TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017
23 de Janeiro de 1898 – Nasce Sergei Eisenstein

Sergei Eisenstein

Revolucionário, professor, escritor, cineasta, encenador, realizador, Sergei Mikhailovich Eisenstein é um dos maiores e mais inovadores cineastas de todos os tempos e o cineasta por excelência da revolução soviética.

Nascido em Riga, na Letónia, Eisenstein (1898-1948) desenvolveu novas técnicas na forma de filmagem que mantêm toda a actualidade e são motivo de estudo em todo o mundo.

No seu primeiro filme, «A Greve», sobre a revolução fracassada de 1905, a última sequência é inesquecível: mostra em paralelo um massacre de bovinos e o de trabalhadores pela polícia.

Segue-se o «Couraçado Potemkin», um estrondoso sucesso internacional que permanece um clássico do cinema.

Após um breve interregno nos EUA, onde roda «Que viva o México!», Eisenstein regressa à URSS e realiza mais duas obras-primas: Alexander Nevsky e Ivan o Terrível.

Este último, uma trilogia inacabada devido à súbita morte de Eisenstein, de ataque cardíaco, é um verdadeiro hino à nação russa.

AQUI

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:03
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 17 de Novembro de 2013
«The act of Killing», um extraordinário documento

-

Um realizador norte-americano empreendeu a tarefa de documentar a chacina anti-comunista levada a cabo na Indonésia em 1965. O monstruoso massacre de um milhão de homens e mulheres, encorajado e saudado pelo imperialismo, surge reencenado por um dos seus principais perpetradores, pessoalmente responsável por mais de mil mortes. O filme foi estreado em Espanha a 30 de Agosto. Esperemos que venha a ser visto em Portugal.

-

-

Um realizador de cinema pede a um assassino que recrie, em filme, as torturas e crimes que cometeu na vida real. Este, encantado com a oferta, dispõe-se a isso com entusiamo e diligência. O resultado da experiência é uma alucinação cinematográfica que adquire proporções épicas quando se descobre que o criminoso é um dos líderes mais sanguinários dos esquadrões da morte na Indonésia, bandos de carniceiros que, em 1965, acabaram com a vida de um milhão de pessoas em menos de um ano. «The Act of Killing», de Joshua Oppenheimer, é a consequência desse assustador delírio de fama dos genocidas indonésios que, no entanto, hoje vivem como heróis no seu país. O filme estreou em 30 de Agosto em Espanha.

Werner Herzog, um dos realizadores mais talentosos do cinema documental, revelou publicamente o seu assombro perante The Act of Killing. «Não vi um filme tão poderoso, surreal e aterrador em pelo menos uma década», disse, acertando em cheio nos cinco adjectivos e na ordem com que os empregou. Tão impressionante, tão demente é a história deste filme, que a primeira reacção perante o mesmo é de surpresa. Uma espécie de estupefacção que se transforma em perturbação e confusão, antes de se transformar em espanto e, finalmente, em algo muito parecido com a angústia física.

Ler texto integral

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 08:21
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
«Perante as novas ameaças ao Atlântico Norte», Augusto Santos Silva vai mandar espiões para... o Afeganistão! (2)

Para quem não notou, neste texto faz-se referência a dois filmes.

-

O primeiro, é o novo filme de Oliver Stone, "A sul da fronteira".

-

O segundo, é o filme de Stanley Kubrick "Dr. Estranhoamor" (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb - 1964).

-

Foi colocada a ligação para a cena final Dr. Strangelove cujo texto é:

[last lines]

Dr. Strangelove: Sir! I have a plan!

[standing up from his wheelchair]

Dr. Strangelove: Mein Führer! I can walk!

-

Quem quiser ver o filme todo pode começar aqui:

(continua)

-

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

_


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:03
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 4 de Abril de 2010
Dersu Uzala / Дерсу Узала

Fime Dersu Uzala (original russo com legendas em inglês):





adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

_


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:09
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Código do Trabalho: Tempos modernos

, Rebelión de 30 de Janeiro

                                          

- Já estou farto de ouvir falar da maldita reforma laboral!... E se para variar fizéssemos uma boa reforma empresarial?

Chaplin, sempre actual:

Para Ver o filme completo:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:08
link do post | comentar | favorito
|

Chico Buarque: Roda Viva

Roda-viva
                  
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
No volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Para ver e ouvir Chico Buarque interpretar a canção «Roda Viva»:

Para Ler:

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 08:03
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Akira Kurosawa: Dersu Uzala

     Dersu Uzala (1975). Um poema de Akira Kurosawa sobre a amizade, a solidariedade, a paz, o amor à natureza, o valor do conhecimento (incluindo a sabedoria "tradicional", das pessoas "simples") e o envelhecimento. Uma obra prima.

Ganhou um Óscar para o melhor filme estrangeiro em 1976: ver PRÉMIOS.

Dobrado em castelhano:

 

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:05
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 16 de Maio de 2009
Roger & Me, um filme de Michael Moore

   

«Cuando el cineasta realizador de documentales Michael Moore hizo su primer trabajo importante, Roger and me (Roger y yo) en 1989, literalmente nadie creía en él, y no era para menos: lo que se proponía era pedir explicaciones a Roger Smith, presidente de la General Motors, por el cierre de una planta en la ciudad de Flint (ciudad natal de Moore, en el estado de Michigan) que dejó a 30.000 personas sin trabajo. Lo más flagrante era que la planta automotriz dejaba un superávit millonario.

Durante tres años Moore intentó sin éxito entrevistarse con Roger Smith pero entretanto hizo el retrato de una ciudad que alguna vez fue modelo de bienestar y entró en la miseria por una decisión de la misma compañía que la levantó. 

En Roger y yo Michael Moore denuncia el sufrimiento de miles de familias que simplemente cayeron arrolladas al paso del gran capital y saca a la luz la lógica implacable del modelo de vida estadounidense, que desprecia a los perdedores pero evita preguntarse por las razones que conducen (por ejemplo a los habitantes de Flint) desde el trabajo honrado hasta la pobreza más indigna.

La respuesta del público cerró la boca de aquellos que consideraban a Moore un soñador sin destino: Roger & Me se convirtió en el largometraje documental que más dinero ha hecho en la historia del cine y Moore siguió adelante, con el mismo entusiasmo de antes pero ahora con más medios, con sus proyectos de denuncia del lado oscuro del sueño estadounidense

 

Para Ler:

O segmento do filme a que se refere este artigo está em Roger & Me - Michael Moore - Subt Español 4/10 a partir dos 3m 35s e até aos 5m. O cartaz com a frase "Flint's attitude towards unemployment is: 'Yes, we can!!'" começa a aparecer aos 4m 16s.

 

Ver ainda:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                                                                                                                 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:09
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Charlie Chaplin, 120 anos de juventude!

   

Charles Spencer Chaplin, Jr. (16 de Abril de 1889 – 25 de Dezembro de 1977)

Discurso final em 

A Jewish Barber: I'm sorry, but I don't want to be an emperor. That's not my business. I don't want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible; Jew, Gentile, black man, white. We all want to help one another. Human beings are like that. We want to live by each other's happiness, not by each other's misery. We don't want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone, and the good earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful, but we have lost the way. Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed, but we have shut ourselves in. Machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge as made us cynical; our cleverness, hard and unkind. We think too much and feel too little. More than machinery, we need humanity. More than cleverness, we need kindness and gentleness. Without these qualities, life will be violent and all will be lost. The airplane and the radio have brought us closer together. The very nature of these inventions cries out for the goodness in men; cries out for universal brotherhood; for the unity of us all. Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people. To those who can hear me, I say, do not despair. The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress. The hate of men will pass, and dictators die, and the power they took from the people will return to the people. And so long as men die, liberty will never perish. Soldiers! Don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you; who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel! Who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder. Don't give yourselves to these unnatural men - machine men with machine minds and machine hearts! You are not machines, you are not cattle, you are men! You have the love of humanity in your hearts! You don't hate! Only the unloved hate; the unloved and the unnatural. Soldiers! Don't fight for slavery! Fight for liberty! In the seventeenth chapter of St. Luke, it is written that the kingdom of God is within man, not one man nor a group of men, but in all men! In you! You, the people, have the power, the power to create machines, the power to create happiness! You, the people, have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure. Then in the name of democracy, let us use that power. Let us all unite. Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give youth a future and old age a security. By the promise of these things, brutes have risen to power. But they lie! They do not fulfill that promise. They never will! Dictators free themselves but they enslave the people. Now let us fight to fulfill that promise. Let us fight to free the world! To do away with national barriers! To do away with greed, with hate and intolerance! Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness. Soldiers, in the name of democracy, let us all unite! Hannah, can you hear me? Wherever you are, look up Hannah! The clouds are lifting! The sun is breaking through! We are coming out of the darkness into the light! We are coming into a new world; a kindlier world, where men will rise above their hate, their greed, and brutality. Look up, Hannah! The soul of man has been given wings and at last he is beginning to fly. He is flying into the rainbow! Into the light of hope, into the future! The glorious future, that belongs to you, to me and to all of us. Look up, Hannah. Look up!

Cena do processo de Monsieur Verdoux (parte final do filme):

The Prosecutor: Never, never in the history of jurisprudence have such terrifying deeds been brought to light. Gentlemen of the jury, you have before you a cruel and cynical monster. Look at him!
[all heads turn to face Verdoux, who turns around himself to look behind.]
The Prosecutor: Observe him, gentlemen. This man, who has brains, if he had decent instincts, could have made an honest living. And yet, he preferred to rob and murder unsuspecting women. In fact, he made a business of it. I do not ask for vengeance, but for the protection of society. For this mass killer, I demand the extreme penalty: that he be put to death on the guillotine. The State rests its case.
Judge: Monsieur Verdoux, you have been found guilty. Have you anything to say before sentence is passed upon you?
Henri Verdoux: Oui, monsieur, I have. However remiss the prosecutor has been in complimenting me, he at least admits that I have brains. Thank you, Monsieur, I have. And for thirty-five years I used them honestly. After that, nobody wanted them. So I was forced to go into business for myself. As for being a mass killer, does not the world encourage it? Is it not building weapons of destruction for the sole purpose of mass killing? Has it not blown unsuspecting women and little children to pieces? And done it very scientifically? As a mass killer, I am an amateur by comparison. However, I do not wish to lose my temper, because very shortly, I shall lose my head. Nevertheless, upon leaving this spark of earthly existence, I have this to say: I shall see you all...very soon...very soon.

   

Nos 120 anos de Chaplin dois filmes completos:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                       


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Sean Penn: Encontros com Hugo Chávez e Raúl Castro

Actor and filmmaker Sean Penn talks with Raul Castro about Obama, Guantanamo and the Pentagon; and with Venezuelan President Hugo Chavez on human rights in his country and the next US administration.

El actor estadounidense dice en "The Late Show" las cosas como realmente son. Ojalá sirva para que los engañados se convezan de su error.

                                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                                          

                                  


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:30
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
Elia Suleiman: «Intervenção divina» - uma homenagem ao povo palestiniano

   

«Intervenção divina», um filme de Elia Suleiman (uma homenagem ao povo palestiniano). 

"Trailers":

Nestes dias difíceis uma homenagem ao povo palestiniano!

O balão de Arafat

 

Quatro cenas cheias de ironia:

A cena da luta que simboliza a Resistência contra a força bruta e tecnologicamente avassaladora (duas versões):

   

A canção do filme:

Nomeado para a Palma de Ouro do Festival de Cannes ganhou o FIPRESCI Prize (For its sensitive, amusing and innovative vision of a complex and topical situation and the tragic consequences that result from it.) e ainda o Prémio do Júri. Ver os Prémios AQUI.

                                                          

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                        

Notícias AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI e AQUI

                    


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:07
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Harold Pinter sobre a guerra no Iraque (2005)

     Nobel Prize-winning playwright Harold Pinter, who has died at the age of 78, strongly opposed the war in Iraq, calling it ''a bandit act.'' In a speech he gave in Sweden, he said President George W Bush and UK Prime Minister Tony Blair should be tried as war criminals for instigating the invasion.

Ver vídeo e ler:              

  • Notícia da BBC                              

 

Transcrição:

The invasion of Iraq was a bandit act, an act of blatant state terrorism, demonstrating absolute contempt for the concept of international law. The invasion was an arbitrary military action inspired by a series of lies upon lies and gross manipulation of the media and therefore of the public; an act intended to consolidate American military and economic control of the Middle East masquerading - as a last resort - all other justifications having failed to justify themselves - as liberation. A formidable assertion of military force responsible for the death and mutilation of thousands and thousands of innocent people. 

We have brought torture, cluster bombs, depleted uranium, innumerable acts of random murder, misery, degradation and death to the Iraqi people and call it 'bringing freedom and democracy to the Middle East'.  

How many people do you have to kill before you qualify to be described as a mass murderer and a war criminal? One hundred thousand? More than enough, I would have thought. Therefore it is just that Bush and Blair be arraigned before the International Criminal Court of Justice. But Bush has been clever. He has not ratified the International Criminal Court of Justice. Therefore if any American soldier or for that matter politician finds himself in the dock Bush has warned that he will send in the marines. But Tony Blair has ratified the Court and is therefore available for prosecution. We can let the Court have his address if they're interested. It is Number 10, Downing Street, London.

(...)

Early in the invasion there was a photograph published on the front page of British newspapers of Tony Blair kissing the cheek of a little Iraqi boy. 'A grateful child,' said the caption. A few days later there was a story and photograph, on an inside page, of another four-year-old boy with no arms. His family had been blown up by a missile. He was the only survivor. 'When do I get my arms back?' he asked. The story was dropped. Well, Tony Blair wasn't holding him in his arms, nor the body of any other mutilated child, nor the body of any bloody corpse. Blood is dirty. It dirties your shirt and tie when you're making a sincere speech on television.

 

Em francês:

L'invasion de l'Irak était un acte de banditisme, un acte de terrorisme d'État patenté, témoignant d'un absolu mépris pour la notion de droit international. Cette invasion était un engagement militaire arbitraire inspiré par une série de mensonges répétés sans fin et une manipulation flagrante des médias et, partant, du public ; une intervention visant à renforcer le contrôle militaire et économique de l'Amérique sur le Moyen-Orient et se faisant passer – en dernier ressort – toutes les autres justifications n'ayant pas réussi à prouver leur bien-fondé – pour une libération. Une red outable affirmation de la force militaire responsable de la mort et de la mutilation de milliers et de milliers d'innocents.

Nous avons apporté au peuple irakien la torture, les bombes à fragmentation, l'uranium appauvri, d'innombrables tueries commises au hasard, la misère, l'humiliation et la mort et nous appelons cela « apporter la liberté et la démocratie au Moyen-Orient».

Combien de gens vous faut-il tuer avant d'avoir droit au titre de meurtrier de masse et de criminel de guerre ? Cent mille ? Plus qu'assez, serais-je tenté de croire. Il serait donc juste que Bush et Blair soient appelés à comparaître devant la Cour internationale de justice. Mais Bush a été malin. Il n'a pas ratifié la Cour internationale de justice. Donc, si un soldat américain ou, à plus forte raison, un homme politique américain, devait se retrouver au banc des accusés, Bush a prévenu qu'il enverrait les marines. Mais Tony Blair, lui, a ratifié la Cour et peut donc faire l'objet de poursuites.Nous pouvons communiquer son adresse à la Cour si ça l'intéresse. Il habite au 10 Downing Street, Londres.

(...)

Aux premiers jours de l'invasion une photo a été publiée à la une des journaux britanniques ; on y voit Tony Blair embrassant sur la joue un petit garçon irakien. « Un enfant reconnaissant » disait la légende. Quelques jours plus tard on pouvait trouver, en pages intérieures, l'histoire et la photo d'un autre petit garçon de quatre ans qui n'avait plus de bras. Sa famille avait été pulvérisée par un missile. C'était le seul survivant. « Quand est-ce que je retrouverai mes bras ? » demandait-il. L'histoire est passée à la trappe. Eh bien oui, Tony Blair ne le serrait pas contre lui, pas plus qu'il ne serrait dans ses bras le corps d'un autre enfant mutilé, ou le corps d'un cadavre ensanglanté. Le sang, c'est sale. Ça salit votre chemise et votre cravate quand vous parlez avec sincérité devant les caméras de télévision.

 

O discurso completo:

                                                       
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

 

Notícias AQUI

 

Adenda em 28/12 às 16h45m:

                               


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:04
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 27 de Dezembro de 2008
Harold Pinter sobre a guerra da NATO na Sérvia: «We are bandits guilty of murder»

     «THE Nato war is a bandit action, committed with no serious consideration of the consequences, confused, ill thought, miscalculated, an act of deplorable machismo. Yet, according to opinion polls most British people support this war, believing we may have a moral duty to intervene and the moral authority to do so.   

What is moral authority? Where does it come from? How do you achieve it? Who bestows it upon you? How do you persuade others that you possess it? You don't. You don't have to bother. What you have is power. Bombs and power. And that's your moral authority. »

 

Ler Texto Integral

                                                       
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:14
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Faleceu Harold Pinter


Ler texto do discurso:

Notícias:

                                                       
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

 

Adenda em 28/12 às 16h45m:

                          


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:09
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
Manoel de Oliveira: ANIKI-BOBÓ

Homenagem a Manoel de Oliveira (nascido a 11/12 de Dezembro de 1908 no Porto) no seu 100º aniversário!

 

     Cenas do filme realizado por Manoel de Oliveira em 1942.

 

                                                          

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:02
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Il Gattopardo: I Falsi Plebisciti (1860)


                                                                                              

Prince Don Fabrizio Salina: And you, Don Ciccio, how did you vote on the 21st?

Don Francisco Ciccio Tumeo: [coughs up drink

Prince Don Fabrizio Salina: What are you afraid of? There's no one else here but us, the wind, the dogs.

Don Francisco Ciccio Tumeo: Excuse me, Excellency, but that question is useless. You know that everyone in Donnafugata voted, voted 'yes'. They said you, yourself, advised those who couldn't decide to vote like that.  

Prince Don Fabrizio Salina: I did, indeed. So, you voted 'yes', hmm...  

Don Francisco Ciccio Tumeo: [walks up to the Prince, and then walks away] No, Excellency! I voted absolutely 'no'! No, I swear I voted 'no'! I know, Excellency, I know what you told me: necessity, unity and opportunity, Excellency. And you might be right, afterall. Politics I know nothing about, I leave that to all the others. But Ciccio Tumeo cannot be walked on! An obscure artist... poor and miserable, with holes in his pants, maybe. But benefits he's received, I promise you, he'll never forget! As you know, Excellency, it was Queen Isabella, of Spain, who was Dutchess of Calabria then, who made me study, and allowed me to be who I wanted: Organist of the Mother Church, honored by the benevolence of Your Excellency, and be a respected citizen. The years we were in terrible need, when my poor mother sent a petition up to her court, the money arrived to help us, sure as death every month! And if, today, these holy Kings and lovely Queens, were looking down from Heaven... what would they say? Would they feel that Don Ciccio Tumeo betrayed them? No, Excellency, no! Fortunately they know the truth in paradise.

   

IL GATTOPARDO - livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, filme de Luchino Visconti

  

I Falsi Plebisciti

                                   

 

Notícias AQUI

   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
IL GATTOPARDO: "Noi fummo i Gattopardi, i Leoni..."

    «Noi fummo i Gattopardi, i Leoni; quelli che ci sostituiranno saranno gli sciacalletti, le iene; e tutti quanti Gattopardi, sciacalli e pecore, continueremo a crederci il sale della terra.»  

(We were the Leopards, the Lions; those who'll take our place will be little jackals, hyenas; and the whole lot of us, Leopards, jackals, and sheep, we'll all go on thinking ourselves the salt of the earth.)

 

Noi fummo i Gattopardi, i Leoni...

Leopold II Rei da Bélgica

Conferência de Berlim - a divisão de África (1884)

 

quelli che ci sostituiranno saranno gli sciacalletti, le iene...

 

     VÍDEO - IL GATTOPARDO - Visconti 1963 - La Sicilia non vuole cambiare 

                                                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                       

                                       


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:42
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
IL GATTOPARDO: “Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi”

   Tancredi decidiu combater ao lado das tropas de Garibaldi e comunica-o a Don Fabrizio:

Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi

 

 

IL GATTOPARDO - livro de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, filme de Luchino Visconti

 

                                                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                       

                                                          

Notícias AQUI, AQUI e AQUI

          


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
«Evil Machines» - Terry Jones e Luís Tinoco

Foto: Nuno Ferreira Santos

     «In January 2008, the Teatro São Luiz, in Lisbon, Portugal, premiered "Evil Machines" - a musical play, written by Jones (based on his book) and with original music by portuguese composer Luis Tinoco. Jones was invited by the Teatro São Luiz to write and direct the play, after a very sucessful run of "Contos Fantásticos", a short play based on Jones' "Fantastic Stories", also with music by Luis Tinoco»

Nota: José Luís Tinoco é o pai de Luís Tinoco, compositor.

Isto anda tudo ligado ou não?

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge  
                       


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:08
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - Uma curta metragem de Ken Loach

    11 realizadores foram convidados para fazer um filme sobre a queda das torres gêmeas em 11 de Setembro.

Essa é a brilhante contribuição de Ken Loach que traça um paralelo com um outro 11 de Setembro, aquele de 1973 no Chile.

Ken Loach é o autor de The Wind That Shakes the Barley (Ken Loach, 2006) Trailer 
Trailer for The Wind That Shakes the Barley a Ken Loach film set during the Irish War of Independence (1919--21) and the Irish Civil War (1922--3). Written by long-time Loach collaborator Paul Laverty, this drama tells the story of two County Cork brothers, played by Cillian Murphy and Pádraic Delaney, who join the Irish Republican Army to fight for Irish independence from Great Britain. 
Widely praised, the film won the Palme d'Or at the 2006 Cannes Film Festival.
Loach's biggest box office success to date, the film did well around the world and set a record in Ireland as the highest-grossing Irish-made independent film ever.
11'09''01 - September 11 (2002) (segment "United Kingdom")
                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                          


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


posts recentes

23 de Janeiro de 1898 – N...

«The act of Killing», um ...

«Perante as novas ameaças...

Dersu Uzala / Дерсу Узала

Código do Trabalho: Tempo...

Chico Buarque: Roda Viva

Akira Kurosawa: Dersu Uza...

Roger & Me, um filme de M...

Charlie Chaplin, 120 anos...

Sean Penn: Encontros com ...

Elia Suleiman: «Intervenç...

Harold Pinter sobre a gue...

Harold Pinter sobre a gue...

Faleceu Harold Pinter

Manoel de Oliveira: ANIKI...

arquivos
tags

álvaro cunhal

assembleia da república

autarquia

avante!

bce

benfica

blog

blogs

câmara municipal

capitalismo

caricatura

cartoon

castendo

cds

cdu

cgtp

cgtp-in

classes

comunicação social

comunismo

comunista

crise

crise do sistema capitalista

cultura

cultural

democracia

desemprego

desenvolvimento

desporto

dialéctica

economia

economista

eleições

emprego

empresas

engels

eua

eugénio rosa

exploração

fascismo

fmi

futebol

governo

governo psd/cds

grupos económicos e financeiros

guerra

história

humor

imagens

imperialismo

impostos

jerónimo de sousa

jornal

josé sócrates

lénine

liberdade

liga

lucros

luta

manifestação

marx

marxismo-leninismo

música

notícias

parlamento europeu

partido comunista português

paz

pcp

penalva do castelo

pensões

poema

poesia

poeta

política

portugal

precariedade

ps

psd

recessão

revolução

revolucionária

revolucionário

rir

salários

saúde

segurança social

sexo

sistema

slb

socialismo

socialista

sociedade

sons

trabalhadores

trabalho

troika

união europeia

vídeos

viseu

vitória

todas as tags

LIGAÇÕES A CASTENDO
Visitantes
eXTReMe Tracker
Google Analytics
blogs SAPO
subscrever feeds