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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A morte de Raúl Reyes vai fortalecer a política belicista

    Isto foi escrito em 24 de Janeiro de 2008: «(...)As primeiras guerrilhas na Colômbia surgiram em 1950 e até Setembro de 2001 nunca foram consideradas «terroristas». Que sucedeu a partir dessa data? George Bush desencadeou a sua guerra contra o terrorismo e o seu capataz colombiano pediu que fossem reclassificadas como «terroristas».

(...)

Será possível um acordo de pacificação na Colômbia? É indispensável, mas as experiências prévias não são boas e com Uribe as perspectivas não parecem ser melhores. Em 1982, outro presidente colombiano, Belisario Betancourt, iniciou um processo de conversações que, dois anos mais tarde, levou Manuel Marulanda a assinar um cessar-fogo e à libertação de vários sequestrados. Em troca, o governo comprometia-se a respeitar a vida legal de uma nova organização política: a União Patriótica, expressão civil das FARC. Não foi necessário passar muito tempo para ver que tudo terminou numa chacina. Os paramilitares e os sectores mais reaccionários das forças armadas colombianas fizeram o que melhor sabem fazer: fizeram desaparecer centenas de militantes da União Patriótica e assassinaram 1300 dirigentes, segundo a Comissão dos Direitos Humanos. Estes tempos uribistas não parecem oferecer melhores garantias.

(...)

Sabe o leitor quantos foram os jornalistas assassinados – nem vale a pena falar dos que tiveram de fugir do país por motivos políticos – entre 1993 e 2002? Um total de 1300 e só dois casos foram judicialmente esclarecidos. A situação actual não é melhor. No ranking da insuspeita organização Jornalistas Sem Fronteiras, a Colômbia aparece na posição 126 num total de 169 países. (...) Só em 2007, na Colômbia, segundo a mesma organização, foram assassinados três jornalistas e outros 10 ameaçados de morte.»

Neste contexto a morte de Raúl Reyes e dos seus companheiros tem um significado claro. Recorde-se que era através dele que se realizavam os contactos com os negociadores sobre as missões humanitárias envolvendo os reféns e os presos políticos. Assim como as discussões em busca de saídas políticas para o conflito colombiano. Quem manda assassinar um negociador? Obviamente quem não está interessado na paz e quer continuar o conflito.

                                                                                                                             
                             

                                               
                                                                                                            

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