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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

EUA - Congresso

    Ontem, dia 13 de Maio de 2008, houve eleições, no Distrito de Mississipi, para um lugar no Congresso. Ganhou o candidato do Partido Democrático. A importância deste acontecimento tem a ver com o seguinte.

  • 60 anos que o Representante eleito neste distrito era do Partido Republicano.
  • Nas eleições de 2004, Bush teve, aqui 60% de votos, como era tradição.
  • A campanha do Partido Republicano "meteu" tudo. Veio cá o Vice-Presidente (Cheney), ligou-se o candidato do Partido Democrático aos "valores" de Obama, argumentou-se com o reverendo Wright, falou-se do radicalismo do Obama, do terrorismo, etc etc. Em matéria de porcaria, por aqui, vale tudo menos arrancar olhos. Como aparte, esta é uma das razões que leva os cidadãos a afastar-se da política...
  • O candidato do Partido Democrático, contra as previsões gerais, ganhou com uma maioria de 8 pontos percentuais (54% / 46%).
  • Esta é a terceira vitória consecutiva, em situações semelhantes, do Partido Democrático, nesta primavera. As anteriores foram em IllinoisMissouri, estados que, como o Mississipi, são considerados republicanos.
  • Tudo isto coloca a questão do chamado "mapa eleitoral" dos EUA em que há, tradicionalmente, 3 tipos de Estados: os vermelhos (republicanos), os azuis (democratas) e os chamados "swing States" (que umas vezes são vermelhos, outras azuis). Uma das questões que se discute é que este mapa, com a candidatura de Obama (e, também, de McCain), pode ser profundamente alterado e que poderá estar a assistir-se a uma mudança profunda desta realidade. Basta recordar que, desde o início das Primárias, por iniciativa dos candidatos do Partido Democrático (principalmente da candidatra de Obama) foram inscritos nos cadernos eleitorais mais de 3 milhões e meio de novos eleitores, muitos deles que, não sendo eleitores novos, participaram nestas Primárias, pela primeira vez na sua vida, num acto eleitoral americano!
  • Hoje, no brilhante discurso de apoio a Obama, John Edwards afirmou que uma das razões que o levava a juntar-se à candidatura de Obama era porque, também ele, desejava não duas Américas (a vermelha e a azul), mas uma América, não dois sistemas de educação pública (o dos pobres e o dos outros), mas um sistema de educação pública (ao serviço de todos os americanos), não dois sistemas de saúde (o que não existe e o que suporta os lucros das companhias seguradoras), mas um sistema de saúde universal e de qualidade, não duas sociedades (a de mais de 35 milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza e a dos restantes), mas uma sociedade mais justa e mais humana, não da América da guerra no Iraque, mas a de uma nova política de relações internacionais, não um país conduzido pelos interesses de lobbies e corporações instalados em Washington DC, mas um país com uma nova classe dirigente. Perdoem-me a falta de rigor, mas estou a escrever, de memória, com base do que ouvi e agora recordo. Alguma incorrecção é, no entanto, um infinitésimo perfeitamente desprezável perante a riqueza das suas palavras

                 

Fernando

             

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