TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
URAP: Evocação da Guerra Civil de Espanha

URAP Guerra Civil Espanha

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Sábado, 17 de Setembro de 2016
Ay Carmela!

Guerracivilespanhola_Avt

As canções dos revolucionários são a banda sonora da História, desde a Revolução Francesa à Unidade Popular do Chile, da Revolução de Outubro à de Abril, aqui connosco.

Desta Espanha aqui ao lado, houve um tempo em que soprou bom vento (bons casamentos sempre os houve), enchendo de entusiasmo popular a bandeira tricolor da República. E de canções. O golpe foi profundo para uma Europa capitalista em perda dos impérios coloniais e a ver sair às ruas os ideais do socialismo e do comunismo. Então, como agora, o Capital não se deitou a dormir e, como sempre quando se levanta o sopro da tal «terra sem amos», armou-se fascismo e caiu com a máxima violência em cima da República de Espanha e dos republicanos do mundo inteiro. No Alentejo dos nossos dias ainda há quem se lembre daquele tempo de maus ventos mas bons casamentos – os republicanos fugidos aos fascistas de Franco para a protecção das gentes de Ficalho e de outros lugares de consciência colectiva, a PIDE a entregar os que encontrava aos pelotões de fuzilamento.

«Ay Carmela!» permaneceu símbolo desse tempo, memória já de si memória de outro tempo em que a Espanha se defendia dos exércitos de Napoleão e a canção se chamava «El Paso del Ebro» ou «El Ejército del Ebro». O texto original cedia por vezes o lugar ao de «Viva la Quince Brigada», com palavras de homenagem à Brigada de combatentes comunistas da Guerra Civil. Fosse com que letra fosse esta era uma das canções da República Espanhola, por quem deram a vida milhares de espanhóis e de revolucionários de todo o mundo nos anos em que a Espanha era a trincheira antifascista da Europa Ocidental. Eram estas as palavras:

 

Ay Carmela!

 

El Ejército del Ebro/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Una noche el río pasó,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Y a las tropas invasoras/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Buena paliza les dio,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/  

El furor de los traidores/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Lo descarga su aviación,/¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero nada pueden bombas/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Donde sobra corazón,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/

Contrataques muy rabiosos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Deberemos combatir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero igual que combatimos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Prometemos resistir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!//

 

Para ver e ouvir «Ay Carmela!»:

 

 

 


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publicado por António Vilarigues às 09:12
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Batalha crucial pelo futuro

Guerra Civil Espanha Avt

Assinalando os 80 anos sobre o início da Guerra Civil de Espanha, o «Avante!» evoca a firme e constante solidariedade do PCP aos trabalhadores e ao povo do país vizinho, que se prolongou muito para lá da vitória fascista.

A república espanhola, a experiência da Frente Popular e a luta contra o levantamento fascista de Julho de 1936 suscitaram a solidariedade e o apoio dos comunistas e outros antifascistas um pouco por todo o mundo, que viram desenrolar-se em terras de Espanha uma batalha decisiva entre a democracia e o fascismo, a civilização e a barbárie. As brigadas internacionais foram porventura a mais famosa e elevada expressão desta solidariedade.

Em Portugal, ao mesmo tempo que a ditadura de Salazar se reforçava e se assumia como um centro difusor de todo o tipo de apoios – políticos, diplomáticos, económicos e militares – às forças fascistas insurrectas, o PCP não poupou esforços em auxílio dos comunistas, republicanos e progressistas espanhóis, compreendendo que os destinos dos dois países estavam, naquele momento histórico, intimamente ligados. Muitos militantes comunistas combateram ao lado dos antifascistas espanhóis e mesmo após o fim do conflito, com a instauração do fascismo em Espanha, o PCP continuou a apoiar política e logisticamente o PCE. A disponibilização de casas clandestinas para acolher dirigentes e militantes desse partido e o apoio dado em várias passagens de fronteira foram formas concretas que esta solidariedade assumiu.

O «Avante!» foi, antes, durante e depois da Guerra Civil, um veículo privilegiado de mobilização e esclarecimento acerca do que verdadeiramente estava em causa no processo político espanhol. Num país sujeito a uma férrea censura à imprensa, era também uma das únicas fontes então existentes que permitiam seguir o desenrolar dos acontecimentos.

 


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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016
A U. E. e o processo de concentração e centralização do poder económico e político

Mapa UE28_2014

 

Precariedade generaliza-se em Espanha

  • Quase quatro de cada dez contratos laborais firmados no mês de Julho em Espanha tinham uma duração igual ou inferior a um mês, revelam os dados do Serviço Público de Emprego Estatal (SEPE), citado pela EFE, dia 20.

  • Naquele mês foram registados mais de 1,7 milhões de contratos, dos quais apenas 88 400 tinham uma duração indeterminada, ou seja, 95 por cento são contratos a termo.

  • A generalização da precariedade em Espanha é também testemunhada pelo inquérito à população activa do Instituto Nacional de Estatística, segundo o qual seis em cada dez trabalhadores contratados no segundo trimestre do ano tinham vínculos precários.

  • No universo dos trabalhadores ocupados (mais de 18,3 milhões), os precários (3,9 milhões) representam apenas dois em cada dez, no entanto, o seu peso tem vindo a aumentar.

  • Por exemplo, os dados oficiais referem a existência de 43 500 pessoas com contratos de um dia (1,1 por cento dos precários), número que duplicou em relação a 2008.

 

Gregos declaram bens pessoais

A partir de Outubro, os contribuintes gregos deverão declarar ao fisco não só os seus rendimentos, mas também o dinheiro em espécie que têm na sua posse, bens pessoais, como objectos de valor (jóias, obras de arte, etc.) e mesmo mobiliário doméstico.

De acordo com o jornal grego To Vima, citado dia 18 pelo site RT, o projecto inicial só sujeitava a declaração bens superiores a 15 mil euros. Este patamar foi entretanto reduzido para o valor de cem euros, abrangendo virtualmente todos os cidadãos.

As declarações devem ser entregues até ao final de Dezembro, devendo ser renovadas sempre que a situação fiscal se altere. O governo prepara-se para introduzir uma taxa única a incidir sobre este património.

 

Dividendos em alta

  • Os dividendos distribuídos pelas maiores empresas do planeta aos seus accionistas totalizaram no primeiro semestre 372 mil milhões de euros, segundo um relatório da sociedade de gestão de activos Henderson Global Investors, citado dia 22 pelo Le Monde.

  • Em relação ao segundo trimestre de 2015, o total de dividendos foi superior em 8,5 mil milhões de euros, estimando-se que até ao final de 2016 evoluam 3,9 por cento, para um total de 1,18 mil milhões de euros.

  • Este crescimento foi particularmente significativo no Velho Continente, onde já no primeiro trimestre os dividendos aumentaram 10,8 por cento.

 


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Segunda-feira, 13 de Junho de 2016
A «verdade» de Juncker

Jean-Claude Juncker_caricatura

 

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

Há várias semanas que assistimos à novela das «sanções» a Portugal e Espanha. Há poucos dias, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, afirmou que a «França é a França» e que por isso nunca foi «castigada» pelo seu «défice excessivo» e pelo incumprimento das «regras» do Pacto de Estabilidade. Tem razão e está a dizer uma verdade que o PCP sempre denunciou. Mas Juncker também poderia ter dito: «A Alemanha é a Alemanha». Mais uma vez teria razão e estaria a dizer a verdade. No mês de Março aquele país registou valores recorde de excedente externo e comercial – 30,4 e 26 mil milhões de euros, respectivamente – e isso constitui uma «violação», desde 2013, das «regras». Também não foi «sancionada». Tudo isto diz muito sobre para que serve e a quem serve o euro e União Económica e Monetária.

 


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Quarta-feira, 25 de Maio de 2016
25 de Maio de 1810 – Revolução de Maio argentina

Argentina 1810-05-25

A independência da Argentina da coroa espanhola, em 1816, tem origem numa série de acontecimentos registados seis anos antes, quando a 13 de Maio de 1810 chega ao território a confirmação de que as tropas de Napoleão Bonaparte tinham invadido Espanha e destituído o rei Fernando VII.

O vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros, governador em nome da coroa espanhola, é posto em causa.

Cisneros tenta manter o poder e convoca um Cabildo Aberto, uma espécie de assembleia de homens bons, que se realiza a 22 de Maio.

Na reunião participam as principais personalidades e proprietários da capital, que após longas discussões decidem formar uma Junta governativa, presidida por Cisneros.

A decisão provoca a fúria do «povo crioulo», que no dia 25, aos gritos de liberdade, liberdade, exige na Praça Maior – hoje a Praça de Maio – a renúncia de Cisneros e a formação de um governo próprio.

Os governantes chegam a pedir a intervenção das tropas, mas os comandantes militares recusam-se a reprimir a população.

É instalada uma Junta Provisória crioula, com forte representação de comerciantes, a que depois se juntam deputados provinciais.

A «Primeira Junta» passa a ter a designação de «Junta Grande».

AQUI

 


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Sábado, 30 de Janeiro de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (25)

capitalismo-piramidal.jpg

  • São mais de cinco milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelos cinco continentes, o que coloca Portugal como o país com a taxa de população emigrada mais elevada da União Europeia e o sexto em número de emigrantes, revela estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
  • Desde 1986, as vagas de portugueses em busca de uma vida melhor terá somado mais de dois milhões de pessoas, que adoptaram como destino as Américas (Brasil, Venezuela, EUA e Canadá), a Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Espanha e Reino Unido) ou as ex-colónias (Angola e Moçambique).
  • Vivem hoje no País mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, há 30 anos, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.
  • As projecções europeias apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030 e menos de nove milhões até 2050.

 

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (24)

11 Fevereiro 2012_1

Mais de 100 mil emigram por ano

Cerca de 110 mil portugueses emigraram por ano, entre 2013 e 2014, de acordo com um estudo do Observatório da Emigração, divulgado dia 22 de Dezembro.

Os resultados baseiam-se em dados recolhidos em 15 países europeus, mais Angola, Brasil e Moçambique.

O número de portugueses que emigraram neste período só tem «paralelo com finais dos anos de 1960 e princípios dos anos de 1970», declarou à agência Lusa Rui Pena Pires, no lançamento do estudo.

O Reino Unido foi o principal destino, com mais de 30 mil portugueses que procuraram fixar-se neste país, seguindo-se a Suíça, França, Alemanha e Espanha.

A emigração irá continuar alta nos próximos anos, afirma o responsável do Observatório, organismo criado em 2009, em parceria entre o ISCTE e a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas.

 

Banca é buraco sem fundo

Entre 2008 e 2014, o Estado português gastou 11 822 milhões de euros em apoios ao sector financeiro, de acordo com o parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado de 2014.

No referido período, as despesas públicas com o setor financeiro atingiram cerca de 17 635 milhões de euros (10,2% do Produto Interno Bruto de 2014), tendo por sua vez gerado receitas no montante de 5 813 milhões de euros.

Segundo o documento, entregue, dia 22, na Assembleia da República, o BES/Novo Banco lidera a lista das ajudas com um total de 4 685 milhões de euros, seguindo-se a Caixa Geral de Depósitos com 3 158 milhões de euros.

O BPN, que entretanto foi vendido ao BIC, surge na terceira posição, tendo entre 2008 e 2014 recebido apoios públicos no valor de 2 784 milhões de euros.

O Tribunal refere ainda que acrescem a estes montantes garantias ao BES no valor de 3 500 milhões de euros, que transitaram para o Novo Banco.

 

Superior elimina metade dos cursos

Desde 2009 fecharam quase metade dos mais de cinco mil cursos de ensino superior existentes nas diversas instituições.

Segundo dados da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, divulgados dia 23, dos 5 262 ciclos de estudos registados na Direção Geral de Ensino Superior 2 442 já foram eliminados, a grande maioria por iniciativa das próprias instituições.

A falta de alunos é uma das principais razões, o que tem levado ao encerramento de algumas entidades privadas. A crise económica reflectiu-se em particular na área da Engenharia Civil, onde se observa uma drástica redução de cursos e de estudantes (de quase 15 mil em 2008/2009 para menos de dez mil em 2013/2014).

 

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Sexta-feira, 5 de Junho de 2015
Gás e electricidade a preços exorbitantes

Contador_electricidade

  • Portugal teve, no ano passado, a segunda tarifa mais alta do gás para uso doméstico da União Europeia (10,4 euros por 100 kWh), e a maior subida de preços (11,4%), segundo um estudo do Eurostat, divulgado dia 27.
  • De acordo com o gabinete oficial de estatísticas, o preço médio do gás na UE foi de 7,2 euros por 100 kWh, tendo a tarifa mais alta sido cobrada na Suécia (11,4 euros).
  • Os impostos representam 23 por cento do preço do gás doméstico em Portugal, onde também o preço da electricidade está acima da média europeia.
  • No segundo semestre do ano passado, os portugueses pagaram 27,4 euros por 100 kWh, ou seja, o sétimo valor mais elevado dos países da União Europeia, apenas superado pela Itália, Chipre, Espanha, Irlanda, Alemanha e Dinamarca.
  • O peso dos impostos representa 42 por cento do preço da electricidade, o qual teve um agravamento de 4,7 por cento no ano passado.

 



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Domingo, 5 de Abril de 2015
UPP: Nos caminhos do Património (Castelo Mendo, Ciudad Rodrigo, Salamanca)

UPP Castelo Mendo

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Sábado, 4 de Abril de 2015
O Euro não falhou! Cumpriu o papel para o qual foi criado...

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Entre 2001 e 2013, os lucros cresceram quase 26 vezes mais que os salários em Portugal, quase 16 vezes mais em Espanha, mais de 5 vezes mais na Alemanha e na Zona Euro, mais de 3 vezes mais na Itália e 2 vezes mais na Irlanda.O caso grego é ainda mais penalizador para os trabalhadores, uma vez que para igual período os lucros acumulados cresceram 60,7% e os salários reais tiveram uma redução acumulada de 7,1%.

Este foi o resultado do Euro. O aumento da taxa de exploração na zona euro, com o peso dos salários no produto a ter uma forte redução, para níveis historicamente baixos, em especial em países como Portugal, Espanha e Grécia.

No outro lado da moeda encontra-se o desemprego. Entre 2001 e 2013, o número de desempregados cresceu 49% na zona euro, 147% em Portugal, 131% na Espanha, 101% na Grécia, 174% na Irlanda e 29% na Itália.

 


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Sexta-feira, 20 de Março de 2015
O Euro e a União Económica e Monetária: Constrangimentos e Rupturas

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Esta sexta-feira, dia 20 de Março, irá realizar-se um Seminário, promovido pelo PCP e pelo GUE/NGL, no Hotel Sofitel, pelas 14h30, subordinado ao tema “O Euro e a União Económica e Monetária: Constrangimentos e Rupturas”.

A iniciativa contará com intervenções de João Ferreira, Inês Zuber e Miguel Viegas (deputados do PCP no Parlamento Europeu), Stavros Evagorou (AKEL, Chipre), Paloma Lopez Bermejo (Esquerda Unida, Espanha), David Cullinane (Sinn Fein, Irlanda) e Ângelo Alves, da Comissão Política do Partido.

Uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre as propostas do PCP sobre este tema e ter um conhecimento directo da realidade de outros países afectados pela chamada crise do Euro, como o Chipre, Espanha e Irlanda.

 


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Segunda-feira, 2 de Março de 2015
27 de Fevereiro de 1953: 62% de perdão de dívida à R.F.A. ...

Mapa RDA_RFA.jpg   A 27 de Fevereiro de 1953, faz agora 62 anos, foi assinado um acordo em Londres que tem o maior significado. 20 países decidiram perdoar mais de 60% da dívida da República Federal da Alemanha.

Assinaram o «acordo sobre as dívidas externas alemãs» com a R.F.A. os seguintes países: Bélgica, Canadá, Ceilão, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irão, Irlanda, Itália, Jugoslávia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Paquistão, Suécia, Suíça, Reino Unido, República da África do Sul.

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O tratado foi determinante para o país se tornar numa grande potência económica mundial e num importante aliado dos Estados Unidos durante as décadas da Guerra Fria...

 


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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015
Tocha da FIR já tem programa em Portugal

URAP2

 A URAP associou-se à iniciativa da FIR (Federação Internacional de Resistentes), na qual é federada, que neste ano de 2015, com o pretexto de assinalar e comemorar o 70º Aniversário do fim da II Guerra mundial e da derrota do Nazi-Fascismo, fará percorrer a sua tocha, a Tocha da Liberdade e da Paz, por vários países da Europa num percurso que terminará em Berlim no mês de Maio.

A Tocha da FIR chega a Portugal a 29 de Janeiro e inaugura as comemorações na Cidade do Porto, onde de manhã ocorrerá uma sessão-aula para alunos da Escola Secundária de Gondomar e da parte da tarde dá-se às 17h a recepção da Tocha na Praça da Liberdade e subsequente partida para os Fenianos, onde ocorrerá uma Sessão Pública alusiva ao 70º aniversário da II Guerra Mundial.

No dia 30 de Janeiro a tocha dirigir-se-á à cidade de Aveiro, onde ocorrerá uma sessão-debate na Escola Secundária de Vagos.

A 1 de Fevereiro a Tocha rumará a Peniche onde (até dia 1 de Fevereiro), com a colaboração da Câmara Municipal de Peniche, sob o lema "Tocha da Liberdade em Peniche – 70º aniversário do final da 2ª Guerra Mundial" vão ocorrer diversas iniciativas tais como uma sessão de poesia na Escola Secundária de Peniche (dia 30, pelas 21:30h), uma visita à fortaleza de Peniche (com recepção da tocha pelas 10:30h de dia 1 de fevereiro), a inauguração de exposições (com destaque para a exposição "70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial e da vitória sobre o nazi-fascismo", organizada pela URAP e patente até 5 de Abril, na fortaleza de Peniche) e o percurso da Tocha da Liberdade pelo concelho de Peniche (com a participação e colaboração do "Berlengas Bike Team", da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva de Ferrel e do "Vespas Clube do Oeste").

Posteriormente até dia 5 de Fevereiro a Tocha percorrerá a cidade de Grândola, a cidade de Loures e na Freguesia de Alhandra, onde a URAP contará com o apoio das Câmaras Municipais de Grândola e de Loures e a União de Freguesias de Alhandra.

No dia 6 de Fevereiro, a Tocha estará na Cidade do Barreiro onde, com a colaboração da Câmara Municipal, da parte da manhã passará por várias zonas operárias do Concelho, sendo depois colocada no largo do mercado 1º de Maio (pelas 10h) onde posteriormente vai decorrer uma pequena sessão solene (pelas 10:05h) e um conjunto de outras actividades que se prolongam até à tarde, momento em que (pelas 15h) decorrerá no espaço J uma sessão-conversa dedicada à Paz e aos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, terminando este dia no Cineclube do Barreiro com um Filme sobre a II Guerra Mundial seguido de debate.

Posteriormente é a vez do Seixal a 7 de Fevereiro receber a Tocha da Paz (onde com o apoio da respectiva Câmara Municipal, se inaugurará uma exposição da URAP, haverá o início de um ciclo de cinema e uma sessão-debate) e de Setúbal, a 8 de Fevereiro (contando também com o apoio da respectiva Câmara Municipal).

Entre 10 e 11 de Fevereiro é a vez da cidade de Almada receber a Tocha da FIR, onde com o apoio da Câmara Municipal de Almada estão previstas diversas iniciativas, sendo de destacar a recepção oficial da Tocha nos Paços do Concelho (pelas 10h), o percurso pelas 11 freguesias do concelho e uma sessão solene de encerramento (pelas 21h) no Fórum Romeu Correia.

Finalmente este périplo culminará a 12 de Fevereiro de 2015 na Cidade de Lisboa, onde com a colaboração da União de Sindicatos de Lisboa, ACCL, Voz do Operário, da Casa do Alentejo, do CPPC e de outras organizações, onde haverá, entre outras coisas, uma recepção da Tocha no Rossio, seguida de um cordão humano e que culminará com uma sessão de encerramento das actividades da Tocha da Paz e da Liberdade/FIR, a realizar no Rossio.

URAP1

 


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Sábado, 24 de Janeiro de 2015
Tocha da Liberdade e da Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz1

 

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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013
Espanha: 30 famílias têm 32 mil milhões...

   Trinta famílias espanholas controlam através dos seus grupos empresariais mais de 32 mil milhões de euros, segundo uma análise da revista norte-americana Forbes, divulgada na segunda-feira, 28.

O poder financeiro é ainda mais forte no topo já que há três famílias, do grupo restrito das dez maiores fortunas do país, que sozinhas controlam impérios no valor de mais de 11.200 milhões de euros.

A lista é liderada por Amancio Ortega, dono da Inditex, a terceira fortuna do planeta, depois do mexicano Carlos Slim e de Bill Gates.

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013
O servilismo incondicional do governo português perante os EUA

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25 verdades:

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O caso Edward Snowden esteve na origem de um grave incidente diplomático entre a Bolívia e vários países europeus. Após uma ordem de Washington, França, Itália, Espanha e Portugal proibiram que o avião presidencial de Evo Morales sobrevoasse seus territórios.

1. Após uma viagem oficial à Rússia para assistir a uma cimeira de países produtores de gás, o Presidente Evo Morales tomou o seu avião para regressar à Bolívia.

2. Os Estados Unidos, a pensar que Edward Snowden – ex-agente da CIA e da NSA autor das revelações sobre as operações de espionagem do seu país – se encontrava no avião presidencial ordenou a quatro países europeus (França, Itália, Espanha e Portugal) que proibissem o sobrevoo do mesmo nos seus respectivos espaços aéreos.

3. Paris cumpriu imediatamente a ordem procedente de Washington e cancelou a autorização de sobrevoo do seu território que havia concedido à Bolívia em 27 de Julho de 2013, quando o avião presidencial se encontrava a apenas alguns quilómetros das fronteiras francesas.

4. Assim, Paris pôs em perigo a vida do Presidente boliviano, o qual teve efectuar aterragem de emergência na Áustria por falta de combustível.

5. Desde 1945, nenhuma nação do mundo impediu um avião presidencial de sobrevoar o seu território.

6. Paris, além de desencadear uma crise de extrema gravidade, violou o direito internacional e a imunidade diplomática absoluta de que goza todo Chefe de Estado.

7. O governo socialista de François Hollande atentou gravemente contra o prestígio da nação. A França surge perante os olhos do mundo como um país servil e dócil que não vacila um só instante em obedecer às ordens de Washington, contra os seus próprios interesses.

8. Ao tomar semelhante decisão, Hollande desprestigiou a voz da França na cena internacional.

9. Paris tornou-se também objecto de riso no mundo inteiro. As revelações feitas por Edward Snowden permitiram descobrir que os Estados Unidos espionavam vários países da União Europeia, dentre os quais a França. Após estas revelações, François Hollande pediu pública e firmemente a Washington que parasse estes actos hostis. Não obstante, no seu âmago, o Palácio do Eliseu segue fielmente as ordens da Casa Branca.

10. Depois de descobrir que se tratava de uma informação falsa e que Snowden não se encontrava no avião, Paris decidiu anular a proibição.

11. Itália, Espanha e Portugal também cumpriram as ordens de Washington e proibiram a Evo Morales o sobrevoo dos seus territórios, até mudarem de opinião depois de saberem que a informação não era verídica e permitirem ao Presidente boliviano continuar a sua rota.

12. Antes disso, a Espanha até exigiu revistar o avião presidencial em violação de todas as normas legais internacionais. "Isto é uma chantagem, não o vamos permitir por uma questão de dignidade. Vamos esperar todo o tempo necessário", respondeu a Presidência boliviana. "Não sou um criminoso", declarou Evo Morales.

13. A Bolívia denunciou um atentado contra a sua soberania e contra a imunidade do seu presidente. "Trata-se de uma instrução do governo dos Estados Unidos", segundo La Paz.

14. A América Latina condenou unanimemente a atitude da França, Espanha, Itália e Portugal.

15. A União de Nações Sul Americanas (UNASUL) convocou com urgência uma reunião extraordinária após este escândalo internacional e exprimiu sua "indignação" pela voz do seu secretário-geral Ali Rodríguez.

16. A Venezuela e o Equador condenaram "a ofensa" e "o atentado" contra o Presidente Evo Morales.

17. O Presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, condenou "uma agressão grosseira, brutal, inadequada e não civilizada".

18. O Presidente equatoriano Rafael Correa exprimiu sua indignação: "Nossa América não pode tolerar tanto abuso!"

19. A Nicarágua denunciou o caso como "acção criminosa e bárbara".

20. Havana fustigou o "acto inadmissível, infundado e arbitrário que ofende toda a América Latina e o Caribe".

21. A Presidente argentina Cristina Fernández exprimiu a sua consternação: "Definitivamente estão todos loucos. Chefe de Estado e seu avião têm imunidade total. Não pode ser este grau de impunidade".

22. Mediante a voz do seu secretário-geral José Miguel Insulza, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou a decisão dos países europeus. "Não existe circunstância alguma para cometer tais acções em prejuízo do Presidente da Bolívia. Os países envolvidos devem dar uma explicação das razões pelas quais tomaram esta decisão, particularmente porque ela pôs em risco a vida do primeiro mandatário de um País Membro da OEA".

23. A Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) denunciou "uma flagrante discriminação e ameaça à imunidade diplomática de um Chefe de Estado".

24. Em vez de conceder o asilo político à pessoa que lhe permitiu descobrir que era vítima de espionagem hostil, a Europa, particularmente a França, não vacila em criar uma grave crise diplomática com o objectivo de entregar Edward Snowden aos Estados Unidos.

25. Este caso ilustra que se a União Europeia é uma potência económica, é uma anã política e diplomática incapaz de adoptar uma postura independente para com os Estados Unidos.

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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
Trabalho mais barato em Portugal
  • O custo do trabalho por hora em Portugal baixou 20 cêntimos em 2012, face a 2011, segundo dados do Eurostat que identificou no nosso País a segunda maior queda na União Europeia, a par de Espanha e apenas superada pela Grécia.

  • Os números do gabinete de estatísticas europeu, divulgados dia 10, revelam que o custo médio do trabalho por hora em Portugal (excluindo agricultura e administração pública), fixou-se nos 12,2 euros, abaixo dos 12,4 euros registados entre 2011 e 2009.

  • Nominalmente, a redução verificada em Portugal é igual à registada em Espanha, onde o custo do trabalho baixou igualmente 20 cêntimos, de 21,2 euros por hora para 21 euros. Queda mais acentuada verificou-se na Grécia, onde o custo laboral por hora recuou 1,3 euros, de 16,2 euros para 14,9 euros, mesmo assim muito acima dos valores praticados em Portugal.

  • Em nenhum outro país da UE se observou uma descida dos custos laborais em 2012, face ao ano anterior. Pelo contrário, os restantes estados-membros registaram subidas, com excepção da Eslovénia, onde o custo do trabalho por hora estagnou nos 14,9 euros.

  • Em média, no conjunto da UE, os custos laborais por hora aumentaram de 23 euros em 2011 para 23,4 euros em 2012, enquanto na zona euro subiram de 27,5 euros para 28 euros.

  • Os valores mais elevados foram verificados na Suécia (39 euros por hora) e na Dinamarca (38,1 euros por hora), enquanto os mais baixos pertencem à Bulgária (3,7 euros por hora) e à Roménia (4,4 euros por hora).

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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
Conselho Europeu: E viva a democracia!

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Atente-se no facto de 6 países - Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha, Polónia - totalizarem 53,3% (170) dos votos no Conselho Europeu a 27

A minoria de bloqueio às decisões é de 91 votos. Ou seja, Alemanha, França, Itália e Reino Unido, chegam e sobram (116 votos).

No extremo oposto são necessários os votos dos 15 países (100 votos) com direito a menos votos para atingir o mesmo objectivo!!!

Recorde-se que o Conselho Europeu é composto pelos Chefes de Estado ou de Governo dos Estados­‑Membros, bem como pelo seu Presidente e pelo Presidente da Comissão Europeia.

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publicado por António Vilarigues às 07:46
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012
A Crise do Sistema Capitalista: 2013, os primeiros passos num «mundo de amanhã» em pleno caos

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Fazemos nossas estas palavras: «Resistir.info não partilha da visão idílica acerca da Europa contida neste texto. O neo-gaullismo dos autores leva-os a entusiasmos que em certos trechos se assemelham a exercícios de ficção. »


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publicado por António Vilarigues às 12:25
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012
Posição comum de PCP e PCE sobre as greves gerais de 14 de Novembro
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O PCE e o PCP saúdam a realização das duas greves gerais que, partindo da grave realidade e das condições específicas de cada país, foram convocadas em Portugal e em Espanha para o dia 14 de Novembro.

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publicado por António Vilarigues às 20:24
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
Recordando Miguel Hernández Gilabert (30 de Outubro de 1910 / 28 de Março de 1942)

Homenagem a Miguel Hernández que foi preso em Portugal

e entregue pela polícia portuguesa aos fascistas espanhóis.

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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 17:47
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012
Portugal no pódio da precariedade

Oferta do blog Renascer

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Portugal está no pódio da precariedade na União Europeia.

Somos o 3.º país depois da Polónia e da Espanha.

Nem sei a quem agradecer o feito...

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publicado por António Vilarigues às 10:03
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
A Crise do Sistema Capitalista: Espanha - A lógica da austeridade
  • A evolução negativa dos salários e o aumento dos lucros das empresas em Espanha apresentam uma reveladora simetria: enquanto os primeiros caíram 3,9 por cento, os segundos subiram 2,4 por cento.

  • Segundo dados publicados dia 25 de Agosto pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol (Publico.es, 29.08), o ritmo da queda do conjunto das retribuições dos trabalhadores por conta de outrem acelerou-se no segundo trimestre deste ano, atingindo a taxa negativa de 3,9 por cento, em comparação com o mesmo período do ano passado, acentuando uma tendência que se verifica pelo menos desde 2010.

  • Já nos dois trimestres precedentes (ver gráfico), os salários registaram evoluções negativas de 2,5 por cento e de 1,3 por cento. Segundo o Instituto espanhol, estes resultados devem-se em grande parte ao aumento do desemprego, já que o número de assalariados retrocedeu 5,1 por cento em relação a 2011. Mas também se observa uma desaceleração da remuneração média por trabalhador, que cresceu apenas 1,3 por cento, ou seja, duas décimas menos que no trimestre anterior.

  • Em contrapartida, o excedente bruto de exploração, grosso modo, os lucros das empresas, manteve um crescimento apreciável de 3,4 por cento, caindo apenas duas décimas em relação ao trimestre anterior.

  • Os valores apurados mostram bem que, apesar da crise e da diminuição do emprego, as empresas continuam a expandir os seus rendimentos (juros de capital, dividendos e rendas das empresas, ou seja, lucros não distribuídos), cujo peso relativo no Produto Interno Bruto (PIB) tem vindo a aumentar consistentemente, ao mesmo tempo que o peso dos salários revela uma tendência inversa.

  • Assim, no segundo trimestre deste ano (ver gráfico), os salários representaram 46,7 por cento do PIB espanhol, enquanto os rendimentos das empresas subiram para 45,7 por cento. Por outras palavras, a diferença entre estes rendimentos que até aqui eram em média de seis ponto percentuais a favor dos salários, esbateu-se fortemente para apenas um ponto.

  • As estatísticas revelam ainda uma diminuição do peso dos impostos no PIB de cerca de dez por cento para apenas 7,6 por cento, o que traduz a queda da receita fiscal provocada pela recessão económica, à qual, surpreendentemente ou não, os rendimentos das empresas permanecem imunes.

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publicado por António Vilarigues às 12:17
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
A Crise do Sistema Capitalista: Espanha
  • O desemprego em Espanha atingiu um novo recorde histórico. Entre Abril e Junho, a taxa de desemprego galgou para os 24,63 por cento, superando o limite máximo de 24,55 por cento registado em 1994.

  • No total já há cinco milhões e 693 mil pessoas sem emprego, numa população activa de 21 milhões e 110 mil indivíduos, segundo dados do Inquérito à População Activa, publicado, dia 27 de Julho, pelo Instituto Nacional de Estatística.

  • O flagelo é ainda maior entre os jovens menores de 25 anos, 53 por cento dos quais estão desempregados. Também o número de famílias em que todos os membros estão desempregados continua a crescer, tendo alcançado um milhão, 737 mil e 600 agregados, ou seja uma subida de 27 por cento em relação ao período homólogo de 2011.

  • As graves dificuldades impostas às famílias traduzem-se ainda no aumento contínuo de despejos por incumprimento das prestações ao banco. De acordo com dados divulgados, dia 26 de Julho, pela Plataforma dos Afectados pela Hipoteca, só nos primeiros três meses deste ano foram efectuados 46 559 despejos, calculando a mesma associação em mais de 400 mil o número de famílias despejadas desde 2008.

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publicado por António Vilarigues às 12:30
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
Na república da insanidade

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Dizer que somos os campeões das Parcerias Público-Privadas (PPP) é dizer pouco. Em 2009 tínhamos mais empréstimos com PPP do que a França, a Irlanda, a Polónia e a Espanha juntas!!!

E hoje???

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
A coroa espanhola: sexo, drogas e... corrupção

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A Casa Real Espanhola é constituída pelos reis, os príncipes herdeiros e as outras irmãs, incluindo o marido de uma e os filhos de todos. Recebe anualmente, como chefia do Estado espanhol, uns nove milhões de euros, de que não tem que apresentar contas ao Parlamento ou ao Tribunal de Contas. Nesta verba não estão incluídas as despesas com viagens,representaçoes segurança, pessoal do Palácio (cerca de 500 pessoas), etc. Todas as tentativas feitas por partidos de esquerda para conhecer as contas foram sempre vetadas pelo PP e pelo PSOE.

Ler Texto Integral

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Muitos espanhóis dizem hoje «Juan Carlos Primero y Ultimo»
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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
23%
  • Segundo dados da AHRESP, a crise e o agravamento do IVA poderão conduzir à extinção de 47 mil postos de trabalho e ao encerramento de 21 mil estabelecimentos, só em 2012!

  • Nos dois primeiros meses deste ano o número de insolvências no sector sofreu um agravamento de 68% face ao mesmo período de 2011. Se compararmos com o mesmo período de 2010, concluímos que o agravamento atingiu os 174%.
  • Recorde-se que os serviços de alimentação e bebidas representam cerca de 45% do consumo dos visitantes estrangeiros e cerca de 34% do consumo referente ao turismo interno.

  • Estes números demonstram a sensibilidade da actividade da restauração ao aumento das respectivas taxas de IVA para os 23%, elevando a taxa média de IVA do Turismo para 20,4%, face à concorrência de Espanha com 11,1% de taxa média. E quando se sabe que o IVA da restauração em França é de 7% e a da Irlanda com intervenção da Troika é de 9%!

  • Só no comércio e restauração, perderam-se nos primeiros 3 meses do ano, 21 mil postos de trabalho!

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Argentina, Bolívia,... «La segunda independencia»

Comentando a agitação na Comissão e no Parlamento Europeu face à decisão do governo argentino de nacionalizar a companhia petrolífera nacional, o deputado do PCP, João Ferreira, declarou, dia 18, no hemiciclo:

«Na Argentina estão hoje a corrigir as políticas neoliberais que levaram o país ao desastre económico e social – precisamente as mesmas que os senhores querem à força impor na Europa.

Enquanto cá roubam à esfera pública sectores estratégicos da economia – incluindo empresas lucrativas, como sucede em Portugal – do outro lado do Atlântico percebem a importância de pôr ao serviço do desenvolvimento económico e social esses sectores.

O que vos incomoda verdadeiramente é a demonstração dos resultados opostos de um e de outro caminho.

Enquanto outros crescem e melhoram os seus indicadores económicos e sociais, os senhores afundam a Europa na crise e empurram-nos para um retrocesso civilizacional sem precedentes.

O medo que os senhores têm é o do exemplo.

O exemplo de quem afirma que o interesse dos povos está acima dos interesses do capital, e que ambos são inevitavelmente antagónicos.

O exemplo de quem afirma que a assunção da soberania de um povo, da sua vontade e interesses soberanos, contra os interesses do capital financeiro, é um ponto de partida necessário e essencial para a saída desta crise.»

«Populismo intimidatório» da recém reeleita «Presidente argentina e da sua pequena camarilha» decreta o espanhol El País (18.4.12). Acto «deplorável» e «ataque ao mundo dos negócios» estrilha o Parlamento Europeu (Telegraph, 20.4.12). Acto «ilegal» que terá de ser enfrentado com «todas as opções possíveis» decretou a Comissão Europeia (El Mundo, 18.4.12). «Sintoma daquilo em relação ao qual teremos de estar vigilantes» diz o presidente do Banco Mundial (La Razón, 19.4.12). «Acto esfarrapado de pirataria económica» sentencia em editorial o Financial Times (18.4.12), acrescentando: «Há boas razões para suspender a Argentina do G20. Ao rasgar acordos internacionais, a Sra. Fernández coloca-se no mesmo campo que o caprichoso dirigente da Venezuela, Hugo Chávez. Não se pode deixar que ela se esqueça que as acções têm consequências». Uma frase sinistra, a poucos dias do 10.º aniversário do falhado golpe de estado que tentou derrubar Chavez e as instituições democraticamente eleitas da Venezuela, golpe apoiado pelo governo espanhol (El País, 2.12.04) e pelos EUA.
(
Continuar a ler)

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Las razones de Bolivia, el expolio español

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Para, Ver, Ouvir e Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 12:02
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Azar do Rei: a prótese era Republicana!

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Estava o Rei reunido com um grande democrata (estava a receber um cheque...) e, pensando que a prótese era uma espécie de "criada" do Palácio que lhe devia obediência, faz um movimento que não devia e zás! Numa atitude escandalosamente republicana a prótese saiu do lugar.

Coitado! O que sofre um monarca!

«Fuentes de la Casa del Rey consultadas por Efe precisaron que el jefe del Estado sufrió la luxación a consecuencia de un mal movimiento después de una reunión en el Palacio de la Zarzuela con el ministro emiratí de Asuntos Exteriores, jeque Abdullah bin Zayed al Nahyan.»

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Ler, neste blogue, sobre este rapaz:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 14:14
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