TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
UPP: Concerto - José Afonso uma vontade de música

UPP 2017 JAFONSO CONCERTO.jpg

Clicar na imagem para ampliar

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 19:28
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017
UPP: Curso sobre José (Zeca) Afonso

UPP Zeca Cartaz.jpg

Clicar na imagem para ampliar

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 18:13
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016
Jantar Palestino, Homenagem às Mulheres Palestinas e mais

Cartaz Jantar Palestino 2016

Clicar na imagem para ampliar

 

MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – organiza, no próximo dia 25 de Novembro, pelas 20 horas, no Grupo Sportivo Adicense (Rua de São Pedro, 20, a Alfama, em Lisboa, o tradicional Jantar Palestino, integrado nas Jornadas de Solidariedade com a Palestina – 2016.

A ementa, que pode ver no cartaz anexo, de responsabilidade do Chefe Ashraf, é aliciante e variada, proporcionando um apetitoso contacto com a cultura gastronómica palestina.

Contamos, ainda, com a amável e generosa colaboração do grupo Canto Ondo, integrado por Rodrigo Crespo e Tânia Cardoso, que interpretará poemas musicados do Al-Andaluz.

 

Entretanto recordamos que, na quarta-feira, 9 de Novembro, pelas 21 horas, na Sala 2 do Teatro A Barraca (Largo de Santos, 2, em Lisboa), o MPPM promoveu uma Homenagem às Mulheres Palestinas, também integrada no programa das Jornadas de Solidariedade com a Palestina – 2016.

 

São dois eventos de solidariedade diferentes, integrados num programa mais amplo que inclui, ainda:

Terça-Feira, 29 de Novembro, 18.30 horas – Casa do Alentejo (Rua das Portas de Santo Antão, 58, Lisboa) – Sessão do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, integrando uma homenagem a Silas Cerqueira, activista da Paz e fundador do MPPM, recentemente falecido.

Quarta-Feira, 30 de Novembro, 21 horas – Biblioteca Municipal de Pinhal Novo – Inauguração da Exposição “Gaza 2014 – Testemunho de Uma Agressão, seguida da projecção de um documentário sobre a questão palestina e debate. Este evento é organizado em cooperação com a Câmara Municipal de Palmela e a Missão Diplomática da Palestina.

Terça-Feira, 6 de Dezembro, 18.30 horas – Colóquio sobre “A Palestina, o Direito Internacional e a Constituição Portuguesa, com a participação de reputados juristas.

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 08:47
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016
Jornadas de Solidariedade com a Palestina 2016 - Homenagem às Mulheres Palestinas

Cartaz Homenagem Mulheres Palestinas

Clicar na imagem para ampliar

 

No próximo dia 9 de Novembro, pelas 21 horas, na Sala 2 da Barraca (Largo de Santos, 2, em Lisboa), uma “Homenagem às Mulheres Palestinas” abre as Jornadas de Solidariedade com a Palestina – 2016 organizadas pelo MPPM.

Começaremos por assistir à performance Corpo na Trouxa. Shahd Wadi, que a interpreta acompanhada no contrabaixo por Luís Grácio, descreve-a assim: “História de vida de um corpo exilado contada pela trouxa palestina. Uma narrativa feminista sobre o sonho do regresso”.

Seguir-se-á uma apresentação de Poesia Palestina no Feminino. São poemas escritos por mulheres palestinas ou dedicados à mulher palestina ditos por Maria do Céu Guerra.

A sessão culmina com um debate sobre A Mulher Palestina na Sociedade. Maria do Céu Guerra (MPPM), Regina Marques (MDM), Ana Cansado (UMAR) e Shahd Wadi vão falar do papel das mulheres palestinas na família, no trabalho, na cultura, na política e na luta.

É um momento de solidariedade diferente, a justificar uma ida à Barraca no próximo dia 9 de Novembro.

Vá, traga um amigo e divulgue!

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:05
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 17 de Setembro de 2016
Ay Carmela!

Guerracivilespanhola_Avt

As canções dos revolucionários são a banda sonora da História, desde a Revolução Francesa à Unidade Popular do Chile, da Revolução de Outubro à de Abril, aqui connosco.

Desta Espanha aqui ao lado, houve um tempo em que soprou bom vento (bons casamentos sempre os houve), enchendo de entusiasmo popular a bandeira tricolor da República. E de canções. O golpe foi profundo para uma Europa capitalista em perda dos impérios coloniais e a ver sair às ruas os ideais do socialismo e do comunismo. Então, como agora, o Capital não se deitou a dormir e, como sempre quando se levanta o sopro da tal «terra sem amos», armou-se fascismo e caiu com a máxima violência em cima da República de Espanha e dos republicanos do mundo inteiro. No Alentejo dos nossos dias ainda há quem se lembre daquele tempo de maus ventos mas bons casamentos – os republicanos fugidos aos fascistas de Franco para a protecção das gentes de Ficalho e de outros lugares de consciência colectiva, a PIDE a entregar os que encontrava aos pelotões de fuzilamento.

«Ay Carmela!» permaneceu símbolo desse tempo, memória já de si memória de outro tempo em que a Espanha se defendia dos exércitos de Napoleão e a canção se chamava «El Paso del Ebro» ou «El Ejército del Ebro». O texto original cedia por vezes o lugar ao de «Viva la Quince Brigada», com palavras de homenagem à Brigada de combatentes comunistas da Guerra Civil. Fosse com que letra fosse esta era uma das canções da República Espanhola, por quem deram a vida milhares de espanhóis e de revolucionários de todo o mundo nos anos em que a Espanha era a trincheira antifascista da Europa Ocidental. Eram estas as palavras:

 

Ay Carmela!

 

El Ejército del Ebro/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Una noche el río pasó,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Y a las tropas invasoras/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Buena paliza les dio,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/  

El furor de los traidores/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Lo descarga su aviación,/¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero nada pueden bombas/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Donde sobra corazón,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/

Contrataques muy rabiosos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Deberemos combatir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero igual que combatimos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Prometemos resistir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!//

 

Para ver e ouvir «Ay Carmela!»:

 

 

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 09:12
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
UPP: Recomeço dos ensaios do coral

UPP Coral 2016-09

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 18:52
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
UPP: Início das aulas

UPP Horário 2016-2017

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:08
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 1 de Julho de 2016
UPP: Convívio de Verão 2016

UPP Convivio Verão 2016

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 10:01
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 14 de Junho de 2016
UPP: A música e o nazismo - a perda definitiva da inocência

UPP Musica e Nazismo

 Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:21
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 8 de Junho de 2016
Fausto Neves: Master Class de Piano

Fausto Neves 2016-MC

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:03
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 7 de Junho de 2016
UPP: Cursos livres 2016 / 20217

UPP Dia Horário Prov

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 09:42
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 1 de Junho de 2016
Fausto Neves: Piano no Porto

Fausto Neves 2016

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:07
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 20 de Abril de 2016
42 anos depois justiça para Víctor Jara...

Víctor Jara encuentra justicia: 10 ex militares serán procesados por su homicidio y asesinato

 

«El músico, profesor, director de teatro y activista político Víctor Jara, por fin alcanzó la justicia. Y es los tribunales chilenos procesarán a diez ex militares por su secuestro y homicidio, hechos acontecidos cinco días después del golpe militar del 11 de setiembre de 1973.»

 

«Para que não se esqueça, aqui se descrevem os últimos dias da vida de Victor Jara antes da sua execução, no dia 15 de Setembro de 1973, no estádio que agora tem o seu nome. Optei por não traduzir o texto de Boris Navia que testemunhou ao vivo os acontecimentos. A descrição é impressionante. Pelo menos a mim, mesmo já conhecendo os factosvieram-me as lágrimas...»

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 18:15
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 12 de Abril de 2016
A semântica da ditadura fascista sobrevive no desporto em Portugal

 

Como escrevi AQUI e AQUI, não aderi à “revolução” semântica dos conservadores e neo-conservadores. Nos anos oitenta do século XX “revolucionaram”, com sucesso, a terminologia política e económica. O capitalismo passou a ser designado como “economia de mercado”. Mais recentemente trocaram o imperialismo por “globalização”. Só que um homem é um homem e um bicho é um bicho.

Em Portugal a ditadura de Salazar e Caetano conseguiu, se possível, ser ainda mais original e ao mesmo tempo ridícula. 

Na época «vermelhos» era sinónimo de «comunistas». E havia um problema: as camisolas dos equipamentos do Sport Lisboa e Benfica eram de cor vermelha. Solução? Simples! Inventou-se um novo nome para essa cor - o encarnado!!! E assim o vermelho passou a ser a única cor a ter dois nomes!

A censura encarregou-se do resto. Sempre que o SLB era notícia era a «equipa encarnada», «os encarnados» e por aí fora sempre no mesmo registo.

Veio o 25 de Abril de 1974 e a coisa lá se foi corrigindo. O vermelho passou a ser só vermelho.

Confesso que não me apercebi quando a semântica fascista do «encarnado» regressou. O que sei é que na última semana em quase tudo o que é comunicação social desportiva ela esteve presente em força. Saudosismo? Ignorância? Ou?...

 

Eu vou repetir muito devagar:

Cada côr tem apenas um, e um só, nome. O encarnado não existe! O nome correcto é VERMELHO.

Perceberam ou é preciso um desenho?

 

E para os amantes da nossa HISTÓRIA aqui se recorda o Avante, Avante P'lo Benfica - Hino Oficial do Sport Lisboa e Benfica silenciado pelo regime fascista.    

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:01
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Quarta-feira, 2 de Março de 2016
UPP: Início de ensaios do coral

UPP Coral inicio

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 16:41
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016
UPP: Vamos formar o coral da UPP?

UPP Coral 2016

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:07
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 16 de Janeiro de 2016
UPP: Iniciação à Música

UPP Música 2016

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:04
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 20 de Outubro de 2015
UPP: Vamos Aprender Cavaquinho

UPP Cavaquinho

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:20
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015
Discurso de Salvador Allende na Universidade de Guadalajara México

Salvador Allende 1973

A 11 de Setembro de 1973, no Chile de Salvador Allende (cujo centenário do nascimento se comemora neste ano de 2008), Augusto Pinochet executava a fase final de um golpe. Golpe há muito preparado e anunciado pela comunicação social dominante como «inevitável». Golpe que desde o início foi fomentado, financiado e apoiado pela CIA, obedecendo  às ordens da Administração Nixon.

Um ano depois da sangrenta tomada do poder o então Presidente, não eleito sublinhe-se, Gerald Ford foi entrevistado pela revista «Time». Questionado sobre que lei internacional dava aos EUA o direito de tentar desestabilizar um governo constitucionalmente eleito de outro país respondeu lapidar: «Não vou pronunciar-me aqui sobre se isso é ou não permitido por leis internacionais. É um facto reconhecido, no entanto, que tanto historicamente como no presente, tais acções se aplicam no melhor interesse dos países envolvidos. O nosso governo, tal como outros governos, empreende essas acções para ajudar a boa orientação das políticas externas e para proteger a segurança nacional... A CIA tentou ajudar, no Chile, a preservação dos jornais opositores e das rádios e apoiar os partidos da oposição».

António Vilarigues in jornal "Público" - Edição de 19 de Setembro de 2008

 

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:06
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 3 de Julho de 2015
UPP: Convívio de Verão 2015

UPP Conv Verão 2015

Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:02
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 7 de Junho de 2015
Associação Iúri Gagárin - Festa da Amizade

Festa-amizade_2015-06-19

Clicar na imagem para ampliar

 

A Associação Iúri Gagárin vai realizar no dia 19 de Junho, a partir das 20 horas, no restaurante Forno de Cima (Pragal, Almada), um convívio de lusófonos e russófonos, com Luísa Basto e outras vozes.

Com esta «Festa da Amizade» pretende-se desenvolver as relações amistosas e o mútuo conhecimento dos nossos associados e amigos com as comunidades de imigrantes da Rússia e de outros países que constituíam a União Soviética.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:49
link do post | comentar | favorito
|

UPP: Convívio anual de encerramento do ano letivo

UPP Convívio 2015

 Clicar na imagem para ampliar

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 06:56
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 20 de Maio de 2015
Ó Brigada

Brigada Vítor Jara1

 

«Comem-nos vivos em vida / Mortos a terra nos come / Como dá tanta comida / Quem cá passou tanta fome?». Logo que o Homem toma consciência da sua condição, e o exprime esteticamente, está entornado o caldo da exploração do homem pelo homem. Por isso há quem tenha procurado – e insista – destinar a Arte Popular ao recanto do pitoresco, o lugar em que tudo o que é testemunho vivo soçobra. Chegariam então os tais turistas, «avinhados ao ritmo dos ferrinhos e da concertina»; e haviam de chegar os mandantes, orgulhosos dos governados humildes, na atitude, e garridos, no trajar; e chegariam também os entendidos, habilidosos na justificação do paradoxo de um povo empobrecido porém feliz. Lopes-Graça, apoiado no trabalho de Michel Giacometti (e alguns, poucos, mais) viria a baralhar tão conveniente harmonia, definindo a nossa música popular como «a crónica viva e expressiva da vida do povo português – quer dizer: da vida rústica do povo português» (Fernando Lopes-Graça, in A Canção Popular Portuguesa). O fascismo não facilitou a vida à música dos nossos campos. Ciente da sua inadequação no cenário idílico do Estado Novo fascista, Salazar deu a inventar a «política do espírito» em que um povo colorido e coreografado se exibiria em arraiais de FNATes e concursos de folclore. A música do povo português não era bem-vinda nesses certames de construção de uma “tradição popular” fascista, e ainda bem. Cairia o cantar do povo português no esquecimento da História não fora a persistência – a existência! – dos seus naturais cultores, o trabalho de recolha realizado por Michel Giacometti e alguns mais (poucos), e a própria História que, por artes do 25 de Abril, havia de lhe encontrar lugar e urgência no desenho da nossa identidade democrática. Nada mais natural, pois, do que um grupo de jovens ter considerado, faz agora 40 anos, que o seu tempo era «o tempo de, também aqui, no campo da cultura popular, dar um passo em frente, fazendo [a música popular] irromper do marasmo e do esquecimento de cinquenta anos de ditadura cultural» (texto de apresentação de «EitoFora», 1977). Estava, assim, achado o programa de acção da Brigada Victor Jara dois anos depois de, no ambiente dinamizador do MFA, se ter achado o nome do grupo: «o de Brigada, com intenção; o de Victor Jara, com admiração e saudade». Quarenta anos depois, permanecem o propósito e o nome.

De «pertos» se faz o longe

Faz sentido que nas páginas do Avante!, no momento em que se assinalam 40 anos de existência da Brigada Victor Jara, se realce a inscrição da actividade do grupo na luta dos comunistas portugueses, partilhando uma concepção de acção partidária em que o lugar da cultura e da arte recusa a lógica do entretenimento, assumindo-se argumento político por inteiro. Por isso, ao longo de quatro décadas, a Brigada esteve presente em cada um dos diversos tempos da acção política: nas sessões de esclarecimento a seguir ao 25 de Abril, nos momentos difíceis do Verão Quente (tendo sido, por duas vezes, evacuada pela GNR – em Cantanhede e Coja), nas Conferências da Reforma Agrária, em muitas edições da Festa do Avante!, em campanhas eleitorais, comícios, no Centenário de Álvaro Cunhal. Repartindo palcos militantes com Adriano Correia de Oliveira, Trovante, Ary dos Santos, Samuel, Manuel Freire e tantos outros. Permanecendo, após tantos anos de avanços e recuos, ao lado dos deserdados, de quem tomou cantigas e compromisso com o devir.

Quarenta anos decorridos – também, pouco que seja, por nossa «culpa» – cavaquinhos, bombos e gaitas de foles, modas da ceifa e cantos de romaria incorporam-se já na paisagem sonora portuguesa, nas mãos e nas vozes de novos e de velhos, e estão mobilizados para a luta mais geral pelo reconhecimento da Cultura enquanto elemento central da nossa caminhada História adentro. Palavras graves, estas ainda agora ditas, coisa pouca se comparadas com o que, de vida – a que gerou a tal crónica viva e expressiva de que falava Lopes-Graça –, sustentou os sentimentos, os sotaques, os sabores, as convicções de que somos feitos e por que fazemos sentido. É por isso que seguiremos ainda, e alguém depois de nós, espalhando as cantigas que aprendemos do nosso povo para «que na grande construção do mundo se sinta o fio das vozes e a razão dos sons, com suas primas e bordões, ajudando a enterrar sementes que serão Futuro e que hão-de fecundar o chão que é nosso. De «pertos» se faz o longe que esperamos, medido em passos» – escreveu, tão bem, no livro que acompanha a reunião da discografia da Brigada, Manuel Louzã Henriques, velho amigo, velho comunista de Coimbra.

Contem, pois, com os nossos passos!

 

Para Ouvir e Ver:

 

victor-jara.jpg

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 08:13
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 25 de Janeiro de 2015
MARFA - «O 18 de Janeiro de 1934», canção sobre texto de Domingos Abrantes

Marfa

O 18 de Janeiro de 1934

canção sobre um texto de Domingos Abrantes para a revista «O Militante»

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:56
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014
CONCERTO PARA CRAVOS E ORQUESTRA, OPUS 40

-

Clicar na imagem para visualizar a ligação

-

Integrado nas comemorações dos 40 anos da Revolução de Abril, o Concerto para Cravos e Orquestra – Opus 40, que sexta-feira, 5 de Setembro, sobe ao principal palco da Festa do Avante!, é composto por quatro obras, todas elas marcantes na história da música clássica.

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 10:55
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
UPP: Convívio anual 2014 (2)

-

Clicar na imagem para ampliar

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:28
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 1 de Junho de 2014
UPP: Convívio anual 2014 (1)

-

Clicar na imagem para ampliar

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:29
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 29 de Março de 2014
Sessão Comemorativa: É hoje!

-

Clicar na imagem para ampliar

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:01
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 27 de Março de 2014
Sessão comemorativa dos 40 anos da Revolução de Abril

sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:03
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 9 de Fevereiro de 2014
We Shall Overcome
Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

-

Poucos intérpretes e criadores de música popular terão merecido ao desaparecerem o destaque sobre a sua figura e o seu trabalho que praticamente em todo o mundo foi atribuído à morte na passada semana, com 93 anos, de Pete Seeger.

É de sublinhar que a atenção dedicada pela comunicação social foi – inclusive em Portugal – bastante rigorosa, contrariamente ao que habitualmente sucede ao recordar de personalidades com uma postura tão firmemente progressista e de esquerda com foi a de Seeger. Para tanto terão seguramente contribuído três aspectos mais importantes que definem a sua personalidade e a sua vida: a coerência, a persistência e a simplicidade e modéstia sempre justamente assinaladas.

O noticiário que lhe foi dedicado fornece um panorama bastante completo do essencial da sua longa vida e da sua intensa actividade cultural e, sobretudo, cívica e política, mas existirão seguramente alguns aspectos que se justifica sublinhar e desenvolver.

Ler texto integral

-

Publicado neste blog:

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:09
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Julho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
13

19
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

UPP: Concerto - José Afon...

UPP: Curso sobre José (Ze...

Jantar Palestino, Homenag...

Jornadas de Solidariedade...

Ay Carmela!

UPP: Recomeço dos ensaios...

UPP: Início das aulas

UPP: Convívio de Verão 20...

UPP: A música e o nazismo...

Fausto Neves: Master Clas...

UPP: Cursos livres 2016 /...

Fausto Neves: Piano no Po...

42 anos depois justiça pa...

A semântica da ditadura f...

UPP: Início de ensaios do...

arquivos
tags

álvaro cunhal

assembleia da república

autarquia

avante!

bce

benfica

blog

blogs

capitalismo

caricatura

cartoon

castendo

cds

cdu

cgtp

cgtp-in

classes

comunicação social

comunismo

comunista

crise

crise do sistema capitalista

cultura

cultural

democracia

desemprego

desenvolvimento

desporto

dialéctica

economia

economista

eleições

emprego

empresas

engels

eua

eugénio rosa

exploração

fascismo

fmi

futebol

governo

governo psd/cds

grupos económicos e financeiros

guerra

história

humor

imagens

imperialismo

impostos

jerónimo de sousa

jornal

josé sócrates

lénine

liberdade

liga

lucros

luta

manifestação

marx

marxismo-leninismo

música

notícias

parlamento europeu

partido comunista português

paz

pcp

penalva do castelo

pensões

poema

poesia

poeta

política

portugal

precariedade

ps

psd

recessão

revolução

revolucionária

revolucionário

rir

salários

saúde

segurança social

sexo

sistema

sistema capitalista

slb

socialismo

socialista

sociedade

sons

trabalhadores

trabalho

troika

união europeia

vídeos

viseu

vitória

todas as tags

LIGAÇÕES A CASTENDO
Visitantes
eXTReMe Tracker
Google Analytics
blogs SAPO
subscrever feeds