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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A responsabilidade dos banqueiros pela crise que Portugal enfrenta

São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«Em Portugal, a concentração bancária é muito superior à média da U.E. Segundo o Banco de Portugal, em 2009, os cinco maiores bancos a operar no nosso País controlavam mais de 70% do valor dos "activos" de todos os bancos, quando na UE os cinco maiores bancos controlavam, em média, em cada país 42% dos "activos". Este poder já enorme dos cinco maiores bancos é ainda aumentado pela posição dominante que também têm nos outros segmentos de mercado do sector financeiros (seguros; fundos de pensões; fundos de investimento mobiliário; fundos de investimento imobiliário; e gestão de activos). Esta situação, associada ao facto de uma parte importante do capital dos 4 maiores bancos privados já pertencer a grandes grupos financeiros internacionais, dá-lhes um imenso poder sobre o poder politico e sobre todo o processo de desenvolvimento em Portugal, condicionando-o de acordo com os seus interesses.

A banca é um negócio "especial", pois os banqueiros negoceiam fundamentalmente com dinheiro alheio obtendo assim elevados lucros. Segundo o Banco de Portugal, em Dezembro de 2010, o valor de todos os "Activos" da banca a operar em Portugal atingia 531.715 milhões €, enquanto os chamados "Capitais Próprios" da banca, ou seja, o que pertencia aos seus accionistas, somava apenas 32.844 milhões €, isto é, correspondia a 6,2%; por outras palavras, o valor dos Activos era 16,2 vezes superior ao valor do "Capital Próprio" dos "Activos". Este rácio revela o elevado grau de "alavancagem" existente no sistema bancário em Portugal que permite aos banqueiros obter elevados lucros com pouco capital próprio (o que lhes pertence).»

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Censura ou «critérios» comerciais?

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Os Autores

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De acordo com informações da Editora, a cadeia de lojas FNAC, algo inédito, recusa-se a pôr à venda o «Pontes de Mudança: Sociedades Sustentáveis e Solidárias»...

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Vivemos o maior roubo organizado da história da humanidade

     Há mais de 2 anos escrevia: «Dez biliões de euros (10.000.000.000.000) em 20 meses. Mais de 50 vezes o PIB de um país como Portugal. Ou 30 apartamentos com 150 metros quadrados de área cheios de notas de 500 euros até ao tecto. Tal é a verba injectada pelos bancos centrais e pelos governos, só no sistema financeiro, desde Agosto de 2007. Há um ano este número, a todos os títulos obsceno, era dez vezes menor. E não se vislumbra quando parará de crescer.» E ainda não parou…

Os governos acorreram a salvar o capital financeiro na primeira explosão da actual crise. A banca, as sociedades financeiras, as companhias de seguro, os fundos, receberam dos cofres dos Estados milhões de milhões de Euros. De mão beijada, à borla. As dívidas privadas foram assim transformadas em dívidas públicas.

Em consequência os Estados endividaram-se. Mas o saque não parou.

Na zona euro, onde o roubo organizado assume requintes de cinismo, os governos não podem contrair empréstimos junto do Banco Central Europeu (BCE). Como resolver a questão? Fácil!

O BCE empresta aos bancos privados a uma taxa de juro de 1%. Ou seja, por cada 1 milhão que pedem emprestado pagam 10 mil euros de juros. De seguida «emprestam» aos Estados a taxas de juro de 7, 8, 9, 10% e mais. Isto é, por cada 1 milhão que «emprestam» recebem em troca 70, 80, 90, 100 mil euros ou mais. Traduzido: um lucro entre 600 e 900 por cento!!! Ou mais…

Quem não gostaria de ter um negócio assim? Mas a coisa não fica por aqui. De seguida, pegam nos títulos da dívida, os tais que segundo eles são um grande risco e daí as elevadas taxas de juro que cobram, e vão apresentá-los como garantia junto do BCE para novos empréstimos. É a agiotagem no seu melhor.

E o roubo prossegue através da manutenção dos enormes privilégios fiscais de que continuam a gozar os grupos económicos. Segundo o Relatório do Orçamento do Estado, o governo de Portugal prevê PERDER, só em 2011, 1.370 milhões de euros (!!!) de receita fiscal resultante de benefícios fiscais concedidos a empresas (no período 2005/2011, são 12.263 milhões de euros). Acresce que uma grande parte (como os resultantes das isenções de mais-valias e de lucros distribuídos que não são tributados), não é contabilizada.

Como tentam pagar todo este saque? Transferindo para os trabalhadores e os povos os custos do roubo.

É disto que trata o Pacto entre as Troikas. Dele falaremos em próximo artigo.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 24 de Junho de 2011

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O grande capital financeiro está a pôr-se a salvo: Rivalidades

A crise dos centros mundiais do capitalismo agrava-se rapidamente. O desastre que se avizinha, e a incapacidade do imperialismo o evitar, acirra todas as contradições e rivalidades, num «jogo do empurra» de consequências imprevisíveis.

(...)

É este o verdadeiro objectivo dos «planos de resgate» da Troika. Resgate para a banca, afundamento para os povos e os países. É para aqui que vai o dinheiro dos nossos salários e reformas. O grande capital financeiro está a pôr-se a salvo, antes do inevitável colapso que gerou. Hoje, lutar é a única alternativa ao desastre para o qual o capitalismo «triunfante» nos conduziu. Ou o capital financeiro, ou os povos. Há cada vez menos alternativas de compromisso.

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Notícias AQUI

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A Líbia sob fogo da NATO: um festim de sangue

«É claramente evidente que a OTAN excedeu o seu mandato, mentiu acerca das suas intenções, é responsável por assassínios extra-judiciais, tudo em nome daintervenção humanitária”. »

 

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«Dois bombardeamentos da NATO terão vitimado 24 civis entre domingo e segunda-feira, afirmam as autoridades de Tripoli.»

«A guerra da NATO contra a Líbia destruiu dezenas de infra-estruturas não militares e matou cerca de 250 civis em três meses. A ofensiva é acompanhada por uma intensa campanha mediática que não olha a meios para a apresentar como humanitária e ocultar os que defendem a soberania do país.»

«A NATO lançou cerca de 3200 ataques com bombas de urânio empobrecido contra a população civil na Líbia, denunciou, este sábado, 28, o enviado especial do canal Telesur, Rolando Segura.»

«Os bombardeamentos da NATO contra portos e navios líbios impedem a chegada de ajuda de emergência aos civis que a Aliança Atlântica diz pretender proteger.»

  • NATO mata (Avante!, Edição N.º 1955, 19-05-2011)

«Depois de tentar assassinar o mais alto responsável de um Estado-Membro das Nações Unidas e do anúncio do uso de fundos soberanos para sustentar os rebeldes líbios, os imperialistas são agora acusados de terem deixado morrer dezenas de imigrantes que fugiram do país na sequência da guerra.»

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Notícias AQUI

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A Crise do Sistema Capitalista: O choque do Outono de 2011

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A soma dos salários dos vinte magníficos atinge 15 131 839 €!!!...

Num ano com 365 dias de calendário descontemos os sábados, os domingos, os feriados e o período normal de férias. Multipliquemos o resultado por oito horas diárias de trabalho. Encontrado esse valor dividimo-lo pelo salário ganho pelo senhor Zeinal Bava, presidente executivo da Portugal Telecom.

A que conclusão chegámos?

À seguinte conclusão: o senhor Zeinal Bava, em 2010, teve um salário de 1.416.959 euros, o que significa que, por cada hora de trabalho, recebeu 777 euros, ou seja, cerca de 13 euros por cada 60 tiquetaques de segundo.

Mas ele, com tal salário, não está só.

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