TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013
O efeito Paulo Portas...

Desenho de José Restrepo, Colômbia

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«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

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Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Vá-se lá saber porquê, mas depois de ouvir Paulo Portas recordei-me deste texto do José Saramago e deste desenho do Fernando Campos...

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
E, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos

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«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

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Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Na privatização da EDP concorreram três empresas públicas de três países: China, Brasil e Alemanha.

À privatização da ANA concorre uma empresa pública alemã.

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Vá-se lá saber porquê recordei-me deste texto do José Saramago e deste desenho do Fernando Campos...

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Sábado, 18 de Junho de 2011
José de Sousa Saramago (16 de Novembro de 1922 / 18 de Junho de 2010)

José Saramago

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Terça-feira, 26 de Abril de 2011
«GRÂNDOLA´S» em S. Pedro do Sul

GRÂNDOLA´S” EM S. PEDRO DO SUL

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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
José Saramago, por Jorge Restrepo

JOSÉ SARAMAGO, José Restrepo, Colômbia

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Domingo, 7 de Novembro de 2010
30 anos: «Levantado do Chão» - a terra a quem a trabalha

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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
Levantado do chão - Ou a história da epopeia do operariado agrícola Alentejano contada ao mundo

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998 e recentemente falecido, escreveu e publicou o essencial da sua obra nos 20 anos anteriores à conquista desse prémio. O primeiro dos romances em que se revela o seu estilo próprio de escrita é precisamente Levantado do Chão. Publicado em 1980, representa para o autor «o último romance do Neo-Realismo, fora já do tempo neo-realista» (Reis, 1998, p.118). De facto, não sendo estritamente um romance neo-realista, Levantado do Chão pode ser visto como um entroncamento para onde confluiu toda uma forma de fazer literatura em Portugal no século XX.

Nesta obra de ficção Saramago aborda, por um lado, a história da vida e morte do latifúndio, com efeito, desde a Idade Média até finais dos anos 70 e, por outro lado, num espaço histórico mais curto, a saga da família Mau-Tempo «que, em três gerações (Domingos Mau-Tempo, seu filho João e seus netos António e Gracinda, esta casada com outra personagem central, António Espada), vai conquistar a terra para as capacidades do seu trabalho, vai arrancar-se à vergonha das humilhações, vai preencher a fome de uma falta total. O romance é, assim, a história de um fatalismo desenganado, constantemente combatido pelo apontar da esperança feita luta» (Seixo, 1987, p.39). As duas ondas históricas entrelaçam-se num período de tempo que vai do final do século XIX até aos anos seguintes à Revolução de 25 de Abril de 1974. Esta articulação entre dois planos tem a vantagem de oferecer uma problematização assaz instigante do papel e do lugar do(s) indivíduo(s) no desenvolvimento histórico mais vasto.

Ler Texto Integral

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Domingo, 20 de Junho de 2010
O Povo homenageia José Saramago

Intervenção de Jerónimo de Sousa na cerimónia fúnebre de José Saramago

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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
José de Sousa Saramago (16 de Novembro de 1922 / 18 de Junho de 2010)

José Saramago

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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: «Bezerro de ouro» - sacerdotes e lacaios

Na história abundam «deuses», de criação humana, feitos à imagem dos preconceitos e desígnios de uma realidade e temporalidade concreta, e cujo saldo de percurso na super-estrutura social e nas misérias do mundo é hediondo.

É o caso do episódio bíblico do «bezerro de ouro», recém recuperado por José Saramago no romance Caim, que mostra como a adoração dum totem, obviamente falso, a que se sacrificam os princípios, na esperança de todas as riquezas do mundo, termina no morticínio sangrento de milhares de inocentes.

É o caso do «bezerro de ouro» desta fase de domínio imperialista do mundo, o deus «mercado» - dito omnipresente, omnisciente e omnipotente -, ou seja, o capital financeiro multinacional «globalizado» a quem se imolam as economias mais débeis, como a nossa.

O resultado é a destruição da produção, das pequenas empresas e do mercado interno, o roubo do património do país, dos salários, direitos e prestações sociais, o desemprego, o assalto aos serviços públicos e funções sociais do Estado, a imolação dos dinheiros públicos – cujo défice é pretexto da rapina - e da soberania nacional.

À média de duas vezes por semana, o deus «mercado» ameaça e chantageia com terríveis catástrofes e é «aplacado» com novos sacrifícios, sempre dos mais fracos. E lá estão os seus sumo-sacerdotes e lacaios para garantir o repasto à infindável gula do «mercado», com a promessa de que desta feita o sofrimento terminará.

Os sumo-sacerdotes do «bezerro de ouro» são figuras como Krugman, Prémio Nobel norte americano, para quem os salários dos países da periferia da UE precisam de cair 30%, relativamente à Alemanha, ou Trichet, Presidente do BCE, que garante não existir qualquer ataque especulativo, mas apenas países prevaricadores das contas públicas que é necessário sancionar, ou um tal Barroso, papagaio de Merkel, que não se engasga ao dar voz à proposta de censura prévia da Comissão Europeia aos orçamentos de (certos) estados-membros.

E os lacaios do «bezerro de ouro» são os Migueis de Vasconcelos, do PS, PSD, e não só, que entregam à morte a independência económica e a soberania nacional, no altar do capital financeiro sem pátria e das grandes potências do directório federalista do Euro. Numa verdadeira traição nacional. A que um dia se fará justiça.

In jornal « Avante!» - Edição de 27 de Maio de 2010

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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Unidade e diversidade no neo-realismo português

                   


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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
A Bíblia é para tomar à letra, ou não? Decidam-se!

Caim, em Portugal é editado pela Caminho, no Brasil pela Companhia das Letras, na Catalunha pela Edicions 62 e em castelhano, para a Espanha e América Latina, pela Alfaguara.

Vídeo da FJSaramago:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     


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Domingo, 26 de Julho de 2009
O PS no ninho do corvo

(...) Pero en el caso concreto de Galicia, es sorprendente que, viviendo España en democracia, coloque en puestos de poder con responsabilidades políticas, a un hombre terrible como el señor Fraga Iribarne. Galicia tiene una tradición caciquil conocida y, en el fondo, el señor Fraga Iribarne es un cacique de Galicia. Yo creo que, al contrario de lo que hemos aprendido, no hay dos sexos. hay tres: el masculino, el femenino y el político. Y ahí se unen unos y otros, con lo mismo de bueno y lo mismo de malo. Viniendo de la izquierda o de la derecha se convierte en política, y a la hora de convertirse en política me recuerda siempre una obra de teatro de Sartre que se llama "L´Engrenage" que es la historia de una revolución triunfante y el líder, que es un chico muy apuesto, se sienta por primera vez en el sillón del poder. Cuando acaba de sentarse entra el secretario para decirle, y con esto termina la obra: "Está ahí afuera el embajador de los Estados Unidos de Norteamérica". En nuestro caso, en Portugal, tuvimos la complicidad de los partidos de izquierda, en particular del Partido socialista, no sólo con la socialdemocracia alemana, sino incluso con la propia CIA, para interrumpir el proceso revolucionario, y por otra parte, el papel de provocación que han hecho pequeños partidos de la llamada extrema izquierda. Al paso del tiempo nos encontramos con que el presidente del Partido Social Demócrata de Portugal (que es un partido de centro derecha, por no decir de derecha) había sido anteriormente un militante maoísta. La ministra de cultura de España ha sido maoísta. Y en su viraje no fue hacia el Partido Comunista ni siquiera al PSOE. Se fue al Partido Popular. (...)

Excerto de uma célebre entrevista de José Saramago referida em Onde está a esquerda?.

Para Ler:

During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.

[Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o Embaixador dos EUA Frank Carlucci e o Primeiro Ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo",  situada mesmo no cimo da residência oficial do Embaixador em Lisboa.]

U.S. Ambassador Thomas Stephenson, An American's Perspective on Portugal Day

«José Sócrates, que falou em inglês, disse que a sua prioridade é manter "uma Europa forte e unida" e trabalhar "em estreita coordenação com os Estados Unidos a favor da estabilidade e da segurança mundial"».

 

José Sócrates saudou em Estrasburgo a escolha do actual primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen como futuro secretário-geral da NATO, na conclusão de "uma cimeira que reforça a confiança na organização".

Considerando ter-se tratado de uma reunião "particularmente bem sucedida", da qual saíram "decisões" que "relançam" a Aliança Atlântica, Sócrates defendeu que "o êxito desta cimeira soma-se também ao êxito da cimeira do G-20, o que quer dizer que o Mundo teve esta semana boas notícias das reuniões internacionais que decorreram".

Leituras aconselhadas:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Luís Cília canta José Saramago: Dia não

Dia não

De paisagens mentirosas
de luar e alvoradas
de perfumes e de rosas
de vertigens disfarçadas.

Que o poema se desnude
de tais roupas emprestadas
seja seco, seja rude
como pedras calcinadas.

Que não fale em coração
nem de coisas delicadas
que diga não quando não
que não finja mascaradas.

De vergonha se recolha
se as faces tiver molhadas
para seus gritos escolha
as orelhas mais tapadas.

E quando falar de mim
em palavras amargadas
que o poema seja assim
portas e ruas fechadas.

Ah! que saudades do sim
nestas quadras desoladas.
José Saramago / Luís Cília

Para ver e ouvir  «Dia não» de José Saramago:

 

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Onde está a esquerda?

Costa lembrou da necessidade de os socialistas renovarem a actual maioria absoluta.

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, apelidou esta quinta-feira o Código do Trabalho de «nódoa mais vergonhosa» na história do PS e disse que «mais cedo ou mais tarde» é possível derrotar os socialistas nas eleições, noticia a Lusa. (...)

(...) Em Abril, no final da cimeira dos 60 anos da NATO em Estrasburgo/Kehl, o primeiro-ministro, José Sócrates, já tinha anunciado a intenção de Portugal duplicar a sua presença na missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, sigla inglesa). (...)

(...) O PCP, reiterando a sua oposição ao envio de tropas para o Afeganistão, considera inaceitável não só a intenção do reforço da presença militar portuguesa como realça o facto de tal pseudo ponderação decorrer de decisões já tomadas na reunião de Ministros da Defesa da NATO. (...) O PCP, nesta ocasião, alerta o povo português para o acordo de princípio dado pelo Governo PS ao uso da Base das Lajes para treino de aviões F-22 dos Estados Unidos da América. A consumar-se, uma área equivalente a quase 4 vezes a área de Portugal ficará para o treino norte-americano. (...) 

Dia 10 de Julho, José Saramago, na CML, bem podia, referindo-se a ele próprio e com toda a propriedade, afirmar que “A esquerda não tem nem uma puta ideia do mundo em que vive”.  Quem sabe se não terá?

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Mensagem de José Saramago

Mensagem de José Saramago sobre as eleições ao Parlamento Europeu 2009

 


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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Manuel Freire canta José Saramago: Fala do velho do restelo ao astronauta

Fala do velho do restelo ao astronauta

                      (José Saramago)

 

Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.

No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.

Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme

(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)

Para ver e ouvir Manuel Freire a cantar «Fala do velho do restelo ao astronauta» de José Saramago clicar AQUI    

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Manuel Freire canta José Saramago: Ouvindo Beethoven

Ouvindo Beethoven

(José Saramago)

 

Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d'aquém e d'além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juízo até ao fundo.

Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.

A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.

Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a prosa de registo, o verso acta.

Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.

In "Os Poemas Possíveis", 1966

Para ver e ouvir Manuel Freire a cantar «Ouvindo Beethoven» de José Saramago clicar AQUI    

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Sábado, 25 de Abril de 2009
José Saramago: A Maior Flor do Mundo (numa curta-metragem galega)

     «A maior flor do mundo», relato para niños (y adultos) escrito y narrado por José Saramago. Un corto colmado de símbolos y enigmas, destinado a una infancia que crece en un mundo quebrado por el individualismo, la desesperanza y la falta de ideales. Cortometraje de animación intervalométrica combinada con dos dimensiones.

Ver e Ouvir a entrevista:

Ver e Ouvir a versão (original) do «El PAÍS»:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                  


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Domingo, 1 de Março de 2009
Paco

     Ibañez, claro. A esta voz reconhecê-la-ia em qualquer circunstância e em qualquer lugar onde me afagasse os ouvidos. A esta voz conheço-a desde que, no princípio dos anos 70, um amigo me enviou de Paris um disco seu, um vinilo que o tempo e o progresso tecnológico puseram materialmente fora de moda, mas que guardo como um tesouro sem preço. Não exagero, para mim, naqueles anos ainda de opressão em Portugal, esse disco que me pareceu mágico, quase transcendente, trouxe-me o resplendor sonoro da melhor poesia espanhola e a voz (essa inconfundível voz de Paco) o veículo perfeito, o veículo por excelência da mais profunda fraternidade humana. Hoje, quando trabalhava na biblioteca, Pilar pôs-nos a ouvir a última gravação dos poetas andaluzes. Interrompi o que estava a escrever e entreguei-me ao prazer do momento e à recordação daquele inesquecível descobrimento. Com a idade (que alguma coisa há-de ter, e tem, de bom) a voz de Paco tem vindo a ganhar um aveludado particular, capacidades expressivas novas e uma calidez que chega ao coração. Amanhã, sábado, Paco Ibañez cantará em Argelès-sur-mer, na costa da Provença, em homenagem à memória dos republicanos espanhóis, entre eles seu pai, que ali sofreram tormentos, humilhações, maus tratos de todo o tipo, no campo de concentração montado pelas autoridades francesas. A douce France foi para eles tão amarga quanto o seria o pior dos inimigos. Que a voz de Paco possa pacificar o eco daqueles sofrimentos, que seja capaz de abrir caminhos de fraternidade autêntica no espírito daqueles que o escutem. Bem o necessitamos todos.

In O Caderno de Saramago Fevereiro 20, 2009 por José Saramago

Para Ver e Ouvir:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                  


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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
10º aniversário do Nobel de José Saramago

    No dia em que se assinala o 10º Aniversário do anúncio da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, o Partido Comunista Português promove, uma Sessão Comemorativa, hoje, quarta-feira, às 18h00, em Lisboa, no Centro de Trabalho Vitória, em que participarão Jerónimo de Sousa e José Saramago.
Precedendo as intervenções do Secretário-geral do PCP e de José Saramago, haverá um apontamento musical interpretado por Carlos do Carmo.

                   

Adenda em 09/10 às 16h30m: Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário geral do PCP

                                                  


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