TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 11 de Junho de 2016
UPP: Contributos para a História do Movimento Operário no Porto

UPP Coloquio Mov Operario

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015
UPP: Apresentação de três obras de António Avelãs Nunes

UPP Convite Livro Europa

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Sábado, 16 de Maio de 2015
Eles querem que em Portugal também seja assim...

Reino Unido-eleições2015-1

Reflexões lentas a partir das eleições no Reino Unido - o ludíbrio da democracia representativa

PORTUGAL-eleições2013-11

CUIDADO! Eles querem que em Portugal também seja assim...

 


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Quarta-feira, 18 de Março de 2015
UPP: À boleia n'uma volta ao mundo num mundo às voltas

UPP Seminário de Economia

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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
UPP: Introdução à Economia Política

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
UPP: A Crise - inevitabilidades e alternativas (painel 3)

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013
UPP: A Crise - inevitabilidades e alternativas (painel 2)

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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013
Ciclo de conferências: Ferramentas para a cidadania

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
UPP: A Crise - inevitabilidades e alternativas

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
Mais uma falácia, mais um ataque aos trabalhadores e aos seus direitos!

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(...) no plano político, tem sido abusivamente usado o argumento do efeito das greves portuárias sobre as exportações para os países extracomunitários que, de acordo com o INE, são, na sua esmagadora maioria, feitas por via marítima. Se se considerasse que a totalidade da queda das exportações feitas para esses países se devia à greve dos trabalhadores portuários - o que significaria ignorar outros factores - as exportações teriam caído, em Setembro, 1,2% bem longe dos 6,5% que se verificaram.

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Como demonstra o Anónimo séc. xxi a mentira tem perna curta...

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
OS PONTOS NOS ii ou O SEU A SEU DONO

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Os excertos de documentos que o Subsector das Ciências Sociais agora divulga demonstra à exaustão que o Partido Comunista Português previu e advertiu sobre as consequências da adesão à CEE. Por falar verdade, demonstrando que os interesses de quem vive do salário são antagónicos aos do grande capital, caluniam-no ou ignoram-no.

A transcrição de duas intervenções de Carlos Carvalhas e o texto de Sérgio Ribeiro, autor da primeira obra publicada Não à Moeda Única” (Ed. Avante!-1997), analisam o desastre que traria – e trouxe – ao país tal opção. Quem o sabe? Comentadores e colaboradores do poder citam somente, a contra gosto e só agora, economistas não comunistas como os únicos que denunciaram em tempo o erro da opção. De facto, por honestidade intelectual e saber profissional houve quem denunciasse a catastrófica decisão. Mas aos comunistas é proibido ter razão. Só que a vida lha dá.

A divulgação desta Newsletter, é mais uma oportunidade - nunca a perder - de divulgar as posições do PCP sobre a vida nacional e internacional.

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«A integração de Portugal na CEE significaria, pois, a médio e longo prazos, a inserção plena da economia portuguesa na estratégia de desenvolvimento das economias dominantes na CEE, isto é, a submissão da economia portuguesa à divisão internacional do trabalho, determinada pelas multinacionais em seu exclusivo benefício». (Carlos Carvalhas, Não ao Mercado Comum-Conclusões - Palácio de Cristal – Porto-1980- Ed. Avante!)

«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais. A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado».(Intervenção do Deputado Carlos Carvalhas na Interpelação ao governo (de Guterres) em 02 de Abril de 1997)

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Portugal aderiu às “Comunidades Europeias” em 1986.(Sérgio Ribeiro)

Estas CE eram a continuidade de uma fórmula de integração de Estados que vinha de 1957, e a que Portugal se associara em 1972, via acordo comercial, negociado por forma que defendeu interesses económicos nacionais, no que se chamou “produtos sensíveis” (conservas de peixe, concentrados de fruta, têxteis).

A adesão foi um dos elementos da contra-revolução, resumido no slogan “Europa connosco”, enquanto estratégia política de classe, sem salvaguarda de interesses nacionais como vantagens comparativas, recursos naturais e adquiridos.

Desde então, nomeadamente com a queda dos países socialistas europeus (que tinham algum efeito de constrangimento ao nível internacional da luta de classes) e Maastrich, em Portugal a política prosseguida pelos partidos com maioria parlamentar e poder executivo tem sido de submissão e obediência à estratégia “comunitária”, com aceleração do mercado interno, a criação de uma União Económica e Monetária (moeda única e BCE), a militarização e as tentativas de avançar por uma União Política, com um Estado federal (Constituição Europeia adiada/travestida em Tratado de Lisboa).

O funcionamento do capitalismo nas duas últimas décadas tem sido de demencial bangsterismo e financeirização, agravando a concentração e centralização do capital, com expressão na U.E. e a criação, nesta, de um centro inconfessado mas evidente (o rabo escondido do gato de fora…) e de uma periferia, que a explosão da crise de 2008 levou a um paroxismo sem perspectivas de remendo.

O Partido Comunista Português, escorado na sua base teórica, sempre denunciou o carácter de classe do processo de integração.

Além das posições congressuais, no início dos anos 80 realizou um Encontro Não ao Mercado Comum, de onde saiu a resolução inequívoca, com larguíssima fundamentação e a denúncia do que resultaria da adesão para a economia portuguesa e sua decorrente perificidade; fez campanha contra Maastrich e, convergente com a sua participação na frente de luta do Parlamento Europeu, bateu-se por uma coesão económica e social morigeradora das inevitáveis consequências do mercado interno, defendeu a economia produtiva, esteve (e votou!) contra a criação da moeda única, denunciando o que resultaria da sua criação tal como foi engendrada e concretizada com apoio de todas as outras forças político/partidárias. Naturalmente, por de classe serem.

A indispensável leitura, para já não exigir o necessário estudo, das posições do PCP – acessíveis em múltiplos documentos – confirma a justeza das previsões e prevenções, de que hoje se encontram cópias, nem se pode dizer envergonhadas…, em afirmações de personalidades e forças políticas que anatematizaram essas posições, previsões e prevenções quando atempadamente foram tomadas.

Com a agravante das actuais “revisões” se enrouparem em mantos de inevitabilidade e irreversibilidade, que não tapam as responsabilidades na actual situação, e serem negadas pela realidade e por casos de outros países, até europeus, que se referem sem a intenção de os apresentar como exemplos mas tão-só como ilustrações da negação da inevitabilidade e irreversibilidade – Noruega, Islândia, Chipre e outros.
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Inevitável é a mudança de rumo. Quanto mais tarde pior, económica e socialmente

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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Sobre o contributo de Max para o marxismo (Sérgio Ribeiro)

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(...) cada ser humano é único, insubstituível e tem o seu, único e insubstituível, contributo para o fluir da História, independentemente da importância que se dê, ou venha a dar a esse contributo, em termos de Humanidade (ou de humanização).

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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Mineiros de Aljustrel - nas barrenas da memória

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Com prefácio de José Casanova e Sérgio Ribeiro e ilustrações de Roberto Chichorro.

Como diz o autor:

«Este trabalho é fruto, além de afincada investigação, de fortes laços de amizade e camaradagem com os intervenientes que dão o som à tinta que se segue»
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Um discurso esclarecedor (De quê? Sobre quem o fez!)

(...)

As primeiras tentativas de «construção» sistematizada de um pensamento económico tiveram por base a analogia com a circulação do sangue no corpo humano. Para o que não foi indiferente, obviamente, o facto de o «chefe» dessa primeira «escola económica» – dos fisiocratas – ser um médico, o dr. Quesnay.

Isso sabe o recentemente empossado Presidente da República, há menos de dois meses eleito pela «esmagadora» maioria de um em cada quatro portugueses votantes e menos de metade dos que votaram, de profissão economista e que tem feito questão, à maneira do médico Quesnay, em fazer diagnósticos, alguns bem tardios mas sempre como se fossem prognósticos e ele, bruxo, se estivesse a antecipar ou, oráculo, a dizer a última e definitiva palavra.

(...)

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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Sérgio Ribeiro e Samuel na Campanha de Francisco Lopes em Viseu

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Sérgio Ribeiro e Samuel na Campanha de Francisco Lopes em Viseu

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Sábado, 11 de Dezembro de 2010
7

   Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010 Mar del Plata, na Argentina: o Presidente da República disse ter escrito em 2003 «o que está a acontecer hoje» sobre a economia portuguesa. E proclamou-o ufano como se não tivesse nada a ver com o rumo que o País levou e leva. Como diz o ditado popular «presunção e água benta cada um toma a quer». Cavaco Silva manifestamente tomou uma dose muito exagerada!

Cavaco Silva que, de entre os actuais responsáveis políticos, é dos que mais responsabilidades tem na situação do País! Recorde-se a sua demolidora (para Portugal) passagem por São Bento ao longo de DEZ ANOS (o 1º ministro pós 25 de Abril de 1974 mais tempo em funções!). Relembre-se o que tem sido, nestes CINCO ANOS, o seu mandato presidencial. Nos últimos 25 anos o homem exerceu as mais altas funções de Estado durante 15 e nada fez para corrigir o que previu e escreveu?

Como o economista Sérgio Ribeiro ironizou, foi há menos de sete anos (em dois mil e sete) que os comunistas «passaram a limpo», numa Conferência Económica, o que vinha sendo dito e escrito sobre os caminhos da economia portuguesa há sete e mais anos. Como o fizeram, lembra, por exemplo:

1. Há sete anos (mais mês menos mês) quando entrou em funcionamento o euro.

2. Há duas vezes sete anos (mais coisa menos coisa) quando foi decidida, em definitivo (?) a criação da moeda única e com quem.

3. Há três vezes sete anos (mais ou menos) quando se entrou na Comunidade Europeia e começou a «construir» a União Europeia.

4. Há quatro vezes sete anos (mas já antes) se enveredou pelos caminhos do FMI e da «Europa connosco».

5. Há cinco vezes sete anos (e mais uns tantos meses) quando se usou a via parlamentar para apagar, aos poucos e como o podiam fazer, a via da democracia participativa e avançada.

6. Há seis vezes sete anos (vindos de antes) se adoptou a efectiva mudança contra a continuidade de mudança faz-de-conta.

7. Há sete vezes sete anos (à volta disso) se definiu qual o rumo para a vitória.

No grande colectivo que propõe Francisco Lopes para Presidente da Republica, há muita coisa escrita sete vezes sete anos (e mais). E que apagam totalmente as pretensões de quem se arroga o dom de prever e escrever com antecipação. Mais uma (ou serão SETE?) razão para apoiar a única candidatura que tem na agenda, como questão principal, os problemas dos trabalhadores e das populações, agindo no sentido da sua resolução.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 10 de Dezembro de 2010

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
A situação económica ontem e hoje nos países do Leste europeu

(...)

Vejamos alguns dados, tão incertos e tão falíveis como todos.

Entre 1950 e 1970, a produção industrial passou do indicador 100 para 1157 na Bulgária, 1137 na Roménia, 758 na Polónia, 688 na URSS, 535 na RDA, 520 na Hungria e 501 na Checoslováquia, enquanto que, em 5 países “ocidentais” de referência passou para 460 na Itália, 430 na RFAlemanha, 315 na França, 225 nos Estados Unidos, e 178 no Reino Unido em claro declínio industrial. Em relação a 1939, antes da guerra, essa produção industrial teria crescido 36 vezes na Bulgária, 17 vezes na Roménia e na Polónia, 12 vezes na URSS, 8 vezes na Hungria, 7 vezes na Checoslováquia e 6 vezes na RDA.

(...)

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Domingo, 6 de Junho de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (5)

  • Há em Portugal um défice reportado àquilo que somos obrigados a comprar lá fora em virtude de não produzirmos aquilo que consumimos, sob a forma de importações. Trata-se de um défice estrutural com uma dimensão financeira de um número com 11 algarismos, qualquer coisa como 61 174 milhões de euros.

  • Em 2008 o PIB português foi estimado em cerca de 166 167 milhões de euros. Quantos países no mundo, salvo aqueles onde se desenrolam conflitos armados, têm uma tal desproporção entre aquilo que produzem e aquilo que compram?

  • Se desagregarmos as importações pelos grandes ramos de actividade verifica-se um dado extremamente importante: cerca de 93% das nossas importações dizem respeito à agricultura, à pesca, à indústria extractiva e às indústrias transformadoras.

  • Em 1975 Portugal importava, números redondos, 20 a 25% do que se comia. Neste final de 2009 a proporção inverteu-se: importamos mais de 75% do que comemos.

  • Em 2008 na produção agrícola e produção animal, importámos 2 525 milhões de euros. E estamos a falar somente de produtos agrícolas e do reino animal não sujeitos a processos de transformação. Pescas, importámos 212 milhões. Produtos alimentares, bebidas e tabacos, importámos 7 481 milhões de euros.

  • Portugal tem de importar os produtos necessários à nossa alimentação, obrigando cada família a despender no estrangeiro cerca de 2 050 euros por ano.

  • Segundo os dados disponíveis do INE, reportados a 2007, a taxa de rentabilidade dos capitais próprios das empresas, com excepção do sector financeiro, foi de 10,17%. Isto significa que comparativamente ao ano anterior houve uma melhoria dessa taxa em cerca de 6,6%. Valor esse que supera em muito aquilo que foram os aumentos médios salariais do sector privado da economia. Facto que desmonta a hipócrita teoria de que é preciso primeiro criar riqueza para depois a distribuir.

Estamos conversados...

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Sábado, 5 de Junho de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (4)

  • O volume de investimento efectuado no 1º trimestre do ano de 2009 caiu para níveis do primeiro trimestre de há 12 anos atrás.

  • Se é verdade que a produção industrial teve uma quebra de 10,5%, a produção agrícola uma quebra de 5,8%, a construção uma quebra de 15,2%, o comércio, restaurantes e hotéis, uma quebra de 2,3%, os transportes e comunicações uma quebra de 8,9%, também é verdade que a actividade financeira e imobiliária cresceram 4,2%.

  • Entre 2005 e 2008 as actividades produtivas definharam, enquanto a especulação imobiliária e a financeirização da economia tiveram um crescimento médio anual de 2,6%. O investimento público neste período de governo do PS regrediu cerca 29% em termos reais.

  • Entre 2005 e 2009 tivemos um crescimento médio do PIB metade do da zona euro. O que significa que em vez de nos aproximarmos da média nos afastámos.

  • Se olharmos para a estrutura do PIB verificamos que em 1986 a indústria contribuía para o PIB com 28,3% e a agricultura e pescas com 9,9% enquanto às actividades financeiras e imobiliárias correspondia uns 10,1%. Em 2008 a indústria contribuía apenas com 14,9% e a agricultura e pescas com 2,5%. Paralelamente as actividades financeiras e imobiliárias subiram para 15,3%.

  • O défice da Balança Corrente e de Capital foi de 9% do PIB em média entre 2005 e 2008.

  • O endividamento externo líquido em percentagem do PIB passou de 10,4% em 1996 para 108,5% em 2009.

  • Evolução do investimento: segundo as contas nacionais do INE e a previsão do Banco de Portugal para 2010, nesta última década a sua evolução foi de menos 2,5% ao ano.

  • Paralelamente na última década o endividamento das famílias passou de 60% do PIB em 2000, para 96% em 2009, isto é, um aumento de 50%.

  • 15 mil milhões de euros foram quanto alguns portugueses investiram em offshores desde 1996. Só em 2009, entre Janeiro e Novembro, esse investimento foi de 2 mil milhões de euros.

  • O PSI 20 da Bolsa de Lisboa valia mais de 12 mil pontos em Agosto de 2007 (início desta fase da crise do sistema capitalista). Hoje anda pelos 6 mil.

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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (3)

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  • Existem em Portugal 139 grandes grupos económicos.

  • Dos quais 77,6% criados nos últimos 20 anos em resultado directo do processo de privatização (cerca de 50.000 milhões de euros entraram nos últimos 25 anos para os cofres do Estado, oriundos das privatizações) e consequente restauração dos grandes grupos monopolistas.

  • Este conjunto de Grupos Económicos – ao mesmo tempo que a nossa economia crescia a um ritmo médio de apenas 1,3% entre 2004 e 2007 –, viu os seus lucros aumentarem de 75%, atingindo os 6,8 mil milhões de euros4,2% do PIB. No mesmo período os lucros do sistema bancário cresceram 155,4%, atingindo em 2007 os 4,467 mil milhões de euros.

  • A análise dos maiores Grupos Económicos Nacionais no final de 2005 mostra-nos que dos doze grupos com lucros mais elevados – com um valor superior a 250 milhões de euros –, apenas dois se encontram ligados predominantemente à actividade produtiva (cimentos – Cimpor e papel – Semapa).

  • Um terço da estrutura accionista das empresas nacionais é detido por capital estrangeiro, com uma forte presença em empresas e sectores estratégicos (EDP, 48%, PT, 64%, GALP, 50%, CIMPOR, 30%, BCP, 36%).

  • O investimento directo português no estrangeiro, IDPE, atingiu a soma de 90 mil milhões de euros a preços correntes, entre 1997 e 2005.

  • As micro, pequenas e médias empresas representam a esmagadora maioria do tecido empresarial português, e nesse universo, um peso absoluto das micro. Em 2008, existiam em Portugal, no quadro da economia legal, 1 121 472 empresas, das quais 1 096 255 (98%) eram empresas não financeiras.

  • Destas 350 871 (32%) eram sociedades, com 3 005 160 pessoas ao serviço e 745 384 (68%) eram empresas individuais (empresários em nome individual e trabalhadores independentes) e tinham 856 566 pessoas ao serviço.

  • Se considerarmos a dimensão em função do pessoal ao serviço das empresas não financeiras, 95,47% são micro (até 9 trabalhadores), 3,89% são pequenas (entre 10 e 49 trabalhadores), 0,55% são médias (entre 50 e 249 trabalhadores) e 0,08% são grandes (mais de 250 trabalhadores).

  • Se considerarmos apenas as sociedades, temos 86,1% micro, 11,9% pequenas, 1,7% médias e 0,3% grandes empresas.

  • A distribuição por grandes sectores indica nas sociedades 50,8% e nas individuais 49,2% estão na indústria, energia e pescas, 41,9% e 58,1% respectivamente na construção civil, 37,4% e 62,6% respectivamente no comércio e 25,2% e 74,8% nos serviços.

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (2)

  • O salário médio real caiu 2,6% (enquanto na OCDE cresceu 1,3%), sendo agora Portugalo quarto país com menor poder de compra.

  • Cerca de 18% da população portuguesa (cerca de 2 milhões) vive abaixo do limiar da pobreza (o que significa que vivem com menos de 406 euros/mês). Tal como 20% das crianças e jovens até aos 17 anos e 25% dos portugueses com mais de 65 anos.

  • Quase três milhões de portugueses vivem com menos de 10 euros por dia. Mais de 230 mil com menos de 5 euros.

  • Um país que detém um valor médio dos salários abaixo de metade da média europeia.

  • O salário mínimo nacional é o mais baixo da UE a 15.Se o salário mínimo tivesse sido actualizado desde 1974, repondo a inflação de cada ano, o seu valor em 2010 seria de 562 euros e não os 475 euros anunciados pelo Governo. Aquela quantia respeitaria o limiar de 60 por cento da remuneração base média tida internacionalmente como suficiente para um nível de vida decente.

  • Cerca de 450 mil portugueses trabalham e recebem apenas o Salário Mínimo Nacional. Mais de 40% dos trabalhadores por conta de outrem têm um rendimento inferior a 600 euros.

  • 35% dos portugueses não têm rendimentos suficientes para manter um sistema de aquecimento em casa. 64% não conseguem pagar uma semana de férias fora de casa.

  • Entre 1973 e 1975 a parte que as remunerações, sem incluir as contribuições sociais, representavam do PIB aumentou de uma forma contínua e significativa. Passou de 47% para 59% do PIB. Depois assistiu-se a uma diminuição sistemática, alcançando com o governo de Sócrates, em 2008, apenas 34% do PIB.

  • No nosso país um gestor executivo de uma empresa do PSI 20 ganha, em média, mais de 50 mil euros brutos mensais (1 666 euros por dia). Há quem, com mais sorte, chegue aos 8 500 euros/dia.

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (1)

Sublinhe-se que a verdadeira dimensão do desemprego no nosso país só pode ser apreendida se ao número de desempregados em sentido restrito, acrescentarmos os inactivos disponíveis para trabalhar e o sub emprego visível. Obtemos assim o valor do desemprego em sentido lato (EFECTIVO).

  • A taxa de desemprego que era de 3,9% em 2000 atingiu os 9,4% em 2009 e será de 13,1% no final de 2010, segundo as previsões oficiais.

  • A população desempregada somava um total de 270,50 mil indivíduos, em 2002.

  • O número de desempregados à data da tomada de posse do governo (2005), era de 399 300.

  • O número de desempregados em 31 de Março de 2010 era de 592,2 mil (10,6%). E o desemprego EFECTIVO atingia os 729,3 mil portugueses (13%). Em 30 de Abril de 2010 subiu para os 10,8%, quase 605 mil desempregados.

  • Entre 2002-2007, o desemprego aumentou 68,8%, no caso das mulheres, e 62,1%, no caso dos homens

  • Mais de 1 250 00 trabalhadores têm hoje um vínculo precário, isto é, 1 em cada 4 trabalhadores é precário.

  • Cerca de 85% dos desempregados procura um novo emprego.

  • A maior parte da população desempregada procura emprego entre um e seis meses (cerca de 28%) ou há mais de 25 meses (cerca de 30%).

  • O número dos desempregados que não recebem subsídio de desemprego é superior a 370 mil (50,7% dos desempregados EFECTIVOS).

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  • (o que significa que vivem com menos de 406 euros/mês).

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Terça-feira, 25 de Maio de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: os números

Aviso à navegação: os números que se seguem são verdadeiros. Obscenos, é um facto, mas verdadeiros. Diria mesmo mais: obscenamente verdadeiros!

  • Estimava-se, em 2007, que a capitalização bolsista, a dívida titularizada e os activos financeiros em posse dos bancos comerciais, representassem mais de 4,2 vezes o produto mundial.

  • O valor da dívida internacional titularizada ascendia a quase 22 milhões de milhões (22.000.000.000.000) de dólares em 2007. Ou seja, mais de 40% do produto mundial e quase 2,5 vezes o valor de 2002.

  • Só o valor nocional dos contratos estabelecidos no mercado de derivados, em Dezembro de 2007, ascendia a cerca de 596 milhões de milhões (596.000.000.000.000) de dólares. Ou seja, 11 vezes o produto mundial, tendo como base contratos cujo valor de mercado não chegava aos 15 milhões de milhões (15.000.000.000.000) de dólares.

  • Em 2007 a massa monetária em circulação no nosso planeta era quase 10 vezes superior ao PIB Mundial.

  • Existiam a nível mundial em 2007 cerca de 190 milhões de desempregados e mais de 1,3 mil milhões de «trabalhadores pobres».

  • Só nas últimas duas décadas estima-se (dados de 2007) que o peso dos salários no rendimento se tenha reduzido 13 pontos percentuais na América Latina, 10 na Ásia e Pacífico e 9 no centro do sistema capitalista.

  • Os EUA com 5% da população mundial consomem 25% dos recursos ao nível mundial.

  • Nos EUA, o défice público e o défice da balança de transacções correntes em 2007, duplicaram face a 2000, atingindo os 345 mil milhões (345.000.000.000.000) de dólares e os 739 mil milhões de dólares (739.000.000.000.000) respectivamente.

  • Só em vinte anos (1988/2008), o valor dos fluxos de investimento directo estrangeiro ao nível mundial aumentou catorze vezes. E o das operações de fusão & aquisição transfronteiriças dezassete vezes. Representam 29% e 3% do produto mundial respectivamente.

  • Os activos detidos pelas cinquenta maiores empresas multinacionais não financeiras representavam em 2008 14% do produto mundial e era equivalente aos activos detidos pelas cinco maiores empresas multinacionais financeiras.

  • Em 2009 nos EUA a taxa de desemprego rondava os 16 por cento, o número de pobres era de cerca de 50 milhões e aproximadamente 7,5 milhões de famílias estavam envolvidas em processos judiciais por falta de pagamento das respectivas hipotecas.

  • Dez milhões de milhões (10.000.000.000.000) de euros em 20 meses (Agosto de 2007 a Abril de 2009). Mais de 50 vezes o PIB de um país como Portugal. Ou 30 apartamentos com 150 metros quadrados de área cheios de notas de 500€ até ao tecto. Tal é a verba injectada pelos bancos centrais e pelos governos, SÓ NO SISTEMA FINANCEIRO. Este dinheiro dava e sobrava para acabar com a fome e a pobreza em todo o mundo. E para erradicar de vez com doenças como a malária, a poliomielite, a varíola, ou a cólera.

  • Nos EUA nove bancos, que receberam 125 mil milhões de dólares da Casa Branca em 2008, distribuíram em 2009 pelos seus executivos prémios no valor 30 mil milhões.

E quem paga a crise?

Não certamente, os financeiros de Wall Street e das bolsas mundiais (incluindo a portuguesa). Esses, duma forma clara, procuram criar uma nova « bolha » especulativa de lucros. A novidade é que o fazem não com dinheiros privados, mas sim com dinheiros públicos. Milhares de milhões de euros ou dólares provenientes dos impostos pagos por toda a sociedade. Dinheiros que os governos puseram de uma forma compulsiva ao serviço de um novo ciclo de rentabilidade capitalista. Não certamente o grupo restrito de multinacionais e multimilionários que multiplica a uma escala inimaginável os seus activos empresariais e as suas fortunas pessoais.

Fontes: Resolução Política do XVIII Congresso do PCP,Carlos Carvalhas,EugénioRosa,Jerónimo de Sousa,Pedro Carvalho,Sérgio Ribeiro, jornais, Internet, etc..

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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: as previsões

«Ninguém previu a crise», proclamam aos 4 ventos políticos, economistas, comentadores, analistas, jornalistas e tuti quanti. De facto a capacidade de  «previsão» dos arautos do capital e dos seus instrumentos é, nalguns casos, verdadeiramente fascinante. Exemplo paradigmático é o caso das agências de notação, ditas de «rating» (sobre o assunto ler AQUI, AQUI e AQUI).

Vejamos:

  • Em 2001 a Enron estava cotada como AAA (menção que remete para baixo risco), 4 dias antes de falir da forma como sabemos ter falido;

  • Atribuíram uma classificação AAA a centenas de milhares de milhões de dólares de activos duvidosos que se viria a perceber mais tarde serem quase todos lixo tóxico. Dos títulos hipotecários subprime classificados com AAA em 2006, 93% – 93 por cento! - foram agora considerados lixo;

  • Não previram as implicações da crise das subprimes;

  • Não previram o afundamento do Lehman Brothers e da AIG;

  • Não previram o afundamento dos fundos de Bernard Madoff;

  • Em 2008 classificaram a Islândia com a notação mais elevado: AAA+. Dois dias depois o governo islandês anunciava ao mundo a sua falência;

  • Não previram as implicações da crise do Dubai;

  • Não previram as implicações da crise na Grécia;

  • A dívida nacional dos EUA é de aproximadamente 12 milhões de milhões (trillion) de dólares (embora cresça tão rapidamente que é difícil estabelecer um número exacto). Se todo o dinheiro na posse de todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e entregue ao governo dos EUA, não seria suficiente para liquidar a dívida nacional deste país. Notação atribuída? AAA+;

E o PCP? Como se costuma dizer «O PCP previu e preveniu»…

  • Resolução Política do XV Congresso, em Dezembro de 1996: «Pelo seu volume desmedido, pela tendência a empolar-se cada vez mais, pelo risco aleatório do seu movimento, esse capital fictício financeiro-especulativo faz pairar sobre a economia dos países e do mundo a instabilidade monetária e o perigo de colapsos bolsistas devastadores.» E assistimos à crise «asiática» de 1997/98.

  • Dezembro de 2000, no XVI Congresso, o PCP afirmava: «Os constantes fluxos de capital-dinheiro, especialmente de curto prazo e de alto risco, provocam uma acrescida instabilidade no funcionamento do sistema financeiro e monetário internacional (…). Mercados bolsistas e imobiliários irracionalmente inflacionados são alimentados por uma insustentável expansão do crédito que potencia o perigo e a dimensão de desastres. (…)». E veio a crise económica de 2001/03.

  • Resolução Política aprovada, em Novembro de 2004, no XVII Congresso do PCP: «No mercado imobiliário, cujos preços têm vindo a subir a níveis demasiado elevados, subsistem riscos de um ajustamento abrupto com consequências de expressão mundial.». E veio a actual crise iniciada em 2007.

  • Resolução Política do XVIII Congresso, em Dezembro de 2008: «A resposta do capitalismo à crise em que se debate tende para expressões de força cada vez mais violentas. O que não significa que, quando necessário, como na presente crise, o Estado capitalista não procure recorrer a medidas de tipo keynesiano, visando a salvaguarda dos interesses do grande capital, com os quais a social-democracia se encontra estruturalmente comprometida. É uma perigosa ilusão pensar que, mantendo intocável o poder económico e político do grande capital e a hegemonia do capital financeiro, é possível dar resposta aos anseios dos trabalhadores e dos povos e preservar a Humanidade de terríveis convulsões e regressões de civilização. Só profundas transformações de carácter antimonopolista e anticapitalista impostas e defendidas pelas massas o podem conseguir.»

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Terça-feira, 18 de Maio de 2010
A Crise do Sistema Capitalista: as origens

O primeiro de vários posts, fruto de algumas reflexões pessoais e de variegadas pesquisas de informação sobre o tema em epígrafe.

  • Uma conclusão se impõe da observação do mundo actual: não obstante as grandes transformações por que passou o sistema capitalista, a análise marxista do capitalismo mantém uma extraordinária vitalidade e as leis fundamentais da reprodução do capital formuladas por Marx e Engels revelam-se de uma flagrante actualidade. Tal é o caso da lei do valor e da teoria da mais-valia que desvenda os mecanismos da exploração capitalista e da lei da baixa tendencial da taxa de lucro, que o capital tudo faz para contrariar, intensificando quanto possa e a correlação de forças lho permita, a exploração do proletariado, e que determina a financeirização crescente da economia. Tal é também o caso da lei da pauperização relativa, que ilumina as causas de fundo inultrapassáveis pelo capitalismo das crises de sobreprodução. E tal é o caso da validade das teses de Lenine sobre o imperialismo, nomeadamente da lei do desenvolvimento desigual do capitalismo, que mostra a impossibilidade de constituição de um mecanismo único capitalista (um «super-imperialismo») que anule a concorrência dos monopólios e as contradições inter-imperialistas, causa primeira do militarismo, da agressão e da guerra.

  • Esta crise resulta, por um lado, da contradição entre a sobreprodução e sobreacumulação de meios de produção. Por outro, da contracção dos mercados e níveis de consumo decorrentes das desvalorizações salariais e abismais assimetrias de rendimentos, agravadas pelas reduções das despesas públicas e pouca solvabilidade de inúmeros países.

  • O capital monetário está cada vez mais concentrado e valendo menos. Porque, mantendo-se a necessidade vital de criação de mais-valia e agudizando-se o desenvolvimento da contradição fulcral entre a capacidade de produção e a capacidade de consumo, esse capital monetário está cada vez mais empolado pela desmedida circulação D-D' (troca de dinheiro por mais dinheiro). Com intervenção também cada vez mais relevante do crédito, até pelos constrangimentos e travões na evolução dos níveis salariais.


  • A inevitabilidade das crises encontra-se no ADN do capitalismo. Uma economia capitalista pressupõe uma força motriz que conduza a reprodução capitalista até aos seus extremos, à acumulação de lucros imensos e a que a apropriação da mais-valia dos trabalhadores adopte uma forma de especulação monetária. Ou seja, que os imensos lucros, expressos em diferentes formas de capital, e naturalmente na sua circulação (fundos mútuos, títulos, acções em órgãos financeiros e empresas de fundos financeiros para gestão de capitais, Hedge Funds) reproduzidos como capital, como valor auto-crescente, devem ser reciclados no processo reprodutivo: sugando como vampiros novo trabalho não pago, para que se transforme em mercadoria, que depois se vende e se expressa como novo lucro.

  • A substituição dos salários dos trabalhadores e dos rendimentos da população – incluindo pensões – pelo estímulo ao crédito numa espiral de endividamento, serviu e serve inteiramente o propósito da extracção de benefícios pelos detentores do capital financeiro. Mas não só se revelou insuficiente e transitória, como se tornou num factor central de aprofundamento da crise. Agravado ainda pelo endividamento dos Estados e das pequenas empresas.

  • Durante dezenas de anos a fio temos tido o crédito a suprir a perda de poder de compra. O crédito a compensar a concentração de riqueza. A procura não foi alimentada por aumentos reais dos salários e pensões. Pelo contrário.

  • A centralização e concentração do capital e da riqueza realizam-se a um ritmo sem precedentes. A financeirização da economia continua a acentuar-se com a explosão do crédito e do capital fictício. Intensifica-se a exploração dos trabalhadores com a extensão do uso da força de trabalho e a redução, por todos os meios possíveis, da sua remuneração. Aprofunda-se a polarização social, tanto dentro de cada país, como à escala mundial. Intensifica-se o ataque sistemático a funções sociais do Estado. Mercantilizam-se todas as esferas da vida social, numa lógica de privatizar tudo quanto possa gerar maiores lucros ao capital. Acentua-se a instalação no poder do crime organizado e o florescimento de todo o género de tráficos criminosos.

Fontes: Resolução Política do XVIII Congresso do PCP,Carlos Carvalhas,EugénioRosa,Jerónimo de Sousa,Pedro Carvalho,Sérgio Ribeiro, jornais, Internet, etc..

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Sábado, 17 de Abril de 2010
Interpretar o momento (histórico) - Contributo para a transformação do mundo

Um dos trechos mais conhecidos de Marx é a sua 11.ª tese sobre Feuerbach – «Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo». Esta «tese» deveria estar sempre presente entre os que se ocupam a interpretar o mundo, a tentar perceber o que vai acontecendo, e porquê. No entanto, não menos importante é que quem tomou o partido de transformar o mundo não esqueça que, para bem o transformar, de acordo com o partido que foi tomado, há que perceber o que se passa, há que interpretar o mundo.

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Domingo, 5 de Abril de 2009
Uns trabalham, outros nem por isso…

    A CDU apresenta-se às próximas eleições para o Parlamento Europeu (PE) com a consciência e a tranquilidade de quem tem um valioso trabalho e uma dedicada intervenção ao serviço de Portugal e dos portugueses.

As diversas organizações e sectores de actividade do país sabem que, quando precisam que os seus problemas e dificuldades sejam levantados em Bruxelas ou Estrasburgo, contam com os deputados do PCP no PE, eleitos na lista da CDU.

Durante estes quase cinco anos, Ilda Figueiredo, Sérgio Ribeiro e Pedro Guerreiro que o substituiu, desenvolveram uma intensa actividade. Fosse nas comissões e delegações parlamentares de que são membros, fosse no plenário. A demonstrá-lo as cerca de 1400 intervenções, mais de 70 propostas de resolução, 29 relatórios e pareceres. Ou, ainda, as mais de 700 perguntas à Comissão Europeia e Conselho.

No quadro, pode ver-se que a CDU, com apenas dois deputados, fez mais intervenções no plenário do PE que o PSD com sete. E teria feito mais que o PS se não contassem como intervenções as vezes que os seus vice-presidentes falaram na condução das sessões. E fez quase sete vezes mais perguntas que o PSD e mais que o PS:

Elaborado por Sérgio Ribeiro
 

Mas para que a comparação seja directamente possível, há que dividir as diferentes «prestações» pelos mandatos obtidos. Donde resulta o quadro por mandatos, em que a vantagem dos que estiveram e estão no PE eleitos nas listas da CDU é absolutamente esmagadora:

Elaborado por Sérgio Ribeiro

 

Para esta actividade intensa e diversificada, contribuiu a ligação permanente aos problemas e aspirações dos trabalhadores e das populações e à realidade do País. Foram realizadas mais de 500 visitas. Dezenas de encontros e de reuniões. Os dois deputados da CDU participaram em debates e colóquios sobre os mais variados temas, do Algarve a Trás-os-Montes, do interior ao litoral e às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Estiveram por diversas vezes no distrito de Viseu.

Foi e é um trabalho ímpar, útil para o País, para os trabalhadores, para a generalidade dos portugueses. Uma valiosa intervenção ao serviço de Portugal, dos direitos dos trabalhadores e dos Portugueses. Dizem-no mesmo vários sectores que têm opiniões políticas diferentes da CDU. 

Uma prova muito concreta de que o PCP e a CDU no Parlamento Europeu é de facto a voz da luta dos trabalhadores e do povo português nas instituições europeias. Cinco anos de uma intervenção que marca a diferença. Pela inabalável postura de defesa dos interesses de Portugal, do seu aparelho produtivo e da soberania nacional. E pela coerência na luta por uma outra Europa de paz e cooperação entre os povos. 

Foi, de facto, um mandato de trabalho sério e empenhado. Por isso é com orgulho no trabalho realizado, com convicção na justeza das posições assumidas, que a CDU se apresenta às próximas eleições para o PE. CDU que cada vez mais importa afirmar como uma grande força de esquerda, como amplo espaço de convergência democrática. A única força cujo reforço eleitoral aproximará a possibilidade real da ruptura com 33 anos de políticas de direita e de alternância sem alternativa.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                                                               

In "Jornal do Centro" - Edição de 3 de Abril de 2009

                                                                                                           


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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Esta crise ou A Crise e os seus momentos

Texto de Sérgio Ribeiro

    Sendo o tema «a crise», nesta sua abordagem há uma afirmação prévia a fazer: o capitalismo é um sistema em crise, porque, como sistema dinâmico inserido no processo histórico e não o fim da História, não pode deixar de ser contraditório e de criar as suas próprias contradições, tendo a raiz da sua contradição fulcral no confronto entre o desenvolvimento incessante das forças produtivas (e sua socialização) e os limites da valorização do capital, enquanto valor monetário, apropriado privadamente e cada vez mais polarizado.

                                                                                            

Notícias AQUI, AQUI e AQUI   

                                                       


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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Balanço dos 5 anos de mandato no Parlamento Europeu

     Realizou-se, no Porto, apresentação do balanço dos 5 anos de mandato dos deputados eleitos pela CDU ao Parlamento Europeu. Participaram na iniciativa Ângelo Alves, da Comissão Política do PCP, Ilda Figueiredo, Pedro Guerreiro e Sérgio Ribeiro. O trabalho realizado pelos deputados da CDU é uma «valiosa intervenção ao serviço de Portugal (...) e uma prova muito concreta de que a CDU no Parlamento Europeu é de facto a voz da luta dos trabalhadores e do povo português nas instituições europeias

    «Durante estes quase cinco anos desenvolvemos uma intensa actividade, seja nas Comissões e Delegações Parlamentares de que somos membros, seja no plenário, através, de cerca de 1400 intervenções, mais de 70 propostas de resolução, 29 relatórios e pareceres, ou, ainda, através de mais de 700 perguntas à Comissão Europeia e Conselho. Estamos aqui com a consciência do dever cumprido

    «Para esta actividade intensa e diversificada, contribuiu a ligação permanente aos problemas e aspirações dos trabalhadores e das populações e à realidade do País, em colaboração estreita com o colectivo do PCP, tendo já realizado mais de 500 visitas, dezenas de encontros e de reuniões e participado em debates e colóquios sobre os mais variados temas, do Algarve a Trás-os-Montes, do interior ao litoral e às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira

                                                             


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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Teoria da conspiração

    O mundo está confrontado com uma das mais graves crises do sistema capitalista. Sucedem-se as análises e as propostas. Os media são literalmente inundados de artigos, entrevistas, debates e declarações.

Quais as causas? O capital monetário está cada vez mais concentrado e valendo menos. Porque, mantendo-se a necessidade vital de criação de mais-valia e agudizando-se o desenvolvimento da contradição fulcral entre a capacidade de produção e a capacidade de consumo, esse capital monetário está cada vez mais empolado pela desmedida circulação D-D' (troca de dinheiro por mais dinheiro). Com intervenção também cada vez mais relevante do crédito, até pelos constrangimentos e travões na evolução dos níveis salariais.

Onde estamos? A crise financeira vai continuar a agravar-se, na medida que mais ajustamentos serão necessários nos mercados de capitais e no sector bancário, nomeadamente tendo em conta o grau de inflação dos activos financeiros. A actual crise financeira é apenas a ponta do iceberg. Estima-se que a capitalização bolsista, a dívida titularizada e os activos financeiros em posse dos bancos comerciais, representem mais de 4,2 vezes o produto mundial.

Ainda e sempre o exemplo irlandês. A Irlanda foi o primeiro país europeu em entrar em recessão, o que nos mostra que, só por si, a formação profissional e o aumento das qualificações de um povo – questão de enorme importância, não se nega – não são suficientes. A Irlanda serviu de placa giratória ao investimento estrangeiro, americano e inglês, que foi o mais atingido pela crise, o que põe em evidência a importância decisiva de um forte e dinâmico sector empresarial do Estado.

Esta crise resulta, por um lado, da contradição entre a sobreprodução e sobreacumulação de meios de produção. Por outro, da contracção dos mercados e níveis de consumo decorrentes das desvalorizações salariais e abismais assimetrias de rendimentos, agravadas pelas reduções das despesas públicas e pouca solvabilidade de inúmeros países.

A substituição dos salários dos trabalhadores e dos rendimentos da população – incluindo pensões – pelo estímulo ao crédito numa espiral de endividamento, serviu e serve inteiramente o propósito da extracção de benefícios pelos detentores do capital financeiro. Mas não só se revelou insuficiente e transitória, como se tornou num factor central de aprofundamento da crise. Agravado ainda pelo endividamento dos Estados e das pequenas empresas.

Vários e competentes economistas reúnem publicamente com Jerónimo de Sousa. Os 180 membros da direcção do PCP dedicam um dia inteiro apenas a analisar a crise do capitalismo. As suas causas e consequências. A sua expressão em Portugal. Trata-se de algo inédito por parte dos comunistas. É que, recorde-se, o XVIII Congresso realiza-se já no último fim-de-semana de Novembro e nunca tal hiato se tinha verificado durante a preparação deste órgão máximo. Mais. Foi o único partido político português que realizou uma reunião com estas características.

Qual a cobertura da comunicação social? Os jornalistas estão presentes. Na esmagadora maioria dos casos elaboram as suas peças. Mas estas não vêem a luz do dia. Nos jornais e revistas da especialidade é quase preciso andar com uma lupa para encontrar uma análise marxista da crise.

Eu sei que este silenciamento global, sistemático e sistémico das posições dos comunistas portugueses sobre a crise do capitalismo é pura coincidência. Eu sei que não há nenhuma central de comunicação no governo, nem nos banqueiros, nem nas associações patronais. Mas lá que parece, parece…

Antes que me esqueça e me acusem de plágio: muito do que acima foi escrito baseia-se nas análises PÚBLICAS dos economistas Sérgio Ribeiro, Pedro Carvalho e Carlos Carvalhas. Bem como no documento de 27 de Outubro do Comité Central do PCP. Está tudo disponível aqui.


Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
            

In jornal "Público" - Edição de 14 de Novembro de 2008

 


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