TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Terça-feira, 18 de Outubro de 2016
Cultura e ovos de ouro

Mosteiro de Alcobaça Fachada principal

Entre a cultura e turismo há uma imbrincada rede de interesses. Património edificado, museus, eventos culturais são os motores do turismo cultural. O contributo da cultura para o crescimento desse mercado é central, mas não tem o devido retorno por parte do turismo. Quem demanda Lisboa, tem nos seus monumentos a motivação. O que seria Lisboa para os turistas se não existissem os Jerónimos, a Torre de Belém, o Museu dos Coches, o Castelo de São Jorge?

 

O que recebem os museus e monumentos por serem a âncora desse turismo com grande peso na economia do País? Rigorosamente nada! Uma situação que a Cultura tão maltratada do ponto vista orçamental deveria rever. São múltiplas as relações entre o património e a indústria turística, nomeadamente as imobiliárias a ela associadas.

(…)

Trocando por miúdos, nos centros decisores do capitalismo internacional, FMI, Banco Mundial, BCE etc., está a levedar uma nova onda de privatizações de tipo novo e radical: vender bens imobiliários estatais, incluindo patrimónios histórico-culturais, o que já está acontecer na Grécia, onde a dificuldade será avaliar o Partenon.

Enquanto esperam a chegada dos novos tempos, os empreendedores instalam-se no património edificado, impondo condições pouco lineares. Exemplo recente é a instalação de um hotel de cinco estrelas no Claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça.

 

Mosteiro da Batalha

(…)

Na capoeira outra galinha já está a chocar outro ovo de ouro no Mosteiro da Batalha.

A questão que se coloca é o dono das galinhas, o Estado, estar disponível para entregar os ovos de ouro... e a preços de saldo. Se nalguns casos, cuidadosamente analisados, as parcerias entre os Poder Central e Local e os privados são aceitáveis na base de protocolos que não sejam lesivos para o Estado e para o Património Cultural, como frequente e escandalosamente acontece, vejam-se as famigeradas PPP, há tudo a opor a concessões com este teor. Quem vai continuar a manter o Mosteiro de Alcobaça é o Estado. O concessionário que beneficia do valor patrimonial do todo e só participa na reabilitação de uma parte deve ser chamado a contribuir para esse todo. O mínimo exigível seria que uma percentagem dos resultados operacionais da exploração do hotel fossem adstritos à manutenção do Mosteiro.

(sublinhados meus)

AQUI

 

Assim vai a economia da cultura e as suas galinhas dos ovos de ouro...

 


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publicado por António Vilarigues às 12:24
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2016
13 de Maio 1934 – Monumento ao Marquês de Pombal

Marquês de Pombal_estátua

A ideia de erigir um monumento a Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e ministro do Rei D. José, através de subscrição pública tem origem nas comemorações do centenário da sua morte, em 1882.

A iniciativa só avança em 1913, ano em que é aberto o concurso público para a obra, no qual é aprovado o projecto dos arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e dos escultores Simões de Almeida, Leopoldo de Almeida e Francisco Santos.

A obra impressiona pela sua opulência: do alto de um pedestal em pedra ricamente trabalhada com cerca de 40 metros de altura, Pombal, ladeado pelo leão – símbolo de força e determinação – contempla a Baixa.

Na frente do pedestal está uma figura feminina com o símbolo das quinas na proa do navio que pode simbolizar a Nação, enquanto as esculturas alegóricas mostram o Terramoto; a reconstrução da cidade; a agricultura; a pesca e a deusa da Ciência, da Indústria e das Artes.

Protagonista da reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1 de Novembro de 1755 e do incêndio que se lhe seguiu, o ministro foi um estadista polémico, sendo apresentado ora como um déspota ora como um modernista iluminado.

AQUI

 


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Quinta-feira, 31 de Março de 2016
31 de Março 1889 – Inauguração da Torre Eiffel

Torre Eiffel_Vue_panoramique_l'exposition_univ

«Este monumento será construído como uma expressão de gratidão da França não só à arte do engenheiro moderno, mas também ao século da Indústria e Ciência em que vivemos, e para o qual foi preparado o caminho pelo grande movimento científico do século XVIII e pela Revolução de 1789» – palavras do engenheiro Gustave Eiffel numa palestra, a 30 de Março de 1885, na Société des Ingiénieurs Civils, ao apresentar o projecto da Torre a construir no Campo de Marte, em Paris, e o seu simbolismo.

Concebido por Maurice Koechlin e Émile Nouguier, que trabalhavam para Eiffel, o projecto, após alterações, foi apresentado ao concurso para a peça central da Exposição Universal de 1889, que celebrava o centenário da Revolução Francesa.

A estrutura, revolucionária para a época, deveria ser destruída 20 anos após a construção, mas Eiffel conseguiu a sua preservação ao dotá-la com uma antena de rádio utilizada para as comunicações da cidade e ao defender as suas potencialidades em domínios como a meteorologia e a observação astronómica.

A Torre Eiffel é um dos monumentos mais visitados do mundo.

AQUI

Torre Eiffel_Vue_aérienne_l'exposition_univer

 


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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
UPP: Nos caminhos do Património (Santarém, Capital do Gótico)
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Monumento em homenagem «ao professor e à educação» em Vila do Conde

    (...) Eu quería moito a aquel mestre. Ao principio, os meus pais non podían crelo. Quero dicir que non podían entender como eu quería ao meu mestre. (...)

Non, o mestre don Gregorio non pegaba. Pola contra, case sempre sorría coa súa cara de sapo. Cando dous pelexaban no recreo, el chamábaos, "parecedes carneiros", e facía que se deran a man. Logo, sentábaos no mesmo pupitre. Así foi como fixen o meu mellor amigo, Dombodán, grande, bondadoso e torpe. Había outro rapaz, Eladio, que tiña un lunar na meixela, no que mallaría con gusto, pero nunca o fixen por medo a que o mestre me mandara darlle a man e que me cambiara de xunto a Dombodán. O xeito que tiña don Gregorio de mostrar un grande enfado era o silencio. 

"Se vós non calades, terei que calar eu". 

E ía cara ao ventanal, coa mirada ausente, perdida no Sinaí. Era un silencio prolongado, desacougante, como se nos deixara abandonados nun estraño país. Sentín pronto que o silencio do mestre era o peor castigo imaxinable. Porque todo o que tocaba era un conto engaiolante. O conto podía comezar cunha folla de papel, despois de pasar polo Amazonas e a sístole e diástole do corazón. Todo enfiaba, todo tiña sentido. A herba, a ovella, a la, a miña friaxe. Cando o mestre se dirixía ao mapamundi, ficabamos atentos como se se iluminara a pantalla do cine Rex. Sentiamos o medo dos indios cando escoitaron por vez primeira o rincho dos cabalos e o estoupido do arcabuz. Iamos ao lombo dos elefantes de Aníbal de Cartago polas neves dos Alpes, camiño de Roma. Loitamos con paos e pedras en Ponte Sampaio contra as tropas de Napoleón. Pero non todo eran guerras. Faciamos fouces e rellas de arado nas ferrerías do Incio. Escribimos cancioneiros de amor en Provenza e no mar de Vigo. Construímos o Pórtico da Gloria. Plantamos as patacas que viñeran de América. E a América emigramos cando veu a peste da pataca. (...)                                                       

In A lingua das bolboretas, Manuel Rivas (do seu libro "¿Que me queres, amor?)

Ver neste blog AQUI

                                                          

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                               

Notícias AQUI

             


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