TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Terça-feira, 18 de Outubro de 2016
Cultura e ovos de ouro

Mosteiro de Alcobaça Fachada principal

Entre a cultura e turismo há uma imbrincada rede de interesses. Património edificado, museus, eventos culturais são os motores do turismo cultural. O contributo da cultura para o crescimento desse mercado é central, mas não tem o devido retorno por parte do turismo. Quem demanda Lisboa, tem nos seus monumentos a motivação. O que seria Lisboa para os turistas se não existissem os Jerónimos, a Torre de Belém, o Museu dos Coches, o Castelo de São Jorge?

 

O que recebem os museus e monumentos por serem a âncora desse turismo com grande peso na economia do País? Rigorosamente nada! Uma situação que a Cultura tão maltratada do ponto vista orçamental deveria rever. São múltiplas as relações entre o património e a indústria turística, nomeadamente as imobiliárias a ela associadas.

(…)

Trocando por miúdos, nos centros decisores do capitalismo internacional, FMI, Banco Mundial, BCE etc., está a levedar uma nova onda de privatizações de tipo novo e radical: vender bens imobiliários estatais, incluindo patrimónios histórico-culturais, o que já está acontecer na Grécia, onde a dificuldade será avaliar o Partenon.

Enquanto esperam a chegada dos novos tempos, os empreendedores instalam-se no património edificado, impondo condições pouco lineares. Exemplo recente é a instalação de um hotel de cinco estrelas no Claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça.

 

Mosteiro da Batalha

(…)

Na capoeira outra galinha já está a chocar outro ovo de ouro no Mosteiro da Batalha.

A questão que se coloca é o dono das galinhas, o Estado, estar disponível para entregar os ovos de ouro... e a preços de saldo. Se nalguns casos, cuidadosamente analisados, as parcerias entre os Poder Central e Local e os privados são aceitáveis na base de protocolos que não sejam lesivos para o Estado e para o Património Cultural, como frequente e escandalosamente acontece, vejam-se as famigeradas PPP, há tudo a opor a concessões com este teor. Quem vai continuar a manter o Mosteiro de Alcobaça é o Estado. O concessionário que beneficia do valor patrimonial do todo e só participa na reabilitação de uma parte deve ser chamado a contribuir para esse todo. O mínimo exigível seria que uma percentagem dos resultados operacionais da exploração do hotel fossem adstritos à manutenção do Mosteiro.

(sublinhados meus)

AQUI

 

Assim vai a economia da cultura e as suas galinhas dos ovos de ouro...

 


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publicado por António Vilarigues às 12:24
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2016
UPP: «Roteiros na Natureza» - Arouca GEOPARK

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publicado por António Vilarigues às 18:34
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015
Cada cavadela, sua minhoca: O actual processo de privatização da TAP

tap_aviao_2012

«O PCP sublinha que existem todas as razões - políticas, económicas, jurídicas - para anular e fazer reverter imediatamente esta privatização, sem qualquer indemnização e reafirma também que, em função das posições políticas assumidas pelos diferentes partidos representados na Assembleia da República, estão reunidas as condições para anular e reverter esta privatização. Sem prejuízo da indispensável e inadiável intervenção que o actual governo terá a responsabilidade de assumir, o PCP prosseguirá a sua intervenção empenhada e coerente que ao longo dos anos foi tendo, e no seguimento do Projecto de Lei apresentado recentemente na Assembleia da República para garantir a defesa da TAP enquanto empresa pública ao serviço do País e do seu desenvolvimento.

Os últimos dias trouxeram novos e poderosos argumentos à luta contra a privatização, confirmaram alertas que o PCP vem fazendo desde sempre, mas também demonstraram que há possibilidades reais de salvar a TAP do processo criminoso que o Governo PSD/CDS (associado ao grande capital) lançou contra a TAP.» (Ler em PDF)

«O PCP insiste em três ideias base:

- apesar de todo o show-off dos últimos dias, a privatização da TAP está derrotada, foi derrotada pela luta e resistência dos trabalhadores e dos patriotas, e consumou-se nos dias 4/10 e 10/11, com a derrota eleitoral do PSD/CDS e a demissão do seu governo antes de terem concretizado o processo;

- a privatização da TAP representaria a destruição da TAP no curto/médio prazo, colocando em causa milhares de postos de trabalho, a producção nacional, as exportações, a segurança social;

- está nas mãos dos trabalhadores impor que os compromissos assumidos antes das eleições por PS, PCP e BE sejam cumpridos!»

«Se as últimas decisões tomadas pelo Governo PSD/CDS eram já decisões inaceitáveis e ilegítimas do ponto de vista político, esta decisão hoje anunciada desrespeita os próprios limites constitucionais a que o Governo está sujeito por se tratar de um governo demitido e em funções de gestão, revelando simultaneamente a intenção de, até ao último dia em que isso lhe seja possível, prosseguir a sua política de negociata, delapidação do património público e destruição do País, em confronto com a Constituição da República e a própria vontade popular.»

tap_ana_privatizacao

 

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Domingo, 14 de Junho de 2015
Não há um preço bom para vender a TAP, como não há para vender o país

tap.jpg

 

1- A decisão anunciada ontem pelo Conselho de Ministros da entrega da TAP à empresa GATEWAY, no seguimento de uma longa campanha deste e de outros governos visando a desestabilização e afundamento da empresa, é um crime contra os interesses nacionais, uma decisão anti-patriótica que se não for interrompida, conduzirá à destruição a prazo de uma das mais importantes empresas estratégicas do País, o maior exportador nacional, âncora de todo o sector da aviação civil em Portugal. O valor anunciado de encaixe financeiro garantido pelo Estado português neste negócio - 10 milhões de euros – revela por si só ao serviço de quem está o governo português: dos interesses dos grupos económicos e financeiros nacionais e estrangeiros.

2- O PCP sublinha que o governo e todos quantos defenderam e defendem a privatização (total ou parcial da TAP) mentem quando dizem que não há alternativa a esta decisão. Na verdade, só por via da recapitalização pública da empresa que ao longo dos últimos anos foi premeditadamente negada (ao contrário do financiamento público efectuado a companhias estrangeiras ditas de baixo custo) e, ao mesmo tempo, assegurando uma gestão pública da empresa comprometida com o desenvolvimento da TAP e os interesses do País, é que a companhia aérea de bandeira poderá ter futuro. Não é aceitável que sempre que um banco privado se encontra em dificuldades, milhares de milhões de euros sejam retirados ao erário público para tapar os custos da especulação financeira e da fraude (como aconteceu recentemente com o BES/GES), ao passo que, quando uma empresa pública estratégica necessita de capital para se desenvolver, a resposta seja o abandono e afundamento da empresa. O PCP relembra que, por mais imposições que possam existir da União Europeia, nada pode impedir Portugal de defender os seus interesses.

3- Depois da privatização da ANA – Aeroportos de Portugal e agora com a privatização da TAP (isto para lá de outras empresas estratégicas), ficam também mais claros os objectivos que estiveram presentes no Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia, o BCE e o FMI, a entrega de activos estratégicos do País nas mãos do grande capital estrangeiro, o agravamento da dependência externa, da submissão nacional ao grande capital e às grandes potênciais. O PCP reafirma que, tal como demonstra o percurso efectuado por outras empresas que foram entretanto privatizadas (veja-se o caso recente da PT), a única forma de garantir o papel estratégico da TAP – na dinamização do turismo e da economia, no desenvolvimento do sector da aviação civil, na coesão do território nacional e na ligação às comunidades portuguesas no estrangeiro, na garantia dos postos de trabalho e no pagamento de impostos no nosso País - é o seu controlo público e uma gestão comprometida com o desenvolvimento da empresa e do País.

4 - Ao contrário daquilo que o governo procura fazer passar, esta privatização não é ainda um facto consumado, este crime contra os interesses nacionais pode e deve ser travado. Não só o PCP continuará a intervir no plano político e institucional combatendo esta privatização, como a luta dos trabalhadores e do povo português, que se opõe a esta venda, pese embora as campanhas de intoxicação promovidas pelo Governo, terá uma palavra a dizer no desfecho deste processo, designadamente no decorrer das próximas eleições legislativas. O PCP sublinha que só com outro governo e com uma política patriótica e de esquerda que recuse claramente as privatizações, a degradação da economia e dos interesses nacionais, só com o reforço da CDU será possível não só travar a destruição da TAP, como abrir caminho a um Portugal com futuro.

(sublinhados meus)

 


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Sábado, 2 de Maio de 2015
A principal ameaça ao presente e ao futuro da TAP

tap_a330-200_cs-toe_arp.jpg

1. A situação vivida ao longo das últimas semanas na TAP é inseparável do objectivo do Governo de proceder à sua privatização entregando-a nas mãos dos grupos económicos e financeiros. Por mais tentativas que existam em procurar identificar outros responsáveis, é o governo e a sua política, o principal factor de desestabilização da TAP, enquanto empresa pública e estratégica para os interesses nacionais.

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Domingo, 28 de Dezembro de 2014
Portugueses passam festas em casa

champagne.jpg

  • A esmagadora maioria dos portugueses (93,4%) vão ficar em casa nos períodos de Natal e Ano Novo.
  • Segundo um inquérito divulgado, dia 10, pelo Instituto de Turismo (IPDT) apenas 6,6 por cento dos inquiridos partem de férias, sendo que a maior parte (84,8%) fica no País.
  • Muitos dos que ficam em casa (45%) evocam motivos financeiros, resultantes do desemprego ou dos cortes nos salários e pensões.
  • Em relação à época natalícia do ano passado, a percentagem dos portugueses que ficam em casa aumenta 5,9 por cento.
  • O estudo incluiu as intenções sobre as férias em 2015, concluindo que apenas 25,6 por cento dos inquiridos tencionam passar férias fora de casa no próximo ano, ou seja, quase menos de metade dos que o fizeram em 2014 (54,4%).

 

Pudera...

 


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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
TAP: Verdades escondidas

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Há algumas «verdades que andam ocultas sob um manto de desinformação» que importa conhecer, para ilustrar a «dimensão do crime que o Governo quer cometer»:

  • a TAP é o maior exportador nacional e a sua privatização significaria o desaparecimento de mais de mil milhões de euros de exportações;

  • a TAP representa mais de 100 milhões de euros anuais de receitas para a Segurança Social;

  • a TAP é um poderoso grupo económico português, onde pontificam empresas como a TAP, a SPdH, a Portugália, as Lojas Francas, a Cateringpor, a Megasys e tantas outras;

  • a TAP assegura largas dezenas de milhares de postos de trabalho directos e indirectos;

  • a TAP assegura a capacidade soberana nacional de transporte aéreo num País com nove ilhas no território, com milhões de emigrantes e no qual o turismo representa uma percentagem muito significativa do Produto Interno Bruto;

  • a TAP possui uma frota jovem (oito anos de idade média) de 55 aviões e uma capacidade reconhecida na manutenção aeronáutica.

Privatização da TAP – Um crime contra a economia e a soberania nacionais

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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
23%
  • Segundo dados da AHRESP, a crise e o agravamento do IVA poderão conduzir à extinção de 47 mil postos de trabalho e ao encerramento de 21 mil estabelecimentos, só em 2012!

  • Nos dois primeiros meses deste ano o número de insolvências no sector sofreu um agravamento de 68% face ao mesmo período de 2011. Se compararmos com o mesmo período de 2010, concluímos que o agravamento atingiu os 174%.
  • Recorde-se que os serviços de alimentação e bebidas representam cerca de 45% do consumo dos visitantes estrangeiros e cerca de 34% do consumo referente ao turismo interno.

  • Estes números demonstram a sensibilidade da actividade da restauração ao aumento das respectivas taxas de IVA para os 23%, elevando a taxa média de IVA do Turismo para 20,4%, face à concorrência de Espanha com 11,1% de taxa média. E quando se sabe que o IVA da restauração em França é de 7% e a da Irlanda com intervenção da Troika é de 9%!

  • Só no comércio e restauração, perderam-se nos primeiros 3 meses do ano, 21 mil postos de trabalho!

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
A destruição do sistema público de transportes - Grupo TAP, Grupo ANA e NAV

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No transporte aéreo, não deixam de ser reveladores os números divulgados esta semana pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) sobre o sector aéreo nacional: um sector que gerou 2300 milhões de euros em Portugal (cerca de 1,4% do PIB), que garantiu 59 mil postos de trabalho (24 mil dos quais de forma directa), que contribui com mais 3300 milhões de euros através do sector do turismo, e com um valor acrescentado bruto por trabalhador que é o dobro da média nacional. Se acrescentarmos a estes dados o papel da TAP como primeiro exportador nacional e os quase 200 milhões de euros que as empresas do sector aéreo garantem à Segurança Social por ano, ficamos com uma ideia da importância estratégica deste sector para a economia. Um sector que assenta em três empresas públicas - Grupo TAP, Grupo ANA e NAV – e que as multinacionais das troikas se preparam para passar a controlar ameaçando a sua existência futura.

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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Para favorecer a banca - Governo penaliza poupança e endivida-se no estrangeiro

Portugal é, como todos os nossos leitores sabem, um país altamente endividado. O Estado está endividado, cerca de 146 mil milhões de euros. As empresas estão endividadas, cerca de 177 mil milhões de euros. A banca privada está endividada, cerca de 188 mil milhões de euros. Estes dados, fornecidos pelo Banco de Portugal, reportam-se a Junho de 2010 e referem-se, exclusivamente, à divida externa bruta.

Trata-se de uma realidade fruto de práticas políticas erradas ao longo dos anos, cujas consequências, derivadas da amortização da dívida e do pagamento de juros, vão conduzir o país a um dos maiores patamares de regressão social da nossa história contemporânea, salvo se, entretanto, não se concretizar, como se impõe, uma ruptura democrática.

As dívidas atrás referidas têm de ser regularizadas nos termos e condições draconianas impostas pelo mercado.

Ler Texto Integral

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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Gestão danosa no handling e destruição de direitos

Com a tarefa de garantir que as malas não se perdem, entre outras, nos aeroportos portugueses, os trabalhadores da Sociedade Portuguesa de Handling (SPdH) têm visto as condições de trabalho degradar-se severamente, em consequência de uma gestão danosa, da responsabilidade do Governo PS, com a assumida intenção de privatizar todo o Grupo TAP.

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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
Jornadas parlamentares do PCP em Viseu

     O Partido Comunista Português realizou as suas Jornadas Parlamentares, as primeiras da XI Legislatura, nos passados dias 12 e 13. Em 35 anos de vida parlamentar foi a primeira vez que foram efectuadas no distrito de Viseu. A atenção dos deputados comunistas esteve muito centrada, além da preparação do debate do OE, no agendamento potestativo do Projecto de Lei que acaba com a desregulamentação dos horários marcado pelo PCP para 21 de Janeiro, bem como na realidade económica e social do distrito de Viseu.

Como sempre, estas Jornadas fizeram-se em amplo contacto com a realidade e com muitas e diversas instituições relevantes do distrito de onde foi retirada abundante matéria para a intervenção parlamentar.

Os deputados do PCP estiveram com uma cooperativa agrícola de produção de fruta e vinho – Cooperativa Agrícola de Távora. Com representantes dos baldios e de associações de agropecuária – Associação de Criadores de Gado da Beira Alta, da BAFLORA (Secretariado de Baldios do Distrito de Viseu) e da APL (Associação de Produtores de Leite e Carne). Com a Associação de Comerciantes de Viseu para debater as suas questões específicas e também as condições para o desenvolvimento da cidade. Com o Instituto Politécnico, instituição de referência do ensino superior na região. Com serviços de saúde no Hospital de Lamego e no Centro de Saúde de Vouzela. Numa unidade industrial de importância nacional – a PSA Peugeot Citröen – com os representantes de trabalhadores dessa unidade e com a União de Sindicatos de Viseu. Nas Termas de S. Pedro do Sul e ainda na Urgeiriça – Comissão de Ex-Trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio – contactando com o grave problema ambiental e de saúde pública aí existente.

Nesses encontros foi analisada e apresentaram-se propostas sobre uma realidade de crescentes dificuldades económicas e sociais que alimenta as situações de pobreza e exclusão social. Estiveram em cima da mesa temas como os elevados níveis de precariedade, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, a ausência de fiscalização e intervenção da ACT. Ou a desregulamentação dos horários de trabalho, o encerramento de empresas, a destruição de sectores produtivos.

Temas como os preços, a comercialização de produtos agrícolas dominada pela Grande Distribuição, os atrasos no pagamento das ajudas de projectos de investimento, o desmantelamento dos serviços do Ministério da Agricultura, os seguros de colheitas. Ou as questões do licenciamento das explorações pecuárias, a ausência de resposta capaz ao grave problema do nemátodo nos pinhais, as dificuldades de escoamento do leite, carne e batata, a necessidade de um regime de segurança social específico.

Temas como o licenciamento de superfícies comerciais, horários de funcionamento, acesso ao crédito, o poder de compra das populações, a dinamização dos Centros Históricos. Ou o turismo, as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, o transporte público. Ou ainda o desinvestimento na Educação e na saúde, a criação da Universidade Pública de Viseu.

Tudo isto e muito mais foi plasmado no documento com as Conclusões das Jornadas Parlamentares do PCP. Documento esse com cerca de 26 500 caracteres (mais de duas páginas inteiras deste jornal), onde a análise da realidade do distrito de Viseu ocupa quase metade (11 850 caracteres). O (não) destaque dado pelo «Jornal do Centro» – uma foto e meia dúzia de linhas – é incompreensível.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 22 de Janeiro de 2010

                                                                                            


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publicado por António Vilarigues às 00:06
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Lembram-se de Antenor Patiño?

     Antenor Patiño e o cobre da Bolívia:
«
A POBREZA da Bolívia contrastou, durante muito tempo, com a riqueza de um de seus filhos, Antenor Patiño, o "rei do estanho", nascido nos últimos anos do século 19 e considerado um dos homens mais ricos de seu tempo.

Em 1968, a pedido de Oliveira Salazar, o ditador português, Patiño preparou um baile com o objetivo de ser o mais faustoso da história. O pretexto de Salazar era atrair a Portugal o turismo de alto luxo; o de Patiño, mostrar a riqueza que a Bolívia lhe proporcionara. Era para ser uma festa maior do que a do Marquês de Cuevas, em Biarritz; a de Charles de Beistégui, no Palácio da Lábia, em Veneza; o Baile Astor, na Inglaterra, ao qual compareceu o primeiro-ministro britânico John Profumo, com as prostitutas do doutor Ward -um episódio inesquecível dos anos 60. O baile foi na Quinta Patiño, a três quilômetros de Estoril. Foram selecionados 700 convidados, a nata da sociedade européia, americana e alguns asiáticos. O baile mobilizou jatinhos de toda a Europa, iates alugados em todos os portos do Mediterrâneo e do Atlântico. Como descreveria José-Luiz de Vilallonga, um nobre espanhol inteligente e ferino, durante meses uma centena de operários escavou um vale artificial em uma colina, em frente à Quinta, só para permitir aos convidados avistar o mar do alto dos terraços. Foram trazidas orquestras de Londres, Nova York e Antilhas; fabricadas 60 mil lâmpadas a óleo. Houve mercado negro de convites, e Gina Lollobrigida só conseguiu entrar de penetra. (...)»

O fundador da "família":

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      


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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008
Gala Prémios de Mérito "Pena Alba"

                                 


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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Penalva do Castelo - Passeio de Cicloturismo

                                                                                           


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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Administração da TERMALISTUR impede jovens mães de amamentar os filhos

    Num acto de inqualificável discriminação social e de género, e num atentado brutal contra as leis do trabalho, a Administração da Termalistur, nas entrevistas para selecção de pessoal para trabalhar nas Termas de S. Pedro do Sul, quando se trata de mulheres, confronta-as com a seguinte pergunta: “estão a alimentar algum filho com leite materno?”. Em caso afirmativo, são-lhe colocadas duas opções: ou desistem da candidatura ao emprego, ou, se o aceitam, são chantageadas para prescindir das horas a que por lei têm direito para amamentar os seus bebés.

                     

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
TERMAS DE S. PEDRO DO SUL - O LOBO FOI AO REDIL ….

    Tal como o PCP previu no seu Comunicado de 19/12/07, correm fundadas notícias de que a Termalistur se prepara para vender o capital social da Empresa à Martifer, grupo com inconfessados interesses na área do turismo: sabemos que tem em carteira o estudo para construção de um grande resort na região de Lafões.
Significa isto, na prática, que o Presidente da Câmara e a maioria PSD, à revelia do controle político da Assembleia Municipal, estão prestes a consumar o crime há muito perseguido de vender a qualquer preço e à sorrelfa o património municipal mais valioso, os Balneários das Termas de S. Pedro do Sul.  
Como vaticinamos em Dezembro/07, a venda das Termas (Balneário D. Afonso Henriques) pela Câmara à Termalistur, foi um mero expediente, uma cortina de fumo para encobrir os verdadeiros objectivos do "negócio". Como então dissemos, uma empresa tecnicamente falida como a Termalistur, não podia suportar sem recurso à alienação de património, os encargos com os empréstimos e o serviço da dívida. O Presidente da Câmara e o PSD sabiam isso de antemão, razão porque apostaram nesta "jogada", que leva a água ao seu moinho.
O lobo que persegue a presa e vê frustrados os intentos inventa sempre novas estratégias. Assim tem sido o obsessivo comportamento do Presidente da Câmara em relação à privatização das Termas. Todos estamos lembrados dos burlescos números de circo que este "negócio" já propiciou: empresas inventadas à pressa, negócios anulados já no cartório, assessores municipais a representar as empresas adquirentes, trapacices e mais trapacices que nos levam a questionar se, por de trás deste "negócio", não estará mais do que a consabida necessidade de injectar dinheiro na Câmara, para solver a falência a que os partidos nela representados a conduziram?
Senão vejamos: o Presidente da Câmara é simultaneamente presidente da Termalistur, cujo mandato vai para além do mandato autárquico. Se em 2009 não for eleito Presidente da Câmara, já tem o futuro assegurado como Administrador da Termalistur, ou com direito a choruda indemnização, em caso de improvável despedimento. Chama-se a isto: tratar da vidinha.
A consumar-se, esta notícia será mais uma história de perfídia contra o Concelho e os sampedrenses. Já estamos a ver badalarem o argumento das hipotéticas vantagens do Grupo Económico comprador. Uma coisa é certa: as Termas deixarão de pertencer ao Município e passarão a reverter a favor de uma empresa privada que acumulará os lucros para proveito próprio e não para reinvestir em obras públicas a favor da população do Concelho. Não esquecer que a Termalistur pagava à Câmara 150 mil euros por mês de rendas. Sendo que todo o investimento até agora feito no Balneário foi com dinheiros do erário público que todos pagámos e continuamos a pagar.
Em face deste desaforo, é legitimo perguntar: para que servem este Presidente e estes Vereadores? Porque não entregam a gestão da própria Câmara ao mesmo Grupo Económico? Pois...perdiam o emprego, não era?
Incompreensível é a passividade do Governo, do Tribunal de Contas e do Ministério Público perante a evidência pública de gestão danosa. Será devido ao mesmo síndrome que o PS local está quedo e mudo?
O PCP não se calará! Com a ajuda dos democratas e dos homens e mulheres de bem deste Concelho, não descansaremos na luta por umas Termas públicas e ao serviço da população.

(sublinhados meus)

                            
S. Pedro do Sul, 15/05/2008
A
Comissão Inter-Concelhia de Lafões do PCP
                     


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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
A instrumentalização das Regiões de Turismo

    O PCP considera o decreto-lei das Regiões de Turismo, aprovado no último Conselho de Ministros, um acto sem precedentes de desvirtuamento da natureza destas entidades, de ataque à autonomia do poder local e de governamentalização das regiões de turismo e sublinha que este diploma, a entrar em vigor, comprometerá o futuro de importantes regiões de turismo e contribuirá para o avolumar das assimetrias.

   

In Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

    


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Sábado, 14 de Julho de 2007
Plano de Desenvolvimento (III)

    O município de Penalva do Castelo fará a inventariação, a conservação e a exploração turística do património histórico existente no seu território. Do mesmo modo, o turismo ecológico pode ser também um pólo de desenvolvimento do Concelho.

 

Propostas da CDU nas eleições autárquicas de Outubro 2005...

 

In CDU "PLANO DE ACÇÃO MUNICIPAL PARA PENALVA DO CASTELO 2005/2009"


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publicado por António Vilarigues às 00:41
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