TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 1 de Janeiro de 2017
1 de Janeiro de 1959 – Vitória da Revolução cubana

Cuba 1959-01-01

O Exército Rebelde entra em Santiago de Cuba, dois anos depois de ter iniciado, na Sierra Maestra, a luta armada contra a ditadura de Fulgêncio Batista, implantada com um golpe militar a 10 de Março de 1952.

O ditador, que fugira horas antes, deixava um país de 5,5 milhões de habitantes com um terço da sua força de trabalho (pouco mais de 2,2 milhões de população activa) total ou parcialmente desempregada, pobre, praticamente sem assistência médica, com um elevado analfabetismo, dependente da monocultura do açúcar, sujeito à opressão e exploração dos magnatas norte-americanos que dele tinham feito o seu casino e prostíbulo de eleição.

O Exército Rebelde entra em Havana a 8 de Janeiro, onde Fidel afirmará na sua proclamação: «Estamos num momento decisivo da nossa história. A tirania foi derrotada. A alegria é imensa. E, no entanto, há ainda muito para fazer. Não nos enganemos acreditando que daqui para diante tudo será fácil. Talvez no futuro tudo seja mais difícil.»

 


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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
26 de Setembro de 1960 – Fidel Castro intervém pela 1.ª vez na ONU

Fidel Castro 1960-09-26

Num discurso histórico de 4.30 horas, Fidel falou dos incidentes provocatórios que envolveram a estadia da delegação cubana em Nova Iorque, da luta de Cuba pela independência, do apoio dos EUA à ditadura de Fulgencio Batista e dos valores que orientam a Revolução cubana.

«Estamos e estaremos sempre com tudo o que é justo: contra o colonialismo, contra a exploração, contra os monopólios, contra o militarismo, contra a corrida armamentista, contra os jogos de guerra. Contra isso estaremos sempre. Essa é a nossa posição. (…) Alguns queriam conhecer a linha do governo Revolucionário de Cuba. Pois bem. Esta é a nossa linha».

Palavras de Fidel Castro, que no final da sua intervenção – e dezenas de vezes ao longo dela – recebeu uma prolongada ovação dos delegados à Assembleia Geral da ONU.

AQUI

 


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Terça-feira, 26 de Julho de 2016
26 de Julho de 1953 – Assalto ao Quartel Moncada

Moncada Av

O assalto ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e ao quartel de Cespedes, Bayamo, foi uma das primeiras tentativas de acabar com a ditadura de Fulgêncio Batista.

Um grupo de patriotas liderado por Fidel Castro planeia apoderar-se das armas, armar a população e derrubar o governo.

A acção falhou e os revoltosos sobreviventes são encarcerados.

Levado a julgamento, Fidel faz a própria defesa: argumenta com a necessidade de acabar com a ditadura que oprime o povo e termina com a célebre frase «A história me absolverá».

Em 1955 os presos políticos são amnistiados e exilam-se no México, onde formam o Movimento 26 de Julho.

Regressam a Cuba em Dezembro de 1956, a bordo do iate Granma e dão início à guerrilha contra o regime a partir da Sierra Maestra.

A Revolução triunfa em 1 de Janeiro de 1959.

O 26 de Julho é comemorado como o Dia da Rebeldia Nacional.

AQUI

 


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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Cantores negros impedidos de entrar num hotel em Cuba!

Sim, amigos, esta é a triste e crua verdade!

O racismo em Cuba impediu a entrada de cantores negros num hotel (pelo menos)!

-

Mas, calma! Os casos passaram-se antes da Revolução... Passaram-se, pelo menos, com Josephine Baker e Nat King Cole.

«Em 1956, Nat King Cole foi contratado para actuar no Cabaret Tropicana e quis ficar no Hotel Nacional de Cuba, em Havana, mas foi impedido porque este hotel praticava a discriminação racial. No fim, por sugestão da direcção do hotel, foi-lhe oferecido um quarto no andar ocupado pela Máfia. Cole honrou o seu contrato e o seu concerto no Tropicana foi um enorme successo. No ano seguinte, regressou a Cuba para outro concerto onde cantou muitas canções em espanhol. Há agora uma homenagem a Nat King Cole no Hotel Nacional, com um busto e uma "jukebox".»

Para Ler:

«Nat King Cole came to Havana three times (1956/1957/1958), to perform at the Tropicana Cabaret. Finally, at the suggestion of the management, he was offered a room on the floor occupied by the Mafia.

Like Nat King Cole, Josephine Baker was refused entry to the Nacional in 1951. She came to Cuba on several occasions, and after 1959 was welcomed as an honored guest

Por "acaso", chegou-nos às mãos uma fotografia também de 1956... Aqui se podem ver, não Cole e Baker, mas dois grandes amigalhaços! Um deles era o presidente dos racistas EUA, país que, agora, à Cuba que homenageia Nat King Cole, impõe um odioso bloqueio. O outro era o presidente da Cuba racista de antes da Revolução, o ditador apoiado pelos mesmíssimos EUA.

A fotografia mostra Fulgencio Batista e Dwight Eisenhower numa reunião da OEA, no Panamá, dia 1 de Julho de 1956. Quem sabe se não foram fazer uma visitinha à Escuela de las Américas‎ (que aí estava localizada) e se encontraram com o nazi e criminoso de guerra Klaus Barbie, "o carniceiro de Lyon", que andava por lá a "aprender" e a "instruir"?

Bem deixemo-nos de fantasias, e ouçamos Nat King Cole no filme In the Mood for Love a cantar dois boleros cubanos:


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