TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017
11 de Agosto de 1919 – Nasce a República de Weimar

República Weimar Agosto1919

A República de Weimar é o período da história alemã compreendido entre o fim da I Guerra Mundial e a ascensão do partido nazi ao poder (1919 a 1933).

Após as eleições para a Assembleia Constituinte, reunida em Weimar, que dão a maioria ao Partido Social Democrata, é promulgada a Constituição que transforma a Alemanha numa República Parlamentar.

A situação é de grande instabilidade política e económica até 1923, a que se sucede uma fase de aparente recuperação e estabilidade com os investimentos de capital norte-americano.

Atrelada à bolsa de Nova Iorque, a economia alemã é atingida em cheio com a crise capitalista de 1929.

Com o apoio do capital alemão, receoso da «ameaça» comunista, os nazis aproveitam a crise e fazem de Hitler o Chanceler da Alemanha, em 1933.

No ano seguinte, Hitler torna-se o chefe único do Estado, o Führer, e começa o Terceiro Reich.

AQUI

 


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Sábado, 29 de Outubro de 2016
Campo de Concentração do Tarrafal - Símbolo da repressão fascista

Campo concentração Tarrafal

A 29 de Outubro, assinala-se os 80 anos da entrada em funcionamento do Campo de Concentração do Tarrafal, que passaria à história como o Campo da Morte Lenta, qualificação que traduz de forma muito exacta a função para a qual foi criado: a liquidação psicológica e física dos presos políticos para lá enviados, sujeitos ao mais violento sistema prisional.

 

No dia 29 de Outubro de 1936, o Campo do Tarrafal era formalmente inaugurado com a chegada da primeira leva de 152 presos (79 dos quais encontravam-se presos na Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, e 73 faziam parte dum total de 155 presos transferidos da cadeia do continente para a mesma Fortaleza).

O Campo de Concentração do Tarrafal, baptizado de Cadeia Penal, não era, como alardeava o regime, «uma cadeia como as outras existentes na Metrópole destinada a presos políticos». Pelos princípios orientadores estabelecidos para o seu funcionamento, marcados pela violência e a arbitrariedade permanentes, pelo local escolhido para a sua instalação – uma zona inóspita, de condições climáticas adversas e sem água potável –, pela sua estrutura física – uma vasta área cercada de arame farpado e forte vigilância militar e instalações precárias –, o Campo de Concentração do Tarrafal, inspirado nas experiências dos primeiros campos de concentração hitlerianos destinados a presos políticos, tornar-se-ia na mais sinistra cadeia fascista e expressão maior da política repressiva da ditadura contra os seus opositores mais determinados e conscientes.

(...)

O desterro de presos políticos, mesmo e sobretudo não julgados, para as colónias e em particular para a ilha dos Açores e Cabo Verde não era novidade. Novidade era a decisão de criar uma «colónia penal» de tipo concentracionária, decisão tomada seis meses depois da criação dos primeiros campos de concentração nazis, onde os futuros responsáveis pelo Campo do Tarrafal estagiaram.

(...)

Marinheiros_presos_1936

Autêntico inferno

O Campo do Tarrafal foi projectado para uma área de 1700 hectares e programado para receber 500 presos, estipulando o decreto que aquela área poderia vir a ser ampliada «caso as necessidades ulteriores da colónia o exijam», o que dá nota até onde Salazar pensava levar a natureza e a dimensão da repressão.

(...)

Se nos primeiros campos de concentração nazis, destinados aos opositores de Hitler, os SS se encarregavam de lembrar aos presos «que não se encontravam num sanatório, mas num campo de concentração», no Tarrafal os responsáveis do campo eram bem mais explícitos: «Daqui ninguém sai com vida... Quem vem para o Tarrafal vem para morrer», sentença complementada pela afirmação do médico de que a sua função não era tratar da saúde dos presos, mas passar certidões de óbito, acção que realizou 32 vezes, tantas quantos foram os presos assassinados.

(...)

Expressamente concebida para arruinar a saúde dos presos era a chamada célula disciplinar designada por «frigideira», um pequeno bloco de cimento com uma estreita frincha, construído no meio do campo e de forma a ficar sob um sol abrasador todo o dia, onde os presos podiam passar longos dias de castigo, a pão e água, a dormir no chão de cimento e sujeitos a um cheiro nauseabundo por terem de fazer as necessidades fisiológicas na «frigideira», um nome muito adequado dadas as altas temperaturas que se faziam sentir no seu interior.

O balanço de 18 anos no Tarrafal não tem qualquer paralelo com nenhuma outra cadeia fascista: ali permanecia o maior número de presos com elevadas penas de condenação; o maior número de presos condenados a elevadas penas; o maior número de presos que não chegaram sequer a ser julgados, bem como o maior número de presos que lá permaneceram para além das penas determinadas, o que tudo somados dá centenas de anos. O somatório de anos de prisão dos 340 presos enviados para o Tarrafal durante os 18 anos de funcionamento ultrapassa os 2000 anos. Às 32 mortes há que acrescentar os muitos que de lá saíram com a saúde arruinada, o que levou à sua morte prematura.

(...)

Salazar-Carmona fascista

Preservar a memória,
passar o testemunho

A derrota do nazi-fascismo em 1945, o desaparecimento de Hitler e de Mussolini, amigos do peito de Salazar, a onda de exigências de liberdade e democracia que se desenvolveu no mundo, foram decisivos para refrear a dureza do regime prisional no Tarrafal.

Ao assinalarmos os 80 anos da abertura do Campo de Concentração do Tarrafal não podemos, nem devemos deixar esquecer que foi graças ao apoio militar e político que o imperialismo americano e inglês deram à ditadura depois da derrota do nazi-fascismo, passando uma esponja sobre o facto de Salazar ter tido estreitas ligações com aqueles regimes, procedendo à reciclagem da ditadura, transformando-a numa democracia, que tornou possível que, quando pela Europa se encerravam os campos nazis, Salazar mantivesse em funcionamento o Campo do Tarrafal por mais nove anos e continuasse a prender e a assassinar antifascistas no Tarrafal e no continente.

Com grande probabilidade, o 80.º aniversário da abertura do Campo do Tarrafal vai passar perante a indiferença dos poderes constituídos, da generalidade das forças políticas e da Comunicação Social.

(sublinhados meus)

AQUI

 

Regresso_tarrafalistas

 

Os crimes cometidos no Tarrafal contra os antifascistas permanecem como o mais forte libelo acusatório contra o regime fascista.

 


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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016
Batalha das Ardenas: o papel do Exército Vermelho

Mapa batalha das Ardenas1

 

Numa carta para o Quartel-General dos Aliados, Eisenhower escreveu: «A situação tensa podia ser sensivelmente aliviada se os russos iniciassem uma grande ofensiva…»[1]. Esta foi a situação que levou à troca de correspondência entre Churchill e Stáline já citada. A 14 de Janeiro, Eisenhower enviou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas soviéticas um telegrama: «A notícia importante de que o esplêndido Exército Vermelho avançou num novo campo de batalha foi recebida com entusiasmo por todos os exércitos aliados. Permito-me saudá-lo e desejar-lhe os maiores êxitos a si e a todos os que dirigem e participam nesta esplêndida ofensiva[2]

Churchill anotou a 18 de Janeiro na Câmara dos Comuns: «O Marechal Stáline é muito pontual. Prefere adiantar-se do que atrasar-se na colaboração com os aliados[3]

A ofensiva soviética obrigou o Quartel-General da Wehrmacht a deslocar, entre 15 e 31 de Janeiro, oito divisões, entre as quais quatro divisões de blindados e uma divisão de infantaria motorizada com 800 blindados para a frente germano-soviética. A frente Oeste teve poucas substituições, em Janeiro 291 blindados, 1328 na frente germano-soviética.[4]

A ofensiva soviética tinha levado o Quartel-General da Wehrmacht a abdicar de novas acções ofensivas.

Ler texto integral

 

[1] The Papers of Dwight D. Eisenhower: The War Years, Tomo 4, Baltimore - Londres 1970, p. 2407. Citado de acordo com História da II Guerra Mundial em XII Volumes, 10/288.

[2] The Papers of Dwight D. Eisenhower: The War Years, Tomo 4, Baltimore - Londres 1970, p. 2407. Citado de acordo com História da II Guerra Mundial em XII Volumes, 10/289.

[3] Winston S. Churchill, Discursos 1945, Vitória Final, Charles Eade, Zurique, 1950, p. 47.

[4] História da II Guerra Mundial em XII Volumes, 10/290.

 

Sobre isto nem uma linha na wikipedia...

Assim se faz a «história dos vencedores»!

 


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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016
Fascismo americano, as raízes de uma nação sob deus

EUA madison-square-garden-1939-1

Reunião no Madison Square Garden da organização Americana Nazi em 1939

 

Realizadas as Convenções dos Partidos Republicano e Democrata, somente restam na corrida para a Casa Branca dois candidatos importantes: Hillary Clinton e Donald Trump, qual deles o mais reacionário e perigoso para a humanidade.

Neste artigo, publicado em Setembro do ano passado na Revista Vermelho, António Santos comenta a influência que o pensamento fascista do III Reich teve na formação da ideologia predominante nos Estados Unidos.

Não perdeu atualidade.

 

Índice dos subcapítulos

 

Arca de Noé da Direita Americana

O fantasma de João Calvino

O mercado de Wall Street

A inspiração de Hitler

A primeira ameaça vermelha

A cultura do fascismo

Nazis e americanos, uma história de amor

A casa de Hitler nas montanhas

A segunda ameaça vermelha

Anti-comunismo sem comunistas

América Anti-intelectual

Actividades anti-americanas

O sonho americano

O actual reaccionarismo da direita estado-unidense é o produto cultural de dois séculos de desenvolvimento de capitalismo. Ao contrário da maioria dos Estados capitalistas desenvolvidos, os EUA nunca abandonaram uma noção de nação que incorpora elementos fascistas. Na verdade, ao longo destes 200 anos, a definição da ideologia americana, ou americanista, foi crescendo, até se transformar, hoje em dia, numa fina película super-estrutural muito semelhante ao fascismo, que filtra a percepção da realidade vivida por milhões de estado-unidenses.

Mais do que mero ersatz da histeria anti-comunista dos anos cinquenta, o nacionalismo estado-unidense mantém-se como um instrumento de luta de classes ao serviço do grande capital e um elemento unificador nacional que se estende da extrema-direita do Partido Republicano ao centro do Partido Democrata.

Na actualidade, a ideologia americanista é um pretexto para justificar o belicismo, a tortura, a espionagem e a repressão policial. Por outro lado, permite manter a opressão económica e social dos afro-americanos, fechar alternativas políticas ao capitalismo bicéfalo e, ao mesmo tempo, convencer os trabalhadores de que no «sonho americano», ao contrário de todos os outros países, é possível enriquecer trabalhando arduamente. Nesta perspectiva individualista, os trabalhadores que não enriquecem devem-se culpar unicamente a si próprios, aos seus genes, à sua inteligência, à sua falta de fé, ou à sua força de vontade, mas nunca ao seu patrão.

Publicado na Revista Vermelho em Setembro de 2015

 

Charlotte EUA 2016-09

Charlotte USA 2016

 

Sempre que nos EUA uma cidade explode de raiva, os principais órgãos de comunicação social vêm chorar as montras partidas, os caixotes de lixo injustamente incendiados, o papel higiénico roubado das lojas...

Ficasse Charlotte na Venezuela e estava pintado um bonito quadro de legítima revolta popular, contra a escassez de produtos básicos e um regime;

fosse em Cuba e já haveria Organizações Não-Governamentais a organizar concertos e campanhas pela libertação dos presos políticos durante os protestos;

fosse a Carolina do Norte a Coreia do Norte e choveriam notícias sobre a brutal ditadura que usa o exército para reprimir e matar o seu próprio povo.

Mas não sendo Charlotte na Venezuela, não veremos as fotografias de dezenas de pessoas, carregadas de papel higiénico, a sair de supermercados incendiados;

não sendo em Cuba, nunca saberemos os nomes das dezenas de pessoas presas durante os protestos,

e não sendo a Carolina do Norte a Coreia do Norte, ninguém falará em direitos humanos.

Keith Lamont Scott não foi o terceiro nem o quarto caso: de acordo com o The Guardian, Keith Lamont Scott foi o 193.º(!!!) negro a morrer às mãos da polícia nos EUA desde o início do ano.

No caso de Charlotte, o orçamento camarário para a polícia ultrapassa os 16 milhões de dólares anuais, mais do que a verba da cidade para a saúde e quase tanto como para a educação.

AQUI

 

German_American_Bund_NYWTS

 

Capitalismo, fascismo, racismo, isto anda tudo ligado (quod erat demonstrandum)

 


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Domingo, 2 de Outubro de 2016
2 de Outubro de 1941 – Batalha de Moscovo

A batalha de Moscovo ficou na história da Segunda Guerra Mundial como uma das maiores e mais sangrentas.

Os combates ocorreram num território equivalente, em área, à Inglaterra, Irlanda, Islândia, Bélgica e Holanda somadas.

Hitler, depois dos primeiros êxitos do exército alemão, exigiu «tomar Moscovo em 15 de Agosto e terminar a guerra com a URSS a 1 de Outubro».

A resistência soviética surpreendeu os alemães; a Operação Tufão, nome de código para a tomada da capital soviética, só começou em 30 de Setembro.

O que os nazis previam ser uma marcha triunfal transformou-se num pesadelo.

Dos mais de sete milhões de soldados de ambos os lados que participaram nos combates, mais de um milhão e meio ficou no campo de batalha.

Moscovo não caiu e a vitória da URSS nesta batalha foi o momento de viragem na guerra.

AQUI

 


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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015
UPP: Luiz Carlos Prestes, um comunista brasileiro

UPP Luiz Carlos Prestes

Clicar na imagem para ampliar

 

Anita Leocádia Benário Prestes nasceu em 1936 no campo de concentração nazi de Barnimstrasse, em Berlim.

Filha de Luiz Carlos Prestes e de Olga Benário Prestes.

A mãe foi entregue a Hitler pelo governo de Getúlio Vargas.

Doutorada em Economia e Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais de Moscovo, e em História pela Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro. Mestre em Química Orgânica.

Autora de mais de uma dezena de livros sobre política, economia, ciências sociais e História.

 

Vem a Portugal a convite da Cooperativa Cultural Alentejana, de Beja.

Pronunciará uma conferência na Biblioteca daquela cidade no dia 10 de Setembro

 


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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015
O esmagamento da Grécia revolucionária

Mapa Grécia Tripla Ocupação.png

O Governo britânico nunca se embaraçou a justificar as intervenções imperialistas. Em 13 de Outubro de 1944, tropas britânicas aterraram em Atenas e no Pireu. As provocações do lado do exército de intervenção britânico, sob o comando do general Scobie, e de políticos e oficiais gregos restauracionistas conduziram à sublevação do ELAS.

Agora Churchill estava no seu elemento. Na noite de 4 para 5 de Dezembro autorizou telegraficamente o general Scobie a reprimir pela força os movimentos populares.

Nas suas memórias, Churchill vangloria-se retrospectivamente da sua intervenção pessoal nos combates na Grécia. As instruções transmitidas por telegrama ao general Scobie são claras; estão documentadas as afirmações odiosas de Churchill, na sua dicção anticomunista, dando as instruções bárbaras, que teriam honrado qualquer déspota oriental. Posteriormente ainda procurou legitimá-las, difamando os comunistas e tratando as massas populares de «populaça»:

(...)

Ulrich Huar

Contribuições de Stáline para a Ciência Militar e Política Soviética (Verlag, Berlim, 2006)

 


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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015
Tocha da FIR já tem programa em Portugal

URAP2

 A URAP associou-se à iniciativa da FIR (Federação Internacional de Resistentes), na qual é federada, que neste ano de 2015, com o pretexto de assinalar e comemorar o 70º Aniversário do fim da II Guerra mundial e da derrota do Nazi-Fascismo, fará percorrer a sua tocha, a Tocha da Liberdade e da Paz, por vários países da Europa num percurso que terminará em Berlim no mês de Maio.

A Tocha da FIR chega a Portugal a 29 de Janeiro e inaugura as comemorações na Cidade do Porto, onde de manhã ocorrerá uma sessão-aula para alunos da Escola Secundária de Gondomar e da parte da tarde dá-se às 17h a recepção da Tocha na Praça da Liberdade e subsequente partida para os Fenianos, onde ocorrerá uma Sessão Pública alusiva ao 70º aniversário da II Guerra Mundial.

No dia 30 de Janeiro a tocha dirigir-se-á à cidade de Aveiro, onde ocorrerá uma sessão-debate na Escola Secundária de Vagos.

A 1 de Fevereiro a Tocha rumará a Peniche onde (até dia 1 de Fevereiro), com a colaboração da Câmara Municipal de Peniche, sob o lema "Tocha da Liberdade em Peniche – 70º aniversário do final da 2ª Guerra Mundial" vão ocorrer diversas iniciativas tais como uma sessão de poesia na Escola Secundária de Peniche (dia 30, pelas 21:30h), uma visita à fortaleza de Peniche (com recepção da tocha pelas 10:30h de dia 1 de fevereiro), a inauguração de exposições (com destaque para a exposição "70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial e da vitória sobre o nazi-fascismo", organizada pela URAP e patente até 5 de Abril, na fortaleza de Peniche) e o percurso da Tocha da Liberdade pelo concelho de Peniche (com a participação e colaboração do "Berlengas Bike Team", da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva de Ferrel e do "Vespas Clube do Oeste").

Posteriormente até dia 5 de Fevereiro a Tocha percorrerá a cidade de Grândola, a cidade de Loures e na Freguesia de Alhandra, onde a URAP contará com o apoio das Câmaras Municipais de Grândola e de Loures e a União de Freguesias de Alhandra.

No dia 6 de Fevereiro, a Tocha estará na Cidade do Barreiro onde, com a colaboração da Câmara Municipal, da parte da manhã passará por várias zonas operárias do Concelho, sendo depois colocada no largo do mercado 1º de Maio (pelas 10h) onde posteriormente vai decorrer uma pequena sessão solene (pelas 10:05h) e um conjunto de outras actividades que se prolongam até à tarde, momento em que (pelas 15h) decorrerá no espaço J uma sessão-conversa dedicada à Paz e aos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, terminando este dia no Cineclube do Barreiro com um Filme sobre a II Guerra Mundial seguido de debate.

Posteriormente é a vez do Seixal a 7 de Fevereiro receber a Tocha da Paz (onde com o apoio da respectiva Câmara Municipal, se inaugurará uma exposição da URAP, haverá o início de um ciclo de cinema e uma sessão-debate) e de Setúbal, a 8 de Fevereiro (contando também com o apoio da respectiva Câmara Municipal).

Entre 10 e 11 de Fevereiro é a vez da cidade de Almada receber a Tocha da FIR, onde com o apoio da Câmara Municipal de Almada estão previstas diversas iniciativas, sendo de destacar a recepção oficial da Tocha nos Paços do Concelho (pelas 10h), o percurso pelas 11 freguesias do concelho e uma sessão solene de encerramento (pelas 21h) no Fórum Romeu Correia.

Finalmente este périplo culminará a 12 de Fevereiro de 2015 na Cidade de Lisboa, onde com a colaboração da União de Sindicatos de Lisboa, ACCL, Voz do Operário, da Casa do Alentejo, do CPPC e de outras organizações, onde haverá, entre outras coisas, uma recepção da Tocha no Rossio, seguida de um cordão humano e que culminará com uma sessão de encerramento das actividades da Tocha da Paz e da Liberdade/FIR, a realizar no Rossio.

URAP1

 


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Sábado, 24 de Janeiro de 2015
Tocha da Liberdade e da Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz

UPP Tocha Liberdade e Paz1

 

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publicado por António Vilarigues às 17:28
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Terça-feira, 2 de Abril de 2013
A Fuga de Caxias - Testemunho Real de Domingos Abrantes

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publicado por António Vilarigues às 12:07
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
Histórica fuga de Caxias evocada no Museu do Caramulo

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Histórica fuga de Caxias evocada no Museu do Caramulo

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
A Fuga de Caxias no Carro Blindado de Salazar

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
Haja memória: 3 de Março, 15h, Museu do Caramulo

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    No dia 4 de Dezembro de 1961, oito destacados militantes comunistas evadiram-se do Reduto Norte da prisão de Caxias num carro blindado, perante o olhar impotente dos carcereiros.

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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
A Fuga de Caxias no Carro Blindado de Salazar - 3 de Março, 15h, Museu do Caramulo

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    No dia 4 de Dezembro de 1961, oito destacados militantes comunistas evadiram-se do Reduto Norte da prisão de Caxias num carro blindado, perante o olhar impotente dos carcereiros.

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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012
Falsificadores da história

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Falsificadores da história

(Resenha histórica) - Bureau Soviético de Informação 1948

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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
Alemanha, o passado e o presente

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Há mais de vinte anos que o grande capital alemão anda a rever a História, a criminalizar as vítimas da opressão nazi e as forças que mais lhe resistiram, como a URSS, os comunistas e o movimento operário. Durante 45 anos, a Alemanha Federal esteve sob controlo dos seus aliados militares. Os laços, que sempre ligaram o capital monopolista ao regime hitleriano, derrotado em 1945, estão bem visíveis não só nas dinastias de industriais e banqueiros que transitaram do nazismo para a República Federal mas também no elevado número de altos dirigentes do Estado que fizeram carreira em ambos os regimes. Recordar algumas dessas figuras mais significativas é importante para se compreender a nova vaga de ataques aos direitos dos trabalhadores e de desrespeito pela soberania dos povos desencadeada por Berlim desde a chamada «unificação».

Ler Texto Integral

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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Os EUA, «Ditadura Democrática» A caminho de um estado totalitário e militar
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O Presidente Barack Obama ofereceu ao povo norte-americano no dia 31 de Dezembro um presente envenenado para 2012: a promulgaçãoa promulgação da chamada Lei da Autorização da Defesa Nacional.

O discurso que pronunciou para justificar o seu gesto foi um modelo de hipocrisia.

O Presidente declarou discordar de alguns parágrafos da lei. Sendo assim, poderia tê-la vetado, ou devolvido o texto com sugestões suas. Mas não o fez.

No dia 24 de Janeiro, o Senado vai votar um projecto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o texto em debate, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.

A iniciativa foi já definida por alguns media como um terramoto político.

O pânico que provocou foi tamanho que a Netcoalitioncom, aliança que agrupa gigantes digitais como Facebook, Twitter, Google, e Yahoo, AOL e Amazon admite um «apagão colectivo» durante horas se o Congresso aprovar o projecto.

A lei, teoricamente motivada pela necessidade de combater a pirataria digital, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem «perigoso» pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.

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«GOVERNO MILITAR DE TRAJE CIVIL»?

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Despojada da retórica que a envolve, a Lei da Autorização da Segurança Nacional, ora vigente, revoga na prática a Constituição bicentenária do país.

Afirma Obama que a «ameaça da Al Qaeda à Segurança da Pátria» justificou a iniciativa que elimina liberdades fundamentais. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com «o terrorismo» pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.

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Comentando a decisão gravíssima do Presidente, Michel Chossudovsky lembra que ela traz à memória o decreto de Hitler para «a Protecção do Povo e do Estado» assinado pelo marechal Hindemburgo em 1933 após o incêndio do Reichstag.

A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande Republica.

O discurso em que Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa, veio confirmar o crescente protagonismo do Pentágono – agora dirigido por Panetta, o ex director da CIA – na definição da estratégia de dominação planetária dos EUA. Ao esclarecer que a prioridade é agora a Ásia, o Presidente afirmou enfaticamente que os EUA são e serão a primeira potência militar do mundo. Relembrou o óbvio. O Orçamento de Defesa norte-americano supera a soma dos dez maiores que se seguem.

A degradação do regime tem-se acentuado de ano para ano. A fascizaçao das Forças Armadas nas guerras imperiais é hoje inocultável.

Observadores internacionais respeitados, alguns norte-americanos, comentando essa evolução, definem os EUA neste início do terceiro milénio como «ditadura democrática».

Chossudovsky vai mais longe, enuncia uma evidência dolorosa ao escrever que nos EUA se acentua a tendência para «um Estado totalitário militar com traje civil».

Desmontar-lhe a fachada é uma exigência para quantos identificam no imperialismo uma ameaça à própria continuidade da vida. Tarefa difícil, mas indispensável.

Significativamente, as leis fascizantes comentadas neste artigo passaram quase desapercebidas em Portugal. Os analistas de serviço da burguesia e os media ditos de referência ignoraram o tema, numa demonstração da vassalagem neocolonial da escória humana que oprime e humilha Portugal.

Vila Nova de Gaia, 6 de Janeiro de 2012

(sublinhados meus)

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
E Daniel Oliveira até simpatiza com esta gente...

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Comecemos por recordar dois "posts" de Daniel Oliveira (DO):

Dos outros que, no Arrastão, apoiam a agressão da NATO à Líbia (*), nem vale a pena falar. Com pessoas assim, está o Bloco bloqueado.

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Veja agora este vídeo que copiamos do 5dias (Helena Borges):

E agora nada mais escrevo porque me apetece vomitar. E, depois, vou com Zeca Afonso recordar Wiriamu, Mocumbura e Marracuene (**).

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(**) Como uma coisa puxa a outra, lembrei-me deste trecho:

«Lisboa está em festa, com milhares de pessoas a acorrerem ao cais para ver o troféu de guerra que constitui o grupo de prisioneiros trazidos de Moçambique. É a chegada da fera cruel, do pesadelo de todos os governos portugueses, do régulo sanguinário, como o classificaram os jornais nos últimos meses

Em mais de um século, a boçalidade, a bestialidade, é a mesma. Ou pior.

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Due popoli. Una guerra.

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PS: Entretanto, domingo, dia 23 de Outubro,

«“Somos um país muçulmano e por isso a Xariá será a base de todas as leis… Por isso toda a legislação que não esteja em concordância com os princípios do Islão, não será aplicada,” garantiu o líder do CNT

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Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011
Os líbios conhecem bem a «amizade» europeia...

Mussolini: Gli anni del colonialismo italiano in Libia

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Avião italiano

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Avião italiano

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Hitler e Mussolini

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Hitler e Mussolini

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Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Notícias AQUI, AQUI e AQUI

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
Os exércitos secretos da NATO - A guerra secreta em Portugal (I)

A rede Gládio dispôs de uma base eficaz em Portugal, segundo apurou o historiador suíço Daniele Ganser, baseando-se em investigações feitas em Itália. Conluiada com o regime fascista, a NATO serviu-se deste dispositivo militar secreto para assassinar opositores internos a Salazar, bem como líderes revolucionários africanos de primeiro plano, caso de Amílcar Cabral.

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Quarta-feira, 2 de Março de 2011
Hitler: ascensão irresistível? (Ensaios sobre o fascismo)

     Hitler: ascensão irresistível? - Ensaios sobre o fascismo (Kurt Gossweiler)

Quando se assinalam 60 anos sobre o início da II Guerra Mundial, um livro essencial para a percepção das circunstâncias em que surgiu o fascismo e das razões por que ele conseguiu enganar um tão grande número de seguidores na Alemanha.

In Edições «Avante!»

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publicado por António Vilarigues às 08:28
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Memórias históricas

    A razão de ser da memória histórica está na extracção das lições do passado.

Como se tornou possível na sociedade burguesa, em pleno século XX, a formação do regime nazi? Como foi possível a vitória do nazismo na Alemanha em 1933? Como se consolidou o seu poder num dos Estados mais poderosos da Europa Central? Como formaram um mecanismo específico de terror? Como criaram uma máquina militar gigantesca dirigida para a obtenção da dominação mundial? Quais as forças que promoveram e apoiaram Hitler e conseguiram desencadear um genocídio maciço?

Historiadores e publicista, autores de dezenas e centenas de monografias sobre o nazismo e sobre Hitler tentam esconder a resposta a estes factos. Porquê?

«Sem a acção conjunta dos industriais alemães e do partido nazi, Hitler nunca teria tomado o poder na Alemanha, nem o teria consolidado…” (Taylor, acusador público americano em Nuremberga, no dia 30 de Agosto de 1946).

«1. É falso que os grandes industriais alemães só tenham aderido ao nacional-socialismo no último minuto. Desde o início que eles eram seus protectores entusiásticos.

«2. Foi o apoio por parte dos grandes industriais e dos banqueiros que tornou possível ao nacional-socialismo alcançar o Poder.» (Conclusões da Comissão Kilgore do senado americano).

Factor decisivo para a carreira de Hitler, logo na primeira etapa, foi o facto de ele ter estabelecido as mais estreitas ligações com os capitalistas bávaros. Na altura ainda não conseguia chegar até às primeiras «trezentas famílias». Mas o facto de o futuro Fuhrer ter desde o princípio dado passos para estabelecer ligações com os grandes industriais tem uma importância vital.

Quando o grande capital necessita de uma determinada política, sempre aparece um político que corresponde às exigências do momento.

Nos anos 20 e 30 do século passado a encomenda social da reacção era clara: criação duma organização de massas que pudesse combater a sempre crescente influência das ideias do socialismo no povo alemão.

A partir de 1925 Hitler e os nacionais-socialistas começaram a procurar activamente patronos entre os industriais do Reno e do Ruhr. Com pleno sucesso. Thyssen, Kirdorf, Kepler e Otto Dietrich, representantes dos grandes consórcios alemães, tornaram-se desde essa data agentes de Hitler nos meios do grande capital.

Desde o início da crise de 1929 todas as classes possuidoras da Alemanha guinaram fortemente à direita. A crise assustava-os. Sobretudo porque conduzia à radicalização das massas, à sua viragem para a esquerda.

Era o medo do comunismo que cegava e imbecilizava os políticos alemães. Tal como mais tarde, nos dias de Munique, esse mesmo medo cegou e imbecilizou os ministros ingleses e franceses.

No início da década de trinta surgiu a nada santíssima trindade nacional-socialismo-militarismo-imperialismo, de que falava o principal acusador americano em Nuremberga, o general Taylor.

É bem sintomático que, nos últimos dias do Reich fascista, não tenham sido destruídos os arquivos da Gestapo. Nem, a correspondência de serviço de altos dignitários nazis. Nem sequer os documentos pessoais da cúpula hitleriana.

Mas que tenham sido, isso sim, destruídos os livros de contas do tesoureiro do NSDAP, Xaver Schwarz. Nos quais eram diariamente registados os «donativos» dos monopólios alemães. O próprio Schwartz esteve detido numa prisão americana, de 1945 a 1947. Mas as actas dos seus interrogatórios nunca foram publicadas. «Não foi convenientemente interrogado» escreve a Wikipedia…

Nota final: memórias soltas de artigos aqui publicados em 2005.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 27 de Novembro de 2009

                                                                                      


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publicado por António Vilarigues às 08:07
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
O espectro continua a andar por aí

    «Como anotavam as primeiras palavras do Manifesto, "andava pela Europa o espectro do comunismo". Ao longo do século e meio decorrido, continuou a "andar", agora pelo mundo, o mesmo espectro, a que as forças do capital chamaram "o perigo comunista". E, ao findar o século XX, ao mesmo tempo que proclamam que "o comunismo morreu", as campanhas violentas, constantes, universais, que lançam contra ele, mostram que não morreu mas está vivo e para viver.»

Esta frase foi escrita por Álvaro Cunhal, em 1 de Fevereiro de 1998, nas páginas deste jornal. Pelos vistos o «espectro» continua a andar por aí. Talvez seja oportuno recordar aqui e agora alguns factos históricos.

O fenómeno do nazi-fascismo foi, antes de mais, um acontecimento social e político relacionado com a crise profunda das sociedades que ele serviu. Na atmosfera político-social da Europa Ocidental (e não só) dos anos vinte e trinta do século XX, tornou-se possível a conquista do Poder em vários países pelos fascistas. O capital financeiro e industrial aspirava a colocar no primeiro plano um sistema que o ajudasse a unir e subjugar as grandes massas de cidadãos. Se possível a estupidificá-las e fanatizá-las.

É sabido que as ideologias racistas satisfazem sempre uma determinada «encomenda» social. É igualmente verdadeiro que quando o grande capital necessita de uma determinada política, sempre aparece um político que corresponde às exigências do momento.

Nos anos 20 e 30 do século passado a encomenda social da reacção era clara: criação duma organização de massas que pudesse combater a sempre crescente influência das ideias do socialismo. O anti-sovietismo e o anticomunismo, a luta contra a intelectualidade de esquerda e dum modo geral contra as camadas progressistas da sociedade, eram a senha das facções mais reaccionárias das sociedades capitalistas de então.

No início da década de trinta surgiu a nada santíssima trindade nacional-socialismo-militarismo-imperialismo, de que falava o principal acusador americano em Nuremberga, o general Taylor.

O resultado é conhecido. Ascensão ao poder numa série de países dos nazi-fascistas, defensores de uma sociedade de exploração, de superioridade racial, de extermínio físico de povos e raças inteiros, de repressão e opressão. A política da «solução final» não abrangeu apenas os judeus. Alargou-se aos ciganos e aos eslavos. Em apenas 3 anos (1941-43) 1/3 da população masculina da Bielo-Rússia foi aniquilada.

Sejam quais forem as tentativas de negar e subverter a verdade, a vitória sobre o nazi-fascismo ficará para sempre gravada na História como um feito para o qual o povo soviético e os comunistas na Europa e em todo o mundo deram a mais heróica e decisiva contribuição.

Foram os comunistas que tiveram o triste privilégio de inaugurar os campos de concentração hitlerianos e de neles serem literalmente quase exterminados. Aí morreram mais de 4 milhões de cidadãos soviéticos. Nos países ocupados pela Alemanha e pelo Japão desempenharam um papel essencial, muitas vezes decisivo, na condução da Resistência. De 1940 a 1944, setenta e cinco mil comunistas franceses morreram torturados, fuzilados ou em luta directa com o ocupante. A história repetiu-se em Itália, na Checoslováquia, na Polónia, na Albânia, na Jugoslávia (um milhão de mortos), na Hungria, na Bulgária, nas repúblicas Bálticas. Na China, no Vietname, nas Filipinas, etc., etc., etc.

A Alemanha perdeu na sua guerra contra a URSS o correspondente a ¾ das suas baixas totais. Na frente soviética o exército japonês perdeu cerca de 677 000 homens (na sua maioria prisioneiros). Morreram, recorde-se, em todos os cenários da II Guerra, 250 000 norte americanos, 600 000 ingleses, 25 milhões de soviéticos (três milhões dos quais membros do Partido Comunista).

Não fosse o sangue derramado pelos comunistas e seus aliados na luta pela liberdade e pela democracia e o mundo tal como o conhecemos não existiria. Pensem nisto.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                                                                                                                       

In jornal "Público" - Edição de 24 de Julho de 2009

                                                                                        


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publicado por António Vilarigues às 00:02
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Comunismo=fascismo/nazismo

Teses da ideologia dominante

 


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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Mais uma vez rescrevendo a história

Fotografia original

    A propósito disto ocorreu-me relembrar isto:

(...)

Em nome do comunismo, em quase todos os países onde os seus defensores existem, lutou-se e luta-se pela paz, pela independência, pela liberdade e pela democracia. Em nome dessa luta morreram e morrem milhões de seres humanos.

Comparar esta ideologia com a do nazi-fascismo, defensora de uma sociedade de exploração, de superioridade racial, de extermínio físico de povos e raças inteiros, de repressão e opressão, só mesmo por má fé. A política da «solução final» não abrangeu apenas os judeus. Alargou-se aos ciganos e aos eslavos. Em apenas 3 anos (1941-43) 1/3 da população masculina da Bielo-Rússia foi aniquilada. Refira-se dois factos, entre inúmeros outros, nunca citados na historiografia dominante: noventa e nove por cento dos mais de mil campos de concentração nazis foram construídos a LESTE de Berlim! E aí morreram mais de 4 milhões de cidadãos soviéticos.

Concorde-se ou não com os comunistas, goste-se ou não deles, a verdade é que foram eles que tiveram o triste privilégio de inaugurar os campos de concentração hitlerianos e de neles serem literalmente quase exterminados. O PC Alemão em 1933 tinha centenas de milhares de membros. Em 1945 eram pouco mais de mil. Nos países ocupados pela Alemanha e pelo Japão desempenharam um papel essencial, muitas vezes decisivo, na condução da Resistência. De 1940 a 1944, setenta e cinco mil comunistas franceses morreram torturados, fuzilados ou em luta directa com o ocupante. A história repetiu-se em Itália, na Checoslováquia, na Polónia, na Albânia, na Jugoslávia (um milhão de mortos), na Hungria, na Bulgária, nas repúblicas Bálticas. Na China, no Vietname, nas Filipinas, etc., etc., etc.. No mínimo exige-se dos seus adversários que respeitem a sua memória.

Por outro lado, a realidade mostra-nos com uma clareza cristalina o papel que cada Aliado desempenhou na II Guerra Mundial.

A desproporção, quer nos meios envolvidos quer nos consequentes resultados, é evidente. Na URSS os hitlerianos destruíram 1710 cidades, 70 000 aldeias, 32 000 empresas industriais, 100 000 empresas agrícolas. Desapareceram 65 000km de vias-férreas, 16 000 automotoras, 428 000 vagões. As riquezas nacionais da URSS foram reduzidas em mais de 30%. No território dos EUA, excepção feita a Pearl Harbour, não caiu uma só bomba, não se disparou um único tiro.

Até começos de 1944, na frente soviético-alemã, operaram, em permanência, de 153 a 201 divisões nazis. Na frente ocidental, no mesmo período, de 2 a 21. Em 1945 a mesma proporção era de 313 para 118. De Junho a Agosto de 1944, ou seja, desde o início da Operação Overlord, as tropas fascistas perderam, entre mortos, feridos e desaparecidos, 917 000 na frente Leste e 294 000 na frente ocidental.

A Alemanha perdeu na sua guerra contra a URSS o correspondente a ¾ das suas baixas totais. Na frente soviética o exército japonês perdeu cerca de 677 000 homens (na sua maioria prisioneiros). Morreram, recorde-se, em todos os cenários da II Guerra, 250 000 norte americanos, 600 000 ingleses, 20 milhões de soviéticos (três milhões dos quais membros do Partido Comunista).

Esta realidade está toda devidamente documentada. Porquê quase 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, 17 anos depois do fim da URSS, continuar a escondê-la, a ignorá-la, a escamoteá-la?

(...)

A mesma fotografia digitalizada

                                                                                       


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publicado por António Vilarigues às 00:01
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
A Guerra Civil de Espanha vista por Manuel Tiago (8)

(...)

Manuel decidira ficar. Sentia-se melhor assim. Como milhares de outros combatentes. O exército popular reforçava-se. Crescia a solidariedade internacional. Revelavam-se comandantes militares e comissários políticos nascidos da luta armada do povo.

A progressão do avanço fascista era agora entravada não só e fundamentalmente pelo povo em armas mas também pelo Exército Republicano, que rapidamente se organizara.

Depois, segundo os camaradas, com a formação do Governo de Largo Caballero terminavam as hesitações.

(...)

Também acreditava que a entrada dos comunistas no Governo seria decisiva para organizar, disciplinar e unificar as forças armadas da República, mas não se sentia tão optimista quanto a resultados a curto prazo.

Franco instalara o seu quartel-general em Sevilha e falava-se que, proclamando-se chefe de Estado e Generalíssimo, iria instalar-se em Burgos como capital. No Norte caíra Irún. No caminho de Madrid, Talavera de la Reina e Toledo tinham caído também. Os fascistas apareciam nas várias frentes cada vez com armas mais poderosas. A intervenção alemã e italiana intensificava-se.

(...)

Os combates ganhavam dia a dia maior intensidade. Os fascistas tinham conquistado Talavera, mas não conseguiam romper caminho para Madrid. As suas ofensivas continuavam a ser contidas no Guadarrama, em Somosierra e noutras frentes onde os republicanos concentravam forças. António via o rodopiar incessante de ambulâncias e camilleros. Mais mortos e feridos se anunciavam. De Manuel não havia notícia, não voltara a casa. E cada dia, vezes sem conto as idas e as voltas dos camilleros traziam à memória a lembrança de Renato e das suas palavras «de quê?» quando lhe perguntara se tivera medo debaixo de fogo.

(...)

O local tornara-se conhecido em Somosierra.

Pela encosta as posições nas primeiras linhas mantinham-se há muito sem alteração. A distância que ali separava as forças inimigas era de cem metros escassos. Nem trincheiras, nem bunkers, nem barricadas. Os abrigos eram as sinuosidades do terreno, penedos, tufos de arbustos reforçados por improvisadas trincheiras ou barricadas.

Os fascistas tinham meios materiais superiores, nomeadamente morteiros e metralhadoras. Os republicanos, além de coragem e do estilo de combate, tinham adquirido uma vantagem de posições. Sobretudo, num socalco natural, com um penedo escuro de feitio estranho que facilitava a defesa e permitia, pela disposição do terreno, partir em contra-ataques quando o inimigo tentava avançar.

Em Somosierra falava-se na Peña de la Piedra Negra, dos repetidos e violentos ataques fascistas para romperem por ali e na defesa bem sucedida dos republicanos.

Naquele dia, uma vez mais Manuel e os companheiros se bateram com a habitual coragem. Em Somosierra admiravam-se como a já bem conhecida Brigada Consuelo Núnez, brigada de jovens agora reforçada por muitos outros, conseguira resistir ao longo de semanas. Como durante dois dias e duas noites contivera um violento ataque, com metralhadoras, morteiros e granadas. Dois dias e duas noites. Já se tornara conhecida a forma particular de combater da brigada, sempre nas avanzadillas. Móvel, rápida, deslocava-se no terreno, mudava de posições, desorientava o inimigo, surpreendia-o com fogo donde ele menos esperava. Tornou-se sobretudo notável a audácia de velozes incursões a atacar o inimigo pela retaguarda.


(...)

Não se enganava. Não dormia. Invadiam-no reconfortantes lembranças. Aquelas poucas semanas decorridas desde o golpe de Franco tinham sido as mais perigosas da sua vida. As mais agitadas. As que haviam exigido dele respostas que nunca admitira pudesse dar. E o que se passava com ele, via-o também passar-se nos outros. Nunca supusera, nunca sonhara sequer, que no ser humano — reconhecia-o agora não só nos outros mas em si próprio — existissem tantas potencialidades de ir muito além do que cada qual pode avaliar. Manuel, Renato, Isabel, Rúbio, Eulália, Madrecita, Raul e outros vinham, uns atrás dos outros, à sua lembrança. Depois de tantas semanas de insatisfação, interrogações, dúvidas e angústias, essas horas de insónia apareceram-lhe como horas desejadas. De reflexão e de tranquilidade.

Nesse enovelado desfilar de lembranças e sentimentos veio-lhe também à memória a troca de palavras que um dia tivera com Manuel. Quando, indignado com o caso de Tó Marcolino, lhe dissera:

— La verdad, Manuel, es que hay mucha gente mala en este mundo.

Lembrava-se agora do que Manuel lhe respondera.

— O extraordinário, António, é que no mundo haja tanta gente boa.

(...)

Corria a guerra, cada vez mais generalizada, violenta e terrível. Vitórias e derrotas. Ofensivas e retiradas. Momentos de impetuoso avanço e momentos de perigo iminente de derrota. Em princípios de Novembro o Governo transferiu-se para Valência e os fascistas chegaram com poderosas forças às portas de Madrid.

Ali na Casa de Campo, bem perto da casa de Eulália. Ali, com o povo em armas e com as novas unidades militares, se revelaram novos comandantes. Ali tombaram conhecidos comunistas. Ali tombou Durruti, dirigente anarquista catalão. Madrid, capital da República, sujeita a um novo e terrível bombardeamento aéreo. Madrid, símbolo de heróica resistência antifascista, repeliu o inimigo.

Por toda a Espanha, com a intervenção militar da Alemanha e da Itália e a crescente solidariedade à República, a guerra civil adquiriu contornos de uma guerra internacional.

(...)

Pelo caminho foram conversando. Em Portugal não haviam recebido mais notícias de Madrid, dos camaradas portugueses. Abel informou-o da situação. Informou também de outros portugueses que haviam aparecido e se haviam integrado nas unidades espanholas ou nas Brigadas Internacionais.

— Não perguntes por eles. Os Lopes são inscritos como López, os Domingos como Domínguez, os Rodrigues como Rodríguez.

 

(...)

De súbito perguntou:

— Dime, compañero, vamos a perder la guerra?
Antes que o camarada falasse, passaram como um relâmpago na memória de Abel as palavras de Rúbio que António lhe citara: «Las grandes luchas victoriosas de los trabajadores y de los pueblos han sido po-sibles porque los trabajadores y los pueblos han luchado en cada caso confiando en la victoria, pero sin tener la certeza de alcanzarla.»

Já o camarada respondia. A situação era difícil. Hitler, Mussolini, com o apoio de Salazar, queriam esmagar a República Espanhola para terem uma retaguarda segura na guerra que se preparavam para desencadear em toda a Europa. Inglaterra e França, com a farsa da «não intervenção», não faziam frente à intervenção nazi-fascista, nomeadamente a Hitler, antes queriam ganhar as suas boas graças e apontavam-lhe o caminho da agressão à União Soviética.

O camarada não se alargou muito mais e quis concluir.

Nos tempos próximos, o mundo iria passar um período complexo e perigoso. Mas a situação seria superada. Em Portugal, na marinha de guerra, os marinheiros tinham-se revoltado e tomado conta dos barcos e a revolta, embora esmagada, mostrava grandes potencialidades revolucionárias.

Madrecita fazia esforço para acompanhar o que o camarada dizia e para se convencer de ser essa a realidade.

— A luta continua — acrescentou ainda o camarada. E repetiu a ideia. — Aqui em Espanha e em todo o mundo, o fascismo acabará por ser derrotado. Isso é certo. Podes crer, camarada.

(...)

Excertos do Capítulo 7 e 8 de "A Casa de Eulália"

                                                                              


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publicado por António Vilarigues às 12:06
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Domingo, 22 de Março de 2009
Início da guerra civil na Galiza - Um excerto de «A língua das borboletas»

Postal de 1937 com Hitler, Franco e Mussolini

(...)
Don Gregorio levou posto aquel traxe durante un ano e levábao tamén aquel día de xullo de 1936 cando se cruzou comigo na alameda, camiño do concello.
"¿Qué hai, Pardal? A ver se este ano podemos verlles por fin a lingua ás bolboretas".
Algo estraño estaba a suceder. Todo o mundo parecía ter présa, pero non se movía. Os que miraban para a dereita, viraban cara á esquerda. Cordeiro, o recolledor de lixo e follas secas, estaba sentado nun banco, preto do palco da música. Eu nunca vira sentado nun banco a Cordeiro. Mirou cara a arriba, coa man de viseira. Cando Cordeiro miraba así e calaban os paxaros era que viña unha treboada.
Sentín o estrondo dunha moto solitaria. Era un garda cunha bandeira suxeita no asento de atrás. Pasou diante de concello e mirou cara aos homes que conversaban inquedos no porche. Berrou: "¡Arriba España!" E arrincou de novo a moto deixando atrás un ronsel de estalos.
As nais comezaron a chamar polos nenos. Na casa, parecía ter morto outra vez a avoa. O meu pai amoreaba cobichas no cinceiro e a miña nai choraba e facía cousas sen sentido, como abrir a billa de auga e lavar os pratos limpos e gardar os sucios.
Petaron á porta e os meus pais miraron o pomo con desacougo. Era Amelia, a veciña, que traballaba na casa de Suárez, o indiano.
"¿Sabedes o que está pasando? Na Coruña os militares declararon o estado de guerra. Están disparando contra o Goberno Civil".
"¡Santo ceo!", persignouse a miña nai.
"E aquí", continuou Amelia en voz baixa, como se as paredes oíran, "disque o alcalde chamou ao capitán de carabineiros pero que este mandou dicir que estaba enfermo".
Ao día seguinte non me deixaron saír á rúa. Eu miraba pola fiestra e todos os que pasaban me parecían sombras encollidas, como se de súpeto caera o inverno e o vento arrastrara aos pardais da Alameda como follas secas.

Chegaron tropas da capital e ocuparon o concello. Mamá saíu para ir á misa e volveu pálida e tristeira, como se se fixera vella en media hora.
"están pasando cousas terribles, Ramón", oín que lle dicía, entre saloucos, ao meu pai. Tamén el envellecera. Peor aínda. Parecía que perdera toda vontade. Esfondárse nun sillón e non se movía. Non falaba. Non quería comer.
"Hai que queimar as cousas que te comprometan, Ramón. Os periódicos, os libros. Todo".
Foi a miña nai a que tomou a iniciativa aqueles días. Unha mañá fixo que o meu pai se arregrara ben e levouno con ela á misa. Cando voltaron, díxome: "Veña, Moncho, vas vir connosco á alameda". Tróuxome a roupa de festa e, mentres me axudaba a anoar a gravata, díxome en voz moi grave: "Recorda isto, Moncho. Papá non era republicano. Papá non era amigo do alcalde. Papá non falaba mal dos curas. E outra cousa moi importante, Moncho. Papá non lle regalou un traxe ao mestre".
"Si que llo regalou".
"Non, Moncho. Non llo regalou. ¿Entendiches ben? ¡Non llo regalou!".
Había moita xente na Alameda, toda con roupa de domingo. Baixaran tamén algúns grupos das aldeas, mulleres enloitadas, paisanos vellos de chaleco e sombreiro, nenos con aire asustado, precedidos por algúns homes con camisa azul e pistola ao cinto. Dúas fileiras de soldados abrían un corredor desde a escalinata do concello ata uns camións con remolque atoldado, como os que se usaban para transportar o gando na feira grande. Pero na alameda non había o balbordo das feiras senón un silencio grave, de Semana Santa. A xente non se saudaba. Nin sequera parecían recoñecerse os uns aos outros. Toda a atención estaba posta na fachada do concello.
Un garda entreabriu a porta e percorreu o xentío coa mirada. Logo abriu de todo e fixo un aceno co brazo. Da boca escura do edificio, escoltados por outros gardas, saíron os detidos, ían atados de mans e pés, en silente cordada. Dalgúns non sabía o nome, pero coñecía todos aqueles rostros. O alcalde, os dos sindicatos, o bibliotecario do ateneo Resplandor Obreiro, Charli, o vocalista da orquestra Sol e Vida, o canteiro a quen chamaban Hércules, pai de Dombodán...
(...)

     Para ler «A língua da borboletas» de Manuel Rivas em galegoem castelhano

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                    


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publicado por António Vilarigues às 12:05
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Sábado, 21 de Março de 2009
A Guerra Civil de Espanha vista por Manuel Tiago (7)

(...)

Dia após dia afluíam à capital cortejos de refugiados. As tropas fascistas atacavam num furacão de atrocidades. Violando mulheres. Pilhando aldeias. Fuzilando. Não longe de Madrid, avançavam em Talavera de la Reina e na região de Toledo.

As populações campesinas acondicionavam à pressa o mais que podiam, aparelhavam as bestas, atrelavam os burros ou cavalos às carroças, largavam tudo o mais que tinham e, salvo alguns que por vezes ficavam a esboçar resistência e a dar tempo à retirada, encetavam a caminhada para a capital.

Na lonjura dos campos, os grupos de refugiados marcavam o seu itinerário por atalhos e caminhos, convergindo e engrossando, até se juntarem nas estradas principais em grandes caudais humanos, já longe dos combates.

(...)

[Nota: o excerto seguinte só pode ser inteiramente compreendido no contexto do romance]

Regressou a casa amargurado. Era assim que os espanhóis consideravam os portugueses? O seu apoio e a sua participação desde a primeira hora na luta contra a sublevação fascista? Não era um oficial português instrutor do V Regimento em formação? Não fora um aviador português exilado um dos primeiros a bombardear unidades sublevadas? Não assistira ainda há pouco em Madrid, com participação de milhares de pessoas, ao funeral de um combatente português, caído heroicamente na serra do Guadarrama? Não era um português que, além da Coluna Durruti, encabeçava e comandava uma das outras colunas que a partir da Catalunha avançavam para o interior ocupado pela sublevação militar? E não tinha qualquer significado que ele, e Manuel, e Renato, dessem a sua modesta sem dúvida mas real e activa solidariedade? E quanto às Brigadas Internacionais? Não via Gonzalo que os portugueses, integrados na vida social espanhola, compreendendo a língua e fazendo-se compreender, se integravam também naturalmente nas unidades espanholas e (sabe-se lá) viriam a aparecer nas Brigadas com nomes espanhóis?

(...)

Onde estavam os comandantes se à partida não os havia? Quem, nos primeiros e decisivos confrontos, tivera o talento de dispor na Serra as forças populares, sem preparação militar, mal armadas, de forma a cortar o passo às tropas fascistas, unidades do exército comandadas por oficiais de carreira e dispondo de artilharia, de morteiros, de metralhadoras?

No pasarán!, gritava-se em Madrid. E então não passaram.

Nas principais estradas que cortavam a Serra e nos raros povoados, tomaram posições milicianos equipados com armas ligeiras e militares fiéis à República, com armas pesadas.

Pelas encostas a situação era outra.

Como que orientando-se por mapas militares de que não dispunham, milhares de populares ocuparam cumeadas, e distribuíram-se pelos declives, dominando os vales e as estradas. Aqui e além escolheram lugares propícios a emboscadas. Quando o inimigo tentava progredir, travavam-se verdadeiras batalhas de movimento, tentativas de cerco, avanços e recuos, conquista e reconquista de posições. Em tal ou tal zona da Serra estabeleciam-se assim temporários campos de batalha por vezes horas e horas, onde iam tombando os corpos, de um lado e de outro, atingidos em insuficientes abrigos ou em terreno raso.

Os camilleros chegavam debaixo de fogo. Onde havia corpos caídos, para lá corriam, ora quase rastejando ora à desfilada, como se pudessem correr mais que as balas. Até parecia que assim era. Quantas vezes Renato e seus companheiros não cruzaram aquela encosta quando mais intenso era o fogo. Quantas vezes não levantaram do chão e levaram para qualquer abrigo feridos expostos a serem de novo atingidos. Quantas vezes, para estancar uma hemorragia, para fazer um penso imediato, para atar uma ligadura, para apertar um garrote, demoravam ali, sem pressa de sair e de se safarem daquele inferno de dor e de morte. Não se sabe, porque impossível é sabê-lo, quantas vezes as balas lhes não passaram a centímetros ou mesmo a milímetros de distância, como que desviando-se, a fazer justiça e a prestar homenagem a um heroísmo de que se não fala tanto como do heroísmo daqueles que se batem com armas na mão.

(...)

O primeiro bombardeamento aéreo colheu Madrid de surpresa. Breve, em zonas periféricas, como um aviso. No centro ouviram-se estrondos surdos que pareciam de canhão. Apenas cada um mais longo, mais separado dos outros, ficando a ressoar no espaço. Só depois soaram sirenes de ambulâncias e chegaram notícias. Mais alarmante que o bombardeamento em si, a revelação: os aviões eram alemães. Confirmava-se a intervenção e a agressão militar da Alemanha hitleriana.

Prepararam-se abrigos nas caves. Improvisaram-se serviços e alertas. À noite a cidade ficava às escuras.

Animados pelo facto, os fascistas saíram das tocas e ensaiaram novas surtidas e novos tiroteios. Calcularam mal. Já não se estava nos primeiros dias. Agora havia forças armadas, serviços de segurança organizados, além da intervenção maciça da população. Tais tentativas acabaram mal para os seus autores, apanhados ou abatidos nas ruas da cidade.

O segundo bombardeamento foi diferente.

Soaram os sinais de alarme. A antiga «carreira de tiro» do hospital de sangue transformara-se numa imensa enfermaria. Conduziram para as caves os refugiados, que enchiam o grande pátio de entrada. Podia então observar-se um comportamento estranho. O pessoal disponível não ficou nas caves, nem foi reforçar a guarda dos portões. Correu apressado, trepando escadas e descobrindo, por busca nos compridos corredores, o caminho para os telhados. E aí ficou olhando o céu.

Apareceram, roncando, luzes vermelhas e verdes bem visíveis, Junkers trimotores, com velocidade aparentemente lenta ao aproximarem-se e como gigantescos avejões negros ao passarem como furacões mesmo ali por cima.

— Boummm... Boummm... Boummm... Boummm...

Um rasto do ribombar de trovões, anunciando a estrada de destruições e de mortos que iam deixando na cidade.

Aos ouvidos não chegou porém apenas o tenebroso ruído dos motores e das explosões. Soaram também, deixando um rasto coincidente com o dos aviões inimigos, breves estalidos, tímidos mas contínuos e em salva, lembrando foguetes. Vendo passar os aviões, os populares disparavam dos telhados as pistolas na sua direcção. Não era esperança de resultado. Era protesto, declaração de determinação e de resistência.

Depois todos desceram à rua. As ambulâncias e os camilleros já tinham partido. Renato com eles a desobstruir ruínas. Sob iluminação improvisada nos locais atingidos, a buscar feridos ou mortos nos prédios esventrados, a recolher os desalojados, a conter desorientações, a organizar e a dirigir os trabalhos de salvamento.

Porque o bombardeamento não se dirigia a quaisquer alvos militares. Dirigia-se abertamente contra o aglomerado urbano, contra a população, contra Madrid, Madrid capital da República, Madrid do povo armado, Madrid que esmagou a revolta do exército equipado e comandado pela hierarquia militar, Madrid que pusera e punha em causa o avanço de Franco, que, com a ajuda de Hitler, de Mussolini, de Salazar, contara com uma rápida vitória.

(...)

Excertos do Capítulo 6 de "A Casa de Eulália"

                                                                              


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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Leitura Obrigatória (CXXI)

    Reportagem sob a Forca (Julius Fucik)

Julius Fucik nasceu a 23 de Fevereiro de 1903, em Praga, filho de um operário. Aos dezoito anos de idade filiou-se no Partido Comunista Checoslovaco, trabalhando desde jovem como jornalista comunista.

Quando, depois do golpe traiçoeiro de Munique, os reaccionários ocidentais, aliados à nossa burguesia, entregaram a Checoslováquia a Hitler, Julius Fucik não deixou de combater nas fileiras do Partido Comunista clandestino. No dia 24 de Abril de 1942, foi preso durante uma reunião conspirativa em Praga. 

Quando o Exército Soviético vitorioso libertou os prisioneiros do campo de concentração, regressei a Praga. Buscando o meu marido, soube então que fora executado à pressa. Soube também que, na prisão da Gestapo de Praga, Julius Fucik havia escrito em segredo. Pouco a pouco, consegui reunir as folhas do seu manuscrito, trazido secretamente para fora da prisão e guardado pela boa gente Checa. É o livro que Julius Fucik intitulara Testamento Sob a Forca.

Gusta Fucikova

                                     

In Edições «Avante!»  

                            


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Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Golodomor: A cortina de fumo do regime*

    As perdas demográficas na Ucrânia dos nossos dias ultrapassam várias vezes a mortalidade causada pela fome de 1932-1933, mas sobre isto o governo cala-se. Porquê? A resposta a esta pergunta foi-nos dada por reputados cientistas ucranianos no decorrer de uma «mesa redonda» promovida pelo Partido Comunista da Ucrânia.

Abrindo a «mesa redonda», o secretário do CC do PCU, Gueorgui Vladímirovitch Buíko, salientou: «O que está em causa não é o facto em si da fome, o qual ninguém nega, mas apenas a sua interpretação como genocídio». Gueorgui Vladímirovitch observou que «apesar de a palavra golodomor ter a mesma raiz da palavra golog [fome em ucraniano], o conteúdo de ambas é substancialmente distinto. Golodomor [com frequência nos meios ocidentais é utilizada a expressão holodomor devido à sua maior semelhança com a palavra holocausto (N.T)], não significa apenas uma fome grande, mas é uma concepção ideológica que age sobre a consciência de massas, mais precisamente é um extermínio consciente do povo ucraniano através da fome. E por isso é conveniente começar por ver a partir do quê, onde e como foi engendrado o conceito de golodomor-genocídio».

Um projecto especial de Harvard

Sobre as origens do termo golodomor, Gueorgui Tkatchenko referiu que «este conceito surgiu como parte integrante de um projecto especial da Universidade de Harvard que foi utilizado para diversões informativo-psicológicas contra a URSS. Alguns investigadores atribuem a autoria do termo golodomor ao americano James Meiss. Apesar de os seus trabalhos não serem considerados nos meios científicos americanos, os artífices da guerra-fria repararam nele e obteve um lugar de professor na Universidade de Harvard. Todavia, na opinião da maioria dos investigadores, os verdadeiros autores da troca de conceitos foram os nacionalistas ucranianos dos meios da emigração da Galícia [região actualmente no Sul da Polónia, situada a Oeste da Ucrânia]. Nomeadamente, um tal Dmitro Solovei, que em 1944 fugiu da Ucrânia com os alemães. Depois de trocar os patrões alemães pelos americanos, consegue publicar em 1953 nos EUA o livro A Fome na Ucrânia, no qual garante que a fome foi um instrumento de extermínio dos ucranianos. Mais tarde, o tema da “fome-genocídio” foi desenvolvido pelo diplomata e espião britânico Robert Conquest. Pelo seu livro The Harvest of Sorrow, [A Colheita da Dor (1986)], recebeu honorários dos nacionalistas ucranianos. Cientistas ocidentais que analisaram este livro demonstraram que o autor utilizou materiais das crónicas da I Guerra Mundial e fotografias da fome que atingiu a região de Povoljia [Bacia do Volga no Sul da Rússia] em 1921

Sobre a alegada negação da fome do início dos anos 30 pelo PCU, Gueorgui Buíko considerou tal afirmação mais do que estranha e citou uma nota redigida por Gueorgui Kriutchkov, deputado do povo eleito em legislaturas anteriores, na qual se recorda que «ainda em 1990, o Politburo do CC do PCU aprovou uma resolução sobre a fome, decidindo a publicação de materiais de arquivo sobre este assunto. A apreciação política contida neste documento assinala que a fome de 1932-1933 constituiu uma tragédia para o povo ucraniano. Para além disso, foram condenados os actos ilegítimos e abusos cometidos no decurso da colectivização. É interessante verificar que se diz praticamente o mesmo na resolução da Conferência Geral da UNESCO de 2007

Os imigrantes e a ajuda

Existe também muita especulação em torno do número de vítimas da fome. Evocam-se números incríveis e veicula-se um facto «mortífero»: a colheita de 1933 foi feita por imigrantes vindos da Rússia e da Bielorrússia. Aparentemente até existe um decreto que o comprova. «Efectivamente, tal decreto existe», afirmou o professor Vitáli Khartchenko, chefe de redacção da revista Kommunist. «Mas só foi aprovado em 31 de Agosto [de 1933] e aplicado em Novembro quando a colheita já tinha terminado». E quantos imigrantes vieram? «Existem nos arquivos dados absolutamente exactos: 117 mil pessoas. Ora, é evidente que um tal número de pessoas não poderia suprir perdas de “muitos milhões».

De acordo com Vitáli Khartchenko, «uma das razões da tragédia de 1932-33 na Ucrânia foi a muito má colheita no Povoljie, Sibéria Ocidental e em algumas outras regiões da Federação Russa em 1931. A estas regiões foi prestada ajuda no fornecimento de sementes como determinou uma resolução do CC do PCU(b) [Partido Comunista de Toda a União (bolchevique)]. Uma vez que se considerou que o ano tinha sido relativamente bom na Ucrânia, esta república não recebeu este tipo de ajuda. Para além disso, nas condições da industrialização acelerada, foi estabelecido um plano de aprovisionamento de pão muito exigente. Contudo, se não tivesse havido a fome de 1931 na Rússia e uma brusca queda dos preços dos cereais nos mercados internacionais (o que obrigou a aumentar as exportações de cereais), o mais certo é que teria sido evitado um tão trágico desenvolvimento dos acontecimentos

«Na revista Kommunist foram publicadas todas as resoluções do CC do PCU(b) respeitantes à Ucrânia. Desde 1932, a Ucrânia recebeu ajuda permanente: sementes, víveres e rações. Da mesma forma, o plano de aprovisionamento de cereais foi reduzido em 200 milhões de puds [antiga medida russa equivalente a 16,3 kg], em comparação com 1931. Posteriormente, por ordem de Stáline, baixaram mais 40 milhões e, mais tarde, ainda mais em 70 milhões.»

Goebbels e os SBU

Vitáli Khartchenko chamou ainda a atenção para o facto de que «até alguns adeptos da histeria iniciada pelo actual presidente da Ucrânia começaram a evitar a palavra genocídio. Isto apenas testemunha a fragilidade das suas posições.»  

Um interessante exemplo, que refuta o carácter planeado da fome, foi dado pelo responsável pelo departamento de ideologia do CC do PCU, Vladimir Pustoboitov: «Ao longo da guerra a Alemanha de Hitler praticamente não utilizou o tema do “terror pela fome”, do qual, dir-se-ia, poderia ter tirado proveito em termos propagandísticos. Todavia, eles conheciam as informações autênticas sobre o assunto. O consulado da Alemanha na Ucrânia preparou nesses anos relatórios escritos para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Estes documentos estão publicados. O que neles se diz é que o governo soviético não calculou bem os seus recursos. Nunca é sequer referida a possibilidade de uma fome planeada. Estes documentos eram conhecidos nos serviços de Goebbels e após a sua análise desistiram do assunto.»    Os participantes na «mesa redonda» recordaram ainda as exposições sobre o golodomor, realizadas regularmente pelos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), onde praticamente todas as fotografias se referem à fome de 1921 na região do Povoljie. Para além disso, o reitor da Universidade Popular Judaica, Aleksandr Naiman, acusou os SBU de anti-semitismo. Apresentou como prova a lista elaborada pelo SBU dos colaboradores do NKVD-GPU [Comissariado dos Assuntos Internos-Direcção Política Estatal da URSS] alegadamente implicados na organização do golodomor. Nesta lista, referiu, «figuram pessoas que nunca poderiam ter sido “organizadores” do golodomor, desde responsáveis dos departamentos de transportes e de estatística ao representante da Crimeia, que nessa altura não fazia parte da Ucrânia. Mas o principal é a selecção cuidadosa dos nomes, quase todos russos e judeus. Acresce que, em relação a estes últimos, fizeram questão de colocar entre parêntesis os seus verdadeiros apelidos nos casos em que a sua origem judaica não era perceptível através dos nomes que haviam adoptado.»   

 

Aleksandr Haiman recordou que «na altura do “Caso dos Médicos” e da luta contra os “cosmopolitas apátridas”, em alguns jornais soviéticos apareceram decifrações semelhantes dos apelidos de pessoas sob investigação. Stáline disse então que “isto tresanda a anti-semitismo”. Hoje os SBU não só tresandam como estão impregnados dessa essência.»


Cobrindo as pistas do crime

Qual é a razão desta acção concertada e sistemática para inculcar na consciência de massas a noção de golodomor-genocídio? O politólogo Viktor Pirojenko assinalou que «as maiores perdas humanas provocadas pela fome ocorreram na população da Ucrânia Ocidental, que está hoje orientada para a amizade com a Rússia. Por isso, este conceito é utilizado antes de mais para desacreditar o passado comum russo-ucraniano e visa associar a Rússia à imagem do inimigo.»      

Além disso, o poder tenta assim cobrir as pistas dos seus próprios crimes contra o povo. A este propósito o professor Mikhail Rodionov observou que «as perdas demográficas da actual Ucrânia ultrapassam largamente a mortalidade nos anos da fome. A população da Ucrânia diminui sistemática e constantemente. Em algumas regiões do Leste do país a população diminuiu 20 por cento. Estamos em presença de uma política orientada para o extermínio dos seus próprios cidadãos. Procurando adiar o momento em que, mais tarde ou mais cedo, terá de responder pelo genocídio real e não mítico, o regime cria uma cortina de fumo sob a forma de golodomor-genocídio

(sublinhados meus)


*Publicado em Rabotchaia Gazeta, n.º 215, de 21 de Novembro de 2008
Original russo disponível
AQUI
Tradução portuguesa: Redacção do Avante!


In jornal "Avante!" - Edição de 24 de Dezembro de 2008

                 

 


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