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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Na Europa... os abutres...

En Europa, Desenho de Manel Fontdevila

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- E depois da Irlanda, que vos parece Portugal?

- Não sei... Viram o IBEX? Nham-nham!

«El índice IBEX 35 (Iberia Index) es el principal índice de referencia de la bolsa española elaborado por Bolsas y Mercados Españoles (BME)

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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Leitura Obrigatória (CCXXXIII)

São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«Um estudo recente do próprio FMI, publicado este ano, veio confirmar as consequências graves de uma consolidação orçamental tão grande (4,6% do PIB), feita num período tão curto (apenas 2 anos), e em condições tão desvantajosas para Portugal como é aquela que o governo, com apoio do PSD, pretende fazer. As consequências são tão nefastas para os portugueses e para o futuro do País, que alterar rapidamente essa politica é uma exigência sentida pela maioria dos portugueses, como mostrou a dimensão da adesão à greve geral.

Segundo esse estudo do FMI, "em dois anos, uma consolidação fiscal equivalente a 1% do PIB tende a reduzir o PIB em aproximadamente 0,5%, aumenta o desemprego em cerca de 0,3%, e reduz a procura interna (consumo e investimento) em aproximadamente 1%".»

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E isto não é Portugal!...

No, no y no, (Territorio Vergara)

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Há 6 meses: Isto não é a Grécia.

Há 6 dias: Isto não é a Irlanda.

Hoje: N-não, que vai... E...  i-isto não é a Espanha.

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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A manipulação como instrumento de governo

«Há uma guerra de classes, é um facto, mas é a minha classe, a dos ricos, que a conduz, e estamos em vias de a ganhar».

Esta frase foi publicada no jornal New York Times de 26/11/2006. Há quatro anos. Mas podia ter sido hoje. O seu autor, Warren Buffett, é um dos homens mais ricos do mundo. Palavras que expressam duma forma evidente a realidade do mundo actual. Palavras que devem provocar arrepios em muitos dos escribas da comunicação social.

Isto dizem os mandantes («Quem manda é quem paga»). Os detentores do capital. Os verdadeiros responsáveis pela crise. Os mesmos que pretendem recuperar os milhares de milhões de capital fictício perdido. No fundamental à custa de um corte dos salários e pensões e de uma diminuição crescente dos direitos sociais.

Para isso têm os seus executantes. E os seus instrumentos, onde a manipulação da realidade é o mais privilegiado. Alguns exemplos bem próximos de nós.

Grupos económicos e financeiros e governo sabem que existe uma política alternativa à actual. Ela está descrita ao pormenor em centenas de páginas elaboradas pelos comunistas portugueses. Conclusões que contaram com a participação de dezenas de milhar de portugueses.

Sabem que é possível resolver o défice orçamental, indo buscar o dinheiro a quem mais tem. O PCP apresentou 20 propostas, realistas e quantificadas, de aumento da receita fiscal, de redução da despesa fiscal, de corte na despesa e contra o desperdício de dinheiros públicos no futuro.

Sabem que os eufemísticamente chamados «mercados» mais não são que bancos, seguradoras, empresas de especulação financeira. Sabem que estas mesmas instituições financeiras cobram juros de 6,7, e 8 por cento para comprar os títulos da dívida, alegando a falta de credibilidade das políticas do governo.

Como sabem que tal facto acaba no dia em que o directório político da União Europeia autorizar o Banco Central Europeu (BCE) a emprestar dinheiro aos Estados. Como sabem que o BCE está a emprestar milhares e milhares de milhões de Euros a esses especuladores a 1% de juro. E, cereja no cimo do bolo, também sabem que os mesmos títulos que não são «credíveis» são dados como garantia ao BCE para a obtenção desses empréstimos a juros baixos.

Há que esconder estas e outras realidades. Daí as teorias das ditas «inevitabilidades», dos «sacrifícios para todos», do «não há nada a fazer».

«Sacrifícios para todos», uma ova. A realidade desmascara esta mentira descarada. Fala-se num pseudo imposto sobre a banca? Logo um banqueiro aparece a dizer que «O sector bancário não vê que este seja um momento oportuno para a introdução desse imposto». E que «É evidente que os custos têm de ser repercutidos.» Sobre os clientes, como é óbvio. E o imposto, que nunca o foi, fica em águas de bacalhau.

Aventa-se alterar o imposto sobre os dividendos? Logo outro banqueiro vem a terreiro afirmar que «Não admito essa hipótese.» e que os ditos mercados «Para criarem confiança não podem estar sujeitos a mudanças de última hora.». E deixa mesmo no ar a sibilina ameaça de demissão da Administração da PT. E logo deputados do PS vêm falar em «dificuldades técnicas» para alterar a legislação.

E para os trabalhadores, para os pensionistas e reformados, são «oportunas» as medidas previstas no Orçamento? Eles, bem como os micro e pequenos empresários, já podem «estar sujeitos a mudanças de última hora.»?

A resposta que mais de 3 milhões de portugueses deram ao participar na Greve Geral foi clara. E é uma vitória sobre o conformismo e a resignação.

O capital nacional e internacional anda eufórico com a redução drástica dos salários e dos direitos sociais conquistados ao longo de décadas. Talvez, digo eu, fosse oportuno que se recordassem da frase textual de Lenine (a tal que um deputado do PSD citou erradamente no 25 de Abril deste ano):

«Só quando “os de baixo” não querem o que é velho e “os de cima” não podem continuar como dantes, só então a revolução pode vencer

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 26 de Novembro de 2010

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Com preservativo ou sem ele...

Condón o sin don, desenho de Juan Carlos Contreras

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- Ouvi dizer que o Papa admite, pela primeira vez, o uso do preservativo... Não achas fantástico?

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Para Ler:

Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A ladainha da Brigada do Reumático (III)

(continuação)

Quem, tendo vivido os derradeiros momentos do fascismo, não se recorda dessa antológica cena de ópera bufa envolvendo o encontro dos altos comandantes das Forças Armadas com o então presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, pomposa cerimónia que entrou na gíria popular como sendo a da «Brigada do Reumático»?

Passados cerca de 36 anos, com novos actores, em circunstâncias políticas diferentes e a pretexto da actual situação do país, mas repetindo o mesmo guião «operático-reumatismal», assiste-se, no Palácio de Belém, ao encontro entre o Presidente da República e um vasto conjunto de ex-ministros das Finanças, todos eles com vastos currículos políticos, académicos e profissionais.

(…)

Nenhum deles, e muito menos o anfitrião, tiveram qualquer culpa na situação actual. Longe disso, afirmam também a pés juntos as conhecidas e consabidas vozes do dono.

Não carregam com o peso de nenhuma responsabilidade. Nenhuma.

(…)

Com efeito, incluindo o actual Presidente da República:

(...)

Nenhum deles foi apologista quanto aos critérios na concessão de crédito por parte da banca, no privilégio dado à «economia de casino», em detrimento da economia ligada à produção de bens transaccionáveis.

Nenhum deles permitiu que os recursos colocados à disposição da banca fossem delapidados na construção de uma excessiva rede de autoestradas, no estímulo à obsessiva renovação do parque automóvel, na densificação de telemóveis, sectores que guindam Portugal nos primeiros lugares do ranking mundial.

Nenhum deles concordou com o peso excessivo que a banca teve na trilogia «venda de terrenos-construção de novas habitações-actividades imobiliárias», porque sabiam que o vultuoso crédito aí destinado faltaria em sectores estratégicos na área da agricultura, das pescas e das indústrias. Acresce a isto o facto de eles saberem que o país iria pagar cara a circunstância de haver uma excessiva oferta de casas novas, comparativamente à procura, ou seja: um imenso capital empatado, isto num país que anda de mão estendida a pedir dinheiro emprestado no estrangeiro.

Nenhum deles pugnou pela existência das famigeradas parcerias público-privadas, designadamente em todas aquelas em que o Estado arca com a socialização dos prejuízos, garantido aos privados um negócio certo e seguro, com taxas de rentabilidade muito superiores aos valores médios dos vários sectores da nossa economia.

A este propósito, tenhamos presente, entre muitos outros, o rocambolesco processo do Hospital Amadora-Sintra, sob a gestão do Grupo Mello, e o não menos rocambolesco processo do terminal de Alcântara a cujo concessionário, onde pontifica o egrégio Jorge Coelho, foi garantida uma taxa interna de rentabilidade na ordem de cerca de 14%, valor de fazer inveja à taxa de rentabilidade dos capitais próprios da generalidade das empresas ligadas aos sectores primário e secundário do nosso tecido produtivo.

(continua)

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Com o Sahara! (5)

Iván Lira, Rebelión de 17 de Novembro de 2010

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Sale carísimo, Desenho de Manel Fontdevila

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Rebelión


Publicado neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A Censura da Câmara Corporativa

Não, não se trata da Câmara Corporativa fascista. É mesmo do blog com o mesmo nome, o tal que é atribuído a acessores do governo. O que para o caso não interessa nada. Dia 25, entre as 10h e as 11h (não posso precisar a hora), deixei AQUI e AQUI o simples conselho par irem conferir os dados da Greve Geral AQUI e AQUI. E nada. Nicles. Népias. Questionei o que se passava com os comentários em causa. As perguntas desta vez apareceram e, como se pode ver AQUI e AQUI, foram publicadas. Só os endereços é que não!

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De que tem medo o Câmara Corporativa?

(só para conhecimento: no blog O Castendo em mais de 3 anos só por duas vezes não se publicou um comentário - um por ser publicidade descarada, outro por o texto ser adjectivado com palavrões)

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Manifestações «autorizadas»

     Uma mentira mil vezes repetida não passa, por esse facto, a ser verdade.

As centrais de comunicação dos sucessivos governos de Guterres, Barroso, Santana e Sócrates andam há muito a passar uma mensagem subliminar: os cidadãos portugueses precisam de autorização para se manifestarem.

A propósito da recente Cimeira da Nato em Lisboa mais uma vez os poderes instituídos puseram em marcha essa mensagem. E foi ver alguns jornalistas acríticos, manipuláveis ou manipuladores, a repetirem essa ideia até à náusea. Foi um fartote de «manifestações autorizadas» e «manifestações não autorizadas». Dias houveram em que não falhou um bloco de notícias. Fosse nas televisões generalista, fosse nas «especializadas» em «informação». O mesmo nas rádios, nos jornais e nas revistas.

Comentadores, apresentados como «especialistas» quais papagaios certificados, elucidavam, explicavam, explanavam para todos nós esse conceito: as manifestações carecem de autorização.

Mais grave foi ler, ouvir e ver comandos e porta-vozes da PSP a alinharem pelo mesmo diapasão. O que ou traduz ignorância, ou intenção deliberada. Em qualquer dos casos o Ministro e o Governo remeteram-se ao silêncio. E o mesmo se aplica ao Presidente da República.

E no entanto…

A Constituição da República Portuguesa afirma, de uma forma inequívoca, no seu artigo 45.º (Direito de reunião e de manifestação):

«1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, SEM NECESSIDADE DE QUALQUER AUTORIZAÇÃO.

2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.».

E o Decreto-Lei n.º 406/74 declara no seu artigo 1.º -1:

«A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÕES, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.»

Os promotores das manifestações apenas deverão AVISAR o governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local se situe ou não na capital do distrito.

Será que alguns editores e jornalistas desconhecem a Constituição da República? Os comentadores e especialistas não sabem do que falam? Nas Escolas da PSP e da GNR não se ensina a legislação em vigor? Ou estamos perante um acção concertada, onde até nem falta o regresso ao tristemente célebre «inimigo interno» do tempo do fascismo de Salazar e Caetano?

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 26 de Novembro de 2010

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