Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

A Crise do Sistema Capitalista: Espanha - A lógica da austeridade

  • A evolução negativa dos salários e o aumento dos lucros das empresas em Espanha apresentam uma reveladora simetria: enquanto os primeiros caíram 3,9 por cento, os segundos subiram 2,4 por cento.

  • Segundo dados publicados dia 25 de Agosto pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol (Publico.es, 29.08), o ritmo da queda do conjunto das retribuições dos trabalhadores por conta de outrem acelerou-se no segundo trimestre deste ano, atingindo a taxa negativa de 3,9 por cento, em comparação com o mesmo período do ano passado, acentuando uma tendência que se verifica pelo menos desde 2010.

  • Já nos dois trimestres precedentes (ver gráfico), os salários registaram evoluções negativas de 2,5 por cento e de 1,3 por cento. Segundo o Instituto espanhol, estes resultados devem-se em grande parte ao aumento do desemprego, já que o número de assalariados retrocedeu 5,1 por cento em relação a 2011. Mas também se observa uma desaceleração da remuneração média por trabalhador, que cresceu apenas 1,3 por cento, ou seja, duas décimas menos que no trimestre anterior.

  • Em contrapartida, o excedente bruto de exploração, grosso modo, os lucros das empresas, manteve um crescimento apreciável de 3,4 por cento, caindo apenas duas décimas em relação ao trimestre anterior.

  • Os valores apurados mostram bem que, apesar da crise e da diminuição do emprego, as empresas continuam a expandir os seus rendimentos (juros de capital, dividendos e rendas das empresas, ou seja, lucros não distribuídos), cujo peso relativo no Produto Interno Bruto (PIB) tem vindo a aumentar consistentemente, ao mesmo tempo que o peso dos salários revela uma tendência inversa.

  • Assim, no segundo trimestre deste ano (ver gráfico), os salários representaram 46,7 por cento do PIB espanhol, enquanto os rendimentos das empresas subiram para 45,7 por cento. Por outras palavras, a diferença entre estes rendimentos que até aqui eram em média de seis ponto percentuais a favor dos salários, esbateu-se fortemente para apenas um ponto.

  • As estatísticas revelam ainda uma diminuição do peso dos impostos no PIB de cerca de dez por cento para apenas 7,6 por cento, o que traduz a queda da receita fiscal provocada pela recessão económica, à qual, surpreendentemente ou não, os rendimentos das empresas permanecem imunes.

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

A mistificação do Governo sobre a Balança Comercial

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1 - A dimensão dos problemas com que o país está confrontado é de tal forma colossal, a profundidade da crise e a sua amplitude – traduzidas em mais de um milhão e duzentos mil desempregados e na mais prolongada recessão económica das últimas décadas – é de tal forma grave, que o governo, na ânsia de mascarar os efeitos demolidores do Pacto de Agressão que está em curso, utiliza toda a propaganda para iludir a realidade do país. Foi isso que aconteceu com a operação montada a partir da divulgação por parte do INE dos dados relativos ao comércio externo e à Balança Comercial portuguesa nos primeiros 5 meses de 2012.

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«A redução do défice da Balança Comercial está a ser feita da pior maneira possível: à custa da redução do investimento e do consumo, da redução drástica do valor dos salários e dos direitos laborais

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Depoimento do Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos

Vídeo - Depoimento do Secretário-geral da CGTP-IN sobre a reunião do C. P. Concertação Social

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Depoimento do Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, sobre a reunião do Concelho Permanente de Concertação Social, realizada ontem de manhã.

O Governo retirou proposta da TSU, mas visa os mesmos objectivos à custa dos salários, reformas e pensões e direitos sociais. A CGTP-IN apresentou propostas para evitar sacrifícios e a destruição da economia.

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Há alternativa a este rumo de desastre!

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(...)

Na situação a que se chegou, a solução não se encontra repisando o estafado discurso sobre a chamada “estabilidade política”, nem através de apelos ao “consenso” e ao prosseguimento do programa de ingerência externa, como o faz o Conselho de Estado deste fim de semana, mas afirmando a exigência da ruptura com as políticas que, em nome dessa estabilidade, promovem a mais violenta instabilidade social e económica desde o tempo do fascismo.

(...)

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CGTP-IN apresenta alternativas

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(...)

A CGTP-IN propõe quatro medidas concretas, destinadas a aumentar as receitas fiscais. Esta Proposta é baseada em três pressupostos essenciais:

- respeitar o preceito constitucional do princípio da equidade;

- obter receitas fiscais de modo a conciliar a redução do défice e da dívida pública com o crescimento económico e com a justiça social;

- rejeitar quaisquer cortes salariais, seja por via do aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores, seja por quaisquer outras medidas que incidam sobre os rendimentos do trabalho ou visem penalizar ainda mais as pensões e reformas.

(...)

Este quadro é demonstrativo de que apenas estas medidas seriam suficientes para obter receitas fiscais adicionais de 5 mil e 966,5 milhões de euros, montante superior ao obtido com a brutal redução do poder de compra das famílias e consequente degradação da qualidade de vida de milhões de portugueses.

Existem alternativas! As propostas que agora apresentamos não são as únicas que permitem um aumento de receita fiscal, por via da taxação do capital. No quadro da discussão do Orçamento de Estado para 2013, serão apresentadas outras áreas onde é possível e necessário obter mais recursos.

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publicado por António Vilarigues às 09:13
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Domingo, 23 de Setembro de 2012

Académica 2-2 Benfica

SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB

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publicado por António Vilarigues às 22:22
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Sem organização não há vitória possível (extractos)

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1. O Partido insiste em que a tarefa de organizar é uma tarefa central e decisiva. Insiste na necessidade, não só de fortalecer a sua própria organização, a organização do Partido, mas de fortalecer todas as formas de organização não partidária (…)

 

(…) o trabalho de organização oferece numerosas dificuldades. Exige grande tenacidade, paciência, método e imaginação. Exige que se saiba dar apreço aos pequenos êxitos, pois muitas vezes é necessário caminhar passo a passo. Exige a um tempo prudência e audácia. Disciplina e iniciativa.

Por todas as dificuldades que apresenta, o trabalho de organização não é do agrado daqueles que pretendem resolver os complexos problemas de uma revolução vitoriosa sem grande trabalho preparatório. Quando ouvem dizer que é necessário organizar (…), e organizar os operários, e organizar os camponeses, e organizar os pescadores, e organizar os estudantes, e organizar os intelectuais, e organizar os militares, e organizar os jovens, e organizar as mulheres, e organizar as lutas sejam pequenas ou grandes, acham decididamente que se trata de um trabalho demasiado moroso e difícil e dizem que «assim nunca mais se lá chega». A verdade é a inversa. A verdade é que chegaremos se soubermos organizar, e nunca chegaremos se não o soubermos. (…)

 

(…) Nós, comunistas, (…) sabemos por experiência própria que da organização depende o êxito.

Ao dizermos que da organização depende o êxito, não nos referimos apenas à constituição de organizações partidárias. Referimo-nos também à organização das lutas económicas e políticas, à constituição de variados organismos de unidade para conduzirem tais lutas, à utilização de organizações legais para reforçar o contacto com as massas, alargar o movimento de massas e dirigi-lo no melhor sentido.

O Partido Comunista não é apenas o mais forte da Oposição pelo facto de ser o Partido dos trabalhadores e estar armado com a ideologia revolucionária do proletariado: o marxismo-leninismo. Sabe-se haver países onde o Partido marxista-leninista está longe de ser o mais forte. O nosso partido é o mais forte e distingue-se com vantagem de todos os outros da Oposição porque, ao contrário dos outros, tem uma organização partidária sólida e estruturada, e porque essa organização partidária, por sua vez, assenta a sua actividade num mais largo trabalho de organização não partidária.

A organização não é uma palavra mágica de que resultem efeitos pelo facto de muitas vezes se proferir. Se se diz mil vezes que é necessário organizar e nada se organiza, mais vale estar calado. A organização é trabalho concreto e quotidiano. A propaganda da necessidade de organizar só tem valor, se é acompanhada de um trabalho de organização efectivo.

Sem organização podem «fazer-se coisas». Mas não se podem lançar grandes lutas, dar-lhes continuidade, elevá-las a um nível superior. A agitação pode por as massas em movimento, mas não pode manter com elas o contacto, encabeçá-las, dirigi-las, orientá-las ante as surpresas que a cada passo surgem. Isto que é válido em relação a qualquer luta reivindicativa económica, a qualquer manifestação de rua, com mais razão é válido em relação à tarefa grandiosa que as forças democráticas portuguesas têm diante de si: conduzir o povo até ao levantamento nacional, até à insurreição armada, que ponha fim à ditadura e instaure uma ordem democrática.

-

-

2. (…) Para impulsionar decididamente as lutas reivindicativas da classe operária é indispensável o fortalecimento da organização do Partido e a organização audaciosa, enérgica, virada para a perspectiva revolucionária, dessas lutas. (…)

        

(…) A luta em cada fábrica ou empresa é sem dúvida de decisiva importância. Há sempre em cada fábrica ou empresa problemas próprios e reivindicações próprias dos que aí trabalham. Além disso, a fábrica ou outro local de trabalho é o sítio onde os trabalhadores vivem em comum diariamente muitas horas no dia, onde discutem naturalmente a sua situação e os seus interesses, onde podem encontrar-se e combinarem o que fazer. (…)

 

Na organização da luta reivindicativa, seja numa só empresa, seja num conjunto de empresas, uma preocupação determinada pela experiência deve ter-se presente: quanto mais larga participação de trabalhadores tiver lugar na preparação e na condução da luta, quanto mais reuniões de trabalhadores forem realizadas, quanto mais comissões forem criadas, quanto mais trabalhadores pertencerem às comissões, mais poderoso será o movimento, mais estarão ao abrigo da repressão os seus dirigentes, mais condições haverá de dar continuidade à luta e conduzi-la até um desfecho vitorioso. (…)

 

(…) Quando se consegue, numa luta reivindicativa, criar uma organização em que participam muitas dezenas e mesmo centenas de operários e operárias, tem-se uma condição fundamental para lutar até alcançar a vitória. (…)

 

(…) tem mostrado a necessidade e a vantagem de grande maleabilidade, da escolha em cada momento das formas de organização mais apropriadas à situação, aos objectivos, à disposição das massas, ao grau da sua radicalização, às posições do Partido. (…)

 

(…) As greves não se decretam, mas decidem-se e declaram-se. Para o fazer com êxito é necessário conhecer de perto a disposição das massas, conhecer a evolução da luta e escolher o momento justo. A percepção revolucionária e a audácia dos militantes representam um importante papel. (…)


4. (…) A organização é um insubstituível instrumento para a acção política. (…)

 

(…) A organização tem de ser actuante, voltada para a acção popular e voltada para o seu próprio alargamento.

5. A organização política deve significar a organização da acção política. Pequenas ou grandes, todas as lutas políticas, para serem eficientes, têm de ser organizadas. (…)

        

Mesmo para lançar uma grande acção política é indispensável organizá-la. Mas, para o êxito, não basta lançar a acção. É necessário dirigi-la. (…) Se, na preparação de uma grande luta foi débil o trabalho de organização, não só a mobilização das massas é limitada, como depois, com facilidade, no decurso dela, falta a informação, não se conhece dia a dia e hora a hora a disposição das massas, deixa-se de poder orientar e dirigir. Ao contrário, quando uma luta política é convenientemente organizada, não só se consegue lançar, como se pode acompanhar e dirigir.

Há quem tenha, em relação às lutas políticas, o culto da espontaneidade. Pensam alguns que a questão se resolve com apelos. Pensam que se faz um apelo «à greve!» e se faz a greve. Um apelo «à manifestação» e se faz a manifestação. E até há quem pense que a mais complexa de todas as lutas políticas, a insurreição, se pode resolver da mesma forma. Um apelo «à insurreição!» e ai a temos. Não. Hoje uma greve ou uma manifestação ou outra qualquer luta política, amanhã a insurreição, só podem ser bem sucedidas se convenientemente organizadas. (…)

 

Aqueles que «assistem» às grandes lutas populares de massas e se pronunciam sobre elas sem nada saberem da sua preparação, muitas vezes imaginam que elas aparecem por encanto, apenas como resultado da indignação espontânea do povo, ou, quando muito, de alguns apelos exaltados. A verdade é que só uma cuidadosa organização pode garantir o sucesso. (…)

 

(…) Ao estudarem-se estas grandes lutas políticas de massas, quem aparece com razão? Aqueles que dizem que, se é necessário um trabalho de organização em profundidade, «nunca mais se chegará lá», ou o Partido que defende e mostra na prática que só com tal trabalho «lá se pode chegar»? (…)

 

(…) A própria agitação, para ser eficaz, para tocar largas massas, precisa também de ser organizada. (…)

 

(…) a agitação, para poder ser eficiente, necessita de uma cuidadosa organização e não basta, como cuidam alguns «espectadores», que meia dúzia de pessoas se resolvam a escrever os apelos, a editá-los e a distribui-los. (…)

 

A organização de uma luta pressupõe a existência anterior de uma organização política em condições de realizar aquela. (…)

 

Assim como as massas se educam e preparam na luta diária para lutas superiores, assim só na organização diária das lutas as forças democráticas e as massas populares ganham hábitos e experiências de organização indispensáveis para uma fase superior do movimento antifascista. Não basta que um pequeno núcleo de direcção política esteja organizado. É necessário criar toda uma ampla e forte organização enraizada nas massas, é necessário ter centenas e milhares de dirigentes da luta popular enquadrados num trabalho organizado, com fins determinados de acção de massas, é necessário chamar cada dia novos lutadores de vanguarda à direcção do movimento de massas, é necessário levar até às massas a prática da organização.

Que se não diga que «não há gente»! Algumas grandes lutas políticas, quando bem conduzidas, desmentem uma tal afirmação. A experiência mostra que, para a condução das grandes lutas políticas, é necessário, possível e decisivo, atrair à sua preparação e direcção centenas de lutadores de vanguarda. (…)

In Álvaro Cunhal, Rumo à Vitória, Edições «Avante!», 1964, págs. 181-195

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Sábado, 22 de Setembro de 2012

A Crise do Sistema Capitalista: A geopolítica mundial ao rubro

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publicado por António Vilarigues às 12:26
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (8)

  • O número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de Agosto de 2012, de 9.438, o valor mais elevado desde que esta informação é divulgada. Ou seja, mais 102 por cento (mais que duplicou!!!) que no mês homólogo, representando 5,5 por cento do total de desempregados casados.

  • Quando comparado com Julho, o número de casais inscritos no IEFP subiu 7,2 por cento, registando-se um acréscimo de 631 casais.

  • De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no espaço de um ano houve mais 4.765 casais  que se viram obrigados a recorrer às prestações sociais para garantir a sua sobrevivência.

  • Do total de desempregados casados ou em união de facto e inscritos nos centros de emprego, 18.876 têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado.

  • Apenas 43,5 por cento dos desempregados em Portugal recebiam subsídio de desemprego em Junho.

  • De acordo com dados divulgados, dia 3 de Agosto, pela Segurança Social, existiam naquele mês 356.549 beneficiários de prestações de desemprego. Ora, cruzando este número com o total da população activa desempregada (819.300), apurado pelo INE no primeiro trimestre do ano, conclui-se que 463 mil desempregados não auferiam qualquer prestação de desemprego.

  • A Segurança Social indica que até ao final do mês de Junho existiam 338.725 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), um aumento de 6,4 por cento em relação a Janeiro, quando estavam registados 318.463 beneficiários. O valor médio da prestação RSI foi, em Junho, de 92,62 euros. Das 127.886 famílias beneficiadas, a maioria (39.903) não tem qualquer rendimento mensal.

  • A taxa de desemprego na região de Lisboa atingiu os 17,6 por cento no segundo trimestre de 2012, o valor mais alto do País, segundo dados divulgados, dia 14 de Agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística.

  • A nível das sete regiões (NUTS II), a taxa de desemprego no segundo trimestre registou a maior quebra no Algarve, de 20 para 17,4 por cento, reflexo da aproximação da época turística.

  • Em apenas três das sete regiões (Centro, Alentejo e Algarve) o desemprego desceu relativamente ao trimestre anterior, mas subiu em todas comparando com o segundo trimestre do ano passado.

  • A seguir à região de Lisboa, as taxas de desemprego mais elevadas encontram-se na Madeira (16,8 por cento), nos Açores (15,6 por cento) e no Norte (15,2 por cento). A mais baixa regista-se na região Centro, com 11,2 por cento.

  • Os gastos da Segurança Social com subsídios de desemprego e de apoio ao emprego aumentaram 22,6 por cento nos primeiros sete meses deste ano, o que representou um encargo adicional de 273 milhões de euros, em comparação com o mesmo período do ano passado.

  • No total, a Segurança Social já gastou 1.480 milhões de euros com estas prestações, o que traduz o aumento da taxa de desemprego, que atingiu os 15,7 por cento da população activa, o nível mais alto de sempre.

  • Ao mesmo tempo, o aumento do desemprego também se reflecte numa redução das contribuições para a Segurança Social, que caíram 4,4 por cento face ao mesmo período de 2011, de acordo com boletim da Direcção-Geral do Orçamento, divulgado dia 23.

  • Portugal tem a terceira taxa de desemprego mais elevada com 15,7 por cento, a seguir à Grécia (23,1%) e a Espanha (25,1%), ultrapassando a Irlanda que se fica pelos 14,9 por cento.

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publicado por António Vilarigues às 18:25
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

O «milagre» do «reajustamento externo» do governo e da «troika»

«Numa clara operação de manipulação da opinião pública, o governo e a “troika” têm procurado apresentar como um “êxito” da terapia de choque de austeridade que têm imposto ao país aquilo que designam por “reajustamento externo”, ou seja, a redução significativa do défice da Balança Comercial.

Vítor Gaspar, na conferência de imprensa que deu para justificar o aumento da TSU para os trabalhadores e a descida para os patrões que se traduzirá, se for aprovada, por uma transferência de 2.200 milhões € dos bolsos dos trabalhadores para os bolsos dos patrões, até apresentou esse “êxito” como a causa do aumento do desemprego, não compreendendo que isso é, da forma como está a ser feita, mais uma prova do fracasso do reajustamento do que de um êxito. Uma das características deste governo e desta “troika” é a utilização sistemática da mentira para enganar a opinião pública e a incapacidade para analisarem e compreenderem a realidade portuguesa, substituindo o estudo sério por “modelos” em folhas de cálculo “excel” pensando que desta forma resolvem os problemas. Cegos pela ideologia neoliberal, governo e “troika” pensam que a realidade depois se ajusta aos “modelos” mas isso nunca acontece. E então ficam surpreendidos, e exteriorizam-no tornando-se patéticos. Mas o mais grave em tudo isto é que estão a destruir o país e a vida dos portugueses.»

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publicado por António Vilarigues às 16:01
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