TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Apologistas do terror

Terrorismo Contra-terrorismo

 

«Está pessoalmente preparada para lançar um ataque nuclear que mate cem mil homens, mulheres e crianças inocentes?»

À pergunta dum deputado, no debate parlamentar sobre o programa de submarinos nucleares britânicos Trident, a recém-empossada primeira-ministra inglesa e defensora da permanência na UE, Theresa May, respondeu com um categórico «Sim» (Guardian, 18.7.16). Não é a primeira vez que o genocídio é defendido abertamente. A 12 de Maio de 1996, no programa 60 Minutes da CBS perguntaram à então ministra dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Madeleine Albright, a propósito das sanções que, por interposta ONU, os EUA aplicavam ao Iraque: «Ouvimos dizer que meio milhão de crianças já morreram. São mais crianças mortas do que em Hiroxima. […] Será que vale a pena este preço?». A MNE do Presidente Clinton respondeu: «É uma opção muito difícil, mas consideramos que vale a pena este preço

Madeleine Albright discursou na semana passada na Convenção do Partido Democrata que consagrou Hillary Clinton como candidata à Presidência dos EUA. É natural. A «Rainha do Caos» tem responsabilidades directas na destruição de países como a Líbia e a Síria e nas centenas de milhar de mortos resultantes. Na Internet pode ver-se o vídeo em que Clinton, no dia da linchagem de Qadafi, exulta perante uma entrevistadora e, parafraseando Júlio César, proclama «chegámos, vimos e ele morreu», após o que se lança em sonoras gargalhadas. Como dizia John Lennon, na sua canção Working Class Hero: «continuam a dizer-te que ainda há lugares no topo, mas primeiro tens de aprender a sorrir enquanto matas».

A degradação moral dos dirigentes políticos das grandes potências imperialistas, já patente nas mentiras belicistas de Bush, Blair, Barroso, Aznar, Sarkozy, Hollande, Cameron, Obama e tantos outros, não é exclusivo de um sexo, duma cor da pele, duma religião ou duma nacionalidade. A história da afirmação do domínio de classe, e em particular da afirmação do domínio planetário do capitalismo na sua fase imperialista, é um cortejo de crimes. E o sistema premeia os seus crimes. Durão Barroso ganhou o tacho na UE por ter apadrinhado, nas Lajes, a invasão do Iraque em 2003. E ganhou o tacho na Goldman Sachs (cada vez mais o patrão da UE) por ter imposto aos povos da Europa (incluindo o português) a pobreza e a vassalagem à grande finança. Mas a falta de pudor e os crimes, aliados ao empobrecimento de grandes massas para salvar o capital financeiro da crise do seu sistema, estão a estreitar rapidamente a base de apoio social do sistema. Multiplicam-se os sinais da perda de controlo ideológico (veja-se os referendos na UE).

A vaga de ataques terroristas que hoje adubam o terreno da imposição de estados de emergência, de estados policiais ou até de guerras em grande escala, indicia a possibilidade de que estejam em marcha planos subversivos geridos a partir dos próprios Estados imperialistas. Os alegados autores têm frequentemente ligações aos serviços secretos, policiais ou às guerras sujas do imperialismo. É estranho que o gabinete anti-terrorismo da PJ francesa tenha intimado a Câmara de Nice a destruir as suas gravações de video-vigilância da noite dos atentados (Figaro, 21.7.16). Há poucos dias, um tribunal canadiano sentenciou que a polícia daquele país manipulou um casal de tóxico-dependentes «convertidos ao Islão» para cometer actos terroristas «fabricados pela polícia» (Guardian 29.7.16). Quem ache a ideia extravagante pode ver na Internet o documentário da BBC sobre as redes Gladio (1992), documentando profusamente o papel da CIA-NATO e outros serviços secretos nos ataques terroristas que ensanguentaram a Itália e a Bélgica nos décadas que acompanharam a vitória do «neo-liberalismo».

 

Quem proclama publicamente o seu «direito» a matar centenas de milhar de crianças e de inocentes, não se achará também no «direito» de tentar salvar o seu sistema de poder e riqueza pela via da provocação e do terror?

(sublinhados meus)

 


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publicado por António Vilarigues às 15:51
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Sábado, 18 de Junho de 2016
O monstro do ódio entra na campanha

Pulse nightclub in 2006

Antes do massacre, o atirador de Orlando terá dito que agia em nome do Estado Islâmico, mas é provável que tivesse ligações tão fortes a Trump como a al-Baghdadi.

Mateen adquiriu a sua metralhadora AR15 como um bom republicano; tinha fama de machista como prescrevem os fundamentalistas cristãos; fazia gala, como os paleo-conservadores, do seu amor pela brutalidade policial e, como toda a extrema-direita, odiava homossexuais.

Seria, afinal, o descendente de afegãos um «radical islâmico» ou outra coisa?

A verdade é que, na barbárie como nas ideias, a normalidade político-ideológica dos EUA anda há muito de braço dado com as fátuas do Estado Islâmico na mesma sopa de ódio primordial onde se geram os fascismos: o capitalismo em crise.

O monstro de Orlando jurou ódio à humanidade – e lealdade a Trump.

AQUI

 


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publicado por António Vilarigues às 14:30
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
Ciclo «As Prisões do Estado Novo»

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publicado por António Vilarigues às 00:02
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Brutal ataque de Marrocos contra o povo saraui

(...)

Desencadeado na sequência de reiteradas e inaceitáveis violações da legalidade e dos mais elementares direitos humanos e realizado quando se tentava o reatamento de negociações informais entre a Frente Polisário e o Reino de Marrocos, este ataque - que assumiu tenebrosos contornos e provocou vários mortos e feridos, incluindo crianças e idosos - é um particularmente grave exemplo da política de repressão e de terror de Marrocos e mais uma prova do constante bloqueio das autoridades marroquinas a um verdadeiro e justo processo de paz e de negociação com o povo do Sahara ocidental e os seus legítimos representantes – a Frente Polisário.

(...)

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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010
Cinismo termonuclear (e não só)

CINISMO TERMONUCLEAR, desenho de Chispa (Douglas Nelson Pérez)

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- ... esta cidade estava ali "no momento e lugar equivocados"(*).

(*) Esta "desculpa" cínica é decalcada de declarações de Posada Carriles, como se pode ler em seguida.

-

Para Ler:

«Como gusta decir a Luis Posada Carriles, ese paradigma del terrorismo de la peor especie a escala mundial (ni Osama Bin Laden le supera en número de víctimas ni en atentados terroristas), la contrarrevolución anticubana no tiene remordimientos por las víctimas inocentes de sus atentados. "Duermo como un bebé", añade, "nadie les manda (a las víctimas inocentes) a estar en el momento y lugar equivocados".»

«Apelamos a la generosidad del pueblo de EE.UU. para impedir que Posada Carriles sea liberado, algo que tornaría más inseguro al mundo, ya que cualquiera podría estar en el 'momento y lugar equivocados', como cínicamente afirmó ese asesino, acerca del turista italiano Fabio Di Celmo muerto al explotar una bomba en un hotel de La Habana en 1997

«Por ocasião da data em que se evoca o atentado terrorista que, em 1976, fez explodir em pleno voo um avião cubano, com 73 pessoas a bordo, a Associação de Amizade Portugal-Cuba enviou uma mensagem ao presidente dos EUA, onde se dá conta que Orlando Boch e Luis Pousada Carriles, autores confessos do crime, continuam a viver no país que governa, tendo este último sido visto recentemente a desfilar em Miami, ao lado de Gloria Estefan durante uma manifestação contra a revolução cubana. (...)»

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 12:10
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Se Cristo viesse à Terra...

Fariseos contemporáneos, desenho de Chispa (Douglas Nelson Pérez)

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«Ese máximo terrorista que es el imperio me recuerda al ladron que viéndose perdido grita "al ladrón, al ladrón". El departamento de estado de los EE.UU. todos los años hace pública una lista culpando de terroristas a no se cuantos estados y nos incluye a nosotros [cubanos]. Yo, como ciudadano de a pie de este país [Cuba], protesto enérgicamente por esa afrenta. Nosotros SI hemos sido víctimas del terrorismo de los yonis [=yonquis=drogados?] por más de 50 años... Y como ellos acusan falsamente de terroristas hasta al pipisigallo se me ocurrió la caricatura adjunta

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 12:03
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Sábado, 23 de Outubro de 2010
O grande negócio deles: armas, tortura, terror,...

SU GRAN "NEGOCIO", desenho de Chispa (Douglas Nelson Pérez)

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Os nossos produtos foram experimentados com êxito em Guantánamo!

- Muito bem... O que deseja? Temos arranca-unhas, arrebenta-olhos, corta-testículos, maçaricos, bisturis...

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«El más grande vendedor y traficante de armas en el mundo lo es el imperio de los Estados Unidos. Vende sofisticadas armas a sus más fieles aliados. Enfrenta gobiernos vendiéndoles armas a los dos a la vez y se forma el embrollo que ellos mismos organizan. Y en esa gigantesca avalancha del mayor de sus "negocios" hasta los terroristas se benefician porque de alguna manera reciben esas armas a través de terceros...»

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Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 12:05
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