TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 1 de Julho de 2016
Colômbia: Acordo histórico em Havana

Colômbia diálogos paz1

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC – EP) e o governo colombiano assinaram na quinta-feira, 23, em Havana, um acordo histórico de cessar-fogo e de desarmamento.

O acordo, considerado um passo decisivo para pôr fim a um conflito que dura há mais de meio século, foi assinado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das FARC, Rodrigo Londoño "Timochenko". A capital cubana, sede desde Novembro de 2012 das negociações de paz, acolheu a cerimónia em que participaram o anfitrião e presidente cubano, Raúl Castro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Borge Brende, em representação dos países garantes do processo de paz, e os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Chile, Michelle Bachelet, como nações acompanhantes dos diálogos de paz.

O momento histórico foi ainda acompanhado pelos presidentes da República Dominicana, de El Salvador e do México, além do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na qualidade de convidado especial, que se fez acompanhar pelos presidentes do Conselho de Segurança, Francois Delattre, e da Assembleia geral da ONU, Mogens Lykketoft.

Ler texto integral

 

«Miguel Urbano, um dos revolucionários que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o comentário possível aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organização revolucionária e o governo da Colômbia.
Termina, confessando a sua dificuldade em «imaginar que tipo de «reconciliação» (…) será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos».
»

 

Bandeira_FARC-EP.jpg

«A paralisação de camponeses, assalariados rurais e indígenas colombianos dura há mais de uma semana e já obrigou o governo a comprometer-se com a segurança dos manifestantes.»

Juan Manuel Santos1.jpg

 

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
Gente Séria

Comício Coliseu 2015-09-20

Bem se pode dizer que a CDU é gente séria.

Gente séria porque honramos a palavra dada. Com a CDU, os trabalhadores e o povo sabem com que podem contar, conhecem que o que dizemos cumprimos, que não andamos a semear promessas e mentiras para ganhar votos, porque na CDU o voto de cada um é integralmente respeitado.

Gente séria porque estamos na política não para nos servir, mas para servir os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Na CDU não fazemos dos cargos públicos uso para garantir privilégios. Os nossos eleitos e deputados recebem de remuneração o mesmo que ganhavam nas suas profissões e empresas. Gente reconhecida pelo seu trabalho, a sua honestidade, a sua competência.

Gente séria porque leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, dos jovens, porque na sua acção a CDU dá resposta às suas inquietações e justas aspirações, porque ligada à vida conhece e responde às suas preocupações e intervém na defesa de todos os que são atingidos pela política de direita.

Gente séria porque não vira a cara à luta. Porque como os portugueses sabem foi com a CDU que contaram nas horas más, foi na CDU que encontraram a coerência e a coragem quando mais difícil era resistir e combater a política de destruição das condições de vida, porque é na CDU que reside a garantia de pesar na hora de se bater por uma política patriótica e de esquerda.

Gente séria porque não precisa de esconder o seu percurso. Sim porque a CDU não precisa de disfarçar as suas posições passadas, mandar para trás das costas responsabilidades pelo rumo de declínio, porque precisa de se pôr em bico de pés para procurar apresentar-se agora como aquilo que não é. A CDU apresenta-se de cabeça levantada com a razão acrescida que vida lhe deu e dá razão, com a clareza de quem denunciou e combateu a política de desastre de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com a autoridade de quem tem afirmado e defendido soluções e medidas que se tivessem sido aprovadas teriam poupado os portugueses a tantas dificuldades e teriam contribuído para construir um país menos desigual e mais justo.

Gente séria com uma política a sério para dar resposta aos problemas nacionais. Gente que não se refugia na mentira, no semeio de desilusões e falsos fatalismos mas que pelo contrário afirma com confiança que há solução para os problemas do País, que Portugal tem recursos e meios para assegurar um futuro melhor, com mais produção e uma distribuição de riqueza que beneficie quem trabalha.

Gente séria porque não desiste de um Portugal a sério. Porque na CDU não prescindimos de lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana e independente, de colocar os interesses nacionais à frente dos projectos daqueles que querem manter o país submetido ao capital transnacional e ao directório de potências. 

Jerónimo de Sousa

 

Comício Coliseu 2015-09-20_1

 


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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
A situação dos precários em Portugal
  • «Os trabalhadores independentes (trabalhadores por conta própria sem empregados, segundo o INE) mais os trabalhadores contratados a prazo
  • A dimensão desta realidade em Portugal e consequências económicas e sociais»

 


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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014
Manobras e processos

Hat and wand 1

Assinala-se o desenvolvimento de manobras e processos para construir soluções que assegurem o prosseguimento da política de direita, esbatam os elementos cruciais de uma ruptura com essa política, animem elementos de diversão e enfraqueçam a construção de uma verdadeira alternativa.

  • A corrente de contra-informação lançada pelo Governo em torno de elementos de política fiscal ou do Salário Mínimo Nacional para iludir a natureza da política de exploração que se propõe prosseguir;
  • a encenação que, a pretexto de uma inventada eleição a “candidato a primeiro-ministro”, o PS promoveu com ampla difusão mediática para procurar iludir o seu alinhamento com a política de direita e a submissão aos interesses da União Europeia, seja com António José Seguro ou com António Costa;
  • as rearrumações do quadro partidário com a criação de novas forças políticas animadas por ambições e projectos pessoais;
  • as movimentações, com base em novas ou velhas expressões políticas, para oferecer ao PS o toque de abertura “à esquerda” numa recauchutada governação à direita;
  • o requentado apelo a compromissos nacionais deixados pelo Presidente da República, no passado dia 5 de Outubro

– são exemplos de realinhamentos que, ditados a partir dos centros decisórios do grande capital, visam reduzir a margem para a crescente reclamação sobre a urgente ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda capaz de assegurar o desenvolvimento soberano e independente do País.

 


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Sábado, 5 de Outubro de 2013
«Independentes»

  Mas é importante falar sobre os reais independentes. E começar por onde eles realmente estão. São mais de 12 000 cidadãos (eleitores pois então!) e pesam mais de 35% nas listas das autárquicas. Onde estão? Na CDU! E foram de facto também os grande vencedores da noite eleitoral. Mas estes independentes não são uns quaisquer. Independentes sim! Dos interesses obscuros, do grande capital, da política de direita, dos compadrios e da corrupção! Mas profundamente comprometidos com valores e ideais, com a honestidade, a verdade e sobretudo com a luta do nosso povo.

É que isto dos «independentes» é como com os partidos: não são todos iguais!

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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013
Independentes? Uma ova!!!...

     Analisemos os casos dos «independentes» de maior relevância:

É «independente» o Paulo Vistas, de Oeiras, sucessor do mesmo Isaltino que foi Presidente de Câmara eleito pelo PSD de 1985 a 2005?

É «independente» José Guilherme Aguiar, em Gaia, público e notório militante do PSD até outro dia e escolha directa da concelhia do PSD-Gaia, contra a vontade de Passos Coelho, que impôs Carlos Abreu Amorim?

É «independente» de quê Guilherme Pinto, Presidente da Câmara do PS em Matosinhos até este ano?

É «independente» a que título Rui Moreira, notoríssima figura da direita portuense, sucessor indigitado de Rui Rio, Presidente da SRU Porto Vivo nomeado por aquele Presidente de Câmara?

É «independente» desde quando Fernando Paulo, o candidato a Gondomar cuja lista foi barrada pelos tribunais, delfim de Valentim Loureiro, outro histórico do PSD?

Fátima Felgueiras tornou-se «independente» do PS por entregar o cartão?

Helena Roseta, foi «independente» na meia dúzia de dias que mediaram entre a sua candidatura nas intercalares de Lisboa em 2007 e a adesão ao executivo de António Costa?

E Paulo Cafofo, na Madeira, sem cartão de militante mas apoiado por seis partidos, é ou não «independente»?

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Eu não diria melhor...

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Domingo, 23 de Junho de 2013
Colômbia: Entre o céu e o inferno

É preciso entender que este não é um processo de submissão, mas de construção de paz. Não se trata de uma incorporação da insurgência ao sistema político vigente, assim como está, sem que se opere nenhuma mudança a favor das maiorias excluídas. Então, qual foi o intuito da luta? O melhor epílogo desta guerra deve ser rubricado por mudanças estruturais no político, econômico e social que propiciem a superação da pobreza e da desigualdade.

Temos que defender este processo de paz, esta esperança. Todos, resolutamente, governo, guerrilha das FARC e as organizações sociais e políticas do país, devem somar vontades para alcançar, após décadas de confronto bélico, a ansiada reconciliação com justiça social. O que nos importa Uribe e Fedegan se estamos determinados a alcançar a paz?

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   Nesta entrevista com Pablo Catacumbo, membro do Estado-Maior Central das FARC-EP explica como e por que razão as FARC-EP a negociar com o governo de Juan Manuel Santos: «Sentimos que havia a possibilidade de alcançar uma solução política, que nunca esteve ausente da nossa abordagem estratégica». 

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Domingo, 9 de Junho de 2013
As FARC-EP, meio século de luta pela paz

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Os Diálogos para a Paz entre as FARC e o governo colombiano chegaram a um importante acordo sobre a Reforma Agrária [ler texto em baixo]. O difícil processo negocial prossegue. As FARC estão conscientes de que a conquista da Paz é inseparável do desmantelamento da oligarquia que utiliza o Estado como instrumento da sua política de classe, marcada por uma repressão feroz.

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«Após discutir durante meses nossa problemática rural e de buscar soluções que, efetivamente, reivindiquem e redimam o camponês, as comunidades indígenas e afrodescendentes, e que favoreçam o bem viver dos colombianos, avançamos na construção de um acordo, com exceções pontuais, que necessariamente terão que ser retomadas, antes da concretização de um acordo final.»

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«Nas últimas semanas o governo de Barack Obama alterou profundamente a sua estratégia para a América Latina.

Três acontecimentos quase simultâneos assinalaram o início de uma perigosa ofensiva que visa a desestabilizar os governos progressistas da Região: o recebimento por Juan Manuel Santos de Capriles Radonski - o líder da extrema-direita venezuelana, derrotado nas eleições presidenciais - a visita a Bogotá de Joe Binden, vice dos EUA, e a notícia de que a Colômbia prepara a sua adesão à NATO

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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013
O debate que há hoje nas FARC-EP não é sobre a validade ou não da luta armada

   Uma entrevista muito importante não apenas para a compreensão da situação actual na Colômbia, nomeadamente no que diz respeito às perspectivas dos diálogos de Havana, mas também para compreender o relacionamento histórico entre a FARC e o PC Colombiano, e a questão da luta armada no quadro da luta política pela terra e pelas liberdades democráticas.

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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
Colômbia: Por uma paz digna, com justiça, democracia e soberania

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A delegação de Paz das FARC-EP e a direção do MCB, reunida em Havana, Cuba, território livre da América e avançada da segunda independência latino-caribenha, exorta aos povos deste continente e do mundo a impulsionar com renovado entusiasmo e intensa participaçom, o desenvolvimento exitoso dos diálogos que têm local nesta cidade heróica.

Nada pode ser mais imperioso que conseguir uma saída política justa e digna a este desgarrador conflito social armado para um povo que, como o colombiano, sofreu e sofre os rigores de umha guerra encarniçada, imposta ao longo de meio século por um Estado, por umha classe dominante-governante e uma superpotência imperialista, os Estados Unidos, empenhada em assumir o terror como meio de submetimento e saque.

Urge, portanto, deter essa tendência cruel e destrutiva, acordando quanto antes melhor, um cessamento de fogo bilateral que despeje o clima de confrontaçom violenta que ainda perdura; favorecendo assim o exame cuidadoso, detito, desapaixonado e profundo das causas económicas, sociais, políticas e culturais do estado de guerra a superar.

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013
As FARC-EP em Havana - a verdade e a mentira sobre uma guerrilha heróica

 

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Bases dos EUA na Colômbia. As legendas são da responsabilidade exclusiva de quem fez o mapa.

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As negociações de Havana estão desde o início armadilhadas. Mas tal não impede que o balanço actual seja muito positivo. O interesse que as conversações de Havana e o prólogo de Oslo suscitaram permitiu que a voz da guerrilha chegasse a milhões de pessoas em dezenas de países. Em conferências de imprensa, em entrevistas e artigos, dirigentes como os comandantes Ivan Marquez, Rodrigo Granda, Jesus Santrich e outros projectaram a imagem real das FARC e da sua organização revolucionária, incompatível com a perversa caricatura que delas exportam Santos e os seus generais.

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013
Sobre a 1ª etapa dos diálogos de Havana entre as FARC-EP e o governo colombiano

    Concluiu-se a primeira etapa dos diálogos de Havana. Para as forças democráticas e defensoras da paz, o balanço é positivo. Mas o prosseguimento do processo até que seja alcançada uma paz estável e duradoura enfrentará ainda muitas dificuldades e incertezas. À mesa das negociações sentam-se forças de classe antagónicas. E no desenvolvimento do processo pesará de forma determinante a posição do imperialismo, que tem na Colômbia uribista o seu mais fiel aliado na América Latina.

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
Comunicado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo

Clicar na imagem para visualizar a ligação

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
As FARC-EP lutam pela Paz, o governo simula negociar

As FARC-EP lutam pela Paz, o governo simula negociar

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«O presidente Juan Manuel Santos, um oligarca neofascista, sentiu a necessidade de abrir o diálogo de paz com as FARC, opção que ao tomar posse qualificava de impensável. Mudou de atitude na convicção de que não há solução militar para o conflito e também alarmado com o êxito alcançado pela Marcha Patriótica e com a adesão de milhões de colombianos à campanha promovida pelo movimento «Colombianos por la Paz».
Trata de ganhar tempo. Juan Manuel Santos sabe que Washington se opõe a uma paz negociada com as FARC e são fortíssimas as pressões da oligarquia e das transnacionais para impedir que a mesa de diálogo de Havana atinja os objectivos do Acordo assinado. Sabotar a Agenda é agora a tarefa de Humberto Calle e do general Mora.
Do outro lado estão as heroicas FARC-EP, assumindo na mesa de diálogo o mesmo papel que na luta armada sempre definiram como seu: defender o povo e a democracia, defender uma Colômbia de progresso e de paz.
»

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
Colômbia: Texto do acordo entre Governo e FARC-EP

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Acordo Geral para o termo do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura

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Domingo, 12 de Agosto de 2012
A situação na Colômbia e o projecto das FARC-EP
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Influentes media nos EUA manifestam preocupação face à situação socio-política e militar na Colômbia. Têm muitas razões para essa súbita preocupação: divergências no interior do regime; denuncia publica de envolvimento de chefes militares com a rede narco paramilitar; agravamento da crise económica; os efeitos dos Tratados de Livre Comercio impostos pelos EUA e pela União Europeia; o avolumar do descontentamento popular e, sobretudo, uma série de derrotas infligidas pelas FARC-EP a forças do Exército e da Polícia Nacional.

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«Os recentes acontecimentos de profunda repercussão nacional evidenciam que a imagem de uma Colômbia paradisíaca, que os últimos governos se encarregaram de difundir a nacionais e estrangeiros, não passa de uma criação mediática e virtual, inventada com o objectivo de atrair o capital de investimento transnacional em crise noutras latitudes, e é animada pelo objectivo deliberado de enriquecer uma elite local privilegiada, com grave prejuízo para os interesses das grandes maiorias colombianas e da nossa própria existência como nação soberana.»

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Terça-feira, 5 de Junho de 2012
FARC: 48 anos de luta Revolucionária

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Não há precedente na história da América Latina para uma saga revolucionária comparável à das FARC. Fundada há quase meio século, a guerrilha das FARC luta contra o mais poderoso exército do Sul do Hemisfério, armado e financiado pelo imperialismo estado-unidense.

Sucessivos governos anunciaram ao longo dos anos em Bogotá o seu fim iminente. Mas não há calúnia nem discurso dos presidentes e generais da oligarquia colombiana que possa esconder o óbvio: as FARC-EP - guerrilha-partido marxista-leninista - prosseguem a luta por uma Colômbia independente, democrática e progressista.

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Sábado, 5 de Abril de 2008
Portugal em Números: Micro e Pequenas Empresas (Falências)

    No ano passado faliram duas vezes mais pequenas e médias empresas, em Portugal, do que no ano anterior, anunciou a Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas.

Foram cerca de 50 mil, as encerradas no ano passado, tendo 18 520 aberto falência, sendo 80 por cento delas, do sector do comércio e serviços.

Entre Agosto de 2007 e Fevereiro deste ano já encerraram 12 830, atirando mais 50 mil trabalhadores para o desemprego. Destes, 30 mil desempenhavam funções em micro-empresas, 15 800, em pequenas e 3 900 em médias.

Actualmente, existem 264 mil PME’s em Portugal, com uma empregabilidade média de 10,6 trabalhadores.

                              


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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Funeral de Luiz Pacheco

    José Casanova, da Comissão Política do PCP, fez uma breve intervenção no funeral de Luiz Pacheco em que lembrou o autor como «espírito livre e independente, personalidade lúcida e irreverente. Escritor e personalidade singular, soube reconhecer no PCP o partido dos trabalhadores, com tudo o que isso significa, e fez dele o seu partido

          

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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Na morte de Luiz Pacheco (1925-2008)
    Editor e escritor, Luiz Pacheco assegurou um lugar na  história da literatura portuguesa. Enquanto editor, deve-se-lhe a publicação de obras de vários autores importantes, de Mário Cesariny a outros surrealistas e a Herberto Helder. Enquanto escritor a sua obra, em grande parte ainda dispersa - foi autor, entre outros títulos, de "Comunidade", "O libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor", “O Teodolito", "Exercícios de estilo" e "Memorando, mirabolando" - dá testemunho de uma prosa depurada e segura, ágil e capaz de recriar a palavra oral e popular, e o calão.
Luiz Pacheco é um autor em que vida e obra se confundem e se ampliam mutuamente, em que a ficção, a crítica literária e a crítica da mundanidade literária se respondem e ecoam um fundo insistente e desassombradamente autobiográfico. Autor satírico, a sua obra combina a ironia e a subversão das convenções do moralismo conservador e hipócrita, com a capacidade de revelar o rosto agredido do ser humano, entre a opressão e o sofrimento da miséria e a alegria insurrecta.
Espírito livre e independente, personalidade lúcida e irreverente, Luiz Pacheco soube reconhecer no PCP o partido dos trabalhadores, o partido consequente, longa e tenazmente fiel aos seus princípios e objectivos, o seu Partido. Assim, em finais de década de oitenta, tornou-se por sua iniciativa militante do PCP - qualidade que manteve até morrer.
A Comissão Nacional do PCP para a Área da Cultura lamenta profundamente a morte de Luiz Pacheco e a perda que ela significa para a Cultura Portuguesa e manifesta aos seus familiares sentidas condolências.
(sublinhados meus)
                  
In Nota da
Comissão Nacional do PCP para a Área da Cultura
                    

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
CEM!

    Com esta atingimos a «Conversa da Treta» nº 100! Aos leitores e à direcção do «Jornal do Centro» um muito obrigado pela paciência que têm tido em aturar estas minhas rabugices. Nada melhor para celebrar que mais uma treta. Esta é uma verdadeira pérola.

Mário Bettencourt Resendes (MBR) tem um percurso profissional que fala por si. É o Provedor do Leitor do jornal «Diário de Notícias». Pelo que diz e escreve evidencia inteligência e cultura acima da média.

No entanto a propósito da queixa de um leitor sobre o (não) tratamento dado pelo referido jornal à Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais, escreveu um conjunto de tretas que pode ser lido no “DN” de 8/12 ou na sua edição on line.

É óbvio que MBR (e com ele o director João Marcelino), não faz ideia do que está a falar. Não leu o documento de lançamento da Conferência Económica e Social, a agenda, o regulamento, o Texto Base com cerca de 225 mil caracteres, a Proclamação, os documentos sectoriais e anexos estatísticos, as mais de 60 intervenções.

Se tivesse feito os trabalhos de casa não escreveria que o PCP não se comoveu com a mudança de paradigma no jornalismo político (o avanço da "interpretação" em prejuízo do relato, puro e duro). Ou que quem se der ao trabalho de ler os textos emanados do PCP encontra apenas «mais do mesmo».

Saberia que há 22 anos que o PCP não fazia uma Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais. Uma Conferência nos termos dos Estatutos do PCP (nomeadamente com 1250 delegados eleitos em 500 assembleias plenárias) com Regulamento como se de um Congresso se tratasse. Isto é «mais do mesmo»? Isto não merece interpretação?

Saberia que no âmbito da realização desta iniciativa, decorreu desde Março um período de preparação com um vasto programa de iniciativas realizadas nos vários distritos e regiões que permitiram o exame e o debate das principais questões económicas e sociais, pondo em evidência constrangimentos e perspectivas de desenvolvimento regional, as profundas assimetrias regionais que marcam o país e as propostas do PCP em relevantes questões económicas sectoriais, como a indústria, a energia, a agricultura, as pescas e o mar, os transportes, as comunicações, as telecomunicações, o sector automóvel, a indústria naval, as tecnologias da informação e comunicação, o sector financeiro, a administração pública, a economia mundial, as micro e as pequenas e médias empresas, o movimento cooperativo, a ciência e a tecnologia, e outras de âmbito social como a pobreza, a habitação, a saúde e a educação, a juventude, o ambiente e as áreas protegidas, a realidade do mundo do trabalho e dos trabalhadores ou a avaliação sobre os diferentes fluxos migratórios. Isto é «mais do mesmo»? Isto não merece interpretação?

E que «interpretação» dar ao facto de o "DN" ter quase silenciado estas dezenas de iniciativas? Ou ao facto de ter entendido não ser necessário enviar qualquer jornalista ao local, Seixal, e ter-se baseado na reportagem da Lusa? Ou ao facto de nem uma linha ter escrito sobre o primeiro dia de trabalhos desta importante iniciativa? Ou o facto de na edição on line do dia 26/11 nada constar do texto citado (o tal da págª 18)?

Pode-se concordar ou discordar dessas análises. Agora dizer que é «mais do mesmo» e que não merecem interpretação... É para se auto dispensarem de analisar o que o PCP escreve (dá muito trabalho, não é verdade?). Se isto não é desonestidade intelectual, não sei o que seja. Enfim vamos conceder que estamos “apenas” perante ataques de preguicite e sectarite aguda.

Tretas «puras e duras».
             

In "Jornal do Centro" - Edição de 28 de Dezembro de 2007

            

Ver sobre o mesmo tema também AQUI

              


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Domingo, 30 de Dezembro de 2007
Outro rumo Nova política - Juventude
Hugo Garrido
    «Saudamos a participação da JCP na preparação desta conferência. Destacamos quatro iniciativas onde participaram cerca de 200 camaradas que abordaram sobretudo aspectos do desenvolvimento económico e social para a melhoria das condições de vida da juventude.
A juventude é das forças sociais mais afectadas pelas políticas de direita que nos tem governado nos últimos 31 anos

                  
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Outro rumo Nova política - Produtividade e competitividade
Sérgio Ribeiro

    «Perante a tarefa de contribuir para uma conferência económica, um economista marxista sente-se como alguém que quer oferecer a um grupo de amigos um cozido à portuguesa, acompanhado por um bom vinho dos nossos, e tem, na dispensa e no mercado, as couves de Bruxelas como única hortaliça, aquele osso de porco (eis bein) de Estrasburgo como única carne, as salsichas de Frankfurt como único enchido, e que, em vez de vinho, apenas dispõe de produtos químicos importados de um norte onde não há nem sol, nem encostas, nem castas... nem uvas.»    

                      

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Outro rumo Nova política - Saúde e Desenvolvimento
Joaquim Judas
    «A Saúde está na primeira linha dos problemas que mais preocupam os portugueses.
A prestação de cuidados de saúde, envolvendo no seu conjunto uma despesa que corresponde a quase 10% do Produto Interno Bruto, é altamente cobiçada pelos grandes grupos capitalistas que vêem nela uma muito rentável área de negócio.
Sintonizados com estes grupos, sucessivos governos do PS, PSD e CDS/PP têm levado a cabo uma política de degradação da oferta pública de cuidados de saúde e de encerramento de serviços. Ao mesmo tempo que procuram desacreditar e destruir o Serviço Nacional de Saúde abrem as portas à privatização do sistema

           
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Outro rumo Nova política - Emigração
Rogério Feitor
    «Novamente milhares de portugueses emigram à procura de trabalho e melhores condições de vida.
Assistimos ao crescimento de novos fluxos emigratórios onde predomina a contratação de trabalhadores na situação de grande precariedade e em condições de trabalho próximas da escravatura.
Esta é uma consequência imediata das políticas de direita de agravamento das condições de vida do povo português.
»
            
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007
Outro rumo Nova política - Telecomunicações
Luís Passos

    «No âmbito da preparação desta Conferência, as Telecomunicações realizaram um Debate-Audição sob o lema - Por um forte sector publico, universal e de qualidade - condição de desenvolvimento.

O sector das telecomunicações, tal como temos afirmado, constitui um sector estratégico para o desenvolvimento do país, parte integrante de um projecto de modernização, desenvolvimento e coesão social que queremos para Portugal.»

                

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Outro rumo Nova política - Os Fundos Estruturais e o QREN
Pedro Guerreiro
    «É recorrente a referência aos Fundos Estruturais e de Coesão para Portugal, no contexto da UE, fundos que já totalizaram mais de 50 mil milhões de euros nos últimos vinte anos.
No entanto, escamoteia-se, entre outros argumentos, que o total das saídas na balança de rendimentos de Portugal com o exterior, durante o mesmo período, representou mais de 100 mil milhões de euros, ou seja, o dobro. Uma verdadeira sangria dos recursos do País

       
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Outro rumo Nova política - Desenvolvimento e Desenvolvimento Local
Carlos Pinto Sá
    «Numa época em que o imperialismo e as elites capitalistas nacionais - acompanhadas pela sua corte de bajuladores e pelos autodenominados de “esquerda moderna” e outros conformados e há muito rendidos -, desenvolvem uma poderosíssima campanha ideológica para impor o pensamento de direita, único e supostamente sem alternativa, saúdo a coragem e o discernimento do PCP ao convocar esta Conferência sobre Questões Económicas e Sociais e justamente clamando que é possível e necessária “Uma Nova Política – Outro Rumo ao Serviço do Povo e do País”.
Para além da barragem de discursos e cassetes repetidas à exaustão pela direita e pelos seus governantes de serviço sobre a bondade do capitalismo e das suas políticas, aí está, por esse mundo fora, o aumento da miséria extrema, da fome, das doenças e das desigualdades sociais e entre países;
»
            
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Outro rumo Nova política - Região Demarcada do Douro
António Serafim
    «A RDD que completou 250 anos de existência, e que este ano comemora o seu 6º aniversário como Património Mundial da Humanidade, atravessa uma das piores crises de sempre, apesar das suas características muito próprias, e de produzir um vinho generoso único no mundo, e da mais valia que o mesmo traz ou deveria trazer para a região, já que atinge um volume de negócios de cerca de 500 milhões de Euros ano, tais rendimentos não tem revertido a favor do progresso e desenvolvimento da região, nem da melhoria das condições de vida das populações, que continuam a ter os mais baixos índices de poder de compra do País, 60% da média dos restantes portugueses
              
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
Outro rumo Nova política - Ferrovia
Vítor Rodrigues
    «A política alternativa que o PCP preconiza não pode deixar de considerar o transporte ferroviário como a espinha dorsal de um sistema de transporte integrado, que responda à melhoria da mobilidade de pessoas e mercadorias, à correcção das  assimetrias e desigualdades, e um sustentáculo importante da soberania económica do país.

Este é o critério que nos separa da política de direita dos sucessivos governos neste sector. Para o PS, PSD e CDS-PP, o comboio e a ferrovia têm de ser moldados à medida dos interesses dos grandes grupos económicos, devendo salvar-se apenas o que dá lucro, e ainda com o Estado a subsidiar a sua prestação de serviço. Mais uma vez se ignoram os custos económicos e sociais de tal perspectiva.»          

                 

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