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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Conversas da treta e algumas notas soltas: Outro Rumo, Nova Política

    O PCP efectuou nos dias 24 e 25 (sábado e domingo), no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha – Seixal, uma Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais. Estivemos perante uma das mais importantes iniciativas de reflexão e proposta sobre os problemas económicos e sociais de Portugal, realizada nas últimas décadas. Com esta iniciativa o PCP, por um lado, assume-se como uma força de proposta e de projecto, portador de uma política alternativa indispensável à construção de um Portugal com futuro. Por outro, dá expressão às expectativas, confiança e esperança que os trabalhadores e o povo nele depositam.

No âmbito da realização desta iniciativa, decorreu desde Março um período de preparação com um vasto programa de iniciativas realizadas nos vários distritos e regiões (como em Viseu, ou no Douro). Iniciativas que permitiram o exame e o debate das principais questões económicas e sociais. Iniciativas que puseram em evidência constrangimentos e perspectivas de desenvolvimento regional, as profundas assimetrias regionais que marcam o país e as propostas do PCP em relevantes questões económicas sectoriais. Referimo-nos a sectores como a indústria, a energia, a agricultura, as pescas e o mar, os transportes, as comunicações, as telecomunicações, o sector automóvel, a indústria naval, as tecnologias da informação e comunicação, o sector financeiro, a administração pública, a economia mundial, as micro e as pequenas e médias empresas, o movimento cooperativo, a ciência e a tecnologia. E outras de âmbito social como a pobreza, a habitação, a saúde e a educação, a juventude, o ambiente e as áreas protegidas, a realidade do mundo do trabalho e dos trabalhadores ou a avaliação sobre os diferentes fluxos migratórios. Tudo isto pode ser encontrado em www.pcp.pt.

Nas sessões da Conferência participaram 1 250 delegados eleitos em reuniões realizadas por todo o país. Foram feitas inúmeras propostas de alteração aos documentos em discussão, das quais mais de três centenas foram atendidas. Intervieram dirigentes e militantes do PCP que abordaram questões, para além das acima referidas, tão diversas como a crise do capitalismo, os grupos monopolistas, as privatizações, os baldios (Manuel Rodrigues de Viseu), a dívida externa, o investimento, o Estado, o desenvolvimento e os direitos, as Forças Armadas, a ofensiva ideológica do capitalismo, etc., etc., etc.

Sobre isto a comunicação social dominante disse nada, ou quase. A RTP 1, por exemplo, chegou ao cúmulo de no noticiário da noite de domingo “esquecer” as regras do lead jornalístico. Omitiu pura e simplesmente que o encontro de comunistas no Seixal se tratava de uma Conferência Nacional, com delegados eleitos, visando aprovar as propostas do PCP para as questões económicas e sociais. Propostas que configuram um novo rumo para Portugal. Proposta que demonstram à saciedade que uma nova política para o nosso país não só é necessária, como é possível.

Os mesmos que ignoraram esta realidade não deixarão de escrever e falar sobre os partidos em Portugal serem todos iguais e se caracterizarem por uma pobre actividade. Ou não deixarão de decretar que no PCP é tudo um deserto de valores, de ideias e de propostas. Ou que não há alternativa para a política de direita que há décadas é seguida. Tretas, digo, eu.
       

In "Jornal do Centro" - Edição de 30 de Novembro de 2007

                  

Outro rumo Nova política - Pobreza Resulta de Opções Políticas

Fernanda Mateus

    «Como consequência das políticas económicas e sociais dos Governos nos últimos 30 anos, a pobreza alarga-se a novos segmentos da população e representa um grave problema nacional. Atinge cidadãos desprovidos de meios de subsistência e afecta, de forma preocupante, os trabalhadores com emprego, os reformados, em resultado dos baixos salários, da desvalorização do salário mínimo nacional, dos baixos montantes das reformas e do conjunto das prestações da Segurança Social, a par dos constantes aumentos de preços de bens e serviços essenciais, das despesas com a saúde e com a educação.
Cerca de 21% da população portuguesa vive abaixo do limiar da pobreza face aos 16% na UE/25; 10,9% dos trabalhadores por conta de outrem, vivem abaixo da linha de baixo salário (ou seja 2/3 do ganho liquido mensal mediano) dos quais 16% são mulheres e 7,5% homens; 23% são crianças e 29% dos idosos são pobres. A pobreza tem fortes incidências regionais em resultado, designadamente, da desertificação e envelhecimento associada à fragilização ou destruição do tecido produtivo

  

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Outro rumo Nova política - Sem Agricultura Não Há Desenvolvimento

João Frazão

    «A Agricultura Portuguesa sofre de grave e acentuada crise, perdendo peso na economia, no emprego e no mundo rural.
Fruto das política protagonizadas, à vez, por PS, PSD e CDS, entre 89 e 2006 desapareceram mais de 250 mil explorações – mais de 40 explorações por dia.
A superfície cultivada diminuiu em mais de 30%, aumentando a área de pastagens, devido fundamentalmente ao aumento das áreas não cultivadas. Acentua-se o envelhecimento dos agricultores, a par do aumento do nº dos que, para além da agricultura, se dedicam a outras actividades.
Concentra-se dia-a-dia a propriedade, crescendo as com mais de 50 e 100ha em 12% e 25%, respectivamente, e diminuindo as propriedades com menos de 50ha em 34%

   

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Venezuela - Informação Alternativa - Resultados do Referendo

    O outro lado da informação na Venezuela:

   

Links oficiais de sítios informativos:

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Noticiário diário da telesur no youtube:

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Em directo:

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Consejo Nacional Electoral: (Para que consultem oficialmente o referendo de 2 de Dezembro e outras eleições)
Aqui

     

Porque o que se passa na Venezuela também nos diz respeito

             

Outro rumo Nova política - Lutar para Construir a Alternativa

Paulo Raimundo

    «Os trabalhadores, o povo e o País precisam de um novo rumo, de uma politica ao seu serviço que rompa com os ataques ao trabalho, com o roubo de direitos e o aniquilar dos serviços públicos, uma politica para a maioria e não dos poucos que enriquecem ás custas da miséria de muitos.
Um novo rumo cada vez mais urgente, necessário e possível.
Uma politica assente em propostas concretas, intimamente ligadas aos direitos, anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor,
Uma politica que tem de ser conquistada nas empresas, nos locais de trabalho e residência, nas escolas, nos campos e nas ruas, uma politica só possível através da luta dos trabalhadores e dos vários sectores alvo da politica de direita.
A luta é condição essencial para resistir aos objectivos do capital, alterar a correlação de forças e pela sua dinâmica e persistência construir a alternativa.
»

   

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Outro rumo Nova política - O Processo de Privatizações

Vasco Cardoso

    «O processo de privatizações em curso, constitui um dos mais importantes instrumentos da reconstituição do capitalismo monopolista de Estado. Um processo que do ponto de vista económico e social, resultou numa criminosa operação de concentração e centralização da riqueza nas mãos do grande Capital nacional e estrangeiro.
Com o 25 de Abril, os mais importantes sectores económicos – banca, energia, transportes, comunicações e telecomunicações, e ainda, importantes sectores produtivos - foram nacionalizados. Tratou-se de uma medida absolutamente justa e necessária, não apenas para recuperar o comando político e democrático da economia nacional, mas também, para salvar o país do boicote e da sabotagem, e garantir também, profundas transformações reclamadas pelos trabalhadores e pelo Povo que, durante a longa noite fascista, não conheceram outra vida que não a do sacrifício e da miséria.
»

           

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Outro rumo Nova política - A Perspectiva Social do Desenvolvimento

Jorge Pires

    «O texto base da nossa Conferência desenvolve e demonstra a tese de que o desenvolvimento do País passa pelo trabalho qualificado e remunerado, de acordo com uma melhor distribuição da riqueza e de rendimento disponível, eixos centrais de uma estratégia que considere o ser humano e os seus conhecimentos, e não o capital, como principal factor de crescimento económico, ao contrário do que tem acontecido nas últimas décadas com a aposta num modelo de desenvolvimento assente nas baixas qualificações e nos baixos salários.
Para o capital a questão central foi e é garantir a existência da sociedade capitalista, reproduzindo as condições materiais e sociais da sua própria existência. Foi com este objectivo que, ainda não refeito das derrotas sofridas com o processo revolucionário em 74/75 e a consagração constitucional de um conjunto de direitos sociais a que os portugueses passaram a ter acesso, o capital aceitou que o “seu Estado” assumisse a condução das políticas sociais e a concretização dessas responsabilidades, sempre no pressuposto que isso contribuiria para o processo de acumulação capitalista e não por qualquer preocupação de ordem social

         

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Outro rumo Nova política - Integração à Medida dos Mais Poderosos

Ilda Figueiredo

    «Hoje é mais claro para todos a estreita ligação existente entre as orientações políticas da União Europeia e a política portuguesa prosseguida por sucessivos governos do PS, PSD e CDS para conseguir uma mais rápida recuperação do poder, dos privilégios e das fortunas dos grupos económicos e financeiros, para facilitar o desmantelamento do Sector Empresarial do Estado pela via das liberalizações e privatizações de sectores básicos fundamentais, para pôr em causa a função social da terra, para diminuir as funções sociais do Estado, para fragilizar os direitos sociais e laborais, para enfraquecer a democracia, tentando que cada vez mais fique à porta das empresas e de outros locais de trabalho, ferindo o próprio conteúdo do Estado democrático ao serviço das populações, que a Constituição da República consagra, para o colocar ao serviço da formação e reconstrução dos monopólios

  

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Leitura Obrigatória (LIII)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

                              

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