Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Leitura Obrigatória (CCXXXIV)

São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«O INE acabou de divulgar um valor provisório da esperança de vida aos 65 anos para 2010. Estranhamente esse valor provisório revela um aumento muito significativo na esperança de vida, quando comparamos esse valor com os dos anos anteriores. De acordo o INE, entre 2006 e 2007, a esperança de vida aos 65 anos em Portugal aumentou 0,6%; entre 2007 e 2008, a subida foi de 0,8%; entre 2008 e 2009, o aumento foi apenas de 0,3%; mas entre 2009 e 2010, o aumento seria já de 1,5%. Portanto uma subida muito significativa, e um ritmo muito diferente do verificado em anos anteriores que, a confirmar-se pelo INE através dos valores definitivos, determinará uma redução importante no valor das pensões dos trabalhadores que se reformarem ou aposentarem em 2011 como vamos mostrar.

E este aumento é muito estranho se tivermos presentes outros dados também divulgados pelo INE muito recentemente sobre o número de óbitos e de nascimento em Portugal, que se apresentam no quadro seguinte.»

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Sábado, 4 de Dezembro de 2010

A privatização parcial dos aeroportos em Espanha

Calma internacional, Desenho de Manel Fontdevila

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- Feito! Anulámos outra ajuda... E isto vai agradar-lhe: privatizámos um pouco os aeroportos!

- Ai, não sei... Olhe aqui em baixo, o meu pé... Creio que ainda sinto um pouco de inquietude...

- Céus... Alerta vermelho! As pensões! A saúde! para a guilhotina!

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Para Ler:

«Funcionários deixam postos em meio à disputa sobre condições de trabalho e após governo aprovar privatização parcial de aeroportos»

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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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publicado por António Vilarigues às 10:48
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Campeões da Europa e do Mundo portugueses: citius, altius, fortius

citius, altius, fortius - «Mais rápido, mais alto, mais forte»

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Lista de Campeões da Europa e do Mundo portugueses:

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Desporto universitário
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Pedro Póvoa – campeão da Europa universitário de taekwondo - 58 kg

Sara Moreira – campeã do Mundo universitária de corta-mato

Selecção Universitária Râguebi de Sevens – campeã do Mundo universitária de râguebi de sevens

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Automobilismo
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Armindo Araújo – campeão do Mundo de ralis de produção

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Arqueiros e besteiros

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Miguel Duarte – campeão do Mundo de tiro com besta target

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Hipismo
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Pedro Torres – campeão da Europa de equitação do trabalho

Selecção Nacional de Equitação de Trabalho – campeã da Europa de equitação no trabalho

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Motociclismo
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Gonçalo Reis – campeão da Europa de enduro

Rafael Acúrcio – campeão da Europa de bajas – classe g4 e todo-o-terreno bajas

Selecção Nacional de Enduro – campeã da Europa de enduro

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Patinagem
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Carolina Andrade – campeã da Europa de patinagem artística – combinado

Inês Gigante – campeã da Europa de patinagem artística júnior solo dance

Hugo Chapouto – campeão do Mundo de patinagem artística

Selecção Nacional Sub-20 de Hóquei em Patins – campeão da Europa de Sub-20 de hóquei em patins

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Boxe
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António Bento – campeão da Europa de boxe super pluma -59 kg

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Canoagem
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Dupla Fernando Pimenta e João Ribeiro – campeã da Europa Sub-25 em k2 500 metros

Dupla Joana Vasconcelos e Teresa Portela – campeã da Europa de Sub-23 em k2 200 metros

Nuno Barros – campeão do Mundo de maratonas em c1

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Jet ski
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Stefania Balzer – campeã da Europa e do Mundo de ski e ski slalom

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Judo

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João Pina – campeão da Europa de judo -73 kg

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Kickboxing
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Catarina Valério – campeã do Mundo de juniores k1 -60kg e campeã da Europa de juniores k1 -65kg e de seniores k1 -56kg

Cláudia Vinagre – campeã do Mundo de juniores k1 -52kg

Fernando Machado – campeão da Europa k1 -54kg

Mafalda Figueiredo – campeã da Europa de juniores k1 -56kg

Patrícia Figueiredo – campeã do Mundo de juniores k1 -54kg

Susana Rosa – campeã da Europa k1 - 65kg

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Motonáutica
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Sebastião Rodrigues – campeão do Mundo fórmula futuro – classe 5

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Pesca desportiva
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José Afonso – campeão do Mundo de pesca desportiva de mar

Selecção Nacional de Pesca Desportiva – campeã da Europa de pesca desportiva de rio

Selecção Nacional de Pesca Desportiva de Juniores – campeã do Mundo de juniores de pesca desportiva de rio

Selecção Nacional de Pesca Desportiva – campeã da Europa de pesca desportiva de mar

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Râguebi
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Selecção Nacional de Sevens – campeã da Europa de sevens

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Surf
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Ana Adão – campeã da Europa de bodyboard Sub-18

Vasco Pessoa – campeão da Europa de juniores de surf

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Taekwondo
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Nuno Costa – campeão da Europa de Sub-21 de taekwondo - 63 kg

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Ténis
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Frederico Silva e Vasco Mensurado – campeões da Europa de juniores de pares masculinos

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Tiro com armas de caça
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Selecção Nacional de Compak Sporting – campeã da Europa de compak sporting

Selecção Nacional de Tiro às Hélices – campeã da Europa de tiro às hélices

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Triatlo
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João Silva – campeão da Europa de Sub-23

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Sem espanto AQUI e AQUI não consta o futebol...

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Benfica 2-0 Olhanense

SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB

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publicado por António Vilarigues às 22:30
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Quem falou em «sangue», «suor» e «lágrimas»? E quando?

Pedro Passos Coelho perante o retrato do homem que ele mais admira!

-

Quem, recentemente, falou em «sangue», «suor» e «lágrimas», foi Pedro Passos Coelho, em entrevista ao «Expresso» de 27 de Novembro:

«Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas».

Não se pode dizer que o homem seja muito original ou muito rigoroso!

Comecemos pela originalidade.

Já na quarta-feira, 2 de Junho de 2010, Pedro Norton, na revista «Visão», clamava por Sangue, suor e lágrimas: «É em momentos excepcionais que se revelam os líderes excepcionais. Pedro Passos Coelho pode ainda ambicionar não passar à história como mais um personagem do comboio fantasma de governantes medíocres que nos têm conduzido ao abismo. Mas, para isso, vai ter de apostar forte e de trocar rapidamente os "amanhãs que cantam" de José Sócrates pelo "sangue, suor e lágrimas" de Churchill. Em breve perceberemos se tem ambição e sobretudo se tem estofo para tanto. Oxalá assim seja. E oxalá saibamos ouvir quem quer que seja que ouse falar assim

(Mais tarde, em 26 Setembro 2010, Magalhães e Silva, no Correio da Manhã, publicava um artigo intitulado Sangue, suor e lágrimas, mas a intenção e o contexto são outros)

Do artigo de Pedro Norton, percebe-se que a expressão «sangue, suor e lágrimas» já há algum tempo circulava pelos bastidores de Pedro Passos Coelho e que este se limitou a tirá-la da manga sem perceber muito bem o seu contexto histórico. Este é que é um exemplo de uma pessoa que não pensa pela sua cabeça, para usar uma expressão cara a uma conhecida jornalista!

Quanto ao rigor.

Churchill falou em «sangue, suor e lágrimas» a seguir à guerra? Churchill prometia «sangue» a seguir à guerra? Será que o Pedro Passos Coelho também fez a cadeira de História por fax e que quando Deus distribuiu a argúcia esqueceu-se dele?


Winston Churchill

-

A frase célebre de Churchill foi pronunciada no dia 13 de Maio de 1940 no primeiro discurso na Câmara dos Comuns após a tomada de posse como Primeiro Ministro do Reino Unido, no seguimento da demissão de Chamberlain a 10 de Maio:

«I would say to the House as I said to those who have joined this government: I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat. We have before us an ordeal of the most grievous kind. We have before us many, many long months of struggle and of suffering

Aí, Churchill dizia que nada mais tinha a oferecer senão «sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor». O que era compreensível, porque se vivia em plena guerra (que, claro, provoca feridos e mortos - o «sangue» vem dessa evidência!...). A 7 de Setembro de 1940 começava o blitz (bombardeamento nazi) sobre Londres...


Giuseppe Garibaldi

-

Mas, Churchill, ao contrário de Pedro Passos Coelho, conhecia a História, e tinha consciência de que estava a fazer uma citação, e de quem era a citação, no seu discurso de 1940.

Quem, de facto, pela primeira vez, pronunciou a frase, foi Giuseppe Garibaldi, em 2 de Julho de 1849, em Roma, em frente do Parlamento da República, perante as suas tropas, constituidas por escassos 4700 homens, que teriam de defrontar os 86000 da força combinada francesa, espanhola, napolitana, toscana e austríaca:

«Non ho null'altro da offrirvi se non sangue, fatica, lacrime e sudore» [Não tenho mais nada a oferecer além de sangue, sofrimento, lágrimas e suor]. (1)

Mais uma vez numa situação de guerra em que ia haver feridos, mortos. destruição.

Quanto a nós, Dr. Pedro Passos Coelho, chegue-se aqui mais perto... Mais perto ainda... Assim está bem.

Então o senhor tudo o que tem para nos oferecer é «sangue, suor e lágrimas»? Nem «trabalho árduo», como Churchill, tem para nos oferecer? Sabe, os portugueses estão a habituados a trabalhar arduamente e o direito ao trabalho é o Artigo 23º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (2) .

Em contrapartida o senhor oferece-nos «sangue»! «Sangue», Dr. Pedro? Mas, consigo, na hipótese de um dia chegar ao poder, vamos entrar numa guerra? Uma guerra de classes contra os trabalhadores? Então o «suor» é das correrias e as «lágrimas» são do gás lacrimogéneo?

Sabe que mais? Se é preciso verter sangue, que seja o seu! Que seja o seu, Dr. Pedro!

A propósito de «sangue», vamos ouvir Os vampiros

«No céu cinzento / Sob o astro mudo / Batendo as asas / Pela noite calada / Vêm em bandos / Com pés de veludo / Chupar o sangue / Fresco da manada»


«Se alguém se engana / Com seu ar sisudo / E lhes franqueia / As portas à chegada / Eles comem tudo / Eles comem tudo / Eles comem tudo / E não deixam nada»

(1) Ler:

  • Garibaldi maestro di Churchill (Nel 1940, nei giorni bui dopo la sconfitta britannica a Dunkerque, Churchill gli rese omaggio nel suo più ispirato discorso al parlamento e alla nazione, «rubando» le parole che Garibaldi aveva pronunciato nel 1849 davanti al Parlamento della Repubblica romana, quando ai suoi «pochi» 4700 uomini - che avrebbero dovuto fronteggiare gli 86 mila delle forze combinate francesi, spagnole, napoletane, toscane e austriache - disse: «Non ho null’altro da offrirvi se non sangue, fatica, lacrime e sudore».)

(2) Artigo XXIII: 1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A ladainha da Brigada do Reumático (VI)

(continuação)

Quem, tendo vivido os derradeiros momentos do fascismo, não se recorda dessa antológica cena de ópera bufa envolvendo o encontro dos altos comandantes das Forças Armadas com o então presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, pomposa cerimónia que entrou na gíria popular como sendo a da «Brigada do Reumático»?

Passados cerca de 36 anos, com novos actores, em circunstâncias políticas diferentes e a pretexto da actual situação do país, mas repetindo o mesmo guião «operático-reumatismal», assiste-se, no Palácio de Belém, ao encontro entre o Presidente da República e um vasto conjunto de ex-ministros das Finanças, todos eles com vastos currículos políticos, académicos e profissionais.

(…)

Nenhum deles, e muito menos o anfitrião, tiveram qualquer culpa na situação actual. Longe disso, afirmam também a pés juntos as conhecidas e consabidas vozes do dono.

Não carregam com o peso de nenhuma responsabilidade. Nenhuma.

(…)

Com efeito, incluindo o actual Presidente da República:

(...)

Nenhum deles deixou, junto do Banco de Portugal, de reclamar medidas eficazes contra a banca privada pela sua actividade no desvio de capitais para os paraísos fiscais, por via desse embuste que dá pelo nome de «planeamento fiscal». A magnitude deste comportamento está bem patente no mega processo «Furacão», recentemente relembrado pelo envolvimento do patrão da Mota Engil, suspeito de prática de crimes de fraude fiscal agravada e de branqueamento de capitais.

Nenhum deles teve qualquer problema na sua relação com as Finanças, quer no pagamento da sisa, quer na regularização de mais-valias, quer quando um ex-titular do Ministério declara às Finanças apenas um rendimento de três contos, (ainda circulava o escudo) em vez dos trinta contos recebidos por um parecer encomendado por um empresário relativo a um determinado negócio.

Concluindo: quando, repetidamente, usámos a expressão «Nenhum deles» fizémo-lo com a intenção de, salvo as devidas excepções, falar de pessoas que, à exaustão, em entrevistas, em declarações públicas, em artigos editados em jornais e revistas propuseram, para milhões de portugueses, a redução salarial e a diminuição das prestações sociais, ao mesmo tempo que muitos deles próprios foram, no circuito formado pelo Banco de Portugal, Caixa Geral de Depósitos, Universidades, administração pública, sector empresarial do Estado e actividades governativas, acumulando reformas sobre reformas, sem que tivessem atingido a idade legal para a reforma e sem que tivessem tido um período laboral similar ao período contributivo exigido pela Segurança Social.

É evidente que nada disto é ilegal.

Mas é evidente que tudo isto, no nosso Estado de Direito, é rasteiro, ilegítimo, imoral e socialmente condenável.

-

O epílogo das brigadas do reumático

-

Tudo o atrás referido, dizem os interessados e proclamam as vozes do dono, está, pois, em conformidade com o normativo legal.

As leis existem e elas são cumpridas. Enfim, reina a ordem no nosso Estado de Direito.

Porém, tal como em situação dolorosa exclamou Galileu, «...contudo, ela move-se...», também nós acreditamos que o Estado de Direito também se move.

Recordamos, voltando ao início do texto, que o epílogo do Estado de Direito, aquando da «Brigada do Reumático» recebida por Marcelo Caetano, acabou naquilo que todos nós sabemos, a jornada gloriosa do 25 de Abril, dando assim início a um novo Estado de Direito.

Quanto ao epílogo da simbólica «Brigada do Reumático» recebida por Cavaco Silva e de outras contemporâneas «Brigadas do Reumático», aguardemos pelo Estado de Direito que vier a ser ditado pelo povo.

O tempo que for necessário.

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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Quem escreveu «que a excelência de Bush na luta contra o terrorismo [no Iraque] não pode ser negada»?

A frase do título podia ter sido escrita por Barroso (o vidente!), Câncio, Aznar ou Blair. Mas não foram eles a escrevê-la.

A frase do título faz parte do início de um artigo em... chinês: «克里抓住伊拉克的现在困境大做文章,但布什在反恐上的卓越作为,绝非克里的诋毁所能抹杀。»

No artigo, o seu autor, apoia, entre outras coisas, as guerras que os Estados Unidos fizeram à Coreia e ao Vietnam / Vietname:

«历史上,现实中,美国都不是完美的国家,但它至少是最富理想主义和使命感的自由国家,它领导盟国赢得抗击法西斯主义的二战,帮助发动二战的两大罪恶国家德国和日本实现了民主化重建,领导了对抗共产极权的韩战和越战,最终赢得了长达半个世纪的自由与极权之间的冷战;美国在中东帮助埃及获得了独立,一直保护处在阿拉伯诸国包围中的以色列,如果没有美国的保护,长期受到迫害且在二战中遭遇种族灭绝的犹太人,大概又将被伊斯兰世界的仇恨所淹没,美国被阿拉伯人所仇恨和屡遭伊斯兰恐怖主义的袭击,显然与美国对以色列的长期支持高度相关。»

E, mais adiante no artigo, escreve o autor:

«对付诸如恐怖主义这样肆意践踏文明底线的极端人类公害,美国在使用武力时不应该有任何犹豫。只有果断坚决,才能制止类似9•11灾难的再次发生,减少日益国际化的恐怖主义和大杀伤力武器的威胁。»

ou seja,

«Para lidar com o terrorismo, como ameaça extrema sobre a civilização humana, os Estados Unidos não devem ter nenhuma hesitação no uso da força. É preciso determinação para impedir que um desastre semelhante ao 11 de Setembro aconteça novamente, para reduzir o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça de armas de destruição em massa.»

Quem escreveu estas frases foi o Prémio Nobel da Paz 2010 Liu Xiaobo no China Observer em 31 de Outubro de 2004 (The Free Iraq Operation and US presidential election).

Podem ser lidas AQUI. Estão traduzidas AQUI em várias línguas.

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Fortalecer o Partido para os próximos combates

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Ana Gomes teve um ataque de ciúmes a propósito de Luís Amado: «Mais depressa se apanha um acariciado do que um coxo»!

Ana Gomes, que apoia a NATO (1) e a guerra no Afeganistão (2) (e, consequentemente, apoia todas as atrocidades que aí se cometem) mas que, por desfastio, é contra os voos da CIA, teve um ataque de ciúmes. Também não admira: teve conhecimento de uma missiva que uma amiga comum enviou usando ternas palavras sobre o seu Amado (Luís)!

E vai daí, toca de vir a público dizer, com despeito: «Mais depressa se apanha um acariciado do que um coxo»!

Neste blogue podemos gabar-nos de tanto acariciarmos Ana Gomes como Luís Amado!

Clique nos nomes para ver tudo o que se tem publicado neste blogue sobre Ana Gomes e Luís Amado.

E Luís Amado já se demitiu?

(«Se me provar isso, demito-me no dia seguinte» - Luís Amado)

(1) Ler:

(2) Citações de Ana Gomes:

25 de Agosto de 2008:


15 de Abril de 2009:

[Manuel Alegre critica reforço. Mas aprova a presença? E sobre a NATO, o que diz Alegre?]

16 de Dezembro de 2009:

Excerto da (parte final da) «missiva» da Embaixada dos EUA relativa a Luís Amado que despertou os ciúmes de Ana Gomes:

«Right now, it would be to our advantage to stroke him [Luís Amado] a lot.» [Agora, seria vantajoso para nós acariciá-lo muito]

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publicado por António Vilarigues às 08:04
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A ladainha da Brigada do Reumático (V)

(continuação)

Quem, tendo vivido os derradeiros momentos do fascismo, não se recorda dessa antológica cena de ópera bufa envolvendo o encontro dos altos comandantes das Forças Armadas com o então presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, pomposa cerimónia que entrou na gíria popular como sendo a da «Brigada do Reumático»?

Passados cerca de 36 anos, com novos actores, em circunstâncias políticas diferentes e a pretexto da actual situação do país, mas repetindo o mesmo guião «operático-reumatismal», assiste-se, no Palácio de Belém, ao encontro entre o Presidente da República e um vasto conjunto de ex-ministros das Finanças, todos eles com vastos currículos políticos, académicos e profissionais.

(…)

Nenhum deles, e muito menos o anfitrião, tiveram qualquer culpa na situação actual. Longe disso, afirmam também a pés juntos as conhecidas e consabidas vozes do dono.

Não carregam com o peso de nenhuma responsabilidade. Nenhuma.

(…)

Com efeito, incluindo o actual Presidente da República:

(...)

Nenhum deles abençoou o «negócio da china» que dá pelo pomposo nome de outsourcing, ou seja, os serviços prestados pelos grandes escritórios de advogados e pelas empresas de consultoria, designadamente na área da economia e da engenharia para onde têm sido drenados, ao longo dos anos, centenas de milhões de euros, verbas que poderiam ser evitadas se fosse valorizado o saber existente, quer na função pública, quer nas nossas universidades.

(Abre-se aqui um parêntesis para dizer que, para a elaboração de uma história contemporânea, é mais importante o contributo dos grandes escritórios de advogados do que o papel científico dos historiadores. Com efeito, nesses grandes escritórios de advogados sabe-se mais das relações de poder e de dinheiro do que, na Idade Média, os padres sabiam por via da confissão).

Nenhum deles se esqueceu, um momento sequer, de introduzir na estrutura da função publica, no sector empresarial do Estado e na sociedade em geral modelos comportamentais, perfeitamente mensuráveis, tendentes a combater a corrupção, exemplarmente tipificada durante o cavaquismo na utilização dos dinheiros do Fundo Social Europeu e, no socratismo, nessa imensa hidra que dá pelo nome de «Face Oculta», em esquecer os gastos escandalosos levados acabo por essa miríade de boys e girls do PS, do PSD e do CDS-PP que proliferam nos ministérios, nos institutos, nas entidades reguladoras e no sector empresarial do Estado.

Nenhum deles deixou de solicitar ao Ministério Público uma investigação, caso a caso, das derrapagens nas obras públicas, no sentido de se saber a quem beneficiava o cambalacho em torno da diferença entre o valor original atribuído a uma obra e o valor final dessa mesma obra.

Nenhum deles impediu medidas justas e racionais na máquina do Estado, em ordem quer ao controle e à recolha de impostos por forma a introduzir uma maior justiça fiscal, quer a evitar o regabofe dos perdões e prescrições fiscais. O que aconteceu, a este propósito, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro e Oliveira Costa era secretário de Estado foi um mero descuido, sem qualquer consequência, não obstante as más línguas referirem que estávamos perante um verdadeiro caso de polícia. Embora tudo isto fosse público estamos certos de que o ministro das Finanças da altura não sabia de nada. Tão certo quanto à ignorância de Salazar relativamente à actividade da PIDE.

(continua)

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publicado por António Vilarigues às 00:03
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