TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
Donald Trump = 61.251.881 (46,79%); Hillary Cinton = 62.413.443 (47,68%)

Mapa EUA Eleitoral_2016

 

Mais de 1 milhão cento e sessenta mil votos de diferença...

 

E viva o sistema eleitoral made in USA no século...XVIII (e AQUI)

 

Nada mal para quem pretende dar lições ao mundo sobre eleições democráticas!!!

 


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publicado por António Vilarigues às 14:14
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016
Previsões e sondagens de um comunista português...

eleicoes_eua_eleitor_mesa_voto 2016

O ANTES:

 

«A menos de quinze dias das eleições presidenciais nos EUA, duas conclusões têm dominado o espaço mediático: esta é a campanha eleitoral mais acrimoniosa de sempre e é como se Hillary Clinton já tivesse ganho.

Ambas são igualmente precipitadas.

(...)

Com o historial de Clinton, a possibilidade de uma surpresa, um escândalo ou a revelação de segredo não deve ser excluída: é destas emoções que vive a própria democracia burguesa nos EUA.

As contradições internas do capitalismo atingiram, neste país, tal grau de volatilidade que pode dar-se um fenómeno eleitoral imprevisível e se desminta o prematuro funeral de Trump.

Afinal não há nenhum funeral em causa: só a escolha desapaixonada entre dois cancros terminais.»

 

O DEPOIS:

 

«Talvez seja altura de começarmos a questionar para que servem, afinal, as sondagens, se não para serem mais um elemento de condicionamento das escolhas.

(...)

Acredito que Trump não será a causa de coisa alguma. Trump é uma consequência de tudo o que foi e não foi dito atrás. Trump é também uma consequência do que foi Hillary na sua vida política.Trump é um produto do sistema e não creio que vá ser tão louco como foi durante a campanha.

O novo presidente não é uma ameaça para o sistema, é um produto dele.

E o que poderá acontecer, no máximo, é a troca do establishment do sistema por outros actores. O sistema eleitoral, político e económico dos EUA segue vivo e de boa saúde, para gáudio de quem vive muito bem às custas dele

(sublinhados meus)

 


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publicado por António Vilarigues às 21:23
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Sistema eleitoral do século XVIII garante poder nas mãos dos mesmos

Trump-Hillary1 2016

As eleições para a Presidência, assim como para o Senado e a Câmara de Representantes, realizadas nos Estados Unidos da América expressaram profundos problemas, contradições e desigualdades que percorrem a sociedade daquele País, que são expressão do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo que afecta particularmente a maior potência imperialista do Mundo.

O lamentável espectáculo da campanha eleitoral expressou de forma muito clara a degradação do sistema político dos EUA, facto inseparável da crise social e da desilusão provocada em vastos sectores populares pela presidência Obama que, tanto no plano interno como externo, defraudou as expectativas de mudança que falsamente foram alimentadas.

A eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA poderá aprofundar ainda mais a política externa reaccionária e agressiva dos EUA levada a cabo por sucessivas administrações norte-americanas, e da qual a candidata derrotada foi destacada protagonista. Tal facto realça a importância da intensificação e alargamento da luta pela paz e contra as ingerências e agressões do imperialismo, nomeadamente do imperialismo norte-americano.

O PCP expressa a sua solidariedade aos comunistas, às forças e sectores progressistas dos EUA que persistem na luta pela justiça social, a democracia, o progresso e a paz, e na denúncia da verdadeira natureza de um sistema de poder contrário aos interesses dos trabalhadores e do povo dos EUA.

White_house_south.jpg

«Donald Trump foi eleito presidente dos EUA, apesar da candidata do Partido Democrata seguir à frente no voto popular. O bipartidarismo mantém o poder, mas com o pior resultado dos últimos 20 anos.

(...) o candidato eleito não necessita de receber a maioria dos votos nem de protagonizar a candidatura mais votada.

Esta deverá ser a quinta vez em que o presidente eleito não é o candidato com mais votos.

Desde o início do século XX, uma situação idêntica aconteceu por uma vez, em 2000, quando Al Gore foi o mais votado e George W. Bush foi eleito presidente.»

 

«As eleições presidenciais norte-americanas da próxima terça-feira serão as primeiras desde que foram introduzidas novas restrições ao exercício do voto em catorze estados.

(...)

As restrições ao direito de voto nos EUA incidem, particularmente, sobre a população afro-americana, hispânica e asiática.

(...)

Apesar dos alarmes lançados pela campanha de Donald Trump para uma fraude eleitoral em larga escala, organizações de defesa dos direitos civis denunciam alterações legais que podem deixar de fora muitos que queiram votar a 8 de Novembro

 

É caso para dizer:

Terminado o «big show», deixa assentar a poeira...

 


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publicado por António Vilarigues às 18:35
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
Besta negra

mapa eua 3

Qual o [verdadeiro] estado da economia dos EUA? A questão não é propriamente de somenos para os norte-americanos, nas vésperas das eleições presidenciais de 8 de Novembro. Para o mundo também não, pelas piores razões; os Estados Unidos funcionam como motor do sistema capitalista mundial e o centro da arquitectura financeira internacional (da globalização imperialista), com todo o grau de perversidade conhecido – não é por acaso que o rastilho da grande recessão mundial de 2007/8 foi a explosão da bolha imobiliária (dos títulos de crédito hipotecário subprime) nos EUA. Toda a crescente turbulência social e política observada nos EUA remete para o agravamento da sua condição económica e o exponencial de contradições e desequilíbrios intrínsecos. Um quadro típico de estagnação avançada que o cartel de economistas e comentadores dos media dominantes por esse mundo teima, no essencial, em não ver, apontando as lentes grossas para indicadores superficiais e a análise acessória que confirmam a pujança (da recuperação) da economia do tio Sam. Mas que o circo decadente da presente campanha eleitoral entre Clinton e Trump, rebaixando todos os limites do logro, sordidez e frivolidade da tradicional política-espectáculo dos EUA, vem involuntariamente confirmar.

Crise Detroit

De facto, desde a II Guerra Mundial, nunca o crescimento do PIB dos EUA foi tão rastejante como agora, confirmando uma trajectória de décadas de declínio económico relativo da super-potência imperialista. O seu astronómico endividamento continua em progressão insustentável. Os EUA são de longe o maior país devedor do mundo. O défice anual médio da balança comercial de Washington nos últimos anos supera a dimensão económica de vários países que integram o G20. E se a produtividade do trabalho continua inquietantemente a degradar-se, o investimento público desceu para os patamares mais baixos desde os finais dos anos 40. No plano social, as desigualdades atingem níveis iníquos e a pobreza permanece acima dos valores de 2008. A taxa de desemprego oficial (em redor dos 5%) reflecte mais a massificação da precariedade e a manipulação estatística pela via da eliminação do exército de desempregados que desiste de buscar emprego do que a recuperação deste. É cada vez mais notório o choque entre os interesses do grande capital e da finança dos EUA, do sistema de poder alicerçado no complexo financeiro-militar-industrial, e as aspirações e direitos dos trabalhadores e povo norte-americanos e as exigências de desenvolvimento económico sustentável.

Manifs Wall Street3

Simultaneamente, a degradação económica dos EUA é indesligável do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, bem patente na quebra sincrónica que atinge as potências da Tríade imperialista. O peso económico dos países do G7 continua a diminuir, contando já menos de 50% do PIB mundial. No cômputo geral, os lucros corporativos na esfera produtiva continuam constrangidos, o investimento mantém-se em níveis criticamente baixos, a dívida pública (e sobretudo privada) eleva-se a níveis estratosféricos e a banca saturada de activos tóxicos. O comércio mundial continua em rápida desaceleração. Face à ameaça de um novo e mais agudo pico da crise estrutural crescem não só a agressividade e rapina imperialistas, mas também o frenesim das disputas inter-imperialistas: o maior banco alemão é apontado pelo FMI como o maior risco sistémico para a banca mundial e presenteado com uma super-multa pelos EUA. Aliás, os últimos dados mostram que os colossos da banca dos EUA continuam a ganhar terreno aos seus congéneres europeus.

Nada disto é fundamentalmente novo na história, excepto, quiçá, o grau qualitativo da estagnação imperialista. A fuga para a frente da financeirização toca os seus limites. No labirinto da crise, avultam os perigos para a Humanidade. Mas não se perca a perspectiva.

Há 100 anos Lénine insistia: o [apogeu do] imperialismo é a véspera do socialismo.

(sublinhados meus)

AQUI

 


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publicado por António Vilarigues às 17:17
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016
Fascismo americano, as raízes de uma nação sob deus

EUA madison-square-garden-1939-1

Reunião no Madison Square Garden da organização Americana Nazi em 1939

 

Realizadas as Convenções dos Partidos Republicano e Democrata, somente restam na corrida para a Casa Branca dois candidatos importantes: Hillary Clinton e Donald Trump, qual deles o mais reacionário e perigoso para a humanidade.

Neste artigo, publicado em Setembro do ano passado na Revista Vermelho, António Santos comenta a influência que o pensamento fascista do III Reich teve na formação da ideologia predominante nos Estados Unidos.

Não perdeu atualidade.

 

Índice dos subcapítulos

 

Arca de Noé da Direita Americana

O fantasma de João Calvino

O mercado de Wall Street

A inspiração de Hitler

A primeira ameaça vermelha

A cultura do fascismo

Nazis e americanos, uma história de amor

A casa de Hitler nas montanhas

A segunda ameaça vermelha

Anti-comunismo sem comunistas

América Anti-intelectual

Actividades anti-americanas

O sonho americano

O actual reaccionarismo da direita estado-unidense é o produto cultural de dois séculos de desenvolvimento de capitalismo. Ao contrário da maioria dos Estados capitalistas desenvolvidos, os EUA nunca abandonaram uma noção de nação que incorpora elementos fascistas. Na verdade, ao longo destes 200 anos, a definição da ideologia americana, ou americanista, foi crescendo, até se transformar, hoje em dia, numa fina película super-estrutural muito semelhante ao fascismo, que filtra a percepção da realidade vivida por milhões de estado-unidenses.

Mais do que mero ersatz da histeria anti-comunista dos anos cinquenta, o nacionalismo estado-unidense mantém-se como um instrumento de luta de classes ao serviço do grande capital e um elemento unificador nacional que se estende da extrema-direita do Partido Republicano ao centro do Partido Democrata.

Na actualidade, a ideologia americanista é um pretexto para justificar o belicismo, a tortura, a espionagem e a repressão policial. Por outro lado, permite manter a opressão económica e social dos afro-americanos, fechar alternativas políticas ao capitalismo bicéfalo e, ao mesmo tempo, convencer os trabalhadores de que no «sonho americano», ao contrário de todos os outros países, é possível enriquecer trabalhando arduamente. Nesta perspectiva individualista, os trabalhadores que não enriquecem devem-se culpar unicamente a si próprios, aos seus genes, à sua inteligência, à sua falta de fé, ou à sua força de vontade, mas nunca ao seu patrão.

Publicado na Revista Vermelho em Setembro de 2015

 

Charlotte EUA 2016-09

Charlotte USA 2016

 

Sempre que nos EUA uma cidade explode de raiva, os principais órgãos de comunicação social vêm chorar as montras partidas, os caixotes de lixo injustamente incendiados, o papel higiénico roubado das lojas...

Ficasse Charlotte na Venezuela e estava pintado um bonito quadro de legítima revolta popular, contra a escassez de produtos básicos e um regime;

fosse em Cuba e já haveria Organizações Não-Governamentais a organizar concertos e campanhas pela libertação dos presos políticos durante os protestos;

fosse a Carolina do Norte a Coreia do Norte e choveriam notícias sobre a brutal ditadura que usa o exército para reprimir e matar o seu próprio povo.

Mas não sendo Charlotte na Venezuela, não veremos as fotografias de dezenas de pessoas, carregadas de papel higiénico, a sair de supermercados incendiados;

não sendo em Cuba, nunca saberemos os nomes das dezenas de pessoas presas durante os protestos,

e não sendo a Carolina do Norte a Coreia do Norte, ninguém falará em direitos humanos.

Keith Lamont Scott não foi o terceiro nem o quarto caso: de acordo com o The Guardian, Keith Lamont Scott foi o 193.º(!!!) negro a morrer às mãos da polícia nos EUA desde o início do ano.

No caso de Charlotte, o orçamento camarário para a polícia ultrapassa os 16 milhões de dólares anuais, mais do que a verba da cidade para a saúde e quase tanto como para a educação.

AQUI

 

German_American_Bund_NYWTS

 

Capitalismo, fascismo, racismo, isto anda tudo ligado (quod erat demonstrandum)

 


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publicado por António Vilarigues às 12:36
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016
As catástrofes e a luta de classes ou Furacões em tempos de cólera

Mapa America Central_4

 

O número de mortos provocado pelo furacão Matthew, o mais poderoso desde 2007, varia de estimativa para estimativa.

Certo é que o número de vítimas mortais ascende a mais de um milhar.

Nenhuma delas é cubana.

(...)

Um Estado – como o Haiti – ao serviço dos grandes grupos económicos, da corrupção, do crime organizado, nas mãos do capitalismo transnacional é bem tratado na comunicação social, ou nem mencionado, mas o seu povo sucumbe à cólera do capitalismo.

Um Estado – como Cuba – ao serviço das pessoas, dos trabalhadores, constantemente criticado pela comunicação social dominante, salva o seu povo da miséria e da morte com a construção do socialismo. Distam cem quilómetros um do outro.

(...)

Ficará ao critério de cada um julgar por que não é notícia igual um milhar de mortos, onde quer que tombem, tal como ficará ao critério de cada um julgar por que motivo o facto de Cuba resistir de forma tão humana às forças da natureza, quanto firme resiste às forças do império norte-americano, nunca é notícia.

Os povos da República Dominicana, Haiti e Cuba têm nas suas mãos a reconstrução das suas vidas, das suas casas, das suas cidades, aldeias e vilas. A grande diferença é que os cubanos não perderam vidas para esse recomeço e tiveram, antes e depois do furacão, um Estado ao seu serviço, das pessoas.

 

Cuba furacao Matthew 2016-10

(...)

O balanço da catástrofe e o seu tratamento mediático remetem-nos para duas considerações:

1 – O Haiti, ainda não refeito do terremoto de 2010 que provocou cerca de 200 000 mortos, submetido a bloqueios, ingerências e pressões do imperialismo, na prática ocupado militarmente, com um povo condenado à pobreza extrema, foi arrasado pelo poderoso furacão. Os mortos são já mais de mil, terão sido afectados 1,3 milhões de pessoas e a cólera alastra entre a população daquele país. A vizinha República Dominicana, apesar de não atingida directamente, contou com quatro mortes e dezenas de comunidades isoladas. Os EUA atingidos já na fase de enfraquecimento do Matthew (nível 3 e 2) registaram 20 mortos e centenas de milhares de afectados e deslocados.

Cuba foi atingida directamente pelo Matthew com o mesmo grau de intensidade do Haiti (4). Ventos de 220 Km/h, chuvas torrenciais e marés de tempestade afectaram sobretudo a província de Guantánamo. Apesar de avultadíssimos estragos e de 73 000 pessoas evacuadas, as vítimas mortais foram… Zero! Não há registo de epidemias, dois dias depois as comunicações estavam repostas. As razões de tão radical diferença residem no exemplar sistema de preparação, evacuação, socorro e reparação cubano (com a participação das forças armadas) e, apesar das dificuldades, na solidez das construções. Mais uma vez Cuba socialista demonstra a sua organização e capacidade para proteger os seus cidadãos.

(...)

Até as catástrofes têm um sentido de classe!

AQUI

 

Furacão Matthew1 2016-10

(...)

Ou seja, o país onde se registaram 98 por cento das vítimas mortais recebeu menos atenção mediática do que o país onde se registou um por cento do total de mortos.

(...)

Em 2010, perante o Comité de Negócios Estrangeiros do Senado dos EUA, Bill Clinton assumiu a responsabilidade pela destruição da economia haitiana. O ex-presidente reconheceu que ao forçar o Haiti a levantar as barreiras à importação de arroz conduziu o país caribenho a uma dependência alimentar absoluta: «Os países ricos que produzem muita comida deviam vendê-la aos países pobres, libertando-os desse fardo. Foi bom para os agricultores do Arcansas, mas foi um erro. Terei de viver todos os dias com as consequências de ter destruído a capacidade do Haiti se alimentar». Durante duas décadas, o Haiti foi proibido de subsidiar a própria agricultura e forçado a substituir o arroz por frutas tropicais. A NAFTA, a adesão à Organização Mundial de Comércio e o fim da lei Glass-Steagall foram os últimos pregos no caixão da economia haitiana, agora votada aos caprichos do capitalismo estado-unidense.

(...)

O que a devastação do Matthew revela é a natureza da «reconstrução» após o terramoto de 2010.

No livro «Haiti depois do Terramoto», os investigadores Bill Quigley e Amber Ramanauskas provaram que o principal destino das doações foram os governos dos EUA e de outros países. Para cada dólar enviado, 33 cêntimos regressaram aos governos «dadores» através, por exemplo, de rubricas militares e outros 42 cêntimos foram absorvidos por ONG. Só 25 cêntimos se destinaram a ajuda humanitária e nem um cêntimo foi direccionado para o Estado haitiano. A título de exemplo, a ONU dedica anualmente 23,5 milhões de dólares para combater o surto de cólera que a própria ONU criou. Em contrapartida, gasta anualmente 650 milhões de dólares para manter a presença militar que criou o surto de cólera. Tinha razão o embaixador dos EUA no Haiti quando, após o terramoto, escreveu que «começou a febre do ouro». Malhas que o império tece.

(sublinhados meus)

 


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publicado por António Vilarigues às 19:45
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016
Líbia, caos e história

Mapa Líbia_Civil_War 2016

Areas of control in the Civil War, updated 30 April 2016:
Location dot red.svg Tobruk-led Government Location dot lime.svg Government of National Accord Location dot grey.svg Islamic State of Iraq and the Levant & Ansar al-Sharia (Libya) Location dot blue.svg Petroleum Facilities Guard Location dot yellow.svg Tuareg tribes Location dot orange.svg Local forces

 

Tal como a Síria a Líbia é uma presa que o imperialismo não largará facilmente. As suas riquezas e posição geo-estratégica são demasiado importantes. Além disso a reacção internacional nunca perdoou à Líbia a sua opção pela soberania e o não alinhamento, a utilização dos seus enormes recursos petrolíferos para o desenvolvimento do país e, apesar de sérias contradições, a sua posição solidária com a Palestina ou por uma «unidade africana» fora do controlo imperialista.

A Líbia tornou-se no início do século XX uma colónia italiana e durante a Segunda Guerra Mundial foi palco de importantes batalhas contra as hordas nazis. Após a Vitória, e apesar de lhe ter sido reconhecida em 1951 a independência com a imposição de uma monarquia reaccionária, a Líbia ficou praticamente sob tutela da Grã-Bretanha, que aí instalou, tal como noutros pontos do Mediterrâneo, de Gibraltar a Chipre, bases militares para impor a sua hegemonia numa vasta área de enorme importância estratégica em termos de rotas marítimas e riquezas naturais, e para fazer frente ao ascenso do movimento de libertação nacional dos povos árabes e africanos. Foi neste contexto que em 1 de Setembro de 1969 um grupo de jovens oficiais dirigidos pelo então capitão Muammar Kadhafi derrubou a monarquia e proclamou a República Árabe Líbia, expulsou os militares britânicos e norte-americanos, nacionalizou o petróleo e tomou outras medidas anti-feudais e de carácter progressista.

Desde que se constituiu como país independente a Líbia raramente conheceu um momento de sossego. O imperialismo, utilizando os mais variados pretextos, tudo fez para derrubar o seu regime, indo ao ponto de bombardear Tripoli e Bengazi para assassinar Kadhafi. Finalmente, tirando partido de hesitações e contradições da direcção líbia não hesitou em recorrer à NATO para a guerra de agressão que destruiu o país.

latuff_obama_libya

«É que nunca qualquer ideólogo, por mais retorcido e criativo que fosse ou seja, conseguiu imaginar algo tão democrático.

(...)

Na Líbia, o país maior produtor de terroristas islâmicos per capita, confrontam-se hoje vários governos, numerosas milícias e hordas de mercenários, dezenas de senhores da guerra e respectivos exércitos tribais. Isto é, poucas democracias serão tão ricas, multifacetadas e plurais como a que a NATO criou na Líbia.»

Democracia NATO

«O secretário norte-americano da Defesa, Ashton Carter, submeteu à Casa Branca um plano pormenorizado para levar a cabo operações militares em toda a Líbia, noticiou o New York Times. E já há boots on the ground –­ tropas no terreno, em jargão castrense

 

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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Apologistas do terror

Terrorismo Contra-terrorismo

 

«Está pessoalmente preparada para lançar um ataque nuclear que mate cem mil homens, mulheres e crianças inocentes?»

À pergunta dum deputado, no debate parlamentar sobre o programa de submarinos nucleares britânicos Trident, a recém-empossada primeira-ministra inglesa e defensora da permanência na UE, Theresa May, respondeu com um categórico «Sim» (Guardian, 18.7.16). Não é a primeira vez que o genocídio é defendido abertamente. A 12 de Maio de 1996, no programa 60 Minutes da CBS perguntaram à então ministra dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Madeleine Albright, a propósito das sanções que, por interposta ONU, os EUA aplicavam ao Iraque: «Ouvimos dizer que meio milhão de crianças já morreram. São mais crianças mortas do que em Hiroxima. […] Será que vale a pena este preço?». A MNE do Presidente Clinton respondeu: «É uma opção muito difícil, mas consideramos que vale a pena este preço

Madeleine Albright discursou na semana passada na Convenção do Partido Democrata que consagrou Hillary Clinton como candidata à Presidência dos EUA. É natural. A «Rainha do Caos» tem responsabilidades directas na destruição de países como a Líbia e a Síria e nas centenas de milhar de mortos resultantes. Na Internet pode ver-se o vídeo em que Clinton, no dia da linchagem de Qadafi, exulta perante uma entrevistadora e, parafraseando Júlio César, proclama «chegámos, vimos e ele morreu», após o que se lança em sonoras gargalhadas. Como dizia John Lennon, na sua canção Working Class Hero: «continuam a dizer-te que ainda há lugares no topo, mas primeiro tens de aprender a sorrir enquanto matas».

A degradação moral dos dirigentes políticos das grandes potências imperialistas, já patente nas mentiras belicistas de Bush, Blair, Barroso, Aznar, Sarkozy, Hollande, Cameron, Obama e tantos outros, não é exclusivo de um sexo, duma cor da pele, duma religião ou duma nacionalidade. A história da afirmação do domínio de classe, e em particular da afirmação do domínio planetário do capitalismo na sua fase imperialista, é um cortejo de crimes. E o sistema premeia os seus crimes. Durão Barroso ganhou o tacho na UE por ter apadrinhado, nas Lajes, a invasão do Iraque em 2003. E ganhou o tacho na Goldman Sachs (cada vez mais o patrão da UE) por ter imposto aos povos da Europa (incluindo o português) a pobreza e a vassalagem à grande finança. Mas a falta de pudor e os crimes, aliados ao empobrecimento de grandes massas para salvar o capital financeiro da crise do seu sistema, estão a estreitar rapidamente a base de apoio social do sistema. Multiplicam-se os sinais da perda de controlo ideológico (veja-se os referendos na UE).

A vaga de ataques terroristas que hoje adubam o terreno da imposição de estados de emergência, de estados policiais ou até de guerras em grande escala, indicia a possibilidade de que estejam em marcha planos subversivos geridos a partir dos próprios Estados imperialistas. Os alegados autores têm frequentemente ligações aos serviços secretos, policiais ou às guerras sujas do imperialismo. É estranho que o gabinete anti-terrorismo da PJ francesa tenha intimado a Câmara de Nice a destruir as suas gravações de video-vigilância da noite dos atentados (Figaro, 21.7.16). Há poucos dias, um tribunal canadiano sentenciou que a polícia daquele país manipulou um casal de tóxico-dependentes «convertidos ao Islão» para cometer actos terroristas «fabricados pela polícia» (Guardian 29.7.16). Quem ache a ideia extravagante pode ver na Internet o documentário da BBC sobre as redes Gladio (1992), documentando profusamente o papel da CIA-NATO e outros serviços secretos nos ataques terroristas que ensanguentaram a Itália e a Bélgica nos décadas que acompanharam a vitória do «neo-liberalismo».

 

Quem proclama publicamente o seu «direito» a matar centenas de milhar de crianças e de inocentes, não se achará também no «direito» de tentar salvar o seu sistema de poder e riqueza pela via da provocação e do terror?

(sublinhados meus)

 


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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2016
Os apoios de Hillary Clinton

Hillary Clinton_caricatura

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, foi executiva de uma empresa [o gigante industrial francês Lafarge ] que financiou o denominado «Estado Islâmico».

A companhia, a cujo conselho de administração a candidata pertenceu entre 1990 e 1992, é dadora financeira habitual da Fundação Clinton.

 

White_house_south.jpg

«Nem mesmo a revelação de que o Comité Nacional do Partido Democrata (PD) sabotou a campanha de Bernie Sanders fez o senador do Vermont retirar o apoio político que, no dia 12, entregara a Hillary Clinton.

Se já todos sabíamos que as primárias democráticas foram tudo menos democráticas, a fuga de mais de dez mil emails da Comissão Nacional, prontamente atribuída por Hillary à Rússia, veio revelar os requintes anti-semitas e fundamentalistas com que a direcção daquele partido procurou denunciar as raízes judaicas de Sanders ou, pior ainda, expor o seu alegado ateísmo.

«Para a minha malta baptista no Sul há uma grande diferença entre um judeu e um ateu», pode ler-se num email divulgado pela Wikileaks em que Brad Marshall, chefe das finanças do PD, pondera a estratégia de ataque a Sanders na comunicação social.»

 

 «Nos EUA cresce um sentimento de desconforto e revolta com a evolução do capitalismo.

Não é ainda uma resistência ao próprio capitalismo e, nesse sentido, deixa espaço para nostalgias utópicas de regresso a um outro capitalismo, que surgem à «esquerda» e à «direita».»

 

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Domingo, 24 de Julho de 2016
Isto anda tudo ligado, (digo eu...)

Planisferio_politico2

Os acontecimentos na frente internacional sucedem-se a um ritmo quase alucinante no que vai deste verão quente setentrional.

Bastaria referir, por ordem cronológica:

  • o terramoto do Brexit e as suas longas ondas de choque;

  • o atentado terrorista no aeroporto de Istambul após o anúncio da reactivação das relações da Turquia com a Rússia;

  • o mais mortífero ataque terrorista da última década em Bagdade;

  • a Cimeira de Varsóvia da NATO e a obsessão militarista contra a Rússia;

  • a vitória do partido de Abe nas eleições para a Câmara Alta do Japão;

  • a decisão do desacreditado Tribunal de Haia sobre o diferendo territorial no mar do Sul da China e a intensificação do «Pivot para a Ásia» dos EUA visando a contenção da China;

  • a demissão de David Cameron;

  • a terrível matança de Nice no Dia da Bastilha, seguido da prorrogação do estado de emergência que vigora desde Novembro;

  • e, por fim, a tentativa frustrada de golpe de Estado militar na Turquia, país com o segundo maior exército da NATO.

Distintos acontecimentos que respondem a uma situação internacional saturada de contradições e complexidade.

Com um denominador comum em pano de fundo:

o agravamento da crise estrutural do capitalismo e o sério risco de um novo estalido financeiro global, de proporções superiores à recessão de 2008-2009, considerada a crise mais grave do capitalismo desde a Grande Depressão.

Mapa bases aliados e EUA Médio Oriente

«Numa mensagem enviada em 2009 por Hillary Clinton, na altura secretária de Estado dos EUA, lê-se o seguinte:

«Os donativos com origem na Arábia Saudita constituem a fonte mais importante de financiamento dos grupos terroristas sunitas em todo o mundo». «Continua a ser difícil persuadir as autoridades sauditas de que a luta contra o financiamento do terrorismo deve ser vista como uma prioridade estratégica».»

nsa-data-transferring-google1

«A Comissão Europeia anunciou, dia 12, a entrada em vigor do novo quadro jurídico que regula a transferência de dados pessoais de cidadãos de países membros da UE para os Estados Unidos.

O novo acordo, designado «Privacy Shield», visa substituir o quadro legal precedente, conhecido como «Safe Harbour», que foi invalidado em Outubro do ano passado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE).»

 


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publicado por António Vilarigues às 12:18
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
O que o plágio diz sobre o plagiado

Donald Trump_caricaturaHillary Clinton_caricatura

 AQUI                                                    AQUI

 

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos 

 

«(...)

Que nenhum europeu se choque com o populismo de Trump; não temos também nós um Boris Johnson? Que nenhum europeu se escandalize com o discurso racista e xenófobo de Trump; ou esqueceram-se da Hungria, da Dinamarca, da França, da Polónia… Que ninguém se ria da representação nacional de Trump, ou acham que os portugueses têm andado nessas matérias melhor servidos? Estranhamente, o desdém por Trump contrasta, na comunicação social da classe dominante, diga-se novamente, com a simpatia por Hillary Clinton.

A maioria dos sofisticadíssimos capitalistas europeus já votou por Hillary Clinton,

  • a testa-de-ferro do Walmart que há não muito tempo descrevia os jovens negros como «super-predadores»;
  • a multi-milionária enterrada até ao pescoço em negócios nebulosos com farmacêuticas e fundos de especulação;
  • a arquitecta da guerra na Líbia;
  • o falcão do holocausto na Síria;
  • a secretária de Estado do governo que mais imigrantes deportou na História dos EUA.

É ela, não Trump, a escolha de Hollande, Barroso, Schulz, Tsipras, Juncker, Dijsselbloem e Draghi. É essa a única explicação para o retrato caricatural de Trump, pela comunicação social europeia, que óbvia a compreensão de um fenómeno com raízes profundas e de cuja compreensão depende o futuro do globo.

Trump não é, ao invés da tese do aglomerados de comentadores de turno, um candidato «anti-sistema». Representa, na verdade, os interesses de sectores específicos da alta burguesia, actualmente minoritários, procurando uma aliança de fachada proto-fascista com a pequena e a média burguesia em torno da indústria, dos serviços e do imobiliário. No discurso, esta oscilação permite o extremar do racismo, do conservadorismo cultural, da religião e do anti-comunismo. A nível externo, corresponde a um modelo neocolonial semelhante à política estado-unidense da primeira metade do século XX.

Clinton, por seu turno, não desdenha nenhum destes propósitos: é simplesmente mais favorável ao «capital fictício», para usar a expressão de Marx, da especulação financeira e da integração económica prevista no âmbito do TTIP e do TTP.»

(sublinhados meus) 

 

«Mais sucintamente, escolher entre Clinton e Trump é o mesmo que escolher entre a Pepsi e a Coca-Cola, entre a Exxon Mobil ou a Bank of America, entre invadir a Coreia ou orquestrar um golpe de Estado na Bielorrússia...»

 


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Sábado, 18 de Junho de 2016
O monstro do ódio entra na campanha

Pulse nightclub in 2006

Antes do massacre, o atirador de Orlando terá dito que agia em nome do Estado Islâmico, mas é provável que tivesse ligações tão fortes a Trump como a al-Baghdadi.

Mateen adquiriu a sua metralhadora AR15 como um bom republicano; tinha fama de machista como prescrevem os fundamentalistas cristãos; fazia gala, como os paleo-conservadores, do seu amor pela brutalidade policial e, como toda a extrema-direita, odiava homossexuais.

Seria, afinal, o descendente de afegãos um «radical islâmico» ou outra coisa?

A verdade é que, na barbárie como nas ideias, a normalidade político-ideológica dos EUA anda há muito de braço dado com as fátuas do Estado Islâmico na mesma sopa de ódio primordial onde se geram os fascismos: o capitalismo em crise.

O monstro de Orlando jurou ódio à humanidade – e lealdade a Trump.

AQUI

 


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Sábado, 28 de Maio de 2016
Como Hillary roubou o Nevada

Hillary Clinton_caricatura

 

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

A contagem dos votos, no sábado, começou meia hora antes do previsto, com a presidente estadual do Partido Democrata, Roberta Lange, a fechar-se na sala sozinha, com os boletins de voto. Quando saiu, anunciou à convenção que acabara de decidir unilateralmente a alteração das regras de distribuição dos delegados: «Uma decisão da presidente não pode ser debatida; não podemos ser desafiados!», declarou a dirigente democrata perante uma multidão de activistas incrédulos.

As novas regras, inventadas minutos antes, possibilitaram que Hillary Clinton, com 1298 representantes eleitos, elegesse mais delegados do que Sanders, com 1613 eleitos. Feitas as contas, Hillary roubou sete dos 12 delegados disputados.

Quando Roberta Lange recusou a discussão e votação de todas as propostas para repor a legalidade, os apupos rapidamente deram lugar aos gritos e às palavras de ordem. A presidente anunciou o fim da convenção, mas os delegados não arredaram pé. Dentro de minutos, uma linha de polícias armados separava os congressistas da mesa e uma voz saída de dentro de um capacete sintetizava assim, com cristalina clareza e para além da aparência e da formalidade, as leis internas e essenciais da democracia burguesa: «Por ordem da presidente, a convenção acabou. Quem não for imediatamente para casa será detido». Ouviram bem?

 

E viva a democracia made in USA!!!...

 



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Domingo, 26 de Agosto de 2012
Síria: Tal como no Iraque, as armas químicas voltam a ser argumento

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O presidente dos EUA pondera atacar a Síria se as armas químicas «se moverem ou forem utilizadas». Barack Obama considera perigoso o arsenal «cair nas mão erradas».

A ameaça de uma acção militar foi feita segunda-feira durante uma conferência de imprensa. «Deixámos muito claro que para nós há algo decisivo, e isso é se as armas químicas caírem nas mãos das pessoas erradas», disse Obama.

O presidente dos EUA explicou que uma intervenção das forças armadas norte-americanas é uma forte hipótese, embora tenha advertido que a volatilidade da situação pesará na tomada de uma decisão. Não obstante, garantiu, o uso ou movimentação do arsenal químico terá sempre «sérias consequências».

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Sábado, 18 de Agosto de 2012
Não há tempo a perder - A Síria está em Guerra!

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A Síria está em guerra, esta é que é a verdade. Uma guerra fabricada no terreno durante mais de um ano, programada nos corredores do Pentágono desde os tempos da administração Bush, financiada há anos por uma criminosa cadeia de financiamento e ingerência de milhões de dólares que alimentou os mercenários políticos, fantoches de Washington e da NATO, que integram hoje o Conselho Nacional Sírio. Gente que desfila nas reuniões do Clube Bildergerg, vive comodamente em Paris (como Kodami, uma das figuras de proa do CNS) ou em Conventry (como Rami Abdel Rahman, o rosto do sinistro Observatório Sírio dos Direitos Humanos). O país que durante décadas desconheceu conflitos étnicos ou sectários; o país em que xiitas, sunitas, alauitas, druzos, curdos e cristãos conviveram pacificamente; o país em que as religiões islâmica e cristã coexistiram pacificamente num dos poucos estados árabes laicos do Mundo, este país, um dos poucos elementos de estabilidade na tumultuosa região do Médio Oriente, foi arrastado pelo imperialismo para uma guerra assente na incitação à violência sectária, que pode condenar o povo sírio a anos, senão décadas, de guerra e que pode fazer explodir de vez uma guerra regional que, dada a internacionalização a que está sujeita, pode redundar num conflito de dimensões imprevistas.

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Nas últimas semanas temos vindo a assistir ao agravamento da tragédia da guerra contra a Síria. A aliança entre o imperialismo norte-americano, sionistas, ditaduras monárquicas do Golfo e brigadas de mercenários terroristas pretende destruir mais um Estado e um regime, activo apoiante da luta do povo palestiniano. Exactamente no momento em que o carácter sanguinário desta santa aliança é cada vez mais evidente, Obama autoriza que se torne público a existência de directivas secretas à CIA para o seu envolvimento em operações encobertas contra a Síria. Agora é oficial. Os norte-americanos «missionários da democracia» e os déspotas reaccionários da península Arábica são os organizadores daquilo que durante mais de um ano os media nos venderam como sendo actos de resistência da oposição interna ao regime de Damasco.

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A escalada agressiva contra a Síria não pára. O imperialismo está apostado em abater o regime sírio, por todos os meios, o mais rapidamente possível.

(...)

Que faz correr o imperialismo e a reacção, ao ponto de arriscarem um fracasso de grande dimensão, tanto mais que a situação no Iraque e no Afeganistão está longe de controlada? Sem dúvida a crise capitalista que aí está, sem fim à vista. A escalada é inseparável da situação de estagnação/recessão de que as mais poderosas economias capitalistas não conseguem sair.

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«Entre 40 a 60 mil mercenários terão chegado nos últimos dias à Síria para se unirem ao denominado Exército Sírio Livre (ESL), denuncia a Red Voltaire. O reforço dos grupos armados apoiados pelo imperialismo e pelas monarquias do Golfo ocorre no contexto do recrudescimento da violência e da manipulação mediática do conflito.»

«A estratégia dos terroristas repete, noutra dimensão, o observado em Homs, onde a chamada «oposição» chegou a proclamar um emirado, no bairro de Bab Amr, e manteve cativa a população. Um número indeterminado de pessoas foi assassinado para criar um cenário de chacina de civis por parte das forças leais ao presidente Bashar Al-Assad.»

«O bombardeamento pelos grupos armados de um campo de refugiados civis palestinianos nos arredores de Damasco, com um saldo de dezenas de mortos e feridos, ou a execução sumária, com vídeo disponível na Internet, de membros de uma comunidade de Aleppo que terá enfrentado o banditismo, acontecimentos ocorridos a semana passada, atestam o carácter criminoso da chamada «oposição» ao governo sírio.»

«Dois jornalistas sírios foram executados por grupos terroristas durante o passado fim-de-semana. No sábado, a vítima dos bandos armados foi o responsável pelo departamento de notícias nacionais da agência síria de notícias, Ali Abbas, assassinado na sua casa, situada nos arredores da capital, Damasco.»

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Domingo, 17 de Junho de 2012
A real agenda Síria
O massacre de Al-Houla na Síria foi, como cada vez mais provas apontam, um hediondo crime, concebido e executado por grupos terroristas armados a partir do exterior, com o objectivo de ser atribuído às forças militares e de segurança sírias. O seu propósito foi apenas um, subir um degrau mais na escalada de violência interna e prosseguir a agenda, claramente gerida por Washington, de destruição do plano Annan. Um plano que – apesar de sustentado numa linha de ingerência externa e de não reconhecimento e condenação do papel dos grupos terroristas – tinha a virtude de retirar campo, no imediato, à chamada «solução militar» e de reconhecer a legitimidade do governo sírio.
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«Os observadores das Nações Unidas ainda não foram capazes de determinar os contornos e a autoria do mais recente massacre na Síria. Não obstante, o governo sírio continua sob intensa pressão mediática e diplomática por parte do imperialismo.»

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
E Daniel Oliveira até simpatiza com esta gente...

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Comecemos por recordar dois "posts" de Daniel Oliveira (DO):

Dos outros que, no Arrastão, apoiam a agressão da NATO à Líbia (*), nem vale a pena falar. Com pessoas assim, está o Bloco bloqueado.

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Veja agora este vídeo que copiamos do 5dias (Helena Borges):

E agora nada mais escrevo porque me apetece vomitar. E, depois, vou com Zeca Afonso recordar Wiriamu, Mocumbura e Marracuene (**).

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(**) Como uma coisa puxa a outra, lembrei-me deste trecho:

«Lisboa está em festa, com milhares de pessoas a acorrerem ao cais para ver o troféu de guerra que constitui o grupo de prisioneiros trazidos de Moçambique. É a chegada da fera cruel, do pesadelo de todos os governos portugueses, do régulo sanguinário, como o classificaram os jornais nos últimos meses

Em mais de um século, a boçalidade, a bestialidade, é a mesma. Ou pior.

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Due popoli. Una guerra.

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PS: Entretanto, domingo, dia 23 de Outubro,

«“Somos um país muçulmano e por isso a Xariá será a base de todas as leis… Por isso toda a legislação que não esteja em concordância com os princípios do Islão, não será aplicada,” garantiu o líder do CNT

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
A Crise do Sistema Capitalista: Fim de 2011: Queda do "Muro dos petro-dólares" e choque monetário-petrolífero maior para os EUA

Clicar na imagem para visualizar a ligação

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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
WikiLeaks e Portugal

(...)
2. Embora considerado um pais amigo, Portugal não deixa de ser apreciado pelos EUA, através dos relatórios da embaixada da Av. das Forças Armadas em Lisboa. De acordo com o jornal «El País», daqui foram enviados para Washington 722 dos mais de 250 mil documentos disponibilizados pelo WikiLeaks.
Eis, em resumo, alguns dos documentos enviados a partir da Embaixada de Lisboa e publicados pelo jornal espanhol «El País» e respectivos links
:
(...)

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
Quem disse que Israel tem alguns dias para atacar o Irão?

Quem disse frases equivalentes à do título pode tê-lo feito com várias motivações. Mas disse-as, não podemos ignorar. Visam gerar um ambiente propício à guerrra.

O homem é um velho conhecido nosso. Foi o mesmo que afirmou  «Eu quero que só um governo possua armas nucleares [os EUA]»...

Para Ler, Ver e Ouvir:

 

Desenho de Martirena, publicado em diario siglo xxi, 16 de Agosto de 2010

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
Supremo liberaliza financiamento das campanhas eleitorais

     O Supremo Tribunal dos EUA considerou inconstitucional a imposição de limites no financiamento das campanhas eleitorais por parte das empresas. Para os magistrados estava em causa a «liberdade de expressão» das corporações.

Por 5 votos contra 4, a maioria dos juízes com assento no máximo órgão judicial norte-americano decidiu invalidar uma lei federal que restringia o pagamento de despesas de campanha por parte de empresas, escancarando, ainda mais, as portas a um reforço do domínio do grande capital sobre o poder político no país.

                                                                                 


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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Honduras: Eleições golpistas

Allan McDonald, Rebelión de 6 de Dezembro

Nas Honduras, o país onde o seu legítimo presidente está há mais de dois meses confinado às instalações da embaixada do Brasil; onde os golpistas rasgam acordos com a conivência da chamada «comunidade internacional»; onde se perseguem e matam aqueles que prosseguem a luta pela liberdade e a democracia; onde manifestações populares são reprimidas violentamente, aconteceu algo a que alguns se atreveram a chamar «eleições». Uma farsa em tudo similar a outras já por nós referidas noutros artigos do Avante! e que invariavelmente têm sempre o mesmo objectivo: tentar legitimar um crime, branquear os criminosos e dominar um povo, seja nas Honduras, seja no Afeganistão.

Se dúvidas houvesse sobre o que está em causa nas Honduras agora tudo está muito claro. As negociações e acordos – desde São José até ao recente «acordo» de Tegucigalpa rasgado pela clique de Michelleti – não passaram de manobras de diversão de uma estratégia conjunta dos golpistas e do imperialismo para ganhar tempo, tentar «anestesiar» a resistência popular ao golpe de Estado e «legitimá-lo».

Ler mais...

ZOO GOLPISTA (Chispa)

«Las elecciones se están realizando de manera normal y tranquila, afirmó el embajador de Estados Unidos en Honduras Hugo Llorens luego de visitar varios centros de votación ubicados en esta capital.»

Ler mais...

, o «tremendo embaixador»...

«Había un tremendo embajador. / Y sobre todo, ¡cuidado, / que van a venir los americanos! / (Otras gentes que no eran tan ingenuas / solían decir: / ¡Anjá! Conque ¿van a venir, / no están aquí?).»

Neste blogue: 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Quem disse que «o ataque aéreo [que matou 142 afegãos] foi apropriado»?

     Esta frase, ou outras idênticas, não são novas. Foi assim no Vietnam, foi assim antes da guerra do Vietnam, é assim depois da guerra do Vietnam. Por exemplo, em Abril de 2007, pelo menos 130 pessoas foram massacradas por um ataque aéreo em Shindand, Afeganistão. «O comandante dos EUA que dirigiu o ataque, agiu de forma apropriada», disse o general Perry Wiggins:

«WASHINGTON, May 16 (Reuters) - The U.S. commander who led a strike against the Taliban in the Afghan town of Shindand last month acted appropriately, the military has concluded after an investigation into an incident that Afghan officials say killed dozens of civilians.

Brig. Gen. Perry Wiggins, deputy director for regional operations in the Pentagon's Joint Chiefs of Staff, on Wednesday said the probe determined the commander, who has not been identified, applied the correct level of force in response to enemy fire.

Afghan officials say more than 50 civilians were killed and hundreds made homeless in U.S.-led raids in the western town of Shindand at the end of April. But U.S. officials have said all of the more than 130 killed were Taliban insurgents.»

In US general: Force in Afghan strike was appropriate | Reuters

      No início de Maio de 2009 mais um tremendo massacre, mais de 120 mortos na província de Farah, que vitimou mulheres e crianças. Neste vídeo, Hillary Clinton «lamenta» o sucedido:

«'120 die' as US bombs village

Afghan outrage after strike targeting Taliban fighters hits women and children

A misdirected US air strike has killed as many as 120 Afghans, including dozens of women and children. The attack is the deadliest such bombing involving civilian casualties so far in the eight years since the US-led invasion of Afghanistan.

Families in two villages in Farah province in western Afghanistan were digging for bodies in the ruins of their mudbrick houses yesterday. "There were women and children who were killed," said Jessica Barry, a Red Cross spokeswoman. "It seemed they were trying to shelter in houses when they were hit." Survivors said the number of dead would almost certainly to rise as the search for bodies continued

In The Insider - US air strike in Afghanistan kills 120 civilians -- mainly women and children

Hillary Clinton «lamentou» em Maio mais um massacre que resultou de um ataque aéreo seguramente «apropriado», mas ataques aéreos continuaram... Já em Novembro de 2009, mais umas quantas pessoas morreram, incluindo crianças. Eis aqui um caso: 

«Nine civilians and two alleged militants are dead after two separate air strikes in Afghanistan and Pakistan.

An overnight air strike by international forces in Afghanistan killed nine civilians, including at least three children, villagers said Thursday. Afghan authorities said they had no reports of civilian deaths

In CBC News - World - Afghan air strike kills 9 civilians, villagers say

     A frase do título foi dita a propósito do ataque aéreo em Kunduz em 4 de Setembro de 2009, ordenado pelo comandante alemão no terreno e executado pela aviação dos EUA. Já agora, clicando em "ataque aéreo em Kunduz em 4 de Setembro de 2009", pode ouvir e ver, na reportagem da RTP, qual a força política que não apoia a presença de tropas alemãs no Afeganistão e quais as forças políticas que apoiam.

Mas, quem disse, afinal, a frase do título?

     Um dos que disse a frase do título foi o General Wolfgang Scheniderhan inspector geral da Bundeswehr: «de acordo com a minha avaliação, o ataque aéreo foi apropriado».

«Gen. Wolfgang Scheniderhan, who is the general inspector of the Bundeswehr, or German army, told reporters Thursday he had read the report that was prepared on the Sept. 4 incident. A German colonel called in an air strike against the tanker trucks, fearful that insurgents would use them to mount a suicide attack on his troops near Kunduz.

Schneiderhan said the report, prepared by NATO, was classified but "according to my evaluation, the air strike was appropriate."»

In The Weekly Standard

     E o novo ministro da defesa alemão (o barão Karl-Theodor zu Guttenberg, um jovem e prometedor político!) secundou o general defendendo o massacre de Kunduz dizendo que foi «militarmente apropriado».

«Guttenberg defended this atrocity, the bloodiest incident in the post-World War II history of the German armed forces, without waiting for the outcome of ongoing investigations. At a press conference in the defence ministry, he declared that the bombardment of the trucks near Kunduz was “militarily appropriate.”»

In German defence minister defends Kunduz massacre

     E a chanceler Angela Merkel? Angela Merkel «rejeita críticas ao ataque aéreo»... Veja-a falando no Bundestag na reportagem da RTP atrás citada.

«"We will not gloss over anything, but we will not accept any premature condemnation. I refuse to tolerate that, either from Germany or from abroad," she said on Tuesday

In German Chancellor Defends Afghanistan Bombing - ABC News

Merkel addressed the German Parliament 

    Nesta fotografia vê-se Rahmatullah, de 19 anos, severamente queimado, num hospital de Kabul, vítima do bombardeamento.

Este ataque aéreo é que é «repugnante», e Merkel, não sendo responsável pelo Holocausto, é uma das pessoas responsáveis pelo massacre de Kunduz, não é?

     Guido Westerwelle, novo Ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, à esquerda, Karl-Theodor zu Guttenberg, novo Ministro da Defesa (ou será «Ministro do Ataque»?), ao centro, e a Chanceler Angela Merkel, em 28 de Outubro de 2009. Contentes, como se vê.

 

Ler ainda:

Vídeo:

Ler neste blogue:

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Ontem foi dia de fraude eleitoral nas Honduras

Iván Lira, Rebelión de 29 de Novembro

- Nas Honduras, as eleições mais que uma festa são um velório. Porque nas urnas eleitorais, os golpistas, não depositam os votos mas enterram a democracia.

                                     La estafa del Promotor (Chispa)

Patrão: Se não votas, boto-te pra fora da minha fábrica!

Soldado: E se não votas, dou-te com as minhas botas!

Tio Sam: Mim aprovar estas «democráticas» eleições macacas! 

Para Ler

Neste blogue: 

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Como serão as «eleições» «democráticas» nas Honduras?

Chispa

Avante!:

 

Neste blogue: 

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
A pata do império sobre as Honduras

Cartunes de Latuff (Honduras)

Para Ler:

Neste blogue: 

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
«Apoio à democracia» «Made in USA», nas Honduras

Juliana Dias Borges  in  Pele da Terra

 

Ver, neste blogue:

     «La política de Estados Unidos es muy clara; el apoyo a la democracia en Honduras y en cualquier otro país. Ese es el pilar de nuestra política exterior»  Hugo Llorens, embaixador dos EUA nas Honduras. 

Hugo Llorens Acosta (1954 - ) is a US diplomat, and the current (since September 2008) United States Ambassador to Honduras. Posted to a variety of countries in his thirty-year career, in 2002-3 he was the principal advisor to the President and National Security Advisor on issues pertaining to Colombia, Venezuela, Bolivia, Peru, and Ecuador.

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
O cerco à embaixada do Brasil e a "arma" (LRAD) nas Honduras

Chispa

 

     La Guerra Sónica de Washington: El arma, Eva Golinger (incluído em Zelaya en Honduras)

LRAD: Dispositivo Acústico de Longo Alcance

                                                                  

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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Campanha de boicote a Chiquita pelo seu apoio ao golpe de Estado nas Honduras

 

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Estado de sítio nas Honduras

Alfredo Martirena

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