TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016
A Emancipação da Mulher 30 anos depois

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1. Assinala-se o 30.º aniversário da Conferência do PCP «A Emancipação da Mulher no Portugal de Abril», realizada a 15 e 16 de Novembro de 1986. Os objectivos que nortearam a sua realização, os seus conteúdos, as suas principais teses e direcções de trabalho têm constituído uma importante âncora no plano teórico e na acção prática do PCP.

A realização desta Conferência foi decidida pelo Comité Central do PCP, que levou a cabo um amplo debate interno, tendo como objectivos «a afirmação da responsabilidade do PCP e de todos os membros do Partido, mulheres e homens, numa causa que todos consideramos justa: a causa da emancipação da mulher».

2. As principais teses e direcções de trabalho desta Conferência mantêm uma inegável actualidade. Entre elas destaca-se:

 

 

conf_nac_pcp_mulher_1986-11-15

 

Realizada a 15 de Novembro de 1986, no Pavilhão dos Desportos (Lisboa), esta Conferência Nacional do PCP, passados que são 30 anos, permanece como uma iniciativa sem paralelo em Portugal dedicada às questões da emancipação da mulher.

Com a Revolução de Abril, pela acção revolucionária das massas e em que as mulheres foram participantes activas, num curto espaço de tempo as mulheres alcançaram um conjunto de conquistas que alteraram profundamente as suas condições de vida e o seu estatuto discriminatório na sociedade e na família. Conquistas que representaram progressos significativos na longa luta das mulheres pela sua emancipação e que abriram perspectivas de novos passos nesse processo.

Foi, pois, no Portugal de Abril, num quadro em que já estava em marcha a contra-revolução no sentido de liquidar as conquistas alcançadas e em que persistiam concepções retrógradas e reaccionárias acerca do papel da mulher na sociedade e na família, que o Partido ousou levar a cabo esta Conferência.

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016
Renegociação da Dívida Pública - Desenvolvimento e Soberania

Euro_coins_and_banknotes

A 5 de Abril de 2011, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, realizou a Conferência de Imprensa, «Renegociar a dívida pública – Desenvolver a produção nacional», onde se denunciava o «insuportável e ilegítimo processo de extorsão dos recursos nacionais, por via da especulação das taxas de juro sobre a dívida pública portuguesa», e reclamava: «A renegociação imediata da actual dívida pública (…) com reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar; A intervenção junto de outros países que enfrentam problemas similares(…) visando uma acção convergente para barrar a espiral especulativa, a par da revisão dos estatutos e objectivos do BCE (…)»; «A adopção de uma política virada para o crescimento económico(…) de defesa e promoção da produção nacional»; «A diversificação das fontes de financiamento» e «A avaliação» das Parcerias Público Privadas, visando «a renegociação ou cessação de contratos que se mostrem ruinosos para o Estado».

(...)

A proposta do PCP de renegociação da Dívida foi então silenciada ou considerada, nos melhores dos epítetos atribuídos, como «irrealista», «desajustada». Estava e esteve o PCP quase sozinho, demasiado tempo, na sua defesa. Mas há três conclusões decorrentes da nossa proposta que são hoje possíveis de evidenciar:

A especulação da Dívida Pública portuguesa, e de outros países, só aconteceu porque as funções do Banco de Portugal, como emprestador de último recurso, desapareceram com a adesão à UEM, e não foram para lado nenhum… o BCE não as absorveu! Quando, no Verão de 2012, o BCE, ao arrepio dos seus Estatutos, assume essas mesmas funções, a especulação caiu. A especulação contra a Dívida Pública portuguesa não era uma inevitabilidade!

A extrema oportunidade da nossa proposta de renegociação, em Abril de 2011. Portugal tinha, então, como principais credores externos privados grandes bancos alemães, franceses, holandeses, etc. Hoje tem pela frente, além de bancos portugueses, três poderosos credores institucionais/oficiais (CE, BCE, FMI) a imporem as suas regras e, ironia das ironias, com a colaboração do próprio Estado português, parte de qualquer dessas entidades.

O tempo decorrido com a intervenção da troika foi mais que suficiente para que a banca estrangeira se aliviasse dos títulos de dívida do Estado e de outros activos portugueses. Degradaram-se, desde então, as condições de renegociação, quer pelo volume largamente acrescido da Dívida (mais 32% em Dezembro/2015 face a Março/2011), quer pelo tipo de credores! O «empréstimo» da troika destinou-se a salvar alguns dos principais bancos do Directório comunitário e não a salvar o País 1.

A razoabilidade da nossa proposta face à solução trágica da entrada da troika e da assinatura do Pacto de Agressão. Cinco anos depois, mais 55,6 mil milhões de euros (mais 32 pontos percentuais no rácio do PIB, no período já referido) de Dívida Pública (que pode ainda ser acrescida, segundo o Conselho de Finanças Públicas e o Eurostat, com mais 92,7% do PIB de «passivos contingentes»), periclitantes contas públicas, um tecido económico esfrangalhado e brutalmente endividado – alguma redução do endividamento das pequenas empresas é fruto de milhares de falências – algumas das principais empresas portuguesas desmanteladas e/ou entregues ao capital estrangeiro – CIMPOR, PT, EDP, REN, ANA, CTT, TAP, FIDELIDADE, etc.) –, uma crise sem fim no sector financeiro, com elevados custos públicos, uma colectividade humana destroçada, fragilizada, flagelada, empobrecida e reduzida de meio milhão de cidadãos na força da vida, 5% da população, 10% da sua força de trabalho! Que o País vai pagar muito caro no médio prazo, em termos demográficos, económicos e sociais.

(sublinhados meus)

 


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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016
No centenário da Teoria da Relatividade - Breve perfil científico e político de Einstein

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De Albert Einstein (1879, Ulm, Alemanha – 1955, Princeton, EUA) aquilo que todos sabem é que formulou a teoria da relatividade, que foi um dos maiores cientistas de sempre e pouco mais. Mas Einstein publicou mais de 300 artigos científicos e de 150 artigos sobre outras matérias. Relembremos apenas alguns dos seus resultados mais importantes.

Albert Einstein_1947

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Domingo, 18 de Outubro de 2015
A propósito da Grécia e da crise na União Europeia

Bandeira Grécia2.jpg

A Grécia constitui certamente o mais grave exemplo das brutais medidas de exploração e opressão impostas aos povos dos países integrados na União Económica e Monetária e sujeitos ao colete de forças da moeda única e ao garrote da dívida externa.

Seja em função de processos de intervenção externa, por via da UE e do FMI, seja em função do colete de forças que decorre do próprio Euro, os últimos anos ficaram marcados por uma significativa aceleração das medidas ditas de austeridade: desemprego em massa, empobrecimento de uma larga maioria da população, aumento da exploração, privatizações, quebras significativas no PIB com uma enorme destruição de capacidade produtiva, foram algumas das consequências.

Mas longe de constituir uma situação isolada, deste ou daquele país, o «problema grego», que nos últimos meses atingiu grande visibilidade, é sobretudo expressão da própria crise do capitalismo e da grande instabilidade e incerteza sobre o desenvolvimento da situação internacional, bem como do agudizar das contradições decorrentes do processo de integração capitalista europeu.

 

Escudo Grécia1

 

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Domingo, 19 de Julho de 2015
Virgínia Faria de Moura (19 de Julho de 1915 / 19 de Abril de 1998)

Virginia Moura_1

 Virgínia de Moura foi uma mulher que levantou bem alto as bandeiras da liberdade, da democracia e do ideal da construção de uma terra sem amos

 

«Virgínia de Moura – mulher de Abril – cidadã de infatigável combatividade, resistente antifascista, intelectual comprometida com o sofrimento e as aspirações libertadoras do seu povo, revolucionária comunista, esteve sempre na primeira linha em todas as batalhas pela democracia, num percurso feito de firmeza de convicções, integridade, coragem moral e física, sensibilidade humana.

Se mulher houve cujo nome ficará para sempre ligado à nossa bela revolução libertadora ela foi sem qualquer sombra de dúvida, a camarada Virgínia de Moura que, desde a sua juventude, nunca deixou de estar na primeira linha dos grandes combates políticos que tendo como pano de fundo a luta dos trabalhadores e das massas populares, haveriam de conduzir à liquidação do fascismo, em Abril de 1974.»

Virginia Moura_3

«Estando presa na cadeia da PIDE, no Porto, em Março de 1957, quando morreram na sequência de torturas dois presos políticos, Joaquim Lemos de Oliveira e Manuel Silva Júnior, subscreveu, com outros presos, uma petição dirigida ao «Presidente da República», onde se apelava:

«Seja feito um rigoroso inquérito, dirigido por uma entidade estranha à PIDE sobre as circunstâncias em que se deram as mortes de Joaquim Lemos de Oliveira e Manuel da Silva Júnior, extensivo aos métodos usados para investigações nesta Polícia Internacional e de Defesa do Estado;

Nesse inquérito possam depor livremente todas as pessoas actualmente presas e aquelas que já o estiveram;

A nossa situação prisional passe a deixar de ser dependente da PIDE e não mais se verifique a circunstância de investigadores serem simultaneamente carcereiros.»

Eram signatários: Virgínia de Moura, Cecília Alves, Hernâni Silva, Ângelo Veloso, Pedro Ramos de Almeida, António Borges Coelho, Hermínio Marvão e Agostinho Neto.»

«Militante comunista desde a primeira metade dos anos 30, manteve até ao 25 de Abril de 1974 (e daí por diante) uma intensa actividade política, maioritariamente «aberta», em várias organizações e movimentos unitários da oposição democrática. Depois da actividade desenvolvida no Socorro Vermelho Internacional, nas lutas estudantis e na solidariedade com os republicanos espanhóis, Virgínia Moura participou, a partir de 1944, no Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF), no Movimento de Unidade Democrática (MUD), no Movimento Nacional Democrático (MND), nas estruturas de apoio às candidaturas presidenciais de Norton de Matos, Ruy Luís Gomes, Arlindo Vicente e Humberto Delgado e interveio como activista ou candidata nas «eleições-farsa» de 1969 e 1973. Integrou, ainda, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, o Movimento Democrático de Mulheres, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz e a Comissão Nacional para a Defesa da Paz.»

 


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Domingo, 8 de Março de 2015
Direitos da mulher - Defesa da democracia e luta contra o fascismo

Maria Alda Nogueira.jpg   Maria Alda Nogueira nasceu a 19 de Março, faz agora 92 anos. Lembremos resumidamente o percurso desta destacada militante comunista empenhada na luta pela democracia e emancipação do povo português. Luta que atravessou o fascismo, a Revolução de Abril, o processo revolucionário que se seguiu, e o processo de recuperação capitalista iniciado a partir de 1976, e em que Maria Alda sempre interveio integrando a defesa dos direitos das mulheres e a sua aspiração de emancipação social.

Alda Nogueira deixou-nos a 5 de Março de 1998, mas o seu exemplo perdura vivo e afirma a actualidade da luta no presente em prol das gerações futuras.

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As suas cinzas foram lançadas à terra, como era seu desejo expresso, a 8 de Março de 1998


19 de Março de 1923 - 5 de Março de 1998

 


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Domingo, 25 de Janeiro de 2015
MARFA - «O 18 de Janeiro de 1934», canção sobre texto de Domingos Abrantes

Marfa

O 18 de Janeiro de 1934

canção sobre um texto de Domingos Abrantes para a revista «O Militante»

 


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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015
Pedro dos Santos Soares (13 de Janeiro de 1915 / 10 de Maio de 1975)

Pedro Soares Convite

O PCP evoca, hoje, o centenário do nascimento de Pedro Soares, destacado militante comunista e resistente antifascista, nascido a 13 de Janeiro de 1915. A sessão evocativa realiza-se na Casa do Alentejo, em Lisboa, pelas 18 horas, e conta com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido, que fará a intervenção de encerramento.

A inauguração de uma exposição evocativa da vida e da luta de Pedro Soares (que ficará patente no local até ao dia 22), a apresentação do livro «Escritos Políticos», da sua autoria, a leitura de uma carta que enviou ao Partido aquando da sua segunda deportação para o Tarrafal e um momento musical com um grupo coral alentejano, Luísa Basto e João Fernando compõem a programação da sessão com a qual se homenageia um destacado militante e dirigente comunista, que passou 12 anos nas prisões do fascismo.

Pedro Soares

Pedro Soares foi um daqueles revolucionários que, em tempos sombrios, enfrentando e resistindo a todo o tipo de violências e privações, tomou a opção de se dedicar de corpo inteiro ao Partido Comunista Português e à luta dos trabalhadores e do povo contra o fascismo e pela liberdade, contra a exploração e pelo progresso – pelo socialismo e o comunismo. No momento em que se assinala o centenário do seu nascimento, o Avante! destaca um percurso singular, em que as prisões, as fugas, as torturas e a entrega abnegada à luta revolucionária marcaram toda uma vida, interrompida cedo de mais, aos 60 anos. 

Pedro Soares 1

«Cantar aqueles que partiram é dar força à liberdade as flores vermelhas que os cobriram tornaram alegre a saudade»

Assim imortalizou em versos o poeta comunista José Carlos Ary dos Santos a morte trágica de Pedro Soares juntamente com a sua companheira de vida e de luta, Maria Luísa da Costa Dias, num brutal acidente em 10 de Maio de 1975, e que a cantora, também ela comunista, Luísa Basto, levaria na sua voz a todo o país.

 


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Domingo, 5 de Outubro de 2014
Geopolítica do petróleo e gás natural

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A energia, colocando severos problemas técnicos quanto ao seu armazenamento em larga escala, carece de vastas infra-estruturas de transporte e distribuição permanentes, dispendiosas e vulneráveis. Rotas marítimas e terrestres colocam questões geostratégicas; oleodutos e gasodutos são alvo de disputa. Embargos, militarização e guerras visam assegurar ou negar acesso a recursos e seu escoamento dentro da presente arquitectura imperialista.

 


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Domingo, 26 de Janeiro de 2014
Os baldios e os 40 anos de Abril

   Das imensas conquistas que o povo português alcançou com a revolução libertadora do 25 de Abril, cujo 40.º aniversário comemoraremos neste ano de 2014, que lhe deram características de uma revolução não apenas democrática e nacional, mas já com objectivos socialistas, e onde podíamos identificar as nacionalizações, o controlo operário ou a Reforma Agrária, entre outras, a entrega dos baldios, depois de muitos séculos, aos seus legítimos donos, as comunidades locais, é uma das mais importantes porque correspondendo aos anseios profundos de largas faixas da população portuguesa, instituiu a gestão pelos seus legítimos donos e possuidores – os povos.

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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013
Para onde vai o dinheiro?

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Para onde vão os cortes salariais aplicados aos trabalhadores da administração pública? A riqueza produzida nas horas e dias a mais de trabalho não pago? Os aumentos no IRS, ou nas contribuições para a segurança social e para a ADSE? Para onde vão os milhões de euros roubados nas reformas e pensões? Os cortes efectuados no abono de família? Os cortes nos subsídios de desemprego? Para onde vão os aumentos nos preços das taxas moderadoras? Das portagens? Do IVA sobre a restauração? Do imposto sobre os imóveis? Das propinas? Para onde se canalizam os milhões de euros retirados ao Serviço Nacional de Saúde? À escola pública? À cultura? Ao desporto? À justiça? Às autarquias? Ao investimento público

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    Querem saber para onde vai o dinheiro?

Leiam o texto integral...

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Domingo, 24 de Novembro de 2013
Os partidos não são todos iguais

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Na sua edição de 13 de Setembro deste ano o Diário de Notícias dava conta de um estudo de opinião recente, segundo o qual só nove em cada cem portugueses confiam nos partidos. A que partidos se refere o dito estudo não se diz. Perguntar sobre as diferenças entre os vários partidos existentes não é coisa que importe. A ideia que se pretende transmitir é a de que os partidos são todos iguais. Não haverá diferença entre eles e o juízo de censura dos portugueses recairá indistintamente sobre todos.

Há cerca de um ano, um outro estudo, da Universidade Católica, dava conta de um divórcio manifesto entre os eleitores e «os partidos». Assim mesmo, sem qualquer distinção.

As linhas de força constantes desses estudos e das ilações que deles são retiradas são muito óbvias: tratar os partidos como sendo todos iguais, escondendo as reais diferenças entre eles; tratar o parlamento como uma massa homogénea de eleitos independentemente das forças políticas a que pertençam, das posições que defendam e das propostas que apresentem; e tratar os políticos como uma «classe» de titulares de cargos que defendem exclusivamente os seus interesses pessoais sem querer saber das aspirações, expectativas ou interesses legítimos dos cidadãos que representam, escamoteando o facto de haver milhares de cidadãos que intervêm na vida política, aos mais diversos níveis, sem retirar daí quaisquer benefícios pessoais. Estas linhas de força são recorrentes no discurso mediático dominante em Portugal, na prosápia de analistas e comentadores que ditam sentenças como se não fossem «políticos», e no discurso do poder económico que cultiva o distanciamento e o ataque aos «políticos» como forma de ocultar os seus reais desígnios de controlo do poder político.

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013
Como se fabrica uma «alternância»...

  A alternância é uma estratégia, estratagema político bem conhecido dos povos, bem sintetizado na expressão «mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma»! Nos sistemas políticos democráticos (nas democracias burguesas) é a forma de assegurar a manutenção da mesma política, nas suas opções estratégicas, eixos estruturantes e medidas, ou seja, o serviço dos mesmos interesses de classe, através da mudança de composição dos titulares do governo, via substituição do partido (ou coligação) que assume o governo e que, anteriormente, era oposição.

Tem sido assim em Portugal nestes quase 40 anos de regime democrático conquistado pela Revolução de Abril.

A alternância tem um objectivo central: negar a alternativa, isto é, que haja uma efectiva alteração de política(s)! E a negação da alternativa exige a «fabricação» da «alternância»!

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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Óscar Lopes: exemplo para os dias por vir

Sobre Óscar Lopes:

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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
A questão nacional e a luta pelo socialismo na actualidade

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Terça-feira, 12 de Junho de 2012
Amanhã nós teremos fome

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Não se trata de fazer deste título uma provocação, mas apenas despertar a atenção para a outra crise gerada pelo capitalismo, a crise alimentar – uma variante da crise geral económico-financeira. Não pretendo com isto dizer que as prateleiras estarão vazias nos próximos seis meses, mas caminhamos nesse sentido, a fome já está no nosso país não ainda por falta de comida mas por falta de dinheiro para a comprar. Mesmo com o mito dos preços baixos, a comida será cada vez mais objecto de especulação e de difícil acesso para a maior parte das pessoas. A fome amanhã tem a ver com a natureza predadora do capitalismo e com o rumo que está a imprimir à agro-produção, em que os Estados se demitem da sua função reguladora e deixam nas mãos invisíveis do «mercado» esta necessidade básica que é a alimentação.

O que aconteceu com a nossa agricultura nestes últimos 20 anos pós-adesão à CEE é exemplo disso, com os sucessivos governos de direita e pseudo-esquerda a entregarem o futuro alimentar dos portugueses nas mãos de especuladores internacionais, isto quando tínhamos uma agricultura que reunia as duas condições essenciais – a agronomia e a ecologia – tão necessárias para enfrentar os problemas alimentares do século XXI.

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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Pretty Woman - A grave questão da prostituição

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Ele há temas que nos fazem vir à memória um poema pessimista de Jorge de Sena:

Neste vil mundo que nos coube em sorte/por culpa dos avós e de nós mesmos tão ocupados em esperanças de salvá-lo...

E se há temas que nos fazem dizer que o mundo está às avessas, um desses temas é sem dúvida nenhuma «a prostituição».

Com a ajuda da indústria cinematográfica cor de rosa, através do filme Pretty Woman (1), somos levados mesmo a pensar que a prostituição é uma coisa bela, romântica... E viva a liberdade de a mulher se prostituir pois que no final ela transforma-se numa nova cinderela made in mundialização neoliberal.

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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
O processo de concentração e centralização do capital

Apesar da passagem de quase um século mantêm-se com particular acuidade para qualquer caracterização dos traços do desenvolvimento do sistema capitalista na actualidade os traços fundamentais utilizados por Lénine para descrever a fase imperialista do capitalismo. Nomeadamente o grau de concentração da produção e do capital que teve como consequência o monopólio, o predomínio do capital financeiro no comando do processo de acumulação de capital – a existência de uma oligarquia financeira, a exportação de capitais como aspecto determinante para cumprir a vocação universal do capitalismo e «internacionalizar» o circuito do capital, a formação de organizações internacionais monopolistas e a partilha do mundo pelas principais potências imperialistas, com o recrudescer do (novo) colonialismo.

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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
No 50.º aniversário do 24 de Março

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Este artigo não pretende ser mais do que um registo valorativo das grandes lutas estudantis de 1962, lutas que a data de 24 de Março, comemorada em Portugal como o «Dia do Estudante», simboliza.

Um registo oportuno porque passam este ano 50 anos sobre esse acontecimento histórico. Mas sobretudo um registo necessário para lembrar que o movimento estudantil, e em particular a sua expressão legal e semi-legal que foi o movimento associativo, tendo como base as Associações e Pró-Associações de Estudantes, constituiu uma componente muito activa e importante do movimento popular e antifascista.

Muito foi já escrito nas páginas de «O Militante» sobre o tema, antes e depois do 25 de Abril (1). Mas é sempre instrutivo evocar o poderoso movimento de massas que, despoletado em 1961, na Universidade de Coimbra, em torno das comemorações da Tomada da Bastilha e da luta pela reabertura da Associação Académica de Coimbra, se desenvolveu em protesto contra a proibição em Lisboa das comemorações do Dia do Estudante e a carga policial contra os estudantes, que, partindo da Cidade Universitária, desfilavam em direcção ao Campo Grande, onde, numa manobra para desmobilizar o protesto estudantil, o Reitor Marcelo Caetano, prometera um jantar.

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Terça-feira, 13 de Março de 2012
«O militante» clandestino

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O PCP, no âmbito das comemorações do seu 91º, prosseguindo uma linha de colocar no seu sítio na Internet diversas edições, nomeadamente os números do «Avante!» editados clandestinamente, assim como os jornais clandestinos «O Comunista» e «O Têxtil», disponibiliza a partir de 6 de Março os exemplares de «O militante» editados na clandestinidade.

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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
A luta ideológica em torno da crise

(...)

«Crise de sobreprodução, crise de excesso de capital, cuja síntese passa pela destruição desse excesso em relação à taxa de lucro esperada. Uma crise de sobreprodução com extensão praticamente planetária «tendencialmente mundial», «sistémica», em relação ao subconsumo das massas (procura solvente).»

(...)

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
O Estado assistencialista ou a esmola como política oficial
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Há momentos em que, por mais artifícios que se utilizem e se envolvam os factos com as roupagens da mistificação, não é possível iludir a verdadeira natureza das coisas. O edifício do Estado assistencialista talhado à medida do ideário neoliberal – que é hoje a doutrina oficial e única do capitalismo e dos seus gestores de vários matizes – acaba de receber um novo impulso em Portugal.

As políticas sociais que estão a ser anunciadas e em curso, a forma e os instrumentos utilizados, nomeadamente o Programa dito de Emergência Social apresentado pelo actual Governo PSD/CDS, não só são reveladores dos reais propósitos dos seus autores em transformar direitos sociais em actos de compensação caritativa públicos e privados, como põem a claro onde vão desaguar as políticas que outros, sem o assumirem, foram preparando e promovendo nos últimos anos, também em nome da defesa de tais direitos e dos sistemas de protecção social.

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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
A agressão da NATO à Líbia

Meio ano após o início da agressão da NATO à Líbia, o país africano com o maior Índice de Desenvolvimento Humano foi destruído pelos bombardeamentos, pilhagens e massacres. Mais uma vez, uma guerra de agressão imperialista cria uma enorme tragédia para a população civil, com milhares de mortos e a destruição da infraestrutura social e económica do país agredido. Tudo indica que a guerra está longe do seu termo. À data em que se escreve, Sirte, Bani Walid e outras localidades resistem heroicamente às forças agressoras e a resistência à ocupação cresce em todo o país. É quase certo que as precipitadas celebrações imperialistas aquando da ocupação e massacres de Tripoli, em finais de Agosto, venham a ter o mesmo destino que a famigerada proclamação de Bush, em Maio 2003, de que a guerra do Iraque terminara com a «missão cumprida».

A guerra de agressão imperialista à Líbia não é um facto menor. Pode ser um marco na crise mundial de bem maiores proporções para a qual um capitalismo em profunda crise está a conduzir a Humanidade. Ninguém deve subestimar a gravidade das declarações do Senador norte-americano McCain, porta-voz do sector mais belicista do imperialismo dos EUA, quando, por duas vezes, no rescaldo da ocupação de Tripoli, veio dizer que essa «grande vitória da Primavera árabe» se devia agora estender ao Irão, à Síria,... à Rússia e à China.

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Sábado, 24 de Setembro de 2011
O anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa

A ideologia burguesa é a ideologia da burguesia. Dizer isto parece ser uma banalidade sem consequências ou uma mera tautologia Mas talvez não o seja. É que uma das características básicas da ideologia burguesa consiste em recusar que seja uma ideologia e que seja referida a um sujeito social preciso, a burguesia.

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Domingo, 18 de Setembro de 2011
Luta de classes nos EUA

 

A braços com a mais longa guerra na sua história, com a perda de hegemonia económica mundial e a mais grave crise económica desde a Grande Depressão, com crescente dependência estrangeira para importações e divisas, com crescente desigualdade social, os EUA estão perante um momento crítico. O seu poder global assenta cada vez mais no seu poderio militar, o que augura enormes perigos para o mundo. A presidência Obama prometeu esperança e unidade nacional, promessas rapidamente goradas. Os EUA ainda está no Afeganistão, no Iraque e atacam agora a Líbia, a Base de Guatanamo ainda está a servir de centro de detenção, e enquanto as despesas sociais sofrem cortes as despesas militares não vacilam. A crise económica veio tornar claro que existem divisões sociais cada vez mais profundas entre os trabalhadores e os mais ricos e seus serventuários.

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
A Internet e as novas potencialidades de manipulação

A Internet e as novas potencialidades de manipulação

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Parafraseando o José Mário Branco, a Internet também é uma arma de pontaria?

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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Quem disse que o PCP «tem dois jornais (...) de propaganda, intitulados Avante e Militante», «onde destila subtilmente a peçonha das suas doutrinas»?

A dizer a frase do título podia ter sido Fernanda Câncio, claro que podia! Se foi ela que escreveu, a propósito do «Avante!», os artigos Os lacaios do 'socialismo' (17 de Setembro) e Doutrina jornalística (24 de Setembro)! E ambos no Diário de Notícias, essa pérola, esse cristal do jornalismo puro e independente, desde a primeira à última página, incluindo todas as que têm publicidade. Mas não, não foi ela que escreveu a frase, embora pudesse ter sido. Não foi ela nem ninguém que, na actualidade, escreve ou diz coisas semelhantes sobre o PCP, em blogues, em jornais e noutros meios de comunicação.

Quem disse então que o PCP tem dois jornais de propaganda, intitulados Avante e Militante, onde destila subtilmente a peçonha das suas doutrinas?

Recuemos até 1949. A 25 de Março de 1949, Álvaro Cunhal foi preso pela terceira vez, numa casa clandestina do Luso. Com ele foram também presos Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. Militão Ribeiro viria a morrer na prisão. «Até às vésperas da morte, Militão manteve a preocupação de comunicar ao partido a sua fidelidade e confiança. Escreveu várias cartas à Direcção do Partido, que foram interceptadas pelos carcereiros, só tendo chegado duas ao seu destino, uma das quais escrita com o seu próprio sangue. A PIDE assassinou-o cruelmente, um crime lento, dos que não deixam vestígios. Militão morreu de inanição em 2 de Fevereiro de 1950».

Em 31 de Março e 22 de Abril de 1949 deputados da Assembleia Nacional fascista, Mário de Aguiar e Pinheiro Torres, resolveram regozijar-se com estas prisões.

O primeiro, Mário de Aguiar, começou por enviar «as mais patrióticas e sinceras saudações» ao «Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros», «o eminente estadista Sr. Dr. Caeiro da Mata»(1),  por ir «em direcção a Washington», «ao serviço da Nação», «assinar, no dia 4 de Abril, o Pacto do Atlântico».

[Seguramente que Fernanda Câncio, se já fosse jornalista em 1949, também enviaria «as mais patrióticas e sinceras saudações» ao «Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros»... Pois se foi ela que, no dia 13 de Agosto, no mesmo DN, nos confidenciou que apoiou a invasão do Iraqueapoiei a invasão americana»(2)) e, mais recentemente, murmurou a estranha confissão: «... estou ainda para ver o resultado das invasões que apoiei (afeganistão e iraque)...»!]

Em seguida, Mário de Aguiar exprimiu o seu «contentamento» pela prisão dos três comunistas. E é então que se sai com a frase «é público e notório que esta seita, que é comandada do exterior, tem dois jornais clandestinos de propaganda, intitulados Avante e Militante

Daqui vem a primeira parte da frase do título.

A segunda parte da frase do título foi tirada da intervenção de Pinheiro Torres: «Não menos perigosa, não menos para recear, é a acção deles nos livros que publicam, nas conferências que fazem, no que escrevem nas revistas e jornais, onde destilam subtilmente a peçonha das suas doutrinas!»

Eis, em seguida, excertos dos dois discursos:

1. Na página 420 do nº 184 do Diário da Assembleia Nacional (sessão de 31 de Março de 1949):

O Sr. Mário de Aguiar: - Sr. Presidente: pelas notícias publicadas nos jornais de hoje o País tomou conhecimento de dois factos que devem merecer a atenção da Assembleia. Um deles diz respeito à viagem aérea que o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros iniciou na madrugada de hoje em direcção a Washington, onde, ao serviço da Nação, deve assinar, no dia 4 de Abril, o Pacto do Atlântico. (...)

O outro facto a que também se refere a imprensa diária é a descoberta pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado de uma parte da organização comunista e prisão de alguns dos seus principais agitadores.

(...)

É público e notório que esta seita, que é comandada do exterior, tem dois jornais clandestinos de propaganda, intitulados Avante e Militante.

É de esperar que tal imprensa seja apreendida e presos os traidores à Pátria, que a atraiçoam com as mãos já tintas de bom sangue português, perseguindo-os a polícia até ao seu total aniquilamento.

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.

2. Na página 545 do nº 191 do Diário da Assembleia Nacional (sessão de 22 de Abril de 1949):

O Sr. Presidente: - Tem a palavra, antes da ordem do dia, o Sr. Deputado Pinheiro Torres.

(...)

O Orador: - Haja em vista as últimas descobertas levadas a efeito pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado no campo comunista. Essas descobertas vieram, mais uma vez, pôr em destaque a extensão e importância da actividade dessa organização antinacional e, portanto, o perigo que representa para todos nós.

(...)

Não menos perigosa, não menos para recear, é a acção deles nos livros que publicam, nas conferências que fazem, no que escrevem nas revistas e jornais, onde destilam subtilmente a peçonha das suas doutrinas!

(...)

Aproxima-se outro acto eleitoral. Temos já a certeza de que os comunistas tencionam, de novo, perturbar o País, aproveitando-se desse período. É o que se conclui das notícias publicadas sobre a apreensão da tipografia clandestina, onde o Avante e o Militante eram feitos. No número do Avante que estava a ser composto e impresso havia um artigo já pronto em que se aconselhavam as comissões organizadas a não se dissolverem.

Ora, o País não quer que os comunistas, e seus parceiros, gozem das mesmas liberdades dos bons portugueses.

(...)

Os comunistas, e aqueles que com eles estão ligados, têm de ser perseguidos, estejam onde estiverem!

(...)

(1) José Caeiro da Mata foi o Ministro da Educação Nacional que, a 7 de Outubro de 1946, assinou o despacho ministerial de demissão de Bento de Jesus Caraça e Mário de Azevedo Gomes.

(2) Neste mesmo artigo confessa FC que tem conhecimento da extrema gravidade das suas opções: «Quero acreditar que não morreu tanta gente - iraquianos e ocupantes - para nada»... Comentários para quê?

Post-Scriptum:

«Confesso: apesar de não ter a menor estima por Bush e de não ter comprado a treta óbvia das armas de destruição maciça, apoiei a invasão americana» (Fernanda Câncio)

Para Ver:

«Quero acreditar que não morreu tanta gente - iraquianos e ocupantes - para nada» (Fernanda Câncio)

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
O Código do Trabalho e o espírito do Natal

Alfredo MartirenaRebelión de 22 de Dezembro

                                                                      

- Perdemos o espírito do Natal...

- ...eu diria que perdemos o trabalho que nos permitia ter o espírito do Natal.

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   



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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Media, pluralismo e consciência social

Fernando Correia

     Os ideólogos dos media alinhados com o sistema capitalista assim como os donos e os gestores dos próprios media dominantes gostam de dizer que na sua comunicação social existe diversidade política e ideológica, todas as sensibilidades e correntes de opinião têm oportunidade para se exprimir e, em suma, existe um verdadeiro pluralismo. Esta afirmação é recorrentemente corroborada pelos dirigentes dos partidos ao serviço do sistema, quer sejam dele convictos defensores quer se «limitem» a ser seus solícitos gestores. Só deixa de ser assim, pontualmente, quando um desses partidos está na «oposição» e encontra motivos para se queixar dos «abusos» e «interferências» na comunicação social dos que estão no poder – sendo que, quando a alternância os faz trocar de posição, a mesma cena inevitavelmente se repete…

O mesmo se passa dentro dos próprios media dominantes, onde a maioria da elite jornalística, composta por directores e outros responsáveis editoriais, funciona como charneira entre as administrações e as salas de redacção e como responsável directa pela transformação dos interesses patronais em «produtos» jornalísticos. Mesmo que, neste ou naquele caso individual, o faça de forma contrariada e mesmo tente ser o mais fiel possível aos bons princípios do profissionalismo jornalístico.

Ler Texto Integral

                             


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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Código do Trabalho (VI)

- A Crise do Capitalismo no traço de Pedro Méndez Suarez

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                  


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publicado por António Vilarigues às 12:09
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