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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

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Desemprego - A realidade e a Propaganda

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Nota sobre as Estatísticas do Emprego no 3º trimestre de 2013

 

1. O INE divulgou os resultados das Estatísticas do Emprego do 3º trimestre de 2013, os quais revelam uma estimativa da taxa de desemprego neste trimestre de 15,6%, valor inferior em 0,2 pontos percentuais ao trimestre homólogo do ano anterior e 0,8 pontos percentuais abaixo do registado no 2º trimestre do ano. De acordo com estes dados o número de desempregados em sentido restrito era no 3º trimestre do ano de 838.600, menos 32.300 desempregados do que no trimestre homólogo e menos 47.400 desempregados do que no trimestre anterior.

2. Ao mesmo tempo que estima uma redução do número de desempregados no 3º trimestre do ano comparativamente ao trimestre homólogo de 2012, o INE estima também que a população empregada neste trimestre se reduza em cerca de 103 mil pessoas comparativamente com o trimestre homólogo. Ou seja, no 3º trimestre do ano comparativamente com o trimestre homólogo de 2012 o desemprego caíu, mas o emprego também caíu, o que fez com que a população activa se tenha reduzido em 135.000 pessoas.

3. Ao mesmo tempo que a população activa sofreu esta redução em termos homólogos a população inactiva aumentou no 3º trimestre em 30.000 pessoas. A partir daqui podemos concluir que entre o 3º trimestre de 2012 e o 3º trimestre de 2013, 30 mil portugueses que perderam o seu emprego desistiram de procurar emprego e passaram a inactivos, enquanto 105 mil desempregados se viram forçados a emigrar.

4. Os dados das Estatísticas do Emprego agora divulgados revelam uma situação a todos os títulos anómala e que é bem demonstrativa da situação degradante em que se encontra a nossa economia e o nosso país, já que ao mesmo tempo que o desemprego baixa, o que é aparentemente bom, o emprego baixa 3 vezes mais, o que é muito mau.

5. A redução do número de desempregados em Portugal não é consequência hoje do crescimento económico da nossa economia, que não se verifica já que continuamos em recessão, mas do abandono do mercado de trabalho por desistência de milhares e milhares de trabalhadores que caíram no desemprego e da saída maciça de centenas de milhares de portugueses em especial jovens, que procuram no estrangeiro resposta para as suas necessidades de emprego.

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