TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 10 de Dezembro de 2016
10 de Dezembro de 1911 – Marie Curie recebe Nobel da Química

Marie Curie

Natural de Varsóvia, na Polónia, Marie Curie estudou em Paris, numa época em que mundo universitário e científico era essencialmente masculino.

Licenciou-se em 1.º lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne, onde foi a primeira mulher a leccionar.

Juntamente com o marido, Pierre Curie, estudou os fenómenos da radiação, recebendo ambos o Prémio Nobel da Física, em 1903; foi a primeira mulher com tal distinção.

Em 1911, já viúva, Marie recebe o Nobel da Química «em reconhecimento (...) pela descoberta dos elementos rádio e polónio [em homenagem à Polónia], o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento».

Numa atitude verdadeiramente altruísta, o casal Curie não registou a patente do processo de produção do rádio nem da sua aplicação no tratamento de cancro e outras doenças.

Muito do que se faz hoje na medicina nuclear deve-se ao caminho aberto por Marie Curie e da aplicação das suas descobertas ao serviço da humanidade.

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Sábado, 6 de Agosto de 2016
Hiroshima nunca mais!

Hiroshima panorama3

 

O dia 6 de Agosto de 1945 é uma data que as forças progressistas e amantes da paz de todo o mundo assinalam, para que se não perca a memória desse monstruoso crime que foi o lançamento da primeira bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroshima (e três dias depois sobre Nagasaki) e retirar dessa tragédia, que provocou milhares de mortos e sofrimento que perdura até hoje, ensinamentos para a luta contra o militarismo e contra a guerra e pelo desarmamento nuclear.

É necessário defender a verdade histórica, combater todas e quaisquer tentativas de justificar o recurso à arma atómica, desmistificar o falso argumento de que a sua utilização foi necessária para derrotar o Japão pois este se encontrava já derrotado, responsabilizar o imperialismo norte-americano por um crime que apenas visou afirmar o poderio e os objectivos hegemónicos dos EUA no plano mundial.

É necessário não esquecer que as raízes da guerra e das suas trágicas consequências residem no poder dos monopólios e no ilimitado apetite explorador e predador do capital financeiro e especulativo, e alertar para os grandes perigos que pairam sobre a Humanidade em resultado do crescimento de forças xenófobas e fascistas, do militarismo, da multiplicação de focos de tensão, de desestabilização e de guerras de agressão imperialistas, numa situação em que a chamada “guerra ao terrorismo” está a ser utilizada como cobertura para o ataque a liberdades e direitos fundamentais, o aumento das despesas militares e a ingerência nos assuntos internos de países soberanos.

Neste quadro geral é motivo da maior preocupação a escalada agressiva do imperialismo bem patente na Síria, Médio Oriente e Norte de África, nas decisões da recente cimeira da NATO realizada em Varsóvia, numa “política de segurança e defesa comum” da União Europeia cada vez mais articulada com os EUA e a NATO, na corrida aos armamentos na região Ásia Pacífico com intensa actividade militar norte-americana, o reforço do tratado nipo-norte-americano e o relançamento do militarismo e do intervencionismo japonês. Particularmente inquietante, porque envolvendo cenários de guerra e a admissão do recurso à arma nuclear, é a instalação pelos EUA e NATO de sistemas anti-míssil no Leste da Europa e na Península da Coreia, junto às fronteiras da Federação Russa e da República Popular da China.

Lembrar Hiroshima e Nagasaki é pois lutar para que jamais uma tal tragédia volte a acontecer. É intensificar a luta contra o fascismo e contra a guerra, contra a política agressiva do imperialismo, pela dissolução da NATO, pela solução política dos conflitos com respeito pela soberania dos povos, pelo desarmamento e em primeiro lugar pelo desarmamento nuclear. É unir todas as forças, que possam ser unidas, na luta pela paz e para afastar definitivamente do horizonte o perigo de holocausto nuclear.

Nunca como hoje a luta pelo progresso social e a paz esteve tão ligada com a luta pela soberania dos Estados e o direito de cada povo à livre escolha do seu caminho de desenvolvimento. Em Portugal o PCP continuará a intervir com determinação para libertar o País dos constrangimentos externos que comprometem a sua soberania, contra as imposições e chantagens da União Europeia, contra o envolvimento do País em operações de agressão a outros povos, por uma política externa e de defesa de brio patriótico e, no cumprimento da própria Constituição da República Portuguesa, de paz, amizade e cooperação com todos os povos do mundo.

(sublinhados meus)

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Sábado, 16 de Julho de 2016
16 de Julho de 1945 – EUA testam bomba atómica

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O primeiro teste de uma bomba nuclear, realizado no âmbito do projecto secreto Manhattan dos EUA, ocorreu na zona de experiências do Los Alamos National Laboratory em Los Alamos, no Novo México.

O programa nuclear, dirigido pelo cientista Robert Oppenheimer, foi desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial e terá sido implementado após Albert Einstein ter informado o presidente norte-americano Franklin Roosevelt, em 1939, sobre as pesquisas de armas atómicas que estavam a ser desenvolvidas pelos alemães.

O «sucesso» levou à fabricação das bombas Little Boy e Fat Man, que foram lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de Agosto de 1945, respectivamente.

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Sábado, 4 de Junho de 2016
Obama sem perdão

Barack Obama_caricatura2

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

Obama é o presidente do único país do mundo que recorreu à arma nuclear e que está empenhado no seu aperfeiçoamento, o presidente de uma potência que pretendendo dominar o mundo, vê na arma nuclear um elemento central da sua política de «segurança nacional» e ameaça com o seu uso «preventivo», um país que cerca de bases militares os seus «adversários estratégicos», a China e a Rússia, e que tem em curso a instalação na Europa Central e na Coreia do Sul de sistemas de mísseis que visam colocar os EUA ao abrigo de retaliação quando e se desencadear a guerra nuclear.

É espantoso que Obama não só se apresente a si próprio como seja apresentado pela comunicação social dominante como pacifista e paladino da abolição da arma nuclear.

Porque, ao mesmo tempo que recusa propostas de negociação no sentido da redução e eliminação dos colossais arsenais hoje existentes, o que os EUA pretendem não é impedir a proliferação da arma nuclear mas o desarmamento unilateral daqueles países que ousem resistir à sua política de submissão e pilhagem imperialista, como está a acontecer no Médio Oriente onde Israel, a sua principal ponta de lança, não só dispõe de armamento nuclear como ameaça com a sua utilização «preventiva».

AQUI

 

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 «A maioria dos japoneses pretendia de Barack Obama um pedido de desculpas que traduzisse arrependimento. Não só não o obtiveram, como foram ainda confrontados com a teoria dos «danos colaterais» como um «preço a pagar».

Muitos dos sobreviventes de Hiroxima e Nagasaki voltaram, nesta ocasião, a relatar os efeitos brutais das bombas atómicas lançadas por ordem do então presidente dos EUA, Harry Truman:

seres humanos e edifícios carbonizados por igual;

um «exército de fantasmas» com a pele a desprender-se da carne aos pedaços e os olhos esbugalhados a saltarem das órbitas;

a chuva negra e ácida corroendo os corpos de vivos, moribundos e mortos;

as marcas psicológicas inapagáveis, como aquelas que fazem do quotidiano crepúsculo um rememorar da luz assassina que se expandiu após as explosões.»

 

 
Hiroshima (esquerda) e Nagasaki (direita)

 «Estima-se que em Hiroxima e Nagasaki tenham morrido mais de 250 mil pessoas só nos bombardeamentos nucleares.

Pelo menos outras tantas morreram nos meses imediatamente a seguir.

Dezenas de milhares foram depois perecendo devido a enfermidades associadas à exposição à radiação, como o cancro.

Muitas sobrevivem suportando maleitas crónicas, ferimentos ou mutilações.»

 

 

Agosto 1947. Fotógrafo: Carl Mydans. Life Images

 «Nas últimas semanas, a República Popular Democrática da Coreia propôs conversações tendo por objectivo aliviar a tensão militar na península.

Num gesto significativo, as autoridades norte-coreanas nomearam como ministro dos Negócios Estrangeiros o diplomata de carreira responsável pelo diálogo com os EUA e a Coreia do Sul durante mais de duas décadas.»

 

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 «A 10 de Maio, um vaso de guerra norte-americano navegou a escassos quilómetros de ilhas chinesas situadas no Mar do Sul. A 17, aviões chineses interceptaram uma aeronave de patrulha e reconhecimento dos EUA na mesma zona.

Entre um e outro incidentes, Pequim acusou os EUA de distorcerem deliberadamente a sua política de defesa e avisou para o prejuízo grave que tal implica na relação de confiança entre os dois países.

A China reagiu, dessa forma, a um relatório do Pentágono que atribui às autoridades chinesas «tácticas coercivas» no Mar do Sul.

«São os Estados Unidos que têm mostrado poderio militar ao frequentemente enviarem aviação e navios de guerra para a região», respondeu Pequim.»

 

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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: as elites ocidentais em modo de pânico…

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Domingo, 13 de Março de 2016
Dr. Breedlove, ou como não se preocupar e amar a bomba

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Em apenas uma semana, os EUA levaram a cabo dois testes de lançamento com mísseis balísticos intercontinentais capazes de atacar qualquer parte do globo com uma bomba nuclear 60 vezes mais destrutiva do que a infame «Little Boy» de Hiroxima. Os ensaios, executados no final de Fevereiro a partir de um «bunker» subterrâneo na Califórnia, completam uma lista de outras 15 provocações semelhantes que, desde 2011, procuram arrastar a Rússia e a China para uma tão insensata como imprevisível espiral de loucura belicista.

«Moscovo escolheu ser um adversário e representa, a longo prazo, uma ameaça existencial para os EUA (…). Os EUA e a NATO têm que fazer uma mudança de estratégia e garantir que estamos a usar todos os elementos do poder da nossa nação, incluindo o nuclear». A frase poderia ser do doutor Strangelove, o sinistro cientista que no filme homónimo de 1964 começa, por capricho, o holocausto nuclear. A realidade ultrapassa, contudo, a ficção: as declarações são do general Breedlove, comandante da NATO na Europa e chefe do Comando Europeu dos EUA.

Justificando os exercícios militares perante o Comité dos Serviços Armados do Congresso, Philip Breedlove não poupou no que considera ser o «expansionismo» russo e chinês. «O Comando Europeu está preparado para, em conjunto com os nossos aliados e parceiros, deter a Rússia. Estamos a preparar-nos para, se necessário, lutar e vencer», vincou o general. No mesmo sentido, o vice-secretário de Estado da Defesa, Robert Work, confirmou entretanto os dois últimos exercícios militares como um «sinal de que os EUA estão preparados para usar armas nucleares em defesa da nação».

Reagindo à afronta, o ministro russo da Defesa, Sergey Shoygu, preferiu desdramatizar, recordando a sazonalidade das provocações sempre que, nos EUA, se discute o orçamento federal para a Defesa. «É uma maré que se levanta todos os anos», contextualizou.

Philip M Breedlove1

A máquina apocalíptica

A ameaça de uma guerra nuclear já passou, pelo menos, das palavras aos dólares. Durante a actual administração, a Casa Branca pôs em marcha um programa de modernização do arsenal nuclear orçamentado na fabulosa quantia de um trilião de dólares, 9,2 mil milhões dos quais deverão ser gastos, já em 2017, na aquisição de bombardeiros, mísseis e submarinos nucleares. Este investimento público ambiciona permitir, a título de exemplo, a substituição dos obsoletos Minuteman por novos mísseis com até três ogivas atómicas e o desenvolvimento de novas tecnologias que possam ultrapassar o poder destrutivo do nuclear. No mesmo sentido, e sob a capa de acusações à Rússia, os EUA somam pressão para que a NATO assuma uma postura mais radical sobre o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, agilizando assim a utilização das cerca de cinco mil ogivas nucleares dos EUA, o maior arsenal do mundo.

Mas para Breedlove isto não basta: o comandante das forças armadas dos EUA estacionadas no Velho Continente reclama um brutal reforço da presença militar norte-americana nos estados do Báltico e do Leste europeu para cercar e desmembrar a Federação Russa. Trata-se, com efeito, admite um estudo recente do exército dos EUA, de uma «dramática mudança de paradigma de segurança (…) que exige uma reavaliação de todo o espectro de medidas necessárias aos EUA para melhor prevenir semelhantes actos de aventureirismo russo».

Com este propósito, o European Reassurance Initiative (Iniciativa de Garantia Europeia, na tradução portuguesa) estabelece, para 2016, uma rotação contínua das unidades de combate que custará mais de 3,4 mil milhões de dólares: o quádruplo do valor gasto em 2015. A «força de reacção rápida» de Breedlove tem já a capacidade de mobilizar 40 mil soldados dos EUA para o combate na fronteira russa, podendo este número ascender a 45 mil até ao final do ano.

Neste quadro, os satélites europeus dos EUA aparecem tratados como verdadeiras rampas de lançamento. Num bizarro documento divulgado na passada sexta-feira e intitulado «Aliança em risco: reforçar a segurança europeia», a NATO encomenda mudanças políticas e deixa conselhos de guerra a cada Estado membro. Se, no capítulo dispensado à Alemanha, a NATO lamenta o «sentimento antimilitarista» daquele povo e convida «líderes e comentadores políticos a convencer e educar a população sobre a importância de uma postura de Defesa mais forte», para estados mais a Leste, como a Polónia, a receita é diferente. Na secção polaca, redigida por Tomasz Szatkowski, subsecretário de Estado no ministério da Defesa daquele país, é proposto que a Polónia se converta num «bloqueio não-nuclear à Rússia». Para tal, deve armar-se com «mísseis e ogivas mais poderosos, mísseis continentais, novos tipos de armamento (tecnologia micro-ondas, por exemplo), capacidade de ofensiva cibernética e Forças de Operações Especiais orientadas para a subversão».

Em Strangelove, Stanley Kubrick troçava da loucura dos generais capazes de equacionar a hipótese de pressionar o infame botão da Máquina Apocalíptica, um dispositivo capaz de aniquilar a vida humana na terra. Breedlove, que faria Strangelove corar de vergonha, carregaria três vezes.

(sublinhados meus)

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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015
6 de Agosto de 1945 – EUA arrasam Hiroxima

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Os EUA lançam sobre Hiroxima a «Litlle Boy», uma bomba atómica de urânio-235 com uma potência equivalente a 13 quilo-toneladas de TNT que causa a morte imediata a cerca de 80 mil pessoas e destrói cerca de 90% dos edifícios e infra-estruturas.

Três dias depois, lançam sobre Nagasaki a «Fat Man», uma bomba de 6,4 Kg de plutónio-239 que causa a morte imediata a 40 mil pessoas.

Com estes hediondos crimes contra a humanidade, sem paralelo na História – responsáveis até hoje pela morte de cerca de 400 mil vítimas e por efeitos indirectos em centenas de milhares de pessoas –, os EUA pretendem afirmar a sua supremacia militar e impor-se como única potência a nível mundial.

«Os bombardeamentos nucleares sobre Hiroshima e Nagasaki realizaram-se num momento em que o Japão se encontrava derrotado e se haviam dado passos no sentido da sua rendição. Acima de tudo, o lançamento da bomba atómica pelos EUA contra as populações japonesas constitui uma fria e premeditada demonstração do seu poderio militar no final da Segunda Guerra Mundial, que marca o início da sua ameaça e chantagem nuclear ao mundo e, antes de mais, à União Soviética, para afirmar os EUA como potência hegemónica no plano mundial.»

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«A 6 e 9 de Agosto de 1945, os EUA lançaram as bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki. Mataram instantaneamente mais de 200 mil civis e muitos milhares morreram das consequências da radiação, que deixou mazelas nas gerações vindouras. Um crime que fica na história como um dos mais bárbaros e odiosos actos de agressão contra populações civis, que nenhuma consideração de ordem militar poderia justificar.»

 

Hiroshima panorama3

 

«Os sofrimentos do povo japonês com a guerra – além da tragédia de Hiroxima e Nagasaki, Tóquio e mais de duzentas cidades foram bombardeadas – levaram ao desenvolvimento no Japão de um poderoso movimento pela abolição da arma nuclear e à consagração na Constituição japonesa da renúncia ao militarismo e à guerra e a interdição do rearmamento do país. É por isso inquietante que, 70 anos depois do fim da 2.ª guerra mundial o imperialismo japonês, em aliança com os EUA, volte a proclamar perigosas ambições expansionistas e o governo reaccionário de Shinzo Abe, que aliás recusa reconhecer os terríveis crimes de guerra praticados (nomeadamente na China), leve ao Parlamento japonês um novo projecto de «lei de segurança», anticonstitucional, que permite usar a força militar contra outros povos.»

 

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2014
A estratégia dos «bombardeamentos de terror»
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Tóquio (esquerda) e Hiroshima (direita)

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Dentro do contexto da época as bombas atómicas eram entendidas pela Administração dos EUA como «apenas» um refinamento de uma «arte» existente: o bombardeamento em massa de cidades.

Este «bombardeamento de terror», como às vezes era chamado, atingiu a sua forma mais elevada sob a liderança de Curtis LeMay no teatro do Pacífico, onde formações massivas de aviões B-29 efectuaram repetidamente ataques noturnos a baixa altitude contra sessenta e sete cidades japonesas. Lançaram explosivos, napalm e termite sobre as ruas de casas de madeira, criando enormes incêndios inextinguíveis que sugavam o ar para fora dos abrigos e queimavam pessoas vivas.

As bombas incendiárias foram especialmente desenvolvidos para a destruição de casas japonesas: as pequenas bombas foram projetadas para romper os tectos, parar no primeiro andar e espalhar um cone de chamas de gasolina gelatinosa no interior. A termite e o magnésio foram adicionados para que os fogos atingissem temperaturas demasiado elevadas de forma a manterem-se confinados às habitações.

Durante duas longas noites de Março 1945, mais de 300 B-29 foram enviados para queimar a mega metrópole de Tóquio. As estimativas variam quanto aos números exactos, mas cerca de 100 mil pessoas foram mortas, mais de um milhão feridas e outro milhão ficaram sem abrigo. O sucesso foi medido, antes de mais, em percentagens da área total destruída...

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014
Hiroshima 2 anos depois (1947)

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Agosto 1947. Fotógrafo: Carl Mydans. Life Images

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Hiroshima e Nagasaki 69 anos depois.
Da Palestina à Ucrânia - a actualidade da luta pela paz

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Hiroshima (esquerda) e Nagasaki (direita)

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Domingo, 11 de Agosto de 2013
Qual é o potencial nuclear de Israel?

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Especula-se sobre a existência de armas nucleares – ou, pelo menos, a possibilidade de as fabricar – em outros países da região. Mas há um silêncio pesado sobre o poderio nuclear de Israel.

Esta questão é o tema central da Folha Informativa nº 3 do MPPM. O texto que apresentamos é uma versão condensada de um bem documentado artigo elaborado por Frederico Gama Carvalho, físico nuclear e dirigente nacional do MPPM, que pode ler na íntegra no site do MPPM.

Ainda nesta Folha Informativa referem-se as condições postas pela OLP para retomar as negociações com Israel e dá-se nota das reacções à recente decisão da União Europeia de excluir os colonatos judaicos dos acordos de cooperação com Israel.

Pode ler todas as Folhas Informativas do MPPM AQUI.

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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
Hiroshima

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Ao lançar a bomba atómica sobre as populações das cidades japonesas de Hiroshima, a 6 de Agosto de 1945, e de Nagasaki, três dias depois, o imperialismo norte-americano cometeu um dos maiores crimes que a história regista. Trata-se de uma tragédia que não pode cair no esquecimento. Particularmente quando, perante a crise estrutural profunda em que o capitalismo se debate, vivemos tempos em que avança velozmente o militarismo, se agudizam as contradições entre as grandes potências, se manifesta de modo cada vez mais inquietante a natureza agressiva do imperialismo.

Mas será que, como é frequentemente considerado mesmo entre combatentes da paz, se tratou «apenas» de um «crime de guerra gratuito» dado que, como está historicamente estabelecido, o Japão já estava militarmente derrotado? Pensamos que não. Tratou-se sim de um crime friamente calculado e dirigido, não contra o militarismo japonês, mas contra as forças anti-fascistas e progressistas de todo o mundo para afirmar os EUA, então o único país detentor da arma atómica, como potência hegemónica no plano mundial. Essa a principal razão da entrada dos EUA na II Guerra Mundial ao lado da URSS. Estava declarada a «guerra fria» mesmo antes de formalmente anunciada por Churchill no seu célebre discurso de Fulton em 6 de Março do ano seguinte.

Mas esta monstruosa demonstração de força – a que se seguiram múltiplos planos e ameaças de novo recurso à arma atómica – não conseguiu impedir o fluxo revolucionário que acompanhou (e teve também expressão em Portugal) a derrota do projecto nazi de domínio mundial que o imperialismo norte-americano agora chamava a si. Não impediu o avanço impetuoso da luta libertadora em toda a Ásia, de que o triunfo da revolução chinesa quatro anos depois, em 1 de Outubro de 1949, é a principal realização. Não impediu o nascimento de uma nova ordem jurídica internacional assente na Carta da ONU pacífica e anti-fascista, ordem que tem vindo a ser afrontada e destruída, com a ambição de a substituir por uma outra, totalitária e hegemonizada pelos EUA mas que a luta dos trabalhadores, dos povos e dos países progressistas tem impedido de concretizar em toda a sua extensão. Não impediu o avanço do campo dos países socialistas, avanço que ulteriores derrotas não podem fazer esquecer, e que chegou a estender-se a um terço da população mundial e a alcançar realizações de dimensão histórica. Não conseguiu sequer impedir que a União Soviética, desvastada e sangrada por mais de 20 milhões de mortes, se reerguesse a um ritmo vertiginoso e se dotasse ela também da arma atómica, feito de alcance histórico a juntar a tantos outros, que obrigou os EUA a encolher as garras agressivas e abriu espaço ao avanço universal da luta libertadora dos trabalhadores e dos povos.

É certo que o imperialismo conseguiu sobreviver à derrota dos seus círculos mais reaccionários e agressivos e que, depois de décadas de grandes avanços das forças do progresso social em que a revolução portuguesa se insere, conseguiu, com as dramáticas derrotas do socialismo, recuperar posições e retomar temporariamente a iniciativa, colocando de novo a Humanidade perante a ameaça de terríveis catástrofes. Ameaça que, embora inscrita na própria natureza do imperialismo, é possível afastar pela acção unida de todas as forças anti-imperialistas e amantes da paz. Mas para isso é necessário vencer primeiro a batalha da memória e contra o revisionismo histórico, batalha decisiva que se encontra hoje no primeiro plano do combate das ideias e da luta de classes.

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
No 67º aniversário do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki

 As questões da paz mundial no 67º aniversário do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki

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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
NATO, ameaça à paz mundial!

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Por iniciativa do PCP, Partidos Comunistas e Operários de todos os continentes tornaram pública uma posição comum que alerta para os grandes perigos que a NATO representa para a paz e em que se apela ao desenvolvimento da luta pela paz, contra a corrida aos armamentos, pelo fim das agressões e ingerências do imperialismo e pela dissolução da NATO.

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Domingo, 20 de Maio de 2012
Lutemos pela Paz, contra a NATO!

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A Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) realiza uma nova Cimeira em Chicago, a 20 e 21 de Maio.

A NATO é uma estrutura militar ofensiva, responsável por guerras injustas e ilegítimas, por graves violações dos direitos do homem, por autênticos crimes – na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia.

Sob o pretexto do «combate ao terrorismo», da não proliferação de «armas de destruição massiva» ou da dita «ingerência humanitária», a NATO tem promovido a militarização das relações internacionais, a corrida aos armamentos, a ameaça do terror nuclear, a ingerência, as agressões e ocupações militares, tornando o mundo mais inseguro e violento e comprometendo a paz mundial.

Liderada pelos EUA e tendo a União Europeia como seu «pilar europeu», a NATO tem vindo a aumentar o número de países membros e a reforçar as suas parcerias e meios, no sentido de ampliar a sua área de intervenção.

A revisão do seu conceito estratégico na sua última cimeira, realizada em Lisboa, em Novembro de 2010, definiu a intervenção em todas as regiões do mundo como objectivo da NATO e alargou o leque de pretextos a serem usados para «justificar» a sua acção belicista.

Através da NATO, os EUA e os seus aliados procuram impor pelo domínio militar o controlo de recursos naturais e de mercados e a superioridade geoestratégica – liquidando milhares de vidas humanas, destruindo países e recursos, espalhando a violência e o sofrimento; desrespeitando os direitos dos povos e as soberanias nacionais; instrumentalizando a Organização das Nações Unidas e subvertendo a sua Carta.

Num momento em que a crise tem servido de desculpa para atacar os direitos e as conquistas dos trabalhadores e dos povos, as despesas e o investimento em novas tecnologias militares não cessam de aumentar, sendo que cerca de 70% dos gastos militares no mundo são dos países membros da NATO – os grandes responsáveis pela agudização da situação económica e social são os mesmos que promovem a corrida aos armamentos, a militarização das relações internacionais e a guerra.

Portugal, membro fundador da NATO pela mão do regime fascista, tem vindo a pautar a sua política externa pela submissão a interesses alheios às aspirações e anseios de paz do povo português.

A Constituição da República Portuguesa – nascida da libertação do fascismo e do anseio do fim da guerra colonial e da paz, conquistadas após o 25 de Abril de 1974 – preconiza a resolução pacífica dos conflitos internacionais, o desarmamento, a soberania e a independência nacional, a não-agressão e a não-ingerência, a dissolução dos blocos político-militares, a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração dos povos.

Contrariando a Lei Fundamental, os sucessivos governos têm vindo a comprometer Portugal com a NATO e os seus crimes, enviando tropas portuguesas para actos de agressão a outros povos. Enquanto se impõem sacrifícios ao povo português e se corta nas despesas sociais, utilizam-se milhões de euros para adaptar e dispor as Forças Armadas Portuguesas às exigências da NATO.

Na sua Cimeira de Chicago, a NATO – ao mesmo tempo que procura assegurar a sua «retirada» ordenada do atoleiro do Afeganistão –, reafirma a instalação do sistema antimíssil dos EUA na Europa e o compromisso dos países membros da NATO na manutenção e no desenvolvimento de capacidades militares e na partilha de meios e de custos da sua política belicista - o que já mereceu a aceitação do governo português.

Este é um rumo que contraria as aspirações e os direitos dos povos a um mundo de paz, de solidariedade e cooperação e que constitui a maior ameaça à paz e à segurança internacional.

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Assim, por ocasião da Cimeira da NATO em Chicago, e dando continuidade aos objectivos e aos compromissos da Campanha «Paz Sim! NATO Não!», realizada em Portugal em 2010, afirmamos:

  • A exigência da retirada imediata das forças portuguesas envolvidas em agressões da NATO, nomeadamente do Afeganistão;

  • A rejeição da instalação do sistema míssil dos EUA na Europa e de qualquer participação de Portugal neste;

  • A rejeição da escalada de guerra no Médio Oriente, nomeadamente contra a Síria e o Irão;

  • A reclamação do fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional;

  • A reclamação da dissolução da NATO;

  • A exigência do desarmamento e do fim das armas nucleares e de destruição massiva;

  • A exigência do cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pela soberania e igualdade dos povos.

Maio de 2012

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Organizações que subscreveram até o momento:
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Associação de Intervenção Democrática – ID
Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
Associação Projecto Ruído
Casa do Alentejo
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Ecolojovem – Os Verdes
Frente Anti-Racista
Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra
Iniciativa Jovem
Interjovem – CGTP-IN
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático de Mulheres
Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas
Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP/IN
Voz do Operário

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
O complexo militar industrial e a energia núclear

O reprocessamento de combustível irradiado descarregado dos reactores é absolutamente necessário para disponibilizar combustível (reciclado ou convertido) em quantidade bastante para fazer da energia nuclear uma alternativa duradoura aos combustíveis fósseis; todavia poucos países procedem ao reprocessamento do combustível.
Esta situação irracional é de explicação complexa, mas não será separável da origem da indústria nuclear, desenvolvida para fins militares, no seio do complexo militar-industrial.

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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011
Entrevista da “Euronews” com o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad

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O diário.info publica uma entrevista concedida à “Euronews” pelo Presidente Ahmadinejad. Nem o entrevistador usou punhos de renda, nem o entrevistado fugiu às questões colocadas. Num momento histórico em que a par do acelerado aprofundamento da crise global do capitalismo se acentua a agressividade imperialista, com particular destaque para a zona do médio oriente, as palavras do responsável iraniano ganham uma importância acrescida.

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Sábado, 6 de Agosto de 2011
66 anos depois de Hiroshima e Nagasaki

A actual premência da luta pela paz

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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
65 anos depois de Hiroshima: a Cimeira da Nato em Lisboa, novos perigos para a paz

Há 65 anos o mundo testemunhou um dos mais hediondos crimes contra Humanidade. 6 e 9 de Agosto - os dias em que Hirsohima e Nagasaki foram reduzidas a cinzas após o lançamento, pela primeira vez na História, de duas bombas atómicas - são duas das mais negras páginas da História Mundial que não devem nem podem ser esquecidas.

O bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki não foi uma obra do acaso, e muito menos uma necessária estratégia militar para garantir a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial. O lançamento de duas bombas atómicas sobre populações civis foi uma premeditada e criminosa decisão do imperialismo norte-americano visando a demente afirmação da sua supremacia militar e tecnológica e a sinalização da sua política de crescente confrontação com a então União Soviética e de início da chamada “guerra fria”.

Ler Texto Integral

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PAZ SIM! NATO NÃO!

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Terça-feira, 1 de Junho de 2010
Não lhes perdoeis, senhor, que eles sabem o que fazem!

Nuclear Israel - Desenho de Carlos Latuff (Latuff2 on deviantART)

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Andam chefes de estado, e primeiros-ministros, e ministros dos negócios estrangeiros, e diplomatas, a agir como fariseus.

E donos de impérios da comunicação social, directores de televisões, rádios jornais e revistas, chefes de redacção e editores, a comportarem-se como Pilatos.

Todos eles sabem,  mas escondem-nos, que em 1947 (não, não é gralha, é mesmo 1947), na sequência da 2ª Guerra, a ONU aprovou a criação, no território da Palestina, de dois Estados: um árabe e outro judeu.

Sabem, mas não nos dizem, que as leis básicas do Estado de Israel (não há uma Constituição escrita) proclamam o seu carácter teocrático, ou seja, que Israel existe porque Deus assim o quis e quer.

Sabem, mas escondem-nos, que há várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU obrigando Israel a retirar dos territórios ocupados na sequência da Guerra de 1967. Israel não desocupa.

Sabem, mas escondem-nos, que há igualmente várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU proibindo expressamente a Israel a construção de colonatos nesses mesmos territórios. Israel constrói.

Sabem e não actuam. Sabem e não denunciam. Neste planeta há um Estado, Israel, onde sucessivos governos se têm dado ao luxo de tripudiar sobre as resoluções da ONU perante a quase total e completa passividade e impunidade da chamada comunidade internacional. Que outro País se pode gabar do mesmo?

Onde estão os paladinos da liberdade e democracia? Denunciaram a situação? Aplicaram sanções? Bombardearam Israel? Desembarcaram as suas tropas?

NÂO!

Pactuam com sucessivos governos que, ao arrepio do Direito Internacional, rotineiramente bombardeiam e ocupam um país vizinho, o Líbano.

Convivem placidamente com quem se arvora ao mesmo tempo em advogado de acusação, juiz e carrasco, liquidando fisicamente, sem ao menos apresentar provas e levar a julgamento, quem diz serem os culpados dos atentados.

Não reagem quando, a um só tempo, se aniquilam as infra estruturas policiais da Autoridade Palestiniana e se lhes exige que persigam os autores dos atentados.

Assistem plácida e silenciosamente à utilização desproporcional de forças na repressão de manifestações (que outro país as reprimiria com helicanhões e tanques?).

Calam que Israel tem um dos melhores exércitos do mundo e que a Autoridade Palestiniana não só não tem exército, nem força aérea, como já pouco ou nada lhe resta de forças policiais.

Aceitam de bom grado chefes de governo que afirmam alto e bom som que primeiro há que matá-los (os palestinianos) para só depois negociar. Governos onde participam partidos, com vários ministérios, que pura e simplesmente negam TODOS os direitos aos palestinianos.

Neste contexto chegam a ser patéticos alguns apelos feitos aos palestinos. Alguém está a imaginar um presidente de uma nação a dizer algo de parecido com «cidadãos do meu país, por favor não se suicidem com bombas, não o façam!»? Cidadãos esses que acreditaram na Paz e que hoje não têm nada, nem mesmo o mais elementar: água, gaz, electricidade, comida, alojamento, emprego.

Contudo a esperança existe. É redentor saber, que, nesta situação, parte significativa da população de Israel considera que a única solução para a crise é a criação de um Estado Palestiniano. É redentor ver que, à direita, ao centro e à esquerda há quem, em todo o Mundo, exprima a sua indignação.

Felizmente que há quem, dentro e fora de Israel, desmascare os Vendilhões do Templo e esteja disposto a correr com eles.

Adaptação de um artigo meu editado no jornal «Público» na Páscoa de 2002

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
O Tio Sam, o Mundo, Israel, o Irão e o Holocausto

Desenho de Carlos Latuff (Latuff2 on deviantART)

O Tio Sam segura um letreiro que diz:

PREVINAM UM NOVO HOLOCAUSTO, BOMBARDEIEM O IRÃO!

Publicado em «Rebelión»:

Publicado em «Resistir.info»:

E agora, assim de repente, vêm à memória os pretextos que se usaram para fazer uma outra guerra, a do Iraque.

E uma pessoa lembra-se dos grandes mentirosos: Bush, Blair (Bliar!), etc. os melhores de todos!

Mas "nós" também temos um: José Manuel Barroso, o vidente!

E quando é que esta gente toda é julgada? Seria porreiro, não seria, pá?

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge


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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Quem é que «não exclui (...) um ataque inicial nuclear»?

Não, não é o «Eixo do mal»!

    Fomos falar com uma especialista (1) em assuntos europeus, estratégicos e autárquicos:

«A NATO, essa sim, discute arsenais nucleares — essencialmente o chapéu-de-chuva nuclear americano — e até tem a sua própria doutrina e planos de contingência nucleares. O problema neste momento é a ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO que não exclui um first strike nuclear — um ataque inicial nuclear. Este posicionamento revela uma mentalidade ultrapassada de Guerra Fria, quando a vantagem da União Soviética no domínio do armamento convencional levou a Aliança a manter aberta a opção do Na verdade, a NATO paga um preço elevado por uma ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa.

Primeiro, a opção de first strike demonstra a amigos e inimigos, em todo o mundo, que as armas nucleares ainda assumem um papel central no pensamento estratégico do Ocidente; ela representa assim um obstáculo estrutural à plena implementação do Artigo VI do TNP, que impõe o gradual desarmamento às potências nucleares, e contribui para colocar as armas nucleares no topo da lista dos objectivos de qualquer potência aspirante. Segundo, este posicionamento nuclear legitima a presença de mais de 400 armas nucleares tácticas americanas em solo europeu. Estas relíquias da Guerra Fria são, consideram unanimemente os especialistas, as mais fáceis de roubar e proliferar...»

     Dois pequenos apontamentos:

1. Frases como «ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO», «mentalidade ultrapassada de Guerra Fria», «ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa», etc., servem para justificar a existência da NATO no tempo da URSS, são elas mesmas ambíguas e pretendem fazer crer que se pode mudar a natureza ao escorpião.

2. Não seria «um primeiro ataque nuclear». Seria o terceiro!

(1) A NATO e as armas nucleares - A Aba da Causa

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Sábado, 22 de Agosto de 2009
A bomba ... EUA, o único país que lançou a bomba atómica contra pessoas

La bomba ... EEUU único país que ha lanzado una bomba atómica contra miles de inocentes

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Orchestral Manoeuvres In The Dark cantam Andy McCluskey: Enola Gay

    «Enola Gay foi o nome dado ao bombardeiro B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroshima no dia 6 de Agosto de 1945. Foi pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr, então com 30 anos, comandante do 509º Grupamento Aéreo dos Estados Unidos, que desde Fevereiro de 1945 preparava-se para a missão. A fim de realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, baptizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe».

Para Ler:

ENOLA GAY


Enola Gay

You should have stayed at home yesterday

Ah-ha words can’t describe

The feeling and the way you lied

 

These games you play

They’re going to end in more than tears some day

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never going to fade away

 

Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t fade in our dreams away

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never ever going to fade away

Andy McCluskey

Nesta canção há vários jogos de palavras usando o facto de o bombardeiro ter o nome da mãe do piloto e de a bomba se chamar "menino". Pergunta, por exemplo, se a mãe estará orgulhosa do seu menino. Diz também que o "beijo" que o "menino" deu nunca mais será esquecido. E a canção vai mais longe afirmando, por exemplo, que "esta maneira de «brincares» acaba sempre em mais do que lágrimas".

Para ver e ouvir Orchestral Manoeuvres In The Dark a cantar «ENOLA GAY» de Andy McCluskey:

    Um «drone», um dos mais modernos bombardeiros. Os actuais filhos da mãe podem estar a milhares de quilómetros de distância.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
A questão nuclear

     Se é inegável que a realização de um ensaio nuclear é em todos os casos condenável e aponta no sentido contrário ao da não-proliferação, não é menos verdade que existem outros e maiores perigos de uma aventura militar com utilização de armas nucleares. Existem no mundo cerca de 30 000 ogivas nucleares com capacidade para destruir o planeta, das quais a maioria pertence aos estados membros da NATO (com destaque para os EUA que sozinhos detêm mais de 10 500) e seus mais directos aliados, como Israel. Na sua recente cimeira de Estraburgo/Kehl a NATO afirmou: «Dissuasão, baseada numa combinação adequada de capacidades nucleares e convencionais, continua a ser um elemento central da nossa estratégia global».

                                   


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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Há 63 anos - Hiroshima e Nagasaki!

   

63 anos, a 6 de Agosto tudo mudou, para Hiroshima e para o mundo: Os EUA lançavam pela primeira vez na História uma bomba atómica sobre uma população civil. Uma centena de milhar de mortos, a destruição total de uma cidade e três dias de horror e choque não foram contudo suficientes para travar a decisão duplamente criminosa de reincidir, condenar à morte e executar a população de Nagasaki a 9 de Agosto de 1945. 

   

Nesses dias, os EUA, pela mão da administração Truman, tornaram-se responsáveis por dois dos mais hediondos crimes jamais cometidos. Levados a cabo numa situação em que o processo de rendição do Japão já estava em curso, tiveram como objectivo afirmar a supremacia militar dos EUA no pós-guerra. Crimes contra a Humanidade, inseridos na lógica criminosa do militarismo imperialista, pelos quais os seus autores nunca foram julgados.

   

Da forma mais dolorosa possível o povo japonês conheceu – e é ainda hoje obrigado a conviver – com o terror nuclear e as suas consequências. A somar às vítimas directas das duas explosões atómicas, milhões de vidas foram exterminadas em resultado directo e indirecto das radiações então libertadas. É à memória desses que hoje  se presta homenagem.

   

Passadas mais de seis décadas, o mundo permanece sobre a ameaça da utilização da arma nuclear. Apenas nove países – entre os quais os EUA, as principais potências da NATO e Israel – detêm hoje mais de vinte mil ogivas nucleares com uma capacidade total centenas de milhar de vezes superior à da bomba de Hiroshima. Armas nucleares que segundo várias declarações de responsáveis políticos e revisões de conceitos estratégicos, são passíveis de ser utilizadas, inclusive em ataque militar.

   

Nos orçamentos militares das principais potências da NATO as rubricas para a modernização e o desenvolvimento de novas armas ocupam lugar de destaque e denunciam por si a opção deliberada de continuar a apostar na arma nuclear e em outras armas de destruição massiva, no contexto de uma nova corrida aos armamentos que alimenta ainda mais os já incomensuráveis lucros das multinacionais ligadas aos complexos industriais militares das principais potências imperialistas.

                                         


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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
As armas nucleares em boas mãos

    1. Assistimos ao triunfo da teoria maoista das “armas em boas mãos”. Ao nível das relações internacionais, a Administração Bush parece ter ido desenterrar esta velharia ideológica aos manuais da contra-informação da CIA e quejandos. Com efeito desenrola-se perante os nossos olhos uma tremenda manipulação e ainda maior mistificação em torno da questão do armamento nuclear. Tudo se passa como se uns pudessem ter e outros não. Quem decide? As administrações americanas, pois claro.

As mesmas administrações que em todos e cada um dos conflitos em que os EUA se envolveram nos últimos 106 anos mentiram. Quer à opinião pública mundial, quer ao seu próprio povo. Para quem tenha dúvidas aconselho a visita a dois sites: AQUI e AQUI. Que foram as únicas que até hoje recorreram ao lançamento de bombas atómicas, em Hiroshima e Nagasaki. Com falsos argumentos (ver os sites citados). Com dois tipos diferentes de bombas. O que prova que se pretendia fazer uma «experiência» sobre os seus diferentes efeitos. Que não tiveram pejo em as experimentar em cidadãos do seu próprio país. Os pedidos de desculpas (Bill Clinton), passados dezenas de anos sobre os acontecimentos, cheiram a hipócritas e não anulam o crime duplamente horroroso porque perpetrado contra concidadãos.

Sejamos claros. Armas nucleares têm-nas, em enormes quantidades, a China, a França, a Inglaterra, a Rússia e os próprios EUA (o maior arsenal de todos). São igualmente detentores deste tipo de armamento de destruição maciça Israel, a Índia e o Paquistão. Como se sabe, o regime político do Paquistão não prima propriamente pela democracia e pelo respeito dos direitos humanos. Foi, por exemplo, o responsável número um pela implantação do regime dos talibans no vizinho Afeganistão. Mas pode ter armas e mísseis de longo alcance.

Tal como Israel as desenvolve e possui há mais de 50 anos. Um Estado que se reclama de origem divina. Que ao arrepio das decisões da ONU tem hoje uma fronteira radicalmente diferente da aprovada em 1947, um território muito superior ao acordado, colonatos mantidos em territórios ocupados, uma assumida política de terrorismo de Estado. Um estado onde foram primeiro-ministro - Menahem Begin, Itzhak Shamir e Ariel Sharon –  três responsáveis confessos pelo massacre de palestinos.

No entanto só o Irão parece perturbar a Administração Bush (e não só…). É que, está visto, para Bush e seus acólitos há armas em “boas” mãos e armas em “más” mãos.

2. Eu, e os meus advogados, e o Ministro, e o Secretário de Estado, e serviços vários do Ministério das Finanças (MF), todos temos em nosso poder recibos relativos ao pagamento atempado de impostos de 1997 e de 1998. Mais as cópias dos cheques. Mais outros documentos pertinentes.

Todos temos igualmente em nosso poder documentos dos serviços do MF onde constam, preto no branco, todas as verbas que me foram cobradas coercivamente meia dúzia de anos mais tarde. Neles estão incluídas as verbas citadas em cima. 

Fácil é de constatar, porque clara e inequivocamente documentado, que houve impostos que foram pagos DUAS vezes. Na altura própria voluntariamente. E anos depois coercivamente nos acertos do IRS e por penhora da conta bancária.

Face a esta realidade seria de esperar que os serviços do MF me devolvessem o dinheiro (mais os respectivos juros) que receberam em duplicado. Puro engano! No passado dia 18, e perante a minha reclamação para o Ministro da tutela, fui informado de que «(…) já foram prestados todos os esclarecimentos, facto esse que determina que esta Direcção de Finanças considere concluído o processo em análise.» Já não estamos perante um possível engano. Entramos no domínio da postura de recusa de admissão do erro, mesmo quando as evidências são irrefutáveis.
                                                                                    
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
                                                                                  

In jornal "Público" - Edição de 25 de Julho de 2008

                          


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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
RESCREVENDO A HISTÓRIA

    A tentação de rescrever a história ao sabor das ideologias ou dos poderes dominantes já vem de longe. É tão antiga como a própria história.

Muito do que se diz e escreve a propósito das celebrações dos 60 anos da derrota do nazismo, tem esta chancela – adulteração da história. Já tinha sido assim em relação ao desembarque das tropas aliadas na Normandia em 1945, o chamado dia D. O fenómeno repetiu-se com o 60º aniversário da libertação de Paris.

Duas vertentes dominam as “análises”: por um lado, a referência ao choque entre dois totalitarismos apresentados como de sinal igual – o nazismo e o comunismo. Por outro a tentativa de apresentar o contributo dos EUA e, acessoriamente, da Inglaterra como determinantes no desenrolar da II Guerra Mundial.

Para fazer passar estas duas mensagens recorre-se aos mais variados métodos. Dos filmes de Hollywwod às séries de TV. Dos documentários, mais ou menos científicos, às análises escritas e faladas. Em todos eles um traço é predominante: a desvalorização, e mesmo o silenciamento quase total, sobre o papel da URSS e das diversas Resistências Patrióticas no esmagamento da máquina de guerra das potências do Eixo.

Toda a realidade, seja ela económica, social ou política, é movimento segundo condições internas de mudança, de transformação. A análise deve ser concreta e em função da realidade concreta. Esta tese marxista, que me parece dever ser consensual, passa, obviamente, ao lado de todos a que nos temos vindo a referir. Seja por ignorância, seja por má fé.

E, no entanto, o que nos mostra a realidade, essa “chata”?

Mostra-nos, por um lado, que em nome do comunismo cometeram-se inúmeros crimes. Mas a matriz dominante desta ideologia é a da construção de uma sociedade sem classes, de homens e mulheres iguais, sem exploradores nem explorados. Onde vigorará o conceito “de cada um segundo as suas possibilidades a cada um segundo as suas necessidades”. Esta concepção de sociedade percorreu um longo caminho desde que começou a ser desenhada por Thomas Moore no seu livro “A Utopia”. Com Marx, Engels e Lénine ganhou novos e decisivos contornos, aprofundados pelos seus seguidores e que a moldaram até aos nossos dias.

Em nome do comunismo, em quase todos os países onde os seus defensores existem, lutou-se e luta-se pela paz, pela independência, pela liberdade e pela democracia. Em nome dessa luta morreram e morrem milhões de seres humanos.

Comparar esta ideologia com a do nazi-fascismo, defensora de uma  sociedade de exploração, de superioridade racial, de extermínio físico de povos e raças inteiros, de repressão e opressão, só mesmo por má fé. A política da “solução final” não abrangeu apenas os judeus. Alargou-se aos ciganos e aos eslavos. Em apenas 3 anos (1941-43) 1/3 da população masculina da Bielorússia foi aniquilada. Refira-se um facto, entre inúmeros outros, nunca citado na historiografia dominante: noventa e nove por cento dos quase duzentos campos de concentração nazis foram construídos a LESTE  de Berlim!!!

Concorde-se ou não com os comunistas, goste-se ou não deles, a verdade é que foram eles que tiveram o triste privilégio de inaugurar os campos de concentração hitlerianos e de neles serem literalmente quase exterminados. O PC Alemão em 1933 tinha centenas de milhares de membros. Em 1945 eram pouco mais de mil. Nos países ocupados pela Alemanha e pelo Japão desempenharam um papel essencial, muitas vezes decisivo, na condução da Resistência. De 1940 a 1944, setenta e cinco mil comunistas franceses morreram torturados, fuzilados ou em luta directa com o ocupante. A história repetiu-se em Itália, na Checoslováquia, na Polónia, na Albânia, na Jugoslávia (1 milhão de mortos), na Hungria, na Bulgária, nas Repúblicas Bálticas. Na China, no Vietname, nas Filipinas, etc., etc., etc.. No mínimo exige-se dos seus adversários que respeitem a sua memória.

Por outro, a realidade mostra-nos com uma clareza cristalina o papel que cada Aliado desempenhou na II Guerra Mundial.

A desproporção quer nos meios envolvidos, quer nos consequentes resultados, é evidente. Na URSS os hitlerianos destruíram 1.710 cidades, 70.000 aldeias, 32.000 empresas industriais, 100.000 empresas agrícolas. Desapareceram 65.000 Km de vias férreas, 16.000 automotoras, 428.000 vagons. As riquezas nacionais da URSS  foram reduzidas em mais de 30%. No território dos EUA, excepção feita a Pearl Harbour, não caiu uma só bomba, não se disparou um único tiro.

Até começos de 1944 na frente sovietico-alemã operaram, em permanência, de 153 a 201 divisões nazis. Na frente ocidental, no mesmo período, de 2 a 21. Em 1945 a mesma proporção era de 313 para 118. De Junho a Agosto de 1944, ou seja, desde o início da Operação Overlord, as tropas fascistas perderam, entre mortos, feridos e desaparecidos, 917.000 na frente Leste e 294.000 na frente ocidental.

A Alemanha perdeu na sua guerra contra a URSS o correspondente a ¾ das suas baixas totais. Na frente soviética o exército japonês perdeu cerca de 677.000 homens (na sua maioria prisioneiros). Morreram, recorde-se, em todos os cenários da II Guerra, 250.000 norte americanos, 600.000 ingleses, 27.000.000 de soviéticos (3 milhões dos quais membros do PC).

Esta realidade está toda devidamente documentada. Porquê 16 anos depois da queda do Muro de Berlim, 14 anos depois do fim da URSS, continuar a escondê-la, a ignorá-la, a escamoteá-la? Porquê?

 

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

 

In jornal "Público" - Edição de 2 de Maio de 2005

 


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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
Lembrar Hiroshima e Nagasaki!

    A Comissão Política do PCP, assinalando os 62 anos do Holocausto nuclear em Hiroshima e Nagasaki, alerta para os perigos que pendem sobre os trabalhadores e povos de todo o mundo e «saúda simultaneamente os processos de afirmação de soberania, as resistências várias às ingerências e agressões imperialistas que, desenvolvendo-se um pouco por todo o mundo, abrem portas de esperança para o futuro da Humanidade e sobretudo inspiram aqueles que, como os comunistas portugueses, prosseguem a luta pela paz, justa e duradoura, pelo desenvolvimento, a cooperação e o progresso social, pelo socialismo».

 

Ler versão integral

 


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