TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
URAP: Evocação da Guerra Civil de Espanha

URAP Guerra Civil Espanha

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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016
UPP: Nascimento e afirmação do movimento operário em Portugal

UPP Curso Ranita 2016

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Sábado, 17 de Setembro de 2016
Ay Carmela!

Guerracivilespanhola_Avt

As canções dos revolucionários são a banda sonora da História, desde a Revolução Francesa à Unidade Popular do Chile, da Revolução de Outubro à de Abril, aqui connosco.

Desta Espanha aqui ao lado, houve um tempo em que soprou bom vento (bons casamentos sempre os houve), enchendo de entusiasmo popular a bandeira tricolor da República. E de canções. O golpe foi profundo para uma Europa capitalista em perda dos impérios coloniais e a ver sair às ruas os ideais do socialismo e do comunismo. Então, como agora, o Capital não se deitou a dormir e, como sempre quando se levanta o sopro da tal «terra sem amos», armou-se fascismo e caiu com a máxima violência em cima da República de Espanha e dos republicanos do mundo inteiro. No Alentejo dos nossos dias ainda há quem se lembre daquele tempo de maus ventos mas bons casamentos – os republicanos fugidos aos fascistas de Franco para a protecção das gentes de Ficalho e de outros lugares de consciência colectiva, a PIDE a entregar os que encontrava aos pelotões de fuzilamento.

«Ay Carmela!» permaneceu símbolo desse tempo, memória já de si memória de outro tempo em que a Espanha se defendia dos exércitos de Napoleão e a canção se chamava «El Paso del Ebro» ou «El Ejército del Ebro». O texto original cedia por vezes o lugar ao de «Viva la Quince Brigada», com palavras de homenagem à Brigada de combatentes comunistas da Guerra Civil. Fosse com que letra fosse esta era uma das canções da República Espanhola, por quem deram a vida milhares de espanhóis e de revolucionários de todo o mundo nos anos em que a Espanha era a trincheira antifascista da Europa Ocidental. Eram estas as palavras:

 

Ay Carmela!

 

El Ejército del Ebro/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Una noche el río pasó,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Y a las tropas invasoras/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Buena paliza les dio,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/  

El furor de los traidores/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Lo descarga su aviación,/¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero nada pueden bombas/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Donde sobra corazón,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/

Contrataques muy rabiosos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Deberemos combatir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!/ Pero igual que combatimos/ ¡Rumba la rumba la rum bam bam!/ Prometemos resistir,/ ¡Ay, Carmela, ay, Carmela!//

 

Para ver e ouvir «Ay Carmela!»:

 

 

 


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publicado por António Vilarigues às 09:12
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Batalha crucial pelo futuro

Guerra Civil Espanha Avt

Assinalando os 80 anos sobre o início da Guerra Civil de Espanha, o «Avante!» evoca a firme e constante solidariedade do PCP aos trabalhadores e ao povo do país vizinho, que se prolongou muito para lá da vitória fascista.

A república espanhola, a experiência da Frente Popular e a luta contra o levantamento fascista de Julho de 1936 suscitaram a solidariedade e o apoio dos comunistas e outros antifascistas um pouco por todo o mundo, que viram desenrolar-se em terras de Espanha uma batalha decisiva entre a democracia e o fascismo, a civilização e a barbárie. As brigadas internacionais foram porventura a mais famosa e elevada expressão desta solidariedade.

Em Portugal, ao mesmo tempo que a ditadura de Salazar se reforçava e se assumia como um centro difusor de todo o tipo de apoios – políticos, diplomáticos, económicos e militares – às forças fascistas insurrectas, o PCP não poupou esforços em auxílio dos comunistas, republicanos e progressistas espanhóis, compreendendo que os destinos dos dois países estavam, naquele momento histórico, intimamente ligados. Muitos militantes comunistas combateram ao lado dos antifascistas espanhóis e mesmo após o fim do conflito, com a instauração do fascismo em Espanha, o PCP continuou a apoiar política e logisticamente o PCE. A disponibilização de casas clandestinas para acolher dirigentes e militantes desse partido e o apoio dado em várias passagens de fronteira foram formas concretas que esta solidariedade assumiu.

O «Avante!» foi, antes, durante e depois da Guerra Civil, um veículo privilegiado de mobilização e esclarecimento acerca do que verdadeiramente estava em causa no processo político espanhol. Num país sujeito a uma férrea censura à imprensa, era também uma das únicas fontes então existentes que permitiam seguir o desenrolar dos acontecimentos.

 


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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016
19 de Maio de 1917 – Revolução da Batata

BatataCR_Protesto1

A falta de alimentos provocada pelo racionamento resultante da I Guerra Mundial leva a revoltas populares.

Em Lisboa e posteriormente nos concelhos limítrofes, no Porto e noutros pontos do País há assaltos a mercearias e armazéns entre 19 e 21 de Maio, que resultam em violentos confrontos entre a população e a guarda republicana e a polícia.

Na capital, onde se regista simultaneamente um surto de greves, a repressão «severa» ordenada pelo governo salda-se em pelo menos duas dezenas de mortos e meia centena de feridos graves.

Na mesma altura, operários da construção civil manifestam-se no Parque Eduardo VII.

Estes levantamentos ficaram conhecidos como a «revolução da batata».

Os confrontos foram igualmente violentos no Porto, provocando cerca de duas dezenas de mortos.

O Governo de Afonso Costa, considerando que o movimento queria causar «desordem» e «anarquia», decreta o estado de sítio a 20 de Maio, suspende as garantias constitucionais e a cidade passa a ser patrulhada por forças de infantaria e cavalaria.

O parlamento adere à tese de que a revolta foi planeada e não uma explosão social motivada pela degradação das condições de vida e confirma o estado de sítio em 22 de Maio. 

AQUI

 


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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2013
Erich Honecker: Notas da Prisão (I)

  Impõe-se-me passar a escrito determinadas coisas de que ainda recordo bem, abordar uma série de questões que me inquietam profundamente e formular reflexões sobre certos acontecimentos. Ainda não sei o que deva fazer com estas notas, e se ainda conseguirei dar aos meus pensamentos uma forma ordenada. Escrevo estas linhas na prisão de Berlim-Moabit – prisão que conheço bem ainda do tempo do nazismo, tal como muitos outros comunistas, sociais-democratas e outros antifascistas. Logo em 1933 esta prisão desempenhou um papel muito particular na repressão dos adversários políticos do imperialismo alemão.

Caso estas linhas venham um dia a ser publicadas, então elas destinam-se àqueles que querem analisar seriamente o passado, contrariamente aos pretensos «obliteradores da história», cujo único objectivo é difamar o socialismo para atrasar tanto quanto possível o inevitável afundamento do capitalismo.

Não se encontrará nestes escritos nenhuma concessão à sociedade de exploração capitalista, à sua ideologia e «moral».

Ler texto integral

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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
A defesa acusa: Erich Honecker

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Honecker Acusa

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Esta declaração de Erich Honecker perante o tribunal, em 1992, trata-se inquestionavelmente de um importante documento histórico.

Independentemente de algumas discordâncias que suscitará, este texto curto e acessível contém valiosas considerações sobre o socialismo na RDA (República Democrática Alemã), bem como sobre as condições históricas em que se formou e existiu ao longo de 40 anos.

É também um texto de combate contra o revanchismo burguês. Permite-nos concluir, sem sombra de dúvidas, que o seu autor, ao contrário de outros dirigentes de países socialistas, não traiu o seu país, nem os seus ideais comunistas, morrendo com essa convicção profundamente arreigada.

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012
URAP: Homenagem a Fernando Lopes-Graça

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
A União Soviética e o processo revolucionário em Portugal depois do 25 de Abril

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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
A União Soviética e o colonialismo português

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012
A revolução russa de 1917 e o seu impacto em Portugal

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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
Recordando Miguel Hernández Gilabert (30 de Outubro de 1910 / 28 de Março de 1942)

Homenagem a Miguel Hernández que foi preso em Portugal

e entregue pela polícia portuguesa aos fascistas espanhóis.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012
CICLO DE TERTÚLIAS «Conversas com Livros» – 24 de Setembro, 18,30h

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Biblioteca-Museu República e Resistência/Espaço Grandella

Estrada de Benfica, 419

Telefone: 21 771 23 10

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«O Render dos Ideais» – José Manuel Jara

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Com a presença do autor e de Luis Gomes - membro do Grupo de Estudos Marxistas

«Sendo feita de confrontações ideológicas a substâncias deste livro, é de justiça assinalar o seu contributo valioso, forçosamente não exaustivo, para a compreensão crítica de fenómenos como o percurso biográfico de antigos militantes do PCP, uns mais destacados do que outros, a seguir ao abandono, ou no processo de abandono, da sua condição de comunistas»

Eduardo Chitas - no prefácio

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
A coroa espanhola: sexo, drogas e... corrupção

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A Casa Real Espanhola é constituída pelos reis, os príncipes herdeiros e as outras irmãs, incluindo o marido de uma e os filhos de todos. Recebe anualmente, como chefia do Estado espanhol, uns nove milhões de euros, de que não tem que apresentar contas ao Parlamento ou ao Tribunal de Contas. Nesta verba não estão incluídas as despesas com viagens,representaçoes segurança, pessoal do Palácio (cerca de 500 pessoas), etc. Todas as tentativas feitas por partidos de esquerda para conhecer as contas foram sempre vetadas pelo PP e pelo PSOE.

Ler Texto Integral

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Muitos espanhóis dizem hoje «Juan Carlos Primero y Ultimo»
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
Marx, a Comuna de Paris e o projecto Comunista (Manuel Gusmão)

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A Comuna de Paris foi a primeira revolução na qual a classe operária era claramente reconhecida como a única que ainda era capaz de iniciativa social, mesmo pela grande massa da classe média parisiense. Essa mesma parte da classe média tinha participado no esmagamento da insurreição operária em Junho de 1848; e tinha sido de imediato sacrificada aos seus credores.

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
Azar do Rei: a prótese era Republicana!

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Estava o Rei reunido com um grande democrata (estava a receber um cheque...) e, pensando que a prótese era uma espécie de "criada" do Palácio que lhe devia obediência, faz um movimento que não devia e zás! Numa atitude escandalosamente republicana a prótese saiu do lugar.

Coitado! O que sofre um monarca!

«Fuentes de la Casa del Rey consultadas por Efe precisaron que el jefe del Estado sufrió la luxación a consecuencia de un mal movimiento después de una reunión en el Palacio de la Zarzuela con el ministro emiratí de Asuntos Exteriores, jeque Abdullah bin Zayed al Nahyan.»

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Ler, neste blogue, sobre este rapaz:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
Cavaco Silva descobriu mais um buraco... no calendário...

Celebrámos em 2010 o centenário da instauração da República. Este ano, neste dia 5 de Outubro, a República Portuguesa inicia o segundo centenário da sua existência.

(...)
Intervenção do Presidente da República na Cerimónia de Comemoração dos 101 anos da Proclamação da República

Lisboa, Paços do Concelho, 5 de Outubro de 2011
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De facto, «a matemática não é fácil»...

O Presidente da República reconheceu que «a matemática não é fácil», mas pediu aos jovens para estudar. ...

«Estudar, trabalhar, passar nos exames e não pensar que a matemática é fácil, a matemática não é fácil, não é uma brincadeira como alguns dizem, requer muito, muito trabalho e a matemática é fundamental para o raciocínio», disse Cavaco Silva. ...

«Passaram pelas minhas mãos milhares e milhares de alunos», contou, revelando que um deles foi precisamente o actual ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Em Matemática: Cavaco não copiava porque «tinha medo»

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
1870-2010 - Lénine, a questão da paz e a resistência antifascista portuguesa

Tertúlia-debate a 11 de Novembro

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Domingo, 7 de Novembro de 2010
30 anos: «Levantado do Chão» - a terra a quem a trabalha

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Sábado, 30 de Outubro de 2010
Miguel Hernández Gilabert (30 de Outubro de 1910 / 28 de Março de 1942)

Homenagem a Miguel Hernández que foi preso em Portugal

e entregue pela polícia portuguesa aos fascistas espanhóis.

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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
A prisão de Miguel Hernández em Santo Aleixo da Restauração (Moura)

«A todas las recomendaciones de sus amigos, Miguel Hernández hace caso omiso y decide regresar a su  ciudad de Orihuela en Alicante junto a su familia. En un principio, no entendía por qué debía huir, ya que según él no había cometido crimen alguno, hasta que un día comprendió que en el nuevo régimen dictatorial no existía la justicia y que si quería salvar su vida debía huir lo antes posible. Pues así fue, intentó pedir ayuda a algunos de sus amigos sin éxito, puesto que estos no se encontraban en sus domicilios. Finalmente llegó a la provincia de Huelva con la intención de cruzar la frontera y llegar hasta Lisboa, donde estaría esperándolo una amiga poetisa en contacto con la Embajada de Chile para exiliarse en México. Cruzó la frontera clandestinamente por el municipio de Aroche y llegó al pueblo portugués de Santo Aleixo da Restauração. Allí estuvo alojado en casa de una familia portuguesa que lo acogió. La intención de Miguel era trasladarse lo antes posible a Lisboa, pero la mala suerte le estaría guardando un destino fatal.

Desgraciadamente fue apresado en Portugal, tras ser delatado por un comerciante portugués al que quiso vender el reloj de oro blanco que le había regalado Vicente Aleixandre en su boda. Así pues, es trasladado a la cárcel de Rosal de la Frontera (Huelva), donde permaneció durante unos días antes de ser trasladado a la cárcel provincial de Huelva. La cárcel rosaleña se convirtió en la primera cuenta del rosario de cárceles por las que tuvo que pasar el poeta antes de su muerte en Alicante. (...)

Tras cumplir condena en diferentes cárceles españolas, el 28 de marzo de 1942 fallece en la enfermería de la prisión alicantina, tras una grave enfermedad con tan solo 31 años de edad.»

In EL CASO DEL POETA MIGUEL HERNÁNDEZ - Memoria de la Frontera

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Para Ver e Ouvir:

Para Ler:

(estes três textos são muito interessantes)


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Livros a ler:

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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: La boca

[66]

La Boca

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Boca que arrastra mi boca:
boca que me has arrastrado:
boca que vienes de lejos
a iluminarme de rayos.
Alba que das a mis noches
un resplandor rojo y blanco.
Boca poblada de bocas:
pájaro lleno de pájaros.
Canción que vuelve las alas
hacia arriba y hacia abajo.
Muerte reducida a besos,
a sed de morir despacio,
dando a la grana sangrante
dos tremendos aletazos.
El labio de arriba el cielo
y la tierra el otro labio.
Beso que rueda en la sombra:
beso que viene rodando
desde el primer cementerio
hasta los últimos astros.
Astro que tiene tu boca
enmudecido y cerrado,
hasta que un roce celeste
hace que vibren sus párpados.
Beso que va a un porvenir
de muchachas y muchachos,
que no dejarán desiertos
ni las calles ni los campos.
¡Cuántas bocas enterradas,
sin boca, desenterramos!
Beso en tu boca por ellos,
brindo en tu boca por tantos
que cayeron sobre el vino
de los amorosos vasos.
Hoy son recuerdos, recuerdos,
besos distantes y amargos.
Hundo en tu boca mi vida,
oigo rumores de espacios,
y el infinito parece
que sobre mí se ha volcado.
He de volverte a besar,
he de volver, hundo, caigo,
mientras descienden los siglos
hacia los hondos barrancos
como una febril nevada
de besos y enamorados.
Boca que desenterraste
el amanecer más claro
con tu lengua. Tres palabras,
tres fuegos has heredado:
vida, muerte, amor. Ahí quedan

escritos sobre tus labios.

In CANCIONERO Y ROMANCERO DE AUSENCIAS

Para ver e ouvir a canção «La Boca » de Miguel Hernández e Joan Manuel Serrat:

Josefina Manresa Maruhenda

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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: Menos tu vientre

[63]

Menos tu vientre

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Menos tu vientre,
todo es confuso.
Menos tu vientre,
todo es futuro,
fugaz, pasado
baldío, turbio.
Menos tu vientre,
todo es oculto.
Menos tu vientre,
todo inseguro,
todo postrero,
polvo sin mundo.
Menos tu vientre
todo es oscuro.
Menos tu vientre
claro y profundo.

In CANCIONERO Y ROMANCERO DE AUSENCIAS


Para ver e ouvir a canção « Menos tu vientre» de Miguel Hernández e Joan Manuel Serrat:

Josefina Manresa Maruhenda

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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: Canción última

Canción última

(Poema de Miguel Hernández, Música de J.M. Serrat)

Pintada, no vacía:
pintada está mi casa
del color de las grandes
pasiones y desgracias.

Regresará del llanto
adonde fue llevada
con su desierta mesa,
con su ruinosa cama.

Florecerán los besos
sobre las almohadas.

Y en torno de los cuerpos
elevará la sábana
su intensa enredadera
nocturna, perfumada.

El odio se amortigua
detrás de la ventana.

Será la garra suave.

Dejadme la esperanza.

Para ver e ouvir a canção «Canción última» de Miguel Hernández e Joan Manuel Serrat:

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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: Elegía

Elegía

(Poema de Miguel Hernández, Música de J.M. Serrat)


(En Orihuela, su pueblo y el mío,
se me ha muerto como del rayo Ramón Sijé,
a quien tanto quería...)


Yo quiero ser llorando el hortelano
de la tierra que ocupas y estercolas,
compañero del alma tan temprano.

Alimentando lluvias, caracolas,
y órganos mi dolor sin instrumentos,
a las desalentadas amapolas

daré tu corazón por alimento.
Tanto dolor se agrupa en mi costado,
que por doler, me duele hasta el aliento.

Un manotazo duro, un golpe helado,
un hachazo invisible y homicida,
un empujón brutal te ha derribado.

No hay extensión más grande que mi herida,
lloro mi desventura y sus conjuntos
y siento más tu muerte que mi vida.

Ando sobre rastrojos de difuntos,
y sin calor de nadie y sin consuelo
voy de mi corazón a mis asuntos.

Temprano levantó la muerte el vuelo,
temprano madrugó la madrugada,
temprano está rodando por el suelo.

No perdono a la muerte enamorada,
no perdono a la vida desatenta,
no perdono a la tierra ni a la nada.

En mis manos levanto una tormenta
de piedras, rayos y hachas estridentes,
sedienta de catástrofes y hambrienta.

Quiero escarbar la tierra con los dientes,
quiero apartar la tierra parte a parte
a dentelladas secas y calientes.

Quiero mirar la tierra hasta encontrarte
y besarte la noble calavera
y desamordazarte y regresarte.

Y volverás a mi huerto y a mi higuera,
por los altos andamios de las flores
pajareará tu alma colmenera

de angelicales ceras y labores.
Volverás al arrullo de las rejas
de los enamorados labradores.

Alegrarás la sombra de mis cejas
y tu sangre se irá a cada lado,
disputando tu novia y las abejas.

Tu corazón, ya terciopelo ajado,
llama a un campo de almendras espumosas,
mi avariciosa voz de enamorado.

A las aladas almas de las rosas
del almendro de nata te requiero,
que tenemos que hablar de muchas cosas,
compañero del alma, compañero.

Para ver e ouvir a canção «Elegía» de Miguel Hernández e Joan Manuel Serrat:

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«Recordar a Miguel Hernández que desapareció en la oscuridad y recordarlo a plena luz, es un deber de España, un deber de amor. Pocos poetas tan generosos y luminosos como el muchachón de Orihuela cuya estatua se levantará algún día entre los azahares de su dormida tierra. No tenía Miguel la luz cenital del Sur como los poetas rectilíneos de Andalucía sino una luz de tierra, de mañana pedregosa, luz espesa de panal despertando. Con esta materia dura como el oro, viva como la sangre, trazó su poesía duradera. ¡Y éste fue el hombre que aquel momento de España desterró a la sombra! ¡Nos toca ahora y siempre sacarlo de su cárcel mortal, iluminarlo con su valentía y su martirio, enseñarlo como ejemplo de corazón purísimo! ¡Darle la luz! ¡Dársela a golpes de recuerdo, a paletadas de claridad que lo revelen, arcángel de una gloria terrestre que cayó en la noche armado con la espada de la luz!»

Pablo Neruda

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Domingo, 24 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: Llegó con tres heridas

Llegó con tres heridas

(Poema de Miguel Hernández, Música de J.M. Serrat)


Llegó con tres heridas:
la del amor,
la de la muerte,
la de la vida.

Con tres heridas viene:
la de la vida,
la del amor,
la de la muerte.

Con tres heridas yo:
la de la vida,
la de la muerte,
la del amor.

Para ver e ouvir a canção «Llegó con tres heridas» de Miguel Hernández e Joan Manuel Serrat:

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Sábado, 23 de Outubro de 2010
Joan Manuel Serrat canta Miguel Hernández: Para la libertad

Para la libertad é a segunda parte do poema:
EL HERIDO

Para el muro de un hospital de sangre.

I

Por los campos luchados se extienden los heridos.
Y de aquella extensión de cuerpos luchadores
salta un trigal de chorros calientes, extendidos
en roncos surtidores.

La sangre llueve siempre boca arriba, hacia el cielo.
Y las heridas suenan, igual que caracolas,
cuando hay en las heridas celeridad de vuelo,
esencia de las olas.

La sangre huele a mar, sabe a mar y a bodega.
La bodega del mar, del vino bravo, estalla
allí donde el herido palpitante se anega,
y florece, y se halla.

Herido estoy, miradme: necesito más vidas.
La que contengo es poca para el gran cometido
de sangre que quisiera perder por las heridas.
Decid quién no fue herido.

Mi vida es una herida de juventud dichosa.
¡Ay de quien no esté herido, de quien jamás se siente
herido por la vida, ni en la vida reposa
herido alegremente!

Si hasta a los hospitales se va con alegría,
se convierten en huertos de heridas entreabiertas,
de adelfos florecidos ante la cirugía.
de ensangrentadas puertas.

II

Para la libertad sangro, lucho, pervivo.
Para la libertad, mis ojos y mis manos,
como un árbol carnal, generoso y cautivo,
doy a los cirujanos.

Para la libertad siento más corazones
que arenas en mi pecho: dan espumas mis venas,
y entro en los hospitales, y entro en los algodones
como en las azucenas.

Para la libertad me desprendo a balazos
de los que han revolcado su estatua por el lodo.
Y me desprendo a golpes de mis pies, de mis brazos,
de mi casa, de todo.

Porque donde unas cuencas vacías amanezcan,
ella pondrá dos piedras de futura mirada
y hará que nuevos brazos y nuevas piernas crezcan
en la carne talada.

Retoñarán aladas de savia sin otoño
reliquias de mi cuerpo que pierdo en cada herida.
Porque soy como el árbol talado, que retoño:
porque aún tengo la vida.

In Miguel Hernández - Poemas

Para ver e ouvir Joan Manuel Serrat a cantar «Para la libertad» de Miguel Hernández:

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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010
30 de Outubro de 2010: Centenário de Miguel Hernández

MIGUEL HERNÁNDEZ (desenho de KIKELIN)

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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010
CICLO DE CONFERÊNCIAS: «A Intersindical Nacional e os Sindicatos Corporativos»

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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
A Revolução Republicana de 1910 – Marco na história da luta libertadora do povo português

1. Num momento em que passam cem anos sobre a Revolução Republicana de 1910, o PCP sublinha o significado desta data enquanto marco importante na longa caminhada do povo português pela sua libertação.

A vitória da Revolução Republicana de 1910 pôs fim a um regime monárquico anacrónico e parasitário e realizou importantes progressos no plano das liberdades e direitos fundamentais, da educação e da cultura, da laicização do Estado e dotou o país de uma Constituição avançada para a época, a Constituição de 1911.

O PCP valoriza tudo quanto de democrático e progressista foi alcançado e combate com firmeza linhas de ataque reaccionárias, que visam justificar o golpe militar de 1926 e a instauração do fascismo e o branqueamento dos seus crimes. Não é por acaso que, sob a bandeira do 5 de Outubro, tiveram lugar importantes jornadas de unidade e resistência anti-fascista. Mas ao mesmo tempo rejeita as visões acríticas e idílicas do republicanismo e da República que predominam nas comemorações oficiais do centenário da Revolução de 1910, reconhecendo os limites desta revolução e do regime que implantou no país.

É neste quadro que, ao longo do ano, o PCP vem assinalando este acontecimento com um variado conjunto de iniciativas orientadas para o esclarecimento sobre o que foi e o que efectivamente representou esta revolução; que circunstâncias históricas a determinaram; que problemas e contradições se propôs resolver e superar; que classes sociais nela se empenharam e aquelas que realmente beneficiaram com a implantação da República e as políticas do poder; o que tornou possível o avanço da forças mais reaccionárias e o triunfo, apenas 16 anos depois das jornadas históricas de 4 e 5 de Outubro, do golpe militar que abriu caminho a quase meio século de ditadura fascista; e como se projectam nos dias de hoje as lições e experiências da revolução.

(sublinhados meus)

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publicado por António Vilarigues às 00:08
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