TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016
A crise na e da União Europeia: Da crise económica aos refugiados e ao terrorismo

A crise na UE 2016-10-14

Para discutir a crise na e da UE e apontar os caminhos de ruptura com o processo de integração capitalista, os deputados do PCP no PE convidam-no a participar no seminário co-organizado pelo PCP e pelo GUE/NGL, a realizar no dia 14 de Outubro de 2016, pelas 14h15, no Hotel Roma, Sala Veneza (Av. de Roma, 33, 1749-034 Lisboa).

 

A União Europeia vive tempos de profunda e persistente crise que é expressão do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo na Europa.

As sucessivas etapas de consolidação do processo de integração capitalista aprofundaram os pilares do neoliberalismo, federalismo e militarismo. Para os trabalhadores e os povos, as consequências são a perda de soberania, austeridade, empobrecimento, desemprego, desigualdades crescentes, regressão de direitos sociais e laborais, destruição de serviços públicos.

Mergulhada em crises simultâneas a União Europeia continua a aprofundar as políticas de ingerência e de guerra, a consolidação da Europa “Fortaleza”, a deriva securitária e a resposta militarista e xenófoba ao drama dos refugiados. Acontecimentos como o Brexit ou o ascenso das forças da extrema direita são uma consequência das políticas e opções da UE.

A situação coloca a necessidade de rupturas democráticas e progressistas que abram um caminho alternativo, protagonizado pelas forças de esquerda e do progresso, visando a construção de uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos, de cooperação e respeito mútuo pela soberania dos países, de paz e solidariedade.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 11:57
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
Sobre as contradições antagónicas e as rupturas necessárias...

Cartaz_8x3_emprego_direitos_producao_soberania_201

 

«Os desenvolvimentos mais recentes evidenciam o carácter inconciliável entre a submissão a imposições da União Europeia e uma política capaz de dar resposta sólida e coerente aos problemas nacionais»

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:29
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 10 de Julho de 2016
Força protagonista da alternativa de que Portugal precisa!

 

«duas importantes conclusões que é possível desde já tirar desta reunião:

- A primeira é que a política de direita lançou este sector numa profunda crise, não apenas por razões economicistas, mas sobretudo devido ao seu papel central na formação da consciência da soberania e da identidade nacional e pelo seu potencial de criação, liberdade, transformação e resistência.

- A segunda é que é fundamental romper com a política de direita que ao longo destes 40 anos bloqueou o enorme potencial de democratização cultural aberto pela Revolução de Abril e garantir uma política que assegure o acesso generalizado à livre criação e fruição culturais.»

 

comicio queluz2016-06-30_04

 

«Há muito que o País se encontra numa encruzilhada que exige fazer opções.

A opção entre continuar o doloroso e arrastado caminho que nos tem conduzido ao empobrecimento e a uma persistente crise que a política nacional de submissão à União Europeia e ao Euro impõe, ou encetar um novo rumo com uma outra política – patriótica e de esquerda - capaz de promover o desenvolvimento do País e afirmar o direito do nosso povo a decidir do seu futuro, numa Europa que queremos seja de cooperação entre países soberanos e iguais em direitos – um caminho de verdadeira ruptura com o rumo até hoje seguido por sucessivos governos de PSD, CDS e PS e pela União Europeia, concebida para servir os grandes monopólios e os grandes interesses nacionais e estrangeiros e não os povos.

(...)

O balanço destes anos de integração não podia ser pior:

  • contínua liquidação do aparelho produtivo - indústria, pescas, agricultura - e de destruição de sectores estratégicos em que o País tinha adquirido grandes conhecimentos;
  • agravamento dos défices estruturais, desemprego elevado e persistente, precariedade, mais dívida pública, maior endividamento das empresas e das famílias, pior distribuição do rendimento com a perda do poder de compra dos salários, reformas e pensões, mais pobreza, maiores desequilíbrios regionais.»

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:08
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 13 de Maio de 2016
A libertação do país da submissão ao Euro...

 Sessão «A libertação do país da submissão ao Euro, condição para o desenvolvimento e soberania nacional»

 

«Uma segunda observação para sublinhar que esta iniciativa fecha um ciclo de três debates que promovemos.

Em Março, sobre o controlo público da banca, em Abril sobre a renegociação da dívida e agora, este, sobre a libertação da submissão ao Euro.

Três questões de fundo, que estão no centro da necessária ruptura com a política de direita e da política alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe.

Três opções que se relacionam entre si:

  • uma banca privada, crescentemente detida pelo capital estrangeiro, sorvedouro de recursos públicos, fonte de processos danosos e fraudulentos, incapaz de responder às necessidades de crédito do País;

  • uma dívida pública insustentável, garrote financeiro do País, fonte de especulação e chantagem e factor de empobrecimento nacional;

  • e uma moeda única, contrária aos interesses nacionais e que amarra o País à submissão e dependência externa.»

 

Intervenções de Jerónimo de Sousa, João Ferreira, João Ferreira do Amaral, Jorge Bateira, Paulo Sá  e Vasco Cardoso

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:02
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 18 de Outubro de 2015
A propósito da Grécia e da crise na União Europeia

Bandeira Grécia2.jpg

A Grécia constitui certamente o mais grave exemplo das brutais medidas de exploração e opressão impostas aos povos dos países integrados na União Económica e Monetária e sujeitos ao colete de forças da moeda única e ao garrote da dívida externa.

Seja em função de processos de intervenção externa, por via da UE e do FMI, seja em função do colete de forças que decorre do próprio Euro, os últimos anos ficaram marcados por uma significativa aceleração das medidas ditas de austeridade: desemprego em massa, empobrecimento de uma larga maioria da população, aumento da exploração, privatizações, quebras significativas no PIB com uma enorme destruição de capacidade produtiva, foram algumas das consequências.

Mas longe de constituir uma situação isolada, deste ou daquele país, o «problema grego», que nos últimos meses atingiu grande visibilidade, é sobretudo expressão da própria crise do capitalismo e da grande instabilidade e incerteza sobre o desenvolvimento da situação internacional, bem como do agudizar das contradições decorrentes do processo de integração capitalista europeu.

 

Escudo Grécia1

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:14
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015
A situação na Grécia e as eleições em Portugal

Dinheiro Grécia 2015

 «(...) Querem assustar os portugueses com a situação da Grécia, mas o que os acontecimentos da Grécia demonstram é a necessidade imperiosa de resistir e de lutar contra as chantagens, as pressões e as imposições do Euro e da União Europeia.

O que demonstram é a razão do PCP, que não há solução sem renegociação da dívida, sem a libertação dos constrangimentos do Euro que condicionam o desenvolvimento soberano dos países.

O que demonstram é que os caminhos que são necessários trilhar e que são possíveis exigem ser construídos com coragem, com princípios, verdade e determinação, levando a cabo as rupturas necessárias e acreditando sempre no poder e na força da luta dos povos. (...)»

Jerónimo de Sousa na 39ª Festa do «Avante!»

 

Grécia1 2015-06-26

Mensagem do PCP ao PCG:

 

Por ocasião da realização das eleições legislativas na Grécia a 20 de Setembro, o Secretariado do Comité Central do PCP enviou ao Partido Comunista da Grécia uma mensagem de solidariedade onde sublinha que estas eleições têm lugar no quadro de um processo de ingerência e chantagem e da imposição ao povo grego de um novo «memorando» acordado entre a UE e o Governo SYRIZA/ANEL e apoiado pela ND, o PASOK e o POTAMI, que dá continuidade à política de exploração, de empobrecimento, de submissão aos interesses do grande capital e do imperialismo.

Reafirmando a solidariedade dos comunistas portugueses aos comunistas, aos trabalhadores e ao povo grego, o PCP expressa na sua mensagem a confiança de que será pela luta que aqueles poderão defender os seus direitos e concretizar as suas justas aspirações.

 

Publicado neste blog:

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 15:43
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015
Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (conclusão)

Grécia 2015-06-11

(continuação)

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

Conclusão – As quimeras do "projeto europeu" e a alternativa

 

O "projeto europeu" não passa de um mito para impor o neoliberalismo, a doutrina da decadência capitalista: o capitalismo rentista. Um mito imposto pela violência física e psicológica sobre as populações.

As forças progressistas têm de enfrentar o medo e o obscurantismo, precisamente características do fascismo. A propaganda esforça-se por impedir que as pessoas tenham o discernimento para compreender o significado das suas necessidades individuais e coletivas e o direito de dizer não.

O que o "projeto europeu" na realidade está a construir é uma sociedade de cidadãos sem capacidade de controlar as suas vidas, submetidos por estratégias de sobrevivência. Acentua-se o que é típico dos violadores e abusadores: a culpabilização das vítimas, a desculpabilização dos agressores, para que os cidadãos deixem de confiar em si próprios para construir um futuro comum.

Lutando pela liberdade de pensamento desde o fim da Idade Média surgiram na Europa a Reforma e o Humanismo. Os "europeístas" nem sequer dão um passo na direção de combater os dogmas a que a UE está hoje submetida, para que o humanismo seja um valor supremo. O seu valor supremo chama-se: finança.

Atinge-se um nível inaudito de cinismo político, debitam-se rotundas mentiras com a assertividade de se saberem apoiados e ao serviço dos poderes hegemónicos. Perante isto o PS apenas pretende parecer bem comportado perante os grandes, mostrar que é capaz de enganar o povo de maneira mais eficiente que a direita pura e dura.

As críticas do PS ou outros partidos, por muito justas, inflamadas e palavrosas o que contêm como alternativa? Resumem-se a querer salvar o capitalismo dele próprio e "reformar o euro". A oligarquia não precisa e não agradece, como se provou com o Syriza!

Falar de alternativas sem referências ideológicas consistentes, sem se definir que economia política suporta o que dizem é fraseologia de conteúdo oco. Na realidade, por muito que custe a alguns, não são possíveis alternativas de progresso e democracia que não se fundamentem no pensamento marxista.

 

Projecto europeu números

AQUI

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:04
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 11 de Agosto de 2015
Isto anda tudo ligado...

Agricultura PAC.jpg

««A Política Agrícola Comum que está a ser implementada enfraqueceu de forma substancial as formas de intervenção pública nos mercados agrícolas, e os resultados desse processo podem agora ser observados. O fim das quotas leiteiras, em 1 de Abril de 2015, levou a uma queda significativa dos preços do leite aos agricultores. A Comissão Europeia e o Conselho devem adoptar medidas urgentes e específicas para ajudar os produtores de leite e de carne da UE, assim como os produtores de frutas e vegetais que enfrentam uma quebra de preços e uma quebra da procura.»

Estas informações foram retiradas de uma declaração lancinante do actual presidente da Comissão de Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, o polaco Czesław Siekierski, democrata-cristão e personalidade insuspeita relativamente a eventuais simpatias comunistas ou sequer de esquerda.(1)»

(1)AQUI

floresta_incendios_mata_queimada.jpg

«Incapaz de reconhecer que falhou em toda a linha na política florestal e nas medidas de prevenção aos fogos florestais, o governo procura apresentar publicamente como boa uma situação que a realidade desmente. Os números não deixam margem para dúvidas. A 31 de Julho tinham ardido cerca de 29.000 ha, o que corresponde ao terceiro pior ano desde 2005.

Comparando as ocorrências e a área ardida com o mesmo período de tempo de 2014 verifica-se que as ocorrências passaram de 4.165 para 10.340, os reacendimentos de 189 para 616 e a área ardida de 7.575 ha para 28.780 ha.

Na ultima década os incêndios florestais provocaram forte devastação no mundo rural e desde 2005 situa-se em perto de 1 milhão de hectares a área ardida, dos quais cerca de 300 mil na vigência deste governo.»

producao_leiteira_portugal

«Todos os estudos, incluindo os da própria UE, apontavam para a possibilidade de grave instabilidade com o fim das quotas, mesmo com o sistema de “aterragem suave” implementado em 2008. A situação acabou por se degradar muito rapidamente.

De facto, o que acabou por acontecer não foi uma “aterragem suave”. Foi um verdadeiro desastre para o Sector e para a Produção Leiteira Nacional! Dos actuais 6 mil Produtores (recorde-se que já foram 70 mil) se isto assim continuar, em breve não restará nem metade, e Portugal vai ficar deficitário também em Leite/Lacticínios!»

endividamento_nacional.jpg

«"O que estes números confirmam, para além de variações desta ou daquela décima, é que com o aumento das importações a um ritmo superior das exportações se agrava o défice da balança comercial" afirmou João Frazão analisando os dados sobre o Comércio Internacional no 2º trimestre de 2015 divulgados pelo INE.

"Esta é a confirmação do agravamento de um dos principais défices da nossa economia" porque significa que" o nosso país está, a cada dia que passa, a dever mais ao estrangeiro". "O PCP tem vindo a afirmar que é preciso um ruptura na política nacional para garantir o aumento a produção do país", sublinhou o membro da Comissão Política do Comité Central

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:10
link do post | comentar | favorito
|

Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (5)

Grécia nuvens_negras

 (continuação)

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

5ª LIÇÃO – A Ditadura do euro

 

O euro é a arma de uma minoria que não tolera a democracia e a participação popular. O euro permite a chantagem da finança contra os povos. O euro teoricamente é um absurdo, na prática só admite a política da austeridade e do retrocesso civilizacional.

Os bancos centrais colaboram com a finança no objectivo endividar as economias e extrair renda económica na forma de juros, para o grande capital. Em nome do euro, a finança através dos seus burocratas dita as leis dos países, independentemente das opções democráticas dos povos. O euro é a face visível da ditadura financeira que corrói os interesses populares e nacionais.

Pode dizer-se que as sondagens mostravam que a maioria do povo grego queria ficar no euro. São sondagens que valem tanto como as que davam a vitória do sim no referendo. Claro que o Syriza nada fez para esclarecer o povo, nem preparou o país para a saída do euro, pelo contrário promoveu as superstições do euro.

Os países têm direito a ter um banco central dependente do poder político democrático ao serviço do povo e do país e recusar o financiamento das suas despesas sociais ou de investimento junto de "mercados" que fixam condições tomando como garantia o património público e a mais-valia espoliada aos trabalhadores, em suma, a austeridade.

A alternativa à austeridade está hoje mais que clarificada: é sair do euro. O euro é uma moeda disfuncional. Tudo, todos os valores políticos e humanos têm de se submeter ao "bezerro de oiro" do euro, ao "deus Baal" da austeridade. Uma legião de propagandistas apoia esta irracionalidade.

Analisar, estudar as soluções, esclarecer os cidadãos sobre o euro e promover as soluções para a saída do euro é pois uma questão central numa política progressista. O Syriza, assim que o BCE cortou a liquidez aos bancos gregos, tinha a obrigação de começar a emitir títulos de dívida para circulação interna (notas bancárias!), mesmo que formalmente ainda não tivesse saído do euro. [5] Se não o fez isso deveu-se às suas próprias opções europeístas, que o levam a defender a oligarquia europeia.

 

(continua)

[5] Ver: Une alternative est possible au plan négocié entre Alexis Tsipras et les créanciers à Bruxelles, Eric Toussaint,

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:02
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015
Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (4)

Dinheiro Grécia 2015

(continuação)

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

4ª LIÇÃO – "Mais Europa" e Federalismo, um pesadelo no reino da mentira

 

Face ao descalabro, os "europeístas" refugiaram-se no argumento que nada disto acontecia se se tivesse avançado com a Constituição europeia, com a união política, se houvesse um orçamento europeu. Tudo isto são meras falácias sem conteúdos concretos em que a vontade dos povos não conta.

O que invocam já existe, só que funciona pessimamente para os povos, muito bem para uma minoria. Existe um Orçamento comunitário; um Parlamento europeu em que as grandes decisões lhe passam ao lado, um Conselho e uma Comissão Europeia, que também não servem para nada, pois as decisões são tomadas pela Alemanha, com a França como figurante da encenação e mais uns títeres.

Os "europeístas" choram o projeto europeu, na realidade o que estão chorando é o fracasso capitalista. Mas a lamúria é inconsequente: trata-se de manter ilusões sobre a ditadura "unionista" ao serviço da finança. Porém, esta degradação política e social lhes é preferível a comprometerem-se com os interesses populares e nacionais. A reação pura e dura – como o governo PSD-CDS com o "seu" PR – exulta com a derrota do povo grego: o seu êxito viria evidenciar quão inúteis e perversos são os seus argumentos e as suas políticas.

Para iludir as questões de fundo, é lançado o balão colorido do "federalismo". Poderia ser um ideal, mas um ideal expressa-se com propostas e visões de futuro concretas. Então o que querem como federalismo? Se fossem sérios tratavam de explicar como um poder central iria pagar as forças armadas, as universidades estatais, o serviço de saúde, grande parte do funcionalismo público, parte da polícia criminal, não haveria concorrência fiscal entre Estados, infraestruturas seriam custeadas pelo orçamento federal, bem como prestações sociais, os juros seriam iguais para todos não favorecendo a Alemanha e alguns outros, etc..

Para isto o orçamento teria de ser da ordem dos 10 a 15% do PIB. É atualmente de 1% e a reduzir-se! Será que a esta gente tudo é permitido para enganar as pessoas, sem os apresentadores (o nome de jornalistas é desadequado) sequer lhes pedirem um mínimo de justificação para o que debitam? O seu federalismo está patente na Grécia. A liquidação da soberania e da democracia, os países transformados em protetorados ou meras colónias.

Eis o sentido do "projeto europeu" e do "governo económico" dos federalistas: a Grécia é governada pelos burocratas de Bruxelas; o governo não tem autonomia para legislar, fazer consultas públicas ou apresentar propostas ao Parlamento, sem o acordo prévio daquelas entidades. Pior, no caso de falhanço nas metas previstas ou quaisquer negociações não serem concluídas em tempo útil a responsabilidade pertencerá integralmente à Grécia.

(continua)

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:10
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 9 de Agosto de 2015
Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (3)

Mapa Grécia2.jpg

(continuação)

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

3ª LIÇÃO – Negociação ou a rendição incondicional

 

A UE tornou-se tão disfuncional que perdeu a noção do que sejam negociações. A questão é que o Syriza também mostrou não fazer ideia do que isso seja. [3] A sua prioridade não foi salvar a Grécia, pelo contrário expressou-se em salvar o euro. Logo de início o Syriza abandonou as suas propostas eleitorais e propôs 8 mil milhões de austeridade.

Ficou evidente que a ideia de "negociação" na UE é a rendição sem condições. Os partidos ditos socialistas, como sempre que é necessário fazer escolhas entre os povos e as oligarquias, alinharam com a direita nos ataques ao povo grego que se viu totalmente isolado nas instâncias da UE. Porém o Syriza não tirou daí nenhumas consequências e prosseguiu o seu discurso de conciliação com os agressores aos direitos do seu povo, ao mesmo tempo que a propaganda o acusava de ser "radical" e de "extrema-esquerda". Pelos vistos a única maneira de negociar que a UE aceita é: submetam-se.

O Syriza foi acusado de "atrevido" e de "falta de respeito" o que, note-se, é uma linguagem de recorte mafioso. Mas é nisto que a UE se tornou, aliás corrompida pela conivência com o "dinheiro sujo". Mas será porventura a Merkel imperatriz da "Europa" para um Estado soberano lhe "faltar ao respeito"?!

O Syriza numa posição defensiva, apelava à benevolência da agiotagem instituída. Como resultado obteve o que a propaganda apresenta como "ajuda". Uma "ajuda" semelhante à que os alemães receberam com o Tratado de Versalhes em 1919 e a França em 1940 da parte da Alemanha nazi.

Não houve calúnia que não fosse lançada contra "os gregos". ilibava-se assim a Goldman Sachs, os governos da direita e a mísera degradação do PASOK. Mentiu-se despudoradamente dizendo que o Syriza não queria pagar, que o problema não era do euro, da troika, dos programas, mas dos gregos. Mentem sobre um país destroçado pela agiotagem e corrupção com que beneficiaram em primeiro lugar bancos e empresas – como as de armamento – alemãs e francesas.

Os anteriores planos de «ajuda» falharam totalmente, lançaram a Grécia no caos económico e social, na pobreza, na emigração em massa. O objetivo destes "programas" é garantir a "confiança" dos especuladores transferindo os seus custos sobre os trabalhadores, ao mesmo tempo que dizem defender os "contribuintes europeus".

Ficou evidenciado o que os povos podem contar quanto a "solidariedade" na UE: o racismo anti povos do sul, a pesporrência dos mais fortes, a subserviência de ministros e presidentes de República que se assumem como meros governadores às ordens do centro hegemónico, agentes da espoliação dos seus povos.

O acordo transforma a Grécia numa colónia dos credores. Obriga a alterar o Código Civil para facilitar falências, despejos de casas, despedimentos. Fim da negociação coletiva. Anular decisões tomadas pelo organismo de fiscalização constitucional. Mais privatizações. Criar fundo de 50 mil milhões com venda de património (território das ilhas inclusive) que não será gerido por gregos. Note-se que esta situação configura o que Trichet em 2011 e o vice-chanceler alemão em 2012, diziam ser necessário. [4]

(continua)

[3] Acerca de negociações. O caso Syriza
[4] A operação em curso, nome de código Grécia

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:06
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 8 de Agosto de 2015
Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (2)

Bandeira Grécia2.jpg

(continuação)

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

2ª LIÇÃO – Democracia e Soberania ou o totalitarismo do poder hegemónico

 

"O governo grego prestou um mau serviço à causa europeia (?) ao tentar criar a ideia que poderia usar a democracia nacional contra a UE" (!!), diz um "europeísta" que "não há festa nem festança a que não seja chamado". [1] Os princípios da soberania, as garantias de liberdade e democracia previstos nas Constituições perdem-se. A democracia, passa a um formalismo sem conteúdo real, esmagada pela chantagem, pelas ameaças, pela corrupção política e material de dirigentes considerados do "arco da governação".

As instituições europeias não representam os interesses dos povos, mas os dos credores, assemelham-se a uma inquisição que impõe a austeridade e um "pensamento único" que domina as Universidades, as edições de economia, jornais e televisões. Um pensamento único que se afirma sem alternativas e do qual a memória histórica e sociológica é abolida.

O endividamento preconcebidamente promovido, tornou-se uma forma de agressão. É tão devastador quanto a guerra militar nos seus efeitos sobre a população: elevação das taxas de suicídio, tempos de vida mais curtos, emigração, destruição do tecido produtivo. Trava-se uma guerra contra os trabalhadores, contra governos e contra a democracia. Se não for eleito um partido ou coligação de direita, ameaçam destruir o sistema bancário do país. Se os bens públicos não forem vendidos ao desbarato, ameaçam tornar a vida no país ainda mais difícil. O objetivo é que os encargos com juros absorvam todo o excedente económico, deixando os governos ainda mais endividados. [2]

O direito democrático e soberano de cada nação decidir emitir sua própria moeda, cobrar impostos sobre a riqueza criada no seu território, fazer as suas leis, foi usurpado por uma clique burocrática neoliberal.

(continua)

[1] António Vitorino, em entrevista (4 páginas) no Público de 26/julho/2015.
[2]
O ataque financeiro à Grécia , Michael Hudson,

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:03
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2015
Cinco lições e uma conclusão acerca do caso SYRIZA (1)

Alexis Tsipras1 caricatura

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3

Os Estados Unidos da Europa capitalista, nunca existirão.
V.I. Lenine

 

1ª LIÇÃO – As Regras ou o poder do iníquo e do absurdo

 

Contra o povo grego argumentou-se com "as regras". É uma dogmática anti humanista, que ataca tudo o que de progressista se afirmou na Europa desde há séculos – não apenas na União Europeia (UE). Mas é uma mentira, a regra única que substitui todas as outras é adotar o que sirva aos sectores financeiros dominantes.

As regras foram violadas nos "planos de resgate", para salvar os bancos. O BCE deixou os juros subirem descontroladamente em nome do "mercado", mas em nome do mercado a UE devia ter deixado falir bancos fraudulentos e atulhados em produtos financeiramente tóxicos. Ao contrário esses prejuízos foram passados para os Estados promovendo o seu endividamento.

A UE viola as regras com o quantitative easing de 60 mil milhões de euros mensais aos bancos; viola ao autorizar o resgate de bancos privados com dinheiros públicos, mas é necessária autorização para recapitalizar empresas públicas. Violam-se regras ao deixarem sem liquidez os bancos gregos. Violam-se regras quando decisões são tomadas pelo Eurogrupo uma entidade sem existência formal, que decide à revelia da Comissão, do Concelho, do Parlamento. As regras destinam-se a que os povos deixem de democraticamente decidir as políticas dos seus países, não tenham poder sobre os seus orçamentos e a democracia seja subvertida com argumentos para satisfazer a finança.

(continua)

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 00:02
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 14 de Julho de 2015
Cimeira do Euro sobre a Grécia

O labirinto Grécia

 

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)
 

(...)

4. O que o processo relativo à Grécia demonstra e o método e conclusões da Cimeira do Euro comprovam é que uma política verdadeiramente comprometida com os valores da justiça e progresso social, do desenvolvimento soberano e da democracia, exige a ruptura com os constrangimentos e condicionalismos do Euro e da UEM, ditados pelos interesses do grande capital financeiro e do directório de potências da União Europeia e profundamente atentatórios da soberania.

Um processo que demonstra não a inevitabilidade de uma postura de submissão perante as imposições e chantagens da União Europeia, mas sim a necessidade da resistência e da luta pela ruptura com políticas assentes nas desigualdades e no retrocesso económico e social.

(...)

 

museu_80pc

«A evolução da crise grega manifesta traços do poder do imperialismo que talvez em nenhuma situação anterior se evidenciassem de forma tão flagrante. O Syriza, força social-democrata, nada põe em causa do capitalismo. Mas a enorme distância entre as suas promessas eleitorais e as imposições da troika obrigaram-no a tentar obter alguma margem de negociação. Acontece que, nos dias de hoje é suficiente que um político no poder ouse contestar mesmo timidamente a ditadura do capital para ser encarado como inimigo do sistema. O imperialismo não negoceia, exige capitulação total. A alternativa dos povos só existe com a perspectiva do socialismo.»

 «A Grécia necessitava em 30 de junho de 1,7 mil milhões de euros para entregar aos credores, não para o seu povo. Esta verba representa 0,47% do que o BCE forneceu aos bancos privados em seis meses, sem contrapartidas e a uma taxa negativa! Até ao fim do ano a Grécia necessitaria, para reciclagem de dívida, cerca de 10 mil milhões de euros: 1,4% do que o BCE se propõe entregar aos bancos privados! »

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 11:40
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Quarta-feira, 24 de Junho de 2015
Intelectuais no combate do povo

PCP_Folheto4_2015-06

Nenhum outro ideal, mais do que o ideal dos comunistas, corresponde à aspiração mais profunda dos intelectuais no domínio das suas actividades específicas: a aspiração à completa realização das suas capacidades e potencialidades – científicas, artísticas, pedagógicas, técnicas – e à fruição social dos bens em que o seu trabalho se concretiza.

Portugal Democrático, para defender a sua soberania e progredir, precisa do empenhamento, do trabalho, da obra dos intelectuais.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 14:51
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 22 de Abril de 2015
Sim, há solução para os problemas do País e uma política alternativa (3)

newsletter_encontro_nacional_pcp_2015-02-28

 

Clicar na imagem para visualizar a ligação

 

Sim, há uma política alternativa, patriótica e de esquerda, capaz de responder aos problemas do País e às aspirações dos trabalhadores e do povo.

Uma política baseada:

  • na renegociação da dívida, nos seus montantes, juros e prazos;
  • na promoção e valorização da produção nacional e na criação de emprego;
  • na recuperação para o controlo público de sectores e empresas estratégicos, designadamente do sector financeiro;
  • na valorização dos salários, pensões e rendimentos dos trabalhadores e do povo;
  • na defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, designadamente dos direitos à educação, à saúde, à protecção social e à cultura;
  • numa política fiscal que desagrave a carga sobre os rendimentos dos trabalhadores e das micro, pequenas e médias empresas e tribute fortemente os rendimentos e o património do grande capital, os seus lucros e a especulação financeira;
  • na rejeição da submissão às imposições do Euro e da União Europeia, recuperando para o País a sua soberania económica, orçamental e monetária.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:34
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 21 de Abril de 2015
Sim, há solução para os problemas do País e uma política alternativa (2)

serigrafia CDUtrab honest comp  peq 2015 150x110cm

Sim, há solução para os problemas do País e uma política alternativa que coloque como objectivos garantir os direitos e condições de vida dos trabalhadores e do povo.

Sim, é possível, com a sua luta e com o seu voto, assegurar um outro caminho que rompa com o continuado rumo de desastre nacional.

Sim, podem contar com o PCP para dar expressão à ruptura com a política de direita e abrir caminho a uma política patriótica e de esquerda ao serviço de Portugal e dos portugueses.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:23
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 20 de Abril de 2015
Sim, há solução para os problemas do País e uma política alternativa (1)

6 Novembro 2010 6.jpgA ruptura com estas políticas e a construção de uma política alternativa são um imperativo nacional.

Vencendo apelos ao conformismo e à resignação, semeados para proteger o poder dominante.

Combatendo novas e velhas ilusões para animar falsas saídas.

Denunciando novas manobras para ver garantida por outras mãos a continuação da política de direita.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:15
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 4 de Abril de 2015
O Euro não falhou! Cumpriu o papel para o qual foi criado...

euro 1

 

Entre 2001 e 2013, os lucros cresceram quase 26 vezes mais que os salários em Portugal, quase 16 vezes mais em Espanha, mais de 5 vezes mais na Alemanha e na Zona Euro, mais de 3 vezes mais na Itália e 2 vezes mais na Irlanda.O caso grego é ainda mais penalizador para os trabalhadores, uma vez que para igual período os lucros acumulados cresceram 60,7% e os salários reais tiveram uma redução acumulada de 7,1%.

Este foi o resultado do Euro. O aumento da taxa de exploração na zona euro, com o peso dos salários no produto a ter uma forte redução, para níveis historicamente baixos, em especial em países como Portugal, Espanha e Grécia.

No outro lado da moeda encontra-se o desemprego. Entre 2001 e 2013, o número de desempregados cresceu 49% na zona euro, 147% em Portugal, 131% na Espanha, 101% na Grécia, 174% na Irlanda e 29% na Itália.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 11:29
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 20 de Março de 2015
O Euro e a União Económica e Monetária: Constrangimentos e Rupturas

convite gue_pcp 20marco2015

Clicar na imagem para ampliar

 

Esta sexta-feira, dia 20 de Março, irá realizar-se um Seminário, promovido pelo PCP e pelo GUE/NGL, no Hotel Sofitel, pelas 14h30, subordinado ao tema “O Euro e a União Económica e Monetária: Constrangimentos e Rupturas”.

A iniciativa contará com intervenções de João Ferreira, Inês Zuber e Miguel Viegas (deputados do PCP no Parlamento Europeu), Stavros Evagorou (AKEL, Chipre), Paloma Lopez Bermejo (Esquerda Unida, Espanha), David Cullinane (Sinn Fein, Irlanda) e Ângelo Alves, da Comissão Política do Partido.

Uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre as propostas do PCP sobre este tema e ter um conhecimento directo da realidade de outros países afectados pela chamada crise do Euro, como o Chipre, Espanha e Irlanda.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 07:15
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
Ruptura ou adaptação

Mapa Portugal Continental-e-Ilhas-Insulares

A ruptura que se impõe não será certamente um acto súbito mas um processo complexo passando por batalhas intermédias e objectivos concretos e imediatos. Mas não deve haver qualquer confusão entre propostas que, como as do PCP, se situam numa dinâmica de ruptura com um bloco imperialista que se considera irreformável e com um sistema capitalista que exige a sua superação revolucionária, e posições que na sua essência apenas visam «moralizar» e «corrigir os excessos» do capitalismo e afirmam a sua profissão de fé «europeísta», como no caso, tão mediatizado, do Syriza na Grécia. Entre ruptura e adaptação vai a distância que separa uma consequente posição de esquerda, revolucionária, de uma qualquer variante reformista de keynesianismo.

Portugal não tem alternativa senão enfrentar a necessária ruptura com o imperialismo com coragem e determinação. Com o apoio e a mobilização dos trabalhadores e do povo nada é impossível. Com incertezas, riscos e sacrifícios, sem dúvida. Mas não há ruptura de cadeias de opressão nem salto em frente no processo libertador que não tenha as suas dores de parto.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:01
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 20 de Dezembro de 2014
50 Tribunas Públicas

50 tibunas Públicas_2014-12-05

«Romper com a política de direita - Por um País digno e soberano»

 

O PCP está a realizar 50 Tribunas Públicas, em 50 cidades, empresas e locais trabalho, num contacto directo com os trabalhadores e as populações.

Uma acção nacional sob o lema - «Romper com a política de direita. Por um País digno e soberano», com o objectivo de denunciar a política de direita e as suas consequências, e afirmar que existe uma alternativa e que é possível construí-la.

Está nas mãos dos trabalhadores e do povo, com a sua luta, a sua acção e vontade, a real possibilidade de romper com décadas de política de direita e abrir caminho a uma política vinculada aos valores de Abril!

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:12
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014
«A força do povo, por um Portugal com futuro - uma política patriótica e de esquerda»

bandeira_pcp oficial.jpg

«A força do povo, por um Portugal com futuro - uma política patriótica e de esquerda»

 

Os debates que realizados no âmbito desta acção nacional, o conjunto de reuniões e contactos promovidos com os mais diversos sectores e forças sociais e personalidades que estão presentes com a sua intervenção e acção na vida do País, permitiu não apenas realizar uma profunda reflexão sobre os problemas do País e sobre os eixos, os objectivos e as prioridades centrais de uma política alternativa à política de direita, mas igualmente constatar a existência de uma forte vontade de contribuir para encontrar na convergência os caminhos da afirmação de uma solução alternativa e romper com décadas de política de direita.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 06:11
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014
Contínua deterioração da situação política, económica e social

Bandeira Portugal1.jpg

«À contínua deterioração da situação económica e social resultante do rumo imposto ao País por sucessivos governos do PS, PSD e CDS soma-se a progressiva degradação no plano político. Situação que tem por base a política de direita e o que ela representa no processo que conduziu ao domínio dos grupos económicos e financeiros sobre a economia e a vida nacional e à sua fusão com os partidos que nos últimos 38 anos têm assumido responsabilidades governativas.

A aprovação do Orçamento do Estado para 2015 confirma e consolida as orientações de uma política de exploração e empobrecimento dos trabalhadores e do povo, de acentuação das desigualdades e injustiças sociais e de progressiva negação ou liquidação de direitos constitucionalmente consagrados. Um Orçamento que desmentindo a propagandeada saída da troika visa perpetuar uma política baseada na submissão à União Europeia, no favorecimento dos grupos monopolistas e que coloca na ordem do dia, ainda com maior premência, a derrota do governo e a ruptura com a política de direita.

A revelação de múltiplos casos envolvendo actos de gestão danosa, crime económico, fraude fiscal, fuga e branqueamento de capitais e corrupção é o sinal mais recente e mediatizado da evolução da vida política nacional e do domínio do poder económico sobre o poder político.

A afirmação da Constituição da República e a defesa do regime democrático contra o processo da sua subversão, reclamam a urgente e inadiável ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda, assente na prevalência dos direitos dos trabalhadores, do povo e do País, relativamente aos interesses do grande capital, na verdade e no rigor, no inalienável direito de Portugal a um desenvolvimento independente e soberano.»

Ler texto integral

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 08:28
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014
Manobras e processos

Hat and wand 1

Assinala-se o desenvolvimento de manobras e processos para construir soluções que assegurem o prosseguimento da política de direita, esbatam os elementos cruciais de uma ruptura com essa política, animem elementos de diversão e enfraqueçam a construção de uma verdadeira alternativa.

  • A corrente de contra-informação lançada pelo Governo em torno de elementos de política fiscal ou do Salário Mínimo Nacional para iludir a natureza da política de exploração que se propõe prosseguir;
  • a encenação que, a pretexto de uma inventada eleição a “candidato a primeiro-ministro”, o PS promoveu com ampla difusão mediática para procurar iludir o seu alinhamento com a política de direita e a submissão aos interesses da União Europeia, seja com António José Seguro ou com António Costa;
  • as rearrumações do quadro partidário com a criação de novas forças políticas animadas por ambições e projectos pessoais;
  • as movimentações, com base em novas ou velhas expressões políticas, para oferecer ao PS o toque de abertura “à esquerda” numa recauchutada governação à direita;
  • o requentado apelo a compromissos nacionais deixados pelo Presidente da República, no passado dia 5 de Outubro

– são exemplos de realinhamentos que, ditados a partir dos centros decisórios do grande capital, visam reduzir a margem para a crescente reclamação sobre a urgente ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda capaz de assegurar o desenvolvimento soberano e independente do País.

 


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 11:20
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 22 de Fevereiro de 2014
Encontro Nacional do PCP

 

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 23:09
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014
Portugal mergulhado na recessão pelo 3º ano consecutivo
-
1. O INE acabou de divulgar as estimativas rápidas do 4º trimestre de 2013 das Contas Nacionais. De acordo com o INE, o PIB no 4º trimestre de 2013 cresceu 1,6% comparativamente com o 4º trimestre de 2012 e 0,5% comparativamente com o 3º trimestre de 2013.

2. Estes resultados não iludem, entretanto, três factos inegáveis:

- um primeiro, que 2013 foi mais um ano de recessão, com uma queda do PIB de 1,4%. Desta forma, pela primeira vez na nossa história, o nosso país permanece em recessão durante 3 anos, acumulando uma queda do PIB neste período de 5,9% (o PIB caiu 1,3% em 2011, 3,2% em 2012 e agora, em 2013, 1,4%), que corresponde a uma destruição de riqueza produzida equivalente a 9440 milhões de euros, a uma destruição de 323 500 empregos, a uma subida da taxa de desemprego real para cerca de 24%, com cerca de 1 milhão e quatrocentos mil desempregados, e que levou a uma emigração forçada de mais de 200 mil portugueses.

- um segundo, que, após onze trimestres com variações homólogas negativas, haveria de chegar o trimestre em que, batendo no fundo, não se poderia cair mais. O que é impressionante não é registar-se uma variação positiva do PIB ao fim de 11 trimestres consecutivos de queda, mas antes ser possível conduzir o PIB a quedas sucessivas e ininterruptas durante 11 trimestres.

- um terceiro, que a queda do PIB em 2013 é 40% superior à previsão avançada pelo Governo, quando da discussão do Orçamento de Estado para 2013.

3. Longe de poder constituir razão para o irresponsável entusiasmo do governo, o que a evolução do PIB testemunha, ao fim de três anos de Pacto de Agressão e de governo PSD/CDS, é a urgência da demissão do governo e da convocação de eleições antecipadas, indispensáveis à ruptura com a política de direita e à construção de uma política patriótica e de esquerda, que assegure um desenvolvimento soberano e independente do País, de acordo com os interesses dos trabalhadores e do povo.

-

sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 16:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Domingo, 28 de Julho de 2013
O futuro do País está cada vez mais nas mãos dos trabalhadores e do povo

-

1. A situação do País continua a degradar-se, aprofunda-se a crise económica e social, e acentua-se a crise política e institucional. Tais são as consequências da política de direita, do processo de integração capitalista na União Europeia, da concretização dos PEC e do Pacto de Agressão. Neste quadro reafirma-se a necessidade dos trabalhadores e do povo português tomarem nas suas mãos o futuro do País, da luta pela demissão do Governo, pela realização de eleições antecipadas, pela rejeição do Pacto de Agressão e pela ruptura com a política de direita, no caminho para assegurar a concretização de uma política e um governo patrióticos e de esquerda, projectando os valores de Abril no futuro de Portugal.

2. Após o espectáculo de degradação e desagregação do Governo PSD/CDS-PP e das tentativas que se seguiram para “colar os cacos” em que se partiu; depois do lançamento de uma patética e fracassada iniciativa política presidencial de promover um acordo dito de salvação nacional, mas, de facto, de prosseguimento da destruição nacional, entre PSD, PS e CDS-PP, os partidos responsáveis pelo afundamento do País - o Presidente da República veio reafirmar e reforçar o seu compromisso com a continuação desta política e do Governo PSD/CDS-PP que a concretiza.

3. Tal decisão revela que o Presidente da República rompe com as suas responsabilidades institucionais. O chamado compromisso de “salvação nacional” constituiu uma mera manobra, ao serviço dos interesses do grande capital nacional e trasnacional, para tentar aprisionar o País ao caminho da política de direita e do Pacto de Agressão que o afunda, para juntar a força que falta para o prosseguir e para, ao mesmo tempo, ganhar tempo procurando dar a ideia de um distanciamento, que não tem, face ao Governo PSD/CDS-PP. Isso mesmo ficou particularmente evidente quando anunciou que o Governo Passos Coelho/Paulo Portas tinha agora, sem o dito “compromisso de salvação nacional”, condições reforçadas para prosseguir a sua acção até ao fim da legislatura, quando, na sua primeira declaração, reconheceu a fraqueza do Governo e admitiu a limitação da sua duração a um ano.

Com a decisão de prolongar a vida do actual governo, o Presidente da República assume a inteira responsabilidade de todas as consequências do prosseguimento da sua acção e da maioria ilegítima que o apoia, constitui-se como um factor de degradação do funcionamento das instituições democráticas, age deliberadamente para tentar impedir a expressão da soberania popular e viola o juramento que assumiu de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

4. A decisão do Presidente da República de manter o Governo e não convocar eleições antecipadas significa, não um passo para vencer os problemas nacionais, mas sim para agravar a crise económica, social, política e institucional em que o País se encontra.

O Presidente da República deu posse aos novos ministros e secretários de estado, subscreveu a remodelação do Governo que há uma semana e meia tinha ignorado. A marca da política deste Governo está bem expressa na sua composição, no seu compromisso e entrosamento com o grande capital, nas ligações ou envolvimento de membros do Governo em escândalos como os Swaps, o BPN ou o BPP.

-

-

A manobra propagandística de proclamação de um “novo ciclo” e “um novo governo” visa esconder a realidade de um governo velho e remendado e o propósito da continuação e aprofundamento da política de direita, do rumo de agravamento da exploração, empobrecimento e desastre nacional. O novo pacote de terrorismo social em curso contra as funções sociais do Estado e os serviços públicos, a promoção dos despedimentos, designadamente na Administração Pública, o aumento do horário de trabalho, a redução da protecção no desemprego, novos ataques ao Poder Local, o prosseguimento da criminosa política de privatizações de que é exemplo o anúncio da privatização dos CTT, são expressão de um programa de agressão que se pretende perpetuar, seja ao abrigo do actual “memorando de entendimento”, seja por via de um “segundo resgate” apelidado de “programa cautelar”.

5. Da evolução da situação nacional, a par do posicionamento do Presidente da República, do Governo, do PSD e do CDS-PP fica ainda mais clara a posição do PS. A sua participação e posicionamento no processo do chamado “compromisso de salvação nacional” significou a admissão do prolongamento da vida deste Governo, a reafirmação do seu compromisso com o memorando da troika, a sua aplicação e com a política orçamental de cortes e a viabilização de novos programas de submissão externa. Os apelos a entendimentos futuros e a admitida verificação de pontos de convergência entre PSD e PS, e as declarações do porta-voz do PS a defender que o combate ao PCP “é tão ou mais importante” que o combate à direita, são mais uma prova do compromisso do PS com a política de direita.

6. A moção de confiança agora apresentada não passa de uma encenação votada ao descrédito, tal como a maioria que a decide e o governo que a apresenta.

A crise económica e social, política e institucional em que o País foi mergulhado não só se mantém como se agrava. O Governo e a maioria que o sustenta, actuam fora da lei e contra a Constituição. Não há colagem dos cacos em que o governo se partiu, não há moção de confiança de uma maioria ilegítima num governo desacreditado, politicamente derrotado e socialmente isolado, que lhe possa dar qualquer credibilidade ou legitimidade.

O Governo foi derrotado pelo fracasso da sua política, pela luta dos trabalhadores e do povo português. A Greve Geral de 27 de Junho, no seguimento de um impressionante desenvolvimento da luta de massas, foi um abalo irreparável para o Governo e a sua política. Enfraquecido, desacreditado, o Governo procura prosseguir perigosamente a sua acção destruidora.

A questão que se coloca já não é se o governo e a maioria ilegítima que o sustenta vão ser derrotados, mas sim a necessidade da intensificação e ampliação da luta para acelerar o momento da sua derrota, para libertar o País da sua política de desastre.

7. A Comissão Política do CC do PCP, face à evolução da situação, reafirma a exigência da demissão do Governo, da realização de eleições antecipadas, da rejeição do Pacto de Agressão, da ruptura com a política de direita e da concretização de uma política patriótica e de esquerda.

A urgência de uma ruptura com a política de direita e de uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, constitui um imperativo nacional, uma condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso, um país soberano e independente. Uma política que seja capaz de libertar Portugal da dependência e da submissão, recuperar para o país o que é do país, devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos.

-


-

8. É necessária a convergência e mobilização das forças sociais e políticas, dos democratas e patriotas, para romper com a política de direita.

A situação do País dá ainda mais destaque à importância do reforço do PCP e da CDU, das suas características de trabalho, honestidade e competência. Características importantes no plano do Poder Local e a todos os níveis da acção e responsabilidade política. O País precisa do PCP e dos seus aliados na CDU, dos seus valores, da sua política, do seu projecto. Face ao espectáculo degradante da política de direita e dos seus executantes ainda mais se afirma a diferença do PCP e dos seus aliados na CDU, e do seu compromisso de sempre com os trabalhadores e o povo.

O futuro do País está cada vez mais nas mãos dos trabalhadores e do povo. A Comissão Política do CC do PCP apela ao desenvolvimento da luta de massas e desde já à participação na manifestação/concentração convocada por estruturas sindicais e comissões de utentes para dia 29 de Julho junto à Assembleia da República.

Comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 10:46
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 20 de Abril de 2013
A Crise do Sistema Capitalista: Está declarada a guerra entre o mundo económico-político e a esfera financeira-bancária

Clicar na imagem para visualizar a ligação

-

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 09:48
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
Resultados de dois anos e meio de troikas
-

A confirmarem-se as estimativas mais optimistas para 2013, nomeadamente as do Banco de Portugal, a não ser travada esta política, chegaremos ao fim deste ano, dois anos e meio após a imposição pelas troikas do Pacto de Agressão, com uma recessão acumulada de, pelo menos, 7,7%, com mais 400 mil empregos destruídos e o êxodo forçado de mais de 250 mil portugueses, na sua maioria jovens, com uma quebra no investimento de 43,5% e na procura interna de 19,6%. Um rasto de destruição expresso numa taxa de desemprego sem precedentes no final de 2012 (25,3% em sentido lato, correspondente a mais de um milhão e quatrocentos e trinta mil desempregados).

-


sinto-me:

publicado por António Vilarigues às 12:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
18

20
21
22
24
25

26
27
28


posts recentes

A crise na e da União Eur...

Sobre as contradições ant...

Força protagonista da alt...

A libertação do país da s...

A propósito da Grécia e d...

A situação na Grécia e as...

Cinco lições e uma conclu...

Isto anda tudo ligado...

Cinco lições e uma conclu...

Cinco lições e uma conclu...

Cinco lições e uma conclu...

Cinco lições e uma conclu...

Cinco lições e uma conclu...

Cimeira do Euro sobre a G...

Intelectuais no combate d...

arquivos
tags

álvaro cunhal

assembleia da república

autarquia

avante!

bce

benfica

blog

blogs

capitalismo

caricatura

cartoon

castendo

cds

cdu

cgtp

cgtp-in

classes

comunicação social

comunismo

comunista

crise

crise do sistema capitalista

cultura

cultural

democracia

desemprego

desenvolvimento

desporto

dialéctica

economia

economista

eleições

emprego

empresas

engels

eua

eugénio rosa

exploração

fascismo

fmi

futebol

governo

governo psd/cds

grupos económicos e financeiros

guerra

história

humor

imagens

imperialismo

impostos

jerónimo de sousa

jornal

josé sócrates

lénine

liberdade

liga

lucros

luta

manifestação

marx

marxismo-leninismo

música

notícias

parlamento europeu

partido comunista português

paz

pcp

penalva do castelo

pensões

poema

poesia

poeta

política

portugal

precariedade

ps

psd

recessão

revolução

revolucionária

revolucionário

rir

salários

saúde

segurança social

sexo

sistema

sistema capitalista

slb

socialismo

socialista

sociedade

sons

trabalhadores

trabalho

troika

união europeia

vídeos

viseu

vitória

todas as tags

LIGAÇÕES A CASTENDO
Visitantes
eXTReMe Tracker
Google Analytics
blogs SAPO
subscrever feeds