Domingo, 5 de Setembro de 2010

Que mágoa Cacilhas não ser moura!

 

(...)

Há mais! A Nação, num artigo lírico e heróico, diz que a verdadeira missão do País não é a indústria — é a conquista! A pena de pato da Nação é pois uma lança disfarçada. Toda a mágoa da Nação é que Cacilhas não seja moura! Se o fosse, a Nação vestia a sua armadura e ia lá, num bote! Mas Cacilhas, a fiel Cacilhas, não é moura! Ai!

A Nação, pois, condena a indústria. A Nação julga a indústria uma causa de ruína moral para o País. A Nação, para que se mantenha pura e sem mistura a tradição heróica de Portugal, quer que se proíba a indústria!

Portanto, logo que a Nação triunfe e Pontos de Reticência I suba as escadinhas do trono, a indústria será punida pelos códigos, como perturbadora da ordem e contrária aos destinos nacionais. E o sr. delegado do procurador régio promoverá ordem de prisão contra o insensato que em desprezo das leis, e afrontando o sagrado depósito das nossas instituições, ouse fundar — uma saboaria.

Ouviremos então, na audiência, o mesmo sr. delegado, apontando com o fura-bolos vingativo para o mísero, curvado na dor e no arrependimento, sobre o banco dos réus:

— «Pois quê! senhores jurados, não vedes que o réu lançou uma mácula nas nossas tradições impolutas? Faltava porventura a esse desgraçado onde exercer a sua actividade? Não tinha ele as muralhas de Diu? Não podia ele ir redobrar o Cabo? Porque não partiu com armas para as plagas do Oriente? Não via ele ao longe a África adusta? E mais perto, não via ele a afrontosa Castela?!»

(...)

Uma Campanha Alegre , (Volume I: Capítulo XIII: Máximas e opiniões da Nação, jornal), por Eça de Queirós.

[Copiado do livro e não da internet, onde há, habitualmente, muitos erros. "Adusta" significa queimada, ressequida (por ter muita luminosidade e calor): África adusta]

-

Este texto de Eça de Queirós tem plena actualidade. Basta substituir "a Nação" por "o nosso Governo" e fazer mais algumas pequenas adaptações. Para melhor compreensão, ler:


1. Comunicado do Comité Central do PCP:

(...) O Comité Central denuncia a ofensiva que, com o pretexto do défice, o Governo tem em curso contra o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública. Uma ofensiva que no plano da educação conhece novos desenvolvimentos com o encerramento, em 2010, de mais de 700 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico no quadro de uma estratégia de redução das responsabilidades do Estado nesta sua importante função social e a criação de 86 mega-agrupamentos que constituem uma aberração do ponto de vista pedagógico e social. (...)

Os lucros superiores a cinco milhões de euros arrecadados por dia pelos cinco principais grupos financeiros – construídos no quadro do aumento exponencial das chamadas comissões bancárias, da asfixia de famílias e de milhares de pequenas empresas, a par da manutenção de uma escandalosa taxa de 10% de IRC (menos de metade da que é paga pelas pequenas e médias empresas) – a par do anúncio dos lucros milionários obtidos, no 1.º semestre de 2010, pela GALP (260 milhões de euros o que corresponde a um aumento de 90%), pela EDP e PT (565 e 265 milhões respectivamente) são inseparáveis de uma política de favorecimento da acumulação capitalista e de protecção e estímulo aos grandes grupos económicos e financeiros. (...)

Como o PCP tem alertado não é com políticas recessivas que os problemas estruturais da economia portuguesa podem ter solução. A resposta aos problemas do País e o combate à crise são inseparáveis de uma política alternativa que estimule a economia e o emprego, apoie a produção nacional e as pequenas e médias empresas, aposte no investimento público e dinamize o mercado interno, pela valorização dos salários, das pensões de reforma e dos rendimentos familiares. (...)

-
2. Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sábado, 4 de Setembro de 2010

O México, os EUA e o narcotráfico

Mexico, karrycartoons

-

Para Ler, Ver e Ouvir:

90% das armas dos carteis da droga do México vêm dos EUA. Reportagem da CBS "60 minutes" a partir dos 5 minutos:

«Drug-cartel fueled violence has turned into a war in Mexico, with thousands of deaths and the government battling well-armed gangs whose military-quality weapons come mostly from U.S. dealers. CNN's Anderson Cooper reports

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Manipulação descarada

Desde o início do ano – segundo o economista Eugénio Rosa –, o IEFP já eliminou dos ficheiros dos Centros de Emprego 343.303 (!!!) desempregados. Só em Julho de 2010 foram «limpos» 49.106! E não há qualquer explicação pública sobre as razões por que o faz. Esta situação dura há anos. Em Maio de 2009, por exemplo, o presidente do IEFP, num programa da Antena 1 e da RTPN, afirmou que o IEFP tinha eliminado, durante o ano de 2008, 535.656 (!!!) desempregados dos seus ficheiros.

Confrontado com estes dados, que são os divulgados pelo próprio IEFP, o seu presidente acusa e proclama que há «manipulação». No entanto não os nega. Este é um «estranho fenómeno» (a «culpa», para variar, começou por ser atribuída à informática) que sucede todos os meses no IEFP. E apesar de ser um «fenómeno» recorrente, o seu presidente, Francisco Madelino, tem-se recusado sistematicamente a explicar as suas causas.

Efeito prático: na «Informação Mensal do Mercado do Emprego» que o IEFP divulga todos os meses, não consta o número de desempregados que são eliminados dos ficheiros, nem as respectivas razões. Os números do desemprego registado assim obtidos têm, obviamente, servido para a propaganda governamental. Isto apesar de sabermos que o desemprego registado não inclui a totalidade dos desempregados. Mas apenas aqueles que tomaram a iniciativa de se inscreverem nos Centros de Emprego.

Como já escrevi várias vezes, um dos problemas quando se aborda o tema desemprego é o grande peso dos dados numéricos. Esquecemo-nos com demasiada frequência que por detrás de cada desempregado(a) está uma pessoa concreta. Com os seus sonhos, as suas esperanças, as suas ambições. Com a sua realidade familiar. Está um pai, uma mãe, um filho, uma filha, um irmão, uma irmã. Muitas vezes, demasiadas mesmo, está uma família inteira.

O aumento do desemprego é sinónimo de dificuldades económicas para centenas de milhar de famílias. É sinónimo de dificuldades no acesso a bens e serviços essenciais. É sinónimo de novas vagas de emigração. É sinónimo de degradação das condições de vida. É sinónimo de endividamento. É sinónimo de situações de pobreza, miséria e exclusão social.

Raramente é, ao contrário do que diz a cartilha neoliberal, sinónimo de «novas oportunidades». Por isso haja vergonha e ponha-se fim a esta manipulação descarada.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 3 de Setembro de 2010

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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Na Rua do Riacho...

Chuva de Agosto,(Jaume Capdevila) KAP

-

(Típica tempestade de verão no litoral catalão)

- Agora entendo por que nesta rua não havia parquímetro...

-


-

(...)

No local, Edgar Silva descreveu a grave situação que se vive na região. «Estamos perante uma situação de catástrofe que afecta vários concelhos», salientou o dirigente comunista, lembrando ainda que os «danos materiais são elevadíssimos» e que as populações «estão em pânico».

Face a isto, reclamou, para além de «uma resposta humanitária» e «solidária», medidas de emergência à escala «regional, nacional e europeia». Perante a desdramatização do Governo Regional, solicitou uma «cartografia, rápida, de todos os danos materiais para apuramento da dimensão dos prejuízos» e exigiu que a «recuperação das zonas afectadas se faça a partir das ultraperiferias». «Existem inúmeras localidades que estão no silêncio, das quais não se fala», criticou, temendo que as ajudas apenas venham para os locais mais centrais e turísticos.

Dois dias antes, em declarações à comunicação social, Edgar Silva afirmou que a grande catástrofe se deve a «erros colossais na gestão do território». «A dimensão desta catástrofe não pode ser dissociada das políticas criminosas e irresponsáveis do Governo Autónomo, do PSD, na gestão urbanística do território», criticou, aludindo à ocupação de margens e estrangulação de ribeiras e desvios de linhas de água.

(...)

(...)

«É indispensável que a coberto de explicações meteorológicas - inegavelmente rigorosas e atípicas - se não varram para a prateleira das omissões o conjunto de factores que potenciaram e em muitos casos explicam a dimensão da tragédia e a sua expressão em matéria de perda de vidas e extensão de danos», afirma a DORAM, acentuando que é «manifesta» e «irrefutável» a «ligação entre algumas das mais severas expressões assumidas por esta tragédia e a acção irresponsável da gestão do território e da política urbanística determinadas por um modelo económico assente na especulação e na busca do lucro fácil que tem naturalmente rostos e mãos associados que não se podem eximir das suas responsabilidades». Neste sentido, o PCP, com a autoridade de quem ao longo dos anos denunciou e preveniu para as múltiplas intervenções que constituíam objectivamente uma eminente ameaça para a segurança (que incorporam, aliás, os fundamentos de uma moção de censura), exige o apuramento integral de responsabilidades políticas, morais e criminais a ela associadas.

(...)

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

No Afeganistão ainda há muito por destruir...

Afganistán, (Jaume Capdevila) KAP

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- É lógico que o General Petraeus resista a abandonar o Afeganistão... Ainda há muito por destruir!

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Apesar do presidente norte-americano, Barack Obama, ter garantido que a retirada das tropas dos EUA no Afeganistão iniciar-se-ia em 2011, o general David Petraeus afirmou que se reserva no direito de avaliar as condições para a sua concretização.

Em entrevista à NBC, o comandante das forças ocupantes considerou que tal não contraria a promessa feita por Obama, antes pelo contrário, sublinhou, uma vez que o presidente sempre frisou que o regresso dos soldados a casa estava dependente da situação no terreno.

Se as declarações de Patraeus quanto aos pressupostos admitidos por Obama para manter a ocupação do Afeganistão não surpreendem – recorde-se que Obama também prometeu encerrar Guantanamo e depois deu o dito pelo não dito argumentando com falta de condições –, é um facto que contradiz as afirmações proferidas pelo porta-voz presidencial menos de 24 horas antes da entrevista do general à cadeia de televisão. Bill Burton disse que a retirada em 2011 era «inegociável».


Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A Festa é uma força!

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Soldados ocupantes substituídos por mercenários - A falsa retirada do Iraque

Os EUA confirmaram que o número de soldados presentes no Iraque é o menor desde o início da invasão do país, em 2003. O facto está a ser usado como manobra de propaganda com o objectivo de esconder a manutenção de uma força ocupante e a substituição de soldados por mercenários.

A declaração de Barack Obama, anunciando o fim da missão de combate naquele território e o início de «operações contraterroristas» levadas a cabo por uma «força de transição» até à retirada «das tropas norte-americanas em 2011», já havia feito as parangonas no início do mês de Agosto. Mas o que encheu com estrondo as manchetes dos meios de comunicação social dominante foi a confirmação de que os EUA mantinham no Iraque o menor número de soldados desde o início da guerra contra aquele país.

Ler Texto Integral

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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

«Perante as novas ameaças ao Atlântico Norte», Augusto Santos Silva vai mandar espiões para... o Afeganistão! (3)

Mais sobre Augusto Santos Silva:

Conferência de Imprensa de Ilda Figueiredo e João Ferreira, Deputados do PCP ao PE:

«A entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em Dezembro do ano passado, mereceu-nos particular atenção pelas suas graves implicações no futuro do País e da própria União Europeia, pelo aprofundamento das políticas neoliberais, militaristas e federalistas da União Europeia, ao serviço das grandes potências, com destaque para a Alemanha e França, dos grupos económicos e financeiros e das multinacionais, em ligação cada vez mais estreita com a NATO. Neste quadro, merece-nos particular atenção a criação do Serviço de Acção Externa da União Europeia, os Tratados de Livre Comércio e a próxima Cimeira da NATO em Portugal, a 20 de Novembro. Desde já, anunciamos que o Grupo da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica realizará uma iniciativa em Portugal, em 29 de Outubro, contra a militarização da União Europeia e contra a NATO.»

-

Nota final: A canção do final de Dr. Strangelove é "We'll Meet Again"

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Festa do «Avante!» - Os Artistas para o fim-de-semana

Os Artistas

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