TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Domingo, 8 de Janeiro de 2017
Tributo a Silas Cerqueira

 

Textos integrais dos testemunhos de Frei Bento Domingues, Miguel Urbano Rodrigues, Isabel Allegro Magalhães, José Neves e Vasco Pinto Leite

 

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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016
Silas Coutinho Cerqueira (8 de Setembro de 1929 / 22 de Agosto de 2016)

Silas Cerqueira

 

Silas Coutinho Cerqueira era membro do Partido Comunista Português desde a década de cinquenta. 

É, inquestionavelmente, uma das figuras mais destacadas do movimento da paz e da solidariedade em Portugal, ao qual está ligado praticamente desde a sua criação, na viragem da década de 40 para a de 50 do século XX.

Oriundo do Porto, de uma família baptista, cedo integrou o movimento antifascista, nomeadamente, o Movimento de Unidade Democrática – Juvenil (MUD – Juvenil).

Estudou Teologia e Filosofia das Religiões em Louisville e na Universidade de Columbia em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

O seu envolvimento na luta pela paz valeu-lhe a prisão, em finais de 1952. O seu «crime»? Colocar um ramo de flores num monumento aos combatentes da Grande Guerra, iniciativa tradicional do movimento da paz nesses negros anos de opressão. Esta prisão desencadeou uma imensa contestação por parte da comunidade baptista e dos sectores democráticos portuenses. Em 1955 seria detido no Porto com mais de uma centena de outros jovens dos quais 52 seriam julgados em 1957, entre eles Silas Cerqueira e sua mulher Antónia Lapa. Voltaria a ser preso várias vezes, designadamente em 1953, 1954 e 1958.

Em finais dos anos cinquenta radicou-se em França onde se tornou investigador na área das Ciências Sociais e Políticas no Centre de Relations Internationales (CERI) da Fondation Nationale de Sciences Politiques em Paris bem como na Universidade de Besançon e no Institut des Hautes Études d’Amérique Latine. Aí prosseguiu uma diversificada actividade política unitária tendo sempre como principal referência a situação em Portugal. Simultâneamente empenhou-se na solidariedade com outros povos, com destaque para o povo do Vietname, em luta contra a agressão do imperialismo norte-americano, e os povos submetidos ao jugo colonial português e respectivos movimentos de libertação nacional. Participou activamente na luta contra a repressão fascista e pela libertação dos presos políticos portugueses.

De regresso a Portugal e sob o impulso da Revolução de Abril e com a sua activa contribuição, tiveram lugar em Portugal importantes Conferências Internacionais de Solidariedade como a “Conferência Mundial de Solidariedade com o Povo Árabe e a sua Causa Central: a Palestina” em que participou a OLP como única e legítima representante do povo palestiniano, a “Conferência Internacional de Solidariedade com os Estados da Linha da Frente” que teve importante papel na luta dos povos da África Austral pela liquidação do apartheid, e outras iniciativas marcantes como a Conferência de solidariedade com a Revolução Sandinista da Nicarágua.

Desempenhou um papel de relevo na luta pelo desarmamento, em particular o desarmamento nuclear em que é de destacar o Movimento ZLAN, Zonas Livres de Armas Nucleares, envolvendo numerosos municípios portugueses.

Silas Cerqueira foi membro da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação durante dezenas de anos e integrava actualmente a sua Presidência. Era também membro da Direcção Nacional do Movimento Pelos Direitos do Povo Palestiniano e Pela Paz no Médio Oriente, MPPM, de que foi um dos fundadores.

Intelectual prestigiado, Silas Cerqueira interveio como conferencista em numerosas iniciativas, tendo-se licenciado em ciências histórico-filosóficas pela Universidade de Coimbra, especializou-se em ciências políticas e relações internacionais na Universidade de Paris. Foi professor da Universidade do Minho na área das ciências políticas e leccionou em Angola no quadro da solidariedade com o MPLA.

 

Recordo com saudade o camarada e amigo que entre em 1971, quando da minha passagem à clandestinidade, nos acolheu em sua casa em Villejuif, nos arredores de Paris, até ao nascimento da minha filha Sofia.

O camarada e amigo que durante uma greve do Metro de Paris, passou 5 horas no carro para levar a mãe das minhas filhas a uma consulta pré-natal.

Um camarada e amigo que teve a paciência de disponibilizar a um jovem, então com 17 anos, o seu arquivo e ensiná-lo muito do que hoje sabe sobre a história do PCP e da resistência antifascista.

Um camarada e amigo com quem me fui cruzando várias vezes ao longo dos anos em diferentes actividades do Movimento da Paz e Solidariedade.

 

O Silas gostaria que seguíssemos o seu exemplo de combatente pela paz e pela construção de uma sociedade sem exploradores e sem explorados, prosseguindo a luta pela justa causa à qual dedicou toda a sua vida.

 


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Domingo, 22 de Maio de 2016
Centenário de Vasco de Magalhães-Vilhena (1916 - 1993)

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Vasco de Magalhães-Vilhena
Historiador Social das Ideias - Jornada de Homenagem

 


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Domingo, 6 de Março de 2016
43 anos enterrado vivo

Albert Woodfox

 

«Eu vi homens duros que se transformavam em bebés... enrolados nas suas camas, em posição fetal, e nunca mais diziam uma palavra; alguns não conseguiam parar de falar, mas diziam coisas sem sentido; outros gritavam o dia inteiro; houve muitos que se conseguiram suicidar; mas eles não nos querem mortos, é por isso que nos enterram vivos». É assim que Albert Woodfox descreve os 43 anos que passou em regime de solitária, numa cela de 2,7 metros por 1,8.

Libertado este domingo após 44 anos preso por razões políticas, Albert Woodfox explicou-me, numa entrevista por via electrónica, que a primeira coisa que fez quando saiu da infame prisão de Angola, na Luisiana, foi deixar flores na campa da mãe, que morreu em 1990. «Quando ela morreu, não me deixaram ir ao funeral. Mas eu prometi que ia». E foi.

Albert Woodfox, de 69 anos, era o último dos presos políticos conhecidos como «os três de Angola» ainda atrás das grades. A Penitenciária Estadual da Luisiana, também conhecida como Angola, deve o nome à antiga plantação existente nesse lugar, onde milhares de escravos angolanos eram forçados a trabalhar. Duzentos anos depois, a principal diferença é que a plantação deixou de produzir algodão e passou a produzir cana-de-açúcar. Os 6500 presos que aí trabalham, quase todos negros, não são, porém, menos escravos.

«A prisão é uma indústria», explica Albert Woodfox. «Depois da Guerra Civil a escravatura acabou, os negros foram conquistando mais direitos e o nosso trabalho foi ficando mais caro. Em resposta, o sistema criou a indústria prisional para embaratecer a mão-de-obra negra, para desumaniza-la. É por isso que neste país um em cada três negros já esteve preso. Não se trata só do trabalho escravo dentro das prisões privadas… vai para além disso: um negro que saia da prisão está carimbado para o resto da vida como mão-de-obra barata; quando a polícia manda parar um adolescente negro a caminho da escola, a mensagem é "não levantes muito a cara, fica no teu lugar."»

Albert Woodfox4

«O meu crime foi ser militante»

Acusado de ter assassinado Brent Miller, um guarda prisional, em 1972, Albert Woodfox foi condenado a 42 anos de prisão num julgamento-farsa sem provas físicas e marcado pelo «desaparecimento» de elementos do processo. Há muito que a própria família de Brent Miller exigia a libertação de Woodfox e, no Verão passado, Teenie Rogers, a viúva de Miller, avisou que «está na hora do Estado parar de fingir que há qualquer prova de que Albert Woodfox matou o Brent».

«Eu estou inocente desse crime», diz Albert Woodfox, «mas não foi por esse crime que passei 43 anos em solitária. O meu crime foi ser militante do Partido Pantera Negra e lutar contra a segregação das prisões».

Recém-saído de uma tortura difícil de imaginar, Albert Woodfox promete dedicar-se agora a combater o uso disseminado da solitária nas prisões estado-unidenses. «É uma violação flagrante dos Direitos Humanos. Fechar um homem sozinho numa cela durante décadas é tortura e é bárbaro. A solitária chama-se solitária porque nos isola. É assim que nos quebram: isolados não somos humanos. Neste regime, só saímos da cela durante uma hora por dia. Às vezes, sentia-me esmagado. Não conseguia respirar. Suava em bica... Nos piores momentos, sentia as paredes a apertar-me a cara. Foi assim durante quatro décadas. Mas como imaginar submeter uma criança de 14 anos a esta tortura? Isso acontece muito nos EUA! Basta que um tribunal decida julgar um adolescente como um adulto. Que tipo de regime faz uma coisa destas?»

 

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016
Faleceu Armando Nogueira, destacado dirigente da DOR Viseu

Armando Nogueira_cinfaes

O Secretariado da DORViseu do PCP informa que faleceu hoje, 3 de Fevereiro, após ter sido acometido por doença súbita, Armando Monteiro Nogueira, responsável da Comissão Concelhia de Cinfães do PCP e membro da Direcção Regional.

Armando Nogueira nasceu em S. Cristóvão de Nogueira, Concelho de Cinfães, em 13 de Agosto de 1946, de onde saiu muito novo para a cidade do Porto, onde trabalhou em várias empresas metalúrgicas.

Ligado ao Partido desde 1972, ajudou a fundar e foi dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Norte, ainda na clandestinidade.

Depois do 25 de Abril integrou os quadros de funcionários do PCP, tendo exercido a sua actividade nos distritos do Porto e de Braga, período em que foi eleito para o Comité Central.

Regressado à sua terra natal, continuou a sua actividade militante e revolucionária. Por diversas vezes foi candidato e encabeçou as listas da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Cinfães.

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Sábado, 25 de Julho de 2015
António Ferreira Soares (1903/1942) foi um dos mártires da resistência antifascista

Homenagem Ferreira Soares 2015

«(...)

Para os que não saibam quem foi Ferreira Soares e para os que sabendo não esqueçam, relembramos que:

- Ele era conhecido entre o povo, como o «médico dos pobres», dada a sua permanente disponibilidade para atender quem dele necessitasse, fosse a que hora fosse do dia ou da noite e tivesse ou não tivesse dinheiro para pagar a consulta.

-Relembramos que Ferreira Soares, era um militante comunista, intensamente empenhado na actividade partidária e na luta conduzida pelo Partido Comunista Português contra o regime fascista, um militante empenhado na luta pela liberdade e pela democracia, pelo socialismo e o comunismo.

-Relembramos uma vez mais, que Ferreira Soares foi brutalmente assassinado pela polícia política do regime fascista, em 4 de Julho de 1942, faz hoje precisamente,73 anos.

Naquele dia 4 de Julho uma falsa doente, acompanhada por um inspector e dois agentes da polícia política do regime, solicita-lhe uma consulta de urgência, pedido a que ele – sempre disponível para ajudar a gente humilde e necessitada que procurava os seus cuidados – acede, recebendo a falsa doente em casa de sua irmã.

Depois, não foram duas ou três, mas 14, as balas de ódio e de raiva fascistas disparadas contra o militante comunista, consumando desta maneira a execução física e política do médico do povo, do camarada Ferreira Soares.

Mas qual foi então o crime que Ferreira Soares terá cometido, que tenha suscitado tanto ódio do regime ao ponto de levar Salazar a decidir tão horrenda execução?

Parece estranho e inacreditável, mas é assim mesmo: o “crime” que Ferreira Soares cometeu foi torna-se militante do Partido Comunista Português, estar do lado do povo, e lutar por uma sociedade onde a imoral exploração do homem pelo homem, pudesse um dia não subsistir.

Mas se há coisa que o capital não tem, é pudor e escrúpulos. Como temos visto, quando se trata de defender interesses, mesmo que ilegítimos, se preciso for, persegue, prende, assassina, não hesita em provocar guerras de pilhagem de recursos, mesmo que isso implique a morte de milhões de seres humanos.

Mas como diz o poeta, por cada flor estrangulada há milhares de sementes florir…!

A polícia política de Salazar assassinou o homem, mas não estava ao seu alcance assassinar o sonho de muitos outros homens e de muitas mulheres, que prosseguiram na luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho…

…, Não estava ao seu alcance, assassinar o sonho dos democratas e do povo português de um dia derrubar a ditadura fascista, e construir um país livre e democrático.

Ferreira Soares, não teve a alegria nem a satisfação de viver aquele que foi um dos mais importantes acontecimentos da história do nosso país, que foi a Revolução do 25 de Abril…

… Para a qual, no quadro da luta do seu partido de sempre, o Partido Comunista Português, deu um importante e corajoso contributo para que ela se viesse a realizar, contributo que pagou com a própria vida.

Porque ao contrário, do que dizem e escrevem os falsificadores da história, o 25 de Abril não foi um acto súbito, não feito apenas no dia em que os capitães do MFA empreenderam o heróico levantamento militar que derrubou a ditadura fascista …

…Pelo contrário, o 25 de Abril foi o culminar de um longo e acidentado processo de luta dos trabalhadores e do povo português, onde se insere o corajoso contributo do camarada Ferreira Soares.

(...)»

Nogueira da Regedoura, 4 de Julho de 2015

Joaquim Almeida, membro do Comité Central do PCP

Ferreira Soares 1

Ferreira Soares 2

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«O assassinato de Ferreira Soares é relatado pelo Avante! da primeira quinzena de Agosto de 1942, num artigo precisamente dedicado aos crimes do fascismo. Conta o jornal que os esbirros da polícia armaram uma cilada àquele que era conhecido por médico dos pobres no seu próprio consultório, usando como isco uma mulher, fazendo-se passar por doente: «Seis polícias entraram em seguida à falsa doente e alvejaram a tiros de pistola-metralhadora António Ferreira Soares. Depois levaram-no ferido e inanimado para o automóvel, e como se mexesse, esfacelaram-lhe as pernas com novas rajadas. Na casa de saúde de Espinho, onde chegou já morto, foram-lhe encontradas no corpo 14 balas.» Tinha 39 anos

«Ferreira Soares foi daqueles homens que vivem guiados pelos seus ideais, que optam pela justiça em detrimento, muitas vezes, do seu próprio bem-estar económico e até físico. A verdade é que este homem, médico de formação e filho de juiz, tinha as condições reunidas para ter uma vida confortável, mesmo com o regime salazarista, não fosse um individuo de carácter e de valores, inconformado com a injustiça que o tornariam num exemplo para as gerações seguintes.»

Ferreira Soares


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Domingo, 19 de Julho de 2015
Virgínia Faria de Moura (19 de Julho de 1915 / 19 de Abril de 1998)

Virginia Moura_1

 Virgínia de Moura foi uma mulher que levantou bem alto as bandeiras da liberdade, da democracia e do ideal da construção de uma terra sem amos

 

«Virgínia de Moura – mulher de Abril – cidadã de infatigável combatividade, resistente antifascista, intelectual comprometida com o sofrimento e as aspirações libertadoras do seu povo, revolucionária comunista, esteve sempre na primeira linha em todas as batalhas pela democracia, num percurso feito de firmeza de convicções, integridade, coragem moral e física, sensibilidade humana.

Se mulher houve cujo nome ficará para sempre ligado à nossa bela revolução libertadora ela foi sem qualquer sombra de dúvida, a camarada Virgínia de Moura que, desde a sua juventude, nunca deixou de estar na primeira linha dos grandes combates políticos que tendo como pano de fundo a luta dos trabalhadores e das massas populares, haveriam de conduzir à liquidação do fascismo, em Abril de 1974.»

Virginia Moura_3

«Estando presa na cadeia da PIDE, no Porto, em Março de 1957, quando morreram na sequência de torturas dois presos políticos, Joaquim Lemos de Oliveira e Manuel Silva Júnior, subscreveu, com outros presos, uma petição dirigida ao «Presidente da República», onde se apelava:

«Seja feito um rigoroso inquérito, dirigido por uma entidade estranha à PIDE sobre as circunstâncias em que se deram as mortes de Joaquim Lemos de Oliveira e Manuel da Silva Júnior, extensivo aos métodos usados para investigações nesta Polícia Internacional e de Defesa do Estado;

Nesse inquérito possam depor livremente todas as pessoas actualmente presas e aquelas que já o estiveram;

A nossa situação prisional passe a deixar de ser dependente da PIDE e não mais se verifique a circunstância de investigadores serem simultaneamente carcereiros.»

Eram signatários: Virgínia de Moura, Cecília Alves, Hernâni Silva, Ângelo Veloso, Pedro Ramos de Almeida, António Borges Coelho, Hermínio Marvão e Agostinho Neto.»

«Militante comunista desde a primeira metade dos anos 30, manteve até ao 25 de Abril de 1974 (e daí por diante) uma intensa actividade política, maioritariamente «aberta», em várias organizações e movimentos unitários da oposição democrática. Depois da actividade desenvolvida no Socorro Vermelho Internacional, nas lutas estudantis e na solidariedade com os republicanos espanhóis, Virgínia Moura participou, a partir de 1944, no Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF), no Movimento de Unidade Democrática (MUD), no Movimento Nacional Democrático (MND), nas estruturas de apoio às candidaturas presidenciais de Norton de Matos, Ruy Luís Gomes, Arlindo Vicente e Humberto Delgado e interveio como activista ou candidata nas «eleições-farsa» de 1969 e 1973. Integrou, ainda, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, o Movimento Democrático de Mulheres, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz e a Comissão Nacional para a Defesa da Paz.»

 


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Sábado, 28 de Março de 2015
António Dias Lourenço (25 de Março de 1915 / 7 de Agosto de 2010)

Dias Lourenço5

António Dias Lourenço, destacado dirigente comunista e resistente antifascista, operário, jornalista, escritor, homem de cultura, de profundas e firmes convicções, que desde muito jovem tomou o partido da luta pela emancipação dos trabalhadores e pela libertação do nosso povo.

Um revolucionário que fundiu a sua vida com a luta do Partido Comunista Português, a que aderiu aos 16 anos de idade, pela causa da liberdade e da democracia, do socialismo e do comunismo.

Um revolucionário que se entregou a esta causa com enormes abnegação, dedicação e coragem, e a alegria transbordante bem expressa na sua afirmação de que «estar neste combate é uma felicidade».

Dias Lourenço.jpg

«Nascido a 25 de Março de 1915, em Vila Franca de Xira, António Dias Lourenço foi um destacado militante e dirigente comunista durante quase 80 anos, nos quais deu provas de uma inquebrantável dedicação aos trabalhadores, ao povo e à luta do seu Partido. A opção, que ainda jovem tomou, de se tornar funcionário do Partido Comunista Português pagou-a com brutais torturas e 17 longos anos de prisão. Tal não o impediu, na última entrevista concedida ao Avante!, de se confessar um homem feliz, sobretudo por ver tanta gente nova a prosseguir o combate a que dedicou a sua vida

 

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015
Pedro dos Santos Soares (13 de Janeiro de 1915 / 10 de Maio de 1975)

Pedro Soares Convite

O PCP evoca, hoje, o centenário do nascimento de Pedro Soares, destacado militante comunista e resistente antifascista, nascido a 13 de Janeiro de 1915. A sessão evocativa realiza-se na Casa do Alentejo, em Lisboa, pelas 18 horas, e conta com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido, que fará a intervenção de encerramento.

A inauguração de uma exposição evocativa da vida e da luta de Pedro Soares (que ficará patente no local até ao dia 22), a apresentação do livro «Escritos Políticos», da sua autoria, a leitura de uma carta que enviou ao Partido aquando da sua segunda deportação para o Tarrafal e um momento musical com um grupo coral alentejano, Luísa Basto e João Fernando compõem a programação da sessão com a qual se homenageia um destacado militante e dirigente comunista, que passou 12 anos nas prisões do fascismo.

Pedro Soares

Pedro Soares foi um daqueles revolucionários que, em tempos sombrios, enfrentando e resistindo a todo o tipo de violências e privações, tomou a opção de se dedicar de corpo inteiro ao Partido Comunista Português e à luta dos trabalhadores e do povo contra o fascismo e pela liberdade, contra a exploração e pelo progresso – pelo socialismo e o comunismo. No momento em que se assinala o centenário do seu nascimento, o Avante! destaca um percurso singular, em que as prisões, as fugas, as torturas e a entrega abnegada à luta revolucionária marcaram toda uma vida, interrompida cedo de mais, aos 60 anos. 

Pedro Soares 1

«Cantar aqueles que partiram é dar força à liberdade as flores vermelhas que os cobriram tornaram alegre a saudade»

Assim imortalizou em versos o poeta comunista José Carlos Ary dos Santos a morte trágica de Pedro Soares juntamente com a sua companheira de vida e de luta, Maria Luísa da Costa Dias, num brutal acidente em 10 de Maio de 1975, e que a cantora, também ela comunista, Luísa Basto, levaria na sua voz a todo o país.

 


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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014
UPP: Óscar Lopes, o intelectual completo (actualização)

UPP Óscar Lopes

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Adenda em 17/12/2014 às21h58m: 

UPP Cancelamento Óscar Lopes

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Domingo, 16 de Novembro de 2014
Presidente, Luís Filipe Vieira, presente no último adeus a José Casanova

Emblema_actual SLB.jpg    José Casanova, Benfiquista por convicção, que assistia aos jogos no Estádio da Luz sempre que a agenda pessoal e política o permitia, era um dos exemplos de que ser do SL Benfica está acima de qualquer outra cor partidária ou credo religioso. Participava regularmente em encontros e momentos de confraternização  que reuniam nomes de todas as cores ideológicas. Ele próprio via na vivência do Clube um foco de sintonia numa sociedade democrática  por vezes demasiado díspar na forma de pensar.

Membro do Comité Central do Partido Comunista Português, escritor e empenhado benfiquista, faleceu na última sexta-feira, aos 75 anos, após "doença grave", segundo uma nota enviada pelo partido. 

O funeral realizou-se este domingo, no cemitério do Alto de S. João, tendo o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, marcado presença nas exéquias fúnebres de um homem que vivia o Benfica com orgulho.

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Sábado, 15 de Novembro de 2014
José Casanova (1939 / 2014)

José Casanova 2011

O Secretariado do Comité Central informa que faleceu hoje, após doença grave, José Casanova, membro do Comité Central do Partido Comunista Português.

José Casanova nasceu no Couço em 1939, onde desde muito novo viveu acontecimentos da luta antifascista nesta terra de resistência dos trabalhadores e do povo contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1958, com 19 anos, e as suas primeiras actividades políticas foram desenvolvidas na União da Juventude Portuguesa, de cuja Direcção fez parte.

Assumiu como jovem comunista papel destacado nas candidaturas democráticas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado em 1958. Desempenhou tarefas partidárias em vários pontos do País nas décadas de 50 e 60 do século XX.

Preso pela PIDE em 1960, julgado e condenado a dois anos de prisão, foi sujeito às chamadas “medidas de segurança” que o forçaram a permanecer cerca de seis anos nas prisões fascistas.

Entre 1971 e 1974, José Casanova esteve exilado na Bélgica, prosseguindo aí a sua actividade partidária, quer junto dos emigrantes portugueses – foi Presidente da Associação dos Portugueses Emigrados na Bélgica – quer em contactos com os movimentos de libertação das ex-colónias: MPLA, PAIGC e FRELIMO.

Regressado a Portugal em Abril de 1974, assumiu tarefas partidárias na Organização Regional de Lisboa.

Membro do Comité Central do PCP desde 1976. Foi membro da Comissão Política de 1979 a 2008. Entre outras tarefas foi responsável pela Organização Regional de Lisboa de 1989 a 1996 e pela Organização Regional de Santarém entre 1997 e 1998.

José Casanova foi director do “Avante!”, Órgão Central do PCP, entre 1997 e Fevereiro de 2014. Actualmente era responsável pela Comissão Nacional da Cultura.

Salienta-se ainda a sua produção no campo literário, com os romances “Aquela Noite de Natal”, “O Caminho da Aves” e “O Tempo das Giestas”, bem como com outras obras, nomeadamente o livro sobre Catarina Eufémia, recentemente editado, e diversos trabalhos e participações.

José Casanova faleceu. Deixa-nos a sua intervenção dedicada como militante e dirigente do PCP nas mais diversas tarefas e responsabilidades e a sua sensibilidade e contribuição no plano cultural. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é prosseguir a luta do seu Partido de sempre, o Partido Comunista Português, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, pelo ideal e projecto comunista.

À família do camarada José Casanova, o Secretariado do Comité Central do PCP endereça as suas mais sentidas condolências.

A informação sobre o funeral será dada posteriormente.


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Sábado, 10 de Agosto de 2013
Urbano Augusto Tavares Rodrigues (6 de Dezembro de 1923 / 9 de Agosto de 2013)

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O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Urbano Tavares Rodrigues, intelectual comunista destacado e figura cimeira da cultura portuguesa.

Autor de uma vasta obra literária, abarcando todos os domínios da escrita – romance, novela, conto, teatro, poesia, crónica, ensaio, jornalismo, viagens – e na qual estão presentes os valores humanos que nortearam toda a sua vida – a liberdade, a justiça social, a paz, a solidariedade, a fraternidade – Urbano Tavares Rodrigues fica na história da Literatura portuguesa como um dos seus mais relevantes expoentes.

Urbano Tavares Rodrigues desenvolveu uma igualmente intensa actividade política, iniciada muito cedo e muito cedo com ligação ao PCP, e que se prolongou ao longo de toda a sua vida.

Em 1949 participou na campanha eleitoral do General Norton de Matos, após o que foi para França onde foi leitor de Português em Montpellier e na Sorbonne, em Paris.

Em 1955 regressa a Portugal e entra na Faculdade de Letras de Lisboa, como assistente, vindo a ser afastado pouco depois, por motivos políticos. Durante alguns anos é impedido de ensinar, mesmo fora da Universidade.

Em Dezembro de 1962, participa em Cuba, num encontro de escritores solidários com a revolução cubana.

Em 1963, enquanto membro das Juntas de Acção Patriótica, preside à delegação portuguesa presente no congresso em defesa da liberdade da cultura, realizado pela Comunidade Europeia de Escritores, em Florença.

Ainda nesse ano de 1963, é preso, acusado de pertencer ao Partido Comunista Português e às Juntas de Acção Patriótica. Trata-se da primeira das três prisões que virá a sofrer, em todas elas submetido às brutais torturas da PIDE.

Em 1966, participa num congresso organizado pela Comunidade Europeia de Escritores, no decorrer do qual denunciou a extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores e a situação de Luandino Vieira, preso no Tarrafal.

Durante a década de sessenta, Urbano participou activamente em acções do Conselho Mundial da Paz e do Conselho Português para a Paz e a Cooperação – então ainda semi-clandestino em Portugal.

Em 1971 participou na importante Conferência de Bruxelas, preparatória da Conferência de Helsínquia sobre a Paz e o Desarmamento.

Activista destacado do Movimento da Oposição Democrática, Urbano participou em várias campanhas «eleitorais» e foi membro da Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática, em 1973.

Após o 25 de Abril, teve uma intervenção activa no processo revolucionário e na luta em defesa das conquistas da Revolução. Integrou o Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP e foi candidato a deputado pelo círculo da emigração.

O PCP presta homenagem a Urbano Tavares Rodrigues e endereça à sua família e amigos o seu sentido pesar, manifestando-lhes fraternal solidariedade.

O Secretariado do Comité Central informa que o corpo de Urbano Tavares Rodrigues se encontra em câmara ardente, a partir das 19h00 de hoje, na Sociedade Portuguesa de Autores (Av. Duque de Loulé nº 31, em Lisboa), estando o seu funeral previsto para o Cemitério do Alto de S. João para o fim da tarde de amanhã (sábado, dia 10).

(sublinhados meus)

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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Óscar Lopes: exemplo para os dias por vir

Sobre Óscar Lopes:

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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
Óscar Luso de Freitas Lopes (2 de Outubro de 1917 / 22 de Março de 2013)

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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
Conversas com LIVROS: Bento de Jesus Caraça

Grupo de Estudos Marxistas

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
José Dias Coelho (19 de Junho de 1923 / 19 de Dezembro de 1961)

José Dias Coelho

Artista militante e militante revolucionário

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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011
Bento de Jesus Caraça (18 de Abril de 1901 / 25 de Junho de 1948)

Bento de Jesus Caraça - Um exemplo de confiança no futuro

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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011
Lisboa, Campo Pequeno, 16 de Janeiro, 16h

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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Porto, Pavilhão Rosa Mota, 9 de Janeiro, 15h

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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
GRANDES MOMENTOS da Campanha

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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Luísa Basto, 40 anos a cantar o povo e a liberdade

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Domingo, 21 de Novembro de 2010
Joaquim Gomes (4 de Março de 1917 / 20 de Novembro de 2010): «O primeiro emprego aconteceu depois de completados os seis anos»

O primeiro emprego aconteceu depois de completados os seis anos. Não recordo o tempo que durou o trabalho nesta primeira fábrica de cristalaria, mas lembro-me que era conhecida como Fábrica do Açúcar — não significando o nome, porém, que o trabalho dos aprendizes fosse menos amargo que noutras do ramo. Necessário se torna esclarecer que no respeitante à idade não bati qualquer recorde pois houve crianças, e não foram poucas, que começaram antes dos seis anos, não sendo também raros os casos em que os pais tinham de as levar ao colo quando iam para o trabalho!

As fábricas de cristalaria ou a potes trabalhavam num único turno diário. Os aprendizes, regra geral, entravam numa «obragem» (uma equipa de trabalho) pelo último escalão, que consistia em preparar o molde para que cada peça pudesse ser moldada.

As coisas passavam-se mais ou menos assim. Se o molde era de madeira o aprendiz tinha de o mergulhar numa celha com água após cada moldagem. Se o molde era de ferro mas pequeno, a operação podia ser idêntica. Se o molde era de ferro mas mais pesado, tinha de ser lubrificado, ou levar uma fita de madeira especialmente preparada para o efeito, para que o vidro ainda incandescente se não pegasse ao molde. Os moldes de madeira destinados à moldagem de peças grandes tornavam-se muito pesados, pelo que os miúdos em pouco tempo ficavam bastante cansados. O que na prática também se verificava com os moldes mais pequenos, não pelo peso, mas pelo ritmo de trabalho ser mais acelerado, acontecendo por vezes os oficiais ou outros operários adultos terem mais força no sopro do que os aprendizes nos braços. Em consequência disto, nem sempre durante a moldagem o molde se mantinha bem fechado, do que podia resultar a inutilização da peça e com ela um bofetão ou coisa do género, sem se ter em conta tanto o cansaço como a idade do aprendiz.

A esta distância estaria errado quem pensasse que estas e outras atitudes, algumas bem mais violentas, dos operários vidreiros para com os aprendizes eram devidas à falta de sentimentos humanos e de carinho pelas crianças. Primeiro, porque era a própria engrenagem da exploração capitalista que produzia estas situações, uma vez que ganhando os adultos à peça, cada uma que se inutilizasse acabava por se reflectir negativamente no salário. Segundo, porque mais ou menos em todas as profissões estava generalizada a convicção de que sem se chegar a «roupa ao pelo dos aprendizes», eles se não faziam homens a valer e ainda menos bons profissionais, mas também porque fosse até tradição os pais dos aprendizes recomendarem aos mestres: «Não lhas poupe sempre que as mereçam.» E é claro, isto dava para tudo... De resto, não se pode esquecer que no ensino de então se tinham como indispensáveis as reguadas, ponteiradas e outros mimos do género. Até o senhor prior, quando ensinava a doutrina na casa de Deus, não fugia à regra!

Voltando à minha trajectória como aprendiz de operário vidreiro, recordo perfeitamente que para ingressar na segunda fábrica onde passei a trabalhar teve a minha mãe de me acompanhar e mostrar ao patrão a minha cédula de nascimento para provar que tinha completado os sete anos, idade mínima para nessa fábrica os aprendizes serem admitidos. Tratava-se da Fábrica Marquês de Pombal cujo patrão, o Sr. Magalhães, com alguma razão tinha fama de ser bom. Os esforços desenvolvidos pela minha velhota para que ingressasse nesta fábrica justificavam-se também pelo facto de nela trabalharem já um irmão e uma irmã mais velhos do que eu, o que facilitava imenso o avio do farnel. Este consistia numa fatia de broa com um bocado de toucinho ou, mais frequentemente, com uma sardinha fresca ou salgada, sendo a broa e o conduto cortados em três bocados. Se o conduto era toucinho nunca a divisão levantava grandes problemas, mas tratando-se de sardinha, no dia em que devia calhar a cabeça a um de nós e isso não sucedia, havia discussão, já que todos consideravam essa parte a mais gostosa e a que melhor condutava. De tal modo isto me ficou que, ainda hoje, detesto comer sardinhas em locais onde «pareça mal» chupar as cabeças.

Do trabalho e dos problemas vividos nesta fábrica, o que mais me marcou, além do esforço violento que os aprendizes tinham igualmente de despender, foi um acidente que sofri, o qual podia ter tido consequências muito graves, deixando-me marcas para sempre. Os ganhos, como anteriormente, eram uma miséria. Se a memória me não atraiçoa, trabalhei nela cerca de dois anos. Com o meu irmão fui trabalhar para a Fábrica Nova, Companhia Industrial Portuguesa, que por essa altura ensaiava, creio que pela primeira vez na Marinha Grande, a produção de artigos correntes chamados de «cristalaria em forno a tanque». A decisão que tomámos tinha em vista a subida de categoria e, consequentemente, aumentos de salários. Contudo, o trabalho foi de pouca duração pelo facto de a tentativa de alterar a produção não ter resultado.

In Joaquim Gomes, excerto de Estórias e Emoções de uma vida de luta

Estórias e Emoções de uma vida de luta

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
Assalto à soberania popular e à independência nacional

Era conhecido que o poder político estava submetido ao poder económico, que a acção de sucessivos governos, responsáveis políticos, do actual Presidente da República era de comprometimento dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País ao serviço dos grupos económicos e financeiros.

Era conhecido que os responsáveis políticos portugueses abdicam da soberania e da independência nacional. No entanto, o processo do Orçamento do Estado revela com evidência a profundidade e arrogância do assalto à soberania popular e à independência nacional. Os principais banqueiros assumiram-se como comissão de promoção da aprovação do Orçamento, Durão Barroso e demais comissários da União Europeia declararam-se no mesmo sentido e, como não podia deixar de ser, o embaixador dos EUA em Portugal fez também o seu pronunciamento para a aprovação do Orçamento. É o Orçamento deles, dos banqueiros, e um brutal instrumento de injustiça social e do afundamento do País.

Há, assim, uma consonância não só entre o PS e o PSD, mas também com os grupos económicos, a banca, o Fundo Monetário Internacional, a União Europeia, o Banco Central Europeu... Ou seja, entre todos os responsáveis pela crise. Eles estão de acordo com as linhas deste Orçamento – que são a continuação agravada das receitas que conduziram ao afundamento do País. Vêm propor as mesmas receitas que levaram a esta situação como se fossem solução para os problemas...

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Sábado, 23 de Outubro de 2010
E que solução é essa?

Produzir mais para importar menos e exportar mais, aproveitando os recursos nacionais, criar riqueza e emprego com direitos. Distribuir com justiça a riqueza criada. Melhorar os serviços públicos e não destruí-los. Valorizar os apoios sociais, apostar no investimento público, no sector empresarial do Estado e no apoio às micro, pequenas e médias empresas. Estas são medidas necessárias. E o que está previsto no Orçamento não leva a este caminho, muito pelo contrário.

Admite-se que empurrem o País para a recessão, a destruição da produção nacional e o aumento do desemprego? Admite-se que queiram cortar nos salários, congelar as pensões, pôr em causa os apoios sociais, destruir os serviços públicos e aumentar a generalidade dos preços? Admite-se que impeçam o acesso de centenas de milhares de portugueses aos cuidados de saúde com o aumento dos preços dos medicamentos e o pagamento de análises e exames médicos? Admite-se que cortem o presente e o futuro das novas gerações com a precariedade, os baixos salários, a que se acrescenta agora o corte ou redução do abono de família a 1 milhão e 400 mil crianças?

E em nome de quê? Dos benefícios dos mesmos de sempre, dos grandes grupos económicos e financeiros e da banca. Esses que ao longo dos últimos seis anos (os anos da «crise» e do «défice») tiveram 32 800 milhões de euros de lucros e beneficiaram, só no ano passado, com milhares de milhões de euros do erário público, como aconteceu com o BPN. É precisamente para canalizar para aí que estão a retirar das famílias e a agravar a exploração.

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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010
Candidatura com sítio na Internet: www.franciscolopes.pt

Passa a estar disponível na Internet o sítio da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, que acompanhará as principais iniciativas e acções da campanha eleitoral. Através do endereço www.franciscolopes.pt será possível aceder a um conjunto de informações sobre a dinâmica da candidatura e o próprio candidato: agenda; principais intervenções e iniciativas; fotografias e vídeos da campanha; principais documentos; apoiantes; grafismos; etc..

O sítio acompanhará o desenvolvimento da própria campanha eleitoral, assumindo uma actualização crescente e elementos novos à medida que se aproximem as eleições. Passará também a estar disponível a possibilidade de contactar por via electrónica com a candidatura através de contactar@franciscolopes.pt.

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Declaração de candidatura de Francisco Lopes

Apresento hoje aqui a declaração da minha candidatura a Presidente da República. Candidatura a um órgão de soberania unipessoal, mas indissociável do projecto e do grande colectivo que a impulsiona. Esta é a candidatura do PCP, que traduz um percurso de coerência, que dá expressão aos interesses dos trabalhadores, da juventude, do povo português e apela à força que há, em cada um e em todos, para empreender o processo de mudança de que Portugal precisa. Esta candidatura que assumo dirige-se aos democratas e patriotas, a todos aqueles que, atingidos nos seus interesses e direitos, aspiram a uma vida melhor.

Dirijo-me a cada um e a todos, não apenas para que apoiem a candidatura, mas para que a assumam como vossa, parte das vossas aspirações, projectos e lutas. Uma candidatura que é expressão dessa vontade colectiva de mudança que une todos os que confiam, agem e lutam por um futuro melhor para o nosso povo e para Portugal, e que faz dela e dos valores que assume a minha e a vossa, a nossa candidatura.

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Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
Francisco Lopes: Uma candidatura que é uma necessidade incontornável

Francisco Lopes - a biografia

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Sábado, 7 de Agosto de 2010
António Dias Lourenço (25 de Março de 1915 / 7 de Agosto de 2010)

Faleceu António Dias Lourenço

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Quarta-feira, 31 de Março de 2010
Leitura Obrigatória (CXCVIII)

Engrenagem (Soeiro Pereira Gomes)

É em Engrenagem que o estudo da evolução da consciência social dentro das condições determinadas de trabalho, de relações de produção e de luta de classes, adquire proporções e uma profundidade nunca atingidas na literatura portuguesa. Aí a obra de Pereira Gomes é radicalmente revolucionária, veio abrir novos caminhos. É como se um laboratório (mas laboratório da vida) submetesse à experiência a consciência social de pessoas que, de súbito, entram num ambiente de trabalho que inteiramente desconheciam – o das relações de produção industriais.

Augusto da Costa Dias


In Edições «Avante!»

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