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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A redução brutal das remunerações da função pública

 São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«Um dos meios, não o único, que a "troika estrangeira" e o governo PSD/CDS estão a utilizar com o objectivo de reduzir o Estado ao "Estado mínimo" neoliberal, para assim transformar as suas funções sociais (saúde, educação, segurança social, etc) em áreas de negócio lucrativas para os grupos económicos privados é a redução brutal das remunerações dos trabalhadores da Administração Pública, com o objectivo de os levar a aposentarem-se prematuramente ou a sair. Para justificar utilizam a mentira afirmando que as remunerações no Sector Público são superiores às do sector privado. Como noticiou o Jornal de Noticias de 15/10/2011, e outros órgãos de informação, Passos Coelho justificou o confisco do subsídio de férias e de Natal aos trabalhadores da Função Pública dizendo "que em média os salários na Função Pública são 10 a 15 por cento superiores à média nacional".

No entanto, o 1º ministro "esqueceu-se" de dizer, como consta do Boletim de Emprego Público do Ministério das Finanças que, em 2011, na Administração Central, 55,7% dos trabalhadores tinham o ensino superior, enquanto a nível do país essa percentagem era apenas 18,6%. Portanto, comparações com base em remunerações médias não são correctas, pois determinam conclusões falsas. Só a ignorância ou a intenção deliberada de enganar a opinião pública é que pode levar a utilizá-las. As comparações devem ser feitas entre remunerações de profissionais com níveis de escolaridade e de qualificação semelhantes. E se as comparações forem feitas entre as remunerações de idênticas categorias profissionais conclui-se que, em 2005, as dos trabalhadores da Administração Pública já eram inferiores às do sector privado e que, entre 2005 e 2012, com o congelamento e corte de remunerações no sector Público, e com o confisco do subsidio de férias e do Natal em 2012, o fosso entre a Administração Pública e o sector privado aumentou ainda mais. Para provar isso, vamos utilizar os resultados de um estudo mandado fazer pelo 1º governo de Sócrates a uma multinacional de consultoria que, pelo facto das conclusões não terem agradado ao governo, foi "metido na gaveta", como afirmou o anterior ministro das Finanças quando o confrontamos directamente na Assembleia da República, durante o debate do OE, perguntando por que razão o governo tinha ocultado o referido estudo.»

-

 

Um editorial, ou um «Manual de boas maneiras»?

-

O Castendo já tinha dialogado com a virgem vestal de seu nome Pedro Correia.

Depois foi o episódio Pedro Passos Coelho-Jerónimo de Sousa na Assembleia da República.

Agora temos isto:

(...)

A CGTP acaba de eleger um novo líder e renovar os quadros para uma média etária inferior a 48 anos. Mas renovar implicaria duas coisas: libertar a central sindical dos partidos (e Arménio Carlos é do Comité Central do PCP) e pôr de lado a gasta retórica do "nós somos os explorados, eles são os exploradores", como o ouvimos dizer no sábado à noite.

O novo líder da CGTP está preso a um dicionário de palavras ocas e maniqueístas. Fala de "declaração de guerra" e "golpe palaciano" contra os trabalhadores, diz que as ideias do Governo - deste, do anterior e certamente do próximo - são "ridículas", uma "vergonha" ou "terrorismo social". "Exploração", "chantagem", "vilanagem", "agiotagem" são comuns. Arménio Carlos quer "combater a prosápia dos fariseus", denunciar a "mina de ouro" dos patrões e insistir que "o capital é insaciável".

Talvez consiga com um posicionamento populista atrair os desejados 100 mil novos membros. Mas com este nós-somos-bons-eles-são-maus não vai com certeza contribuir para tirar o país da crise.

(...)

Editorial jornal "Público" de 30 de Janeiro de 2012 (com link só para assinantes)

O que leva um(a) jornalista a escrever isto num editorial de um jornal dito de referência? Uma súbita conversão às teses de Paula Bobone sobre o «Socialmente Correcto»? Não lê o próprio jornal onde escreve? Ou tiques censórios?

Exploração é um empresário corticeiro despedir centenas de trabalhadores a pretexto da crise e depois obter lucros recorde. Exploração é um Conselho de Administração de um banco distribuir para si próprio 10% dos lucros e recusar-se a aumentar os salários dos trabalhadores em 1,5%. Exploração é uma multinacional da indústria automóvel, um dos exemplos de empresa exportadora, exigir aos trabalhadores que as licenças de paternidade e maternidade, ou as licenças por baixa médica fossem compensadas à empresa com dias de trabalho não pago.

Terrorismo social é uma trabalhadora de uma grande superfície comercial, grávida, abortar em pleno local de trabalho por ser obrigada a transportar grandes pesos. Terrorismo social é ser-se despedido porque se faz greve. Terrorismo social é desistir-se do ensino superior porque não há dinheiro para as propinas. Terrorismo social é as mortes que vão surgir por falta de dinheiro para medicamentos, ou para pagar as taxas moderadoras.

E podia continuar. Sublinho que recorri apenas a notícias do jornal «Público».

Como escreveu no «Público», o jornalista José Vítor Malheiros, «Podíamos ainda desejar que os jornalistas (...) deixassem de tratar a propaganda do Governo como factos e as propostas das restantes forças políticas como inexistentes

--

Dia 8 de Fevereiro continuamos a luta contra as portagens

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DIA 8 de FEVEREIRO

CONTINUAMOS A LUTA CONTRA AS PORTAGENS

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Apelamos a que, no dia 8 de Fevereiro,  empresas e cidadãos,

em determinados percursos, circulem nas desgraçadas “alternativas”

que o Governo deixou aos distritos de Viseu, Castelo Branco, Vila Real e Guarda.

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Viseu-Vouzela - pelo que resta do IP5

Guarda-Belmonte - pela EN 18

Alvendre- Guarda - pelo que resta do IP5

Castelo Novo - C. Branco - pela EN 18

Régua-Vila Real (Nogueira) - pela EM 323

Chaves-Vidago - pela EN 2

Caçador-Mangualde - pela EN 16

Viseu-Castro Daire - pela EN 2

-

Não pague portagens e afirme o seu protesto.

Nós divulgaremos à comunicação social este protesto nas desgraçadas “alternativas”.

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Também pode usar os números de telefone gratuitos para informar das estradas cheias de trânsito no dia 8 Fevereiro

Antena 1 – 800210101  |  TSF – 800206686  |  Rádio Renascença – 800505010  |  Rádio Comercial – 800202010

ou SMS para 916147004

 

 

E vamos continuar a luta ….

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- No dia 24 de Fevereiro - buzinão na cidade de Viseu.

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- 8 de Março – recolha de assinaturas, nos quatro distritos, num livro de reclamações que a Comissão de Utentes Contra as Portagens elaborará para o efeito e que será enviado ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.

-

- Para 8 de Abril e 8 de Maio, serão divulgadas oportunamente outras iniciativas.

-_____________________________________________________________________________

Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23

geral@contraportagens.net  -  www.contraportagens.net

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