TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017
Viagem à Rússia, de 6 a 12 de Novembro

AIG - Rússia 2017_1.jpg

 

AIG - Rússia 2017_2.jpg

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016
Não temos outra escolha senão a vitória

Bashar al Assad

O discurso de Bachar al-Assad proferido no Parlamento sírio no passado dia 7 de Junho de 2016 é um documento que revela a dimensão do político, do homem e do patriota que o profere.

 

«(...)

Uma vez que seu “plano terrorista” falhou apesar de toda a destruição e massacres perpetrados, adquiriram a convicção que o essencial do seu “plano político” ainda poderia materializar-se pelo ataque à Constituição.

Na verdade, o seu plano inicial consistia em fazer de forma que o terrorismo dominasse completamente o país concedendo-lhe uma pertença qualidade de “moderação”, e depois ‘legitimidade’, decidida evidentemente pelo estrangeiro, que instalaria um caos absoluto impondo como única saída uma Constituição étnica e confessional transformando um povo ligado à sua terra natal em grupos rivais anexados às suas seitas e apelando à intervenção estrangeira contra os seus compatriotas.

O que vos digo é evidente. Se olharmos para o nosso Este e para o nosso Oeste, as experiências confessionais falam por elas próprias. Não há nenhuma necessidade de reavaliar a questão depois de decénios de experiências equivalentes na nossa região.

(...)

É portanto evidente que não participamos em negociações para aceitar tais propostas. Foi por isso que redigimos o “documento de princípios” com o objetivo de evitar que uma das partes acrescente o que bem lhe parecer. Estes princípios, vou citá-los rapidamente:

Soberania e unidade de a Síria com a rejeição de qualquer interferência externa. Rejeição do terrorismo.

Apoio à reconciliação.

Preservação das instituições.

Levantamento do embargo.

Reconstrução.

Controlo das fronteiras.

Alguns outros princípios contidos na Constituição atual e nas precedentes como diversidade cultural, liberdades do cidadão, independência do poder judiciário, etc.

(...)

O terrorismo económico, o terrorismo dos engenhos armadilhados, os massacres e todos os tipos de projéteis têm a mesma raiz. É a razão pela qual eu vos garanto que a nossa guerra contra o terrorismo prosseguirá, não porque amemos as guerras – foram eles que a impuseram a nós – mas porque o derramamento de sangue não vai parar enquanto não desenraizarmos o terrorismo em todo o lado onde se encontre qualquer que seja a máscara que use.

(...)

A derrota do terrorismo é inevitável, desde que Estados como o Irão, a Rússia e a China apoiem o povo sírio, se mantenham do lado da justiça e defendam os oprimidos contra os opressores. Agradecemos-lhes por isso…

Agradecemos-lhes por isto e pela constância de seu contínuo apoio. São Estados que respeitam os princípios e que procuram defender os direitos dos povos, incluindo escolher seu próprio destino.(...)»

Mapa Sudoeste Asiático

 

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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
Apresentação do Programa das Comemorações do Centenário da Revolução de Outubro

7nov2016_Convite pcp

 

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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016
Ameaças

Mapa bases militares NATO_2

O Chefe de Estado Maior do Exército dos EUA, Gen. Milley, ameaçou num discurso oficial: «quero ser muito claro com aqueles que se tentam opor aos Estados Unidos […] vamos travar-vos e vamos esmagar-vos de forma mais dura do que alguma vez vos tenham esmagado» (no YouTube, e citado em www.military.com, 5.10.16). A ameaça é dirigida à segunda maior potência nuclear do planeta, a Rússia. Outra ameaça veio do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EUA: «grupos extremistas irão expandir as suas operações, incluindo – sem qualquer dúvida – ataques a interesses russos, talvez mesmo contra cidades russas» (NYT, 29.9.16). Um editorial do New York Times (29.9.16) tem o título «O Estado fora-da-lei de Vladimir Putin». Porquê tamanha histeria contra a Rússia capitalista?

O acordo de cessar-fogo na Síria, assinado por Kerry e Lavrov, foi enterrado em poucas horas pelo ataque dos EUA que matou quase 100 soldados sírios que defendiam a cidade de Deir-ez-Zor, cercada pelo ISIL. Ataque que Kerry afirmou ter sido um «erro», mas sobre o qual o Chefe de Estado Maior General dos EUA, Gen. Dunford, tem outra opinião: «pode ser que, após concluída a investigação [...] digamos que voltaríamos a fazer o que fizemos» (Reuters, 19.9.16). A aparente insubordinação militar vinha de trás: o New York Times (13.9.16) deu (timidamente) conta duma conferência de imprensa no Pentágono em que os militares dos EUA se recusavam a prometer cumprir a sua parte do acordo assinado por Kerry. Já aquando da sua nomeação, o Gen. Dunford afirmara que «a Rússia era a principal ameaça aos EUA», referindo «como as mais importantes ameaças seguintes à segurança dos EUA, e por essa ordem, a China, a Coreia do Norte e o Estado Islâmico» (Washington Post, 9.7.15). O ministro da Defesa de Obama concorda: «Ashton Carter listou a hierarquia de ameaças aos Estados Unidos, que incluía a China, a Coreia do Norte, o Irão e, por fim, a luta contra o terrorismo. Mas o seu alvo prioritário foi a Rússia» (editorial do NYT, 3.2.16). Num artigo na USA Today (11.2.16), com o título «Wesley Clark: Na Síria, a Rússia é a verdadeira ameaça», o ex-chefe da NATO na guerra contra a Jugoslávia afirma «temos de reconhecer que [...] a ameaça maior é a Rússia». Afirmando que «Bashar al-Assad e a Rússia estão a ganhar no terreno», Clark acrescenta: «não podemos deixar que [...] os jihadistas "bons" financiados pelos nossos aliados sejam marginalizados». A ficção da «luta contra o terrorismo» deixa cair a máscara.

Mapa bases militares NATO

Há anos que os EUA impõem pela força a sua vontade. Quem se recusa a cumprir ordens é vítima de sanções económicas, «revoluções coloridas», exércitos terroristas a seu soldo, invasões e guerras. Poucos são hoje os governos que se atrevem a votar contra as potências imperialistas na ONU. A Rússia, para lá do seu sistema social ou das questões de classe, é objecto dum cerco cada vez mais evidente. A NATO foi alargada até às suas portas. Os vassalos dos EUA provocam-na para a guerra (Geórgia em 2008, Ucrânia em 2014, Polónia em 2016). Quem se pode surpreender se depois de ver o destino da Jugoslávia, Iraque ou Líbia, os dirigentes russos chegarem à conclusão que enfrentar os EUA é uma questão de vida ou de morte para o seu país? Salvar o (legítimo, reconhecido pelos próprios EUA!) governo sírio e travar o monstro da guerra imperialista na Síria é tentar impedir que ele chegue ao seu próprio país. Para os EUA, uma derrota da sua guerra interposta contra a Síria seria um golpe profundo no seu poderio hegemónico. É por isso que o Gen. Milley invectiva contra «aqueles que se tentam opor aos Estados Unidos» e ameaça «esmagá-los».

Mas a Rússia, ao contrário de anteriores alvos, tem armas nucleares. A parada é enorme, e os perigos são assustadores. Não há guerras inevitáveis. Mas há um partido da guerra, que ganhou força com a crise do capitalismo. Só quem ignora a História e a natureza do imperialismo pode estar descansado. Nunca a luta pela paz e contra a loucura belicista foi tão urgente.

(sublinhados meus)

AQUI

 


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Domingo, 9 de Outubro de 2016
Síria, o epicentro da ameaça global

Guerra na Siria_1

 

A situação actual na Síria contém todas as circunstâncias imagináveis que podem degenerar num conflito de proporções internacionais há muito inatingidas.

Não apenas porque ali está tão à vista como na Ucrânia o frente-a-frente entre as duas principais potências mundiais, como é também nos escombros sírios que se embrenham e confundem os mais ameaçadores conflitos regionais, ora agravados, e se ateiam com irresponsabilidade aventureira os mil e um rastilhos da ameaça terrorista global.

 

Mapa Síria3

«Os recentes desenvolvimentos da situação na Síria vêm demonstrar que o imperialismo norte-americano continua apostado na brutal guerra de agressão contra a soberania e integridade territorial da República Árabe Síria e a tentar impor o afastamento do Governo sírio, dirigido pelo presidente Bashar al-Assad. Uma criminosa guerra que enfrenta, há mais de cinco anos, a notável e heróica resistência das forças patrióticas sírias, do povo sírio.

(...)

Por mais intensa que seja a campanha de manipulação mediática, a verdade é que os Estados Unidos e os seus aliados – França, Reino Unido, Turquia, Arabia Saudita, Qatar, Israel, entre outros – continuam a intervir na Síria e a instrumentalizar os diversos grupos armados que criaram e apoiam com o objectivo de dividir e destruir o Estado sírio – aliás como fizeram no Iraque e na Líbia, com as dramáticas consequências que se conhece.»

siria-forcas-governamentais 2016

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
O que é o imperialismo?

LENIN-LA-REVOLUCION-TRIUNFARÁ

 

Mas o que é então o imperialismo, na essência e não nas suas manifestações externas, que podem ou não verificar-se num determinado momento?

Lénine, na clássica investigação sobre este tema destaca os seguintes traços da fase imperialista do desenvolvimento capitalista:

 

  1. A concentração do capital levada a um grau tão elevado que criou os monopólios, que dominam a vida económica;
  2. O surgimento do capital financeiro por via da fusão do capital bancário com o capital industrial. O surgimento da oligarquia financeira.
  3. A exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande.
  4. A formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo entre si.
  5. O termo da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes.

«O imperialismo é o capitalismo na fase de desenvolvimento em que ganhou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, adquiriu marcada importância a exportação de capitais, começou a partilha do mundo pelos trusts internacionais e terminou a partilha de todo o território da Terra entre os países capitalistas mais importantes[1]

 

O entendimento da metafísica apresenta o problema como se estes traços do imperialismo tivessem uma importância igual e a ausência de um deles significasse a ausência do próprio imperialismo. (Mais ou menos como na definição de Platão, segundo a qual, aparentemente, um homem com uma só perna já não seria um homem).

No entanto, a ausência patente do quinto traço do imperialismo destacado por Lénine (após a falência do sistema colonial na segunda metade do século XX) não conduziu de longe ao desaparecimento do imperialismo. Pelo contrário, os demais traços tornaram-se ainda mais fortes: a concentração do capital atingiu um tal grau que as corporações transnacionais se tornaram a força dominante da vida económica do planeta, etc. Na realidade, os traços destacados por Lénine não são de todo «iguais em direitos». Há um traço essencial do imperialismo em relação ao qual todos os restantes são secundários.

A concentração da produção e os monopólios são o traço essencial do imperialismo.

Todos os restantes são uma decorrência deste, são consequências desta alteração fundamental na estrutura da produção capitalista. Assim, é precisamente o carácter monopolista do capitalismo que conduz à fusão do capital bancário com o capital industrial. São precisamente os lucros monopolistas que geram o capital excedentário, que é escoado através da exportação de capitais. São precisamente os monopólios que se unem em associações para a partilha do mundo e submissão dos países menos desenvolvidos. É precisamente o monopólio que constitui o traço marcante da fase descendente do desenvolvimento do modo de produção capitalista e dos fenómenos que Lénine designou de parasitismo e decomposição.

[1] V.I. Lénine, O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo (Junho 1916), Obras Escolhidas em seis tomos, Ed. Avante! – Progresso, Lisboa – Moscovo, 1984, t. 2, pp. 367-368. (N. Ed.)

 

Imperialismo Joseph Keppler

 


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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
Um dia negro para a Rússia

Bandeira Federação Russa2

Em 12 de Junho de 1990, dia que hoje está inscrito no calendário como uma data histórica, você era um político activo, estava quase a tornar-se ministro da Imprensa da RSFSR [foi nomeado para este cargo passado um mês (Nota da Redacção – N.R.)]. Mas temos dois 12 de Junho na nossa história recente: um é o dia da aprovação da declaração sobre a independência e o outro, no ano seguinte, o dia da eleição de Éltsine como presidente. São dois elos ligados entre si, dois anéis de serpente, que se cerraram em torno da União Soviética agonizante. Celebra hoje esta data? Este é para si um dia luminoso ou uma data negra do calendário?

Para mim, naturalmente, é um dia negro do calendário. O segundo 12 de Junho decorre do primeiro: a eleição de Borís Éltsine decorre da declaração da independência da RSFSR. Posso afirmar-lhe que a declaração da independência não foi de todo uma decisão política espontânea, mas o resultado de um plano longamente amadurecido, uma vez que o projecto desse documento foi esboçado ainda em 1974 no Instituto IIASA.

Entrevista com Mikhail Poltaránine

 


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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
Sobre as contradições antagónicas e as rupturas necessárias...

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«Os desenvolvimentos mais recentes evidenciam o carácter inconciliável entre a submissão a imposições da União Europeia e uma política capaz de dar resposta sólida e coerente aos problemas nacionais»

 


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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016
Os EUA bombardearam o cessar-fogo na Síria

azaz_syria 2016

 

Há dois dias [17 de Setembro], aviões norte-americanos mataram pelo menos 62 soldados sírios. Saíram, depois da reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU convocado pela Rússia para esclarecer esta questão, e optaram por lamentar junto aos jornalistas o sucedido e para afirmar que «seja qual for o resultado da investigação sobre este caso (!!), a aviação não o fez intencionalmente.» Esperar-se-iam desculpas à Síria e aos familiares dos soldados mortos. Isso não aconteceu. Terroristas do Estado Islâmico progrediram para o território ocupado pelos soldados sírios mortos.

A opinião pública não perdoará aos EUA novo malogro do plano de cessar-fogo para a Síria, como aconteceu ao de Fevereiro.

Os estrategas do Pentágono decidiram há vinte anos a destruição da democracia e desenvolvimento de muitos países, começando, na fase das “revoluções coloridas” desta década, pela Líbia e pela Síria, esta em 2011. Há razões políticas e energéticas nestes planos maquiavélicos: retirar aliados à Rússia, acabar com o não-alinhamento e obter a exploração do petróleo desses países, impedindo a Rússia de ser fornecedora de petróleo e gás à Europa.

A liquidação das condições de vida dos sírios, a destruição das suas cidades, a falta de condições de habitabilidade, de acesso a alimentação e água durante cinco anos consecutivos, originou o desespero, mais e duas centenas de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados.

 

Syrians_Iraq_refugees_at_Lesvos_2015-10-30

 

Para Ler:

«Os dados divulgados na terça-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) puseram a nu que o drama das centenas de milhares de migrantes e refugiados que, anualmente, procuram a Europa continua.

Nos primeiros nove meses do ano, atravessaram o Mediterrâneo 300 mil pessoas, metade das quais provenientes de apenas três países: Síria (28%), Afeganistão (14%) e Iraque (9%). Em 2010, antes do início da agressão à Síria, existiam 28 mil refugiados sírios em todo o mundo, número que chegou a perto de 4 milhões em 2014, a que se somavam outros 7,5 milhões de deslocados internos.»

 

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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2016
Porque se morre em Alcochete numa guerra que não há?

formacao_comandos

Investigue-se até às ultimas consequências, doa a quem doer.

 

Falam assim os que falam em nome deste povo. Os mesmos que sem pestanejar nos mandam para as guerras que há, ao arrepio da Constituição da República Portuguesa(CRP) que juraram cumprir e fazer cumprir. Os mesmos que calam o envolvimento do nosso país em estratégias agressivas e de destruição de nações inteiras com o único objectivo de partilhar umas migalhas do festim para os senhores do Mundo que se apropriam das riquezas naturais desses países.

No entanto esses mesmos são os que assistem, em silêncio, à destruição do sistema de saúde militar, não se importando de envolver o nosso país em acções contrárias aos princípios estabelecidos no nº1 do Artigo 7º da CRP “da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados...” deixando sem suporte aqueles que, em cumprimento desses desígnios, põem em risco a própria vida.

FFAA Portugal1

Investigue-se, mas investiguem-se a sério os porquês de tudo isto, até às últimas consequências e doa a quem doer.

 

Não é a CRP a Lei Fundamental da República Portuguesa?

No nº2 do Artigo 7º não está escritoPortugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”?

Quem decide aumentar o envolvimento de Portugal na NATO, com participação activa na sua estratégia de agressão, domínio e exploração de outros povos, ao serviço do imperialismo norte-americano e seus aliados europeus, não está em flagrante incumprimento da Lei Fundamental?

E, não deixemos também de investigar o envolvimento do nosso país na ameaça a países com os quais mantemos relações diplomáticas e de crescente interesse mútuo, em particular no cerco à Federação Russa através do chamado “escudo anti-míssil” e da força de intervenção rápida (equipada e treinada para intervir em cenários de guerra de elevada intensidade), recentemente criados.

E, aqui não podemos deixar de, mais uma vez, alertar para o perigoso caminho que nos estão a impor. A Federação Russa é uma grande potência nuclear tal como os EUA. Entrar neste jogo como alvo é ainda mais perigoso.

Uma última palavra para a família dos soldados vítimas do rigor da instrução militar a que foram sujeitos: O nosso respeito sem limites por todos os que põem as suas vidas ao serviço da Pátria que tanto amamos.

(sublinhados meus)

Associação Conquistas da Revolução 2016-09-12

 


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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016
Propaganda de guerra

Omran Daqneesh Alepo 2016-08

A foto da criança síria que alegadamente sobreviveu a um bombardeamento das forças governamentais encheu as primeiras páginas. Explorando os sentimentos que a foto naturalmente suscita, a campanha mediática adubou o terreno para maiores intervenções das potências imperialistas, responsáveis pela guerra na Síria. Mas em quase total silêncio passou a revoltante história doutra criança na Síria, degolada e decapitada por «rebeldes moderados» financiados e armados pelas potências imperialistas. Os carrascos gravaram orgulhosamente tudo em vídeo (versão legendada em inglês AQUI). No vídeo, os «combatentes pela liberdade» imperialista fazem troça da doença da criança, e quando o infeliz pede para ser morto a tiro e não degolado, afirmam em tom de chacota que «somos piores que o ISIL» e procedem à sua decapitação. A BBC referiu-se ao caso (21.7.16), mas titulando: «Conflito sírio: rapaz decapitado por rebeldes 'era combatente'» o que, convenha-se, mais parece uma tentativa de justificar a barbárie. As histórias das duas crianças têm até uma ligação directa. O fotógrafo da foto que fez manchetes tem também alegres selfies com os carrascos do jovem cuja decapitação não mereceu relevo na comunicação social de regime (off-guardian.org, 23.8.16). No início deste ano, o então ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya'alon, deu razões para esta convivência com a barbárie: «Se na Síria a escolha é entre o Estado Islâmico [ISIL] ou o Irão, eu escolho o Estado Islâmico» (Times of Israel, 19.1.16). Há poucos dias, um professor universitário em Israel escreveu que «a continuação da existência do IS[IL] serve um objectivo estratégico. Por que se há-de ajudar o brutal regime de Assad a ganhar a guerra civil Síria?» (besacenter.org, 2.8.16). Os «valores ocidentais» convivem bem com a decapitação de crianças.

A propaganda bélica é feita de mentiras bem publicitadas. Muitos lembrar-se-ão da campanha em 2014 sobre uma alegada violação de águas territoriais suecas por um «submarino russo». Poucos saberão que no início deste Verão, o ministro da Defesa sueco confessou que «o sinal de sonar, que os militares suecos consideraram o indício crucial da presença dum submarino estrangeiro perto de Estocolmo durante as buscas de 2014, era proveniente dum 'objecto sueco'» (RT, 12.6.16). A campanha serviu no entanto para «justificar um aumento de muitos milhões de dólares nas despesas militares» e para promover a adesão da Suécia à NATO. Também o Ministério da Defesa britânico acabou por reconhecer (em resposta à Câmara dos Comuns, HCWS177, 7.9.15) que os danos a uma embarcação de pesca no Mar da Irlanda em Abril de 2015 não tinham sido, como a comunicação social na altura se encarregou de repetir, obra dum submarino russo, mas sim «dum submarino do Reino Unido». Mas, tal como na recente ilibação de Milosevic, a comunicação social de regime não encontra espaço para desmentir as falsas informações das suas manchetes.

Talvez pelas contradições nas negociações do TTIP, a revista alemã Der Spiegel (28.7.16) também se queixa das mentiras de guerra. Acusa «uma rede clandestina de agitadores ocidentais, em torno do dirigente militar da NATO [General Breedlove], de alimentar o conflito na Ucrânia», através de «fontes duvidosas» que «exageram as actividades russas». Como diz o ditado, quando se zangam as comadres, sabem-se (algumas) verdades. No fim, o artigo diz que «a saída do General Breedlove do seu cargo na NATO não acalmou ninguém […] A provável sucessora [de Obama], a democrata Hillary Clinton, é considerada da linha dura face à Rússia. Mais: [Victoria] Nuland, uma diplomata que partilha muitos dos mesmos pontos de vista de Breedlove, poderá vir a ocupar um lugar ainda mais importante após as eleições de Novembro [como] ministro dos Negócios Estrangeiros». A guerra é indissociável do imperialismo. E as mentiras são indissociáveis da propaganda de guerra.

(sublinhados meus)

AQUI

 

Para Ler:

 


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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
A realidade alemã...

Mapa Alemanha1

 

Salário mínimo teve efeitos benéficos

A introdução do salário mínimo na Alemanha, há um ano, teve efeitos positivos para os trabalhadores e não provocou despedimentos em massa como previram alguns economistas.

Um estudo publicado dia 17 pelo Instituto IAB, com base numa sondagem a 16 mil empresas, revela que menos de cinco por cento dos empregadores reduziram postos de trabalho. E se os preços de alguns serviços como o táxi ou o cabeleireiro sofreram aumentos, o efeito sobre a inflação foi marginal.

 

Alemães obrigados a constituir reservas

O governo alemão previa discutir, no passado dia 24, em conselho de ministros, um «projecto de defesa civil» que obriga a população a manter reservas de alimentos e de água suficientes para vários dias.

A proposta, revelada pelo jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, destina-se a preparar a população para «uma ocorrência que possa ameaçar a sua existência».

Para além da constituição de reservas de víveres, os cidadãos serão ainda chamados a dar um maior apoio às forças armadas.

Segundo a estação de rádio francesa RFI, o plano de defesa civil não está relacionado com os atentados terroristas de fim de Julho, mas sim com outras potenciais ameaças, nomeadamente da Rússia.

A mesma fonte recorda que a NATO pediu aos seus membros, em Julho, que reforçassem a estratégia de defesa civil.

Entretanto, nas últimas semanas, o governo alemão subiu o nível de alerta e aprovou um aumento de verbas alocadas às forças da ordem.

As novas orientações neste domínio apontam para que o país assuma um papel militar mais importante na arena internacional. As forças armadas verão os seus efectivos aumentados e receberão novos investimentos.

 

Bundesbank quer reformas aos 69 anos

O banco central da Alemanha defende uma nova subida da idade da reforma para os 69 anos e o aumento das contribuições para 24 por centro do salário bruto.

No seu último boletim mensal, publicado na semana passada, o Bundesbank considera «inevitáveis» novos ajustamentos de modo aliviar o Estado dos encargos decorrentes do envelhecimento da população e garantir a viabilidade do sistema público de pensões.

As últimas alterações no sistema de pensões de reforma já prevêem o aumento da idade mínima dos 65 para os 67 anos até 2030, bem como o aumento das contribuições dos actuais 18,7 por cento para 22 por cento, repartidos em partes iguais entre trabalhador e patrão.

No entanto estas medidas são vistas como insuficientes pela instituição que pretende abrir o debate sobre o prolongamento da vida laboral.

 


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Sexta-feira, 8 de Julho de 2016
Cimeira da NATO em Varsóvia: Provocação belicista

Nato Guerra petroleo

A cimeira que a NATO realiza em Varsóvia nos próximos dias representa, pelos seus objectivos, mais um ousado e perigoso passo no sentido da intensificação da sua acção agressiva e, nomeadamente, já forte pressão militar sobre a Federação Russa.

Em Portugal, como noutros países, ecoará uma vez mais a exigência e a urgência de dissolução deste bloco político-militar agressivo.

(...)

O aperto do cerco à Rússia, sendo porventura um dos principais objectivos da cimeira de amanhã e depois, não é o único. O próprio secretário-geral da NATO, na já referida entrevista a um órgão de comunicação social polaco, referiu-se ainda ao alargamento da presença e acção da NATO no Médio Oriente e Norte de África, ao aumento dos gastos militares dos países membros europeus para dois por cento do PIB e ao reforço da cooperação entre a NATO e a UE como outros pontos constantes da agenda da reunião de Varsóvia. Todos eles desenvolvem decisões assumidas em cimeiras anteriores

(...)

Ler texto integral

 

Bandeira Nato hastA NATO tem hoje 28 membros e projecta-se em praticamente todos os pontos do mundo

 


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Sim à Paz! Não à NATO!

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Campanha contra a Cimeira da NATO, Julho de 2016 em Varsóvia

 

No âmbito desta campanha, foi publicado um folheto em que as organizações promotoras denunciam o pendor agressivo da NATO e apresentam as suas propostas para pôr termo às ameaças à paz que ela constitui, que pode ler aqui.

De igual modo foi criado um Jornal em que pode ler aqui os seguintes artigos: “Não aos objectivos belicistas da Cimeira de Varsóvia”, “Não às armas nucleares: desarmamento!”, “Tentáculos da destruição”, “Cimeira de Varsóvia: ameaça aberta à segurança e à paz”, “Escudo anti-míssil: grave ameaça à paz”, “Os povos querem a paz”, “Milhões para a guerra” e “Dissolução dos blocos político-militares: princípio constitucional”.

Está, também, a circular um abaixo-assinado que pode subscrever aqui.

 

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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016
Duas intervenções nas mesas redondas na Duma do Estado da Federação Russa

Duas intervenções nas mesas redondas na Duma do Estado da Federação Russa

 

  • A verdadeira causa da situação de pobreza dos trabalhadores é a ocupação de facto do país e a sua colonização

  • O socialismo como a mais eficaz tecnologia anticolonial do séc. XX-XXI

 


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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: a cólera dos Povos, défices democráticos, crise...

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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016
Provocadores NATOs

Mapa nato_expansao1

As alegadas razões para a criação da NATO há muito que deixaram de existir. Mas a NATO nunca foi aquilo que alegou. Longe de ser uma organização defensiva, foi sempre um instrumento de dominação imperialista que, nas próprias palavras do seu primeiro secretário-geral, o inglês Lorde Ismay, visava «manter os russos fora, os americanos dentro, e os alemães em baixo» (New York Times, 16.9.13).

 

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Acto Público "SIM À PAZ! NÃO À NATO! PROTESTO CONTRA A CIMEIRA DA NATO DE VARSÓVIA"

 

Mapa nato_expansao

«No quadro da estratégia da NATO tendo como foco principal a Rússia, decorrem desde o dia 6 de Junho os maiores exercícios da Aliança Atlântica após a chamada «guerra fria». Pela primeira vez desde o início da invasão da URSS pelas tropas nazis, a 22 de Junho de 1941, tanques de guerra germânicos atravessam a Polónia em direcção a Leste.

As manobras realizadas com o sugestivo nome de Anaconda, mobilizam 31 mil militares e milhares de veículos de 24 países. Os EUA contribuem com 14 mil soldados, a Polónia com 12 mil e a Grã-Bretanha com 800, sendo os que mais empenham as respectivas forças armadas nestes «jogos de guerra».

Paralelamente, no Báltico, continua a registar-se intensa actividade por parte de aviões de espionagem norte-americanos. Domingo, 5, justamente um dia antes do início do simulacro da NATO na Polónia, uma aeronave militar dos EUA foi detectada na fronteira do enclave russo de Kaliningrado. Tratou-se da 16.ª operação semelhante nas últimas semanas.»

(sublinhados meus)

 


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publicado por António Vilarigues às 19:05
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Sábado, 4 de Junho de 2016
Obama sem perdão

Barack Obama_caricatura2

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

Obama é o presidente do único país do mundo que recorreu à arma nuclear e que está empenhado no seu aperfeiçoamento, o presidente de uma potência que pretendendo dominar o mundo, vê na arma nuclear um elemento central da sua política de «segurança nacional» e ameaça com o seu uso «preventivo», um país que cerca de bases militares os seus «adversários estratégicos», a China e a Rússia, e que tem em curso a instalação na Europa Central e na Coreia do Sul de sistemas de mísseis que visam colocar os EUA ao abrigo de retaliação quando e se desencadear a guerra nuclear.

É espantoso que Obama não só se apresente a si próprio como seja apresentado pela comunicação social dominante como pacifista e paladino da abolição da arma nuclear.

Porque, ao mesmo tempo que recusa propostas de negociação no sentido da redução e eliminação dos colossais arsenais hoje existentes, o que os EUA pretendem não é impedir a proliferação da arma nuclear mas o desarmamento unilateral daqueles países que ousem resistir à sua política de submissão e pilhagem imperialista, como está a acontecer no Médio Oriente onde Israel, a sua principal ponta de lança, não só dispõe de armamento nuclear como ameaça com a sua utilização «preventiva».

AQUI

 

Hiroshi_aBodyBurnt7-8_3000m.jpg

 «A maioria dos japoneses pretendia de Barack Obama um pedido de desculpas que traduzisse arrependimento. Não só não o obtiveram, como foram ainda confrontados com a teoria dos «danos colaterais» como um «preço a pagar».

Muitos dos sobreviventes de Hiroxima e Nagasaki voltaram, nesta ocasião, a relatar os efeitos brutais das bombas atómicas lançadas por ordem do então presidente dos EUA, Harry Truman:

seres humanos e edifícios carbonizados por igual;

um «exército de fantasmas» com a pele a desprender-se da carne aos pedaços e os olhos esbugalhados a saltarem das órbitas;

a chuva negra e ácida corroendo os corpos de vivos, moribundos e mortos;

as marcas psicológicas inapagáveis, como aquelas que fazem do quotidiano crepúsculo um rememorar da luz assassina que se expandiu após as explosões.»

 

 
Hiroshima (esquerda) e Nagasaki (direita)

 «Estima-se que em Hiroxima e Nagasaki tenham morrido mais de 250 mil pessoas só nos bombardeamentos nucleares.

Pelo menos outras tantas morreram nos meses imediatamente a seguir.

Dezenas de milhares foram depois perecendo devido a enfermidades associadas à exposição à radiação, como o cancro.

Muitas sobrevivem suportando maleitas crónicas, ferimentos ou mutilações.»

 

 

Agosto 1947. Fotógrafo: Carl Mydans. Life Images

 «Nas últimas semanas, a República Popular Democrática da Coreia propôs conversações tendo por objectivo aliviar a tensão militar na península.

Num gesto significativo, as autoridades norte-coreanas nomearam como ministro dos Negócios Estrangeiros o diplomata de carreira responsável pelo diálogo com os EUA e a Coreia do Sul durante mais de duas décadas.»

 

little_boy.jpg

 «A 10 de Maio, um vaso de guerra norte-americano navegou a escassos quilómetros de ilhas chinesas situadas no Mar do Sul. A 17, aviões chineses interceptaram uma aeronave de patrulha e reconhecimento dos EUA na mesma zona.

Entre um e outro incidentes, Pequim acusou os EUA de distorcerem deliberadamente a sua política de defesa e avisou para o prejuízo grave que tal implica na relação de confiança entre os dois países.

A China reagiu, dessa forma, a um relatório do Pentágono que atribui às autoridades chinesas «tácticas coercivas» no Mar do Sul.

«São os Estados Unidos que têm mostrado poderio militar ao frequentemente enviarem aviação e navios de guerra para a região», respondeu Pequim.»

 

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Terça-feira, 24 de Maio de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: a emergência do mundo multipolar impõe...

 

 

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Quarta-feira, 20 de Abril de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: regresso das soberanias nacionais...

GEAB_104

 

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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: as elites ocidentais em modo de pânico…

GEAB_103

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Domingo, 13 de Março de 2016
Dr. Breedlove, ou como não se preocupar e amar a bomba

dr-strangelove

 

Em apenas uma semana, os EUA levaram a cabo dois testes de lançamento com mísseis balísticos intercontinentais capazes de atacar qualquer parte do globo com uma bomba nuclear 60 vezes mais destrutiva do que a infame «Little Boy» de Hiroxima. Os ensaios, executados no final de Fevereiro a partir de um «bunker» subterrâneo na Califórnia, completam uma lista de outras 15 provocações semelhantes que, desde 2011, procuram arrastar a Rússia e a China para uma tão insensata como imprevisível espiral de loucura belicista.

«Moscovo escolheu ser um adversário e representa, a longo prazo, uma ameaça existencial para os EUA (…). Os EUA e a NATO têm que fazer uma mudança de estratégia e garantir que estamos a usar todos os elementos do poder da nossa nação, incluindo o nuclear». A frase poderia ser do doutor Strangelove, o sinistro cientista que no filme homónimo de 1964 começa, por capricho, o holocausto nuclear. A realidade ultrapassa, contudo, a ficção: as declarações são do general Breedlove, comandante da NATO na Europa e chefe do Comando Europeu dos EUA.

Justificando os exercícios militares perante o Comité dos Serviços Armados do Congresso, Philip Breedlove não poupou no que considera ser o «expansionismo» russo e chinês. «O Comando Europeu está preparado para, em conjunto com os nossos aliados e parceiros, deter a Rússia. Estamos a preparar-nos para, se necessário, lutar e vencer», vincou o general. No mesmo sentido, o vice-secretário de Estado da Defesa, Robert Work, confirmou entretanto os dois últimos exercícios militares como um «sinal de que os EUA estão preparados para usar armas nucleares em defesa da nação».

Reagindo à afronta, o ministro russo da Defesa, Sergey Shoygu, preferiu desdramatizar, recordando a sazonalidade das provocações sempre que, nos EUA, se discute o orçamento federal para a Defesa. «É uma maré que se levanta todos os anos», contextualizou.

Philip M Breedlove1

A máquina apocalíptica

A ameaça de uma guerra nuclear já passou, pelo menos, das palavras aos dólares. Durante a actual administração, a Casa Branca pôs em marcha um programa de modernização do arsenal nuclear orçamentado na fabulosa quantia de um trilião de dólares, 9,2 mil milhões dos quais deverão ser gastos, já em 2017, na aquisição de bombardeiros, mísseis e submarinos nucleares. Este investimento público ambiciona permitir, a título de exemplo, a substituição dos obsoletos Minuteman por novos mísseis com até três ogivas atómicas e o desenvolvimento de novas tecnologias que possam ultrapassar o poder destrutivo do nuclear. No mesmo sentido, e sob a capa de acusações à Rússia, os EUA somam pressão para que a NATO assuma uma postura mais radical sobre o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, agilizando assim a utilização das cerca de cinco mil ogivas nucleares dos EUA, o maior arsenal do mundo.

Mas para Breedlove isto não basta: o comandante das forças armadas dos EUA estacionadas no Velho Continente reclama um brutal reforço da presença militar norte-americana nos estados do Báltico e do Leste europeu para cercar e desmembrar a Federação Russa. Trata-se, com efeito, admite um estudo recente do exército dos EUA, de uma «dramática mudança de paradigma de segurança (…) que exige uma reavaliação de todo o espectro de medidas necessárias aos EUA para melhor prevenir semelhantes actos de aventureirismo russo».

Com este propósito, o European Reassurance Initiative (Iniciativa de Garantia Europeia, na tradução portuguesa) estabelece, para 2016, uma rotação contínua das unidades de combate que custará mais de 3,4 mil milhões de dólares: o quádruplo do valor gasto em 2015. A «força de reacção rápida» de Breedlove tem já a capacidade de mobilizar 40 mil soldados dos EUA para o combate na fronteira russa, podendo este número ascender a 45 mil até ao final do ano.

Neste quadro, os satélites europeus dos EUA aparecem tratados como verdadeiras rampas de lançamento. Num bizarro documento divulgado na passada sexta-feira e intitulado «Aliança em risco: reforçar a segurança europeia», a NATO encomenda mudanças políticas e deixa conselhos de guerra a cada Estado membro. Se, no capítulo dispensado à Alemanha, a NATO lamenta o «sentimento antimilitarista» daquele povo e convida «líderes e comentadores políticos a convencer e educar a população sobre a importância de uma postura de Defesa mais forte», para estados mais a Leste, como a Polónia, a receita é diferente. Na secção polaca, redigida por Tomasz Szatkowski, subsecretário de Estado no ministério da Defesa daquele país, é proposto que a Polónia se converta num «bloqueio não-nuclear à Rússia». Para tal, deve armar-se com «mísseis e ogivas mais poderosos, mísseis continentais, novos tipos de armamento (tecnologia micro-ondas, por exemplo), capacidade de ofensiva cibernética e Forças de Operações Especiais orientadas para a subversão».

Em Strangelove, Stanley Kubrick troçava da loucura dos generais capazes de equacionar a hipótese de pressionar o infame botão da Máquina Apocalíptica, um dispositivo capaz de aniquilar a vida humana na terra. Breedlove, que faria Strangelove corar de vergonha, carregaria três vezes.

(sublinhados meus)

AQUI

 


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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: Indícios Objectivos

capitalismo-piramidal.jpg

 

Ainda haverá muito boa gente que não acredita numa «crise global»... Acrescento eu que se trata de uma crise «sistémica», na medida em que é o sistema como um todo que está em crise, não havendo mais para «onde exportar o desemprego» (como aconteceu no passado, até finais do século XIX. Por outro lado e recorrendo a «estatísticas» (ou indicadores) de curto prazo, haverá também aqueles que acreditam que o pior já passou...

Para não estar a «inventar a roda», passo a transcrever a parte mais significativa do conteúdo de uma artigo de Michael Snyder, publicado em 16 de Fevereiro de 2016.

«Após uma série de quedas acentuadas ao longo do mês de Janeiro e na primeira quinzena de Fevereiro, os mercados financeiros globais parecem ter encontrado alguma estabilidade, pelo menos por agora.

Mas isso não significa que a crise acabou. Antes pelo contrário. Todos os dados económicos de todo o mundo indicam que a economia mundial está a entrar em colapso. Isso é especialmente verdadeiro quando se olha para os números do comércio mundial.

As quantidades de mercadorias que são compradas, vendidas e transportadas em redor do planeta caem vertiginosamente. Portanto, não se deixem enganar se as acções subirem num dia e baixarem noutro. A verdade é que estamos na fase inicial de um novo colapso da economia global e todos os sinais indicam que a situação continuará a piorar nos próximos meses.

Vejamos 21 dados que mostram como a economia mundial está, literalmente, a implodir:

1 - As exportações da China (em dólares) caíram pelo sétimo mês consecutivo, numa redução de 11,2% em Janeiro em relação ao mesmo período do ano passado.

2 - Ainda pior no que respeita às importações chinesas. No mês de Janeiro a situação piorou pois que caíram em 18,8%.

3 - Pode ser difícil de acreditar, mas as importações chinesas estão em queda desde há 15 meses.

4 - Na Índia, as exportações caíram 13,6% em Janeiro em relação ao ano anterior.

5 - No Japão, as exportações caíram 8% em Dezembro em uma base anual, enquanto as importações caíram 18%.

6 - Pela sexta vez em seis anos, o PIB do Japão registou um crescimento negativo.

7 – Nos Estados Unidos, as exportações caíram 7% em dezembro em relação ao ano anterior.

8 - As encomendas à indústria dos EUA estão em queda desde há 14 meses.

9 - Nos EUA, o índice de desempenho da restauração caiu para seu nível mais baixo desde 2008.

10 - Neste mês e, pela primeira vez, o «Baltic Dry Índex» (indicador compósito que reflecte a actividade de transportes de carga de longo curso de múltiplas matérias primas) desceu abaixo dos 300 pontos. E, em consequência,

11 - Tornou-se agora mais barato alugar um navio mercante de 330 metros de comprimento, do que alugar um Ferrari.

12 - Em Janeiro, as encomendas de camiões de classe 8 (grandes camiões TIR) caíram 48% em relação ao ano anterior.

13 - Por causa da queda na procura de camiões, a Daimler vai eliminar 1.250 postos de trabalho na América do Norte.

14 – Apesar de a Arábia Saudita e a Rússia terem concordado em congelar a produção de petróleo nos níveis atuais, o preço do petróleo norte-americana caiu ainda assim abaixo dos US $30 o barril.

15 – Há notícia de que 35% de todas as empresas de petróleo e gás em todo o mundo podem ir à falência.

16 - De acordo com a CNN, em 2015, 67 empresas de petróleo e gás nos EUA faliram. A falência de empresas de petróleo nos EUA subiu 379%.

17 – De acordo com a Challenger, Gray & Christmas, a eliminação de empregos nos EUA subiu 218% durante o mês de Janeiro

18 - Nos Estados Unidos, as lojas de retalho estão a fechar a um ritmo alarmante.

   - Wal-Mart fechou 269 «lojas», das quais 154 nos EUA.
   - Nos próximos meses a K.Mart vai fechar mais de 20 «lojas»
   - JC Penny 47 depois de ter fechado 40 em 2015
   - Macy's decidiu fechar 36 «lojas» e despedir cerca de 2.500 empregados
   - Aeropostale está em vias de fechar 84 «lojas» por toda a América
   - Finish Line acaba de anunciar que vão fechar 150 «lojas» nos próximos anos
  - Sears fechou cerca de 600 «lojas» desde há um ano, mas as vendas nas suas outras «lojas» continuam em queda vertiginosa.

19 - O preço do ouro teve o seu melhor desempenho trimestral em 30 anos.

20 - Os mercados financeiros globais estão oficialmente de volta a um ciclo negativo o que significa que quase um quinto de toda a «riqueza global» já desapareceu.

21 - Infelizmente os bancos centrais de todo o mundo estão agora quase sem «meios de intervenção». Desde Março de 2008, que os bancos centrais desceram 637 vezes a taxa de juros e compraram 12.300 biliões de dólares de «activos». Não há muito mais que possam fazer, e está iminente a próxima grande crise. Salvo um grande milagre, a economia mundial e o sistema financeiro mundial continuarão a degradar-se rapidamente.

Entretanto, se acontecer um grande evento tipo «cisne negro», poderá haver um colapso a qualquer momento. Em particular a possibilidade de que uma terceira guerra mundial poder ser desencadeada no Médio Oriente Médio.»

(sublinhados meus)

AQUI

 


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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016
EUA, o buraco negro da economia mundial

Relógio Dívida EUA

Clicar na imagem para ampliar

 

A dívida federal dos EUA atinge 18 883 mil milhões de dólares,103,7 % do PIB. Mais grave ainda é o facto de cada ano desde há mais de uma década aumentar em média 1000 mil milhões de dólares (10 12), 114 milhões por hora.. Além disto a dívida total (incluindo privados) atinge 64 614 mil milhões.

As despesas militares e de segurança ascendem a 584 mil milhões, quase 60% do aumento da dívida. Contudo este valor está subestimado pois (pelo menos) não inclui as pensões dos veteranos e despesas médicas militares.

A propaganda vigente contesta outros números: Medicare –Medicaid: 1 013 mil milhões, Segurança social: 890,8 mil milhões. É aqui e na educação pública (encerramento de escolas) que os cortes se têm estado a fazer.

Há cerca de 2 milhões de presos, mais de 46 milhões de pobres, mais de 45 milhões recebem subsídios de alimentação (food stamps).

Recorde-se que quando foi pedida a intervenção da troika a dívida pública em Portugal era 94% do PIB, a dos EUA é agora maior. O aumento da dívida corresponde a capital fictício titulado em dólares, sem correspondência na economia real produtiva, pois as despesas militares são por natureza improdutivas.

A situação é tanto mais grave quanto o crescimento económico mundial, que poderia exigir um acréscimo na procura de dólares, está estagnado e há cada vez mais países cujo comércio se processa em moedas nacionais, como a China, a Rússia e parceiros comerciais que escapam à órbita dos EUA/NATO.

Portanto, temos todos os ingredientes de crise e é isso que está a acontecer.

No entanto, não é por este motivo nem assim que o capitalismo vai desaparecer. Pelo contrário, as soluções que se desenham são para aplicar a receita que aqui conduziu: mais concentração monopolista, mais finança usurária e especuladora, mais “liberdade” para o capital e seus “paraísos”. Por exemplo, na União Europeia, acelera-se a “união bancária” que formalizará o fim dos sistemas financeiros nacionais como tal.

Os propagandistas do sistema promovem estas soluções, condimentando-as com algumas críticas, factos tão evidentes que é impossível esconderem-se, porém não deixam de concluir de forma muito assertiva dizendo que a solução é: “mais europa”. Trata-se de fingir que se quer mudar alguma coisa, para ficar tudo na mesma. Nesta traficância de ideias são eles bons, têm muito treino…

(sublinhados meus)

AQUI

 

A dívida federal dos EUA cresce ao ritmo de cerca de 2 milhões de dólares por minuto!!!

Daí que hoje os 19 milhões de milhões de dólares (19.000.000.000.000) já tenham sido atingidos e ultrapassados...

 


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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: Alerta dólar, crise financeira, petróleo, bancos…

GEAB_101

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Sábado, 21 de Novembro de 2015
A Crise do Sistema Capitalista: EUA, Rússia, Síria, ataques em Paris...

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publicado por António Vilarigues às 16:16
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015
Síria e Médio Oriente

Mapa Médio Oriente

A hipocrisia já não consegue esconder o que de facto pretendem os EUA e a NATO tal como não consegue esconder o seu papel na desestabilização da Síria. Tal facto é bem demonstrado pelas «acusações» veiculadas nos media ocidentais de que a Federação Russa estará a «bombardear facções que actuam sob o "chapéu" do Exército Livre da Síria, apoiado pelo Ocidente, incluindo combatentes treinados pela CIA». Uma «acusação» que é a mais brilhante confissão daquilo que há muito dizemos, ou seja, de que o conflito sírio foi decidido, criado e alimentado pelo imperialismo norte-americano e seus aliados e que as organizações de mercenários e terroristas que espalham a destruição e o caos naquele país são financiadas, armadas e treinadas pelas potências da NATO, a Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia.

 

«Voltando a Assad, importa referir que a sua família pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid.

As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação.

Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional.

A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.

Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.

Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida.

A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.

A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.

Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona.

Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.

A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional.

A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa.

Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.

Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais?

 

Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da "guerra civil" na Síria e de quem a patrocina ...»

 

Bandeira Siria

 

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
Glorificações da extrema-direita

suastica-galeano.png

Há pouco mais de uma semana o Parlamento Europeu viu constituído, por iniciativa da «Frente Nacional» de Marine Le Pen, o grupo político de extrema-direita auto-intitulado «A Europa das nações e das liberdades». Tal facto é um evidente sinal das profundas contradições do processo de integração capitalista europeu que hoje se formaliza com as vestes de União Europeia, tantas vezes propalada como um verdadeiro paladino da democracia, dos direitos fundamentais, das liberdades, mas cuja praxis se revela, sistemática e transversalmente, contrária aos princípios em que se afirma assentar.

A constituição daquele grupo poderia perfeitamente ser um acto de uma tragicomédia, não fosse ser, de facto, uma expressão bem real da evolução a que vimos assistindo do avanço das forças populistas e de extrema-direita no continente europeu.

Ler texto integral

 


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Domingo, 7 de Junho de 2015
Associação Iúri Gagárin - Festa da Amizade

Festa-amizade_2015-06-19

Clicar na imagem para ampliar

 

A Associação Iúri Gagárin vai realizar no dia 19 de Junho, a partir das 20 horas, no restaurante Forno de Cima (Pragal, Almada), um convívio de lusófonos e russófonos, com Luísa Basto e outras vozes.

Com esta «Festa da Amizade» pretende-se desenvolver as relações amistosas e o mútuo conhecimento dos nossos associados e amigos com as comunidades de imigrantes da Rússia e de outros países que constituíam a União Soviética.

 


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publicado por António Vilarigues às 12:49
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Terça-feira, 12 de Maio de 2015
Minudências...

victory-day-moscow-1945

Ao ler o discurso de Vladimir Putin no dia 9 de Maio fiquei a saber que militares de 10 países - Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, China, Índia, Mongólia, Sérvia,  Quirguízia e Tadjiquistão - participaram ao lado das tropas da Rússia no desfile do Dia da Vitória.

Foi em vão que procurei a notícia na comunicação social dominante. Muitos referiram o agradecimente aos povos que combateram o nazi-fascismo. Nenhum noticiou a sua participação na parada militar.

 

Minudências, dizem eles...

 


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