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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Desemprego e precariedade: duas realidades em crescimento (II)

    A Comissão Política do Comité Central do PCP chama ainda a atenção para os seguintes factos:

-         O aumento do desemprego atinge esmagadoramente as mulheres e por esta razão a taxa de desemprego das mulheres está nos 9,4%. Dos 34 900 trabalhadores a mais desempregados entre o 2º trimestre de 2006 e o 2º trimestre de 2007, verifica-se que 32 700 trabalhadores são mulheres.

-         A taxa de desemprego dos jovens (15-24 anos) atingiu o valor de 15,3%, quase o dobro da média nacional.

-         O desemprego dos trabalhadores licenciados subiu 25,1% de um ano para o outro. Existem hoje 50 800 trabalhadores licenciados no desemprego, mais 10 200 do que no 2º trimestre do ano passado.

-         Cerca de metade do desemprego é de longa duração. No final do 2º trimestre de 2007 tínhamos 221 mil trabalhadores que procuram emprego há menos de 12 meses e 216 400 trabalhadores que procuram emprego há mais de 1 ano.

-         A evolução do emprego acompanha o modelo de desenvolvimento económico cujo perfil é de emprego pouco qualificado. As únicas profissões que no último ano viram a população empregada aumentar foram o "pessoal dos serviços e vendedores" (mais 16 700 pessoas) e os trabalhadores não qualificados (50 mil trabalhadores). Em contrapartida reduziu-se o número de quadros superiores (- 48 300), o de trabalhadores intelectuais (-11 400), o de técnicos e profissionais de nível intermédio (- 8 600) e o de operários, artífices e trabalhadores similares (-17 600).

-         Em vez da prometida criação de 150 000 postos de trabalho assumida pelo PS durante as últimas eleições legislativas, o que se verifica é que o número de desempregados cresceu desde a tomada de posse do governo, de 399 300 para os actuais 440 500.

Estes dados confirmam o carácter estrutural do problema do desemprego em Portugal e as responsabilidades do Governo PS no seu agravamento. Situação tão mais preocupante quanto o aumento do desemprego tem sido acompanhado pela regressão dos níveis de protecção social existentes, como se comprova pelas alterações introduzidas no último ano, quer no acesso, quer no valor do subsídio de desemprego.  

A situação de desemprego a que o país chegou tem consequências extraordinariamente negativas no desenvolvimento e dinamização do mercado e consumo interno, nas despesas e receitas da segurança social, nos níveis salariais praticados e nos direitos dos trabalhadores.

Mas o problema do desemprego é bem mais dramático do que aquilo que os números, por si só, já revelam. O aumento do desemprego é sinónimo de dificuldades económicas para centenas de milhar de famílias, de dificuldades no acesso a bens e serviços essenciais, de novas vagas de emigração, de degradação das condições de vida, de endividamento e de situações de pobreza, miséria e exclusão social.

 

In nota da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português de 24 de Agosto de 2007

 

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