TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
UPP: Concerto - José Afonso uma vontade de música

UPP 2017 JAFONSO CONCERTO.jpg

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
UPP: Curso sobre José (Zeca) Afonso

UPP Zeca Cartaz.jpg

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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2016
BCE compra dívida de multinacionais

BCE_Sede

 

O Banco Central Europeu comprou, entre os dias 8 de Junho e 15 de Julho, 10,4 mil milhões de euros de dívida privada. Não se trata, porém, de uma dívida qualquer, por exemplo, de cidadãos comuns ou de pequenas empresas em dificuldade. Esta ajuda, que em última instância será suportada pelas camadas populares, destinou-se a socorrer precisamente grandes multinacionais europeias cotadas nas principais praças financeiras.

Entre elas encontramos nomes conhecidos de grupos franceses como Axa, Total, Danone, Sanofi, Orange, Pernod Ricard ou ainda Air Liquide e Schneider Electric, entre outros.

Mas, segundo noticiou o jornal Le Monde, a generosidade do BCE beneficiou igualmente os grupos alemães BMW, BASF e Daimler.

O BCE passou deste modo a aplicar à dívida dos grandes grupos económicos o mesmo tratamento até aqui reservado às dívidas dos estados. Ou seja, para manter as taxas de juros baixas, adquire títulos de dívida, usando o chamado «quantitative easing». Este mecanismo, que funciona como uma espécie de impressora de dinheiro, leva a instituição a criar, todos os meses, várias dezenas de milhares de euros que logo se «evaporam» nos mercados financeiros, sem nunca chegarem à economia real, isto é, à vida das pessoas.

 

José Afonso12

Especialmente dedicado ao Banco Central Europeu e à sua vontade de nos «enfiar pela goela abaixo» a destruição total dos direitos e conquistas sociais:

[No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada // Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada]

 


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Domingo, 5 de Junho de 2016
De AÇO e de SONHO

ACR_iniciat_deACOedeSONHO

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A Associação Conquistas da Revolução e o Teatro Extremo apresentam De AÇO e de SONHO, dia 16 de Junho, pelas 21 horas, na Casa do Alentejo.

A entrada é livre.

 


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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015
UPP: Convívio de Verão 2015

UPP Conv Verão 2015

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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Um verdadeiro camarada, no sentido mais sublime da expressão

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José (Zeca) Afonso: (2 de Agosto de 1929 / 23 de Fevereiro de 1987)

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AO VIVO NO COLISEU (1983): 

  • À Proa (José Afonso)

  • Balada do Mondego (Artur Paredes)

  • Senhora do Almortão (tradicional - José Afonso)

  • Dor na Planície (Octávio Sérgio) 

  • Canção de embalar (José Afonso) 

  • Natal dos Simples (José Afonso) 

 

  • Um Homem Novo Veio da Mata (José Afonso) 

  • O Anel que Tu Me Deste (tradicional) 

  • Murinheira (tradicional) 

  • Utopia (José Afonso)

 

 

Vídeos:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge (publicado inicialmente a 2 de Agosto de 2009)

                                                                     


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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
E Daniel Oliveira até simpatiza com esta gente...

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Comecemos por recordar dois "posts" de Daniel Oliveira (DO):

Dos outros que, no Arrastão, apoiam a agressão da NATO à Líbia (*), nem vale a pena falar. Com pessoas assim, está o Bloco bloqueado.

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Veja agora este vídeo que copiamos do 5dias (Helena Borges):

E agora nada mais escrevo porque me apetece vomitar. E, depois, vou com Zeca Afonso recordar Wiriamu, Mocumbura e Marracuene (**).

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(**) Como uma coisa puxa a outra, lembrei-me deste trecho:

«Lisboa está em festa, com milhares de pessoas a acorrerem ao cais para ver o troféu de guerra que constitui o grupo de prisioneiros trazidos de Moçambique. É a chegada da fera cruel, do pesadelo de todos os governos portugueses, do régulo sanguinário, como o classificaram os jornais nos últimos meses

Em mais de um século, a boçalidade, a bestialidade, é a mesma. Ou pior.

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Due popoli. Una guerra.

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PS: Entretanto, domingo, dia 23 de Outubro,

«“Somos um país muçulmano e por isso a Xariá será a base de todas as leis… Por isso toda a legislação que não esteja em concordância com os princípios do Islão, não será aplicada,” garantiu o líder do CNT

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
José (Zeca) Afonso

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso)

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010
Quem falou em «sangue», «suor» e «lágrimas»? E quando?

Pedro Passos Coelho perante o retrato do homem que ele mais admira!

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Quem, recentemente, falou em «sangue», «suor» e «lágrimas», foi Pedro Passos Coelho, em entrevista ao «Expresso» de 27 de Novembro:

«Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas».

Não se pode dizer que o homem seja muito original ou muito rigoroso!

Comecemos pela originalidade.

Já na quarta-feira, 2 de Junho de 2010, Pedro Norton, na revista «Visão», clamava por Sangue, suor e lágrimas: «É em momentos excepcionais que se revelam os líderes excepcionais. Pedro Passos Coelho pode ainda ambicionar não passar à história como mais um personagem do comboio fantasma de governantes medíocres que nos têm conduzido ao abismo. Mas, para isso, vai ter de apostar forte e de trocar rapidamente os "amanhãs que cantam" de José Sócrates pelo "sangue, suor e lágrimas" de Churchill. Em breve perceberemos se tem ambição e sobretudo se tem estofo para tanto. Oxalá assim seja. E oxalá saibamos ouvir quem quer que seja que ouse falar assim

(Mais tarde, em 26 Setembro 2010, Magalhães e Silva, no Correio da Manhã, publicava um artigo intitulado Sangue, suor e lágrimas, mas a intenção e o contexto são outros)

Do artigo de Pedro Norton, percebe-se que a expressão «sangue, suor e lágrimas» já há algum tempo circulava pelos bastidores de Pedro Passos Coelho e que este se limitou a tirá-la da manga sem perceber muito bem o seu contexto histórico. Este é que é um exemplo de uma pessoa que não pensa pela sua cabeça, para usar uma expressão cara a uma conhecida jornalista!

Quanto ao rigor.

Churchill falou em «sangue, suor e lágrimas» a seguir à guerra? Churchill prometia «sangue» a seguir à guerra? Será que o Pedro Passos Coelho também fez a cadeira de História por fax e que quando Deus distribuiu a argúcia esqueceu-se dele?


Winston Churchill

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A frase célebre de Churchill foi pronunciada no dia 13 de Maio de 1940 no primeiro discurso na Câmara dos Comuns após a tomada de posse como Primeiro Ministro do Reino Unido, no seguimento da demissão de Chamberlain a 10 de Maio:

«I would say to the House as I said to those who have joined this government: I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat. We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many long months of struggle and of suffering

Aí, Churchill dizia que nada mais tinha a oferecer senão «sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor». O que era compreensível, porque se vivia em plena guerra (que, claro, provoca feridos e mortos - o «sangue» vem dessa evidência!...). A 7 de Setembro de 1940 começava o blitz (bombardeamento nazi) sobre Londres...


Giuseppe Garibaldi

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Mas, Churchill, ao contrário de Pedro Passos Coelho, conhecia a História, e tinha consciência de que estava a fazer uma citação, e de quem era a citação, no seu discurso de 1940.

Quem, de facto, pela primeira vez, pronunciou a frase, foi Giuseppe Garibaldi, em 2 de Julho de 1849, em Roma, em frente do Parlamento da República, perante as suas tropas, constituidas por escassos 4700 homens, que teriam de defrontar os 86000 da força combinada francesa, espanhola, napolitana, toscana e austríaca:

«Non ho null'altro da offrirvi se non sangue, fatica, lacrime e sudore» [Não tenho mais nada a oferecer além de sangue, sofrimento, lágrimas e suor]. (1)

Mais uma vez numa situação de guerra em que ia haver feridos, mortos. destruição.

Quanto a nós, Dr. Pedro Passos Coelho, chegue-se aqui mais perto... Mais perto ainda... Assim está bem.

Então o senhor tudo o que tem para nos oferecer é «sangue, suor e lágrimas»? Nem «trabalho árduo», como Churchill, tem para nos oferecer? Sabe, os portugueses estão a habituados a trabalhar arduamente e o direito ao trabalho é o Artigo 23º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (2) .

Em contrapartida o senhor oferece-nos «sangue»! «Sangue», Dr. Pedro? Mas, consigo, na hipótese de um dia chegar ao poder, vamos entrar numa guerra? Uma guerra de classes contra os trabalhadores? Então o «suor» é das correrias e as «lágrimas» são do gás lacrimogéneo?

Sabe que mais? Se é preciso verter sangue, que seja o seu! Que seja o seu, Dr. Pedro!

A propósito de «sangue», vamos ouvir Os vampiros

«No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada»


«Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada»

(1) Ler:

  • Garibaldi maestro di Churchill (Nel 1940, nei giorni bui dopo la sconfitta britannica a Dunkerque, Churchill gli rese omaggio nel suo più ispirato discorso al parlamento e alla nazione, «rubando» le parole che Garibaldi aveva pronunciato nel 1849 davanti al Parlamento della Repubblica romana, quando ai suoi «pochi» 4700 uomini - che avrebbero dovuto fronteggiare gli 86 mila delle forze combinate francesi, spagnole, napoletane, toscane e austriache - disse: «Non ho null’altro da offrirvi se non sangue, fatica, lacrime e sudore».)

(2) Artigo XXIII: 1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Para os filhos dos homens que nunca foram meninos...

(...)

Rolam dias iguais a todos os dias; o Outono chega, cavalgando o vento. E Gineto mantém a mesma fé de quando entrou na prisão.

Através da cela, ouve tropel de cavalos e alarido de muito povo, a entrecortar um sussurro distante, confuso, de música e tiros e vozes... É a Feira. Gineto anima-se, crente de que os companheiros virão buscá-lo neste dia de festa, trazendo Rosete com eles. Encosta a face às grades, espera o regresso à vida livre.

Uma voz canta, mesmo por baixo da janela, uma canção que ele ouviu, certa tarde, no alto do Mirante. Ele grita:

— Gaitinhas! Tou aqui, Gaitinhas!

Mas a voz afasta-se. Gaitinhas-cantor vai com o Saguí correr os caminhos do mundo, à procura do pai. E, quando o encontrar, virá então dar liberdade ao Gineto e mandar para a escola aquela malta dos telhais — moços que parecem homens e nunca foram meninos.

-

Final de «Esteiros» , de Soeiro Pereira Gomes, livro que tem a seguinte dedicatória:

«Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro»

(...)

A sua obra de escritor é curta, mas valiosa e significativa. A par dos «Contos Vermelhos», em que narra episódios da vida e da luta clandestina, e do romance «Engrenagem», inspirado pela sua experiência na Cimento Tejo, a sua afirmação como romancista revela-se com «Esteiros» escrito e editado antes de passar à clandestinidade.

«Esteiros» é uma comovente história da vida de crianças que (como ele escreveu) «nunca foram meninos». Uma história de trabalho infantil; de miséria; de picardias, de audácia e aventuras, transbordando qualquer coisa de heróico na vida dessas crianças.

«Esteiros» foi desde logo considerado e reconhecido como uma pequena obras prima. Pediu-me que a ilustrasse e assim fiz, certo porém de que os modestos desenhos não eram dignos do valor da obra literária. Observação atenta da vida, «Esteiros» é um romance de profundos sentimentos de amor e ternura pelas crianças e transmite (sem o explicitar) a indignação pela exploração e miséria de que são vítimas.

Este romance traduz (não em termos de análise política, mas com igual força de expressão e convencimento) o humanismo dos ideais e da luta dos comunistas.

Trecho de um depoimento de Álvaro Cunhal in «Avante!» Nº 1359 - Soeiro Pereira Gomes

Este "post" é dedicado às crianças vítimas da pedofilia, a propósito da leitura da sentença do "Processo Casa Pia"

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
Quem usa a expressão «enfiar pela goela abaixo»? E a propósito de quê?

Comecemos por assinalar a elegância da expressão «enfiar pela goela abaixo». Mostra que quem a usa tem uma fina sensiblidade. Só pode ser uma «dama» ou um «cavalheiro». Mostra também que a pessoa (ou pessoas...) está (estão) habituada(s) a «enfiar pela goela abaixo» (a «goela» dos outros, claro...) o que muito bem entende(m).

Acabemos com o suspense: Quem usa a expressão do título é Pedro Passos «Palin» Coelho! Um «cavalheiro»! Um homem sensível!

Fê-lo no Congresso do PSD em que se tornou líder, no discurso final que alguns apelidam já de «histórico» [sem comentários...]

A expressão é usada a propósito dos direitos sociais dos trabalhadores. Pedro «Palin» não quer que lhe enfiem os direitos sociais dos trabalhadores «pela goela abaixo». O direito à saúde e o direito à educação, por exemplo.

«A revisão constitucional, como o próprio admitiu, pode parecer aos portugueses um tema "árido". Mas "não é" e Passos tratou de explicar. Só uma revisão constitucional pode permitir uma reforma na justiça. Ou ainda a "despartidarização" do Estado e "desestatização da sociedade" e de sectores como a saúde e a educação. "Não aceitamos que o Estado nos enfie pela goela abaixo o social que quer", afirmou.»

Mas a verdade é que Pedro «Palin» Coelho importou a expressão que agora é moda entre a extrema-direita estado-unidense. Palin, a original, a Sarah, uma «dama»!, sempre que abre a «goela» usa a expressão que Pedro copiou (e a propósito de temas idênticos).

«This has been a really educational time for most Americans to realize that if we do not hold our politicians accountable, if we don't hold their feet to the fire and call them on these made-up deem and pass process that Pelosi and others want to use right now, then things like this can be crammed down our throats

«They are so desperate to get this health care thing passed through, shoved down our throats really, so that there is in their minds a win check mark in that column for President Obama

«And we have strayed in this last week because we're so concerned about the process that's being used and abused right now to get this thing rammed down our throat that the substance of the bill or bills itself hasn't been discussed as much

Para Ler, Ver e Ouvir:

Vídeo (veja os expoentes da extrema-direita estado-unidense usando a mesma expressão de Passos):

Há agências de publicidade e conselheiros políticos que trabalham para estes pequenos «génios» (que fazem discursos «históricos»), que lhes «sopram» o que devem dizer, o que está «na moda», o que «funciona».

Quando ouvimos Passos a dizer o mesmo que Palin foi assim que aconteceu.


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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Luís de Camões / José Afonso: Verdes São Os Campos


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Verdes são os campos

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Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

In: Traz outro amigo também

Versos de Segunda (jeito de jj)

Música: Zeca Afonso
Letra:
Luís de Camões

Para ver e ouvir «Verdes são os campos» de Zeca Afonso:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
José Afonso canta Jorge de Sena: Epígrafe para a arte de furtar

Epígrafe para a Arte de Furtar

Roubam-me Deus,
outros o Diabo
- quem cantarei?

roubam-me a Pátria;
e a Humanidade
outros ma roubam
- quem cantarei?

sempre há quem roube
quem eu deseje;
e de mim mesmo
- todos me roubam

roubam-me a voz
quando me calo,
ou o silêncio
mesmo se falo
- aqui d'El Rei!

(
3/6/1952)

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «Epígrafe para a arte de furtar» de Jorge de Sena:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge


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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Se Augusto Santos Silva diz «mata!», vem Luís Amado e diz «esfola!»

     Eis um duelo de titãs para ver quem se chega mais à frente no apoio à guerra no Afeganistão! 

«O ministro da Defesa afirmou hoje que Portugal tem "a porta sempre aberta" relativamente à possibilidade de alargar o apoio militar no Afeganistão, sublinhando, contudo, que um reforço de 250 militares já é "muito considerável".

Augusto Santos Silva reiterou a importância de Portugal duplicar o número de militares envolvidos na Força de Protecção Internacional do Afeganistão (ISAF), uma decisão que já estava tomada antes do anúncio do presidente Obama.

Confrontado com os apelos feitos pela NATO para que os aliados aumentem a sua contribuição militar na ordem dos 5 000 homens, Augusto Santos Silva referiu que "a porta portuguesa em relação às obrigações e solidariedade com os aliados está sempre aberta".»

[A palavra socialismo / Como está hoje mudada  / De colarinho à Texas / Sempre muito aperaltada]

Nas reportagens seguintes, Luís Amado não só teoriza na sua habitual linguagem hermética (Santos Silva é mais directo) própria dos grandes diplomatas, como passa um raspanete à União Europeia (ao que parece pelo sua falta de empenhamento).

"Eu próprio amanhã terei oportunidade, no Conselho de Assuntos Gerais, de me pronunciar sobre o que acho que tem sido o papel da União Europeia em todo este processo relativo ao Afeganistão, em que a União Europeia tem estado numa posição de grande subalternidade na relação com a NATO", afirmou.

     Em carta de 7 de Dezembro à baronesa Ashton Luis Amado é mais mais concreto, embora mantenha a mesma linguagem "diplomática" (ou será "eufemística"?):  «É vital que nós - a UE e os Estados-membros – nos reunamos em Londres com ideias claras do que pode ser o nosso esforço e de como podemos melhorar a eficácia global dos recursos aplicados no Afeganistão. (...) Neste contexto, uma das preocupações mais prementes é o compromisso europeu para a estabilização do Afeganistão, em suas vertentes civil e militar. (...) [a estratégia anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama] traduz uma visão clara e sensata do que se pode e deve fazer no e para o Afeganistão», e, segundo a Agência Lusa, Luís Amado mencionou o empenho de novos recursos militares, o reforço do treinamento das forças afegãs e do esforço civil para o desenvolvimento social e econômico do país. E a Agência Lusa termina assim a sua notícia: A carta inclui ainda uma referência à necessidade de os dirigentes europeus transmitirem às opiniões públicas europeias a importância da presença internacional no Afeganistão, para que seja possível ter o apoio necessário ao esforço em recursos militares, civis e financeiros.

[Os barões da vida boa / Vão de manobra em manobra / Visitar as capelinhas / Vender pomada da cobra]

                                 

Eis dois homens, Augusto Santos Silva e Luís Amado, dois gigantes da política internacional, que estão fadados para as mais altas missões! No Afeganistão, por exemplo!... Se é preciso derramar sangue, senhores ministros, que seja o vosso, que seja o vosso...

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
As voltas de um andarilho

 


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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
«Portugal do Minho a Timor», versão Augusto Santos Silva

    Falando na abertura do ano lectivo do Instituto de Defesa Nacional (IDN), o novo ministro da Defesa disse que “Portugal é historicamente treinado no cosmopolitismo”, lembrando que os portugueses “lideraram a primeira globalização” durante os Descobrimentos.

(...)

A Defesa vira-se hoje para o espaço global, as nossas fronteiras não começam na fronteira territorial clássica, as fronteiras da nossa segurança jogam-se muitas vezes em regiões fisicamente afastadas de nós mas geo-estrategicamente próximas, a Defesa tem de ser entendida crescentemente como uma realidade multilateral que implica parcerias e partilha de responsabilidades e de capacidades”, declarou.

Perante ameaças que “não são previsíveis”, Santos Silva defendeu uma Defesa Nacional “crescentemente flexível, capaz de se adaptar permanentemente”, que “deve ser concebida num quadro mais geral de segurança que compreende vários instrumentos e meios de natureza militar e civil coordenados entre si”.  

(...) 

O novo ministro apontou Portugal como precursor do “cosmopolitismo e da globalização”, (...)  

Para nós portugueses, esta mudança de paradigma enriquece a nossa própria matriz histórica, esta mudança a que se assiste em matéria de Defesa e Segurança não rompe, antes enriquece a nossa própria matriz, acrescenta novos valores a valores que não substitui nem pode substituir”, vincou.

Neste sentido, o responsável pela pasta da Defesa, “o novo quadro que regula hoje as questões da Segurança e da Defesa é um paradigma” que os portugueses “conhecem há séculos” (...)
In Santos Silva sublinha importância de “pôr no terreno” reformas da Defesa (Público)
                     

Ouvir aqui os noticiários das «Emissoras Nacionais»: 

 Aqui o jornalista da TSF entusiasma-se ao ponto de terminar assim a sua reportagem:

«O novo Ministro da Defesa ressalva que o paradigma da defesa nacional está muito para além das fronteiras do país e os portugueses já estão habituados a adaptarem-se a novas situações ou não fossem eles os primeiros a saírem para o mundo no tempo das cascas de noz por esses mares fora».

     Pedimos a Zeca Afonso para comentar tudo isto:

A Nau de António Faria
             (José Afonso)

Vai-se a vida e vem a morte
o mal que a todos domina
Reina o comércio da China
às cavalitas da sorte

Dinheiro seja louvado
A cruz de Cristo nas velas
Soprou o diabo nelas
deu à costa um afogado

A guerra é coisa ligeira
tudo vem do mal de ofício
Não pode haver desperdício
nesta vida de canseira

Demanda o porto corsário
no caminho faz aguada
Ali findou seu fadário
morreu de morte matada

A nau de António Faria
Leva no bojo escondida
A cabeça de uma corsário
que lhes quis tirar a vida

Aljofre pérola rama
eis os pecados do mundo
Assim vai a nau ao fundo
Sem arte a honra e a fama

Entre cristãos e gentios
Em gritos e altos brados
Para ganhar uns cruzados
Lançam-se mil desafios

Em vindo de veniaga
com a vela solta ao vento
Um mouro é posto a tormento
por não dizer quem lhe paga

Vou-me à costa à outra banda
já vejo o rio amarelo
Foi no tempo do farelo
agora é o rei quem manda

Faz-te à vela marinheiro
rumo ao reino de Sião
Antes do fim de Janeiro
hás-de ser meu capitão.

Sobre este tema Ler ainda neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Domingo, 2 de Agosto de 2009
José (Zeca) Afonso: 80 anos!

2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987

AO VIVO NO COLISEU (1983): 

  • À Proa (José Afonso)

  • Balada do Mondego (Artur Paredes)

  • Senhora do Almortão (tradicional - José Afonso)

  • Dor na Planície (Octávio Sérgio) 

  • Canção de embalar (José Afonso) 

  • Natal dos Simples (José Afonso) 

 

  • Um Homem Novo Veio da Mata (José Afonso) 

  • O Anel que Tu Me Deste (tradicional) 

  • Murinheira (tradicional) 

  • Utopia (José Afonso)

 

 

Vídeos:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Adriano Correia de Oliveira canta Reinaldo Ferreira: Menina dos Olhos Tristes

Menina dos olhos tristes

 

Menina dos olhos tristes,
O que tanto a faz chorar?
- O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

Senhora de olhos cansados,
Porque a fatiga o tear?
- O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

Vamos, senhor pensativo,
Olhe o cachimbo a apagar.
- O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

Anda bem triste um amigo,
Uma carta o fez chorar.
- O soldadinho não volta
Do outro lado do mar.

A Lua, que é viajante,
É que nos pode informar
- O soldadinho já volta
Do outro lado do mar.

O soldadinho já volta,
Está quase mesmo a chegar.
Vem numa caixa de pinho.
Desta vez o soldadinho
Nunca mais se faz ao mar.

Reinaldo Ferreira (filho) / José Afonso

Para ouvir Adriano Correia de Oliveira a cantar «Menina dos Olhos Tristes» de Reinaldo Ferreira (filho) e José Afonso clicar AQUI         

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Cristina Branco canta José Afonso: Avenida de Angola

Avenida de Angola
 
Dum botão de branco punho
Dum braço de fora preto
Vou pedir contas ao mundo
Além naquele coreto

Lá vai uma lá vão duas
Três pombas a descansar
Uma é minha outra é tua
Outra é de quem n'a agarrar

Na sala há cinco meninas
E um botão de sardinheira
Feitas de fruta madura
Nos braços duma rameira

Lá vai uma lá vão duas...

O Sol é quem faz a cura
Com alfinete de dama
Na sala há cinco meninas
Feitas duma capulana

Lá vai uma lá vão duas...
 
Quando a noite se avizinha
Do outro lado da rua
Vem Ana, vem Serafina
Vem Mariana, a mais pura

Lá vai uma lá vão duas...

Há sempre um botão de punho
Num braço de fora preto
Vou pedir contas ao mundo
Além naquele coreto

Lá vai uma lá vão duas...

Ó noite das columbinas
Leva-as na tua algibeira
Na sala há cinco meninas
Feitas da mesma maneira

Lá vai uma lá vão duas
Três pombas a descansar
Uma é minha outra é tua
Outra é de quem n'a agarrar

José Afonso

 

Para ver e ouvir Cristina Branco a cantar «Avenida de Angola» de José Afonso clicar AQUI e AQUI

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
José Afonso canta Ary dos Santos: A cidade

A CIDADE

 

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

Letra de José Carlos Ary dos Santos

Música de José Afonso

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «A cidade» de Ary dos Santos clicar AQUI

 

Do Álbum:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso, Coração Inteligente


                                   

José (Zeca) Afonso, Coração Inteligente

                                                                                         


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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso - Eu Marchava de Dia e de Noite e o filme «There Will Be Blood»

Fotos (as 5 primeiras) do filme There Will Be Blood

Eu Marchava de Dia e de Noite

 

(Letra de Bertolt Brecht/adap. José Afonso/ Versão de Luís Francisco Rebello / Música de José Afonso

    Eu marchava de dia e de noite / Mais do que um dia de avanço ganhei / Só o forte tem sorte / Para o fraco é o chicote                                                            

     Só o forte resiste ao combate / Sabe o coolie que não há outra lei / Ó petróleo da terra / Hei-de ter-te na guerra / Só a morte é que sabe o que eu sei

    O homem conquista a vitória / Sobre o deserto e rio também / É ele que se vence e domina e alcança / O petróleo que a todos convém

   A morte é para o fraco e o combate / É para o forte - foi Deus que mandou / Ao rico uma ajuda e ao pobre uma surra / Foi assim que o planeta girou

   Quem cai já não torna a cair / Deixa-o ficar porque assim está bem / À mesa da fama assentou-se quem mama / É assim porque à gente convém

   Só os mortos não comem à mesa / E o cozinheiro não se incomodou / E quem fez o patrão também fez o criado / Foi assim que o planeta girou

    Quando tudo te corre a prazer / Vêm amigos estender-te a mão / Mas se Deus ou o Diabo / Viram tudo ao contrário / Ninguém vem levantar-te do chão 

There Will Be Blood

                             

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «Eu Marchava de Dia e de Noite» clicar AQUI e AQUI    

                                                                                                                     


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso - Eu Marchava de Dia e de Noite

                                                         

Eu Marchava de Dia e de Noite

                                                       

Eu marchava de dia e de noite
Mais do que um dia de avanço ganhei
Só o forte tem sorte
Para o fraco é o chicote
Mais que um dia de avanço ganhei
Mais que um dia de avanço ganhei

Só o forte resiste ao combate
Sabe o coolie que não há outra lei
Ó petróleo da terra
Hei-de ter-te na guerra
Só a morte é que sabe o que eu sei
Só a morte é que sabe o que eu sei

           
O homem conquista a vitória
Sobre o deserto e rio também
É ele que se vence e domina e alcança
O petróleo que a todos convém
O petróleo que a todos convém

A morte é para o fraco e o combate
É para o forte - foi Deus que mandou
Ao rico uma ajuda e ao pobre uma surra
Foi assim que o planeta girou
Foi assim que o planeta girou

Quem cai já não torna a cair
Deixa-o ficar porque assim está bem
À mesa da fama assentou-se quem mama
É assim porque à gente convém
É assim porque à gente convém

Só os mortos não comem à mesa
E o cozinheiro não se incomodou
E quem fez o patrão também fez o criado
Foi assim que o planeta girou
Foi assim que o planeta girou

Quando tudo te corre a prazer
Vêm amigos estender-te a mão
Mas se Deus ou o Diabo
Viram tudo ao contrário
Ninguém vem levantar-te do chão
Ninguém vem levantar-te do chão

 

     

                             

(Letra de Bertolt Brecht/adap. José Afonso/ Versão de Luís Francisco Rebello

Música de José Afonso)

                                                               


                                                         

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «Eu Marchava de Dia e de Noite» clicar AQUI e AQUI    

                                                                                                                     


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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso - A morte saiu à rua

                                              

A morte saiu à rua

                       

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

                                                      

José Afonso                                

(dedicado a José Dias Coelho - AQUI, AQUI e AQUI)

                                                                        

 

                                                               

                                                        

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «A morte saíu à rua» clicar AQUI   

                                  


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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso - Coro dos Tribunais

                                

Coro dos Tribunais

                                 

Foram-se os bandos dos chacais
Chegou a vez dos tribunais
Vão reunir o bom e o mau ladrão
Para votar sobre um caixão
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu
Quando o inocente se abateu
Inda o morto não morreu

A decisão do tribunal
É como a sombra do punhal
Vamos matar o justo que ali jaz
Para quem julga tanto faz
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também
Já que o punhal não mata bem
A lei matemos também

Soa o clarim soa o tambor
O morto já não sente a dor
Quando o deserto nada tem a dar
Vêm as águias almoçar
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver
O tribunal dá de comer
Venham assassinos ver

Se o criminoso se escondeu
Nada de novo aconteceu
A recompensa ao punho que matou
Uma fortuna a quem roubou
Guarda o teu roubo guarda-o bem
Dentro de um papel a lei
                                       

                             

(Letra de Bertolt Brecht/adap. José Afonso/ Versão de Luís Francisco Rebello

Música de José Afonso)

                                                               


                                                         

Para ver e ouvir José Afonso a cantar «Coro dos Tribunais» clicar AQUI   

                                                            


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Sábado, 2 de Agosto de 2008
José (Zeca) Afonso nasceu há 79 anos


                                   

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso) nasceu em Aveiro há 79 anos.

De segunda a sexta-feira iremos colocar, por volta do meio-dia, posts dedicados ao Zeca. Os meus agradecimentos ao Jorge, ao Rogério, ao Jaime e ao Chico pelos materiais que me enviaram.                        


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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Amália Rodrigues canta José Afonso - Grândola Vila Morena



Grândola vila morena

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade
Dentro de ti ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

José Afonso


Para ver e ouvir Amália Rodrigues a cantar «Grândola Vila Morena» de José Afonso clicar AQUI e AQUI
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
José Afonso: O Que Faz Falta

                                                                          

O Que Faz Falta

              
Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o po que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dana
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina ha sempre uma cabeça
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta dar poder a malta
O que faz falta
     
                                    

José Afonso

                     

                                                                                                                                 
Para ver e ouvir José Afonso a cantar «O que faz falta» clicar AQUI e AQUI
                                      

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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
José Afonso: Venham Mais Cinco

                                                                          

Venham Mais Cinco

              
Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d’aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie, 2X

A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
     
                                    

José Afonso

                     

                                                                                                                                 
Para ver e ouvir José Afonso a cantar «Venham Mais Cinco» clicar AQUI
                                      

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