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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Claro, clarinho*

Festa Avante 2015_1 

 

 A propósito de um editorial no Jornal de NEGÓGIOS de 13 de Agosto de 2015

 

Escreve Nuno Carregueiro 

«O perigo da queda dos BRIC»

«Se a pujança dos BRIC serviu no passado para atenuar o efeito do crescimento decepcionante nas principais potências mundiais, como os EUA e a Alemanha, a sua queda pode ter consequências imprevisíveis na economia global.»

 

É verdade, aquilo pode ter «consequências imprevisíveis na economia global.» Ou talvez não sejam tão imprevisíveis assim...

A ver se eu consigo explicar isto em «meia-dúzia» de parágrafos...

1. A economia global - o planeta como um todo - entrou em estagnação mais ou menos há uns 40 anos.

2. Durante uns primeiros anos houve baldúrdia e confusão mas depois inventaram o consumo generalizado a crédito (nos países do «centro») e a «coisa» disfarçou...

Ou seja, «empurraram o problema com a barriga»... Ou varreram o «lixo» para debaixo do tapete.

3. Entretanto os países da «periferia» de maior dimensão - muito em particular a China - com tradição («institucionalizada»...) de «dirigismo estatal», os que vieram a ser chamados de BRICS, começaram a crescer e, durante uns anos, reanimaram a dita cuja «economia global».

4. A «economia global» é um sistema fechado (não exporta nada para Marte nem importa nada de Vénus...). Ou seja, está tudo interligado. O que se exporta para um lado tem que ser importado por outro lado qualquer. E todos os países querem uma impossibilidade matemática (terem todos excedentes na respectiva balança de transacções).

5. Com o rebentar da crise da bolha financeira dos «subprime» - exemplo máximo do consumo a crédito - e sua propagação ao resto do planeta, tornou-se mais visível a estagnação relativa (há uns tantos que continuam a «engordar» dando a ilusão de que o sistema não está estagnado) da economia global.

6. A economia de comando estatal chinesa, também já foi - de há uns anos a esta parte - «infectada» pela lógica intrínseca do sistema capitalista.

E, como tal, mais tarde ou mais cedo teria que entrar em estagnação «local».

A menos que o Estado chinês - por via do Partido Comunista Chinês - tome decisões adequadas (orientadas para o mercado interno) e que sejam contrárias àquela lógica intrínseca do sistema capitalista, estamos todos bem encaminhados para o desastre global.

7. Tudo isto - toda esta «lógica intrínseca» - está dependente (de modo crucial e incontornável) de uma coisa chamada «lei da queda tendencial da taxa de lucro».

Algo que ando a procurar explicar (a quem me quer ouvir, claro...) desde há uns 35 anos anos a esta parte.

Entretanto, e como diria Keynes, «prefiro estar vagamente certo do que exactamente errado»...

«Claro, clarinho para militar entender» Carlos Fabão, militar de Abril

 

Gostava de ter escrito isto...
 

 

Trabalho Parlamentar

Festa Avante 2015_3

Os deputados do PCP tiveram a maior produção legislativa na Assembleia da República:

  • 458 Projectos de Lei
  • 105 Apreciações Parlamentares
  • Cerca de 500 Projectos de Resolução
  • 30 Audições Parlamentares sobre vários temas
  • Mais de 5.000 Perguntas e Requerimentos

Os deputados do PCP intervieram em todas as áreas da vida colectiva do País.

Quantos mais deputados tiver a CDU mais enfraquecidos ficam PS, PSD/CDS e menos condições têm estes partidos de impor as políticas de direita e mais força terá a CDU para a derrotar e impor uma política patriótica e de esquerda.

 

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