crise!

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publicado por António Vilarigues às 12:29
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Sábado, 12 de Julho de 2014
Fascismo silencioso
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O fantasma do fascismo paira sobre a Europa. Embora seja impossível determinar o momento em que começou a manifestar-se, é um facto que os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos EUA abriram a porta à imposição de legislação altamente restritiva da liberdade e dos direitos dos cidadãos naquele país e em todo o espaço europeu. Veio depois a «crise», também com origem no outro lado do Atlântico, com as consequências que se sentem deste lado. De súbito os trabalhadores e os povos da Europa ficaram a saber que viviam «acima das suas possibilidades», por isso se entendendo o trabalho com direitos, a habitação, o direito à saúde, à educação, à protecção social. Em menos de uma década registou-se uma regressão civilizacional tal que a expressão «escravatura do século XXI» entrou no vocabulário do velho continente.


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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
Ataque assassino

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Trinta e três trabalhadores agrícolas, todos imigrantes do Bangladeche, foram barbaramente baleados, dia 17, numa das muitas explorações de Nea Manolada, no Sul da Grécia, ficando oito deles em estado grave.

O ataque assassino, como foi qualificado pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), foi perpetrado durante uma concentração de trabalhadores que exigiam simplesmente o pagamento de seis meses de salários em atraso.

Em resposta a tão elementar exigência, pelo menos um dos três capatazes presentes decidiu abrir fogo sobre a multidão.

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Condenando acto criminoso, o Partido Comunista da Grécia (KKE) lembrou que não é a primeira vez que ocorrem incidentes deste tipo na região, conhecida pela utilização de mão-de-obra imigrante em condições degradantes, e responsabilizou o governo e as autoridades locais por tolerarem este verdadeiro «mercado de escravos contemporâneo».

«Os trabalhadores imigrantes em Manolada para além de serem diariamente alvo de intimidação por parte do Estado e do patronato, laboram sem qualquer tipo de protecção, sem segurança social, sob condições de vida terríveis, em termos sanitários ou de cuidados de saúde», salientou a PAME que, no dia seguinte, realizou uma concentração de protesto e solidariedade na praça central da localidade.

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Neste 1º de Maio convém recordar que ISTO se passa na «democrática» Grécia, membro da «democrática» União Europeia!...

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
O terrorismo de estado da administração Obama

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As contradições entre grandes potências e gigantes transnacionais não desapareceram, mas não são já antagónicas. Um imperialismo colectivo substituiu o imperialismo, responsável pelas guerras mundiais do seculo XX. O pólo (e motor) desse novo imperialismo situa-se nos EUA e é ele que, pela sua agressividade e irracionalidade, configura uma ameaça à humanidade.

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
25 de Novembro - Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre as Mulheres

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O MDM – Viseu assinala, mais uma vez, o Dia Internacional pela Erradicação da Violência sobre as Mulheres.

Denunciamos toda e qualquer acção ou omissão praticada sobre mulheres e meninas, com crueldade e de forma intensa, como uma grave violação dos Direitos Humanos.

Falamos da violência social que atinge as mulheres ao verem o seu trabalho desvalorizado, a crescente precarização, a discriminação na progressão das carreiras, o desemprego crescente, a pobreza.

Falamos da  violência  sexual, violações e assédio, mas também das formas últimas de verdadeira escravatura, como são a prostituição e o tráfico de mulheres.

Falamos de espancamentos físicos, insultos, ameaças, chantagens e pressões psicológicas, nomeadamente nas relações de intimidade. Falamos da violência que ocorre nos cenários de guerra onde as mulheres são multiplamente violentadas, com estropiamentos e mortes, com destruição de bens.

Falamos de violência laboral que nega direitos específicos, obriga a horários de trabalho profundamente desumanos.

Falamos de mulheres e meninas portadoras de deficiência a quem as políticas de austeridade retiram direitos humanos básicos.

Estando a erradicação da violência intimamente ligada à concretização da igualdade de direitos, são as mulheres das classes sociais mais desfavorecidas as que menos recursos têm para a sua própria protecção. Exigimos a coragem política para incrementar as medidas que protejam e enquadrem socialmente de forma correcta e digna a mulher vítima de violência.

Num tempo em que a austeridade cada vez mais degrada as condições de vida das mulheres portuguesas, procuramos aumentar a visibilidade desta temática que tão gravemente as atinge.

O MDM não deixará de lutar para que todos os dias sejam dias de luta pela erradicação da violência sobre as mulheres.

MDM – Viseu

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publicado por António Vilarigues às 09:29
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
O tráfico de mulheres: «Romper silêncios»

O tráfico de seres humanos é sinónimo de escravatura

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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Bispos e banqueiros são velhos companheiros

Tem interesse e ajuda a compreender o que no mundo actualmente se passa, recordar em traços gerais as afinidades que sempre ligaram as hierarquias religiosas aos altos postos e ao aparelho do capitalismo político e financeiro mundial. Necessariamente numa abordagem muito superficial e só para nossa informação.

A expressão igreja começou a ser usada na antiga Grécia vários séculos antes de Cristo. Designava conselhos eleitos entre os cidadãos com a finalidade de gerirem a polis ou cidade, conceito que depois evoluiu para a noção mais sofisticada de cidade-estado ou seja, cidade que era cabeça política de um território mais vasto.

Ler Texto Integral

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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
O Martin Luther King que a televisão não nos mostra (2)

Transcrição:

- Financial hypocrisy of racist America

«(...) "If you respect my dollar, you must respect my person." It simply says that we will no longer spend our money where we can not get substantial jobs. [applause]»

- American sin, and Black Love

«I am a man with dignity and honor. (Go ahead) I have a rich and noble history, however painful and exploited that history has been. Yes, I was a slave through my foreparents (That’s right), and now I’m not ashamed of that. I'm ashamed of the people who were so sinful to make me a slave. (Yes sir) Yes [applause], yes, we must stand up and say, "I'm black (Yes sir), but I'm black and beautiful." (Yes) This [applause], this self-affirmation is the black man's need, made compelling (All right) by the white man's crimes against him. (Yes)»

In Where Do We Go From Here

- Negroes prevented from reaping fruits of their hard labor

«This man was a fool because he said "I" and "my" so much until he lost the capacity to say "we" and "our." (Yes) He failed to realize that he couldn’t do anything by himself. This man talked like he could build the barns by himself, like he could till the soil by himself. And he failed to realize that wealth is always a result of the commonwealth. (...)

And oh my friends, I don’t want you to forget it. No matter where you are today, somebody helped you to get there. (Yes) (...)

In a larger sense we’ve got to see this in our world today. Our white brothers must see this; they haven’t seen it up to now. The great problem facing our nation today in the area of race is that it is the black man who to a large extent produced the wealth of this nation. (All right) And the nation doesn’t have sense enough to share its wealth and its power with the very people who made it so. (All right) And I know what I’m talking about this morning. (Yes, sir) The black man made America wealthy. (Yes, sir)

(...) that’s why I tell you right now, I’m not going anywhere. They can talk, these groups, some people talking about a separate state, or go back to Africa. I love Africa, it’s our ancestral home. But I don’t know about you. My grandfather and my great-grandfather did too much to build this nation for me to be talking about getting away from it. [applause] Before the Pilgrim fathers landed at Plymouth in 1620, we were here. (Oh yeah) Before Jefferson etched across the pages of history the majestic words of the Declaration of Independence, we were here. (All right) Before the beautiful words of the "Star Spangled Banner" were written, we were here. (Yeah) For more than two centuries, our forebearers labored here without wages. They made cotton king. With their hands and with their backs and with their labor, they built the sturdy docks, the stout factories, the impressive mansions of the South. (My Lord)

Now this nation is telling us that we can’t build. Negroes are excluded almost absolutely from the building trades. It’s lily white. Why? Because these jobs pay six, seven, eight, nine and ten dollars an hour, and they don’t want Negroes to have it. [applause] And I feel that if something doesn’t happen soon, and something massive, the same indictment will come to America—"Thou fool!"»  

In Why Jesus Called A Man A Fool Sermon delivered at Mount Pisgah Missionary Baptist Church, Chicago, Illinois, on 27 August 1967.

 

- American arrogance

«(...) because nations are caught up with the drum major instinct. "I must be first." "I must be supreme." "Our nation must rule the world." (Preach it) And I am sad to say that the nation in which we live is the supreme culprit. And I'm going to continue to say it to America, because I love this country too much to see the drift that it has taken.

God didn't call America to do what she's doing in the world now. (Preach it, preach it) God didn't call America to engage in a senseless, unjust war as the war in Vietnam. And we are criminals in that war. We’ve committed more war crimes almost than any nation in the world, and I'm going to continue to say it. And we won't stop it because of our pride and our arrogance as a nation.

But God has a way of even putting nations in their place. (Amen) The God that I worship has a way of saying, "Don't play with me." (Yes) He has a way of saying, as the God of the Old Testament used to say to the Hebrews, "Don’t play with me, Israel. Don't play with me, Babylon. (Yes) Be still and know that I'm God. And if you don't stop your reckless course, I'll rise up and break the backbone of your power." (Yes) And that can happen to America. (Yes) Every now and then I go back and read Gibbons' Decline and Fall of the Roman Empire. And when I come and look at America, I say to myself, the parallels are frightening».

In Martin Luther King, Jr.,The Drum Major Instinct, 4 February 1968 Transcript of speech in A Knock at Midnight

 

- White America's disease of racism

«I must say this morning that racial injustice is still the black man’s burden and the white man’s shame.

It is an unhappy truth that racism is a way of life for the vast majority of white Americans, spoken and unspoken, acknowledged and denied, subtle and sometimes not so subtle—the disease of racism permeates and poisons a whole body politic».

- Reparations

«(...) at the same time the nation failed to do anything for the black man, though an act of Congress was giving away millions of acres of land in the West and the Midwest. Which meant that it was willing to undergird its white peasants from Europe with an economic floor.

But not only did it give the land, it built land-grant colleges to teach them how to farm. Not only that, it provided county agents to further their expertise in farming; not only that, as the years unfolded it provided low interest rates so that they could mechanize their farms. And to this day thousands of these very persons are receiving millions of dollars in federal subsidies every years not to farm. And these are so often the very people who tell Negroes that they must lift themselves by their own bootstraps».

«Now, when we come to Washington in this campaign, we are coming to get our check».

In Remaining Awake Through a Great Revolution Sermon delivered at the National Cathedral, Washington, D.C., on 31 March 1968. Congressional Record, 9 April 1968.

Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
O maior negócio ilícito depois das armas e da droga - A escravatura não acabou

     A «crise» mundial está a fazer crescer o apetite pelo trabalho escravo: a cada dia que passa, milhares de pessoas são vendidas e forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. O tráfico de seres humanos, escravatura dos tempos modernos, está a aumentar por todo o Mundo. A maior parte das histórias não são tão espectaculares – e não têm final feliz.

                                                                                


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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
O tecto do mundo não cai

Lhasa estende-se mansamente por um vasto planalto, a 3600 metros de altitude. Olhada de um pouco mais acima, das janelas do palácio de onde o Dalai Lama a podia ver sem levitar, é uma cidade que se pode abarcar em toda a sua extensão, morada e local de trabalho de cerca de 300 mil pessoas, rodeada da cinza de montanhas erodidas por um sol inclemente, muito mais altas ainda. É a capital da Região Autónoma do Tibete, uma região tão grande como os maiores países da Europa Ocidental juntos, nada menos que um milhão e duzentos mil quilómetros quadrados.


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publicado por António Vilarigues às 00:08
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Waldemar Bastos: Velha Chica

Velha Chica

 

Antigamente a velha Chica

vendia cola e gengibre

e lá pela tarde ela lavava a roupa

do patrão importante;

e nós os miúdos lá da escola

perguntávamos à vóvó Chica

qual era a razão daquela pobreza,

daquele nosso sofrimento.

 

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,

ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.

Ela somente fez uma kubata com teto de zinco, com teto de zinco.

Xé menino, não fala política, não fala política.

 

Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!

Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”

 

Versão 2008:

 

[Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

já não vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, posso morrer, posso morrer!

Xé menino, posso morrer, já vi Angola independente!”]

 

Para Ver e Ouvir:

 

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:03
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Florida

    A propósito deste Estado  aqui vão algumas notas que talvez considerem com interesse.

 

A IMPORTÂNCIA NOS ÚLTIMOS ACTOS ELEITORAIS
 
A Florida tem sido, em termos eleitorais, um dos pontos chave das últimas eleições presidenciais.
Em 2000, foi declarada a vitória de Al Gore (sobre Bush) e, pouco depois, a de Bush (sobre Al Gore). Depois de uma disputa que meteu recontagem de votos (nunca chegaram a ser recontados 1 milhão e meio de votos) e muita jogada suja por parte do governo de então, liderado pelo irmão de Bush, na altura Governador, Bush foi declarado vencedor com uma vantagem de cerca de 500 votos (o que lhe deu os 27 votos da Florida no Colégio Eleitoral). Esta vitória permitiu-lhe atingir a maioria no Colégio Eleitoral. Como sabem, a vitória num Estado permite que o candidato aí vencedor conte com todos os delegados desse Estado. Nesse ano, Al Gore, a nível nacional teve mais cerca de 500 mil votos populares do que Bush, mas não foi eleito porque, no Colégio Eleitoral teve 260 votos (contra 279 de Bush). Se tivesse ganho a Florida, Al Gore teria sido eleito com 287 (contra 252 de Bush).
Em 2004, Kerry perdeu as eleições na Florida. Uma vez mais, se as tivesse ganho, teria conseguido ser eleito Presidente.
    
ALGUNS DADOS
                          
O número de habitantes por km quadrado é, curiosamente, igual à de Portugal: 114.
A população é de cerca de 18 milhões de pessoas.
A taxa de crescimento populacional é a 5ª maior dos EUA. 
É o 4º maior Estado em número de habitantes, prevendo-se que, no final da corrente década, ultrapasse o Estado de New York e chegue a 3º (atrás da Califórnia e do Texas).
A principal actividade económica é o turismo (fundamentalmente interno), seguindo-se a agricultura (laranja, principalmente), o sector financeiro e a indústria aeroespacial.
A composição racial da população é a seguinte: 65% brancos; 17% hispânicos; 15% afro-americanos (eram 50% no tempo da escravatura); 2% asiáticos; menos de 0,5% americanos nativos (índios).
Os principais grupos étnicos são: alemães (12%), irlandeses (11%), ingleses (9%), americanos (8%) e italianos (6%).
Em matéria religiosa há 82% de cristãos (54% protestantes e 26% católicos), 4% de judeus, 1% de outras religiões e 13% não-religiosos.
              
UM CHEIRINHO DE HISTÓRIA
                     
O nome teve origem na chegada de Juan Ponce de Léon, em 2 de Abril de 1513, uns dias depois da chamada sexta-feira santa. Pascua Florida é o nome dado pelos espanhóis à celebração cristã do domingo de Ramos. Ponce de Léon chamou-lhe Florida e assim ficou.
Até 1819 foi colónia espanhola, altura em que foi comprada e anexada aos EUA.
Tornou-se o 27º Estado americano em 3 de Março de 1845.
Em 1861 separou-se dos EUA e juntou-se aos Estados Confederados da América (que defendiam a continuação da escravatura). A principal actividade económica de então era a produção de algodão, completamente dependente do trabalho escravo.
Após a derrota da Confederação na Guerra Civil, em 1865, a Florida foi readmitida nos EUA em 1868, não sem que antes (1866) fosse forçada a abolir oficialmente a escravatura.
Hoje os "novos escravos" são os imigrantes clandestinos que, fundamentalmente, trabalham na agricultura.

                              

Fernando

                      


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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Tibete: Ligações perigosas

Texto Hugo Janeiro

    Os vínculos entre os separatistas tibetanos e os serviços secretos dos EUA persistem ininterruptamente desde o início dos anos 50. Apenas durante um breve período sofreram ajustes de intensidade, de 1974 a 1979, após o restabelecimento das relações sino-norte-americanas, promovidas por Mao Tsé Tung e Richard Nixon, convergindo com o período de funções de Gerald Ford na Casa Branca.

Com efeito, foi durante o mandato de Ford que a «causa tibetana» menos beneficiou, uma vez que o presidente considerava infrutíferas as intentonas armadas da CIA. O interregno porém não resistiu, e logo que Jimmy Carter foi eleito, o interesse pelo Tibete reanimou-se nos conteúdos talhados pela CIA no final da década de 40.

                                        

Ler Texto Integral

           

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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Tibete: Os acontecimentos de Março

Texto Hugo Janeiro

    Seguir o rasto dos acontecimentos ocorridos na capital do Tibete a 14 do mês passado obriga, como refere James Miles, correspondente da The Economist e único jornalista ocidental presente no calor dos tumultos, a romper com os rumores que alimentam Lhasa.
Informações apuradas por Miles e divulgadas num artigo publicado a 19 de Março indicam que os protestos se iniciaram logo na segunda-feira, 10 de Março, quando alguns monges de Lhasa e de mosteiros limítrofes saíram à rua para festejar a rebelião de 1959.
Jill Drew, do Washington Post, confirma a notícia num trabalho publicado no dia 27, e acrescenta que a polícia procurou impedir a manifestação no centro da cidade e deteve pelo menos 15 pessoas, mas, sustentando-se em testemunhos oculares, adianta que não se registaram agressões policiais, como começou entretanto a ser difundido.
O boato avolumou-se e, sexta-feira, 14 de Março, novo protesto do Mosteiro de Ramoche acendeu o rastilho. Nessa tarde, na principal artéria de Lhasa «uma multidão de várias dúzias de pessoas saíram enlouquecidas, algumas delas aos berros ao mesmo tempo que apedrejavam lojas de chineses de etnia han», escreve Miles na revista The Economist. As mercadorias começaram a inundar as ruas criando enormes pilhas de fogo. Dezenas de edifícios foram incendiados.
«Durante horas, as forças de segurança pouco fizeram», sublinha Miles. Só pela manhã o quarteirão tibetano, centro da acção, foi cercado pelo exército que, apesar do aparato, possibilitou que a destruição se prolongasse, para espanto do jornalista e desespero dos habitantes do bairro, à mercê dos grupos de amotinados.
Alegadamente, as autoridades terão procurado evitar os confrontos com os grupos de jovens irados e, mesmo quando começaram a patrulhar o quarteirão tibetano, ouviam-se raros disparos para o ar. «Tiros singulares, deliberados, provavelmente mais de aviso do que com a intenção de matar», assegura Miles.
Jill Drew relata uma entrevista a um turista canadiano, John Kenwood, feita depois deste chegar a Katmandu, no Nepal. Kenwood confessa ter acompanhado a multidão que gritava «free Tibet». «Fazer parte de um bando poderoso e aos uivos que forçava a polícia a meter o rabo entre as pernas» suscitava-lhe um sentimento emocionante.
Mas o entusiasmo esfumou-se na conduta violenta. De repente pararam, lembra, «parecia que se iam virar contra toda a gente. Aquilo já nada tinha a ver com a liberdade no Tibete».

No Post, outro turista, o suíço Claude Balsiger, conta ter visto um idoso chinês ser atirado ao chão e um jovem de um dos grupos esmagar-lhe a cabeça com uma pedra, isto apesar de tibetanos mais velhos procurarem impedir.
Hospitais, carros de bombeiros que corriam a apagar fogos, ambulâncias, transportes colectivos, instalações de rede eléctrica, um total de 300 prédios e mais de 200 residências ou estabelecimentos comerciais foram alvos da fúria. De acordo com o balanço feito pelo governo chinês, os apoiantes «da causa tibetana» mataram 19 pessoas e feriram 623, das quais 382 civis e 241 polícias.

                                                    

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Tibete: Quem é Kenzin Gyatso?
Texto Hugo Janeiro
    Ao contrário do que se presume, o Dalai Lama que nos entra casa dentro, sorridente e afável, no pequeno ecrã, não é originário do território historicamente considerado como parte integrante do Tibete. O menino a que os pais chamaram Kenzin Gyatso, nasceu, em 1935, na província de Amdo, território incontestavelmente pertencente à China. Só em 1938, e após apurada ponderação dos sábios religiosos, é que o pequeno Gyatso é indicado como sendo a reincarnação do anterior Dalai Lama, o 13.º.
A ecuménica conclusão motivou a passagem de Gyatso do seio familiar para o isolamento num mosteiro, onde, desde tenra idade, fica restrito à influência exclusiva dos monges, «que o ensinam a sentir, pensar, escrever, falar e comportar-se como o deus-rei tibetano», sublinha Domenico Losurdo.
Cingido à disciplinada esfera monástica, Kenzin Gyatso interioriza o papel de Dalai Lama, aprende tibetano e sofre com a separação dos pais, facto que confessa a Heinrich Harrer no livro «Sete anos no Tibete».
No mesmo texto – que merece no final uma mensagem de gratidão do Dalai Lama –, Harrer revela que, em 1946, encontra em Lhasa os pais de Kenzin Gyatso. Estes ascenderam socialmente. Gozam do conforto proporcionado pelo poder e riqueza inerentes aos progenitores de sua santidade, mas mantêm enraizados muitos dos hábitos da anterior proveniência. Não dominam o idioma local e seguem o ritual do chá como a maioria dos chineses.
Seria igualmente de supor que, tendo sido escolhido para suceder ao 13.º Dalai Lama por meditada revelação, Kenzin Gyatso conservasse o costume e deixasse nas mãos da divina providência a sua régia linhagem. Puro engano.
Segundo Humberto Alencar, em Novembro do ano passado, o actual Dalai Lama propôs que, «em vez de esperar que os sábios religiosos encontrassem a próxima encarnação, fosse ele quem a escolhesse». Alencar acrescenta que «para impor o seu método e estabelecer uma linha sucessória segura para os separatistas, o Dalai Lama sugeriu um referendo entre os budistas tibetanos». A proposta demonstra o empenho de Kenzin Gyatso em determinar a escolha do seu herdeiro, mas parece ter sido recebida pelos Lamas com escasso entusiasmo.
Sobre a enigmática personagem, o professor Elias Jabbour lembra que, em 1989, quando o «pacifista» foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz, defendia a detenção de armas nucleares por parte da Índia.
Mais recentemente, notou ainda Humberto Alencar, o 14.º Dalai Lama declarou ser «muito cedo para dizer se a guerra no Iraque foi um erro» e mostrou-se convicto da necessidade de «reprimir o terrorismo».
Mesmo não tendo feito luz sobre o que considera «reprimir», a declaração soa estranha proferida por alguém que se apresenta como genuíno defensor da paz.
                                                    
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publicado por António Vilarigues às 00:07
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Tibete: Notas sobre o «tecto do mundo»
Texto Hugo Janeiro

    No último mês e meio, o Tibete saltou para as primeiras páginas dos jornais e revistas, abriu telejornais e alimentou horas de conversa manhosa por parte de comentadores e especialistas.
                                               
O desenrolar da meada em torno da contestação ao Jogos Olímpicos de Pequim torna claro que o objectivo é nutrir a campanha anti-China perfilada nos centros de decisão transatlânticos. O Tibete, o Dalai Lama e a sua «causa» são meros instrumentos.
Para o grande capital, o que realmente está em causa é o domínio geopolítico de uma parcela de 1 milhão e 200 mil quilómetros quadrados, onde nascem os mais importantes rios da Ásia: o Amarelo e o Azul, em direcção à China, o Mekong, cujo delta se situa no Vietname, o Indo e o Ganges, os maiores da Índia; cujos recursos hídricos oferecem um potencial energético precioso e o subsolo tem ferro, ouro, chumbo, cobre, urânio, crómio e prata.
Em fase imperialista, a natureza predadora do capitalismo exige que uma oitava parte do território chinês passe a ser um seu protectorado, repetindo o cenário do século XIX quando a China dilacerada pelas Guerras do Ópio se transformou numa semi-colónia aberta às rotas do tráfico de droga.
A orientação é retomar a venda de armas aos secessionistas de Taiwan, promover o Dalai Lama e a mistificação religiosa, dos «direitos humanos» e da independência do Tibete.
Tanto faz se desde o século XIII nunca nenhuma nação reconheceu o Tibete como um território independente; se a China é um país com cerca de 4 mil anos de história contínua integrando hoje 56 nacionalidades reconhecidas constitucionalmente.
Tudo o que importa a Bush, Sarkozy, Durão ou Brown é que a China cresce e agiganta-se, assumindo-se soberana e capaz de traçar autonomamente o seu destino frente à hegemonia mundial da UE e dos EUA.
Nas páginas seguintes denunciamos a duplicidade do Dalai Lama e os interesses da camarilha que o acompanha, hoje como ontem. Lembramos as relações sociais no Tibete antes da reunificação com a China e as tentativas da CIA para o impedir. Olhamos dum ponto de vista crítico os acontecimentos do passado dia 10 de Março na capital tibetana, Lhasa.

                                     

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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Tibete: Ainda o estranho fascínio pelo feudalismo

    A propósito desta notícia recorde-se o que neste blog se escreveu sobre o Tibete:

                                                     

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publicado por António Vilarigues às 11:33
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Ruy Mingas: Adeus à hora da partida (Adeus à hora da largada)


                                                                   

Adeus à hora da largada

Minha Mãe
(todas as mães negras
cujos filhos partiram)
tu me ensinaste a esperar
como esperaste nas horas difíceis

Mas a vida
matou em mim essa mística esperança

Eu já não espero
sou aquele por quem se espera

Sou eu minha Mãe
a esperança somos nós
os teus filhos
partidos para uma fé que alimenta a vida

Hoje
somos as crianças nuas das sanzalas do mato
os garotos sem escola a jogar a bola de trapos
nos areais ao meio-dia
somos nós mesmos
os contratados a queimar vidas nos cafezais
os homens negros ignorantes
que devem respeitar o homem branco
e temer o rico
somos os teus filhos
dos bairros de pretos
além aonde não chega a luz elétrica
os homens bêbedos a cair
abandonados ao ritmo dum batuque de morte
teus filhos
com fome
com sede
com vergonha de te chamarmos Mãe
com medo de atravessar as ruas
com medo dos homens
nós mesmos

Amanhã
entoaremos hinos à liberdade
quando comemorarmos
a data da abolição desta escravatura

Nós vamos em busca de luz
os teus filhos Mãe
(todas as mães negras
cujos filhos partiram)
Vão em busca de vida.

(Sagrada esperança)

Agostinho Neto

      
Mais canções por Rui Mingas
Para ouvir Ruy Mingas a cantar «Adeus à hora da partida» clicar AQUI

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publicado por António Vilarigues às 12:09
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Tibete: Declaração de voto do PCP na Assembleia da República

    O PCP apresentou uma declaração de voto, na Assembleia da República sobre o voto apresentado sobre acontecimentos no Tibete, em que considera que «não está em causa a manifestação de pesar do PCP em relação às vítimas», mas sim «uma grande operação contra os Jogos Olímpicos de Pequim

                 

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publicado por António Vilarigues às 18:21
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008
Tibete: O fascínio pelo feudalismo

    Alguns contributos para uma melhor análise do que se passa no Tibete.

«O jornalista francês Hubert Beuve-Mery, fundador do Le Monde, costumava insistir que “a missão do jornalista é saber e dizer o máximo possível”. Ainda há jornais e jornalistas que seguem esse preceito. Mas cresce o número dos que substituem qualquer esforço investigador pela reprodução acomodada de versões unilaterais e distorcidas dos acontecimentos.

A controvérsia sobre o Tibete é um bom exemplo. Livros, reportagens e documentários repetem, monocordiamente, os relatos e as acusações difundidas pelos separatistas tibetanos. Não entrevistam as autoridades atuais da região, nem os monges patriotas que apoiam a unidade da China. Não recorrem às informações e aos documentos oferecidos pelo governo central do país. Não consultam especialistas independentes. Se o fizessem, seria obrigados a reconhecer que a história da China, do Tibete e de suas relações mútuas é muito diferente da propagada pelos separatistas.

A polêmica envolve três questões básicas. Primeira: o Tibete é um país independente, invadido e ocupado pelos comunistas, à frente do Exército Popular, ou faz parte da China há 700 anos, tendo os comunistas apenas cumprido o dever de libertar e reunificar o conjunto do país? Segunda: antes de 1950, o Tibete era uma terra pacífica e feliz, governada por monges sábios e desprendidos como a mítica Shangri-la do novelista britânico James Hilton, ou penava sob um regime teocrático-feudal, atrasado e cruel? Por último, o que é melhor para as nacionalidades chinesas e para os povos do mundo nas vésperas do século XXI: a divisão e o dilaceramento da China, ou a preservação de sua unidade estatal e o progresso conjunto de suas nacionalidades?»

(sublinhados meus)

                            

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Ler também                                   

                         
Uma dúvida: será possível no século XXI haver quem, no seu perfeito juízo, defenda o regresso ao sistema feudal?
                                                                                                

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publicado por António Vilarigues às 16:07
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