TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 3 de Dezembro de 2016
A confiança dos que lutam

A Paixão de Sacco e Vanzetti

 

«Eles agora vão morrer e não resta nenhuma esperança.» De facto, Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois italianos que partiram para os Estados Unidos da América em busca de trabalho e melhores condições de vida, morreram na cadeira eléctrica, em 1927, sete anos depois do crime de que foram acusados.

«Enquanto houver vida há esperança – respondeu o comunista.» Nos EUA e por todo o mundo, desencadearam-se intensas campanhas de solidariedade. Em Outubro de 1921, O Comunista, órgão do PCP, dava notícia dos «protestos, moções, telegramas contra o iníquo assassinato» que caíam sobre os consulados americanos.

«Sei que aqueles homens estão inocentes, e contudo têm de morrer. A minha fé na decência humana morrerá com eles.» A forma como decorreu o julgamento pôs em causa o sistema de justiça. O juiz, o governo, a universidade, todos alinharam pelos mesmos preconceitos contra os trabalhadores, contra socialistas, comunistas e anarquistas, contra imigrantes. Forjaram-se testemunhos e provas de forma a encaixarem na história, ao mesmo tempo que se desvalorizaram os argumentos da defesa.

«– A sua fé morre facilmente – disse o comunista.» Artistas de todo o mundo sensibilizaram-se com o caso, tanto na altura, envolvendo-se na campanha pela libertação de Sacco e Vanzetti, como depois, lembrando a injustiça da sentença e o laço que liga o destino desses dois homens aos trabalhadores de todo o mundo. Por isso, ainda hoje as figuras de Sacco e Vanzetti aparecem em peças de teatro, filmes, séries de televisão, músicas, pinturas, jogos de computador, e em livros, muitos livros.

«– Acha? A sua fé é mais forte? Onde reside a sua fé, senhor?» «– Nos trabalhadores da América – respondeu o comunista.» Um desses artistas foi Howard Fast, que publicou dezenas de livros mas se destacou sobretudo pelo seu papel incontornável na divulgação do romance histórico. Vários dos seus livros tiveram adaptações para o cinema, dos quais sobressai Spartacus, realizado por Stanley Kubrick e com interpretações de Kirk Douglas e Laurence Olivier. Também aí, Howard Fast mostra a universalidade da luta dos trabalhadores, onde todos são Spartacus.

«– E os trabalhadores… onde estão?» «– Em toda a parte.» Howard Fast, à semelhança de outros militantes comunistas americanos, foi chamado a depor perante o Comité das Actividades Anti-Americanas, onde se recusou a fornecer nomes, sendo por isso condenado a três meses de prisão. Foi, aliás, nesse período na prisão que escreveu Spartacus. Dois anos depois publicaria este A Paixão de Sacco e Vanzetti, que as Edições «Avante!» lançam agora na colecção Biblioteca Avante!. Neste livro, onde os personagens – à excepção de Sacco e Vanzetti, os seus familiares e Celestino Medeiros (um emigrante português que confessou o crime e foi também executado) – não têm nome, o leitor acompanha o dia da execução, o ânimo dos condenados, o medo dos carrascos, a confiança dos que lutam.

«–Os comunistas?» «– Não, os comunistas não. Os trabalhadores. E aqueles que assassinam Sacco e Vanzetti odeiam os comunistas somente porque sabem que os comunistas estão ligados com os trabalhadores.»

(sublinhados meus)

AQUI

 


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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016
A questão dos refugiados na Europa: factos, teorias e necessidades prementes

Mapa campos refugiados e de detenção

Campos de refugiados e de detenção de imigrantes irregulares espalhados pela Europa e região do Mediterrâneo sul

 

O fluxo de refugiados e deslocados, hoje já sem as muitas capas e noticiários que encheu até Março deste ano, tem uma dimensão que é muitas vezes negligenciada pelos órgãos que fabricam opinião e notícia. Falar sobre e compreender esse fenómeno implica uma percepção de dimensão e escala.

 

Ao mesmo tempo que os EUA, a NATO e a UE aumentam os seus orçamentos e capacidades militares, diminuem significativamente as verbas para o apoio humanitário. No caso do ACNUR falamos de uma redução de 53% do financiamento para o ano de 2016. Uma realidade que acompanha a redução dos padrões da resposta humanitária. Para lá do deficiente apoio financeiro, as deficientes, precárias e degradantes condições de acolhimento, de alojamento, sanitárias, médicas ou alimentares, nos autênticos campos de concentração que a UE promoveu na Turquia e em solo europeu, são recorrentemente denunciadas. Os refugiados em campos gregos são hoje vítimas da máfia, do tráfico de drogas, de seres humanos e prostituição, também de menores. Uma realidade que promove a exploração mais atroz, sujeitando os que sobreviveram ao sofrimento imposto pela guerra, a perseguições, a meses de rumo incerto, apenas a mais sofrimento no local onde poderiam ser protegidos.

Exploração que é de Estado também. Ou que dizer da criação de empregos que, a Alemanha primeiro e agora a Áustria, criaram direccionados aos refugiados, pagos a… um euro à hora. Expressões da face mais negra do capitalismo e da União Europeia.

 

Lampedusa 2013

«Até se criou um organismo, o Frontex. O orçamento do Frontex, apesar de ter sido aumentado depois do início de funções, espelha bem a hipocrisia da União Europeia. A agência funciona em dois pisos sem condições num arranha-céus de Varsóvia.

A contrastar com esta realidade, desenvolveu-se, dentro do Frontex, um dispositivo chamado Eurosur que concentra a maior parte do investimento em drones, helicópteros e satélites, destinados a rastrear pessoas que tentam migrar para escapar da “opressão” e da “miséria” (agressão e grandes carências, digo eu) no seu país de origem.»

 

Mapa Crise Migratória Europeia_2015

«A Provedora da Justiça da União Europeia abriu uma investigação sobre os impactos nos direitos humanos do acordo com a Turquia para travar a entrada de migrantes.»

 

Estes deslocados não são números. São pessoas. Como nós. São eles. Podíamos ser nós.

 

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2016
23 de Agosto de 1927 – Sacco e Vanzetti são executados nos EUA

23 Agosto 1927 – Sacco e Vanzetti

Os trabalhadores imigrantes italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, assumidos anarquistas, foram presos, julgados e condenados pela morte de dois homens na sequência de um assalto a uma fábrica de sapatos.

Na época, os sindicatos ganhavam força na luta contra a exploração, o que era visto nos EUA como uma ameaça comunista.

Sacco e Vanzetti, que sempre se afirmaram inocentes, foram vítimas – como afirmou anos depois o jurista Edmund Morgan – de «uma sociedade preconceituosa, chauvinista e perversa».

A condenação à morte dos dois anarquistas, após um processo cheio de irregularidades, sem provas e sem ouvir as testemunhas de defesa, provocou uma onda de protestos em todo o mundo.

O reconhecimento da inocência de ambos ocorreu 50 anos depois, quando o governador de Massachusetts, Michael Dukakis, assume a injustiça cometida pelo tribunal e reabilita o nome dos dois italianos.

Bartolomeo Vanzetti-Nicola Sacco1 1923

Bartolomeo Vanzetti - Nicola Sacco 1923

AQUI

 


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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
O que o plágio diz sobre o plagiado

Donald Trump_caricaturaHillary Clinton_caricatura

 AQUI                                                    AQUI

 

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos 

 

«(...)

Que nenhum europeu se choque com o populismo de Trump; não temos também nós um Boris Johnson? Que nenhum europeu se escandalize com o discurso racista e xenófobo de Trump; ou esqueceram-se da Hungria, da Dinamarca, da França, da Polónia… Que ninguém se ria da representação nacional de Trump, ou acham que os portugueses têm andado nessas matérias melhor servidos? Estranhamente, o desdém por Trump contrasta, na comunicação social da classe dominante, diga-se novamente, com a simpatia por Hillary Clinton.

A maioria dos sofisticadíssimos capitalistas europeus já votou por Hillary Clinton,

  • a testa-de-ferro do Walmart que há não muito tempo descrevia os jovens negros como «super-predadores»;
  • a multi-milionária enterrada até ao pescoço em negócios nebulosos com farmacêuticas e fundos de especulação;
  • a arquitecta da guerra na Líbia;
  • o falcão do holocausto na Síria;
  • a secretária de Estado do governo que mais imigrantes deportou na História dos EUA.

É ela, não Trump, a escolha de Hollande, Barroso, Schulz, Tsipras, Juncker, Dijsselbloem e Draghi. É essa a única explicação para o retrato caricatural de Trump, pela comunicação social europeia, que óbvia a compreensão de um fenómeno com raízes profundas e de cuja compreensão depende o futuro do globo.

Trump não é, ao invés da tese do aglomerados de comentadores de turno, um candidato «anti-sistema». Representa, na verdade, os interesses de sectores específicos da alta burguesia, actualmente minoritários, procurando uma aliança de fachada proto-fascista com a pequena e a média burguesia em torno da indústria, dos serviços e do imobiliário. No discurso, esta oscilação permite o extremar do racismo, do conservadorismo cultural, da religião e do anti-comunismo. A nível externo, corresponde a um modelo neocolonial semelhante à política estado-unidense da primeira metade do século XX.

Clinton, por seu turno, não desdenha nenhum destes propósitos: é simplesmente mais favorável ao «capital fictício», para usar a expressão de Marx, da especulação financeira e da integração económica prevista no âmbito do TTIP e do TTP.»

(sublinhados meus) 

 

«Mais sucintamente, escolher entre Clinton e Trump é o mesmo que escolher entre a Pepsi e a Coca-Cola, entre a Exxon Mobil ou a Bank of America, entre invadir a Coreia ou orquestrar um golpe de Estado na Bielorrússia...»

 


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Terça-feira, 5 de Julho de 2016
Imigração versus emigração na União Europeia...

Europa Brexit

adaptado de um e-mail enviado pelo Cid

 


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Sábado, 19 de Março de 2016
A União Europeia está lançada numa deriva reaccionária e xenófoba

Lampedusa 2013

 

Durante o ano de 2015 pode afirmar-se, sem qualquer dúvida, que muito mais de um milhão de pessoas atingiram territórios europeus.

Embora de uma magnitude catastrófica, este número é inferior ao registado em países mais próximos dos cenários de conflitos: um milhão e 900 mil na Turquia; um milhão e cem mil no Líbano; e 650 mil na Jordânia.

Da hecatombe humanitária resultante da entrada de mais de um milhão de refugiados, o rateio efectuado entre os 28 Estados membros da União Europeia abriu espaço para a admissão de apenas 170 mil, isto é, muito menos de 17%.

Até ao momento, foram alojados e integrados no espaço europeu menos de 500 dos desesperados que pretendem asilo!!!

AQUI

 

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2015
«QUE SE PARE A TRAGÉDIA DO MEDITERRÂNEO, AGORA!»

Tragédia Mediterrâneo1 2015

Tragédia Mediterrâneo2 2015

Clicar nas imagens para ampliar

 


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Terça-feira, 21 de Abril de 2015
Políticas de exploração, guerra e imigração da UE na origem do problema

Lampedusa 2013

Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: Mediterrâneo e Atlântico

 

Neste blog em 25 de Novembro de 2008...

 


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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
Ataque assassino

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Trinta e três trabalhadores agrícolas, todos imigrantes do Bangladeche, foram barbaramente baleados, dia 17, numa das muitas explorações de Nea Manolada, no Sul da Grécia, ficando oito deles em estado grave.

O ataque assassino, como foi qualificado pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), foi perpetrado durante uma concentração de trabalhadores que exigiam simplesmente o pagamento de seis meses de salários em atraso.

Em resposta a tão elementar exigência, pelo menos um dos três capatazes presentes decidiu abrir fogo sobre a multidão.

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Condenando acto criminoso, o Partido Comunista da Grécia (KKE) lembrou que não é a primeira vez que ocorrem incidentes deste tipo na região, conhecida pela utilização de mão-de-obra imigrante em condições degradantes, e responsabilizou o governo e as autoridades locais por tolerarem este verdadeiro «mercado de escravos contemporâneo».

«Os trabalhadores imigrantes em Manolada para além de serem diariamente alvo de intimidação por parte do Estado e do patronato, laboram sem qualquer tipo de protecção, sem segurança social, sob condições de vida terríveis, em termos sanitários ou de cuidados de saúde», salientou a PAME que, no dia seguinte, realizou uma concentração de protesto e solidariedade na praça central da localidade.

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Neste 1º de Maio convém recordar que ISTO se passa na «democrática» Grécia, membro da «democrática» União Europeia!...

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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: uma realidade perturbadora

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Notícias hoje [9 de Novembro] divulgadas dão-nos conta de uma realidade perturbadora: «Quase duas mil pessoas morreram em 2011 durante a tentativa de emigrar para a Europa, das quais 1.500 no primeiro semestre (...)». São mais de 15 vezes o número de mortos oficialmente reconhecidos como resultantes da existência do chamado "muro de Berlim", durante os seus quase 30 anos de existência.

In blog «O Companheiro Vasco»


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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Criação de campos de concentração para imigrantes

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O governo de sociais-democratas (PASOK) e liberais (ND) prosseguirá com a criação de campos de concentração para imigrantes, utilizando financiamento da União Europeia (UE). Estes campos funcionarão com o objectivo de deportar pessoas desamparadas, as quais em resultado de guerras e intervenções imperialistas e da barbárie capitalista nos seus países procuram um melhor destino nos países da UE.

É característico que eles terão cercas de arame farpado triplas com três metros de altura, de acordo com os padrões da NATO. A guarda externa será executada por equipes de polícias armados e a interna por pessoal de segurança privada. Isto será apoiado por ferramentas técnicas de vigilância (CCTV, televisão em circuito fechado).

Por este meio a coligação governamental dos dois maiores partidos burgueses afirma que por um lado resolverá a questão dos imigrantes ilegais e por outro criará empregos, supostamente combatendo o desemprego.

A declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE diz o seguinte:

Ler Texto Integral

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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Milhares de africanos morrem afogados todos os anos tentando chegar à Europa...

... o saqueio internacional empobrece e causa o êxodo... A União Europeia quer as riquezas mas NÃO as pessoas

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Areito (areito imagen), Rebeliónde 3 de Janeiro

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010
Arizona: A polícia e os imigrantes...

Pedro Méndez Suárez, Rebelión de 4 de Agosto

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- Por culpa do truncamento que fizeram à lei hoje tive que cacetear ilegalmente alguns imigrantes!

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Para Ler:

«A nova lei de imigração do Arizona entrou hoje em vigor, mas a Justiça dos Estados Unidos da América bloqueou as partes mais polémicas do articulado. Entre as disposições suspensas está a possibilidade de a polícia pedir documentos de imigração a pessoas abordadas por outras infrações e que o agente considere terem aspeto suspeito. Espera-se que o Governo do Arizona recorra da suspensão

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«A polémica Lei de Imigração do Arizona (SB1070), que criminaliza os imigrantes em situação irregular, pode vir a ser seguida em pelo menos mais 14 estados dos EUA, advertiu há dias o gabinete de Relações Externas do México em nota divulgada pelo diário El Universal. Texas, Carolina do Norte, Georgia, Utah, Mississippi e Ohio são alguns dos estados que estarão a estudar a possibilidade de adoptar a SB1070. Entretanto, um grupo de senadores mexicanos e representantes democratas norte-americanos decidiu «denunciar» a referida legislação junto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por atentar contra as garantias individuais dos migrantes

Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 4 de Maio de 2010
Arizona: Nos Estados Unidos a Liberdade é uma estátua

Allan Mcdonald, Rebelión de 29 de Abril

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EUA: A governadora do Estado do Arizona, Jan Brewer, aprovou a criminalização dos imigrantes indocumentados naquela região fronteiriça com o México. Estima-se que em todo o território residam cerca de 460 mil pessoas nessas condições, a esmagadora maioria provenientes do país vizinho.

A norma que converte em delito a imigração ilegal permite que as autoridades detenham qualquer pessoa por simples «suspeita razoável» de que se encontre nessa condição.

A aprovação da legislação considerada persecutória está a levantar um coro de protestos. No dia em que subscreveu o diploma, Brewer enfrentou uma manifestação frente à sede do governo local.


Arizona has virtually criminalized “being” while brown. Its new racist laws require police to profile and stop anyone who “looks like” an undocumented immigrant. Even police chiefs across the country, who know they cannot police communities that won't talk to them, are denouncing this racist, unjust and downright foolish law.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 22 de Março de 2010
Governo esconde desemprego: 30 milhões procuram trabalho nos EUA

Uma sondagem da Gallup, divulgada a 23 de Fevereiro, revelou que, em Janeiro, 30 milhões de pessoas nos EUA tiveram de trabalhar apenas a tempo parcial ou estavam desempregadas. (...)

Não é de estranhar que esta sondagem mal tenha sido referida na grande imprensa. Ela demonstra que o governo está a esquecer milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem a crise do desemprego e do subemprego. Comprova com dados, no mínimo, que as estatísticas do Departamento de Estatísticas do Trabalho e do Departamento Nacional de Investigação Económica foram desonestas quanto ao verdadeiro nível do desemprego.

Esta sondagem da Gallup também mostra as disparidades racistas que se agravaram com a crise económica. Revela que a taxa de subemprego entre afro-americanos e latinos está em 27 e 29 por cento, respectivamente, enquanto o subemprego entre os brancos está nos 17 por cento. Não refere nada sobre os trabalhadores imigrantes, mas outros estudos mostram um aumento drástico do subemprego entre os trabalhadores indocumentados, especialmente na indústria da construção.

Segundo as agências do governo, o nível do que se designa por «taxa total de desemprego», uma medida chamada U-6, é apenas de 16,5 por cento, e não os 20 por cento revelados pela sondagem Gallup.

(sublinhados meus)


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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Emigrantes ilegais...

Pedro Méndez Suárez

 

«Cuando la migración era de norte a sur no habían muros, no habían visas. Cuando la migración era de norte a sur aquí acaparaban miles de hectáreas, saqueaban nuestros recursos naturales, hemos sido realmente pacientes y nos hemos complementado. Cuando la migración es de norte a norte entre ellos resuelven sus problemas, pero ahora cuando la migración es de sur a norte piensan construir muros» dijo el Jefe de Estado en breve diálogo con la prensa, tras el acto de entrega de 20 computadoras a la Federación de Estudiantes de Secundaria de La Paz (FES).

Em Evo Morales fustiga el maltrato a los emigrantes bolivianos en Europa

 

Vídeo:

«En el marco de una visita oficial a España, el Presidente de Bolivia, Evo Morales, prometió ante más de 10 mil bolivianos en Madrid que trabajará por la legalización de todos los inmigrantes. Cuando los españoles y los europeos llegaban a América, nuestros abuelos nunca dijeron que eran ilegales. Declararlos ilegales es un grave error, dijo el mandatario entre aplausos y vítores en la plaza de toros de Leganés. Como se en el país ibérico, cerca de 100 mil inmigrantes bolivianos, radican y trabajan de forma legal, mientras que cerca de 150 mil lo hacen sin los papeles en regla».

Em Evo Morales pide por inmigrantes ilegales en España

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
A Crise mundial do capitalismo e a possibilidade de luta dos trabalhadores nos EUA

     Como materialistas, acreditamos firmemente que, a longo prazo, o ser social determina a consciência e que as condições de profundas mudanças abrirão o caminho a uma transformação da consciência e da luta. Enquanto os trabalhadores lutam para sobreviver, os dirigentes comprometidos com a luta que está para chegar nunca devem abandonar os ideais do objectivo final – um mundo socialista.

                       

Notícias AQUI, AQUI e AQUI


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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: Janet Napolitano

Janet Napolitano, governadora do Arizona, nomeada Secretária para a Segurança Interna.

His [Obama's] secretary for homeland security is Janet Napolitano who, as governor of Arizona, made her name by stoking hostility against Latino immigrants. She has militarised her state's border with Mexico and supported the building of a hideous wall, similar to the one dividing occupied Palestine.

In John Pilger - Beware of Obama's Groundhog Day

Para Ler:

This isn't the change America wanted. The American Friends Service Committee is alarmed over the selection of Janet Napolitano to head Homeland Security.

Photo: Human rights activists protested Arizona Gov. Napolitano in Tucson in 2007 because of her anti-immigrant stance. Napolitano has pushed for militarizaton of the border.

In Human rights concerns over Napolitano pick for Homeland Security

Vídeos:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

Notícias AQUI


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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: Mediterrâneo e Atlântico

Mediterrâneo:

        

Atlântico:          

 

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge  
                                          


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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: Fronteira Ceuta e Melilla

    Depois de Muros, valas, arame farpado e barreiras electrificadas: Fronteira México-EUA mais muros durante toda esta semana.

               

Para LER:

Para Ver e Ouvir:

   

                                                          

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                                              


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Sábado, 9 de Agosto de 2008
Festa do «Avante!» 2008 - Espaço Imigração

                                                        

    No pavilhão da Imigração na Festa do Avante!, o convívio solidário entre todos os camaradas e amigos, imigrantes ou não, é o principal cartão de visita que faz deste um espaço obrigatório de paragem.  Atendendo à crescente e diversificada presença de comunidades imigrantes no nosso país, o PCP tem-se destacado na defesa dos direitos destes trabalhadores e pela sua unidade na luta com os autóctones. Somos o partido com maior e mais qualificada intervenção política nesta área, e o facto reflecte-se na exposição que a Organização da Imigração  apresenta este ano, onde são tratadas matérias como a defesa dos direitos, a acção nos parlamentos, o nacional e o europeu, e as especificidades das comunidades de origem africana, do Leste da Europa ou do Brasil . 

                                          

                                   


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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Florida

    A propósito deste Estado  aqui vão algumas notas que talvez considerem com interesse.

 

A IMPORTÂNCIA NOS ÚLTIMOS ACTOS ELEITORAIS
 
A Florida tem sido, em termos eleitorais, um dos pontos chave das últimas eleições presidenciais.
Em 2000, foi declarada a vitória de Al Gore (sobre Bush) e, pouco depois, a de Bush (sobre Al Gore). Depois de uma disputa que meteu recontagem de votos (nunca chegaram a ser recontados 1 milhão e meio de votos) e muita jogada suja por parte do governo de então, liderado pelo irmão de Bush, na altura Governador, Bush foi declarado vencedor com uma vantagem de cerca de 500 votos (o que lhe deu os 27 votos da Florida no Colégio Eleitoral). Esta vitória permitiu-lhe atingir a maioria no Colégio Eleitoral. Como sabem, a vitória num Estado permite que o candidato aí vencedor conte com todos os delegados desse Estado. Nesse ano, Al Gore, a nível nacional teve mais cerca de 500 mil votos populares do que Bush, mas não foi eleito porque, no Colégio Eleitoral teve 260 votos (contra 279 de Bush). Se tivesse ganho a Florida, Al Gore teria sido eleito com 287 (contra 252 de Bush).
Em 2004, Kerry perdeu as eleições na Florida. Uma vez mais, se as tivesse ganho, teria conseguido ser eleito Presidente.
    
ALGUNS DADOS
                          
O número de habitantes por km quadrado é, curiosamente, igual à de Portugal: 114.
A população é de cerca de 18 milhões de pessoas.
A taxa de crescimento populacional é a 5ª maior dos EUA. 
É o 4º maior Estado em número de habitantes, prevendo-se que, no final da corrente década, ultrapasse o Estado de New York e chegue a 3º (atrás da Califórnia e do Texas).
A principal actividade económica é o turismo (fundamentalmente interno), seguindo-se a agricultura (laranja, principalmente), o sector financeiro e a indústria aeroespacial.
A composição racial da população é a seguinte: 65% brancos; 17% hispânicos; 15% afro-americanos (eram 50% no tempo da escravatura); 2% asiáticos; menos de 0,5% americanos nativos (índios).
Os principais grupos étnicos são: alemães (12%), irlandeses (11%), ingleses (9%), americanos (8%) e italianos (6%).
Em matéria religiosa há 82% de cristãos (54% protestantes e 26% católicos), 4% de judeus, 1% de outras religiões e 13% não-religiosos.
              
UM CHEIRINHO DE HISTÓRIA
                     
O nome teve origem na chegada de Juan Ponce de Léon, em 2 de Abril de 1513, uns dias depois da chamada sexta-feira santa. Pascua Florida é o nome dado pelos espanhóis à celebração cristã do domingo de Ramos. Ponce de Léon chamou-lhe Florida e assim ficou.
Até 1819 foi colónia espanhola, altura em que foi comprada e anexada aos EUA.
Tornou-se o 27º Estado americano em 3 de Março de 1845.
Em 1861 separou-se dos EUA e juntou-se aos Estados Confederados da América (que defendiam a continuação da escravatura). A principal actividade económica de então era a produção de algodão, completamente dependente do trabalho escravo.
Após a derrota da Confederação na Guerra Civil, em 1865, a Florida foi readmitida nos EUA em 1868, não sem que antes (1866) fosse forçada a abolir oficialmente a escravatura.
Hoje os "novos escravos" são os imigrantes clandestinos que, fundamentalmente, trabalham na agricultura.

                              

Fernando

                      


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