TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016
Um por cento dos adultos possui 51% da riqueza mundial

csuisse_2016_1

 

Um por cento dos adultos do mundo possui 51% de toda a riqueza mundial, ao passo que a metade dos adultos da base possui apenas 1%. Na verdade, os 10% dos adultos do topo possuem 89% de toda a riqueza mundial! Este é o novo número obtido para 2016 pelo relatório anual sobre a riqueza global do Credit Suisse . A cada ano o Credit Suisse apresenta este relatório, assinado pelo Professor Tony Shorrocks, James Davies e Rodrigo Lluberas, os quais costumavam fazê-lo para a ONU. Informo sobre os resultados todos os anos e habitualmente este é um dos artigos mais populares que escrevo.

Da última vez que discuti os resultados do Credit Suisse, os 1% do topo tinham 48% da riqueza mundial . Assim, no último ano e meio, a desigualdade mundial aumentou outra vez. As fatias dos 1% e 10% do topo quanto à riqueza mundial caíram entre 2000 e 2007. Exemplo: a fatia do percentil do topo declinou de 50% para 46%. Contudo, esta tendência foi revertida após a crise financeira e as fatias do topo retornaram aos níveis observados no princípio do século.

Os investigadores do Credit Suisse consideram que estas mudanças reflectem principalmente a importância relativa dos activos financeiros na carteira familiar, os quais subiram de valor desde 2008 e elevaram a riqueza de muitos dos países mais ricos, e das pessoas mais ricas, por todo o mundo. Embora a fatia dos activos financeiros caísse este ano, as fatias dos grupos de riqueza do topo continuaram a subir. No outro extremo da pirâmide global da riqueza, a metade debaixo dos adultos possuía colectivamente menos de 1% da riqueza total.

Ler texto integral

 

csuisse_2016_4

 


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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016
Sem decoro

Pedro Passos Coelho21

(...) a quebra média de rendimentos verificada em Portugal entre 2009 e 2014 se situou em 116 euros mensais (12%), mas que os dez por cento dos portugueses mais pobres perderam 25 por cento do rendimento, enquanto os dez por cento mais ricos apenas perderam 13 por cento, (...)

(...) durante o governo PSD/CDS o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7 por cento dos trabalhadores a viver abaixo do limiar da pobreza (6,3 por cento em privação material severa), (...)

(...) um em cada cinco portugueses viva com um rendimento mensal abaixo de 422 euros (...)

(...) em 2014 os cinco por cento mais pobres recebiam 19 vezes menos do que os cinco por cento mais ricos (um agravamento brutal da brutal desigualdade que já se registava em 2009, quando a diferença era de 15 vezes), (...)

AQUI

 


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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016
As desigualdades em Portugal

 

  1. A situação atual e os desafios futuros

  2. O que é necessário fazer para reverter , como o atual governo prometeu, os cortes nos rendimentos sofridos pelos portugueses durante o governo PSD/CDS

 


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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
As desigualdades de rendimento em Portugal segundo as Estatísticas do Ministério das Finanças

 

«O INE divulgou já em 2016 os resultados de um inquérito que fez aos rendimentos monetários disponíveis das famílias portuguesas, cujos resultados (apenas alguns) constam do quadro 1 que se apresenta seguidamente.

 

Rendimento monetário 2004-2014

 

Embora os resultados desse inquérito revelem um aumento da desigualdade na repartição do rendimento disponível (entre 2010 e 2014, o número de vezes que o rendimento medio disponível dos 10% de agregados mais ricos é superior ao rendimento médio disponível dos 10% mais pobres, aumentou de 12,8 vezes para 13,1 vezes), mesmo estes dados do INE não dão uma ideia completa da verdadeira dimensão que atingiram as desigualdades em Portugal.

E para concluir basta analisar as Estatísticas divulgadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira do Ministro das Finanças que, apesar de deficiências conhecidas, mostram que as desigualdades são muito maiores (são enormes) no nosso país.»

 


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Terça-feira, 31 de Maio de 2016
O debate enviesado sobre a sustentabilidade da segurança social

 

«20 Slides utilizados numa intervenção que fiz na conferencia realizada pela APRe, uma associação de reformados e aposentados, em 20.5.2016 no ISCTE.»

 


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Terça-feira, 15 de Setembro de 2015
Os números da desigualdade em Portugal

convite_Numeros_Desigualdade

Clicar na imagem para ampliar

 


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publicado por António Vilarigues às 13:42
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Sexta-feira, 6 de Março de 2015
Comissão Europeia reconhece aumento da pobreza

Porto 1945-2013   A Comissão Europeia reconheceu que os cortes nos apoios sociais afectaram «desproporcionalmente os mais pobres» e «as crianças com menos de 10 anos» em Portugal.

No relatório sobre o nosso País divulgado dia 26, Bruxelas constata que «o impacto das transferências sociais (excluindo as pensões) na redução da pobreza diminuiu de 29,2 por cento em 2012 para 26,7 por cento em 2013».

Em 2013, as crianças em risco de exclusão representavam 31,6 por cento, sendo que Portugal apresentou a maior subida deste indicador na União Europeia.

A Comissão salienta que entre Outubro 2010 e Agosto do ano passado cerca de 592 mil beneficiários perderam o acesso a apoios sociais para a infância.

Ao mesmo tempo anota que, entre 2012 e 2013, houve um aumento de 210 mil pessoas em risco de pobreza e exclusão social (27,4 por cento da totalidade da população portuguesa), o maior aumento da União Europeia.

 

Mais um sucesso das políticas de terrorismo social traduzidas no empobrecimento da população...


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Segunda-feira, 14 de Julho de 2014
Um retrato a negro
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Aqui ficam algumas das «metas» alcançadas por este Governo:

  • Mais de 2 milhões de pobres, 736 mil desempregados, (n.ºs oficiais) 300 mil desencorajados, 160 mil obrigados a assinar contratos em que recebem 200 euros de salário. 64% dos desempregados são desempregados de longa duração e 412 mil desempregados não recebem subsídio de desemprego.
  • 440 mil postos de trabalho destruídos e só em 2013 foram à falência 18 800 empresas.
  • Meio milhão de salários e 181 mil reformas penhoradas porque as pessoas não conseguem cumprir os compromissos. 150 mil famílias perderam a casa, 300 mil viram a electricidade cortada e 12 mil a água.
  • Foram cortados 40 mil abonos de família, 60 mil complementos solidários para idosos (30%) e 305 mil rendimentos de inserção social (60%).
  • Emigraram mais de 250 mil jovens, só no último ano emigraram 30 mil enfermeiros.
  • Mais de 2 000 milhões de euros ano foram transferidos do rendimento do trabalho para o rendimento do capital com este Governo.

Sofhia de Mello Breyner, dizia «em vez de dizerem aos pobres: tenham paciência não pode ser é preciso dizer-lhes: Não tenham paciência».

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
O Governo quer uma Segurança Social para os ricos e outra para os pobres

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Domingo, 21 de Novembro de 2010
Roubos II

Mas atente-se nas duas outras informações do supracitado trabalho da Sábado a de que «Em 2008 apenas um terço das empresas portuguesas entregou dinheiro às Finanças» e a de que «Em 2009 os bancos podem pagar só 4,3% do imposto sobre o rendimento».

Anote-se, no caso, que se apenas um terço das empresas portuguesas entregou dinheiro às Finanças em 2008 (ou seja, pagou impostos), isto significa, naturalmente, que dois terços das empresas nacionais não pagaram quaisquer impostos em 2008, o que não admira, pois é também sabido que essa é também a percentagem das empresas que, em Portugal, se habituaram a declarar prejuízos, sem que o Estado se preocupe a investigar o que quer que seja, mesmo que ligeiramente.

Anote-se, também, que os bancos podem pagar em 2009 apenas 4,3% de imposto sobre o rendimento, o que é escandalosamente inferior ao que estão obrigadas quaisquer entidades, individuais ou colectivas.

Como se vê, o roubo continua. Roubo aos pobres e aos «remediados» e sempre a favor dos ricos. E devidamente organizado pelos Governos PS e PSD, que por aí continuam a palrar «em nome do povo»...

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In Jornal «Avante!» - Edição de 18 de Novembro de 2010

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Sábado, 20 de Novembro de 2010
Roubos I

Na última revista Sábado anunciava-se, em capa, que «Em 20011 o Estado vai perder € 1.368 milhões por causa dos benefícios fiscais». Era uma das informações centrais de um trabalho jornalístico intitulado «Como as grandes empresas escapam ao Fisco e ganham milhões» (e desenvolvido no interior ao longo de dez páginas), acompanhada de mais duas outras a de que «Em 2008 apenas um terço das empresas portuguesas entregou dinheiro às Finanças» e a de que «Em 2009 os bancos podem pagar só 4,3% do imposto sobre o rendimento».

Entendamo-nos: por um lado – e no quadro do malfadado PEC III -, o Governo de José Sócrates decidiu reduzir salários à Função Pública, cortar subsídios vários a desempregados e pobres e depredar orçamentos na Saúde e na Educação para obter um corte no que chamou «despesas primárias do Estado» no montante de mil e tal milhões de euros.

Por outro lado, e por via de benefícios fiscais às grandes empresas, entrega-lhes de bandeja – porque não lhos cobra em impostos – exactamente a monstruosa verba de mil e tal milhões de euros que se prepara para esfolar ao povo e ao País.

É o que se chama roubar aos pobres para dar aos ricos. Literalmente e com o mais brutal descaramento.

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In Jornal «Avante!» - Edição de 18 de Novembro de 2010

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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
A década dos ricos

    A «Década dos Ricos», assim definiu a bancada comunista na Assembleia da República o período entre 1995 e 2006, no que respeita à repartição de rendimentos, em quase duplicou o fosso entre ricos e pobres.                      

  • Em 2006, o rendimento médio anual das famílias dez por cento mais pobres era de 8,9 vezes inferior aos ganhos dos dez por cento mais ricos;  
  • Em 1995 a diferença era de 4,6 vezes...

Uma década de governos PS, com o pequeno intervalo de 2002-2004 de governos PSD/CDS-PP.    

                                                                     


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