Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

17,74 metros - Nelson Évora campeão do Mundo!

    Nélson Évora celebra com a bandeira portuguesa a medalha de ouro no triplo salto conquistada hoje nos Campeonatos do Mundo de Osaca, a decorrer no Japão. Évora ganhou a prova no terceiro ensaio com um triplo salto de 17,74 metros. Com esta distância, o atleta português fez a segunda melhor marca da temporada e acrescentou 23 centímetros ao recorde nacional.

 

In Público.pt de 27 de Agosto de 2007

 

Parabéns ao Nelson Évora e ao seu clube, o SL Benfica (ver aqui o seu percurso)

 

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publicado por António Vilarigues às 17:25
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Inqualificável!

    Confesso que não pensava voltar ao assunto (ver aqui e aqui). Mas durante as festas do concelho tirei as dúvidas. O Presidente da Câmara continua sem responder ao pedido de audiência feito pelo Presidente da Associação Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo.

 

O conceito de “relações institucionais” é desconhecido?

 

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publicado por António Vilarigues às 11:20
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Domingo, 26 de Agosto de 2007

Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (V)

    É preciso outro rumo para o país!

 

O PCP reafirma o seu empenho na luta contra o desemprego e a precariedade nas relações de trabalho, que só avançará com uma ruptura com a política de direita do Governo PS e a concretização de uma política alternativa, democrática e de esquerda ao serviço dos trabalhadores, do Povo e do país.

Portugal precisa de um forte investimento público e não de sucessivos cortes em cega obediência ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, de apostar no aparelho produtivo e no desenvolvimento da produção nacional e não na financeirização da economia e das actividades especulativas, de apoiar as pequenas e médias empresas e o desenvolvimento regional, de melhorar de forma efectiva a qualificação e a formação profissional, de formas eficazes no combate à precariedade aplicando o princípio de que a um posto de trabalho permanente corresponde um contrato efectivo de trabalho.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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publicado por António Vilarigues às 00:25
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Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (IV)

   O escândalo dos lucros dos grandes grupos económicos

 

O aumento do desemprego e da precariedade com as consequências que daí derivam no plano salarial, associados a uma política de favorecimento dos grandes grupos económicos, estão na base do verdadeiro escândalo que representam os lucros do grande capital no nosso país.

Os lucros dos cinco maiores grupos bancários em conjunto com a GALP, PT, EDP e SONAE somaram mais de 5,3 mil milhões de euros em 2006.

A remuneração média de cada membro de conselho de administração das empresas cotadas na bolsa representa 31,5 mil euros/mês e uma grande parte destes administradores foram aumentados sessenta vezes mais que um trabalhador comum.

As fortunas dos 100 mais ricos de Portugal aumentaram 35,8% em apenas um ano, atingindo o valor de 34 mil milhões de euros, o que daria para pagar um salário mensal de 500 euros a um milhão de trabalhadores durante 5 anos. O mais rico entre os ricos (Belmiro de Azevedo), em apenas um ano praticamente duplicou a sua fortuna passando de 1.779 milhões, para 2.989 milhões de euros.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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publicado por António Vilarigues às 00:22
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Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (III)

   Governo PS: campeão da precariedade

 

Os dados do INE revelam também uma nova realidade que se aprofunda com este Governo: a maior liquidação de sempre de postos de trabalho efectivos e a promoção do emprego precário como regra.  

Entre o 2º trimestre de 2006 e o 2º trimestre de 2007, os trabalhadores com contratos a prazo são agora mais 77 800 do que o ano passado, atingindo o valor mais elevado de sempre: 863 700 trabalhadores (22,2% do total de trabalhadores por conta de outrem). Também a população empregada a tempo parcial aumentou em 40 800, atingindo já os 630 200 empregados.

Como resultado do aumento da precariedade verificou-se agora a liquidação, em apenas um ano, de 77 600 contratos de trabalho sem termo. Na prática são agora postos de trabalho permanentes ocupados por trabalhadores contratados a prazo, com falsos recibos verdes, em trabalho temporário, ou em bolsas de formação e investigação.

Se adicionarmos ao número de trabalhadores por conta de outrem com contrato precário (863 700), o número de trabalhadores por conta própria como isolados - chamados falsos recibos verdes (379 135) - concluímos que 1 242 835 trabalhadores têm hoje um vínculo precário, isto é, 1 em cada 4 trabalhadores é precário.

Num momento em que o Governo PS prepara um violentíssimo ataque aos direitos dos trabalhadores por via de alterações à legislação laboral - invocando que o "mercado de trabalho precisa de ser mais flexível" - facilmente se comprova que o que está em causa não é a flexibilidade das relações laborais, mas sim, a desregulamentação completa das relações de trabalho em benefício do Capital.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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publicado por António Vilarigues às 00:18
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Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (II)

    A Comissão Política do Comité Central do PCP chama ainda a atenção para os seguintes factos:

-         O aumento do desemprego atinge esmagadoramente as mulheres e por esta razão a taxa de desemprego das mulheres está nos 9,4%. Dos 34 900 trabalhadores a mais desempregados entre o 2º trimestre de 2006 e o 2º trimestre de 2007, verifica-se que 32 700 trabalhadores são mulheres.

-         A taxa de desemprego dos jovens (15-24 anos) atingiu o valor de 15,3%, quase o dobro da média nacional.

-         O desemprego dos trabalhadores licenciados subiu 25,1% de um ano para o outro. Existem hoje 50 800 trabalhadores licenciados no desemprego, mais 10 200 do que no 2º trimestre do ano passado.

-         Cerca de metade do desemprego é de longa duração. No final do 2º trimestre de 2007 tínhamos 221 mil trabalhadores que procuram emprego há menos de 12 meses e 216 400 trabalhadores que procuram emprego há mais de 1 ano.

-         A evolução do emprego acompanha o modelo de desenvolvimento económico cujo perfil é de emprego pouco qualificado. As únicas profissões que no último ano viram a população empregada aumentar foram o "pessoal dos serviços e vendedores" (mais 16 700 pessoas) e os trabalhadores não qualificados (50 mil trabalhadores). Em contrapartida reduziu-se o número de quadros superiores (- 48 300), o de trabalhadores intelectuais (-11 400), o de técnicos e profissionais de nível intermédio (- 8 600) e o de operários, artífices e trabalhadores similares (-17 600).

-         Em vez da prometida criação de 150 000 postos de trabalho assumida pelo PS durante as últimas eleições legislativas, o que se verifica é que o número de desempregados cresceu desde a tomada de posse do governo, de 399 300 para os actuais 440 500.

Estes dados confirmam o carácter estrutural do problema do desemprego em Portugal e as responsabilidades do Governo PS no seu agravamento. Situação tão mais preocupante quanto o aumento do desemprego tem sido acompanhado pela regressão dos níveis de protecção social existentes, como se comprova pelas alterações introduzidas no último ano, quer no acesso, quer no valor do subsídio de desemprego.  

A situação de desemprego a que o país chegou tem consequências extraordinariamente negativas no desenvolvimento e dinamização do mercado e consumo interno, nas despesas e receitas da segurança social, nos níveis salariais praticados e nos direitos dos trabalhadores.

Mas o problema do desemprego é bem mais dramático do que aquilo que os números, por si só, já revelam. O aumento do desemprego é sinónimo de dificuldades económicas para centenas de milhar de famílias, de dificuldades no acesso a bens e serviços essenciais, de novas vagas de emigração, de degradação das condições de vida, de endividamento e de situações de pobreza, miséria e exclusão social.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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publicado por António Vilarigues às 00:14
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Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (I)

    A recente divulgação por parte do Instituto Nacional de Estatística - INE dos números relativos à evolução do emprego e do desemprego no nosso país confirmam as profundas preocupações que o PCP tem vindo a manifestar a este respeito. Portugal está hoje confrontado com duas realidades: o crescimento do desemprego e da precariedade.

 

Desemprego - problema que se agrava em todas as suas dimensões

 

Ao contrário do que o Governo PS pretendeu, com a manipulação dos dados agora divulgados, a verdade é que os números que o INE divulgou demonstram de uma forma cabal uma subida e não uma descida dos valores do desemprego em Portugal.

A taxa de desemprego em sentido restrito atingiu no final do 2º trimestre de 2007: 7,9%, o que corresponde a 440 500 trabalhadores no desemprego. Este é o valor mais elevado registado no segundo trimestre do ano, desde que o INE iniciou a actual série de Inquéritos ao Emprego em 1998.

O número de desempregados subiu 8,6% em relação ao trimestre homólogo do ano anterior (+ 34 900 trabalhadores no desemprego).

A redução da taxa de desemprego em relação ao trimestre anterior, não só é resultante do seu carácter sazonal, como não desmente o aumento do desemprego. De facto os números do INE revelam que o desemprego no 2º trimestre é, em regra, inferior ao do 1º trimestre (desde que existe a actual série de Inquéritos ao Emprego -1998 - só em 2002 e 2004 esta situação não se verificou), e a evolução entre estes dois trimestres traduz um agravamento comparativamente a 2006. 

A Comissão Política do Comité Central do PCP regista com preocupação o facto de que, caso se verifique um crescimento do desemprego em termos homólogos nos 3º e 4º trimestres do ano - o que é provável tendo em conta as variações homólogas já verificadas durante os primeiros dois trimestres deste ano - no final de 2007 poderemos estar a caminhar para o mais elevado nível de desemprego jamais registado em Portugal.   

Mas a verdadeira dimensão do desemprego no nosso país só pode ser compreendida se ao número de desempregados em sentido restrito, que o INE revelou, acrescentarmos os inactivos disponíveis para trabalhar (80 300) e o subemprego visível (68 100), o que corresponde ao valor do desemprego em sentido lato, isto é, 588 900 trabalhadores e 10,4% de desemprego.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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Sábado, 25 de Agosto de 2007

Inquérito

    No passado dia 22 de Junho, em reunião pública do executivo camarário, foi aprovada por unanimidade uma proposta (ver aqui) de criação de uma comissão de inquérito. Que deveria averiguar as causas da demolição do edifício no cruzamento da rua 1º de Dezembro com a Rua Dr. Francisco Pereira de Figueiredo.
Satisfazendo a natural curiosidade do blog vizinho putas ao poder, informa-se que a referida comissão é composta pelo chefe de divisão de obras e por um chefe de secção da mesma divisão.
Confesso que fiquei sem perceber se a comissão estava ou não formalmente nomeada e constituída. Ou se era antes algo de informal. Mas, ouvindo os suspeitos do costume, inclino-me para a versão informal…

Ao que parece o engº responsável pelo projecto e pela obra assegurou que o projecto de reconstrução aprovado pela câmara vai ser cumprido na íntegra.
Falta saber o que sobre este assunto têm a dizer quer o empreiteiro, quer o dono da obra (proprietário).

 

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publicado por António Vilarigues às 12:52
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Câmara desagrava IRS no concelho

    A Câmara de Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, decidiu hoje aproveitar a possibilidade dada na nova Lei das Finanças Locais para desagravar o IRS das pessoas com domicílio fiscal no concelho.


O artigo 20º da Lei das Finanças Locais estipula que «os municípios têm direito, em cada ano, a uma participação variável até 5% no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal na respectiva circunscrição territorial, relativa aos rendimentos do ano imediatamente anterior».

Na sua reunião de hoje (24/8o executivo deliberou, por unanimidade, baixar em 2,5% o IRS das pessoas de Penalva do Castelo, uma decisão anunciada pela rádio local No Ar.

Fonte da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse à Agência Lusa não ter conhecimento de que outras autarquias tenham já usado esta possibilidade e considera este caso «um bom desafio para o Governo».

«O Governo deve acompanhar este presidente de Câmara e todos os outros que lhe sigam o exemplo. Se um concelho baixar determinada percentagem dos seus 5%, no caso de Penalva 50%, o Governo deve acompanhar na mesma proporção em relação aos seus 95%», defendeu.

O presidente da autarquia, Leonídio Monteiro (PSD-CDS/PP), que há muito defende a discriminação positiva dos concelhos desfavorecidos, disse à Lusa que quis precisamente dar esse «sinal» ao Governo.

«Tendo eu esta possibilidade, não tive qualquer dúvida de avançar, embora seja um paliativo muito pequeno, apenas 50% sobre o que a Câmara pode decidir, que são 5%», frisou.

Leonídio Monteiro disse esperar que o Governo «retire um bom exemplo de uma autarquia estabilizada, que tem poucas receitas», mas «dessas poucas entendeu que devia abdicar de algumas em benefício da generalidade das pessoas que pagam impostos em Penalva».

A autarquia irá receber 80 mil euros de IRS relativo ao ano de 2007 mas, segundo o autarca, é difícil fazer uma estimativa do que de futuro poderá representar a deliberação de hoje para os cofres da autarquia.

No entanto, garantiu que os montantes em causa «não tiveram nada a ver com a decisão».

«Mais importante é o sinal que se dá, da necessidade da administração central reduzir assimetrias», frisou à Lusa, mostrando-se convencido de que «se o Governo agarrasse em meia dúzia de concelhos e fizesse uma experiência, discriminando-os positivamente, daqui a quatro anos notaria um impacto positivo».

O autarca acredita que com a medida poderá fixar no concelho «muitas pessoas que neste momento fazem vida em Penalva do Castelo mas têm domicílio fiscal noutros concelhos».

A autarquia, bem como outras que lhe sigam o exemplo, tem de comunicar a sua decisão sobre a percentagem do IRS pretendida por via electrónica à Direcção-Geral dos Impostos, até 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que respeitam os rendimentos.

(sublinhados meus) 

In Diário Digital / Lusa

24-08-2007 18:52:27

 

Aplaudo a medida. O efeito prático vai-se sentir em 2009.

Admiro a eficácia da Câmara. A reunião acabou às 16h30m e às 18h52m a notícia já estava na Lusa e era editada pelo Diário Digital...


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publicado por António Vilarigues às 12:35
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O ATREVIMENTO DA IGNORÂNCIA

    Pesquisa efectuada. Algumas, muitas, centenas de páginas analisadas. Há que retirar algumas conclusões. E é possível fazê-lo.

Por um lado, a esmagadora maioria dos jornalistas, comentadores e analistas que se pronunciam sobre as posições dos comunistas portugueses acerca  da chamada globalização revela um desconhecimento (ou ignorância) atroz. Falam de Marx e Lénine, mas aparentemente nunca os leram. Quanto mais estudarem-nos. Referem o PCP, mas sobre os seus documentos escritos e publicados nada. Nem uma linha.

Por outro, o seu atrevimento é directamente proporcional a esse mesmo desconhecimento (ou ignorância). Prosápia não lhes falta. Mas talvez um pouco mais de modéstia não lhes fizesse mal. E de leitura também.

Antes de passarmos aos factos concretos um esclarecimento adicional. Não aderi à “revolução” semântica dos conservadores e neo-conservadores. Nos anos oitenta do século XX “revolucionaram”, com sucesso, a terminologia política e económica. O capitalismo passou a ser designado como “economia de mercado”. Mais recentemente trocaram o imperialismo por “globalização”. Só que um homem é um homem e um bicho é um bicho.

    “A burguesia não pode existir sem revolucionar permanentemente os instrumentos de produção, portanto as relações de produção, portanto as relações sociais todas”, escreveram profeticamente Marx e Engels no remoto ano de 1848 no seu “Manifesto do Partido Comunista”. E algumas linhas adiante “A necessidade de um mercado em constante expansão para os seus produtos persegue a burguesia por todo o globo terrestre. Tem de se fixar em toda a parte, estabelecer-se em toda a parte, criar ligações em toda a parte.

A burguesia, pela sua exploração do mercado mundial, deu uma forma cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países” (o sublinhado é meu). Este conceito de “mercado mundial” já 3 anos antes tinha sido referido por ambos autores no seu livro “A Ideologia Alemã”. E será repetido, analisado, aprofundado ao longo dos anos quer por Marx, quer por Engels.

Em obras como “Para a Crítica da Economia Política”, “Salário, Preço e Lucro”, (os bloguistas que andam a discutir o Poder do Mercado deviam ler e estudar estas duas obras, digo eu), “O Capital”, “Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico” e em dezenas de cartas vai-se desenvolvendo o conteúdo deste conceito. Bem como o papel nele desempenhado pela Internet do século XIX: o telégrafo.

    Sessenta anos mais tarde, em 1916, Lénine escreve “O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”. Depois de uma análise exaustiva do “mercado mundial” nas novas condições de desenvolvimento do capitalismo no início do século XX define o conceito de imperialismo. Fá-lo incluindo cinco traços fundamentais: “1) a concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida económica; 2) a fusão do capital bancário com o capital industrial e a criação, baseada nesse «capital financeiro», da oligarquia financeira; 3) a exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande; 4) a formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo entre si, e 5) o termo da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes”.

E em Portugal?

    “A internacionalização da economia, a profunda divisão internacional do trabalho, a crescente cooperação entre Estados e os processos de integração correspondem, neste final do século XX, a realidades e tendências de evolução não exclusivas do capitalismo. Em função da sua orientação, características e objectivos, tais processos podem servir os monopólios e as transnacionais, ou podem servir os povos. É direito inalienável de cada povo e de cada país lutar em defesa dos seus interesses e direitos”, diz o Programa dos comunistas portugueses.

Em torno do conteúdo e significado do «movimento anti-globalização» trava-se uma intensa luta política e ideológica. É natural que assim seja.

    No seu XVII Congresso, em Novembro de 2004, o PCP afirma na Resolução Política aprovada: “A nível mais profundo, a ofensiva global do imperialismo é resultado da própria dinâmica do sistema capitalista, cuja natureza exploradora e agressiva não se alterou nas suas características fundamentais. Uma ofensiva que é determinada pelas exigências de reprodução do capital e a corrida ao máximo lucro; pela necessidade de intensificar a exploração dos trabalhadores, tanto nos países periféricos como nos centros do poder imperialista, a fim de satisfazer as exigências da acumulação capitalista e enfrentar a baixa tendencial da taxa de lucro, reduzindo o preço da força de trabalho e enfraquecendo a capacidade reivindicativa de quem trabalha; pela necessidade de alargar o seu domínio a novos mercados, abolindo as restrições à circulação do capital financeiro e à pilhagem por parte das empresas transnacionais; pela necessidade de dominar novas fontes de matérias-primas baratas, com destaque para as energéticas, cujo controlo é decisivo para impor a sua hegemonia; pela vontade de esmagar formas autónomas de produção, comercialização e consumo, não integradas nos circuitos controlados pelas grandes empresas dos centros do imperialismo, quer sejam de natureza familiar, pública ou mesmo capitalista.

E ainda, em jeito de prever e prevenir a situação actual, “No mercado imobiliário, cujos preços têm vindo a subir a níveis demasiado elevados, subsistem riscos de um ajustamento abrupto com consequências de expressão mundial.” Em Novembro de 2004!!! Algum dos “críticos” tinha lido isto?...

 

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

 

In jornal "Público" - Edição de 20 de Agosto de 2007

 

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publicado por António Vilarigues às 00:53
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