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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Pensamento de 22 de Fevereiro de 2009

    E ainda a gigantesca poluição da atmosfera, de rios e oceanos pelos países mais desenvolvidos e a rapina e destruição de recursos naturais de países atrasados, que têm como consequência a destruição do equilíbrio ecológico em vastas regiões do globo.  

                      

Álvaro Cunhal       

                       

Tom Paxton: Lyndon Johnson Told the Nation

Lyndon Johnson Told the Nation
                                             

(Tom Paxton 1965)

 

I got a letter from L. B. J.
It said this is your lucky day.
It's time to put your khaki trousers on.
Though it may seem very queer
We've got no jobs to give you here
So we are sending you to Viet Nam

[Chorus:]
Lyndon Johnson told the nation,
"Have no fear of escalation.
I am trying everyone to please.
Though it isn't really war,
We're sending fifty thousand more,
To help save Viet nam from Viet Namese."

I jumped off the old troop ship,
And sank in mud up to my hips.
I cussed until the captain called me down.
Never mind how hard it's raining,
Think of all the ground we're gaining,
Just don't take one step outside of town.

[Cho:]

Every night the local gentry,
Sneak out past the sleeping sentry.
They go to join the old VC.
In their nightly little dramas,
They put on their black pajamas,
And come lobbing mortar shells at me.

[Cho:]

We go round in helicopters,
Like a bunch of big grasshoppers,
Searching for the Viet Cong in vain.
They left a note that they had gone.
They had to get down to Saigon,
Their government positions to maintain.

[Cho:]

Well here I sit in this rice paddy,
Wondering about Big Daddy,
And I know that Lyndon loves me so.
Yet how sadly I remember,
Way back yonder in November,
When he said I'd never have to go.

[Cho:]
 

 

In "Lyndon Johnson Told the Nation" onde pode ser também ouvida a canção

Para ver e ouvir Tom Paxton a cantar «Lyndon Johnson Told the Nation» em 1965 clicar AQUI

                                                                       

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                       

O meu Marx é diferente

     A propósito da actual crise económica e financeira do sistema capitalista a obra de Karl Marx ganhou um novo relevo. Mas muito do que se escreve e diz revela um desconhecimento (ou ignorância) atroz. Falam de Marx, mas aparentemente nunca o leram. Quanto mais estudarem-no. O resultado é uma deturpação objectiva do seu pensamento. Uma caricatura ridícula da realidade da sua acção.

É caso para dizer que o «meu» Marx é diferente.

O meu Marx é o que converteu a utopia em pensamento político e este em acção revolucionária. O que descobriu as leis objectivas do desenvolvimento social e provou cientificamente a inevitabilidade da superação do capitalismo e do triunfo do socialismo. O que analisou a vida social como algo que está em permanente movimento. O Marx determinista, mas não fatalista.

O meu Marx é o que reelaborou criticamente todas as melhores conquistas do pensamento humano no domínio da filosofia. O que considerou que na sociedade, como na natureza, existem nas situações e nos fenómenos relações objectivas de causa e efeito. É o Marx da afirmação: «Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes, a questão é transformá-lo». Ou de «A nossa teoria não é um dogma, mas um guia para a acção». Ou, ainda, o da constatação cem por cento actual de que «as ideias dominantes de um tempo foram sempre apenas as ideias da classe dominante». É o Marx da dialéctica como método de conhecimento e transformação do mundo. Da prática como fundamento e fim do conhecimento. Do conhecimento como reflexo do mundo objectivo.

O meu Marx é o da análise do capitalismo e das leis fundamentais da reprodução do capital que se revelam de uma evidente modernidade. Como a lei do valor e a teoria da mais-valia, que esclarece os mecanismos da exploração capitalista. Como a lei da baixa tendencial da taxa de lucro, que o capital tudo faz para contrariar e que determina a financeirização crescente da economia. Como a lei da pauperização relativa, que desvenda as causas de fundo inultrapassáveis pelo capitalismo das crises de sobreprodução.

É o Marx da «globalização» teorizada em 1848: «A necessidade de um mercado em constante expansão para os seus produtos persegue a burguesia por todo o globo terrestre. Tem de se fixar em toda a parte, estabelecer-se em toda a parte, criar ligações em toda a parte.» Ou: «A burguesia, pela sua exploração do mercado mundial, deu uma forma cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países

O meu Marx é o da a teoria do socialismo científico. O da missão histórica e papel dirigente da classe operária na transformação revolucionária da sociedade, pondo fim à milenária exploração do homem pelo homem e abrindo caminho à história verdadeiramente humana de todos os homens. O da teoria da luta de classes: «a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes». O de «o moderno poder de Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa». O de «as proposições teóricas dos comunistas de modo nenhum repousam sobre ideias, sobre princípios, que foram inventados ou descobertos por este ou por aquele melhorador do mundo. Elas são apenas expressões gerais de relações efectivas de uma luta de classes existente, de um movimento histórico que se processa ante os nossos olhos.»

Como Marx refere, no prefácio à primeira edição de O Capital, «a sociedade actual não é nenhum cristal fixo, mas um organismo capaz de transformação e constantemente compreendido num processo de transformação».

Espero ter demonstrado que o meu Karl Marx (e Friedrich Engels) é efectivamente diferente das vulgatas que por aí se vão «vendendo». E que teriam levado Marx a afirmar, de novo, «se isso é marxismo, então eu não sou marxista»...

                                                                                    

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                                           

In jornal "Público" - Edição de 20 de Fevereiro de 2009

                                                                                          

Pensamento de 21 de Fevereiro de 2009

    Nesta concertada campanha dos arautos do capitalà volta do país ingovernável” sem Sócrates, para dar mais crédito e mais força ao seu apocalíptico cenário, passaram apelar ao “cerrar de fileiras” à volta do governo e até à unidade das forças partidárias para fazer face à crise. Os apologistas da “concertação estratégica” e os seus principais responsáveis têm vindo a acompanhar o coro.

                              

Jerónimo de Sousa

                                

Tecedores de anjos

     O Crime do Padre Amaro (Capítulo XXIII)

(...)
E Amaro ali mesmo escreveu a resposta ao cônego, que a Dionísia devia levar ao correio: "A coisa pode estar pronta daqui a vinte dias. Suspenda por todo o modo a volta da mãe! Isso de modo nenhum! Diga-lhe que a pequena não escreve nem vai, porque a excelentíssima mana passa sempre adoentada".
E traçando a perna:
— E agora, Dionísia, como diz o nosso cônego, que destino se há-de dar ao fruto?
(...)
Mas a Dionísia procurava ainda, arranhando devagar o queixo. Também sabia de outra. Essa morava para o lado da Barrosa, a boa distância... Criava em casa, era o seu ofício... Mas nessa nem falar!
— Mulher fraca, doente?
A Dionísia chegou-se ao pároco, e baixando a voz:
— Ai, menino, eu não gosto de acusar ninguém. Mas, está provado, é uma tecedeira de anjos!
— Uma quê?
— Uma tecedeira de anjos!
— O que é isso? Que significa isso? perguntou o pároco.
A Dionísia gaguejou-lhe uma explicação. Eram mulheres que recebiam crianças a criar em casa. E sem exceção as crianças morriam... Como tinha havido uma muito conhecida que era tecedeira, e as criancinhas iam para o Céu... Daí é que vinha o nome.
— Então as crianças morrem sempre?
— Sem falhar.


(...)
— Mas que proveito tira a mulher, se as crianças morrem? perguntou de repente. Perde as soldadas...
— É que se lhe paga um ano de criação adiantado, senhor pároco. A dez tostões ao mês, ou quartinho, segundo as posses...
(...)
— Ó tia Dionísia, essa coisa da tecedeira de anjos é uma história, hem?
Então a Dionísia escandalizou-se. O senhor pároco sabia que ela não era mulher de intrigas. Conhecia a tecedeira de anjos há mais de oito anos, de lhe falar e de a ver na cidade quase todas as semanas. Ainda no sábado passado a vira sair da taberna do Grego... O senhor pároco já tinha ido à Barrosa?
Esperou a resposta do pároco, e continuou:
— Pois bem, sabe o começo da freguesia. Há um muro caído. Depois é um caminho que desce. Ao fundo desse corregozito encontra um poço atulhado. Adiante, retirada, há uma casita que tem um alpendre. É lá que ela vive... Chama-se Carlota... Isto é para lhe mostrar que sei, amiguinho!
(...)
Realmente o nome era bem posto, tecedeira de anjos... Com razão. Quem prepara uma criança para a vida com o leite do seu peito, prepara-a para os trabalhos e para as lágrimas... Mais vale torcer-lhe o pescoço, e mandá-la direita para a eternidade bem-aventurada!
(...)
Saiu, dirigindo-se para a estrada, sem pressa. Ao pé da ponte veio-lhe porém de repente a idéia, a curiosidade de ir à Barrosa ver a tecedeira... Não lhe falaria: examinaria apenas a casa, a figura da mulher, os aspectos sinistros do sítio...
(...)

Eça de Queirós

                   

Ver:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                             

Leitura Obrigatória (CXXXV)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«O INE acabou de publicar as Estatísticas do Emprego referentes ao 4º Trimestre de 2008. É altura de fazer um balanço objectivo da evolução do emprego e do desemprego em Portugal durante o período de 2004-2008, ou seja, desde que entrou em funções o actual governo, até porque uma das promessas feitas por Sócrates, durante a campanha eleitoral, foi precisamente reduzir o desemprego através da criação de 150.000 empregos líquidos. Para isso, vamos utilizar apenas dados oficiais divulgados pelo INE e pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e a análise limitar-se-á somente a alguns aspectos importantes para não tornar o artigo muito longo.

O desemprego oficial atingiu, no 4º Trimestre de 2008, 437,6 mil portugueses e a taxa de desemprego oficial 7,8%, quando no 1º trimestre de 2005, ou seja, quando o governo de Sócrates entrou em funções era, respectivamente, de 412,6 mil a que correspondia uma taxa de desemprego oficial de 7,5%. Se somarmos ao desemprego oficial todos aqueles desempregados que não entram nas estatísticas oficiais, ou porque no período em que o INE realizou o inquérito não procuraram emprego ou porque faziam pequenos biscates para sobreviver (os chamados "inactivos disponíveis" e o "subemprego visível"), que, no fundo, estavam desempregados embora não fossem considerados nos números oficiais de desemprego; repetindo, se somarmos estes dois grupos ao desemprego oficial então, no 4º Trimestre de 2008, o número efectivo de desempregados sobe para 574,2 mil e a taxa efectiva de desemprego atinge já 10,2%; portanto valores superiores aos que se verificavam quando o actual governo tomou posse (no 1º Trimestre de 2005, o desemprego efectivo atingia 548,9 mil portugueses e a taxa de desemprego efectiva era de 10%).»

                                                                                         

Pensamento de 20 de Fevereiro de 2009

    Acresce [à ofensiva "global" do imperialismo] a monstruosa institucionalização de um tribunal político internacional comandado pelo imperialismo para julgar e condenar até à prisão perpétua destacados defensores dos seus povos e países.

                          

Álvaro Cunhal       

                       

Tom Paxton: I'm Changing My Name To Fannie Mae

I AM CHANGING MY NAME TO FANNIE MAE

Everybody and his uncle is in debt,
And the bankers and the brokers are upset.
Goldman Sachs's, Merrill Lynch's
Saw themselves as lead-pipe cinches,
Now they've landed in the biggest screw-up yet.
Lehman Brothers and Bear Stearns and all their kind
Have turned out to be the blind leading the blind.
They are clearly the nit-wittest
In survival of the fittest––
Let me modestly say what I have in mind

Chorus:
I am changing my name to Fannie Mae;
I am changing it to AIG.
On this bail-out I am betting;
Just a piece of what they're getting,
Would be perfectly acceptable to me.
I am changing my name to Freddie Mac;
I am leaving for that great receiving line.
I'll be waiting when they hand out
Seven hundred million grand out––
That's when I'll get mine.

Since the first amphibian crawled out of the slime,
We've been struggling in an unrelenting climb.
We were hardly up and walking
Before money started talking
And it said that failure was the only crime.
If you really screwed things up, then you were through;
Now––surprise!––there is a different point of view.
All that crazy rooty-tootin'
And that golden parachutin'
Means that someone's making millions––just not you! (to chorus)

Tom Paxton

Para ver e ouvir Tom Paxton a cantar «I'm Changing My Name to Fannie Mae» clicar AQUI

Para ver e ouvir Arlo Guthrie a cantar «I'm Changing My Name to Fannie Mae» de Tom Paxton clicar AQUI  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                       

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