TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
Donald Trump = 61.251.881 (46,79%); Hillary Cinton = 62.413.443 (47,68%)

Mapa EUA Eleitoral_2016

 

Mais de 1 milhão cento e sessenta mil votos de diferença...

 

E viva o sistema eleitoral made in USA no século...XVIII (e AQUI)

 

Nada mal para quem pretende dar lições ao mundo sobre eleições democráticas!!!

 


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publicado por António Vilarigues às 14:14
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016
Previsões e sondagens de um comunista português...

eleicoes_eua_eleitor_mesa_voto 2016

O ANTES:

 

«A menos de quinze dias das eleições presidenciais nos EUA, duas conclusões têm dominado o espaço mediático: esta é a campanha eleitoral mais acrimoniosa de sempre e é como se Hillary Clinton já tivesse ganho.

Ambas são igualmente precipitadas.

(...)

Com o historial de Clinton, a possibilidade de uma surpresa, um escândalo ou a revelação de segredo não deve ser excluída: é destas emoções que vive a própria democracia burguesa nos EUA.

As contradições internas do capitalismo atingiram, neste país, tal grau de volatilidade que pode dar-se um fenómeno eleitoral imprevisível e se desminta o prematuro funeral de Trump.

Afinal não há nenhum funeral em causa: só a escolha desapaixonada entre dois cancros terminais.»

 

O DEPOIS:

 

«Talvez seja altura de começarmos a questionar para que servem, afinal, as sondagens, se não para serem mais um elemento de condicionamento das escolhas.

(...)

Acredito que Trump não será a causa de coisa alguma. Trump é uma consequência de tudo o que foi e não foi dito atrás. Trump é também uma consequência do que foi Hillary na sua vida política.Trump é um produto do sistema e não creio que vá ser tão louco como foi durante a campanha.

O novo presidente não é uma ameaça para o sistema, é um produto dele.

E o que poderá acontecer, no máximo, é a troca do establishment do sistema por outros actores. O sistema eleitoral, político e económico dos EUA segue vivo e de boa saúde, para gáudio de quem vive muito bem às custas dele

(sublinhados meus)

 


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publicado por António Vilarigues às 21:23
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Sistema eleitoral do século XVIII garante poder nas mãos dos mesmos

Trump-Hillary1 2016

As eleições para a Presidência, assim como para o Senado e a Câmara de Representantes, realizadas nos Estados Unidos da América expressaram profundos problemas, contradições e desigualdades que percorrem a sociedade daquele País, que são expressão do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo que afecta particularmente a maior potência imperialista do Mundo.

O lamentável espectáculo da campanha eleitoral expressou de forma muito clara a degradação do sistema político dos EUA, facto inseparável da crise social e da desilusão provocada em vastos sectores populares pela presidência Obama que, tanto no plano interno como externo, defraudou as expectativas de mudança que falsamente foram alimentadas.

A eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA poderá aprofundar ainda mais a política externa reaccionária e agressiva dos EUA levada a cabo por sucessivas administrações norte-americanas, e da qual a candidata derrotada foi destacada protagonista. Tal facto realça a importância da intensificação e alargamento da luta pela paz e contra as ingerências e agressões do imperialismo, nomeadamente do imperialismo norte-americano.

O PCP expressa a sua solidariedade aos comunistas, às forças e sectores progressistas dos EUA que persistem na luta pela justiça social, a democracia, o progresso e a paz, e na denúncia da verdadeira natureza de um sistema de poder contrário aos interesses dos trabalhadores e do povo dos EUA.

White_house_south.jpg

«Donald Trump foi eleito presidente dos EUA, apesar da candidata do Partido Democrata seguir à frente no voto popular. O bipartidarismo mantém o poder, mas com o pior resultado dos últimos 20 anos.

(...) o candidato eleito não necessita de receber a maioria dos votos nem de protagonizar a candidatura mais votada.

Esta deverá ser a quinta vez em que o presidente eleito não é o candidato com mais votos.

Desde o início do século XX, uma situação idêntica aconteceu por uma vez, em 2000, quando Al Gore foi o mais votado e George W. Bush foi eleito presidente.»

 

«As eleições presidenciais norte-americanas da próxima terça-feira serão as primeiras desde que foram introduzidas novas restrições ao exercício do voto em catorze estados.

(...)

As restrições ao direito de voto nos EUA incidem, particularmente, sobre a população afro-americana, hispânica e asiática.

(...)

Apesar dos alarmes lançados pela campanha de Donald Trump para uma fraude eleitoral em larga escala, organizações de defesa dos direitos civis denunciam alterações legais que podem deixar de fora muitos que queiram votar a 8 de Novembro

 

É caso para dizer:

Terminado o «big show», deixa assentar a poeira...

 


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publicado por António Vilarigues às 18:35
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2015
O novo orçamento federal nos EUA

White_house_south.jpg

Na sua última sessão de 2014 em Dezembro passado, o Senado dos EUA aprovou o novo orçamento federal, um pacote no valor de 1,1 biliões [milhões de milhões - 1.100.000.000.000] de dólares. Sob a ameaça de uma nova paralisação do governo, o Partido Democrata, em minoria em ambas as câmaras do Congresso, estabeleceu um acordo com o seu congénere Republicano, permitindo prolongar o funcionamento das chamadas «funções não vitais» do Estado federal. Em contrapartida, foram aprovadas duas leis que comprometem as reformas de milhões de pensionistas e abrem caminho à privatização da segurança social.

Por um lado, o governo federal compromete-se legalmente com o resgate de bancos que apresentem prejuízos causados pelos chamados contratos derivativos e outros produtos financeiros altamente incertos. A nova lei, desenhada à medida dos donos do Citigroup, transforma em lei as operações de resgate de 2008, nacionalizando os prejuízos dos capitalistas sempre que os seus negócios falham. Por outro lado, a segunda lei agora aprovada, garante que quando esses negócios correm bem, os prejuízos também são nacionalizados. Passo a explicar.

Ler texto integral

 


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publicado por António Vilarigues às 06:36
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012
Obama wins, struggle begins

«O País continua mergulhado numa crise profunda. A dívida pública interna aumentou para um nível astronómico. A dívida externa é a maior do mundo. O défice da balança comercial é colossal. Os EUA são hoje um estado parasita que consome muito mais do que produz e mantém a hegemonia mundial em consequência do seu enorme poderio militar. A política financeira de Obama, concebida para favorecer as grandes transnacionais e a banca, contribuiu para agravar o desemprego e manteve na miséria dezenas de milhões de famílias

«The significance of the re-election of the first African-American president should not be lost as we move into the post-election landscape. It says a lot about the desire of a huge section of the Black, white and Latino/a masses, both the workers and some in the middle class, and especially the youth, to work together to solve the dire and mounting problems that face them: layoffs, low wages, crushing debts, lack of health care, growing climate disasters, and — especially for the oppressed Black, Latino/a and Native communities — unbridled police terror against the poor.»

«O sistema político faz a sua parte, impedindo na prática a participação de outras forças políticas que não os dois partidos do sistema na gestão dos destinos dos EUA. Mas não é apenas o sistema político e eleitoral que garante a permanência das «duas cabeças» de um mesmo poder na Casa Branca. O financiamento das campanhas eleitorais tem aqui um papel fundamental. Nestas eleições os dois partidos juntos terão gasto nada mais nada menos do que seis mil milhões de dólares. Uma soma astronómica que demonstrando na prática quem está por detrás da «democracia» norte-americana funciona também como «filtro decantador» relativamente a quaisquer eventuais alternativas políticas.»

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publicado por António Vilarigues às 17:17
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Os EUA, «Ditadura Democrática» A caminho de um estado totalitário e militar
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O Presidente Barack Obama ofereceu ao povo norte-americano no dia 31 de Dezembro um presente envenenado para 2012: a promulgaçãoa promulgação da chamada Lei da Autorização da Defesa Nacional.

O discurso que pronunciou para justificar o seu gesto foi um modelo de hipocrisia.

O Presidente declarou discordar de alguns parágrafos da lei. Sendo assim, poderia tê-la vetado, ou devolvido o texto com sugestões suas. Mas não o fez.

No dia 24 de Janeiro, o Senado vai votar um projecto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o texto em debate, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.

A iniciativa foi já definida por alguns media como um terramoto político.

O pânico que provocou foi tamanho que a Netcoalitioncom, aliança que agrupa gigantes digitais como Facebook, Twitter, Google, e Yahoo, AOL e Amazon admite um «apagão colectivo» durante horas se o Congresso aprovar o projecto.

A lei, teoricamente motivada pela necessidade de combater a pirataria digital, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem «perigoso» pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.

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«GOVERNO MILITAR DE TRAJE CIVIL»?

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Despojada da retórica que a envolve, a Lei da Autorização da Segurança Nacional, ora vigente, revoga na prática a Constituição bicentenária do país.

Afirma Obama que a «ameaça da Al Qaeda à Segurança da Pátria» justificou a iniciativa que elimina liberdades fundamentais. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com «o terrorismo» pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.

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Comentando a decisão gravíssima do Presidente, Michel Chossudovsky lembra que ela traz à memória o decreto de Hitler para «a Protecção do Povo e do Estado» assinado pelo marechal Hindemburgo em 1933 após o incêndio do Reichstag.

A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande Republica.

O discurso em que Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa, veio confirmar o crescente protagonismo do Pentágono – agora dirigido por Panetta, o ex director da CIA – na definição da estratégia de dominação planetária dos EUA. Ao esclarecer que a prioridade é agora a Ásia, o Presidente afirmou enfaticamente que os EUA são e serão a primeira potência militar do mundo. Relembrou o óbvio. O Orçamento de Defesa norte-americano supera a soma dos dez maiores que se seguem.

A degradação do regime tem-se acentuado de ano para ano. A fascizaçao das Forças Armadas nas guerras imperiais é hoje inocultável.

Observadores internacionais respeitados, alguns norte-americanos, comentando essa evolução, definem os EUA neste início do terceiro milénio como «ditadura democrática».

Chossudovsky vai mais longe, enuncia uma evidência dolorosa ao escrever que nos EUA se acentua a tendência para «um Estado totalitário militar com traje civil».

Desmontar-lhe a fachada é uma exigência para quantos identificam no imperialismo uma ameaça à própria continuidade da vida. Tarefa difícil, mas indispensável.

Significativamente, as leis fascizantes comentadas neste artigo passaram quase desapercebidas em Portugal. Os analistas de serviço da burguesia e os media ditos de referência ignoraram o tema, numa demonstração da vassalagem neocolonial da escória humana que oprime e humilha Portugal.

Vila Nova de Gaia, 6 de Janeiro de 2012

(sublinhados meus)

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publicado por António Vilarigues às 15:15
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Notícias dos EUA: A política externa

     A Secretária de Estado, Hillary Clinton, está a realizar a sua primeira visita oficial. A parte da Ásia (Japão, Indonésia, Coreia do Sul e China). 

É uma novidade. É a primeira vez que um Secretário de Estado americano não começa por visitar a Europa.

Mas é, também, um sinal de mudança. Depois de uma era de fixação obsessiva no "terrorismo", no mundo árabe, na necessidade de conseguir apoios europeus para as suas agressões militares, no apoio a Israel e à sua política expansionista e desestabilizadora e no desconhecimento do mundo (abandono de África, desprezo pela América Latina, ocupação do Médio Oriente, controlo do Paquistão), sopram ventos de mudança na política externa.

Estaremos para ver.

Anunciada que está a retirada do Iraque, ainda está por se saber se se confirma uma mudança estratégica no Afeganistão, com um enfoque especial, mais no desenvolvimento e no apoio às populações e menos nas acções militares.

A questão dos dois Estados, Israel e Palestina, está em cima da mesa. Como irão evoluir as relações com o Irão, a Síria, o Egipto?

Os crimes do Darfur continuam. Será que África vai continuar a ser ocupada por interesses chineses e desinteresses generalizados?

O bloqueio de Cuba continua. E, como a história mostra, essa acção tem servido para reforçar o apoio internacional e, principalmente, regional a essa mesma Cuba. Como irá evoluir a Organização dos Estados Americanos? Permanecerá a relação privilegiada com a Colômbia, em detrimento de todos os outros estados da região?

    Depois de um século XX marcado pelo fim dos impérios tradicionais, pelo início do neo-colonialismo, pela que parecia ser a eterna disputa entre dois sistemas políticos e militares, pela globalização e as euforias bolsistas das novas sociedades da comunicação, entrámos numa nova era. 

É difícil perceber o que se passa porque estamos, precisamente, dentro da arena. Somos mais participantes do que espectadores. Mas uma coisa é certa, na minha opinião. Faltam, a nível mundial e regional, políticas e líderes que apontem novos caminhos de entendimento e desenvolvimento universais.

Uma vez mais falta valorizar as utopias, os sonhos, as práticas culturais e políticas baseadas no respeito pelas diferenças e na valorização dos objectivos comuns.

Um abraço para todos,

(sublinhados meus)

           

Fernando

                 

Notícias AQUI

                            


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publicado por António Vilarigues às 15:24
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Notícias dos EUA: A lentidão do processo

     Como se sabe as eleições presidenciais realizaram-se em 4 de Novembro passado. Até agora decorreram 104 dias, mais de 3 meses! Esta é a primeira nota. "Alguma coisa está podre no reino da Dinamarca!". Como é possível que na maior potência militar da actualidade e no centro do Império se passe tanto tempo antes de se criarem condições de governabilidade?

Não sei se sabem, ou se o assunto é comentado por aí, mas o Senado ainda não está constituído porque falta eleger um Senador (no Estado de Minnesota)! Houve recontagem da totalidade dos mais de 3 milhões de votos!, muita discussão!, muito trabalho!, e o caso acabou nos tribunais! Parece que hoje terá havido uma decisão (que não sei se poderá ser sujeita a mais um recurso, ou mais uma manobra dilatória) no sentido de reconhecer a vitória do candidato do Partido Democrático (Al Franken), com mais 225 votos do que o seu principal opositor e até agora Senador Coleman, do Partido Republicano. Com esta decisão a composição do Senado será de 59 Senadores do Partido Democrático e 41 do Partido Republicano. O Partido Democrático fica a um voto de conseguir a maioria qualificada de dois terços que lhe permitiria governar sem temer bloqueios por parte da oposição.

O que importa referir, na minha opinião, são as razões que estão por detrás deste longo caso.

    Primeira. O processo eleitoral precisa de ser revisto e melhorado. De dois em dois anos há eleições simultâneas para eleger os mais diversos representantes e, até, para fazer referendos. Tudo no mesmo boletim de voto, um enorme "linguado" difícil de preencher. Não quero especular dizendo que isso é feito de propósito para desmotivar a participação cívica nos actos eleitorais. Mas não estarei longe da verdade se afirmar que, de facto, essa é uma razão histórica. Por aqui é hábito haver afluências às urnas de 10 a 20% dos eleitores inscritos, sendo que, como a inscrição nos cadernos eleitorais não é obrigatória, isso significa uma participação popular inferior a 10% dos cidadãos com capacidade eleitoral! A única excepção é a das eleições presidenciais em que a participação tem rondado os 50%! Se no nosso país houvesse uma abstenção de 50% o que não se diria! Justificadamente!

Segunda. O sistema não está preparado, nem para uma participação plural e democrática das inúmeras organizações políticas e partidárias que por aqui pululam, nem para "empates técnicos" como o que se verificou, agora, em Minnesota e, com grande escândalo e repercussão, nas eleições de 2000 na Florida em que Al Gore foi roubado e, depois das quais, foi declarada a vitória fraudulenta de George W. Bush! O primeiro aspecto tem a ver com uma ditadura, não do Partido Único, mas dos dois Partidos Quase Únicos. Ninguém fala dos outros! Até parece que não existem! O segundo aspecto tem a ver com a própria forma de preencher os boletins de voto, de os contar e, eventualmente, recontar. As experiências que têm sido feitas com a utilização do voto electrónico (sem possibilidade de controlo) e os votos por correspondência são um cancro no sistema.

Mas, quando me refiro a lentidão, não estou apenas a referir o caso de Minnesota (em 2008) ou da Florida (em 2000). Quero, sobretudo, salientar o tempo demasiado que decorre entre o dia 4 de Novembro e o dia da tomada de posse do novo Presidente (que aqui tem as funções, também, de Presidente do Governo) em 20 de Janeiro. Depois disso, o imenso tempo que leva a constituir o Governo. Não sei se é surpresa para vós, mas o Governo ainda não está constituído! Falta preencher, entre outros casos menores, a importante pasta do Comércio! O primeiro nome (Governador de New Mexico) indicado por Obama saiu da corrida por haver uma acusação de fraude e corrupção que está em processo de análise e o segundo (membro do Partido Republicano) desistiu do lugar depois de ter andado a desenvolver acções de lobbying para o conseguir! Apresentou como justificação que não poderia ocupar o cargo porque viria a ter muitas divergências e discussões com o Presidente...

Cada membro do Governo e outros nomeados (Presidente da CIA, por exemplo) têm de prestar contas, caso-a-caso, perante o Senado, em processos longuíssimos e em que se analisam as contas bancárias, os escândalos sexuais e outros pormenores de grande importância para o futuro da humanidade.

(sublinhados meus)

           

Fernando

                 


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publicado por António Vilarigues às 13:25
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Crise financeira: O que se pode obter com US$700 mil milhões

     «Claro, clarinho, para militar compreender», como gostava ironicamente de dizer Carlos Fabião.

1: O que se pode fazer com US$700 mil milhões

Quanto dinheiro significa isto? Muitas pessoas ficam confusas ao verem números com mais de seis zeros. A dádiva proposta pelo governo Bush-Paulson e aprovada sexta-feira pelo Congresso dos EUA – para evitar bancarrotas em série tão grandes como a do banco Lehman Brothers – tem 11 zeros. Este montante, além de salvar banqueiros insolventes, poderia ser utilizado em muitas outras coisas. A revista Spiegel Online elaborou uma lista de possibilidades. Eis algumas delas:

2: Pagar os salários de 22 milhões de pessoas

U$700 mil milhões seriam suficientes para pagar o salário médio anual a 22 milhões de pessoas nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o pagamento médio por uma semana de trabalho foi de US$612 em Agosto último. 

3: Estabelecer cobertura de saúde universal   

Os EUA poderiam finalmente estabelecer seguro de saúde universal, um objectivo que até agora foi constantemente evitado pelos políticos. O governo poderia financiar até seis anos de seguro de saúde para cada um e todos os ciadadãos estado-unidenses.  

4: Comprar um sistema de comunicações para serviços médicos de emergência 

Washington poderia comprar um sistema de comunicações uniforme para todos os serviços de emergência médica do país, que é urgentemente necessário, mais de 47 vezes. Estimativas estabelecem o preço de um tal sistema em torno dos US$15 mil milhões.   

5: Construir barreiras em torno de Nova Orleans   

O projecto para fortalecer as barreiras em torno de Nova Orleans poderia realmente ser pago mais de uma centena de vezes. Desde o Furacão Katrina, o governo gastou cerca de US$7 mil milhões em tais esforços.   

6: Comprar a Dinamarca – Duas vezes *   

US$700 mil milhões é suficiente para financiar as economias de países inteiros. A soma considerada pelo Congresso é mais do que o dobro do produto interno da Dinamarca, o qual em 2007 foi cerca de US$312 mil milhões. 

7: Financiar todo o orçamento nacional da Alemanha durante mais de um ano  

Projecções estabelecem o orçamento nacional da Alemanha para 2009 em €288 mil milhões, os quais, às actuais taxas de câmbio, resultam em cerca de US$420 mil milhões. Com esta soma de dinheiro seria possível financiar o país durante 1,6 anos. 

8: Combater a pobreza em África durante 10 anos  

Este montante de dinheiro poderia financiar programas da ONU para combater a fome e pobreza em África durante 10 anos. De acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o continente precisa de US$72 mil milhões por ano de ajuda ao desenvolvimento. 

9: Financiar todas as operações de inteligência dos EUA durante 15 anos 

O governo dos EUA poderia financiar todas as suas 16 agências de inteligência durante mais de 15 anos. Actualmente o custo anual somado das mesmas, incluindo 100 mil empregados, sistemas de comunicações, equipamento de reconhecimento e armas totaliza cerca de US$44 mil milhões.  

10: Lançar múltiplos "New Deals" 

Franklin Dellano Roosevelt ficaria verde de inveja. Seu "New Deal" da década de 1930, inigualável até agora como programa de crescimento, poderia ser financiado muitas vezes mais. Segundo o Wall Street Journal, os investimento de infraestrutura do programa custariam cerca de US$250 mil milhões em dólares de hoje. Estes investimentos ajudaram a construir ou renovar 8000 parques, 40 mil edifícios públicos e 71 mil escolas. 

11: Salvar a Terra (ao invés de bancos) 

Ao invés de ajudar bancos, US$700 mil milhões poderiam ser utilizados para salvar o ambiente. Esta, pelo menos, é a opinião de M. A. Sanjayan, cientista principal do grupo de protecção ambiental The Nature Conservancy. Embora os dados dos institutos de investigação variem consideravelmente quanto à quantia precisa que seria necessária para por o ambiente de novo numa base saudável, todos concordam em que US$700 mil milhões dava para um longo caminho. 

12: Permanecer no Afeganistão e no Iraque por mais sete anos 

Os números de Washington mostram quão absurdamente caras podem ser as guerras. Desde a invasão do Iraque, os EUA gastaram aproximadamente US$648 mil milhões na guerra. A níveis actuais de despesa, US$700 mil milhões seriam suficiente para travar as guerra no Iraque e no Afeganistão durante mais sete anos. 

13: Voar para a Lua, repetidamente 

A quantia também seria suficiente para financiar quatro missões diferentes de voos tripulados para a Lua. O programa "Apolo" da NASA, durante a década de 1960, custou cerca de US$164 mil milhões em dólares de hoje. O dinheiro também poderia comprar sete estações internacionais no espaço.   

* Ou comprar Portugal – três vezes. O PIB português de 2007 foi de €162.756,1 milhões, o que equivale a US$233.805 milhões à cotação actual.

Original in Der Spiegel
Tradução
AQUI

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publicado por António Vilarigues às 18:04
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Uma resposta da História ao Capitalismo senil

Texto de Miguel Urbano Rodrigues

     O pânico nas bolsas que acompanhou a falência de grandes bancos envolvidos em especulações, fraudes e escândalos iluminou, desmentiu e ridicularizou a religião do mercado. Agora a finança, que colocava o mercado acima do Estado, pede a este que que lhe acuda para salvar o mercado à beira do abismo.

Miguel Urbano Rodrigues reafirma neste artigo que a única alternativa ao capitalismo em crise estrutural é o socialismo.

A rejeição pela Câmara dos Representantes dos EUA do plano de salvamento do sistema financeiro proposto pelo governo Bush, aos candidatos à Presidência e às lideranças do Congresso ampliou muito a gravidade da crise do capitalismo. O afundamento das bolsas europeias e asiáticas acompanhando o pânico de Wall Street (o Dow Jones, num recorde histórico, caiu 6,98 %) conferiu à crise estadounidense proporções mundiais.

A um apelo desesperado da elite do poder politico os deputados da União responderam com um voto também de desespero. A recusa não foi determinada por respeito ao povo, nem sequer pelas vítimas do caos implantado no sistema bancário. Os motivos do Não dos legisladores são tão pouco éticos como os dos senhores que lhes imploravam a aprovação de 700 mil milhões de dólares destinados sobretudo a comprar à banca créditos podres, as famosas hipotecas dos subprimes.

Em vésperas de eleições para renovação dos seus mandatos, a maioria dos representantes – sobretudo os republicanos –, teme ser punida nas urnas se aprovar um plano que oferece o dinheiro dos contribuintes aos bancos responsáveis pelo desastre e ignora a situação angustiosa de 10 milhões de compatriotas em risco de perder as suas casas.

                     

Ler Texto Integral

                            

Ver AQUI

                    


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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Domingo, 6 de Julho de 2008
Aos 89 anos Nelson Mandela deixa de ser terrorista! E o ANC também...

    George Bush promulgou esta lei...

                            


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publicado por António Vilarigues às 22:18
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Mandela e o ANC deixam de ser terroristas?!...

   Lê-se e não se acredita!

Depois de idêntica votação na Câmara de Representantes, o Senado aprovou esta sexta-feira a decisão de retirar Mandela e o seu partido, o ANC, da lista negra do terrorismo americano. Segundo uma lei aprovada no mandato de Ronald Reagan, Mandela e os membros do ANC poderiam deslocar-se à sede das Nações Unidas, mas não estavam autorizados a viajar no resto do território americano. When ANC members apply for visas to the USA, they are flagged for questioning and need a waiver to be allowed in the country. In 2002, former ANC chairman Tokyo Sexwale was denied a visa. In 2007, Barbara Masekela, South Africa's ambassador to the United States from 2002 to 2006, was denied a visa to visit her ailing cousin and didn't get a waiver until after the cousin had died, Berman's legislation says.»)

Sempre que Mandela  foi à América, precisou de uma autorização especial.

Mandela, prémio nobel da paz, agrade encarecidamente aos americanos e a George Bush, que terá de promulgar aquela decisão, a magnanimidade do gesto!
                                                   
Vinte anos para tomar uma decisão! Não lhes perdoais, Senhor, que eles SABEM o que fazem...
                                                                  
Ler o que sobre terroristas e terrorismo se escreveu neste blog AQUI, AQUI e AQUI
                                                        

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publicado por António Vilarigues às 17:53
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