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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Desempregados sem subsídio

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Apesar de o desemprego continuar a aumentar, o número de beneficiários das respectivas prestações diminuiu em Junho em relação ao mês anterior.

  • Segundo dados da Segurança Social existiam 392.951 beneficiários de prestações de desemprego, ou seja menos 5.620 pessoas do que em Maio.

  • Por outro lado, se compararmos o número de beneficiários como o total de desempregados apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (952.200 indivíduos), verificamos que apenas 41 por cento, ou quatro em cada dez, recebem um subsídio.

  • A tendência para a diminuição da protecção social é ainda visível na diminuição do valor médio das prestações, que passou de 501,85 euros em Junho de 2012 para 484,13 euros em Junho deste ano.

  • Com toda a lógica poder-se-ia pensar que a redução dos subsídios de desemprego, provocada designadamente pelo desemprego de longa duração, se reflectiria num aumento dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção. Puro engano! Os dados do RSI relativos a Junho mostram que mais de 68 mil pessoas perderam o direito a este rendimento mínimo, comparativamente com o mês homólogo de 2012. E mesmo em relação a Maio deste ano, os beneficiários do RSI caíram 0,1 por cento, totalizando 271.302.

  • Em média cada beneficiário recebeu 82,54 euros, enquanto cada família recebeu em média 206,38 euros.

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A classe operária, as massas e a Revolução de Abril

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«Nos últimos anos da ditadura, a luta do povo português contra o fascismo e a guerra colonial tornou-se um poderoso movimento nacional de massas, abrangendo praticamente todas as classes e camadas antimonopolistas e todos os sectores da vida nacional.

«A aliança social contra o poder dos monopólios e dos agrários traduzia-se no avanço convergente da luta em todas as zonas da vida económica e social do País.

«Nos últimos meses de 1973 e nos primeiros de 1974, antecedendo imediatamente o 25 de Abril, o movimento popular de massas desenvolvia-se impetuosamente em todas as frentes.

«A primeira grande frente da luta popular contra a ditadura foi o movimento operário.

«A classe operária intervinha como vanguarda em toda a luta antifascista, em todo o processo da luta popular, adquirindo particular relevo a luta reivindicativa nas empresas e o movimento sindical.

«A luta reivindicativa foi ao longo dos anos do fascismo uma das formas essenciais, não só da defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores, mas do combate à ditadura.

«É para dirigirem e conduzirem a luta que são formadas as Comissões de Unidade, comissões unitárias de trabalhadores, muitas vezes eleitas nas empresas, que, desde 1943, adquiriram um papel decisivo na organização e na luta da classe operária. Formaram-se muitas centenas (milhares através dos anos) de Comissões de Empresa. Desenvolveram-se constantemente milhares e milhares de luta, com reclamações, concentrações, paralisações, greves e manifestações.

«A repressão caía violentamente sobre o movimento operário e sobre o seu Partido. Nunca porém o fascismo conseguiu liquidar e abafar a organização e a luta dos trabalhadores.

«Grandes greves dos operários industriais, dos transportes, dos empregados, dos pescadores, dos trabalhadores agrícolas – algumas das quais ficaram gravadas como feitos heróicos na história do movimento operário – exerceram profunda influência no processo revolucionário. Tomando apenas os últimos anos da ditadura, as greves de 1969, dando uma primeira grande resposta de massas à manobra "liberalizante" de M. Caetano, as greves de 1973, intervindo como poderoso factor de dinamização política para a batalha em torno da mascarada "eleitoral" que se aproximava, e finalmente a vaga de greves nos meses que antecederam o 25 de Abril, tiveram um papel de primacial importância para o agravamento das dificuldades do regime, o aprofundamento da sua crise, e finalmente o seu derrubamento.

«Assim como o surto de greves e as outras lutas operárias na primeira metade de 1973 deram decisivo impulso ao movimento democrático, da mesma forma a grande campanha política de massas realizada quando das "eleições" deu novo impulso à luta dos trabalhadores nas empresas, nos sindicatos e nos campos.

«De Outubro de 1973 até ao 25 de Abril, além de muitas centenas de pequenas lutas nas empresas, mais de 100 000 trabalhadores dos centros industriais e milhares de trabalhadores agrícolas do Alentejo e Ribatejo participaram numa vaga de greves que vibrou golpes repetidos, incessantes e vigorosos no abalado edifício do regime fascista.»

Álvaro Cunhal, A Revolução Portuguesa. O Passado e o Futuro, (Relatório aprovado pelo CC do PCP para o VIII Congresso),

Edições «Avante!», Lisboa, Lisboa, 2.ª ed., 1994, pp. 84-85

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O ministreiro dos estrangeiros

Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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«A classe dirigente portuguesa não cessa de espantar pela constante capacidade de enfim, espantar, sem nunca se envergonhar. Os seus rostos mais notórios não se cansam de saltar de galho em galho, sempre para cima, de lugar em lugar, sempre com o objectivo no topo

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