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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Ainda «A Rota da Grande Dissidente» - mais citações

    "O discurso político de Zita Seabra pauta-se por um tom categórico proporcional à sua inconsistência lógica e ideológica."

(...)

"Mas para saber, não basta decorar… O adversário também pode saber de cor a linguagem marxista, mas não alcança o marxismo. No caso de Zita, o mais provável é ter ficado só com a cábula na cabeça."

No prefácio à obra «O caminho para o derrubamento do fascismo – IV Congresso do Partido Comunista Português» (Edições Avante, 1997), eis como Álvaro Cunhal define as características identificadoras dos partidos comunistas e do movimento comunista em geral: «Uma, a completa independência dos interesses, da política, da ideologia, das pressões, ameaças e medidas repressivas das força do capital. Outra, a par da luta com objectivos imediatos, a luta pela transformação revolucionária da sociedade, pelo socialismo e o comunismo». (p. 48)

Sem perceber nada disto, convertida à classe burguesa de origem, resta-lhe a magia verbal para apoucar o PC: «é um partido de pequenas causas», diz na RTP 1. As pequenas causas da luta pela justiça social, da luta das classes trabalhadoras pelos seus direitos, da luta por uma sociedade sem exploração do homem pelo homem, uma sociedade de igualdade e liberdade.

A questão da derrota do sistema socialista na Europa de Leste e na Rússia parece ter sido a espoleta que levou Zita a virar o bico ao martelo. Compreende-se que uma transformação histórica de tal dimensão tenha abalado a consciência política de muitos. (...) Zita Seabra poderia ser, porventura, um bom exemplar da nomenklatura, na sua expressão mais negativa, daqueles elementos de uma casta burocrática de alguns partidos comunistas acomodados no poder, desligados do povo e habituados a soluções administrativas. Na sequência da perestroika, alguns converteram-se directamente ao capitalismo e serviram-se de posições para refazer uma classe exploradora e capitalista."

(...)

"A pessoa de convicções não muda de cor devido a uma derrota. A teoria do materialismo dialéctico e histórico pode fundamentar modelos e soluções práticas diferentes das que se concretizaram na Europa no século XX."

(sublinhados meus - trabalhei com Zita Seabra, na clandestinidade, de Julho 1972 até 25 de Abril de 1974; em democracia até Setembro de 1975; partilhilhámos o mesmo gabinete durante 1 ano)

 

In "A rota da grande dissidente"

 

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