TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 19 de Novembro de 2016
1991 – Lei do Muro nos EUA

Muro us-mexico_border_deaths_monument

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, prometeu construir um muro ao longo de toda a fronteira com o México.

A ideia, acompanhada de afirmações racistas e xenófobas, mereceu o maior destaque na comunicação social, mas não é nova nem original.

Em 1991, George W. Bush (pai) assinou a «Lei do muro» autorizando a construção de uma cerca dupla em certas zonas da fronteira entre os dois países, para «proteger o povo americano» e tornar as «fronteiras mais seguras».

O muro começou de facto a ser construído em 1994, durante a presidência de Bill Clinton, com o programa anti-imigração-ilegal conhecido como Operação Guardião (Operation Gatekeeper).

Com vários quilómetros de extensão na fronteira de Tijuana – San Diego, o muro inclui «três barreiras de contenção, iluminação de muito alta intensidade, detectores antipessoais de movimento, sensores electrónicos e equipas de visão nocturna entrelaçados com radiocomunicações com a polícia de fronteira dos Estados Unidos, bem como vigilância permanente com veículos e helicópteros artilhados».

Outras secções do muro foram erguidas posteriormente nos estados de Arizona, Novo México e Texas.

Estima-se que nos últimos 20 anos morreram na fronteira dos dois países cerca de dez mil migrantes.

AQUI

 

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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013
Carta ao Presidente Bush de Mia Couto (27-3-2003)

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A legitimidade da guerra no Iraque numa carta de Mia Couto dirigida ao Presidente George W. Bush


Senhor Presidente:

Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria...

Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos.

Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.

Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.

Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:


- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;

- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;

- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;

- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1998);


- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídrico;

- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;


- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";

- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.

- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.

- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.

- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.

- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietename (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão(1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão (1998), a Jugoslávia (1999).

- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.

- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.


Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.

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Senhor Presidente:

O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens...

O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.

Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo).

Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas.

Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres. O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?"

O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana...

Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia.

Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."

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Senhor Presidente:

Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Quioto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo. Não se preocupe, senhor Presidente.

A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos.

O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos. Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.

(sublinhados meus)

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Esta carta, escrita em 2003, permanece mais actual que nunca dez anos depois...

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publicado por António Vilarigues às 14:54
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
O internacionalismo de massas na resistência ao imperialismo

    Um dos aspectos fundamentais da atuação do PCdoB é a luta antiimperialista, essência de sua linha política. Mesmo quando estão na ordem do dia lutas estritamente internas - como a questão nacional, a ampliação da democracia, as melhorias sociais e os processos internos de reivindicação popular -, ainda que se analise o cenário apenas do ponto de vista brasileiro, a questão antiimperialista está presente. Isso porque não se pode conceber a questão nacional desligada de um sistema de dominação imperialista que foi montado secularmente no Brasil e cujo desmonte é uma obra que depende de medidas muito complexas resultantes de um processo revolucionário.

Ademais, a luta antiimperialista está intrinsecamente ligada ao combate cotidiano do povo brasileiro contra o sistema de dominação da grande burguesia monopolista e financeira, entrelaçadas com os potentados internacionais que tentam subjugar o país ou mantê-lo em sua órbita de poder geopolítico. Para as forças democráticas, patrióticas e populares brasileiras, isto significa que não há uma "muralha da China" a separar a questão nacional das questões democrática e social.

             

Ler Texto Integral

                              


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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Tom Paxton: George W. Told The Nation

George W Told the Nation


I got a letter from old George W.,
It said, "Son, I hate to trouble ya,
But this war of mine is going bad.
It's time for me to roll the dice;
I know you've already been there twice,
But I am sending you back to Baghdad."

Chorus:
Hey! George W. told the nation,
"This is not an escalation;
This is just a surge toward victory.
Just to win my little war,
I'm sending 20,000 more,
To help me save Iraq from Iraqis.

And, so, I made it to Iraq
In time for one more sneak attack,
And to my old battalion I was sent.
We drive around in our Humvees,
Listening to The Black-Eyed Peas
And speaking fondly of the president. (To Chorus)

Celebrities all come to see us,
Grateful they don't have to be us,
Politicians show their best face card.
Where is Bubba? Where's our leader?
Where's our favorite lip reader?
AWOL from the Texas National Guard

If you're hunkered in Fallujah
Wondering who it was who screwed ya,
Wondering what became of "Shock and Awe!"

(more)
You are feeling semi-certain
It has to do with Halliburton,
Dick Cheney's why you drew that fatal straw.
Tom Paxton
                                                                                         
In Tom Paxton song, "George W Told the Nation" - Democratic Underground

Para ver e ouvir Tom Paxton a cantar «George W. Told the Nation» clicar AQUI e AQUI

                                                                       

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                       

Notícias AQUI

                                                                          


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publicado por António Vilarigues às 12:08
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Domingo, 9 de Março de 2008
Colômbia: a 6 de Março manifestaram-se para honrar as memórias das vítimas

    Os colombianos manifestaram-se massivamente no passado dia 6 de Março, em Bogotá, para prestar homenagem às vítimas dos paramilitares e da forças públicas, numa demonstração da unidade a favor da paz e de uma saída política para o conflito armado interno.

Durante mais de cinco horas centenas de milhares de pessoas, previamente concentradas em 12 pontos, marcharam nesta capital percorrendo a Carrera Séptima, transportando as  fotos das dezenas de milhares de vítimas do conflito armado.

                      

  • Marchas en el mundo condenan el paramilitarismo y el guerrerismo de Uribe - VÍDEO e FOTOGRAFIAS
     
E o que têm a dizer o Tiago Barbosa Ribeiro ("El Niño colombiano") e todos os que por altura da Festa do «Avante!» de 2007 estiveram a seu lado nas  invencionices a isto e a tudo o que sobre a Colômbia se tem sido escrito neste blog?
                   
E a estas declarações de Lorenzo Delloye, filho de Ingrid Betancourt: Hijo de Ingrid: "Uribe se está burlando de las vidas de los secuestrados"
                            
E a comunicação social dominante seja ela escrita, falada ou vista? Népias? Niente? Rien de rien? Nada?
                                

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publicado por António Vilarigues às 12:08
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Os recentes acontecimentos na América Latina

    O Partido Comunista Português condena as acções militares do regime colombiano de Álvaro Uribe que, em violação do direito internacional, da soberania e integridade territorial do Equador, resultaram no massacre de 16 guerrilheiros colombianos e no assassinato de Raúl Reyes, um dos principais comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e um dos principais protagonistas das recentes iniciativas das FARC de libertação unilateral de prisioneiros.

A “Operação Fénix”, preparada e levada a cabo com o apoio da Administração Norte-Americana, foi a forma encontrada por Álvaro Uribe e o imperialismo norte-americano para responder às várias iniciativas políticas e diplomáticas com vista à solução pacífica do conflito colombiano – com destaque para a intervenção do Presidente Hugo Chavez – e às repetidas propostas das FARC de abertura de negociações políticas.

Acossados pela repercussão das iniciativas das FARC na opinião pública mundial e junto de vários dirigentes políticos e Chefes de Estado na América Latina e na Europa, Álvaro Uribe e George W. Bush, optam mais uma vez pelo boicote ao caminho do diálogo e da paz, enveredando pela via do militarismo e da provocação e pela tentativa de introdução na América Latina das práticas de “guerra preventiva”.

O PCP chama a atenção para a ameaça à paz, à democracia e à soberania que esta provocação do regime de Uribe representa para os países vizinhos da Colômbia e alerta para as consequências que uma escalada militarista poderá ter na América Latina.

O PCP expressa a sua solidariedade ao povo, aos comunistas e a todas as forças progressistas da Colômbia que continuam a luta contra o regime fascizante de Uribe pela paz e o progresso social. Solidariza-se e associa-se a todos aqueles que na Colômbia e na América Latina se manifestam nestes dias contra a guerra, pelo respeito do direito internacional e pela solução pacífica dos conflitos. Transmite aos companheiros, aos familiares e aos amigos de Raúl Reyes as condolências dos comunistas portugueses.

(sublinhados meus)

                                   

In Nota do Secretariado do Comité Central do PCP

                              

 

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publicado por António Vilarigues às 16:07
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
A anedota da semana (VII)

    Esta verdadeira anedota de antologia recebia-a por e-mail, dos Estados Unidos. Foi-me enviada por um amigo português de muitos anos. Desde já peço desculpa aos leitores deste blog, mas optei por não traduzir o Curriculum Vitae de George W. Bush. Corria o risco de se perder alguma da sua graça só possível na língua original.

                  

GWB Resume--UPDATED

 RESUME

           

GEORGE W. BUSH
1600 Pennsylvania Avenue
Washington, DC 20520

              

I am seeking an executive position and will be available in January 2009. I am willing to relocate.

                    

EDUCATION AND EXPERIENCE:

Law Enforcement:
I was arrested in Kennebunkport, Maine, in 1976 for driving under the influence of alcohol. I pled guilty, paid a fine, and had my driver's license suspended for 30 days. My Texas driving record has been "lost" and is not available.

Military:
I joined the Texas Air National Guard and went AWOL. I refused to take a drug test or answer any questions about my drug use. By joining the Texas Air National Guard, I was able to avoid combat duty in Vietnam.

College:
I graduated from Yale University with a low C average. I was a cheerleader.

            

PAST WORK EXPERIENCE:        

I ran for U.S. Congress and lost.

I began my career in the oil business in Midland  Texas , in 1975. I bought an oil company, but couldn't find any oil in Texas. The company went bankrupt shortly after I sold all my stock.

I bought the Texas Rangers baseball team in a sweetheart deal that took land using taxpayer money.

With the help of my father and our friends in the oil industry (including Enron CEO Ken Lay), I was elected governor of Texas.

            

ACCOMPLISHMENTS AS GOVERNOR OF TEXAS:                 

I changed Texas pollution laws to favor power and oil companies, making Texas the most polluted state in the Union. During my tenure, Houston replaced Los Angeles as the most smog-ridden city in America.

I cut taxes and bankrupted the Texas treasury to the tune of billions in borrowed money.

I set the record for the most executions by any governor in American history.

With the help of my brother, the governor of Florida , and my father's appointments to the Supreme Court, I became President of the United States, after losing by over 500,000 votes.

                         

ACCOMPLISHMENTS AS PRESIDENT:                  

I am the first President in U.S. history to enter office with a criminal record.

I invaded and occupied two countries at a continuing cost of over one billion dollars per week.

I spent the U.S. surplus and effectively bankrupted the U.S. Treasury.

I shattered the record for the largest annual deficit in U.S. history.

I set an economic record for most private bankruptcies filed in any 12-month period.

I set the all-time record for most foreclosures in a 12-month period.

I set the all-time record for the biggest drop in the history of the U.S. stock market. In my first year in office, over 2 million Americans lost their jobs and that trend continues.

I'm proud that the members of my cabinet are the richest of any administration in U.S. history. My "poorest millionaire," Condoleezza Rice, has a Chevron oil tanker named after her.

I set the record for most campaign fund-raising trips by a U.S. President.

I am the all-time U.S. and world record -holder for receiving the most corporate campaign donations.

My largest lifetime campaign contributor, and one of my best friends, Kenneth Lay, presided over the largest corporate bankruptcy fraud in U.S. history, Enron.

My political party used Enron private jets and corporate attorneys to assure my success with the U.S. Supreme Court during my election decision.

I have protected my friends at Enron and Halliburton against investigation or prosecution. More time and money was spent investigating the Monica Lewinsky affair than has been spent investigating one of the biggest corporate rip-offs in history. I presided over the biggest energy crisis in U.S. history and refused to intervene when corruption involving the oil industry was revealed.

I presided over the highest gasoline prices in U.S. history.

I changed the U.S. policy to allow convicted criminals to be awarded government contracts.

I appointed more convicted criminals to my administration than any President in U.S. history.

I created the Ministry of Homeland Security, the largest bureaucracy in the history of the United States Government.

I've broken more international treaties than any President in U.S. history.

I am the first President in U.S. history to have the United Nations remove the U.S. from the Human Rights Commission.

I withdrew the U.S. from the World Court of Law.

I refused to allow inspector's access to U.S. "prisoners of war" detainees and thereby have refused to abide by the Geneva Convention.

I am the first President in history to refuse United Nations election inspectors (during the 2002 US election).

I set the record for fewest numbers of press conferences of any President since the advent of television.

I set the all-time record for most days on vacation in any one-year period. After taking off the entire month of August, I presided over the worst security failure in U.S. history.

I garnered the most sympathy ever for the U.S. after the World Trade Center attacks and less than a year later made the U.S. the most hated country in the world, the largest failure of diplomacy in world history.

I have set the all-time record for most people worldwide to simultaneously protest me in public venues (15 million people), shattering the record for protests against any person in the history of mankind.

I am the first President in U.S. history to order an unprovoked, pre-emptive attack and the military occupation of a sovereign nation. I did so against the will of the United Nations, the majority of U.S. Citizens and the world community.

I have cut health care benefits for war veterans and support a cut in duty benefits for active duty troops and their families in wartime.

In my State of the Union Address, I lied about our reasons for attacking Iraq and then blamed the lies on our British friends.

I am the first President in history to have a majority of Europeans (71%) view my presidency as the biggest threat to world peace and security.

I am supporting development of a nuclear "Tactical Bunker Buster," a WMD.

I have so far failed to fulfill my pledge to bring Osama Bin Laden to justice.

                            

RECORDS AND REFERENCES:                                    

All records of my tenure as governor of Texas are now in my father's library, sealed and unavailable for public view.

All records of SEC investigations into my insider trading and my bankrupt companies are sealed in secrecy and unavailable for public view.

All records or minutes from meetings that I, or my Vice-President, attended regarding public energy policy are sealed in secrecy and unavailable for public review.  I specified that my sealed documents will not be available for 50 years.
                        

"Of course the people don't want war. But after all, it's the leaders of the country who determine the policy, and it's always a simple matter to drag the people along whether it's a democracy, a fascist dictatorship, or a parliament, or a communist dictatorship. Voice or no voice, the people can always be brought to the bidding of the leaders. That is easy. All you have to do is tell them they are being attacked, and denounce the pacifists for lack of patriotism, and exposing the country to greater danger."

Herman Goering at the Nuremberg trials
                                                                      

O meu agradecimento ao autor do C.V.. Demonstrou, mais uma vez, que a  realidade é um milhão de vezes mais imaginativa do que a melhor e maior das imaginações. Ri-me até me doer a barriga…
                                                    


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publicado por António Vilarigues às 00:22
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