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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Tiago Vieira, Presidente da FMJD, detido e expulso pelas autorridades de Marrocos

Nos dias 30 e 31 de Outubro, o presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) e Coordenador da Comissão Organizadora do Comité Internacional do 17.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, Tiago Vieira, foi detido e expulso pelas autoridades marroquinas sem qualquer explicação consistente.

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Onde pára a comunicação social dominante? Anda distraída? Ou nem por isso...

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Publicado neste blogue:

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Cantores negros impedidos de entrar num hotel em Cuba!

Sim, amigos, esta é a triste e crua verdade!

O racismo em Cuba impediu a entrada de cantores negros num hotel (pelo menos)!

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Mas, calma! Os casos passaram-se antes da Revolução... Passaram-se, pelo menos, com Josephine Baker e Nat King Cole.

«Em 1956, Nat King Cole foi contratado para actuar no Cabaret Tropicana e quis ficar no Hotel Nacional de Cuba, em Havana, mas foi impedido porque este hotel praticava a discriminação racial. No fim, por sugestão da direcção do hotel, foi-lhe oferecido um quarto no andar ocupado pela Máfia. Cole honrou o seu contrato e o seu concerto no Tropicana foi um enorme successo. No ano seguinte, regressou a Cuba para outro concerto onde cantou muitas canções em espanhol. Há agora uma homenagem a Nat King Cole no Hotel Nacional, com um busto e uma "jukebox".»

Para Ler:

«Nat King Cole came to Havana three times (1956/1957/1958), to perform at the Tropicana Cabaret. Finally, at the suggestion of the management, he was offered a room on the floor occupied by the Mafia.

Like Nat King Cole, Josephine Baker was refused entry to the Nacional in 1951. She came to Cuba on several occasions, and after 1959 was welcomed as an honored guest

Por "acaso", chegou-nos às mãos uma fotografia também de 1956... Aqui se podem ver, não Cole e Baker, mas dois grandes amigalhaços! Um deles era o presidente dos racistas EUA, país que, agora, à Cuba que homenageia Nat King Cole, impõe um odioso bloqueio. O outro era o presidente da Cuba racista de antes da Revolução, o ditador apoiado pelos mesmíssimos EUA.

A fotografia mostra Fulgencio Batista e Dwight Eisenhower numa reunião da OEA, no Panamá, dia 1 de Julho de 1956. Quem sabe se não foram fazer uma visitinha à Escuela de las Américas‎ (que aí estava localizada) e se encontraram com o nazi e criminoso de guerra Klaus Barbie, "o carniceiro de Lyon", que andava por lá a "aprender" e a "instruir"?

Bem deixemo-nos de fantasias, e ouçamos Nat King Cole no filme In the Mood for Love a cantar dois boleros cubanos:

Cinismo termonuclear (e não só)

CINISMO TERMONUCLEAR, desenho de Chispa (Douglas Nelson Pérez)

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- ... esta cidade estava ali "no momento e lugar equivocados"(*).

(*) Esta "desculpa" cínica é decalcada de declarações de Posada Carriles, como se pode ler em seguida.

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Para Ler:

«Como gusta decir a Luis Posada Carriles, ese paradigma del terrorismo de la peor especie a escala mundial (ni Osama Bin Laden le supera en número de víctimas ni en atentados terroristas), la contrarrevolución anticubana no tiene remordimientos por las víctimas inocentes de sus atentados. "Duermo como un bebé", añade, "nadie les manda (a las víctimas inocentes) a estar en el momento y lugar equivocados".»

«Apelamos a la generosidad del pueblo de EE.UU. para impedir que Posada Carriles sea liberado, algo que tornaría más inseguro al mundo, ya que cualquiera podría estar en el 'momento y lugar equivocados', como cínicamente afirmó ese asesino, acerca del turista italiano Fabio Di Celmo muerto al explotar una bomba en un hotel de La Habana en 1997

«Por ocasião da data em que se evoca o atentado terrorista que, em 1976, fez explodir em pleno voo um avião cubano, com 73 pessoas a bordo, a Associação de Amizade Portugal-Cuba enviou uma mensagem ao presidente dos EUA, onde se dá conta que Orlando Boch e Luis Pousada Carriles, autores confessos do crime, continuam a viver no país que governa, tendo este último sido visto recentemente a desfilar em Miami, ao lado de Gloria Estefan durante uma manifestação contra a revolução cubana. (...)»

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Publicado neste blog:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Por Abril, pela Paz, Não à NATO!

DOSSIER - Por Abril, pela Paz, Não à NATO!

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(...)

A Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN (NATO na sigla em inglês) é um bloco político-militar criado a 4 de Abril de 1949 sob a estrita alçada do imperialismo norte-americano. Impregnada pela campanha anti-soviética movida pelos EUA e o contexto da chamada «Guerra Fria» após a II Guerra Mundial, a NATO é desde as suas origens uma aliança belicista de cariz reaccionário e anti-comunista.

Abarcando hoje 28 Estados-membros, a NATO desempenhou ao longo dos seus 61 anos de existência o papel de ferramenta da dominação dos EUA e dos interesses globais do grande capital. Como lembrou o PCP em 1999, na ocasião dos 50 anos da NATO, a sua fundação «teve como objectivo supremo colocar a Europa Ocidental sob a hegemonia dos EUA, impedir qualquer transformação de carácter progressista nos países signatários, dividir profundamente a Europa e combater a União Soviética e restantes países socialistas do Leste Europeu».

Apesar da profusa retórica «democrática» que a NATO tanto apregoa, a sua natureza ficou desde logo patente com a inclusão da ditadura fascista de Salazar como um dos 12 membros fundadores da NATO (EUA, Canadá, Reino-Unido, Islândia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Itália, França e Portugal).

(...)

(sublinhados meus)

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A «crise»: os que ganham e os que perdem

Los efectos de la crisis, (Territorio Vergara)

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FRACTURA SOCIAL!

- Para mim, estar em crise significa ganhar menos, enquanto que sair da crise significa ganhar mais.

- Para mim, estar em crise significa perder mais, enquanto que sair da crise significa perder menos.

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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Estamos a pagar os lucros dos grandes grupos económicos

Nesta voracidade estonteante de acontecimentos e factos convém distinguir a forma das coisas do seu conteúdo.

As causas da crise actual do sistema capitalista (iniciada em Agosto de 2007) radicam por um lado, na contradição entre a sobreprodução e sobreacumulação de meios de produção. Por outro, na contracção dos mercados e níveis de consumo decorrentes das desvalorizações salariais e abismais assimetrias de rendimentos, agravadas pelas reduções das despesas públicas e pouca solvabilidade de inúmeros países.

Nesta crise há claramente quem seja mandante e há executantes. Mandantes são os grupos económicos e financeiros, as grandes multinacionais. E alguns dos seus instrumentos fundamentais, como o Fundo Monetário Internacional, a União Europeia (U.E.), o Banco Central Europeu, o directório das grandes potências da U.E.. Todos eles, recorde-se, responsáveis pela crise. Executantes bem comportados (ou candidatos a) têm sido o governo PS, mas também o PSD e o CDS-PP.

Esta crise veio oferecer de mão beijada, aos detentores do capital e seus executantes, a tentação de pôr em prática uma pretensa «estratégia de choque» como saída da crise. O processo do Orçamento do Estado (OE) revela com evidência que este é o Orçamento dos banqueiros, e, ao mesmo tempo, um brutal instrumento de injustiça social e de afundamento do País.

Lê-se que 2.913.028.265 é o escandaloso número dos lucros obtidos pelas 23 maiores empresas portuguesas no primeiro semestre de 2010. Como alguém escreveu, a questão não é se o défice se cifra em 7, 8 ou 15 por cento, mas se o percentual do aumento dos lucros das maiores empresas se mantém em 8,5 por cento. Ou, até, se continua a crescer. Somado, tudo se resume ao objectivo da manutenção da política que permite que, por cada dia que passa, o capital arrecade 16 milhões de euros de lucros.

O mesmo Governo que convive tão bem com os milhões e milhões de lucro do capital, vem propor como «inevitáveis» medidas ditas de «austeridade». Medidas que são irresponsáveis de um ponto de vista político e social, mas também num plano estritamente económico.

Nesta proposta de OE mais de 90% da factura é dirigida aos trabalhadores. Eles são os alvos directos quer das medidas de aumento da receita (1700 milhões de euros), quer do corte na despesa (3420 milhões de euros). Os novos cortes no abono de família atingem cerca de um milhão e quinhentas mil famílias. O congelamento do valor das reformas e pensões afecta três milhões e quinhentas mil pessoas. Procura-se impedir que o SMN aumente em pouco mais de 0,80 cêntimos por dia!

Um Orçamento que destina mais mil milhões para instituições financeiras, 400 milhões dos quais para o BPN. Que anuncia um imposto sobre a banca. Um imposto que contribui com cerca de 100 milhões de euros. Ao mesmo tempo que se sabe que o Estado pagou, só até ao final do primeiro trimestre deste ano, 888 milhões de euros em encargos com as parcerias público-privadas. Ou que a verdadeira dimensão do «buraco» no BPN ronda já os 7000 milhões de euros!!! É este o valor da factura que, não tarda muito, vai ser cobrado aos portugueses que pagam impostos.

E se silenciam, num silêncio pesado como o chumbo, as propostas do PCP de aumento da receita fiscal, redução da despesa fiscal, corte na despesa e contra o desperdício de dinheiros públicos no futuro. Propostas realistas e quantificadas.

Neste cenário as consequências estão à vista. A economia portuguesa registou na última década um crescimento do PIB de apenas 6,47 por cento. Ou seja um valor que ficou abaixo da inflação registada no mesmo período. E que representa um dos piores desempenhos na Europa e no mundo, apenas superada pelo Haiti (-2,39) e a Itália (2,43) por cento.

A realidade está a demonstrar, em cada dia que passa, que a solução passa inevitavelmente por uma ruptura com estas políticas. Não o fazer é adiar e agravar os problemas estruturais de Portugal. E ficar sujeito ao PEC 4, ao PEC 5, e por aí fora…

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 29 de Outubro de 2010

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